Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Senadora Zenaide celebra encerramento dos festejos de São João Batista em Assú, o mais antigo do mundo

    Nesta terça-feira (24), data em que os católicos celebram o Dia de São João, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) participou das comemorações de encerramento dos festejos de São João Batista, padroeiro do município de Assú. Acompanhada de autoridades locais, a parlamentar reforçou seu compromisso com a cultura e o desenvolvimento da região. 

    A programação incluiu a tradicional procissão com a imagem de São João Batista pelas ruas da cidade, a bênção do Santíssimo, o cerimonial de encerramento e o arreamento das bandeiras. Zenaide Maia esteve ao lado do prefeito Lula Soares, da vice-prefeita, Dra. Isabela, do ex-prefeito Gustavo Montenegro, da vereadora de São Gonçalo do Amarante Delma Silva, além de outras lideranças políticas e religiosas. 

    “Como católica praticante, sempre faço questão de participar dos festejos de São João Batista, que é uma das manifestações de fé e cultura mais importantes do nosso Estado. É emocionante ver as ruas de Assú, berço da tradição junina, repletas de devotos que mantêm viva essa celebração há 299 anos. Parabenizo a todos que trabalharam para tornar este evento tão especial e reafirmo meu compromisso de continuar apoiando iniciativas que valorizem nossa identidade e melhorem a vida do povo assuense”, declarou a senadora. 

    Com uma parceria consolidada com a gestão municipal, Zenaide Maia já destinou mais de R$ 14 milhões em recursos para projetos em Assú, voltados à infraestrutura, saúde, educação e assistência social. 

    Também prestigiaram o evento a governadora Fátima Bezerra, o deputado estadual Ubaldo Fernandes, o presidente da Câmara Júnior do Trapiá, além de outras autoridades e milhares de fiéis que lotaram as ruas da cidade. 

    Assú é reconhecida como o município com o São João mais antigo do mundo, mantendo viva uma celebração que há quase três séculos encanta gerações e fortalece a cultura potiguar. 


  • Nísia Floresta garante R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares após visita de General Girão

    Em encontro realizado nesta terça-feira (24), o prefeito Gustavo Santos recebeu o deputado federal General Girão para formalizar a destinação de R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares para o município. Os recursos serão aplicados em saúde, assistência social e desenvolvimento, com impactos diretos na qualidade de vida da população.

    • Saúde: Os valores permitirão a ampliação da atenção básica, com aquisição de equipamentos, medicamentos e melhorias na infraestrutura das unidades. O objetivo é agilizar atendimentos e fortalecer ações preventivas, especialmente em comunidades rurais.
    • Assistência Social: Destaque para a Quadra do Saber, espaço que oferece atividades esportivas e educacionais a jovens em vulnerabilidade. Os recursos também reforçarão programas de apoio a famílias em risco.

    O prefeito Gustavo Santos destacou a importância da parceria: “Cada recurso é um avanço rumo a uma Nísia Floresta mais justa e preparada para o futuro. Estamos transformando diálogo em resultados concretos”. Já o deputado General Girão reafirmou seu compromisso com o município, ressaltando a articulação política como ferramenta para viabilizar investimentos.


  • Comissão de Finanças da ALRN recebe prestação de contas da SEFAZ e SEPLAN

    Dando continuidade à retomada das audiências públicas de prestação de contas, a Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte recebeu, nesta terça-feira (24), representantes das Secretarias de Estado da Fazenda (SEFAZ) e do Orçamento e Gestão (SEPLAN). A audiência cumpre previsão da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº 101/2000) e teve como objetivo apresentar o desempenho das metas fiscais dos últimos anos e do primeiro quadrimestre de 2025.

    O presidente da comissão, deputado Coronel Azevedo (PL), destacou a retomada das audiências como uma forma de restabelecer a transparência e o cumprimento da legislação. “Estamos retornando à previsão legal já anunciada e convidando os secretários para prestar contas à sociedade potiguar”, afirmou.

    Durante a apresentação, o secretário de Estado da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, chamou atenção para a evolução da contabilidade pública estadual, destacando a conquista do selo A da Secretaria do Tesouro Nacional em qualidade da informação contábil e fiscal. “Em 2019, o RN ocupava o último lugar do país com selo E. Hoje, o Estado avança com mais transparência e responsabilidade na gestão fiscal”, disse. Ele também atribuiu a desaceleração do crescimento da receita em 2022 e 2023 à alterações na legislação tributária, como a LC 192/22 e 194/22 e a fixação da alíquota do ICMS em 18%.

