Jesus de Ritinha de Miúdo

  • ABC perde pro Náutico e Marcelo Cabo é demitido

    Quebra de jejuns em Natal. Após sete anos, o Náutico venceu o ABC no Frasqueirão neste sábado (27) e, de quebra, encerrou a sequência negativa de oito jogos sem ganhar, conquistando a primeira vitória na Série C do Campeonato Brasileiro. Em jogo equilibrado, o Timbu teve uma boa atuação coletiva e foi mais eficiente nas finalizações, derrotando o Elefante por um placar de 3 a 0, com gols de Gustavo Maia, Paulo Sérgio e Thiago Lopes. 


  • Teto do IFRN cai devido às chuvas

    Na manhã desta sexta-feira (26), parte do teto do auditório da Reitoria do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), situado no bairro do Tirol, na Zona Leste, desabou devido às intensas chuvas que assolam a capital.

    O auditório estava programado para sediar a “6ª EDIÇÃO DO CURSO FORMATIVO – TECENDO PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL”, porém, teve sua realização suspensa.

    Em comunicado, o Instituto Federal informou que transferiu o evento para outro campus: “Devido às fortes chuvas em Natal, parte do teto do auditório da Reitoria do IFRN cedeu nesta manhã de 26 de abril. Por esse motivo, a abertura do 6º Tecendo Práticas Pedagógicas para a Educação Inclusiva das Pessoas com Deficiência Visual, organizado pelo Governo do Estado em colaboração com o IFRN e a Funcern, não pôde ocorrer. Não houve relatos de feridos entre os presentes. O público foi direcionado para o Campus Natal-Zona Leste do Instituto, onde o evento foi realizado. Todas as medidas necessárias foram tomadas para garantir a segurança dos participantes, bem como para providenciar os reparos necessários.”


  • Confira a agenda cultural desse fim de semana

    Chegou mais um fim de semana e nós selecionamos os melhores eventos da cidade. Tem opção para a família toda, para casais e amigos. Entre comédia, cultura e estilos musicais, confere a programação e divirta-se.

    Sexta-feira (26)

    19 anos de Bardallos

    O Bardallos, localizado na Cidade Alta,  comemora seus 19 anos com três dias de festa e boa música, nos dias 25, 26 e 27. Nesta sexta, tem show “Em nome de Gal”: tributo à Gal Costa. Com Rê Graças (Rouxinol), Rafaela Brito e Fernandinho Régis. O evento começa às 21h e tem entrada franca. 

    Italo Sena – Duas Conversas

    Conhecido por suas pegadinhas descontraídas pelas ruas de Recife, Italo Sena mergulha em dois lados de sua vida de forma inédita. Após percorrer o Brasil com o “Mostrando Meu Trabalho”, o humorista apresenta uma versão renovada, resultado de nove meses de intensa preparação. Com um cenário digital interativo, Ítalo surpreende a plateia, revelando um espetáculo totalmente envolvente.

    O show acontece no Teatro Riachuelo, às 19h. Ingressos a partir de R$ 70,00 no site  Uhuu!

    Clube Frisson – Sala de estar com discol

    Agitando a cena natalense, o Clubefrisson abre a sua Sala de Estar com o acervo da Discol. Audição de discos de vinil + DJS Frisson para acordar todos os clubbers. O evento acontece na Rua Chile, na Ribeira, a partir das 19h e com entrada gratuita.

    Cineclube Viramundo Potiguar

    A sétima arte de forma gratuita para crianças e adolescentes da comunidade do Passo da Pátria, na periferia da cidade do Natal, na sede do Coletivo Viramundo Potiguar ((Rua Ocidental de Baixo, nº 12, ao lado da UBS). às 14h e com entrada franca.

    Sábado (27)

    Ocupação Literária – Pinacoteca


    A Ocupação Literária conta com uma vasta programação, com ações que acontecem simultaneamente em diferentes espaços do prédio e também no seu jardim: mesas temáticas, oficinas de prosa e poesia, rodas de conversa, saraus, leituras públicas, venda de livros e sessões de autógrafos. A iniciativa vai promover encontros entre leitores, editores, livreiros, sebistas e autores, oficinas e a comercialização de livros.

