Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Desconstruindo o belo

    Nunca tinha pensado nisso, mas sempre achava esquisito a arte sem estética, despertando emoções negativas, mas quem sou eu para questionar? Até que, conversa vai, conversa vem, me encontro no meio do debate. É uma forma de doutrinação, desconstroem o belo. E por que? Pergunto. Uma das respostas está nesse pequeno trecho

    “Para os antigos, como Platão e Platino, o belo era um fim em si mesmo, um valor final, um absoluto – ou seja, razão suficiente para que busquemos alguma coisa, assim como buscar o que é verdadeiro e buscar o que é bom.”

    Dessa maneira, querem que sigamos num caminho por onde não chegaremos à verdade e ao que é bom. A pauta é para que nos tornemos seres sem objetivos, marionetes mesmo, que vivamos no coletivo, sem desejos individuais, enfim, sem esperança. Há método nisso tudo? Há objetivo real? A desconstrução da beleza é um movimento espontâneo ou imposto?

    Em busca dessas respostas ando caminhando e li um pouco sobre isso dias atrás. Impera atacar particularmente a beleza, capaz de levar o homem à contemplação, ao espiritual, até seu Deus. Não seria possível levar adiante o igualitarismo sem tirar o poder de atração ao bem e uma das formas de fazê-lo seria através da desconstrução estética para mudar a ética. Uma arte cheia do horrendo muda uma mentalidade.

    Mensagens subliminares ou slogans patentes para veicular uma ideologia e edificar a utopia. A visualização da beleza traz o ser humano para cima, para o transcendente, e o faz consciente da sua “feiura”, seus defeitos e o insta a melhorar.

    A sociedade “moderna”, não querendo sair do lamaçal que vem chafurdando, termina por atacar e destruir a beleza para que não se sinta obrigada a mudar. Entendo isso também pelo lado político: quanto mais sem objetivos, sem sentido, sem desejos, sem alvos estiver uma sociedade, mais facilmente será ela manipulada. Eis algumas respostas, pensemos sobre isso!


  • Prefeitura de Natal entrega 26 apartamentos em Mãe Luíza

    A Prefeitura de Natal entregou 26 apartamentos para os atingidos pelos desmoronamentos em Mãe Luiza no ano de 2014, quando fortes chuvas destruíram a rua Guanabara. A entrega das chaves dos apartamentos foi realizada pelo prefeito Álvaro Dias, juntamente com a secretária Municipal de Habitação (Seharpe), Shirley Cavalcanti e outros auxiliares. O Residencial Mãe Luíza está localizado numa das principais vias do bairro, na Rua João XXIII. “Para nós, é motivo de orgulho, de satisfação, de alegria e de uma honra muito grande poder ter realizado com recursos próprios a construção dessas moradias para restituir a dignidade, a tranquilidade da moradia dessas famílias”, disse o prefeito.


    Ele destacou que os moradores permanecerão no bairro, próximos às suas histórias, amigos, familiares e aos equipamentos públicos que já conhecem. “Vão ocupar o seu espaço, seu local, no mesmo bairro, nas proximidades de onde ocorreu o desastre”, enfatizou. A tragédia em Mãe Luiza começou no dia 13 de junho de 2014, quando fortes e intensas chuvas provocaram até o dia seguinte o deslizamento da encosta entre a Rua Guanabara e a Avenida Sílvio Pedroza.

    Com o deslizamento, 26 imóveis caíram ou foram demolidos pelos órgãos públicos porque ficaram comprometidos. Cerca de 20 outros imóveis precisaram de reformas. A gigante cratera que se abriu entre Mãe Luíza e o bairro de Areia Preta foi fechada e a área, juntamente com o sistema de drenagem e esgotamento, foi revitalizada, dando lugar a uma grande escadaria, hoje ponto turístico, ligando as duas principais vias atingidas. Contudo, a situação da moradia das famílias permaneceu indefinida por quase dez anos. Agora, a Prefeitura concluiu as casas.

    Ao todo foram erguidas 29 unidades habitacionais de interesse social no empreendimento. A gestão municipal investiu ao todo R$ 4,5 milhões em recursos próprios nas unidades habitacionais, que possuem 49,89m² e contam com dois quartos, sala, banheiro, cozinha e acessibilidade para pessoas com deficiência.