    A projeção da SEFAZ é de retomada do crescimento em 2025, com a receita corrente líquida do Estado variando entre 13% e 15%. Segundo o secretário, essa recuperação depende do aumento da arrecadação de ICMS e do crescimento do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

    O secretário executivo do Tesouro, Álvaro Luiz Bezerra, apresentou dados que mostram boa execução orçamentária, governança fiscal e controle de despesas. No comparativo com o primeiro quadrimestre de 2024, o mesmo período de 2025 já registra avanços: foram empenhados R$ 10,9 bilhões, liquidados R$ 6,8 bilhões e pagos R$ 6,4 bilhões. Em 2024, os números foram R$ 10,1 bilhões empenhados, R$ 5,8 bilhões liquidados e R$ 5,5 bilhões pagos.

    Outro ponto destacado foi a redução do comprometimento da receita com gastos de pessoal, que caiu de 57,56% para 56,01%. Álvaro Luiz Bezerra ressaltou que servidores comissionados representam menos de 1% da folha e defendeu que o caminho para o equilíbrio fiscal está em fazer as receitas crescerem mais que as despesas com pessoal. Ele também destacou que o Estado superou todas as metas de resultado primário desde 2019, inclusive nos anos de pandemia.

    Um dos pontos de maior preocupação, no entanto, foi o crescimento da dívida com precatórios. Segundo Carlos Eduardo, apesar de o Estado estar cumprindo o plano de pagamentos, a dívida teve um aumento abrupto, cerca de 600%. “É uma situação que precisa ser enfrentada com três medidas principais: alongamento do prazo para pagamento, previsto até 2029; operação de crédito com juros baixos; e negociação direta para troca por uma dívida de prazo mais longo”, explicou.

    O deputado Tomba Farias (PL) reforçou a necessidade de acompanhar de perto a situação fiscal para esclarecer dúvidas e compreender o cenário financeiro do Estado. Já o deputado Francisco do PT destacou o compromisso mantido pela atual gestão com o pagamento em dia dos salários dos servidores, o que, segundo ele, não era cumprido por governos anteriores.

    A audiência contou com a participação dos deputados Francisco do PT, Adjuto Dias (MDB), Coronel Azevedo (PL), Neilton Diógenes (PP), Tomba Farias (PL), Divaneide Basílio (PT), Isolda Dantas (PT) e Luiz Eduardo (SDD).


  • MEJC reinaugura Banco de Leite Humano e celebra trajetória de excelência no RN

    A Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN), vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizou, nesta segunda-feira, 23, a reinauguração do espaço físico do Banco de Leite Humano (BLH). Com o tema Banco de Leite Humano da MEJC: uma trajetória a ser celebrada, o evento marcou a comemoração pelos serviços prestados ao longo dos anos e a apresentação oficial da nova estrutura para colaboradores, estudantes e pacientes da Maternidade. 

    Com investimentos de mais de R$ 17 mil, provenientes do custeio da unidade hospitalar, o BLH passou por uma revisão de toda a parte elétrica e pela revitalização da estrutura física. As melhorias trarão impacto direto na qualificação do serviço e na formação de profissionais.

    O superintendente da MEJC, Luiz Murillo Lopes de Britto, agradeceu a todos que se dedicam a oferecer uma assistência de qualidade no BLH: “Estamos aqui para crescer e continuar mantendo essa primazia no atendimento à mulher do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, temos conseguido preservar a qualidade, apesar dos desafios que surgem. Este é um setor com um papel social muito importante, pois, por meio do leite materno, evitamos o surgimento de doenças nos recém-nascidos”, ressaltou.

    O Banco de Leite Humano (BLH) da MEJC é referência no Rio Grande do Norte pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH/Fiocruz). Conta com uma equipe multiprofissional e é o único BLH do estado que realiza o processamento do leite materno para atendimento a unidades maternas públicas e privadas. Atua no processamento, controle de qualidade e distribuição de leite humano pasteurizado para recém-nascidos internados, principalmente em unidades de terapia intensiva neonatal.

