Diva Vasconcelos

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Quando falamos em saúde, é comum pensar em consultas, exames, medicamentos e hospitais. Mas a saúde começa muito antes de chegarmos a uma unidade de atendimento. Está na possibilidade de praticar atividade física, na qualidade da alimentação, nas condições de moradia, na prevenção de doenças e na oportunidade de receber tratamento quando precisamos.
Por isso, defender a saúde pública é defender muito mais do que um sistema de atendimento. É defender a ideia de que viver com dignidade não deve ser um privilégio reservado a quem pode pagar.
Como fisioterapeuta, vejo como o acesso ao cuidado pode transformar a vida de uma pessoa. A reabilitação devolve autonomia, o exercício físico contribui para prevenir doenças e o acompanhamento adequado pode evitar que problemas inicialmente simples se tornem limitações permanentes. Mas o que acontece com quem precisa desse cuidado e não consegue pagar por ele?
É nesse ponto que o Sistema Único de Saúde (SUS) se torna indispensável.
Criado a partir da Constituição Federal de 1988, o SUS representa uma das maiores conquistas sociais brasileiras. Sua importância vai muito além das consultas médicas: envolve vacinação, vigilância sanitária, transplantes, distribuição de medicamentos, atendimento de urgência, acompanhamento de doenças crônicas e tantas outras ações que sustentam a saúde coletiva.
Isso não significa ignorar suas dificuldades. As filas, a falta de profissionais em determinadas regiões e a demora para exames e procedimentos são problemas reais. Justamente por isso, precisamos discutir como fortalecer o sistema, ampliar sua capacidade de atendimento e garantir que o cuidado chegue a quem mais precisa.
Às vésperas de uma eleição presidencial, considero fundamental olhar para os projetos de governo também sob essa perspectiva. É justamente por isso que escrevo este texto: para conversar especialmente com quem ainda está indeciso, com quem talvez esteja avaliando as candidaturas por outros assuntos, mas ainda não parou para pensar no que cada projeto representa para a saúde da população.
Quando colocamos as propostas lado a lado, as diferenças importam.
De um lado, temos um projeto construído ao longo dos anos em torno da ampliação de políticas públicas, do fortalecimento da estrutura estatal de atendimento e da continuidade de programas como o Mais Médicos, o Farmácia Popular e as iniciativas de expansão da assistência especializada. É uma trajetória que, com seus acertos e limitações, oferece uma base concreta sobre a qual se pode cobrar avanços e melhorias.
De outro, encontramos um programa que apresenta propostas para a saúde, mas cuja abordagem, em pontos importantes, deixa perguntas fundamentais sobre como será garantido o fortalecimento estrutural do SUS. Há promessas de reduzir filas por meio da contratação de serviços privados, atualizar pagamentos a prestadores e ampliar ferramentas tecnológicas. Essas medidas podem contribuir para resolver problemas específicos, mas não respondem, sozinhas, ao desafio de construir uma rede pública cada vez mais forte, presente e acessível.
A diferença não é irrelevante. Reduzir filas é necessário, mas fortalecer o sistema que produz o atendimento também é. Contratar serviços disponíveis na rede privada pode ajudar em determinadas situações, mas precisamos saber como isso será financiado, fiscalizado e articulado com a rede pública. Resolver uma demanda imediata não é a mesma coisa que garantir a continuidade do cuidado.
E é justamente essa continuidade que faz diferença na vida das pessoas.
Pensemos em alguém que precisa de fisioterapia após uma cirurgia, de acompanhamento para uma doença crônica ou de reabilitação para recuperar movimentos e independência. Não basta conseguir uma consulta isolada. É preciso ter acesso ao tratamento, conseguir dar continuidade a ele e receber assistência de acordo com suas necessidades. Para muitas famílias, depender exclusivamente da rede privada significa simplesmente ficar sem atendimento.
Também precisamos considerar o financiamento. Todo plano de governo deve ser avaliado não apenas pelo que promete, mas pela clareza com que explica como pretende cumprir suas promessas. De onde virão os recursos? Quais serviços serão priorizados? Como serão valorizados os profissionais? Que garantias existirão para que a população mais vulnerável não fique para trás?
Essas perguntas são indispensáveis quando se trata de um direito constitucional.
Não precisamos idealizar o SUS para reconhecer seu valor. Podemos criticar suas falhas e, ao mesmo tempo, compreender que sua existência é fundamental para milhões de brasileiros. O desafio é torná-lo mais eficiente, acessível e capaz de responder às necessidades da população, sem perder o princípio que o sustenta: a saúde como direito universal.
É por isso que, quando avalio as duas propostas sob a perspectiva da saúde pública, considero a escolha bastante clara. Vejo maior consistência em um projeto que tem como horizonte o fortalecimento continuado do SUS e a ampliação das políticas públicas do que em uma abordagem que deposita parte importante de suas expectativas em soluções pontuais e na utilização da estrutura privada.
Essa é uma avaliação política, sim. E não vejo motivo para esconder isso. Como profissional da saúde, tenho o compromisso de defender condições dignas de vida, acesso ao cuidado e políticas que alcancem a população independentemente de sua renda. O que não seria responsável é fingir que projetos políticos diferentes não produzem consequências diferentes.
Meu objetivo ao escrever não é desqualificar quem pensa de outra maneira, muito menos pressupor que todos os eleitores tenham as mesmas prioridades. É convidar especialmente quem ainda está indeciso a incluir a saúde nessa conta. Porque ela nem sempre recebe a atenção que merece durante uma campanha, mas estará presente na vida de todos nós depois que as urnas forem fechadas.
Que a nossa decisão considere não apenas discursos, promessas ou preferências partidárias, mas também a história das políticas públicas, a consistência dos projetos e o compromisso com os direitos sociais.
Quando colocamos na balança o futuro do SUS, a prevenção, a reabilitação e o acesso universal à saúde, precisamos ter coragem de reconhecer as diferenças entre os caminhos apresentados.
Votar consciente também é escolher qual futuro queremos para a saúde brasileira. E, quando o direito à saúde está em jogo, essa escolha não é pequena: ela pode fazer diferença entre ter acesso ao cuidado e ficar desassistido.
Referências para consulta
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Propostas de governo dos candidatos à Presidência da República — Eleições 2026. Disponível em: https://www.tse.jus.br/
- UOL Notícias. SUS e hospitais: o que preveem os planos de Lula e Flávio para a saúde. Publicado em 21 de outubro de 2026. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/10/21/sus-e-hospitais-o-que-preveem-os-planos-de-lula-e-flavio-para-a-saude.ghtm
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Atualmente, o Pilates é um dos métodos mais indicados pelos obstetras como uma forma de exercício seguro e eficaz. Isso porque ele é aplicado por fisioterapeutas e/ou profissionais de educação física, com atendimento individualizado, adaptado a cada trimestre da gestação, podendo ser realizado até o dia do parto.
Ao longo da gestação, o corpo passa por mudanças importantes: no primeiro trimestre, é comum maior cansaço e sensibilidade; no segundo, há alteração do centro de gravidade e maior frouxidão ligamentar; e, no terceiro, aumenta a sobrecarga na coluna e a dificuldade respiratória. Por isso, os exercícios são ajustados em cada fase, priorizando segurança, conforto e eficiência.
A prática reduz o risco de doenças como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial), diástase abdominal (separação do músculo reto abdominal para acomodação do bebê), incontinência urinária e também diminui as queixas de dor lombar.
O método se concentra no fortalecimento dos músculos superficiais e profundos, melhorando a postura e a flexibilidade, o que pode ajudar a aliviar as dores nas costas, comuns nesse período. Além disso, inclui a prática de uma respiração correta, contribuindo para a redução dos níveis de estresse e melhorando a oxigenação do bebê.
É importante praticar Pilates sob a supervisão de um profissional qualificado, que tenha experiência em adaptar os exercícios após uma boa avaliação, garantindo que sejam seguros e benéficos para você e seu bebê.
Tudo que citamos é facilmente comprovado. Um estudo recente, publicado na revista científica Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, mostrou que mulheres que praticam Pilates durante a gestação apresentam melhora significativa na força muscular, flexibilidade e equilíbrio, além da redução de dores.
Vale lembrar que é de extrema importância que toda gestante consulte o médico obstetra, realize os exames pré-natais e, a partir daí, obtenha liberação para a prática de atividades físicas.
Se você está grávida e deseja se exercitar de forma segura e saudável, considere a prática do Pilates com o acompanhamento de um profissional qualificado.
Eu garanto: seu corpo e seu bebê agradecem o cuidado.
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Nos últimos tempos, o lipedema tem ganhado espaço nas redes sociais, despertando curiosidade, identificação e, ao mesmo tempo, muitas dúvidas. Relatos pessoais e vídeos informativos ajudaram a dar visibilidade a uma condição que, por muito tempo, foi ignorada ou confundida com questões puramente estéticas. Justamente por isso, escolhi trazer o tema para esta coluna: para separar informação de desinformação e explicar, de forma clara e acessível, o que de fato é o lipedema – e por que ele merece atenção como uma condição de saúde.
O lipedema é uma condição crônica e dolorosa, caracterizada pelo acúmulo anormal e simétrico de gordura, principalmente nas pernas, coxas e quadris, podendo também atingir os braços.
O que chama a atenção é que essa gordura não diminui com dietas ou exercícios convencionais. O lipedema tem origem hormonal e genética, sendo mais frequente em mulheres, especialmente em fases de maior variação hormonal, como puberdade, gravidez e menopausa.
Entre os sintomas mais relatados estão dor ao toque, sensação de peso, inchaço e facilidade para o surgimento de hematomas. Muitas pacientes percebem que as pernas permanecem volumosas mesmo quando há perda de peso no restante do corpo.
É comum haver confusão entre lipedema e celulite, mas há diferenças importantes. A celulite é uma alteração estética da pele, responsável pelo aspecto de “casca de laranja”, e não costuma causar dor. Já o lipedema é uma doença inflamatória do tecido gorduroso, que provoca desconforto, dor e aumento de volume nas pernas e braços de forma simétrica.

