Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Taxação da Shein pode ser votada hoje

    Nesta terça-feira (4), a partir das 14h, o Senado Federal pode votar o Projeto de Lei (PL) 914/2024, que institui o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover). O projeto, vindo da Câmara dos Deputados, visa incentivar a produção de veículos menos poluentes por meio de incentivos financeiros, mas também inclui a taxação de produtos importados até US$ 50.

    A votação do projeto estava inicialmente prevista para a última quarta-feira (29), mas foi adiada para que os senadores tivessem mais tempo para analisar o tema. O projeto tem pedido de urgência de líderes partidários, o relator na Câmara, deputado Átila Lira (PP), justificou a inclusão da taxação como uma medida para atender a demanda do varejo nacional por isonomia tributária.

    Lira (PP), incluiu o fim da isenção do imposto de importação como um “jabuti” — no jargão do Legislativo, quando um tema é incluído em proposta de assunto diferente — com a justificativa que a medida atende uma demanda do varejo nacional em relação a isonomia tributária. O texto define uma uma alíquota de 20% sobre o valor de produtos de sites estrangerios como Shein e AliExpress.

    o varejo nacional defende o fim da isenção para garantir um equilíbrio entre a carga tributária cobrada de empresas nacionais e estrangeiras. Setores afirmam que a manutenção da medida pode levar a demissões.

    Polêmica da taxação das “blusinhas”

    Um dos pontos no projeto, conhecido como “taxação das blusinhas”, estabelece uma alíquota de 20% para a importação de mercadorias até US$ 50. Esta inclusão foi feita pela Câmara e é considerada um “jabuti” — um tema estranho ao objetivo principal da proposta. Em agosto de 2023, no âmbito do programa Remessa Conforme, o governo federal havia isentado essas compras do Imposto de Importação, que era de 60%.

    Atualmente, empresas que aderiram ao programa, como Amazon, Shein e Shopee, cobram apenas 17% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

    A mudança na alíquota no imposto de importação afeta também outras cobranças, como a do ICMS.

    “O valor exato de quanto o consumidor pagará a mais estará condicionado ao acréscimo de 20% do valor aduaneiro da mercadoria”, diz João Casalatina, sócio da Simões Pires Advogados.

    Resumidamente, isso significa que a carga tributária total tende a ser ainda maior, pois o cálculo do ICMS incide sobre o valor total do produto, depois de já incluído o ‘novo’ Imposto de Importação.

    Por exemplo, ao adquirir um item que custa R$ 200, com a nova tributação, o consumidor teria o Imposto de Importação de 20% do valor do produto, o que resultaria em R$ 40 adicionais. Já o ICMS seria de 17% sobre o valor total, considerando o imposto de importação.

    Assim, de acordo com Luísa, do Grupo Nimus, a lógica passa a ser:

    • 17% de (R$ 200 + R$ 40) de iCMS
    • Isso resultaria em R$ 34 de ICMS e R$ 6,80 adicionais
    • Assim, o custo total do item, com impostos, seria:
    • R$ 200 (preço do produto) + R$ 40 (imposto de importação) + R$ 40,80 (ICMS)
    • O valor total seria de R$ 280,80


  • RN registra chuvas de quase 100 mm em 24 horas e pontos de Natal ficam alagados

    Nas últimas 24 horas, o Rio Grande do Norte recebeu intensas chuvas, com acumulados que chegaram a quase 100 mm em algumas localidades. Segundo o boletim pluviométrico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado (Emparn), o maior registro foi em Vila Flor, na região Leste do Estado, com 92,4 mm. Canguaretama, Nísia Floresta e Natal também registraram altos índices, com 69,8 mm, 64,2 mm e 64 mm, respectivamente.

    A coleta de dados compreendeu o período das 7h da segunda-feira (3) até às 7h desta terça-feira (4). Na região metropolitana de Natal, outras cidades também tiveram acumulados significativos. Parnamirim registrou 56,7 mm e São Gonçalo do Amarante, 49,8 mm. Em contraste, Macaíba e Ceará-Mirim apresentaram baixos acumulados.