    Das 14h às 21h, na Pinacoteca do Estado – centro histórico de Natal, no bairro Cidade Alta. Entrada grátis.

    Festival Forrozar

    Maior reunião de bandas que fizeram história do forró, com um elenco que inclui Samyra Show, Alcymar Monteiro, Beto Barbosa, Brasas do Forró, participação especial de Socorro Lima e outras atrações locais. 18h abertura dos portões às 18h, no Arena das Dunas. Para mais informações @festivalforrozar

    Domingo (28)

    Candeleligh: Coldplay x Imagine Dragons

    Os concertos Candlelight trazem a magia da experiência musical ao vivo a uma atmosfera incrível iluminada por um mar de velas. Os ingressos estão a partir de R$35,00. O concerto acontece no Teatro Riachuelo – Shopping MidwayMall, às 18h.

    Domingo na Cidade

    Programação cultural da Cidade da Criança com o projeto ‘Domingo na Cidade’., na Cidade da Criança, tem arte, cultura geek e diversão gratuita para toda a família. A entrada custa R$2,00. Idosos e crianças menores de 5 anos não pagam.


  • Cirurgia de Felipe Matheus tem data marcada

    A cirurgia para o implante percutâneo de válvula pulmonar do Felipe Matheus está com data marcada para o dia 8 de maio, um mês após a decisão judicial da 1ª Defensoria Pública de Caicó, que determinou a cirurgia como caráter emergencial, onde as secretarias de saúde estadual e municipal teriam 48h para realizar o procedimento.

    O dinheiro para a realização da cirurgia caiu na conta do Hospital Rio Grande, em Natal, nesta terça-feira (23). Apesar da demora nos transmites, Felipe e sua família estão felizes com a notícia e aguardam ansiosamente pelo dia que Matheus voltará para casa, após o procedimento.

    O Potengi está acompanhando o caso. Para mais informações, clique aqui


  • Obra do desvio da BR-304 está 50% concluída, diz DNIT

    Desde o dia 3 de abril, as obras do desvio da ponte da BR-304, próxima ao município de Lajes, estão em andamento, ms devido a forte chuvas, o trabalho foi afetado causando o adiamento do prazo. Segundo o Departamento de Infraestrutura de Transportes (DNIT), as obras atingiram 50% de conclusão, conforme comunicado emitido na quinta-feira (25).

    Inicialmente, a governadora Fátima Bezerra anunciou que a obra, sob responsabilidade do DNIT, seria concluída em 15 dias. Contudo, devido às condições climáticas adversas, especialmente as intensas chuvas, esse prazo não foi cumprido. Uma nova estimativa para a segunda quinzena de abril foi estabelecida, a previsão agora é para a primeira quinzena de maio.

    O DNIT informou que o desvio terá 500 metros de extensão e uma largura de 10,5 metros, incluindo dois acostamentos de 1,5 metro cada, com pavimentação de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). A pista temporária está planejada para ser integrada posteriormente ao canteiro de obras para a construção da nova ponte.

    Atualmente, o anteprojeto para a contratação emergencial da empresa responsável pela construção da nova ponte está em análise pela equipe técnica do DNIT. Após a aprovação do anteprojeto, será iniciado o processo de contratação da empresa especializada. Vale ressaltar que a nova estrutura terá configurações diferentes da travessia anterior, visando aumentar a capacidade de vazão na área e mitigar o risco de sinistros, como destacado na nota do DNIT.

    A ponte da BR-304, próxima a Lajes, desabou no final de março devido às intensas chuvas na região. Como alternativa para os motoristas que precisam se deslocar entre Natal e Mossoró, foram estabelecidos desvios que aumentam a distância percorrida.

    Recentemente, foi divulgada a existência de um desvio construído em uma propriedade privada nas proximidades da ponte. Este local não está sujeito a fiscalizações, e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não tem jurisdição sobre ele. O trajeto pelo desvio, desde o início até o retorno à rodovia federal, leva aproximadamente 11 minutos. Conforme relatos de motoristas, o valor cobrado pelo uso do desvio através da propriedade privada varia entre R$ 20 e R$ 30.