O tratamento é multidisciplinar e envolve medidas voltadas ao controle do inchaço e da dor. Entre as abordagens estão a fisioterapia com drenagem linfática manual, o uso de meias compressivas, o acompanhamento médico e nutricional e, em alguns casos, cirurgias específicas, como a lipoaspiração adaptada para o lipedema.
O exercício físico também é um grande aliado. Atividades como Pilates, caminhada, natação e musculação leve ajudam a melhorar a circulação, reduzir o inchaço e fortalecer a musculatura, contribuindo para a mobilidade e a qualidade de vida.
Mais do que uma questão estética, o lipedema é uma condição que merece atenção e diagnóstico correto. Procurar profissionais capacitados é o primeiro passo para aliviar os sintomas e retomar o bem-estar.
Espero ter conseguido esclarecer algumas dúvidas, mas, se ainda assim você precisar de mais orientação, me mande uma mensagem. Ficarei feliz em ajudar 🙂
Até breve.
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A espondilite anquilosante (EA) é uma condição inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas — aquelas que conectam a base da coluna à pelve. Com o tempo, essa inflamação pode levar à rigidez, à dor e, em casos mais avançados, até à fusão das vértebras, o que limita os movimentos e altera a postura.
Apesar do nome complexo, o grande vilão da espondilite é o sedentarismo. A pior coisa para quem tem EA é parar de se mover. O movimento é o remédio mais acessível e eficaz que temos — e é aí que entra a fisioterapia e o Pilates como aliados essenciais no tratamento.
O tratamento da espondilite anquilosante é multidisciplinar. Costuma envolver medicamentos anti-inflamatórios, acompanhamento médico regular, fisioterapia e prática constante de exercícios orientados. O objetivo principal é manter a mobilidade, reduzir a dor e preservar a postura natural da coluna.
No Pilates, trabalhamos muito além do alongamento. Os exercícios são adaptados à limitação de cada pessoa, com foco no fortalecimento dos músculos posturais, na melhora da respiração e na consciência corporal. A cada movimento, o paciente aprende a conhecer melhor seu corpo e a respeitar seus limites — sem deixar de desafiar-se a evoluir.
O Pilates ajuda a manter a coluna mais flexível, ampliar a capacidade respiratória e reduzir o impacto da inflamação sobre as articulações. Além disso, proporciona bem-estar mental, algo essencial em uma doença crônica que exige constância e paciência.
A espondilite anquilosante pode até tentar “imobilizar”, mas o movimento é sempre mais forte. O segredo está em manter-se ativo, buscar acompanhamento especializado e entender que o corpo responde melhor quando é cuidado com atenção e movimento consciente.
Talvez falando assim, você que tem EA não acredite que apenas o exercício possa ser o melhor remédio. Por isso, vou deixar aqui o depoimento de Gabriela (29 anos), uma paciente nossa, que buscou o atendimento recentemente:
“Antes de começar o Pilates, eu sentia dores diariamente e precisava tomar muito anti-inflamatório. Tinha dias em que simplesmente não conseguia levantar sem remédio. Já havia tentado entrar na academia algumas vezes, mas sempre acabava tendo crises e não conseguia manter a rotina.
Busquei o Pilates por ser um método conduzido por fisioterapeuta, com um atendimento mais individualizado e voltado para o tratamento da minha condição — a espondilite — com conhecimento e cuidado. Isso fez muita diferença, especialmente porque nem todos os profissionais, sejam instrutores, educadores físicos ou até médicos, conhecem bem a doença.
Depois que comecei o Pilates, meu corpo melhorou bastante. Hoje, tomo remédios com muito menos frequência, apenas em situações específicas, e me sinto com mais disposição. Quando algum exercício causa dor, conseguimos adaptar e trabalhar aquela região com mais atenção.
O Pilates também me possibilitou retomar outras atividades que antes eram difíceis, como jogar vôlei de areia — algo que eu não conseguia por conta do enrijecimento das articulações.
Claro que a doença continua existindo, e as dores ainda aparecem, mas de forma muito mais leve e controlada. Posso dizer que tive um avanço considerável na minha qualidade de vida. O tratamento da espondilite envolve várias frentes — medicamentos, alimentação e exercícios — e, nesse contexto, o Pilates tem sido uma parte importante do processo.”
Diante disso, digo que quem vive com espondilite precisa de movimento — e o Pilates é um convite gentil e eficaz para isso.
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Na última semana, o Brasil deu um passo histórico rumo à inclusão: a fibromialgia foi oficialmente reconhecida como deficiência pela Lei 15.176/2025, sancionada no dia 23 de julho e publicada no Diário Oficial da União. A nova legislação entrará em vigor em janeiro de 2026, e trará mudanças importantes na vida de milhões de brasileiros que convivem com essa condição ainda tão invisibilizada.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores crônicas generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono, alterações de humor e dificuldades cognitivas. Embora não seja visível, ela pode ser extremamente limitante. Para muitos pacientes, atividades simples como se vestir, trabalhar ou subir uma escada se tornam desafios diários.
Para conhecer melhor clique aqui e leia o nosso último artigo.
Com essa nova lei, pessoas com fibromialgia poderão ser oficialmente reconhecidas como pessoas com deficiência (PcD) — desde que uma avaliação multiprofissional comprove o impacto funcional da condição. Isso significa acesso a direitos antes negados, como isenção de impostos na compra de veículos, cotas em concursos públicos, atendimento prioritário, além de benefícios sociais e previdenciários, quando couber.
Como fisioterapeuta, vejo diariamente o quanto essa síndrome afeta a qualidade de vida dos meus pacientes — e o quanto a falta de compreensão e acolhimento social contribui para o sofrimento.
Este reconhecimento legal é mais do que uma conquista burocrática: é um ato de respeito. É o Estado dizendo, finalmente, “eu vejo você, eu entendo sua dor, e ela é real”.
É importante lembrar que a inclusão da fibromialgia como deficiência não significa que todos os pacientes se enquadrarão automaticamente como PcDs. Haverá avaliação individualizada, considerando o grau de limitação funcional de cada pessoa. Isso garante que os benefícios sejam destinados a quem realmente enfrenta prejuízos significativos em sua autonomia.
Nosso papel, como profissionais da saúde e como sociedade, é continuar lutando e ampliando o acesso a diagnósticos corretos, tratamentos eficazes e um olhar mais humano para quem convive com a dor crônica.
Que essa lei seja apenas o começo de uma nova história — mais justa, mais empática e mais inclusiva.
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No último sábado, Lady Gaga finalmente se apresentou no Rio de Janeiro, oferecendo um show épico e gratuito na praia de Copacabana, que atraiu mais de 2,1 milhões de pessoas. A artista é uma das figuras mais influentes da música pop contemporânea, conhecida por seu talento vocal, estilo ousado e ativismo. No entanto, além de sua carreira brilhante, ela também se destacou por trazer visibilidade a uma condição de saúde ainda pouco compreendida: a fibromialgia.
Em 2017, Lady Gaga foi obrigada a cancelar sua apresentação no Rock in Rio por não ter condições físicas de realizar o show.