  • Indicativo de greve de ônibus em Natal é aprovada hoje

    O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN) aprovou, em assembleia geral realizada nesta terça-feira, a greve dos motoristas de ônibus em Natal. A decisão foi anunciada após deliberação da categoria.

    Embora não haja paralisação programada para hoje, o sindicato informou que ao longo do dia serão realizadas reuniões para definir os próximos passos da greve. As principais reivindicações incluem a data-base salarial, as perdas inflacionárias e a manutenção do plano de saúde dos trabalhadores.

    O Sintro também comunicou que está prevista mais uma rodada de negociações e a definição do calendário da greve para esta quarta-feira 29.


  • Hospital de Oncologia Pediátrica da Liga tem obras 60% concluídas

    As obras de infraestrutura do Hospital de Oncologia Pediátrica da Liga Contra o Câncer já ultrapassaram os 60% de conclusão. A nova unidade, que está localizada no bairro do Alecrim, em Natal, vai contar com 40 leitos de enfermaria e 10 de UTI, além de um setor exclusivo para Transplante de Medula Óssea. Instituição de caráter filantrópico, a Liga contou com recursos de doações para o financiamento da obra.

    De acordo com levantamento feito pela entidade, até o fim de abril, mais da metade dos recursos foi originária do Ministério Público do Trabalho (MPT), que desde 2019 destina parcelas oriundas de processos de multas trabalhistas. Esses valores são destinados aos projetos, obras e compra de equipamentos de grande e pequeno porte, além de materiais permanentes, mobiliário, elevador, climatização e piso.

    O projeto do hospital também conta com destinação de recursos para a Liga através de emenda individual do senador Styvenson Valentim no ano de 2023, que possibilitou que a instituição pudesse investir na obra. Além disso, a Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva doou recursos para a aquisição de dois elevadores e elaboração do projeto de instalação de energia solar na unidade.

    Além da estrutura de leitos, consultórios e UTI, o hospital ainda terá espaços destinados para brinquedoteca e lazer dos pacientes e acompanhantes.

    “São graças às doações e a parceria com a sociedade e a classe política que a Liga consegue atender tão bem os pacientes que chegam em nossa instituição”, afirma o médico Roberto Sales, superintendente da Liga.


  • Ronnie Lessa: não matei Marielle por mixaria

    O ex-policial militar Ronnie Lessa confessou os assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes em depoimento à polícia veiculado no domingo (26) pelo programa Fantástico, da TV Globo.

    Segundo Lessa, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão ofereceram a ele e um de seus comparsas, conhecido como Macalé (o também ex-PM Edmilson de Oliveira, assassinado em 2021), um loteamento clandestino na zona oeste do Rio de Janeiro como forma de pagamento pela morte de Marielle.

    “Era muito dinheiro envolvido. Na época, ele falou em R$ 100 milhões que, realmente, as contas batem. R$ 100 milhões seria o lucro do loteamento. São 500 lotes de cada lado. Na época, daria mais de US$ 20 milhões”, disse Lessa.

    Moraes manda PF ouvir delegado preso por suposto envolvimento na morte de Marielle

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (27) o depoimento do delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob acusação de participar do plano que levou ao assassinato da vereadora carioca.

    A Polícia Federal tem cinco dias para ouvir o delegado. Moraes ressaltou no despacho que os investigadores deverão assegurar o direito ao silêncio e a garantia de não incriminação. O ministro do STF tomou a decisão após Barbosa manifestar sua vontade de depor.

    Na semana passada, o delegado fez um pedido escrito à mão para ser ouvido pela PF. Ao ser intimado a responder à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Rivaldo pediu “pelo amor de Deus” e “por misericórdia” para prestar depoimento. Ele está preso no presídio federal em Brasília.

    Barbosa foi preso na mesma operação que levou à cadeia o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão e o deputado federal (sem partido-RJ) Chiquinho Brazão. Irmãos, eles foram denunciados ao Supremo pela PGR por homicídio e organização criminosa. 

    Segundo as investigações, o ex-chefe da Polícia Civil deu orientações, a mando dos irmãos Brazão, para a realização dos disparos contra Marielle e o motorista Anderson Gomes, morto ao lado da vereadora em março de 2018, após um pequeno evento político.