    Confira os desvios indicados pelo DNIT para quem realiza o trajeto entre Natal e Mossoró:

    Sentido Natal – Mossoró

    Rota 1: BR-226/RN, seguindo por Currais Novos e Jucurutu (via Florânia), até Triunfo Potiguar, pela RN-233 até Açu, acessando A BR-304, em direção a Mossoró;

    Rota 2: BR-406/RN até Macau, seguindo pela RN-118, acessando a BR-304/RN (acesso no km 118, após o ponto de interdição), em direção a Mossoró.

    Sentido Mossoró – Natal

    Rota 3: Saindo pela BR-304/RN e acessando a RN- 118 (acesso a Ipanguaçu), no sentido Macau ingressar na BR-406/RN, em direção à capital Natal;

    Rota 4: BR-304/RN, acessar RN-118 (acesso a São Rafael), via Jucurutu para BR-226/RN;

    Rota 5: Sair pela BR-110/RN e pegar a BR-226/RN até Natal;

    Rota 6: Santana dos Matos saída única via Jucurutu na BR-226/RN.


  • Sindilojas do RN informa o funcionamento do comércio no feriado do Dia do Trabalhador

    O Sindicato do Comércio Varejista no Estado do RN (Sindilojas RN), informa o horário do funcionamento do comércio no feriado do 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Na quarta-feira (01/05), o comércio de rua estará fechado na capital potiguar. Os shoppings terão horários especiais de funcionamento, conforme especificado abaixo.

    Importante ressaltar, que conforme convenções coletivas de trabalho (CCT), no feriado do Dia do Trabalhador, as empresas do comércio varejista só poderão funcionar autorizadas através do Termo de Adesão do Sindicato do Comércio Varejista no Estado do RN (Sindilojas RN).

    Confira os horários:
    Shoppings
    Midway Mall

    • Lojas e quiosques: fechados
    • Alimentação e lazer: 11h às 21h

    Cidade Jardim

    • Lojas e quiosques: fechados
    • Alimentação: a partir das 11h

    Natal Shopping

    • Alimentação e lazer: facultativo (das 11h às 22h/ Alpendre: 14h à 23h)
    • Quiosques de alimentação: fechado
    • Âncoras e Megalojas: fechado
    • Demais lojas e quiosques: fechado
    • Academia Bodytech:08 às 18h
    • Cinema: conforme programação

    Cidade Verde

    • Lojas diversas: fechadas;
    • Alimentação e lazer: facultativo
    • Clínicas fechadas.

    Partage Norte Shopping
    • Lojas e quiosques – Fechados
    • Alimentação das 11h às 22h
    • Academia – fechada
    • Hipermercado – Fechado
    • Cinema – Conforme programação

    Praia Shopping

    • Praça de Alimentação (facultativo): a partir das 11h
    • Lojas: fechadas
    • Moviecom conforme programação

    Comércio de rua

    Alecrim
    Fechado

    Cidade Alta
    Fechado

    Zona Norte

    Fechado

    Bancos:
    Fechados


  • A história de superação que fez de Ana Arcanjo exemplo para muitos

    Vivendo nas ruas com a incerteza da sobrevivência, tendo como companhia a fome, o frio, a saudade de casa e o peso do que a levou até ali. A dependência das drogas chegou de maneira rápida e quase letal na vida de Ana Arcanjo, 29 anos. O consumo de maconha e cocaína, como refúgio da sua inocência roubada, abriu as portas para que experimentasse outras drogas. De forma rápida, a pedra pequena e poderosa mostrou à jovem seus dois lados da moeda: o prazer e a devastação.

    Os nove anos nos quais sofreu abuso sexual, por seu próprio pai adotivo, fizeram com que algo morresse dentro de Ana. Os abusos tiveram início quando ela ainda estava com seis anos de idade. A falta de esperança e o medo de que o pesadelo não tivesse fim levaram a jovem ao mundo da dependência química.

