Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Timbaúba dos Batistas: O pequeno gigante do bordado olímpico brasileiro

    Uma pequena cidade com aproximadamente 2.400 habitantes, localizada na região do Seridó, no sertão do Rio Grande do Norte, Timbaúba dos Batistas aceitou um desafio grandioso e costurou com suas agulhas e linhas coloridas os sonhos olímpicos do Brasil. A cidade foi escolhida para bordar as jaquetas da delegação brasileira nos Jogos de Paris 2024, uma missão que envolveu meses de trabalho árduo e dedicação, resultando na entrega de quase 2.200 peças.

    A tradição do bordado em Timbaúba dos Batistas é antiga e valorizada. As técnicas e estilos aplicados pelas mulheres da cidade remetem aos bordados tradicionais do Seridó, carregando consigo a história e a identidade da região. Pela primeira vez na história das Olimpíadas, o Brasil terá mais mulheres do que homens competindo, e as jaquetas da delegação, adornadas com bordados de araras, tucanos e onças-pintadas, são um reflexo vibrante da fauna e da cultura brasileira.

    O Projeto e Seus Parceiros

    Salmira Torres, presidente da Associação das Bordadeiras de Timbaúba dos Batistas, explica que o convite para o trabalho surgiu com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Instituto Riachuelo. Estas instituições já desenvolviam ações comerciais, de qualificação e de marketing para promover o trabalho das bordadeiras da cidade.

    “O Instituto Riachuelo decidiu fazer os uniformes dos atletas olímpicos e, conhecendo nosso trabalho, sugeriu a criação de jaquetas com parte de materiais reciclados e bordados representando a fauna brasileira. Foi assim que surgiu o design com a onça, o tucano e a arara,” conta Salmira.

    Empreendedorismo e Visibilidade

    O projeto olímpico é fruto de um trabalho de empreendedorismo desenvolvido ao longo dos anos em Timbaúba dos Batistas, envolvendo diversos setores. Renata Fonseca, coordenadora de projetos do Instituto Riachuelo, destaca a importância de ouvir e atender às necessidades das profissionais locais.

    “O papel do Instituto Riachuelo é dar visibilidade ao trabalho das bordadeiras e estreitar a relação delas com o consumidor final. Escutamos as bordadeiras e percebemos que muitas vezes elas não conhecem quem compra seus produtos devido à presença de intermediários. Nosso trabalho é qualificá-las e facilitar esse contato direto,” explica Renata.

    João Hélio Cavalcanti, diretor técnico do Sebrae no Rio Grande do Norte, menciona que a instituição também oferece apoio na inovação, consultoria e acesso ao crédito. O Sebrae tem sido fundamental na inserção das bordadeiras em feiras e eventos, permitindo que elas interajam com grandes empresas e estilistas, além de auxiliar no desenvolvimento de coleções temáticas.

    A História dos Bordados em Timbaúba dos Batistas

    Arysson Soares, genealogista e pesquisador, aprendeu dentro de casa sobre a tradição comercial dos bordados em Timbaúba. Filho de Iracema Soares, patrona da Casa das Bordadeiras, Arysson relembra como o declínio da economia do algodão na região levou sua mãe a empreender e ensinar a arte do bordado para muitas mulheres da cidade.

    “Mamãe ficou preocupada com a dificuldade dos homens em encontrar trabalho e decidiu encontrar um meio de vida para as mulheres. Ela aprendeu a bordar, colocou algumas máquinas em casa e começou a ensinar gratuitamente. Por décadas, ela ensinou a arte do bordado às mulheres de Timbaúba dos Batistas,” relata Arysson.

    Marileuza Silva, de 55 anos, é uma das muitas mulheres que aprendeu a bordar com Iracema. Ela conta que o bordado complementou a renda de sua família e ajudou a sustentar sua mãe e irmãos.

    O Futuro da Casa das Bordadeiras

    A Casa das Bordadeiras, fundada em 2006, é hoje o principal centro de qualificação e divulgação do trabalho artesanal em Timbaúba dos Batistas. Salmira Torres, também secretária municipal de Turismo, destaca os planos para o futuro após o projeto olímpico.

    “Queremos expandir a Casa das Bordadeiras, criar uma feira diária de artesanato, cultura e gastronomia. Acreditamos que o bordado pode impulsionar o turismo local. Já recebemos muitos turistas e, futuramente, Timbaúba pode se tornar um centro de distribuição,” afirma Salmira.