    A enfermeira e coordenadora do BLH, Ana Zélia Pristo, destacou a excelência do serviço, que vai além dos muros da maternidade: “O BLH da MEJC é referência no estado e na região Nordeste. Temos uma grande demanda, e nossos equipamentos exigiam uma carga elétrica maior, o que tornou necessária a reforma da estrutura elétrica para oferecer o suporte adequado. Agora, com a reinauguração, poderemos processar o leite com mais tranquilidade”, afirmou.

    Em funcionamento desde 1995, o BLH da MEJC é responsável pelo controle de qualidade e distribuição de leite materno para cerca de 80% dos recém-nascidos em situação de risco no Rio Grande do Norte. A unidade capta, em média, 200 litros de leite humano por mês, por meio de doações voluntárias, e distribui aproximadamente 180 litros de leite processado mensalmente, incluindo o abastecimento do Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), outra unidade gerida pela Ebserh, situada no município de Santa Cruz (RN).

    A auxiliar de enfermagem Selma Maria de Andrade, colaboradora mais antiga da MEJC, com 40 anos de atuação, dos quais cerca de 10 no BLH, falou sobre seu envolvimento com o setor: “Para mim, este lugar é como uma segunda casa. Faço desde a pasteurização do leite até o acolhimento das mães. O que estiver ao nosso alcance, fazemos para melhor atender”, relatou.

    A chefe da Unidade de Nutrição Clínica da MEJC, Andreia Alves Praxedes, destacou que o BLH também oferece suporte essencial à amamentação: “O Banco de Leite oferece orientação e apoio às mães com dificuldades para amamentar, promovendo o vínculo afetivo e garantindo os benefícios nutricionais e imunológicos do leite humano”, destacou.

    A atuação do BLH da MEJC ultrapassa os limites da maternidade, abrangendo ações educativas, capacitação de profissionais, incentivo à doação e campanhas de conscientização social.

    Coleta e parcerias de doação

    A captação de leite humano é realizada por meio de visitas domiciliares, em parceria com o programa Bombeiro Amigo do Peito, conhecido como ROTA. O BLH também conta com postos de coleta em instituições públicas e privadas atendidas pela unidade. Além disso, mantém parcerias com organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, como o Lions, e com escolas públicas e privadas para a arrecadação de frascos de vidro com tampa plástica, utilizados pelas doadoras.

    Joseane Lima da Silva, doadora há três meses, compartilhou sua experiência: “Poder doar o nosso leite e saber que estamos salvando a vida de outras crianças, além de alimentar o nosso próprio bebê, nos dá muito orgulho. É um gesto de amor”, relata.

    O evento de reinauguração contou também com a presença do gerente de Atenção à Saúde, Marcelo Luiz Lorencato; do gerente administrativo, Ricardo Oliveira Matoso; do gerente de Ensino e Pesquisa, Kleber de Melo Morais; da chefe da Divisão de Gestão do Cuidado e Apoio Diagnóstico e Terapêutico, Magda Lucia Vasconcelos Leadebal Rodrigues; da chefe da Divisão de Enfermagem, Luzia Clara Cunha de Menezes; e da chefe da Divisão Médica, Sônia Maria de Medeiros Barreto. A solenidade foi realizada no estacionamento da MEJC, em frente ao BLH.

    Na ocasião, foram entregues certificados de reconhecimento aos colaboradores do Banco de Leite, à doadora que mais contribuiu no último ano e a parceiros externos que apoiam a causa.

    Sobre a Ebserh

    A MEJC-UFRN faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.


  • Instituto Fecomércio RN mapeia perfil e impacto econômico das festas em Natal, Mossoró, Assú e Ceará-Mirim

    O Instituto Fecomércio RN (IFC) está realizando um trabalho abrangente de monitoramento e pesquisa em quatro dos principais polos juninos do Rio Grande do Norte em 2025: Natal, Mossoró, Assú e Ceará-Mirim. O objetivo é levantar dados que permitam medir o impacto econômico das festas de São João, entender o perfil dos participantes e oferecer aos organizadores e ao setor produtivo informações estratégicas para o desenvolvimento futuro desses eventos.

    Ao longo deste período Junino, as equipes do IFC estão aplicando questionários junto ao público visitante, comerciantes, ambulantes e empresários envolvidos nas festas. O instituto já vem realizando esse trabalho de monitoramento dos grandes eventos juninos desde 2017.