    17 anos, grávida e imersa no vício, Ana teve que fazer uma escolha. Durante a gestação conseguiu ficar limpa e deu à luz uma menina saudável. Mas os dias longe do crack não duraram muito. Aos 18 anos foi expulsa de casa – já havia vendido todos os objetos que existiam em seu quarto, tudo para alimentar a dependência.

    Abandonada à própria sorte, passou a morar em uma comunidade comandada pelo tráfico de drogas. A luta pela sobrevivência era constante, passou a trabalhar com reciclagem – catando latinhas -, e diariamente batia de porta em porta para pedir um prato de refeição. O crack, que foi seu companheiro durante quase uma década, era sustentado pelos “corres” que fazia para os traficantes, ou em último caso, recorria à prostituição.

    Aceitando a fatalidade que seria terminar sua vida naquela situação, Ana foi vivendo um dia após o outro. “Não tinha esperanças de sair daquela vida, mas sempre orava. Eu ainda tinha fé, uma bem pequenina”, contou. Ela só não imaginava que o rumo da sua vida estava prestes a mudar.
    Após oito anos vivendo ao acaso dos perigos da rua, teve que ser hospitalizada devido a uma grave tuberculose. Cada suspiro era um lembrete doloroso de sua fragilidade. Os dias que passou no Giselda Trigueiro lhe deram forças para que ela rompesse definitivamente com o vício.

    Ressocialização

    “Deus tem um propósito para cada um de nós, é ele que nos dá vida em abundância, fé, coragem e força de vontade para enfrentar as adversidades”, diz Ana. Foto: Anderson Régis.

    Ana finalmente teve alta. Mas voltar para perto de sua família não era uma possibilidade, seu pai não permitiria. Com medo de retornar para as ruas e determinada a sair daquela situação, contou com a ajuda da assistência social do hospital, que encaminhou a jovem para um dos albergues municipais de Natal.

    A luz no fim do túnel veio com a ajuda de uma equipe multidisciplinar, que contava com psicólogo, cuidadores e assistentes sociais que ajudariam Ana na jornada.

    O desejo de voltar a estudar batia em seu peito. Concluiu o ensino médio e passou para o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), conquistando o diploma de técnica em gás e petróleo. Hoje, Ana é graduanda em Segurança Pública. Mas seu grande sonho é se formar em direito e tornar-se policial.

    Durante o período que passou no albergue, Ana conheceu Breno Henrique Costa de Mello, coordenador do local, que lhe ofereceu uma oportunidade de emprego. Ela começou atuando como Assistente de Serviços Gerais (ASG), foi promovida a recepcionista e hoje é auxiliar administrativa do setor de benefícios da SEMTAS (Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social).

    Para Breno é gratificante relembrar a história de superação de Ana. Ele diz que o que o motiva é “saber que todo o trabalho vale a pena, quando nós vemos resultados como este. Nosso trabalho é conseguir trazer de volta a dignidade e o sentimento de ser humano para pessoas que depositam todas as suas esperanças nesse objetivo”.

    Breno também reafirma a importância de projetos como esse. “Sabemos que, para conseguir recalcular a rota e traçar um novo caminho, precisa do apoio das políticas públicas e da força de vontade da pessoa, como foi o caso de Ana.”

    Os sete meses nos quais fez do alojamento seu lar deram a Ana a esperança de um recomeço. Há dois anos os vestígios do crack são apenas lembranças de dias ruins em uma época distante. O laço com a família foi refeito. Depois de retomar o comando de sua vida, ela retomou também o contato com sua filha, que continua sendo criada pela mãe de Ana.

    Para Ana, sem a fé e as boas pessoas, nada disso seria possível. “Deus tem um propósito para cada um de nós, é ele que nos dá vida em abundância, fé, coragem e força de vontade para enfrentar as adversidades”, comentou Ana, com o enorme sorriso de quem nasceu de novo.


  • “Posso olhar seu carro?”: a controversa atuação dos flanelinhas na capital

    Muitas vezes “invisíveis” aos olhos da sociedade e das autoridades, os guardadores de carros são um típico produto da realidade brasileira. A prestação de serviços, ou mesmo seu trabalho informal, tornou-se essencial pelas ruas do País.