Foto: reprodução A fibromialgia é uma síndrome clínica crônica caracterizada por dor muscular generalizada e sensibilidade em várias partes do corpo, associada a uma série de outros sintomas que afetam a qualidade de vida do paciente. Ela atinge principalmente mulheres entre 30 e 60 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade e também em homens.
Os principais sintomas da fibromialgia incluem: dor difusa e persistente em músculos, tendões e articulações por todo o corpo; fadiga intensa (cansaço excessivo), mesmo após longos períodos de descanso; distúrbios do sono; dificuldade de concentração e memória prejudicada (conhecida como “fibro fog”); além de sensibilidade ao toque em pontos específicos do corpo.
As causas da fibromialgia ainda não são totalmente compreendidas. Acredita-se que envolvam uma combinação de fatores genéticos, alterações neurológicas, estresse físico ou emocional e traumas. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na exclusão de outras doenças, já que não existem exames laboratoriais específicos que confirmem a condição.
Embora não haja cura para a fibromialgia, os sintomas podem ser controlados com uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir:
- Medicamentos: analgésicos, antidepressivos e moduladores da dor;
- Terapias físicas: fisioterapia e exercícios de baixo impacto;
- Psicoterapia;
- Mudanças no estilo de vida: melhora da qualidade do sono, alimentação equilibrada, técnicas de relaxamento e redução do estresse.
É importante enfatizar que o Pilates é uma das atividades mais indicadas para esses pacientes, por ser facilmente adaptável a cada indivíduo e contar com a presença obrigatória de um profissional. Isso é essencial, já que existe a possibilidade de piora dos sintomas devido a exercícios intensos ou inadequados. Atividades muito vigorosas ou de alto impacto podem desencadear dor muscular, fadiga e crises.
A fibromialgia é uma condição real e complexa que exige empatia, compreensão e suporte tanto do sistema de saúde quanto da sociedade. Podemos dizer que Lady Gaga não apenas contribui para o mundo artístico com sua música e performance, mas também exerce um papel fundamental na luta pela visibilidade de doenças crônicas como a fibromialgia. Sua história mostra como celebridades podem influenciar positivamente o debate público sobre saúde e bem-estar.
Se você tem dúvidas ou sintomas semelhantes aos que foram citados, procure um médico reumatologista ou um fisioterapeuta. Esses são profissionais de primeiro contato e podem te ajudar.
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O Carnaval passou, e como todo brasileiro diz que o ano só começa depois dele: ✨FELIZ ANO NOVO✨ — de novo!
Hoje vamos conversar um pouco sobre a importância de dar um basta nas desculpas e voltar a se mexer!
Retomar as atividades físicas é essencial para manter a saúde e o bem-estar, especialmente em tempos em que o sedentarismo tem se tornado cada vez mais presente na rotina de muitas pessoas. O corpo humano foi feito para se mover, e a falta de movimento pode acarretar diversos problemas, tanto físicos quanto psicológicos.
A inatividade prolongada pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e até mesmo causar problemas musculoesqueléticos, como dores nas costas e nas articulações.
Além dos benefícios físicos, a prática regular de exercícios tem um impacto direto na saúde mental. A atividade física libera endorfinas — neurotransmissores que ajudam a melhorar o humor, combater a ansiedade e a depressão, e promover uma sensação de bem-estar. E eu já falei sobre esses benefícios aqui na coluna…
Nesse sentido, retomar a atividade física não é apenas uma questão de estética ou performance, mas sim uma forma de investir na qualidade de vida e no equilíbrio emocional.
Outro fator importante é que, com o retorno das atividades físicas, há um aumento da disposição e da energia ao longo do dia, além da melhora na qualidade do sono. Isso reflete diretamente na produtividade e no desempenho nas tarefas do dia a dia. Portanto, retomar a prática de exercícios não é uma opção, mas uma necessidade para preservar a saúde, o bem-estar e a longevidade. Incorporar a atividade física à rotina é um passo fundamental para viver de forma mais saudável e equilibrada.
E aí, já agendou seu retorno? Aqui no Pilates, tem uma equipe te esperando, tá?
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VOLTEI, Recifeeee
Foi a saudade que me trouxe pelo braç… ops!Voltei, pessoal! Sei que essa coluna estava em débito com vocês, mas estou de volta para ajudar a aproveitar melhor o Carnaval. Sabemos que, para muitos, essa é uma época de diversão, música e dança; porém, para aproveitar ao máximo e sem desconfortos, é necessário cuidar do corpo e da saúde durante esses dias. Resolvi trazer algumas dicas para manter seu bem-estar físico durante a folia. Vamos lá?
- Hidrate-se constantemente
O calor, a aglomeração e a dança fazem com que o corpo perca muito líquido. Beba água ao longo do dia, intercalando com outras bebidas, e prefira isotônicos naturais, como água de coco, para repor os sais minerais. Em relação ao álcool, evite bebidas de origem duvidosa – nada de tomar aquela caipifruta que já rodou a festa inteira na bandeja do ambulante – e sempre intercale o consumo com água. O excesso de álcool pode causar desidratação, ressaca e outros problemas de saúde. Fique atento: beba com moderação. - Alimente-se bem
Não vá para a folia de estômago vazio. Dê preferência a alimentos leves e nutritivos, como frutas, sanduíches naturais e saladas. Evite comidas pesadas e gordurosas. Eu sei que é difícil resistir àquele cachorro-quente na barraquinha, mas evite alimentos de procedência duvidosa, que podem causar intoxicação alimentar. - Proteja sua pele
O protetor solar é indispensável, mesmo em dias nublados. Reaplique a cada duas horas, principalmente se estiver suando ou depois de se molhar. Um chapéu, boné ou lenço também ajudam a evitar a insolação. - Use roupas e calçados confortáveis
Sempre me perguntam qual é o melhor calçado, e a resposta é sempre a mesma: aquele que lhe proporcione conforto sem machucar os pés. Prefira roupas leves e tecidos respiráveis. Fantasias pesadas? Deixe para outro dia, tá? - Descanse sempre que puder
É tentador seguir o ritmo frenético do Carnaval, mas o corpo precisa de pausas. Tente dormir bem à noite ou tirar pequenos cochilos ao longo do dia. O descanso adequado fortalece a imunidade e evita a exaustão. - Cuide da higiene pessoal