    Após a apresentação da denúncia, a defesa de Rivaldo Barbosa questionou a credibilidade dos depoimentos de delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, réu confesso do assassinato e que apontou o delegado e os irmão Brazão como participantes do crime.

    Delegado teria se comprometido a proteger irmãos Brazão

    Parte da delação de Lessa foi tornada pública pelo programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo (26). Entre outras coisas, Lessa confirmou que Chiquinho Brazão e Domingos Brazão foram os mandantes do assassinato. 

    O ex-policial militar apontou que eles tiveram ao menos três encontros próximo a um hotel na Barra da Tijuca, sempre à noite. Conforme o delator, foram nessas ocasiões que eles citaram que Marielle “era uma pedra no caminho”.

    Lessa afirmou ainda que, durante esses encontros, os irmãos Brazão falaram que o delegado Rivaldo Barbosa, então chefe da Delegacia de Homicídios do Rio, participava do plano e iria protegê-los da investigação depois do assassinato.

    Além de Lessa, o Macalé (apelido do ex-PM Edimilson de Oliveira), participava das negociações. Apontado como responsável por fornecer a arma para o crime, ele foi assassinado em novembro de 2021.

    “Falaram o tempo todo que o Rivaldo estava vendo, que o Rivaldo do já está redirecionando e virando o canhão para outro lado, que ele teria de qualquer forma que resolver isso, que já tinha recebido pra isso no ano passado, no ano anterior, ele foi bem claro com isso: ‘Ele já recebeu desde o ano passado, ele vai ter que dar um jeito nisso’”, relatou.

    Rivaldo Barbosa se tornou o chefe de polícia do Rio de Janeiro um dia antes do assassinato. E, no dia posterior ao crime, ele nomeou o delegado Giniton Lajes para comandar a Delegacia de Homicídios. Para a PF, a escolha de uma pessoa de confiança para o cargo serviu para que os trabalhos de sabotagem se iniciassem no momento mais sensível da apuração do crime. 

    Lessa afirma que lucraria R$ 100 milhões com a morte de Marielle

    Ronnie Lessa afirmou ainda que, ao executarem o plano de assassinato da vereadora, ele e seus comparsas iriam receber um loteamento clandestino em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, avaliado em R$ 100 milhões. O local seria explorado pela milícia. Segundo Lessa, o valor alto contribuiu para que ele aceitasse fazer parte do esquema.

    “Não era uma empreitada, para você chegar ali, matar uma pessoa, ganhar um dinheirinho. Era muito dinheiro envolvido. Lá na época, ele falou em R$ 100 milhões, e as contas batem porque é o lucro dos dois loteamentos – 500 lotes de cada lado. Na época, acho que daria mais de US$ 20 milhões. A gente não está falando de pouco dinheiro. Isso foi um impacto. Ninguém recebe uma proposta de US$ 10 milhões simplesmente para matar uma pessoa. É impactante”, afirmou.

    A PF afirma em relatório que mesmo após buscar informações por meio de fontes abertas, fontes humanas, material apreendido no curso das apurações e investigações-satélites, não foi possível encontrar evidências concretas de planejamento para ocupar a área. Na delação, Lessa não detalha quando o plano seria colocado em prática.

    “A gente ia assumir e criar uma nova milícia. Então ali já teria a exploração de gatonet, a exploração de cones, a exploração de… qualquer outra coisa que a milícia explora. Venda de gás. A questão valiosa ali é o que? É depois. É a manutenção da milícia porque a manutenção da milícia vai trazer voto. Então, na verdade, eu não fui contratado para matar a Marielle como assassino de aluguel. Eu fui chamado com a sociedade, tá?”, contou o ex-policial.

    Irmãos Brazão teriam infiltrado casal de milicianos no PSOL 

    Ronnie Lessa também contou em depoimento à PF que, além de Marielle Franco, monitorava outros políticos do PSOL no Rio de Janeiro que incomodam um grupo miliciano de Rio das Pedras, na Zona Oeste da cidade. 

    De acordo com Lessa, Chiquinho Brazão e o irmão dele, o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão, infiltraram o miliciano Laerte Silva de Lima e a mulher, Erileide Barbosa da Rocha, no PSOL. A filiação do casal ao partido ocorreu em abril de 2017 – eles foram expulsos da sigla em dezembro de 2020 “em função da real atuação de ambos”. 