    “A ideia é gerar um diagnóstico mais amplo sobre as festas de São João, avaliando o quanto esses eventos movimentam em termos de consumo, hospedagem, alimentação, transporte, e também o grau de satisfação do público com a organização e as atrações”, explica o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

    Esse trabalho faz parte da missão do Sistema Fecomércio RN, que atua para fortalecer o comércio, o turismo e os serviços em todo o Rio Grande do Norte.

    Os resultados consolidados das pesquisas serão apresentados ao final do ciclo junino, oferecendo dados valiosos tanto para os gestores públicos quanto para o setor privado.


  • O Amor Enjaulado: A Hipocrisia Social em “O Segredo de Brokeback Mountain”

    O Segredo de Brokeback Mountain (2005), dirigido por Ang Lee, não é apenas um romance trágico. É um espelho implacável da hipocrisia social diante da natureza do amor. O filme retrata a intensa e proibida relação entre Ennis Del Mar (Heath Ledger) e Jack Twist (Jake Gyllenhaal), dois cowboys que se apaixonam nas montanhas de Wyoming, na década de 1960. O que poderia ser uma celebração do amor em sua forma mais pura e avassaladora acaba sendo sufocado por uma teia de normas rígidas, preconceito e medo, revelando a profunda desconexão entre o discurso social sobre o amor e a realidade de sua aceitação.

    Desde o primeiro olhar trocado em Brokeback Mountain, o amor entre Ennis e Jack é visceral, incontestável. Mas, desde o início, é obrigado a existir na clandestinidade, não por vergonha do sentimento em si, mas pelo terror das possíveis represálias sociais. A sociedade de meados do século XX – e, em muitos aspectos, ainda a de hoje — prega um amor idealizado, romântico, heteronormativo e rigidamente confinado a estruturas tradicionais. Celebra-se o amor em músicas, filmes e literatura, desde que ele se encaixe nas caixas previamente estabelecidas. Qualquer desvio desse modelo é rotulado como “anormal”, “pecaminoso” ou “perverso”, tornando-se alvo de estigmatização, violência e ostracismo.

    A hipocrisia social se materializa na forma como Ennis e Jack são forçados a viver vidas duplas. Ennis, sobretudo, é paralisado por um medo visceral de ser descoberto, medo alimentado desde a infância por histórias de brutalidade contra pessoas que ousaram viver seu amor fora das normas. Na tentativa de se adequar, ele casa-se com Alma (Michelle Williams) e constrói uma família, vivendo uma existência marcada pela repressão, pelo silêncio e pela infelicidade latente. Sua rigidez emocional e sua incapacidade de abraçar plenamente o amor por Jack são retratos dolorosos da opressão imposta pelas expectativas sociais. Uma sociedade que, paradoxalmente, enaltece a família e o amor, mas falha miseravelmente em criar espaço para que o amor, em todas as suas formas, floresça sem medo.

    Jack, por outro lado, é mais ousado em sua busca por felicidade. Sonha com uma vida onde ele e Ennis possam viver juntos, livres da vigilância social. Mas seu desejo esbarra constantemente nas barreiras erguidas pelo medo, pela intolerância e pelos traumas de Ennis. A tragédia do filme se instala exatamente aí: na impossibilidade de concretizar um amor que, para Jack, é tão essencial quanto o próprio ar. A sociedade, enquanto exalta o “amor verdadeiro”, condena implacavelmente aquele que não cabe em suas definições estreitas, roubando das pessoas sua plenitude afetiva, emocional e existencial.

    As famílias que ambos constroem, embora aparentemente convencionais, são sustentadas sobre o frágil alicerce da dissimulação. Alma, ao perceber a verdade sobre Ennis e Jack, carrega em silêncio o peso da dor e da traição, mostrando como a opressão de uns reverbera no sofrimento de outros. As mentiras e os segredos corroem os relacionamentos, gerando frustração, ressentimento e solidão. A mesma sociedade que exige conformidade é aquela que, cruelmente, condena seus membros à incompletude e ao sofrimento, tudo em nome de uma moralidade hipócrita e muitas vezes infundada.

    O destino de Jack, sugerido como fruto da violência homofóbica, é o ápice dessa hipocrisia social. A sociedade que condena o amor entre dois homens é a mesma que, através do ódio e da ignorância, produz sua destruição. O Segredo de Brokeback Mountain escancara uma verdade dolorosa: o amor, em sua essência mais pura e desprovida de preconceitos, frequentemente se mostra muito mais evoluído que a sociedade que o abriga. O filme é, ao mesmo tempo, um grito sufocado contra a tirania da conformidade, um lamento pelos amores que nunca puderam ser plenamente vividos, e uma denúncia poderosa da hipocrisia social que prega o amor, mas teme sua real e diversa natureza.