Lave bem as mãos (ou use álcool em gel) antes de comer. Se possível, leve lenços umedecidos e papel higiênico, já que os banheiros públicos são sempre um caos, né?
Atenção, meninas: nada de ficar com o biquíni ou roupa de baixo molhada o dia todo. A umidade potencializa a proliferação de bactérias, aumentando o risco de infecção urinária. - Esteja atento ao seu corpo
Se sentir tontura, fraqueza ou dor de cabeça intensa, pare um pouco, procure um local fresco e hidrate-se. Não ignore sinais de cansaço extremo ou mal-estar. Respeite seu corpo.
Sugestão de rotina de alongamentos para o Carnaval
- Alongamento de Pescoço
- Em pé, com a postura ereta, incline a cabeça lentamente para um lado, aproximando a orelha do ombro.
- Mantenha a posição por 15 a 20 segundos e repita para o outro lado.
- Esse exercício ajuda a aliviar tensões na região cervical.
- Alongamento dos Ombros e Braços
- Eleve um braço e cruze-o pelo peito, utilizando o outro braço para pressioná-lo levemente junto ao corpo.
- Mantenha o alongamento por 15 a 20 segundos e troque de braço.
- Esse movimento reduz a rigidez dos ombros e melhora a mobilidade, ideal para dançar.
- Alongamento do Tronco e Laterais
- Com as pernas afastadas na largura dos ombros, levante um dos braços e incline o tronco para o lado oposto, mantendo a coluna reta.
- Segure por 15 a 20 segundos e repita para o outro lado.
- Esse exercício alonga os músculos laterais do tronco, auxiliando na flexibilidade da cintura.
- Alongamento dos Posteriores de Coxa
- Sente-se no chão com as pernas estendidas à frente.
- Incline o tronco em direção à perna, tentando alcançar o pé ou a canela, mantendo a coluna reta.
- Mantenha o alongamento por 15 a 20 segundos e troque de perna.
- Esse movimento é importante para evitar dores e tensões durante longos períodos de dança.
- Alongamento dos Quadris
- Deite-se de costas e, mantendo uma das pernas estendida, dobre a outra e puxe-a em direção ao peito.
- Segure por 15 a 20 segundos e repita com a outra perna.
- Esse alongamento ajuda a relaxar a região do quadril, muito exigida durante o Carnaval.
- Alongamento dos Pés e Panturrilhas
- Sentado, estenda uma perna e, com a mão, puxe suavemente os dedos do pé em direção à canela.
- Mantenha por 15 a 20 segundos e repita com o outro pé.
- Esse exercício alivia a tensão acumulada após horas de caminhada e dança.
Dicas Finais:
- Realize os alongamentos de forma suave, sem forçar demais os músculos.
- Mantenha a respiração constante e relaxada durante os movimentos.
Seguindo essas dicas, você aproveitará o Carnaval com energia e saúde, sem abrir mão da diversão. Cuide-se e caia na folia com responsabilidade!
Aos meus pacientes, fica o aviso: voltem inteiros, sem nada quebrado! Mantenham sua fisioterapeuta de bom humor.
- Hidrate-se constantemente
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Olá, leitores! Como estão? Espero que todos estejam bem.
Passei o dia me questionando sobre qual assunto abordar na coluna de hoje. Foi então que lembrei de uma conversa que tive com uma paciente esta semana. Ela chegou muito nervosa ao atendimento porque o Uber que havia pedido cancelou sua corrida duas vezes, fazendo-a atrasar. Tentei acalmá-la, mas foram longos 50 minutos de desabafo sobre os últimos acontecimentos de sua vida. Ao final, ela respirou fundo, olhou para mim e sorriu, dizendo: “Hoje eu trabalhei mais a cabeça do que o corpo. Obrigada por me ouvir.”
Como profissional da saúde, ouvir as queixas dos pacientes é algo que aprendemos desde a faculdade, especialmente em psicologia aplicada à fisioterapia. Contudo, é no dia a dia que nos tornamos mais empáticos com o sofrimento daqueles que nos procuram, e percebemos o grande número de pessoas emocionalmente doentes. Já perdi a conta de quantas vezes recebi pessoas fisicamente saudáveis, sem alterações, mas queixando-se de dor crônica sem diagnóstico, e sem sucesso nos tratamentos. Muitas chegavam em desespero, mas após alguns minutos de conversa, entendíamos que havia um sofrimento emocional que desencadeava a dor física. Isso é o que chamamos de dor psicossomática. Embora a dor seja real e sentida no corpo, suas origens podem estar ligadas ao estresse, à ansiedade, à depressão ou a traumas emocionais.
Identificar a dor psicossomática envolve observar a relação entre sintomas físicos e fatores emocionais. Os sinais incluem dor que não responde a tratamentos médicos convencionais, piora em situações de estresse e sintomas que surgem após eventos emocionais significativos.
O tratamento geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir psicoterapia, técnicas de relaxamento, exercício físico e, em alguns casos, medicação. Reconhecer a dor psicossomática é importante, pois pode ajudar na busca por alívio e na compreensão do impacto das emoções na saúde física, além de desenvolver estratégias para lidar melhor com essa dor.
Se você suspeita que pode ter uma dor psicossomática, não hesite em buscar ajuda profissional de um médico psiquiatra ou psicólogo. Ambos são capacitados para ajudar nesse caso. E se tiver dúvidas, pode me procurar também; pelo menos um bom café e um ouvido você terá por aqui.
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Sempre me perguntam o que fazer quando acordar, e hoje, resolvi trazer para a coluna o que indico aos meus pacientes que querem começar a se mover sem grandes dificuldades.
O alongamento matinal oferece vários benefícios, ajuda a despertar os músculos e aumentar a circulação sanguínea, o que pode melhorar a flexibilidade e reduzir a rigidez. Além disso, alongar pode ajudar a preparar o corpo para as atividades do dia, melhorar a postura e até mesmo promover uma sensação de bem-estar e disposição, liberando hormônios como a endorfina e dopamina, essenciais para trazer a sensação de vitalidade e bem-estar; e a serotonina, essencial para quem deseja regular o humor, deixando o dia mais leve.
Uma prática simples, que vai te proporcionar um equilíbrio entre corpo e mente, favorecendo a saúde geral e o desempenho físico.
O alongamento é indicado para todas as pessoas, independente do sexo e idade, apenas aqueles que já tem alguma lesão instalada, deve buscar melhor orientação de um fisioterapeuta. Inclusive, pode me chamar se tiver dúvida! Agora vem comigo que vou te mostrar o passo a passo de alguns desses alongamentos, pra você fazer aí da sua casa:
Alongamento dos braços e troncos