    Estima-se que cerca de 700 pessoas em Timbaúba dos Batistas trabalham com bordado, representando quase um terço da população e tornando essa arte a principal fonte de renda da cidade. A dedicação e habilidade das bordadeiras timbaubenses não só vestem a delegação olímpica brasileira, mas também tecem sonhos e sustento para uma comunidade inteira.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL


  • A Saga da BR-304

    Desde o desabamento da ponte sobre o Rio Ponta da Serra no final de março, devido às fortes chuvas, a BR-304 tem enfrentado uma série de desafios que afetaram significativamente a mobilidade e a economia do Rio Grande do Norte. A interrupção do trecho da rodovia que conecta Natal a Mossoró causou transtornos e incertezas entre os usuários.

    Incredulidade e expectativas

    Inicialmente, o governo estadual, em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), anunciou a construção de um desvio para restabelecer o tráfego na região. 

    A governadora Fátima Bezerra e o diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, prometeram a entrega do desvio para o dia 10 de maio. No entanto, as chuvas contínuas adiaram este prazo, gerando uma mistura de expectativa e incredulidade entre a população​ 

    Enquanto aguardavam a conclusão do desvio oficial, muitos motoristas recorreram a um desvio privado, onde pagavam entre R$ 10 a R$ 30 para a travessia. Este desvio improvisado, uma estrada de terra, tornava-se quase intransitável durante as chuvas, resultando em longos tempos de espera e dificuldades para os usuários. Mas, nos dias de sol ou chuva, o desvio causava lentidão por ser de mão única, obrigando pessoas a passarem longas horas em filas, com alternância de mão.

    Novos prazos e paralisações

    Após vários adiamentos, um novo prazo para a entrega do desvio foi anunciado: 15 de maio. Dia 14 nossa redação foi até o local ver o andamento das obras e presenciamos o sufoco de quem precisa trafegar pela 304.

    Leia aqui

    Dia 15, o desvio não estava concluído e a entrega foi novamente adiada.

    Desvio privado e conflitos

    Além dos desafios climáticos, o desvio privado, que ajudava a desafogar o tráfego, foi fechado devido a uma disputa entre os proprietários das terras onde o desvio foi construído. 

    Este fechamento causou um grande congestionamento, com aproximadamente 200 veículos parados, aguardando a reabertura do desvio .

    Na tarde de 20 de maio, finalmente, o DNIT liberou parcialmente o desvio provisório em sistema de pare e siga. Este desvio, com 500 metros de extensão e 10,5 metros de largura, foi construído com pavimento de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), para dar mais segurança na passagem de veículos pesados. A conclusão total do desvio, que depende do asfaltamento de um trecho de menos de 100 metros, está prevista para o fim desta semana.

    A BR 304

    A BR-304 é uma importante rodovia federal no estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Ela é essencial para a infraestrutura de transporte na região, conectando várias cidades e desempenhando um papel crucial no escoamento de produtos e na mobilidade das pessoas. 

    Ela tem uma extensão total de aproximadamente 415 km, começando na cidade de Natal, se estende até a Mossoró, passando por importantes municípios como Parnamirim, Macaíba, Assu e Itajá.

    A rodovia faz parte de um eixo rodoviário que liga o RN ao Ceará, onde se conecta com a BR-116, uma das principais rodovias do Brasil que liga o Nordeste ao Sudeste do país.


  • Conheça Davi, um menino com autismo que poderá ter o plano de saúde cancelado pela operadora

    Recentemente, tem se tornado cada vez mais comum os relatos de beneficiários de planos de saúde recebendo a notícia de que seus contratos estão sendo cancelados. A maioria dos prejudicados são pessoas idosas, pacientes autistas ou com doenças graves, muitas delas estando em meio ao tratamento.

    Uma reportagem publicada no jornal Valor Econômico, informou que nos últimos cinco anos mais de 69 mil reclamações foram feitas em relação ao cancelamento unilateral dos planos de saúde, já nos três primeiros meses de 2024, o número chega a 4,8 mil queixas.

    No Rio Grande do Norte, um dos atingidos é Davi, um garotinho de 8 anos, autista suporte 3 não-verbal. Em meio a todos os problemas que já enfrenta com o plano de saúde, agora corre o risco de ficar sem, tornando a situação do garoto ainda pior.

    A história de Davi começa em 2017, quando seus pais, Jonata Nascimento e Michele Fernandes, perceberam comportamentos atípicos no filho. “Minha esposa Michele começou a observar os diferentes comportamentos que Davi apresentava, andar nas pontas dos pés, chorar sem motivos, sorrir sem motivos, autoagressões, atraso na fala, dentre outros”, relata Jonata.