    É, sobretudo, uma obra atemporal que nos lembra que a liberdade de amar é a mais fundamental de todas as liberdades e que sua negação é uma tragédia de proporções humanas e históricas.


  • Prefeitura de Caicó avança na recuperação de estradas rurais no distrito de Laginhas

    A Secretaria Municipal de Agricultura de Caicó está executando, desde o início de junho, um programa de recuperação das estradas vicinais na zona rural, com foco inicial no distrito de Laginhas. A iniciativa busca melhorar a trafegabilidade para moradores, trabalhadores rurais e produtores agrícolas, facilitando o escoamento da produção, o acesso a serviços básicos e a mobilidade das famílias do campo.

    O secretário municipal de Agricultura, Alan Rangel, destacou que o projeto surgiu de demandas apresentadas em reuniões com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, associações comunitárias e moradores da região.

    “Essa ação é resultado do diálogo com quem vive e trabalha no campo. A gestão tem o compromisso de ouvir e agir com responsabilidade, garantindo mais dignidade e segurança para as comunidades rurais”, afirmou Rangel, que acompanha pessoalmente os trabalhos.

    Os serviços seguem em andamento em Laginhas, e o cronograma prevê a expansão para outras áreas rurais do município nas próximas fases. A iniciativa integra um plano mais amplo da Prefeitura de Caicó para fortalecer a infraestrutura do campo, reduzindo isolamento e prejuízos causados por vias deterioradas.


  • Allyson lidera disputa para governo e Cadu aparece em segundo lugar, mostra pesquisa

    O Instituto Seta revelou nesta quarta-feira (25) os primeiros sinais de uma possível polarização entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) na corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte. Pela primeira vez incluído em pesquisas eleitorais, o petista Carlos Eduardo “Cadu” Xavier aparece como segundo colocado no cenário estimulado, com 15,20% das intenções de voto – atrás apenas do prefeito de Mossoró (31,33%), mas à frente do ex-ministro Rogério Marinho (PL), que tem 13,80%.

    No cenário espontâneo (sem estímulo), Cadu já é mencionado por 2% dos eleitores – percentual próximo ao da governadora Fátima Bezerra (PT) (2,13%), que não pode concorrer à reeleição.

    O desempenho inicial sugere que o partido pode consolidá-lo como sucessor natural de Fátima, evitando divisões com outros nomes, como Natália Bonavides (0,47% nas menções).

    A pesquisa mostra que 61,07% dos eleitores não souberam ou não quiseram responder em quem votariam, enquanto 12,20% declararam intenção de votar em branco ou nulo.

    Metodologia

    O levantamento ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do estado, com margem de erro de 2,53 pontos percentuais e 95% de confiança.


  • Coordenador do Sinsenat é acusado de assédio moral e sexual por ex-funcionária

    Uma ação trabalhista movida em junho deste ano por Heloísa Larissa de Araújo Rodrigues, auxiliar administrativa afastada do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat), acusa o coordenador-geral da entidade, Jota Neto, de assédio moral e sexual. A denúncia foi revelada inicialmente pelo Blog do Dina e confirmada pela própria vítima em contato com a Agência Saiba Mais. O caso está sendo analisado pela Justiça do Trabalho da 21ª Região.

    De acordo com a ação, Heloísa trabalhou no Sinsenat por cerca de três anos e afirma ter sido assediada desde o início da gestão de Jota Neto, eleito coordenador-geral em setembro de 2021 e reeleito em 2024. A servidora relata que os assédios começaram com comentários inapropriados sobre sua aparência física e convites para permanecer na sede do sindicato após o expediente, sempre recusados por ela.

    Segundo a denúncia, as recusas deram lugar a um ambiente de trabalho hostil, com retaliações e desqualificações profissionais. Jota Neto teria retirado atribuições de Heloísa e a forçado a voltar à função de recepcionista, mesmo sendo contratada como auxiliar administrativa. A funcionária também teria sido impedida de sentar-se na cadeira da recepção e privada de acesso aos documentos de trabalho.