Em pé ou sentado, coloque uma das mãos na cintura, incline-se para a direita levando o outro braço, e depois para a esquerda para alongar os músculos laterais do tronco.
Alongamento do pescoço

Incline a cabeça para um lado, tentando tocar o ombro com a orelha. Mantenha por alguns segundos e depois troque de lado.
Alongamento dos ombros

Puxe um braço através do peito com a ajuda do outro braço, mantendo o alongamento por 20-30 segundos. Troque de braço.
Alongamento dos quadris

Sente-se no chão com uma perna estendida e a outra dobrada, cruzando o pé sobre a perna estendida. Use o cotovelo para pressionar o joelho da perna dobrada, girando suavemente o tronco.
Alongamento dos isquiotibiais

Em pé, coloque um pé sobre uma superfície elevada (como uma cadeira), mantenha a perna estendida e incline-se para frente a partir dos quadris para sentir o alongamento na parte de trás da perna.
Faça cada alongamento lentamente e mantenha cada posição por cerca de 20-30 segundos. Lembre-se de respirar normalmente durante os alongamentos e não forçar além do seu limite.
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Quando falamos em saúde, é comum pensar em consultas, exames, medicamentos e hospitais. Mas a saúde começa muito antes de chegarmos a uma unidade de atendimento. Está na possibilidade de praticar atividade física, na qualidade da alimentação, nas condições de moradia, na prevenção de doenças e na oportunidade de receber tratamento quando precisamos.
Por isso, defender a saúde pública é defender muito mais do que um sistema de atendimento. É defender a ideia de que viver com dignidade não deve ser um privilégio reservado a quem pode pagar.
Como fisioterapeuta, vejo como o acesso ao cuidado pode transformar a vida de uma pessoa. A reabilitação devolve autonomia, o exercício físico contribui para prevenir doenças e o acompanhamento adequado pode evitar que problemas inicialmente simples se tornem limitações permanentes. Mas o que acontece com quem precisa desse cuidado e não consegue pagar por ele?
É nesse ponto que o Sistema Único de Saúde (SUS) se torna indispensável.
Criado a partir da Constituição Federal de 1988, o SUS representa uma das maiores conquistas sociais brasileiras. Sua importância vai muito além das consultas médicas: envolve vacinação, vigilância sanitária, transplantes, distribuição de medicamentos, atendimento de urgência, acompanhamento de doenças crônicas e tantas outras ações que sustentam a saúde coletiva.
Isso não significa ignorar suas dificuldades. As filas, a falta de profissionais em determinadas regiões e a demora para exames e procedimentos são problemas reais. Justamente por isso, precisamos discutir como fortalecer o sistema, ampliar sua capacidade de atendimento e garantir que o cuidado chegue a quem mais precisa.
Às vésperas de uma eleição presidencial, considero fundamental olhar para os projetos de governo também sob essa perspectiva. É justamente por isso que escrevo este texto: para conversar especialmente com quem ainda está indeciso, com quem talvez esteja avaliando as candidaturas por outros assuntos, mas ainda não parou para pensar no que cada projeto representa para a saúde da população.
Quando colocamos as propostas lado a lado, as diferenças importam.
De um lado, temos um projeto construído ao longo dos anos em torno da ampliação de políticas públicas, do fortalecimento da estrutura estatal de atendimento e da continuidade de programas como o Mais Médicos, o Farmácia Popular e as iniciativas de expansão da assistência especializada. É uma trajetória que, com seus acertos e limitações, oferece uma base concreta sobre a qual se pode cobrar avanços e melhorias.
De outro, encontramos um programa que apresenta propostas para a saúde, mas cuja abordagem, em pontos importantes, deixa perguntas fundamentais sobre como será garantido o fortalecimento estrutural do SUS. Há promessas de reduzir filas por meio da contratação de serviços privados, atualizar pagamentos a prestadores e ampliar ferramentas tecnológicas. Essas medidas podem contribuir para resolver problemas específicos, mas não respondem, sozinhas, ao desafio de construir uma rede pública cada vez mais forte, presente e acessível.
A diferença não é irrelevante. Reduzir filas é necessário, mas fortalecer o sistema que produz o atendimento também é. Contratar serviços disponíveis na rede privada pode ajudar em determinadas situações, mas precisamos saber como isso será financiado, fiscalizado e articulado com a rede pública. Resolver uma demanda imediata não é a mesma coisa que garantir a continuidade do cuidado.
E é justamente essa continuidade que faz diferença na vida das pessoas.
Pensemos em alguém que precisa de fisioterapia após uma cirurgia, de acompanhamento para uma doença crônica ou de reabilitação para recuperar movimentos e independência. Não basta conseguir uma consulta isolada. É preciso ter acesso ao tratamento, conseguir dar continuidade a ele e receber assistência de acordo com suas necessidades. Para muitas famílias, depender exclusivamente da rede privada significa simplesmente ficar sem atendimento.
Também precisamos considerar o financiamento. Todo plano de governo deve ser avaliado não apenas pelo que promete, mas pela clareza com que explica como pretende cumprir suas promessas. De onde virão os recursos? Quais serviços serão priorizados? Como serão valorizados os profissionais? Que garantias existirão para que a população mais vulnerável não fique para trás?
Essas perguntas são indispensáveis quando se trata de um direito constitucional.
Não precisamos idealizar o SUS para reconhecer seu valor. Podemos criticar suas falhas e, ao mesmo tempo, compreender que sua existência é fundamental para milhões de brasileiros. O desafio é torná-lo mais eficiente, acessível e capaz de responder às necessidades da população, sem perder o princípio que o sustenta: a saúde como direito universal.
É por isso que, quando avalio as duas propostas sob a perspectiva da saúde pública, considero a escolha bastante clara. Vejo maior consistência em um projeto que tem como horizonte o fortalecimento continuado do SUS e a ampliação das políticas públicas do que em uma abordagem que deposita parte importante de suas expectativas em soluções pontuais e na utilização da estrutura privada.
Essa é uma avaliação política, sim. E não vejo motivo para esconder isso. Como profissional da saúde, tenho o compromisso de defender condições dignas de vida, acesso ao cuidado e políticas que alcancem a população independentemente de sua renda. O que não seria responsável é fingir que projetos políticos diferentes não produzem consequências diferentes.
Meu objetivo ao escrever não é desqualificar quem pensa de outra maneira, muito menos pressupor que todos os eleitores tenham as mesmas prioridades. É convidar especialmente quem ainda está indeciso a incluir a saúde nessa conta. Porque ela nem sempre recebe a atenção que merece durante uma campanha, mas estará presente na vida de todos nós depois que as urnas forem fechadas.
Que a nossa decisão considere não apenas discursos, promessas ou preferências partidárias, mas também a história das políticas públicas, a consistência dos projetos e o compromisso com os direitos sociais.
Quando colocamos na balança o futuro do SUS, a prevenção, a reabilitação e o acesso universal à saúde, precisamos ter coragem de reconhecer as diferenças entre os caminhos apresentados.
Votar consciente também é escolher qual futuro queremos para a saúde brasileira. E, quando o direito à saúde está em jogo, essa escolha não é pequena: ela pode fazer diferença entre ter acesso ao cuidado e ficar desassistido.
Referências para consulta
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Propostas de governo dos candidatos à Presidência da República — Eleições 2026. Disponível em: https://www.tse.jus.br/
- UOL Notícias. SUS e hospitais: o que preveem os planos de Lula e Flávio para a saúde. Publicado em 21 de outubro de 2026. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/10/21/sus-e-hospitais-o-que-preveem-os-planos-de-lula-e-flavio-para-a-saude.ghtm
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Atualmente, o Pilates é um dos métodos mais indicados pelos obstetras como uma forma de exercício seguro e eficaz. Isso porque ele é aplicado por fisioterapeutas e/ou profissionais de educação física, com atendimento individualizado, adaptado a cada trimestre da gestação, podendo ser realizado até o dia do parto.
Ao longo da gestação, o corpo passa por mudanças importantes: no primeiro trimestre, é comum maior cansaço e sensibilidade; no segundo, há alteração do centro de gravidade e maior frouxidão ligamentar; e, no terceiro, aumenta a sobrecarga na coluna e a dificuldade respiratória. Por isso, os exercícios são ajustados em cada fase, priorizando segurança, conforto e eficiência.
A prática reduz o risco de doenças como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial), diástase abdominal (separação do músculo reto abdominal para acomodação do bebê), incontinência urinária e também diminui as queixas de dor lombar.
O método se concentra no fortalecimento dos músculos superficiais e profundos, melhorando a postura e a flexibilidade, o que pode ajudar a aliviar as dores nas costas, comuns nesse período. Além disso, inclui a prática de uma respiração correta, contribuindo para a redução dos níveis de estresse e melhorando a oxigenação do bebê.
É importante praticar Pilates sob a supervisão de um profissional qualificado, que tenha experiência em adaptar os exercícios após uma boa avaliação, garantindo que sejam seguros e benéficos para você e seu bebê.
Tudo que citamos é facilmente comprovado. Um estudo recente, publicado na revista científica Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, mostrou que mulheres que praticam Pilates durante a gestação apresentam melhora significativa na força muscular, flexibilidade e equilíbrio, além da redução de dores.
Vale lembrar que é de extrema importância que toda gestante consulte o médico obstetra, realize os exames pré-natais e, a partir daí, obtenha liberação para a prática de atividades físicas.
Se você está grávida e deseja se exercitar de forma segura e saudável, considere a prática do Pilates com o acompanhamento de um profissional qualificado.
Eu garanto: seu corpo e seu bebê agradecem o cuidado.
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Nos últimos tempos, o lipedema tem ganhado espaço nas redes sociais, despertando curiosidade, identificação e, ao mesmo tempo, muitas dúvidas. Relatos pessoais e vídeos informativos ajudaram a dar visibilidade a uma condição que, por muito tempo, foi ignorada ou confundida com questões puramente estéticas. Justamente por isso, escolhi trazer o tema para esta coluna: para separar informação de desinformação e explicar, de forma clara e acessível, o que de fato é o lipedema – e por que ele merece atenção como uma condição de saúde.
O lipedema é uma condição crônica e dolorosa, caracterizada pelo acúmulo anormal e simétrico de gordura, principalmente nas pernas, coxas e quadris, podendo também atingir os braços.
O que chama a atenção é que essa gordura não diminui com dietas ou exercícios convencionais. O lipedema tem origem hormonal e genética, sendo mais frequente em mulheres, especialmente em fases de maior variação hormonal, como puberdade, gravidez e menopausa.
Entre os sintomas mais relatados estão dor ao toque, sensação de peso, inchaço e facilidade para o surgimento de hematomas. Muitas pacientes percebem que as pernas permanecem volumosas mesmo quando há perda de peso no restante do corpo.
É comum haver confusão entre lipedema e celulite, mas há diferenças importantes. A celulite é uma alteração estética da pele, responsável pelo aspecto de “casca de laranja”, e não costuma causar dor. Já o lipedema é uma doença inflamatória do tecido gorduroso, que provoca desconforto, dor e aumento de volume nas pernas e braços de forma simétrica.