    “O Domingos, por exemplo, não tem papas na língua. Ele simplesmente fala que… ele colocou, digamos assim, um espião no PSOL, no partido da Marielle. E o nome desse espião seria Laerte, que é uma pessoa do Rio das Pedras, que depois eu soube se tratar de um miliciano. Uma pessoa responsável por várias atividades da milícia lá. E essa pessoa trazia informações para os irmãos com relação ao PSOL em si”, disse Ronnie aos investigadores.

    “Não somente em relação à Marielle. Ele falava sempre do Marcelo Freixo. Falava do Renato Cinco. Tarcísio Motta… Falava dessa pessoa. E demonstrava, assim, um interesse diferenciado por essas pessoas, pelas pessoas do Psol”, completou o ex-policial. 

    Lessa afirmou que antes de planejar o crime contra Marielle, os irmãos Brazão haviam citado outro político do PSOL do Rio de Janeiro como alvo: Marcelo Freixo. Atual presidente da Embratur, ele foi deputado estadual e presidiu uma CPI que investigou as milícias no Estado. “Em determinado momento, já em 2017, se eu não me engano, ele veio com um assunto relacionado ao Marcelo Freixo”.

    Um dos entraves, conforme o delator, era conseguir atirar no político sem errar e sair ilesos, uma vez que Freixo sempre andava rodeado de seguranças. “No meio de 20 seguranças… Eu acho que não vou ali provocar uma pessoa qualquer, a gente está provocando o Marcelo Freixo. Fui tirando isso da cabeça dele. Aí ele aceitou, não cobrou mais. Ali foi a nossa primeira entrada com relação a crimes”, declarou Lessa.

    De acordo com a PF, foi confirmado que antes do plano de matar Marielle, o ex-policial militar fez pesquisas sobre o PSOL, incluindo Freixo. O presidente da Embratur chamou Lessa de “psicopata” e “covarde” por ter feito a escolha de assassinar a então vereadora do Rio de Janeiro. “O Lessa é um psicopata. É uma pessoa que não tem qualquer respeito pela vida. Respeito por ninguém”.

    “É um verdadeiro psicopata. Mas quantas pessoas ele matou antes da Marielle? Foram centenas. Todo mundo sabe disso no Rio de Janeiro. A psicopatia dessa pessoa somada à covardia – porque ele escolhe a Marielle porque é covarde – se soma ao Rio de Janeiro onde polícia e política não se separam ”, declarou Freixo ao Fantástico. 

    Conforme o delator, a insatisfação com Marielle teria ocorrido por causa da votação de um projeto que flexibilizava as regras de regularização fundiária na Zona Oeste. Na época, Chiquinho era vereador e se irritou com a bancada do PSOL que votou contra o texto. A lei foi aprovada, mas depois vetada pelo então prefeito Marcelo Crivella. Por fim, o Tribunal de Justiça julgou a matéria inconstitucional. 

    Advogados dizem não haver provas contra os acusados

    Ao Fantástico, a defesa de Domingos Brazão afirmou que não há elementos que sustentem a versão de Lessa e que não há provas da narrativa apresentada. Já os advogados de Chiquinho afirmaram que a delação de Lessa “é uma desesperada criação mental na busca por benefícios, e que são muitas as contradições, fragilidades e inverdades”.

    A defesa de Rivaldo Barbosa, por sua vez, alegou que ele nunca teve contato com supostos mandantes do crime e que não há registro de recebimento de valores provenientes de atos ilícitos. Também criticou a atuação da PF, dizendo que o relatório da investigação se baseia só nas palavras de um assassino, sem provas concretas.

    Já os advogados de Giniton Lajes disse que a delação de Lessa é uma “infâmia grosseira”, e afirmou ainda que ele é o responsável por descobrir a autoria do crime e não a Polícia Federal. “Ele é o herói, e não o bandido”, declarou a defesa. 


  • Bruno do Munck fala de pré-campanha e proposições públicas

    Pré-candidato a vereador pelo REDE Sustentabilidade, Bruno Fernandes, popularmente conhecido como Bruno do Munck, é apontado com potencial para ser uma das renovações no Legislativo de Mossoró.