    Heloísa apresentou prints de conversas com colegas de trabalho, que demonstram incômodo com a forma como ela era tratada dentro da entidade. O episódio mais grave relatado ocorreu em 21 de junho de 2023, quando, segundo boletim de ocorrência anexado ao processo, o coordenador-geral teria levado a mão dela ao próprio corpo, pedindo que ela o tocasse no peitoral e na barriga para “ver se estava mais magro”. O episódio teria sido testemunhado por outra funcionária.

    A vítima também afirma que o dirigente sindical fazia comentários sexuais envolvendo a própria esposa e que chegou a dizer que “realizaria o sonho de ser cuidado por uma loira e uma morena”, referindo-se a Heloísa e à companheira dele. Ainda segundo o relato, Jota Neto andava armado dentro da sede do sindicato.

    Como consequência dos episódios de assédio, Heloísa foi diagnosticada com Transtorno de Adaptação, precisou buscar ajuda psiquiátrica e começou a tomar medicamentos controlados. Desde 19 de outubro de 2024, ela está afastada por auxílio-doença, inicialmente classificado como comum e depois reconhecido pelo INSS como doença ocupacional, com nexo direto com o ambiente de trabalho no Sinsenat.

    Em setembro de 2024, a psiquiatra do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) solicitou a emissão de uma Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), mas, conforme relatado na ação, o sindicato não emitiu o documento.

    A funcionária pede, além da condenação do coordenador e do sindicato por danos morais no valor de R$ 500 mil, a adoção de medidas que impeçam a repetição de condutas similares no ambiente de trabalho.

    Defesa

    A Agência Saiba Mais, o coordenador-geral Jota Neto alegou que todas as declarações serão prestadas nos autos do processo, que corre sob sigilo de Justiça.

    Ao Blog do Dina, ele negou todas as acusações, incluindo os convites para que Heloísa permanecesse no sindicato fora do expediente e os comentários com conotação sexual. Também afirmou que jamais rebaixou ou retaliou a funcionária em decorrência de negativas a avanços por parte dele.

    O caso segue em tramitação na Justiça do Trabalho.

    *Com informações do Blog do Dina e Agência Saiba Mais


  • Após culpar Estado, Paulinho recua e pede ajuda a Fátima por obras negligenciadas

    Em meio aos recentes alagamentos que atingiram a capital potiguar, o prefeito Paulinho Freire (União) recuou do embate político com o Governo do Estado e enviou um ofício à governadora Fátima Bezerra (PT) solicitando articulação conjunta para incluir novas obras de macrodrenagem no PAC Seleções 2025. A proposta visa viabilizar recursos federais para duas intervenções urgentes: a macrodrenagem da Avenida João Medeiros Filho (R$ 40 milhões) e a construção de uma lagoa de contenção no Sanvale (R$ 20 milhões).

    A mudança de tom ocorre após aliados do prefeito tentarem atribuir ao Estado a responsabilidade pelos alagamentos, mesmo que a legislação brasileira defina a drenagem urbana como competência municipal. O Governo do RN rebateu as críticas, lembrando que a Prefeitura de Natal apresentou apenas um projeto ao PAC dentro do prazo – o túnel da Av. Jerônimo Câmara (R$ 90 milhões) –, enquanto o Estado poderia ter indicado três, mas priorizou outras áreas, como saúde e educação.

    No documento, Paulinho argumenta que o Ministério das Cidades reabriu temporariamente o sistema TransfereGov, o que permitiria a inclusão excepcional das propostas. Ele pede que Fátima mobilize a bancada federal potiguar para convencer o governo Lula a aceitar os projetos, dada a “situação emergencial” causada pelas chuvas.

    Governo do RN se antecipou
    A governadora já havia oferecido apoio técnico ao município no último sábado (21), destacando que o Estado monitora as chuvas desde o dia 16. Em nota, a gestão estadual reforçou que convocou prefeituras para enviarem projetos ao PAC, mas Natal não solicitou parcerias. “Obras como o Hospital Metropolitano e Policlínicas Regionais são prioridades sob nossa responsabilidade”, afirmou.

    Os alagamentos expuseram falhas no planejamento da drenagem urbana, agravadas pelas mudanças climáticas. A Prefeitura alegou que obras menores, como a ampliação da lagoa do Santarém (Potengi), já surtiram efeito, mas soluções estruturais dependem de verbas federais. O impasse agora depende de uma resposta do Ministério das Cidades à solicitação conjunta.





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