O tratamento é multidisciplinar e envolve medidas voltadas ao controle do inchaço e da dor. Entre as abordagens estão a fisioterapia com drenagem linfática manual, o uso de meias compressivas, o acompanhamento médico e nutricional e, em alguns casos, cirurgias específicas, como a lipoaspiração adaptada para o lipedema.
O exercício físico também é um grande aliado. Atividades como Pilates, caminhada, natação e musculação leve ajudam a melhorar a circulação, reduzir o inchaço e fortalecer a musculatura, contribuindo para a mobilidade e a qualidade de vida.
Mais do que uma questão estética, o lipedema é uma condição que merece atenção e diagnóstico correto. Procurar profissionais capacitados é o primeiro passo para aliviar os sintomas e retomar o bem-estar.
Espero ter conseguido esclarecer algumas dúvidas, mas, se ainda assim você precisar de mais orientação, me mande uma mensagem. Ficarei feliz em ajudar 🙂
Até breve.
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A espondilite anquilosante (EA) é uma condição inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas — aquelas que conectam a base da coluna à pelve. Com o tempo, essa inflamação pode levar à rigidez, à dor e, em casos mais avançados, até à fusão das vértebras, o que limita os movimentos e altera a postura.
Apesar do nome complexo, o grande vilão da espondilite é o sedentarismo. A pior coisa para quem tem EA é parar de se mover. O movimento é o remédio mais acessível e eficaz que temos — e é aí que entra a fisioterapia e o Pilates como aliados essenciais no tratamento.
O tratamento da espondilite anquilosante é multidisciplinar. Costuma envolver medicamentos anti-inflamatórios, acompanhamento médico regular, fisioterapia e prática constante de exercícios orientados. O objetivo principal é manter a mobilidade, reduzir a dor e preservar a postura natural da coluna.
No Pilates, trabalhamos muito além do alongamento. Os exercícios são adaptados à limitação de cada pessoa, com foco no fortalecimento dos músculos posturais, na melhora da respiração e na consciência corporal. A cada movimento, o paciente aprende a conhecer melhor seu corpo e a respeitar seus limites — sem deixar de desafiar-se a evoluir.
O Pilates ajuda a manter a coluna mais flexível, ampliar a capacidade respiratória e reduzir o impacto da inflamação sobre as articulações. Além disso, proporciona bem-estar mental, algo essencial em uma doença crônica que exige constância e paciência.
A espondilite anquilosante pode até tentar “imobilizar”, mas o movimento é sempre mais forte. O segredo está em manter-se ativo, buscar acompanhamento especializado e entender que o corpo responde melhor quando é cuidado com atenção e movimento consciente.
Talvez falando assim, você que tem EA não acredite que apenas o exercício possa ser o melhor remédio. Por isso, vou deixar aqui o depoimento de Gabriela (29 anos), uma paciente nossa, que buscou o atendimento recentemente:
“Antes de começar o Pilates, eu sentia dores diariamente e precisava tomar muito anti-inflamatório. Tinha dias em que simplesmente não conseguia levantar sem remédio. Já havia tentado entrar na academia algumas vezes, mas sempre acabava tendo crises e não conseguia manter a rotina.
Busquei o Pilates por ser um método conduzido por fisioterapeuta, com um atendimento mais individualizado e voltado para o tratamento da minha condição — a espondilite — com conhecimento e cuidado. Isso fez muita diferença, especialmente porque nem todos os profissionais, sejam instrutores, educadores físicos ou até médicos, conhecem bem a doença.
Depois que comecei o Pilates, meu corpo melhorou bastante. Hoje, tomo remédios com muito menos frequência, apenas em situações específicas, e me sinto com mais disposição. Quando algum exercício causa dor, conseguimos adaptar e trabalhar aquela região com mais atenção.
O Pilates também me possibilitou retomar outras atividades que antes eram difíceis, como jogar vôlei de areia — algo que eu não conseguia por conta do enrijecimento das articulações.
Claro que a doença continua existindo, e as dores ainda aparecem, mas de forma muito mais leve e controlada. Posso dizer que tive um avanço considerável na minha qualidade de vida. O tratamento da espondilite envolve várias frentes — medicamentos, alimentação e exercícios — e, nesse contexto, o Pilates tem sido uma parte importante do processo.”
Diante disso, digo que quem vive com espondilite precisa de movimento — e o Pilates é um convite gentil e eficaz para isso.
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Na última semana, o Brasil deu um passo histórico rumo à inclusão: a fibromialgia foi oficialmente reconhecida como deficiência pela Lei 15.176/2025, sancionada no dia 23 de julho e publicada no Diário Oficial da União. A nova legislação entrará em vigor em janeiro de 2026, e trará mudanças importantes na vida de milhões de brasileiros que convivem com essa condição ainda tão invisibilizada.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores crônicas generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono, alterações de humor e dificuldades cognitivas. Embora não seja visível, ela pode ser extremamente limitante. Para muitos pacientes, atividades simples como se vestir, trabalhar ou subir uma escada se tornam desafios diários.
Para conhecer melhor clique aqui e leia o nosso último artigo.
Com essa nova lei, pessoas com fibromialgia poderão ser oficialmente reconhecidas como pessoas com deficiência (PcD) — desde que uma avaliação multiprofissional comprove o impacto funcional da condição. Isso significa acesso a direitos antes negados, como isenção de impostos na compra de veículos, cotas em concursos públicos, atendimento prioritário, além de benefícios sociais e previdenciários, quando couber.
Como fisioterapeuta, vejo diariamente o quanto essa síndrome afeta a qualidade de vida dos meus pacientes — e o quanto a falta de compreensão e acolhimento social contribui para o sofrimento.
Este reconhecimento legal é mais do que uma conquista burocrática: é um ato de respeito. É o Estado dizendo, finalmente, “eu vejo você, eu entendo sua dor, e ela é real”.
É importante lembrar que a inclusão da fibromialgia como deficiência não significa que todos os pacientes se enquadrarão automaticamente como PcDs. Haverá avaliação individualizada, considerando o grau de limitação funcional de cada pessoa. Isso garante que os benefícios sejam destinados a quem realmente enfrenta prejuízos significativos em sua autonomia.
Nosso papel, como profissionais da saúde e como sociedade, é continuar lutando e ampliando o acesso a diagnósticos corretos, tratamentos eficazes e um olhar mais humano para quem convive com a dor crônica.
Que essa lei seja apenas o começo de uma nova história — mais justa, mais empática e mais inclusiva.
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No último sábado, Lady Gaga finalmente se apresentou no Rio de Janeiro, oferecendo um show épico e gratuito na praia de Copacabana, que atraiu mais de 2,1 milhões de pessoas. A artista é uma das figuras mais influentes da música pop contemporânea, conhecida por seu talento vocal, estilo ousado e ativismo. No entanto, além de sua carreira brilhante, ela também se destacou por trazer visibilidade a uma condição de saúde ainda pouco compreendida: a fibromialgia.
Em 2017, Lady Gaga foi obrigada a cancelar sua apresentação no Rock in Rio por não ter condições físicas de realizar o show.