    Com trabalho no Grande Santo Antônio, na zona Norte, Munck fala o que o motivou a se lançar pré-candidato, “minha motivação vem do exemplo do meu pai, Ailton do Munck, uma figura respeitada na comunidade. Meu pai serviu de inspiração, me estimulando a ajudar as classes sociais que mais precisam de ajuda.”

    Sobre a fase da pré-campanha, Bruno fala como está a organização de sua pré-candidatura, “venho conversando com lideranças do Santo Antônio e com os moradores, tenho compromisso com nosso bairro, do qual sou morador há 31 anos e sem em que precisamos melhorar.”

    Com as bandeiras da saúde e da participação popular, Bruno está trabalhando em suas propostas, e apresenta os eixos temáticos que irão nortear sua plataforma, “na saúde vamos defender a melhoria do acesso aos serviços de saúde, a implementação de programas de saúde mental e parcerias com as universidades para oferecer atendimento médico gratuito à população.”

    Na participação popular, Bruno propõe o fortalecimento dos conselhos comunitários, a execução de programas de orçamento participativo e a melhoria da transparecia e comunicação do governo através das plataformas digitais.


  • Falta um adulto na mesa da centro-esquerda natalense

    A derrota para Rogério Marinho em 2022 não bastou para a centro-esquerda aprender a dialogar como adulta e construir as bases para a vitória.

    Em 2022, a centro-esquerda potiguar se dividiu na eleição para o Senado e para deputado federal. O resultado foi o PL, principal partido de oposição a Lula, elegendo um senador e quatro federais.

    Em 2024, a centro-esquerda natalense repete os erros de sempre, priorizando a política pequena (recheada de intrigas e rancores) em detrimento da unidade que a tornaria competitiva.

    Abandono a Carlos Eduardo

    O primeiro passo da tragédia anunciada da centro-esquerda natalense em 2024 foi dado já nas últimas eleições.

    Com a reeleição bem encaminhada, Fátima Bezerra decidiu dar o xeque-mate antes mesmo da abertura das urnas. Trouxe Carlos Eduardo para sua chapa como candidato ao Senado.

    Escanteou Jean Paul, que segundo as pesquisas internas venceria a eleição com o apoio de Lula. Não buscou em momento algum o apoio de Rafael Motta para Carlos Eduardo. Julgou que Rafael estava blefando e o ignorou.

    Chapão Fátima e Rogério

    Na campanha, mesmo sem adversário, Fátima preferiu o caminho mais fácil para a reeleição no 1º turno: ignorou seu candidato a senador, Carlos Eduardo, e fez campanha com os prefeitos que apoiaram Rogério Marinho. O resultado foi previsível: Fátima reeleita no 1º turno e Rogério eleito senador.

    Enfiando o pé

    Logo após a eleição, o PT abandona Carlos, lança Natália para a prefeitura de Natal e força o então aliado a buscar outros caminhos.

    A imaturidade de Natália

    2023 começou marcado pelo rompimento público entre o prefeito de Natal, Álvaro Dias, e o senador eleito Rogério Marinho. O partido de Álvaro, Republicanos, faz parte da base do governo Lula. E Álvaro buscou aproximação com o PT para viabilizar as obras que deseja concluir em sua gestão.

    Diante da sinalização pública de Álvaro de que poderia apoiar um candidato do PT para a sua sucessão, a resposta veio de forma infantil pela voz de Natália Bonavides e de seu vereador, Daniel Valença. Um deselegante “tranca” em Álvaro.

    Pegou mal até em casa

    As declarações de Natália irritaram até mesmo alguns dos mais importantes dirigentes do petismo no RN. E afastou de vez as chances de unir a base do governo Lula em 2024, na capital.

    As picuinhas entre petistas
e Rafael Motta

    Em abril, o ex-deputado federal Rafael Motta deu entrevista ao Estadão. “Apesar da Natália ter uma intenção de voto maior, ela meio que chegou em um teto. E o problema é que ela tem muita rejeição. Em um provável segundo turno, é arriscado haver uma derrota, dependendo do adversário”, disse Rafael.

    A declaração se deu no momento em que ele encerrou sua passagem relâmpago pela gestão de Álvaro Dias e se lançou pré-candidato à prefeitura de Natal. Foi, à época, a quarta pré-candidatura na base aliada de Lula: Natália Bonavides (PT), Carlos Eduardo (PSD), Joana Guerra (REP) e o próprio Rafael.