    Devido às chuvas intensas, diversas avenidas em Natal ficaram alagadas, causando transtornos para os moradores. A Defesa Civil, em conjunto com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), emitiu um alerta de risco moderado para alagamentos em Natal e na região Leste do Estado, válido para esta terça-feira (4).

    Além do alerta de alagamentos, a Defesa Civil também notificou sobre o risco hidrológico, incluindo inundações e enchentes. Conforme o Cemaden, há previsão de chuvas ao longo do dia, com possibilidade de pancadas de forte intensidade. Estas condições podem resultar em enxurradas em áreas com maior declividade, inundações bruscas de pequenos córregos e alagamentos urbanos em locais com drenagem deficiente.

    Confira os pontos de alagamento em Natal, segundo a STTU:

    • Ponto de alagamento parcialmente transitável na avenida Prudente de Morais x Av Nascimento de Castro.
    • Ponto de alagamento transitável na avenida Prudente de Morais x Av Alexandrino de Alencar.
    • Ponto de alagamento intransitável na avenida Presidente Sarmento, em frente ao mercado da avenida quatro, Alecrim.
    • Ponto de alagamento parcialmente transitável na avenida Nevaldo Rocha, em frente a antiga sede da Semtas.
    • Ponto de alagamento parcialmente transitável na avenida Capitão Mor Gouveia x rua Adolfo Gordo, Cidade da Esperança.
    • Ponto de alagamento intransitável na avenida Solange Nunes, próximo ao posto de combustível de Nova Cidade.
    • Ponto de alagamento transitável na avenida Coronel Estevam, próximo a avenida Antônio Basílio.
    • Ponto de alagamento parcialmente transitável na rua Almino Afonso, próximo à Igreja Bom Jesus.
    • Ponto de alagamento parcialmente transitável na avenida Nevaldo Rocha x av Coronel Estevam.
    • Ponto de alagamento transitável na Avenida Amintas Barros, entre a rua dos Caicos e avenida Interventor Mário Câmara.
    • Ponto de alagamento parcialmente transitável na avenida Paulistana, próximo a lagoa de captação.
    • Ponto de alagamento transitável na avenida Itapetinga, próximo ao complexo penitenciário.
    • Ponto de alagamento parcialmente transitável na rua José Gonçalves.
    • Ponto de alagamento transitável na avenida Afonso Pena X rua Mossoró.


  • “Drive-thru do Lixo Eletrônico” promove recolhimento de equipamentos eletrônicos em Natal RN

    A ação “Drive-thru do Lixo Eletrônico”, integrante das atividades em comemoração à Semana do Meio Ambiente 2024 em Natal, terá início nesta terça-feira (4). O principal objetivo é incentivar o recolhimento de equipamentos eletrônicos que não são mais úteis para a população, evitando que sejam descartados de forma inadequada. O projeto contará com quatro pontos de descarte na capital e acontecerá até sexta-feira (7).

    Os equipamentos de uso doméstico de pequeno e médio porte, como computadores, impressoras, telefones, carregadores e eletrodomésticos, serão coletados durante a ação. A Prefeitura do Natal, responsável pela iniciativa, destaca que o descarte adequado desses materiais possibilita o seu desmonte e reutilização como matéria-prima em novas produções, contribuindo para a redução da extração de recursos naturais.

    Pontos de Coleta:

    • Terça-feira (4), das 10h às 13h – Partage Norte Shopping;
    • Quarta-feira (5), das 9h às 12h – Estacionamento do CCAB-SUL, em Capim Macio;
    • Quinta-feira (6), das 9h às 12h – Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, em Nossa Senhora de Nazaré;
    • Sexta-feira (7), das 9h às 12h – Shopping 10, localizado no Alecrim.

    Essa iniciativa visa não só promover a conscientização sobre a importância do descarte adequado de resíduos eletrônicos, mas também proporcionar à população uma maneira prática de contribuir para a preservação do meio ambiente.