Foto: reprodução A fibromialgia é uma síndrome clínica crônica caracterizada por dor muscular generalizada e sensibilidade em várias partes do corpo, associada a uma série de outros sintomas que afetam a qualidade de vida do paciente. Ela atinge principalmente mulheres entre 30 e 60 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade e também em homens.
Os principais sintomas da fibromialgia incluem: dor difusa e persistente em músculos, tendões e articulações por todo o corpo; fadiga intensa (cansaço excessivo), mesmo após longos períodos de descanso; distúrbios do sono; dificuldade de concentração e memória prejudicada (conhecida como “fibro fog”); além de sensibilidade ao toque em pontos específicos do corpo.
As causas da fibromialgia ainda não são totalmente compreendidas. Acredita-se que envolvam uma combinação de fatores genéticos, alterações neurológicas, estresse físico ou emocional e traumas. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na exclusão de outras doenças, já que não existem exames laboratoriais específicos que confirmem a condição.
Embora não haja cura para a fibromialgia, os sintomas podem ser controlados com uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir:
- Medicamentos: analgésicos, antidepressivos e moduladores da dor;
- Terapias físicas: fisioterapia e exercícios de baixo impacto;
- Psicoterapia;
- Mudanças no estilo de vida: melhora da qualidade do sono, alimentação equilibrada, técnicas de relaxamento e redução do estresse.
É importante enfatizar que o Pilates é uma das atividades mais indicadas para esses pacientes, por ser facilmente adaptável a cada indivíduo e contar com a presença obrigatória de um profissional. Isso é essencial, já que existe a possibilidade de piora dos sintomas devido a exercícios intensos ou inadequados. Atividades muito vigorosas ou de alto impacto podem desencadear dor muscular, fadiga e crises.
A fibromialgia é uma condição real e complexa que exige empatia, compreensão e suporte tanto do sistema de saúde quanto da sociedade. Podemos dizer que Lady Gaga não apenas contribui para o mundo artístico com sua música e performance, mas também exerce um papel fundamental na luta pela visibilidade de doenças crônicas como a fibromialgia. Sua história mostra como celebridades podem influenciar positivamente o debate público sobre saúde e bem-estar.
Se você tem dúvidas ou sintomas semelhantes aos que foram citados, procure um médico reumatologista ou um fisioterapeuta. Esses são profissionais de primeiro contato e podem te ajudar.
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O Carnaval passou, e como todo brasileiro diz que o ano só começa depois dele: ✨FELIZ ANO NOVO✨ — de novo!
Hoje vamos conversar um pouco sobre a importância de dar um basta nas desculpas e voltar a se mexer!
Retomar as atividades físicas é essencial para manter a saúde e o bem-estar, especialmente em tempos em que o sedentarismo tem se tornado cada vez mais presente na rotina de muitas pessoas. O corpo humano foi feito para se mover, e a falta de movimento pode acarretar diversos problemas, tanto físicos quanto psicológicos.
A inatividade prolongada pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e até mesmo causar problemas musculoesqueléticos, como dores nas costas e nas articulações.
Além dos benefícios físicos, a prática regular de exercícios tem um impacto direto na saúde mental. A atividade física libera endorfinas — neurotransmissores que ajudam a melhorar o humor, combater a ansiedade e a depressão, e promover uma sensação de bem-estar. E eu já falei sobre esses benefícios aqui na coluna…
Nesse sentido, retomar a atividade física não é apenas uma questão de estética ou performance, mas sim uma forma de investir na qualidade de vida e no equilíbrio emocional.
Outro fator importante é que, com o retorno das atividades físicas, há um aumento da disposição e da energia ao longo do dia, além da melhora na qualidade do sono. Isso reflete diretamente na produtividade e no desempenho nas tarefas do dia a dia. Portanto, retomar a prática de exercícios não é uma opção, mas uma necessidade para preservar a saúde, o bem-estar e a longevidade. Incorporar a atividade física à rotina é um passo fundamental para viver de forma mais saudável e equilibrada.
E aí, já agendou seu retorno? Aqui no Pilates, tem uma equipe te esperando, tá?
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VOLTEI, Recifeeee
Foi a saudade que me trouxe pelo braç… ops!Voltei, pessoal! Sei que essa coluna estava em débito com vocês, mas estou de volta para ajudar a aproveitar melhor o Carnaval. Sabemos que, para muitos, essa é uma época de diversão, música e dança; porém, para aproveitar ao máximo e sem desconfortos, é necessário cuidar do corpo e da saúde durante esses dias. Resolvi trazer algumas dicas para manter seu bem-estar físico durante a folia. Vamos lá?
- Hidrate-se constantemente
O calor, a aglomeração e a dança fazem com que o corpo perca muito líquido. Beba água ao longo do dia, intercalando com outras bebidas, e prefira isotônicos naturais, como água de coco, para repor os sais minerais. Em relação ao álcool, evite bebidas de origem duvidosa – nada de tomar aquela caipifruta que já rodou a festa inteira na bandeja do ambulante – e sempre intercale o consumo com água. O excesso de álcool pode causar desidratação, ressaca e outros problemas de saúde. Fique atento: beba com moderação. - Alimente-se bem
Não vá para a folia de estômago vazio. Dê preferência a alimentos leves e nutritivos, como frutas, sanduíches naturais e saladas. Evite comidas pesadas e gordurosas. Eu sei que é difícil resistir àquele cachorro-quente na barraquinha, mas evite alimentos de procedência duvidosa, que podem causar intoxicação alimentar. - Proteja sua pele
O protetor solar é indispensável, mesmo em dias nublados. Reaplique a cada duas horas, principalmente se estiver suando ou depois de se molhar. Um chapéu, boné ou lenço também ajudam a evitar a insolação. - Use roupas e calçados confortáveis
Sempre me perguntam qual é o melhor calçado, e a resposta é sempre a mesma: aquele que lhe proporcione conforto sem machucar os pés. Prefira roupas leves e tecidos respiráveis. Fantasias pesadas? Deixe para outro dia, tá? - Descanse sempre que puder
É tentador seguir o ritmo frenético do Carnaval, mas o corpo precisa de pausas. Tente dormir bem à noite ou tirar pequenos cochilos ao longo do dia. O descanso adequado fortalece a imunidade e evita a exaustão. - Cuide da higiene pessoal
Lave bem as mãos (ou use álcool em gel) antes de comer. Se possível, leve lenços umedecidos e papel higiênico, já que os banheiros públicos são sempre um caos, né?
Atenção, meninas: nada de ficar com o biquíni ou roupa de baixo molhada o dia todo. A umidade potencializa a proliferação de bactérias, aumentando o risco de infecção urinária. - Esteja atento ao seu corpo
Se sentir tontura, fraqueza ou dor de cabeça intensa, pare um pouco, procure um local fresco e hidrate-se. Não ignore sinais de cansaço extremo ou mal-estar. Respeite seu corpo.