    “Posso olhar o carro?”, “Vai uma lavagem aí?”, “Tem um trocado pra me dar?”. Motoristas se deparam diariamente com as abordagens dos guardadores de carros ou “flanelinhas”, que fazem parte do “ecossistema do trânsito”, em meio ao tumultuado trânsito das grandes cidades.

    O que poucos sabem é o preconceito que sofrem essas pessoas, que atuam há décadas à margem da lei, sem nenhum amparo jurídico e muitas vezes sem atuação do poder público.

    A vida sob o sol

    O chefe de família de 43 anos Yuri Manoel conquistou a confiança de muitos com seu trabalho sério, mas ainda enfrenta preconceitos. Foto: Anderson Régis

    Eles costumam oferecer serviços como limpeza do veículo ou vigilância, principalmente nos centros comerciais. Mas de onde vem essa “cultura dos flanelinhas” no Brasil? Por que muita gente aceita pagar por outros serviços parecidos, mas não vê os guardadores de carros da mesma forma?

    As contradições dessa situação são mais complexas e têm mais nuances do que a aparência pode nos levar a crer. Há registros de que os guardadores de carro começaram a atuar no Brasil na década de 1930, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, e se expandiram para outras regiões a partir da década de 1960.

    Além disso, entre os anos de 1960 e 1990, o Brasil passou por um processo de êxodo rural e as grandes cidades não absorveram toda a mão de obra disponível, o que acarretou no crescimento desses trabalhos informais.

    Dois atores, dois problemas

    Há quem compreenda e até aprecie o trabalho. Há quem simplesmente o considere extorsão.

    A reportagem de O Potengi conversou com dois guardadores e alguns motoristas. Afinal, você pode ter motivos justos para se queixar deles, mas já parou para pensar quem são as pessoas que, em regra, conhecemos por apenas uma frase: “posso olhar o carro?”.

    “Tem de haver fiscalização”, diz a médica Ana Luíza, ao entrar em seu veículo, próximo à clínica de sua propriedade no bairro de Petrópolis.

    Para ela, a prática é vista como extorsão. “A não ser que o guardador seja cadastrado pela prefeitura, use jaleco de identificação e atue em área permitida pelo município”, pondera.

    Pensamento igual é o do motorista de Uber Luís Abreu, que acha errado a ter de pagar para “não acontecer nada com seu veículo”, mas reconhece que esse é o único “ganha pão” de muitos. “Apesar de em alguns casos ter a sensação de sermos extorquidos”.

    Haveria uma contradição em ter de pagar para usar espaços públicos que deveriam ser preservados pelos governos.

    Já o empresário Eduardo Montenegro vê com tranquilidade a atividade e diz sempre cooperar: “Eles estão trabalhando e não vejo nenhum problema em dar uma gorjeta”, afirma.

    Da informalidade ao sustento da família

    Júlio César de Amorim, de 54 anos, trabalha há 27 anos próximo a restaurantes e clínicas no bairro de Cidade Alta. Foto: Anderson Régis.

    A atuação dos guardadores e flanelinhas tem uma relação estreita com o processo de desemprego e a informalidade. É o caso de Yuri Manoel do Nascimento (foto), de 43 anos, que trabalha há 32 anos como guardador de carros e também realiza lavagem de veículos próximo ao Colégio Atheneu.

    Todos os dias ele trabalha das 8hs às 20hs, chegando a sair em à 1h da manhã nos fins de semana. Yuri conta que o desemprego o levou a esse trabalho, mas afirma que é feliz por ter conquistado a amizade e respeito de muitos motoristas, e que assim consegue o sustento de sua família. Em média ele chega a ganhar R$ 30 Reais por dia em gorjetas. Yuri acredita que respeito e confiança são primordiais. “Aqui ninguém obriga o motorista a pagar por nada”, frisa.

    Por outro lado, Yuri conta que o trabalho de guardador é coisa séria. “Nós temos muitas responsabilidades. O motorista confia no nosso trabalho para não ter o seu carro arranhado ou até mesmo furtado. Graças a Deus, nunca um veículo e nem mesmo pertences foram furtados no meu setor”, enfatiza.