  • Sebrae-RN inicia semana de renegociação de dívidas para micro e pequenas empresas

    Começou nesta segunda-feira (3) a Semana de Renegociação de Dívidas no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN). O evento, que acontece até o dia 6 de junho, está sendo realizado em todas as agências do Sebrae no estado, das 9h às 17h.

    Durante a ação, equipes de consultores especializados estarão disponíveis para auxiliar os empresários na análise de suas dívidas e na elaboração de estratégias personalizadas de renegociação junto às instituições financeiras. Os consultores combinarão análises da capacidade financeira da empresa com a capacidade de pagamento para ajudar os empresários a construir propostas de quitação conforme a realidade do seu negócio.

    “Com essa ação, o Sebrae-RN se dispõe a contribuir com os empresários na construção de uma proposta para renegociar a dívida junto à instituição financeira com mais segurança, dentro da realidade financeira da sua empresa e prevenir inadimplências futuras”, comentou a gestora de Crédito do Sebrae-RN, Ruth Maia.

    A Semana de Renegociação de Dívidas visa oferecer um suporte essencial para os micro e pequenos empresários que enfrentam dificuldades financeiras, ajudando-os a estabilizar suas finanças e assegurar a sustentabilidade de seus negócios a longo prazo.


  • Governo do RS estima em R$ 10 Bilhões para adequação de rodovias

    O governo do Rio Grande do Sul estima que precisará de pelo menos R$ 3 bilhões para consertar os estragos que os temporais do último mês causaram em parte das rodovias e pontes sob responsabilidade do estado. O governador Eduardo Leite não descarta, contudo, a hipótese de o estado destinar até R$ 10 bilhões para adaptar estradas e pontes às mudanças climáticas em curso.

    Segundo Leite, requalificar a infraestrutura, tornando-a mais resistente, é uma forma de tentar evitar que volte a ser destruída por chuvas fortes e deslizamentos de terra. “Analisando as rodovias estaduais atingidas pelos eventos climáticos, temos dois cenários. Se trabalharmos [somente] com a correção dos trechos, para liberá-los, estimamos em cerca de R$ 3 bilhões o investimento [necessário] para os deixarmos nas condições anteriores, com algum grau de melhoria”, disse o governador ao detalhar, nesta segunda-feira (3), o plano estadual de reconstrução de rodovias.

    “Já, se projetarmos a reconstrução de forma resiliente, com a adaptação para mudanças climáticas, fazendo as intervenções [necessárias] e reforçando a estrutura para evitar novas intercorrências, podemos chegar a R$ 10 bilhões em intervenções”, acrescentou Leite. “Vamos buscar viabilizar todo o investimento possível. Não temos condições de asseverar que todos eles serão feitos, mas, seguramente, ao menos R$ 3 bi estamos estimando investir.”

    Durante o anúncio, Leite e o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, afirmaram que ainda há, no estado, 95 pontos bloqueados ao tráfego de veículos, dos quais 65 são de responsabilidade estadual, e 30 federais. Das rodovias e pontes estaduais bloqueadas, ao menos 40 sofreram o que o governo gaúcho classifica como “grandes impactos”. E a reparação de 30 delas são consideradas “prioritárias”.

    “Estamos falando de pontes ou trechos [de rodovias] rompidos, onde é preciso restabelecer a passagem. Para [parte disso], estamos dando soluções com editais que estão sendo publicados hoje”, informou Leite, garantindo que, ainda hoje, serão publicados seis editais para contratação de reparos em pontes de rodovias estaduais do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), e que mais dois editais serão publicados “nos próximos dias”.