Sugestão de rotina de alongamentos para o Carnaval
- Alongamento de Pescoço
- Em pé, com a postura ereta, incline a cabeça lentamente para um lado, aproximando a orelha do ombro.
- Mantenha a posição por 15 a 20 segundos e repita para o outro lado.
- Esse exercício ajuda a aliviar tensões na região cervical.
- Alongamento dos Ombros e Braços
- Eleve um braço e cruze-o pelo peito, utilizando o outro braço para pressioná-lo levemente junto ao corpo.
- Mantenha o alongamento por 15 a 20 segundos e troque de braço.
- Esse movimento reduz a rigidez dos ombros e melhora a mobilidade, ideal para dançar.
- Alongamento do Tronco e Laterais
- Com as pernas afastadas na largura dos ombros, levante um dos braços e incline o tronco para o lado oposto, mantendo a coluna reta.
- Segure por 15 a 20 segundos e repita para o outro lado.
- Esse exercício alonga os músculos laterais do tronco, auxiliando na flexibilidade da cintura.
- Alongamento dos Posteriores de Coxa
- Sente-se no chão com as pernas estendidas à frente.
- Incline o tronco em direção à perna, tentando alcançar o pé ou a canela, mantendo a coluna reta.
- Mantenha o alongamento por 15 a 20 segundos e troque de perna.
- Esse movimento é importante para evitar dores e tensões durante longos períodos de dança.
- Alongamento dos Quadris
- Deite-se de costas e, mantendo uma das pernas estendida, dobre a outra e puxe-a em direção ao peito.
- Segure por 15 a 20 segundos e repita com a outra perna.
- Esse alongamento ajuda a relaxar a região do quadril, muito exigida durante o Carnaval.
- Alongamento dos Pés e Panturrilhas
- Sentado, estenda uma perna e, com a mão, puxe suavemente os dedos do pé em direção à canela.
- Mantenha por 15 a 20 segundos e repita com o outro pé.
- Esse exercício alivia a tensão acumulada após horas de caminhada e dança.
Dicas Finais:
- Realize os alongamentos de forma suave, sem forçar demais os músculos.
- Mantenha a respiração constante e relaxada durante os movimentos.
Seguindo essas dicas, você aproveitará o Carnaval com energia e saúde, sem abrir mão da diversão. Cuide-se e caia na folia com responsabilidade!
Aos meus pacientes, fica o aviso: voltem inteiros, sem nada quebrado! Mantenham sua fisioterapeuta de bom humor.
- Hidrate-se constantemente
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Olá, leitores! Como estão? Espero que todos estejam bem.
Passei o dia me questionando sobre qual assunto abordar na coluna de hoje. Foi então que lembrei de uma conversa que tive com uma paciente esta semana. Ela chegou muito nervosa ao atendimento porque o Uber que havia pedido cancelou sua corrida duas vezes, fazendo-a atrasar. Tentei acalmá-la, mas foram longos 50 minutos de desabafo sobre os últimos acontecimentos de sua vida. Ao final, ela respirou fundo, olhou para mim e sorriu, dizendo: “Hoje eu trabalhei mais a cabeça do que o corpo. Obrigada por me ouvir.”
Como profissional da saúde, ouvir as queixas dos pacientes é algo que aprendemos desde a faculdade, especialmente em psicologia aplicada à fisioterapia. Contudo, é no dia a dia que nos tornamos mais empáticos com o sofrimento daqueles que nos procuram, e percebemos o grande número de pessoas emocionalmente doentes. Já perdi a conta de quantas vezes recebi pessoas fisicamente saudáveis, sem alterações, mas queixando-se de dor crônica sem diagnóstico, e sem sucesso nos tratamentos. Muitas chegavam em desespero, mas após alguns minutos de conversa, entendíamos que havia um sofrimento emocional que desencadeava a dor física. Isso é o que chamamos de dor psicossomática. Embora a dor seja real e sentida no corpo, suas origens podem estar ligadas ao estresse, à ansiedade, à depressão ou a traumas emocionais.
Identificar a dor psicossomática envolve observar a relação entre sintomas físicos e fatores emocionais. Os sinais incluem dor que não responde a tratamentos médicos convencionais, piora em situações de estresse e sintomas que surgem após eventos emocionais significativos.
O tratamento geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir psicoterapia, técnicas de relaxamento, exercício físico e, em alguns casos, medicação. Reconhecer a dor psicossomática é importante, pois pode ajudar na busca por alívio e na compreensão do impacto das emoções na saúde física, além de desenvolver estratégias para lidar melhor com essa dor.
Se você suspeita que pode ter uma dor psicossomática, não hesite em buscar ajuda profissional de um médico psiquiatra ou psicólogo. Ambos são capacitados para ajudar nesse caso. E se tiver dúvidas, pode me procurar também; pelo menos um bom café e um ouvido você terá por aqui.
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Sempre me perguntam o que fazer quando acordar, e hoje, resolvi trazer para a coluna o que indico aos meus pacientes que querem começar a se mover sem grandes dificuldades.
O alongamento matinal oferece vários benefícios, ajuda a despertar os músculos e aumentar a circulação sanguínea, o que pode melhorar a flexibilidade e reduzir a rigidez. Além disso, alongar pode ajudar a preparar o corpo para as atividades do dia, melhorar a postura e até mesmo promover uma sensação de bem-estar e disposição, liberando hormônios como a endorfina e dopamina, essenciais para trazer a sensação de vitalidade e bem-estar; e a serotonina, essencial para quem deseja regular o humor, deixando o dia mais leve.
Uma prática simples, que vai te proporcionar um equilíbrio entre corpo e mente, favorecendo a saúde geral e o desempenho físico.
O alongamento é indicado para todas as pessoas, independente do sexo e idade, apenas aqueles que já tem alguma lesão instalada, deve buscar melhor orientação de um fisioterapeuta. Inclusive, pode me chamar se tiver dúvida! Agora vem comigo que vou te mostrar o passo a passo de alguns desses alongamentos, pra você fazer aí da sua casa:
Alongamento dos braços e troncos

Em pé ou sentado, coloque uma das mãos na cintura, incline-se para a direita levando o outro braço, e depois para a esquerda para alongar os músculos laterais do tronco.
Alongamento do pescoço

Incline a cabeça para um lado, tentando tocar o ombro com a orelha. Mantenha por alguns segundos e depois troque de lado.
Alongamento dos ombros

Puxe um braço através do peito com a ajuda do outro braço, mantendo o alongamento por 20-30 segundos. Troque de braço.
Alongamento dos quadris

Sente-se no chão com uma perna estendida e a outra dobrada, cruzando o pé sobre a perna estendida. Use o cotovelo para pressionar o joelho da perna dobrada, girando suavemente o tronco.
Alongamento dos isquiotibiais

Em pé, coloque um pé sobre uma superfície elevada (como uma cadeira), mantenha a perna estendida e incline-se para frente a partir dos quadris para sentir o alongamento na parte de trás da perna.
Faça cada alongamento lentamente e mantenha cada posição por cerca de 20-30 segundos. Lembre-se de respirar normalmente durante os alongamentos e não forçar além do seu limite.