    Júlio César de Amorim, de 54 anos, trabalha há 27 anos próximo a restaurantes e clínicas no bairro de Cidade Alta. E, como Yuri, a falta de oportunidade o levou a trabalhar como guardador. Para Júlio, hoje o seu sustento vem do trabalho de guardador de carros. Em média, ele fatura mil reais por mês, em uma jornada de trabalho diária que vai das 7 às 19 horas. Mesmo assim muitos motoristas veem com desconfiança o seu trabalho.

    “Faz 27 anos que trabalho aqui. Todos já me conhecem, mas às vezes somos vistos com desconfiança por alguns motoristas que sequer dão um bom dia ou boa tarde”, se queixa Júlio.

    Regularização e fiscalização

    Um decreto de 1977, assinado pelo então presidente da República, Ernesto Geisel, regulamentou a profissão e exigiu registro trabalhista e uso de cartão de identificação.

    A própria Constituição Federal de 1988, em seu inciso XIII do artigo 5º, garante aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Brasil a liberdade de escolha e execução de qualquer trabalho, ofício ou profissão de acordo com o interesse e a vocação de cada pessoa. Dessa forma, se tal trabalho pode ser exercido por esforço próprio, o Estado não pode proibir ou constranger a escolha do indivíduo.

    Além disso, para que a liberdade profissional seja protegida, as ações do trabalhador não podem ir contra as leis, e devem se guiar pelas diretrizes das profissões que foram regulamentadas.

    Dentre as poucas capitais a regularizar o trabalho dos guardadores estão Rio de Janeiro e São Paulo. Outras capitais, como Recife e Belo Horizonte, realizam o credenciamento dos guardadores – no qual o motorista decidirá se quer ou não pagar pelo serviço, que não tem preço estipulado. Por outro lado, em Joinville (SC), o poder público prevê multa de até R$ 2 mil para flanelinhas.

    Em Natal, não há uma lei municipal específica que regulamente ou mesmo fiscalize o trabalho dos guardadores de carros. Procurada pela reportagem, a STTU – Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana – confirmou que não há uma fiscalização por parte do órgão, mas que aguarda uma regulamentação para qualificar os profissionais que atuam neste setor.


  • Marta anuncia data para se aposentar da seleção brasileira: “Chegou a hora”

    Eleita por seis vezes como melhor jogadora de futebol do mundo e atualmente no Orlando Pride, dos Estados Unidos, Marta anunciou em entrevista à “CNN” que este será seu último ano na seleção brasileira. Aos 38 anos, a craque espera que os Jogos Olímpicos de Paris sejam sua última passagem com a “Amarelinha”.

    “Se eu for para a Olimpíada, vou curtir cada momento, porque, independentemente de ir para Olimpíada ou não, este é meu último ano com a seleção. Não tem mais Marta a partir de 2025 na seleção como atleta, não tem”, cravou Marta.

    Ainda na entrevista, a seis vezes melhor do mundo elogiou os novos nomes que têm aparecido no futebol brasileiro e projetou um futuro de sucesso para o futebol feminino.

    “Este é o meu último ano, e eu já posso confirmar aqui. Tem um momento em que a gente tem que entender que chegou a hora. Eu estou muito tranquila com relação a isso, porque eu vejo com muito otimismo esse desenvolvimento que a gente está tendo com relação às atletas jovens”, afirmou.

    A gente tem uma equipe muito qualificada, com meninas muito talentosas e que, no decorrer dos anos, vocês vão ver que realmente é o que eu estou falando, é um terreno muito fértil”.

    “Por esse motivo, eu me sinto muito confortável em dizer: ‘Olha, estou passando para vocês, vou passar o bastão, e vocês continuem a levar esse legado’”, finalizou.

    Pela seleção brasileira, Marta acumula como principais conquistas as medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, e do Rio de Janeiro, em 2007, e três edições de Copa América, em 2003, 2010 e 2018.