    E piora

    Para alegria dos blogueiros, o caso não ficou por isso.

    No dia seguinte, em suas redes sociais, a vereadora petista Brisa Bracchi deu o troco em Rafael. “Quem chega diminuindo a adversária com críticas rasas é porque ainda está procurando seu lugar”, disse Brisa, que complementou: “É conveniente que Rafael Motta tenha saído da péssima gestão de Álvaro Dias e diga que Natália tem rejeição”.

    O vereador de Natália, Daniel Valença, também deu sua resposta: “A companheira Natália Bonavides estará no segundo turno das eleições deste ano. E isso não depende do desejo de Rafael Motta”.

    Resultado: portas fechadas para o o diálogo entre PT, PSB e Republicanos.

    Quem ganha é Paulinho

    Enquanto a centro-esquerda se divide em sua infantilidade, a centro-direita construiu a unidade em torno da pré-candidatura do deputado federal Paulinho Freire.

    Paulinho avançou sobre as bases do governo Lula ao conquistar o apoio de Álvaro Dias. Depois, unificou a direita com o apoio de General Girão.

    Democrático e com perfil moderno, Paulinho ainda foi decisivo para que se conseguisse os recursos necessários para a conclusão das importantes obras municipais em curso.

    Enquanto isso, a centro-esquerda natalense… 


  • Reitoria do IFRN é fechada na manhã de hoje

    A greve dos servidores do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), iniciada em três de abril, não parece ter prazo para terminar. Hoje, por volta das seis horas da manhã, a Reitoria que fica no bairro Tirol, na capital potiguar, foi fechada.

    Após a proposta do governo federal às reivindicações, os servidores decidiram intensificar a greve. Além do descontentamento com o percentual de aumento salarial, a paralisação prossegue por melhores condições de trabalho, além da defesa da autonomia e da qualidade da educação pública.

    Conforme já publicado pelo portal O Potengi, os servidores têm uma agenda de mobilizações que incluem atos reuniões e plenárias até amanhã, quarta-feira.

    De acordo com informações recebidas por nossa redação, amanhã o Campus Central será fechado.

    Os servidores têm realizado as ações na reitoria, campus central, sindicatos e em locais de manifestações culturais, na tentativa de sensibilizar as autoridades e a sociedade sobre a importância de atender às reivindicações para garantir um ambiente educacional adequado e valorizado.

    Greve

    A greve começou no dia 3 de abril, com uma reunião em frente ao Campus Central no bairro do Tirol, professores e funcionários técnico-administrativos dos Institutos IFRN e de outras instituições federais de ensino, totalizando mais de 600 unidades, aderiram à luta. Já a partir do dia 8 do mesmo mês o calendário acadêmico de aulas deste ano foi suspenso, aos poucos 22 campis do Rio Grande do Norte foram fechando as portas.


  • Comércio em Natal tem horário especial no feriado de Corpus Christi

    Na próxima quinta-feira (30), devido ao feriado de Corpus Christi, o horário de funcionamento do comércio em Natal será modificado. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal divulgou informações sobre o que estará aberto e fechado durante este dia.

    Comércio de rua e bancos permanecerão fechados, enquanto shoppings e supermercados terão horários especiais de funcionamento.

    Confira o que estará aberto e fechado durante o feriado:

    Comércio de Rua (Alecrim, Centro da Cidade, Zona Norte e Ribeira)

    • Lojas fechadas.

    Shoppings

    Shopping 10

    • Totalmente fechado.

    Shopping Midway Mall

    • Alimentação e lazer: das 11h às 22h;
    • Lojas e quiosques: das 14h às 21h;
    • Cinemark aberto conforme programação;
    • Supermercado Pão de Açúcar: aberto das 7h às 22h;
    • Academia: das 8h às 17h.