    As oito pontes ficam nas rodovias estaduais ERS-441, em Vista Alegre do Prata; 417 (Itati); 530 (Dilermando); 433 (Relvado) e nos quilômetros 32 e 35 da ERS-348, em Faxinal do Soturno, além da rodovia vicinal VRS-843 (Feliz) na RSC-471 (Sinimbu). Além destas, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e a Engedal Construtora de Obras Ltda. assinam hoje o contrato para a construção da nova ponte sobre o Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado, no Vale do Taquari – a estrutura anterior, de cerca de 150 metros, foi danificada pelas chuvas intensas, forçando o Exército a instalar passarelas flutuantes (ou passadeiras) para permitir acesso aos municípios. Só a ponte do Rio Forqueta está orçada em cerca de R$ 14 milhões.

    “Sabemos que há muitos trechos comprometidos que vão ensejar liberação de recursos para, via contratos existentes de conserva, fazer a recomposição geral dessas pistas. É isso que chega até R$ 3 bi e que estamos projetando que o estado vai promover de investimentos para recomposição dos trechos emergenciais”, explicou o governador, destacando que parte do dinheiro necessário à reconstrução das oito primeiras pontes de responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) já foi disponibilizada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

    “É importante mencionar que todas essas obras contemplam os estudos do IPH/UFRGS [Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul], com o qual nos reunimos na semana passada e que nos apontaram seus estudos, suas projeções de mudanças climáticas. Tudo isso está constando desses editais. Ou seja, as empresas contratadas deverão contemplar esses estudos sobre o comportamento climático para que não tenhamos, depois, outros problemas com essas pontes em função de novos eventos climáticos”, finalizou Leite.

    Fonte: Agência Brasil


  • Construção de moradias na Ribeira pode contribuir para revitalização do bairro

    A construção de unidades habitacionais na Ribeira pode ser um importante vetor para a recuperação econômica, social e cultural do bairro histórico de Natal. A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) da capital apresentou uma proposta à Prefeitura de Natal para incluir essa demanda no projeto de revitalização da Ribeira. A ideia é estimular a moradia no bairro para as pessoas que trabalham no Centro Histórico, contribuindo para o adensamento da região e evitando grandes deslocamentos para a população.

    A proposta ainda está na fase inicial, foi apresentada ao prefeito Álvaro Dias (Republicanos) e, em breve, deverá ser discutida com associações comerciais e trabalhadores da Ribeira, Cidade Alta e Alecrim, ressalta José Lucena, presidente da CDL Natal. “Muitos colaboradores nossos foram morar até fora de Natal e acontece que esse trabalhador gasta duas horas para vir e duas horas para voltar, então a qualidade de vida que essa pessoa está tendo é nenhuma. Pretendemos discutir o assunto com todos”, afirma Lucena.

    Além de discutir, Lucena diz que o momento é de buscar parcerias para viabilizar o projeto. “Estamos querendo juntar Prefeitura, Caixa Econômica, construtoras e tudo mais para fazer alguma coisa nesse sentido para colocar o comerciário morando na Ribeira. Faz 20 dias que conversamos com o prefeito e estamos buscando soluções, buscando terreno e o prefeito se mostrou interessado e eu acredito que a gente consiga fazer alguma coisa. Estamos confiantes”, acrescenta José Lucena.

    Por se tratar de uma ideia recente, ainda não há estimativas de custos ou prazos. A CDL diz que vai conversar com os comerciantes para saber o interesse no projeto. Representantes do comércio da Cidade, do Alecrim e da Ribeira apoiam a ideia, mas ainda com desconfiança. “Acho uma boa, mas se isso for para frente é negócio de anos e anos”, diz Daniele Bezerra, que mora na Redinha, na zona Norte de Natal, e trabalha em um armarinho na Cidade Alta. “Seria bom porque gasto quase uma hora para chegar”, completa.

    A ideia também tem aceitação positiva da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA). Matheus Feitosa, presidente da instituição, diz que a ideia já teve efeitos práticos no Alecrim. “O Alecrim é um exemplo bem sucedido de que quanto mais habitado for um bairro, melhor ele funciona. Boa parte das pessoas que trabalham nas empresas do comércio do Alecrim são moradores do bairro. Além dos colaboradores, temos também proprietários que residem no bairro, seja em cima da sua loja ou em outra rua próximo do comércio”, comenta.