  • Procon Natal realiza pesquisa de preço de Produtos de Proteção Individual (EPI´s)

    O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Natal (Procon Natal) realizou pesquisa de preço de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas de látex para procedimentos e máscaras descartáveis de tripla proteção no comércio da capital. Foram pesquisados um total de 39 estabelecimentos comerciais, farmácias, drogarias e comércio de produtos hospitalares, nas quatro regiões administrativas. A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 18 do mês de abril; no entanto, em apenas 29 estabelecimentos foram encontrados produtos em quantidade satisfatória para venda ao consumidor.

    O estudo do Núcleo de Pesquisa do Procon tem por objetivo esclarecer aos consumidores onde encontrar Equipamentos de Proteção Individual com os melhores preços nos dias de pós-pandemia de Covid-19. Neste ano o preço médio encontrado na caixa de luvas de procedimentos de látex, com 100 unidades, foi de R$ 35,36. Em 2023 esse mesmo produto custava R$ 59,98. Uma redução de R$ 24,62 de um ano para o outro, com variação negativa de 69,63%. Em relação às máscaras descartáveis com tripla proteção nasal, caixa com 50 unidades, foi verificado o mesmo comportamento, ou seja, uma redução nos preços do comércio. No ano passado, o preço médio das máscaras pesquisado foi de R$ 20,86, e neste ano a pesquisa encontrou o mesmo produto sendo vendido, em média nos estabelecimentos pesquisado, por R$ 17,98, uma diferença em reais de um ano para o outro de R$ 2,88. Isso representa uma variação negativa de 16,02%. O comportamento de queda nos preços vem sendo observado consecutivamente a cada ano da pesquisa. É o que mostram os dados analisados pelo Procon Municipal.

    O Instituto ressalta a importância do consumidor pesquisar os preços em vários bairros, se possível, uma vez que a pesquisa abrangeu todas as regiões da cidade, em localidades próximas a hospitais, bairros distantes dos grandes centros e até mesmo em grandes redes nacionais e regionais do comércio da capital potiguar. O estudo apontou também que a caixa de luvas da marca Medix é a mais popular e está presente em 65% dos estabelecimentos. O maior preço encontrado para o produto foi de R$ 79,99 e o menor preço de R$ 25,00. Isso representa uma variação de 219,96% entre o maior e o menor preço pesquisado do mesmo produto, ou seja, uma diferença em reais de R$ 54,99. Analisando as máscaras, o Procon verificou que a Medix está presente em 62% dos estabelecimentos pesquisados. O produto teve variação de 461,69% entre o maior preço (R$ 49,99) e o menor (R$ 8,90), ou seja, uma diferença em reais do mesmo produto em estabelecimentos diferentes de R$ 41,09.

    A máscara é muito utilizada por consumidores que necessitam de cuidados e cuidadores em seu lar. A pesquisa encontrou, ainda, preços e marcas diferentes, e o consumidor deve avaliar a qualidade e os preços nos estabelecimentos, prevalecendo seus direitos antes da compra. Diante disso, o Procon Natal elaborou uma lista com variações entre o maior e o menor preço, com os endereços e telefones dos estabelecimentos pesquisados, assim como os preços mais baratos encontrados na pesquisa, e disponibilizou em sua página no endereço eletrônico www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa. É permitido cópia dos dados da pesquisa, desde que seja citada a fonte: Núcleo de Pesquisa Procon Natal. No entanto, é vedada a utilização do material, integral ou parcial, para fins de anúncio publicitário comercial de qualquer espécie.

    O Instituto adverte, ainda, os consumidores que pretendam fazer compras pela internet, que fiquem atentos ao frete, que encarecem o produto, como também estejam atentos a golpes ou fraudes nas compras. Na hora de adquirir um produto na web o consumidor deve observar alguns cuidados, tais como verificar se o site é seguro e confiável, preferência a marcas conhecidas, desconfiar de ofertas com preço muito baixo e ficar atento ao compartilhar seus dados pessoais.
    O Procon Natal está com sua equipe de atendimento pronta para atender as demandas do consumidor natalense, e caso tenha sido infringido o seu direito, ele deve denunciar pelo telefone (84) 3232-9050 e WhatsApp 84 98870-3665, ou até mesmo presencialmente na sede do órgão, localizado na rua Ulisses Caldas, 181 – Cidade Alta – Natal.





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