    Natal Shopping

    • Alimentação e Lazer: das 11h às 22h | Quiosques de Alimentação: das 13h às 21h
    • Lojas e Quiosques: das 15h às 21h | Lojas Mega e Âncoras: das 12h às 21h
    • Alpendre: das 14h às 23h
    • Academia Bodytech: das 08h às 18h
    • Cinema: Conforme programação

    Praia Shopping

    • Praça de Alimentação: das 11h às 22h
    • Demais lojas: das 14h às 20h

    Shopping Cidade Jardim

    • Lojas e quiosques: das 14h às 20h
    • Alimentação a partir das 12h

    Shopping Via Direta

    • Lojas, Box’s e Quiosques: das 14h às 20h (Facultativo)
    • Praça de Alimentação: das 12h às 20h (Facultativo)

    Cidade Verde

    • Alimentação e lazer: das 12h às 22h
    • Lojas: das 15h às 20h
    • Clínicas fechadas

    Partage Norte

    • Alimentação e Lazer: das 11h às 22h (Cinema conforme sessões)
    • Lojas e Quiosques: das 15h às 21h (Facultativo a partir das 11h)
    • Academia: das 8h às 14h
    • Hipermercado: das 07h às 21h

    Supermercados

    • Funcionamento das 7h às 21h

    Bancos

    • Fechados

  • Exército do RS afasta soldados por divulgação de notícia falsa

    O Exército determinou, neste domingo (26), o imediato afastamento de militares que divulgaram, sem consentimento do comando, um alerta para que moradores de um bairro de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, evacuassem a área por risco de inundação.

    Integrantes da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, os militares, cujos nomes não foram divulgados, repassaram à população a informação de que um dique tinha se rompido e que as águas inundariam o bairro Mathias Velho, contribuindo para disseminar o pânico entre os moradores da área.

    Segundo o Exército, os militares ouviram de terceiros o relato de que o dique tinha se rompido e não checaram a informação antes de propagá-la. “Tal situação decorreu de um grave erro de procedimento”, informou a Força, em nota divulgada pelo Comando Militar do Sul.

    “Medidas administrativas foram adotadas para apurar rigorosamente os fatos. Os militares envolvidos foram afastados de suas atividades durante o processo de investigação”, acrescentou o Exército, manifestando solidariedade “a todos os moradores erroneamente informados” do falso rompimento e pedindo desculpas pelo ocorrido.

    Fake news

    Ao menos 169 pessoas morreram devido às consequências adversas das chuvas torrenciais que atingem o Rio Grande do Sul desde o fim de abril, segundo levantamento da Defesa Civil estadual concluído às 9 horas desta segunda-feira (27). Mais de 2,34 milhões de gaúchos foram direta ou indiretamente afetados em um dos 469 municípios atingidos. Só em Canoas, foram registrados 27 óbitos e a prefeitura decretou situação de calamidade pública no dia 6 de maio.

    Em meio à catástrofe socioambiental e à comoção diante das perdas de vidas e materiais, as notícias falsas (as chamadas fake news) se proliferaram, agravando a situação e, em muitos casos, dificultando os trabalhos de resgate e assistência às vítimas. Grande parte delas buscava deslegitimar as ações do Poder Público, sobretudo dos governos federal e estadual, propagando teorias conspiratórias – na maioria das vezes, com objetivos políticos.

    Pesquisadores do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisaram parte das publicações em redes sociais e anúncios que citavam a catástrofe divulgados por meio da plataforma de publicidade digital da Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e Whatsapp.

    Além de identificar 402 anúncios que classificaram como fraudulentos ou desinformativos, os pesquisadores identificaram ao menos oito eixos temáticos amplamente difundidos “por influenciadores, sites e políticos de extrema direita para se autopromover e espalhar desinformação”, com objetivos políticos e econômicos.

    Na mesma linha, o coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini, disse, em entrevista à Agência Brasil, que a quebra da normalidade, a desordem momentânea e as incertezas geradas por desastres proporcionam ambiente favorável para a disseminação das chamadas fake news. E que as redes sociais são terreno fértil para a desinformação.

    Na semana passada, a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que fechou acordo com as plataformas de redes sociais Kwai, Tik Tok, LinkedIn, Google, YouTube e Meta para combater a disseminação de desinformação sobre as ações do governo federal envolvendo as enchentes que atingem o Rio Grande do Sul. Pelo acordo, as empresas se comprometeram a “tomar medidas” contra conteúdos desinformativos sobre a tragédia climática no estado. Dias antes, a AGU já tinha pedido à X (antigo Twitter), TikTok e Kwai que retirem do ar postagens com desinformação sobre a entrega de alimentos para a população afetada pelas enchentes.

    Fonte: Agência Brasil





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