    O vendedor Isaac Daniel, que trabalha em uma loja de tintas na Ribeira, um dos poucos comércios que ainda se mantém no bairro, demonstra descrença no projeto de revitalização e construção de moradias na região, mas torce para que as propostas se concretizem. “Estou aqui há três anos e é triste nossa situação, sem infraestrutura, sem iluminação, sem segurança, aqui mesmo na loja nós chegamos a ser assaltados duas vezes em dois meses. Tem um prédio aqui na frente que em um ano mudou de dono umas quatro vezes porque não se sustenta”, relata.

    Para a CDL, a demanda por casas na região vai ao encontro das obras do projeto de revitalização da Ribeira, que está em andamento e tem conclusão prevista para até o fim deste ano. “Não tem como revitalizar uma área se não tiver pessoas. Se não tiver fluxo, não vai haver mercearia, cabeleireiro. Por isso que a gente só quer fazer o projeto se juntar todo mundo para ter, por exemplo, creche, posto de saúde, enfim”, diz o presidente da CDL. A reportagem não conseguiu contato com representantes da Prefeitura.

    Fecomércio vê urgência na revitalização

    O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio), Marcelo Queiroz, considera que a requalificação da Ribeira é “urgente e extremamente necessária”. Queiroz ressalta que retomar o protagonismo comercial da área, que teve um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico da capital, é desafiante. Contudo, ele avalia que é possível, pelo menos, aproximar-se do cenário de destaque do passado. “Esperamos que o pacote de obras que está em andamento, aliado a outras ações urbanísticas e de atração de novas empresas e investimentos, possa nos aproximar desta realidade, recuperando também o grande apelo turístico que a Ribeira, enquanto bairro histórico, deixa de aproveitar pela atual falta de estrutura”, pontua Queiroz.

    Apegado à nostalgia e esperançoso com o futuro, o aposentado Márcio Gomes, que trabalhou por 35 anos no Porto de Natal e continua visitando o bairro, avalia que somente quando a Ribeira for estruturada como bairro é que a região será revitalizada. “Falta estrutura básica, rede de esgoto, saneamento, vias, esse tipo de coisa… Passei a minha vida toda aqui e tenho muito carinho e é triste perceber o que a Ribeira virou”, comenta.


  • Começa hoje em Mossoró o I Festival Gastronômico em comemoração ao dia do Gastrônomo

    No âmbito das atividades formativas do Curso de Graduação em Gastronomia da UniCatólica do Rio Grande do Norte, os alunos do terceiro período estão promovendo o aguardado I Festival Gastronômico da instituição. Este evento, que celebra o Dia do Gastrônomo, destaca o papel crucial desempenhado por esses profissionais nos setores de alimentos e bebidas.

    O festival é uma oportunidade para os estudantes compartilharem suas habilidades culinárias e conhecimentos adquiridos ao longo do curso, além de interagir com profissionais renomados da área. Palestrantes experientes foram convidados a contribuir com suas visões e insights sobre o universo gastronômico.

    O fetival contará com palestrantes, no qual cada um trará sua expertise e experiência para enriquecer o festival, proporcionando aos participantes uma visão abrangente das tendências, desafios e oportunidades na indústria gastronômica.

    O I Festival Gastronômico da UniCatólica do Rio Grande do Norte promete ser um evento marcante, reunindo estudantes, profissionais e entusiastas da gastronomia para celebrar e aprender juntos.

    Para mais informações sobre o festival e sua programação, os interessados podem contatar a coordenação do curso de Gastronomia da UniCatólica.


  • PSOL solicita ao STF suspensão da Lei de Escolas Cívico-Militares alegando inconstitucionalidade

    O PSOL solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a interrupção da lei que criou o programa de escolas cívico-militares em São Paulo, alegando inconstitucionalidade. A petição, protocolada na sexta-feira, 31, argumenta que a lei, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), viola a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e os Planos Nacional e Estadual de Educação.