    Preocupados, eles procuraram ajuda profissional, e após uma série de avaliações com neuropediatras e outros especialistas, veio o diagnóstico: Davi era autista.

    Depois do diagnóstico

    A aceitação não foi fácil. Após o diagnóstico Jonata viveu um período de luto por alguns meses, mas sempre buscando o melhor para seu filho ao lado de sua esposa. Durante a fase de investigação, o plano de saúde foi solícito, mas a situação mudou drasticamente após a confirmação do diagnóstico de autismo.

    “Depois do diagnóstico começaram os problemas de negativas para terapias solicitadas pelo médico, acionamos a justiça e conseguimos as terapias. Mas o plano continuou dificultando a nossa vida, cancelando as terapias que estavam no laudo, mesmo após liminar e sentenças favoráveis.”, comenta Jonata.

    O Plano de saúde Unimed Natal, em diversas ocasiões, interrompeu as terapias de Davi.

    “Mesmo judicializado ele teve as terapias interrompidas, o plano sempre inventava alguma coisa, meu filho ficava sem terapia e eu tinha que ir lá, porque eles não liberavam (o valor) pra clínica. Esses cortes nas terapias por diversos motivos têm prejudicado o desenvolvimento do Davi.”, afirma Jonata.

    Avisos de cancelamento

    O que já era ruim, corre o risco de ficar ainda pior. Em abril deste ano, diversos pais de crianças autistas receberam um comunicado da Unimed sobre as chances de cancelamento dos planos, e Jonata foi um deles.

    O comunicado informou que no dia 23 de junho, todos os contratos realizados pela QUALICORP serão cancelados. Ao ligar para a ouvidoria da Unimed, o suporte esclarece que os clientes podem entrar em parceria com outra empresa para manter o plano com a Unimed, mas as regras não serão as mesmas.

    Os planos não serão mais individuais e a coparticipação passa a ser de 30% a 50%. Aqueles que não realizarem a mudança até o prazo de cancelamento, ficarão sem plano de saúde.

    “A gente ainda não sabe o motivo real disso, mas a gente supõe que seja pelos gastos que vem tendo com nossos filhos.”, pontua Jonata.

    Assim como Jonata e Michele, várias famílias estão desesperadas, sem saber o que fazer e tentando recorrer à justiça. Em São Paulo, um juiz deu a sentença favorável para que famílias continuassem pagando o mesmo valor sem coparticipação e sem serem prejudicados. Alguns advogados já estão dando entrada no processo, mas o número de famílias que ainda não sabem como irão recorrer ainda é grande.

    Para Davi, sua família e tantas outras a luta contínua, sem previsão exata de quando a situação poderá melhorar, mas a esperança e o amor move todos eles, em busca da garantia de uma vida digna e plena para todas as pessoas com o Transtorno do Espectro Autista.


  • Lei Maria da Penha é alterada e prevê sigilo do nome da vítima em processos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma alteração na Lei Maria da Penha, que determina o sigilo do nome da ofendida nos processos que investigam crimes nesse contexto, contribuindo para resguardar a privacidade e segurança das mulheres afetadas.

    Segundo o texto aprovado, o nome da ofendida permanecerá sob sigilo nos processos relacionados a crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher. Essa iniciativa tem como objetivo evitar possíveis exposições indevidas e reforçar o amparo às vítimas, proporcionando um ambiente mais seguro para que possam buscar justiça e proteção.

    A nova legislação entrará em vigor em 180 dias, após sua publicação oficial, que foi feita no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (22).


  • Fugitivos de Alcaçuz são recapturados em Natal

    Na noite desta terça-feira (21), a Polícia Civil de Natal efetuou a prisão dos dois apenados que haviam fugido da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, localizada no Complexo de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Gustavo da Rocha Dias, 29 anos, e Ricardo Campelo da Silva, 43 anos, foram encontrados na Comunidade do Japão, bairro Quintas, Zona Oeste da capital potiguar. A ação foi liderada pela Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Defur).

    Após mais de 20 dias de fuga, os fugitivos foram localizados na posse de duas armas de fogo, munições e celulares. Além disso, uma mulher de 25 anos também foi detida por envolvimento em furto. Segundo informações da Polícia Civil, as investigações indicaram a Comunidade do Japão como possível esconderijo dos fugitivos e sua ligação com outros crimes.

    Os foragidos foram autuados por posse ilegal de arma de fogo e reconduzidos ao sistema prisional, onde retornarão à penitenciária da qual escaparam. A captura ocorreu após o comando do 10º Batalhão da PM relatar que um dos suspeitos foi avistado em Assu, região Oeste do estado. No entanto, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) não confirmou se o indivíduo avistado em Assu era de fato um dos fugitivos.