    A ação é uma iniciativa do deputado estadual Carlos Giannazi, da deputada federal Luciene Cavalcante e do vereador Celso Giannazi, todos do PSOL de São Paulo, além do coletivo Educação em Primeiro Lugar. Eles buscam uma liminar para suspender imediatamente o programa das escolas cívico-militares e a declaração de inconstitucionalidade da lei. Carlos Giannazi expressou sua expectativa de que o STF conceda a liminar nos próximos dias, afirmando: “Temos a expectativa de que a lei seja derrubada. Seria muito difícil o STF não dar uma liminar”.

    O deputado estadual critica o programa por seu caráter doutrinador e domesticador, alegando que o ensino nas escolas cívico-militares não respeita diferentes visões de mundo e a individualidade dos alunos. Ele opina que o programa visa “doutrinar um exército de pessoas para entrar na extrema-direita”.

    Questionada sobre a ação de inconstitucionalidade, a Secretaria da Educação defendeu o programa, afirmando que foi elaborado com base em proposições de grupos de trabalho e estudos técnicos das Secretarias de Estado da Educação e da Segurança Pública. A pasta afirma que o modelo de ensino segue os princípios da LDB e dos Planos Nacional e Estadual de Educação e que a implantação das escolas cívico-militares será decidida por consultas públicas à comunidade escolar.

    A lei que institui as escolas cívico-militares foi aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 21, apesar de protestos de estudantes. O governo espera implementar entre 50 e 100 escolas no novo modelo em 2025, direcionando ao menos um policial militar da reserva para cada escola selecionada, com prioridade para unidades com rendimento inferior à média e em situação de vulnerabilidade social.

    A responsabilidade das escolas será compartilhada entre as Secretarias da Educação e da Segurança Pública. O modelo segue um programa implementado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), revogado na gestão Lula. A Secretaria da Educação paulista afirma que o objetivo do programa é promover um ambiente escolar que melhore o processo de ensino-aprendizagem, a gestão dos processos educacionais, pedagógicos e administrativos e o fortalecimento de valores humanos e cívicos.

    Contudo, especialistas em educação e segurança pública questionam a eficiência dessa abordagem no desempenho acadêmico. Outro ponto de crítica é o salário dos monitores militares, cujo piso é maior que o dos professores, com um orçamento anual de R$ 7,2 milhões provenientes dos recursos da Secretaria de Educação.

    A ação do PSOL ao STF argumenta que a lei usurpa a competência privativa da União para legislar sobre educação, conforme o artigo 22 da Constituição Federal. Segundo os autores, a lei paulista cria um novo modelo educacional com orientação pedagógica cívico-militar, desrespeitando a função da Polícia Militar definida no artigo 144 da Constituição, que atribui aos policiais o papel de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública.

    A petição também afirma que a lei viola a LDB, que regula o ensino militar em uma lei específica. Para o PSOL, os modelos de educação civil e militar são incompatíveis entre si. A lei afronta ainda os princípios constitucionais da valorização dos profissionais da educação, da gestão democrática e do planejamento escolar (artigos 206 e 214 da Constituição), além de impor militarização precoce aos jovens.

    Finalmente, os autores da ação destacam que a lei destina recursos públicos ao programa sem estudo de impacto financeiro e orçamentário, e argumentam que, segundo a LDB, profissionais de segurança pública não podem ser remunerados com recursos da Secretaria da Educação.


  • Praias de Natal possuem poluição elevada por coliformes fecais

    A beleza natural das praias em Natal enfrenta um sério desafio ambiental. Segundo um relatório recente do programa Água Azul, coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), a praia de Areia Preta ultrapassou em 92 vezes o limite aceitável de coliformes fecais estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

    Este alarmante índice de contaminação coloca a saúde pública em risco, já que a exposição a águas contaminadas pode causar diversas doenças. O boletim de balneabilidade apontou que, além de Areia Preta, há outros pontos em Natal e regiões vizinhas considerados impróprios para banho. A pesquisa realizada pelo Idema revelou que, apenas nesta última semana, foram identificados 92.000 coliformes fecais por amostra de 100 ml de água na praia de Areia Preta. As fontes de esgoto não tratado despejadas no mar, muitas vezes por meio de instalações irregulares e ilegais, estão contribuindo para a deterioração da qualidade da água.

    A situação é crítica em diversas partes da capital potiguar, incluindo locais populares como Ponta Negra e o próprio Areia Preta, onde as amostras mostraram níveis extremamente elevados de poluição. A contaminação das praias não só impede o lazer dos moradores e turistas, como provoca também uma série de repercussões ambientais e de saúde pública. Especialistas alertam para o risco de doenças, como gastroenterites e infecções de pele, além de impactar negativamente a vida marinha local.

    O coordenador do projeto, Ronaldo Diniz, tem conduzido análises semanais e aponta a infraestrutura inadequada de saneamento como uma das principais causas do problema. Em abril, foi revelado que pelo menos 83 imóveis em Natal possuíam conexões clandestinas de esgoto, contribuindo diretamente para as altas concentrações de poluentes nas águas.

    A mancha escura visível na areia de Areia Preta, apelidada de “língua negra”, é um triste símbolo do problema continuado de poluição. Resta agora aos órgãos competentes tomar as medidas necessárias para lidar com essa crise ambiental e de saúde pública, garantindo a segurança e o bem-estar da comunidade e visitantes.

    Locais impróprios para banho

    • Nísia Floresta / Foz do Rio Pirangi
    • Parnamirim / Rio Pirangi (Ponte Nova)
    • Parnamirim / Pirangi do Norte (APURN)
    • Parnamirim / Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium)
    • Natal / Ponta Negra (Morro do Careca)
    • Natal / Ponta Negra (Acesso principal)
    • Natal / Ponta Negra (Rua M.S. Medeiros)
    • Natal / Via Costeira (Cacimba do Boi)
    • Natal / Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza)
    • Natal / Forte
    • Natal / Redinha (Rio Potengi)
    • Natal / Redinha (Igreja)


  • Mossoró Cidade Junina atraí mais de 230 Mil pessoas “Pingo da Mei Dia”

    O “Pingo da Mei Dia”, evento de abertura do “Mossoró Cidade Junina” (MCJ) 2024, reuniu mais de 230 mil pessoas neste sábado, dia 1º de junho, no Corredor Cultural de Mossoró. O ponto alto da festa ocorreu por volta das 19h, quando Bell Marques subiu ao palco e contagiou o público com sua energia. Além dele, os cantores Zé Vaqueiro e Tarcísio do Acordeon, entre outros artistas, garantiram a animação dos presentes.

    Organização e Contagem de Público

    A organização do evento contabilizou o número de participantes com a ajuda de drones ao longo do percurso, cujas imagens aéreas foram analisadas por engenheiros da Prefeitura em conjunto com as equipes de comunicação. Esta metodologia permitiu uma contagem precisa do público.

    Segurança do Evento

    O “Pingo da Mei Dia” foi considerado um sucesso total, não registrando nenhum incidente grave de violência. O evento contou com a presença de 1.420 agentes de segurança, incluindo membros da Polícia Militar, Civil, Polícia Penal, Bombeiros Militares e Civis, brigadistas, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Federal, agentes de trânsito, ITEP, Guarda Civil Municipal e segurança privada.

    Estrutura e Apresentações

    Seis trios elétricos percorreram o Corredor Cultural, com o percurso deste ano ampliado até a Praça de Esportes. Além de Bell Marques, Zé Vaqueiro e Tarcísio do Acordeon, a festa teve apresentações de Guto Fortunatto, Nataly Vox, Caroline Melo, Darlan Dias, André Luvi, Aline Reis, Forró dos 3, Nilson Viana, Banda Inala e Dan Ventura.

    O sucesso do “Pingo da Mei Dia” marca o início dos festejos do Mossoró Cidade Junina 2024, prometendo muitas outras atrações e momentos memoráveis ao longo do mês de junho.





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