    A fuga

    A fuga ocorreu durante no dia 30 de abril, os detentos estavam realizando um serviço no local, quando aproveitaram a ausência de agentes penitenciários no momento e fugiram. Eles usaram ferramentas para abrir duas portas e uma grade. Após saírem das dependências do presídio, os criminosos roubaram uma bicicleta. O governo chegou a oferecer uma recompensa de R$ 5 mil por cada fugitivo.

    Polícia está na busca dos fugitivos – Foto: Reprodução

  • Bebê Rena: uma jornada sombria através da solidão, abuso e superação

    Sou um degustador de filmes e séries, aliás, de quase tudo que o audiovisual produz, dos gêneros que se colocam, só não assisto filmes de terror, acho desinteressante, mas os demais estou sempre consumindo. Com as diversas plataformas de streaming o consumo aumentou, porém, deixo claro que não dispenso ir ao cinema e consumir um filme numa boa telona, na companhia de pipoca quentinha, pois vejo algo de místico no ritual de ir ao cinema. Ah! Nunca antes havia escrito sobre filmes ou séries, e olha que devo ter assistido um número bastante razoável, mas nunca fiz as contas de quantos.

    Destarte, isso mudou quando num belo domingo, desses que estou com a boca escancarada repleta de dentes, deitado em minha cama, e vejo no cardápio do streaming uma série com o nome “Baby Reindeer”, na tradução Bebê Rena. De princípio ri com esse nome, pensei, meditei, falei com minha taça de vinho: não vou assistir, deve ser uma droga com esse nome de m… 

    Mas, de maneira oposta ao que pensei, resolvi assistir, e tamanha foi a surpresa, pois fiquei vidrado na tela, ao ponto de o vinho na taça virar purgante de tão quente, e, sem perceber, sete capítulos tinham se passado e eu estava absorto pela série. Seu enredo atravessou-me, por isso resolvi escrever. Não se preocupem, deixarei aqui apenas minhas impressões e poucos spoilers, então vocês podem ou não assistir a série tirando suas próprias conclusões depois dessa leitura.

    Baby Reindeer, minissérie britânica da Netflix, mergulha em um turbilhão de emoções ao retratar a história real de Richard Gadd, interpretado por ele mesmo, que é um comediante em ascensão que se vê enredado em uma teia de obsessão, abuso e trauma. A série, com apenas sete episódios, tece uma narrativa crua e perturbadora, explorando os efeitos devastadores da solidão, do abuso sexual e do vício em drogas na mente e na alma de um indivíduo.

    Logo no início somos apresentados a Donny, um jovem talentoso e carismático, mas que luta para encontrar seu lugar no mundo. Sua solidão o torna vulnerável à atenção de Martha, uma mulher misteriosa e instável, que rapidamente se torna obcecada por ele. O relacionamento tóxico entre ambos se intensifica, levando Donny a um espiral de sofrimento e desespero. A solidão toma conta de Donny, o isolando cada vez mais do mundo exterior. Ele se torna refém da manipulação de Martha, incapaz de escapar de suas garras. 

    A série explora com maestria a fragilidade da psique humana diante da solidão, demonstrando como ela pode abrir portas para relacionamentos abusivos e comportamentos destrutivos.

    O abuso sexual e o vício em drogas se configuram como mecanismos de fuga para Donny, que busca, em vão, aliviar a dor e o vazio que o consomem. A série retrata com brutal honestidade os efeitos devastadores desses traumas, não apenas no corpo, mas também na mente e no espírito.

    Baby Reindeer não se limita a mostrar o lado sombrio da história, a série também oferece um vislumbre de esperança e redenção. Através da força interior e do apoio de amigos e familiares, Donny encontra forças para enfrentar seus traumas e reconstruir sua vida.

    Após maratonar a minissérie posso dizer que a mesma serve como um alerta poderoso sobre os perigos da solidão, do abuso sexual e do vício em drogas. É um lembrete de que a saúde mental deve ser valorizada e protegida e que a busca por ajuda nunca é vergonhosa.

    Com atuações excepcionais, uma trilha sonora envolvente e uma direção impecável, Baby Reindeer é uma obra de arte perturbadora, mas necessária. É uma série que te prende do início ao fim, te faz refletir e te convida a confrontar os fantasmas que assombram a alma humana.

    Nessas poucas linhas, é impossível capturar a complexidade e a profundidade de Baby Reindeer. Mas espero que esta resenha sirva como um convite para explorar essa obra poderosa e comovente, que te fará questionar os limites da resiliência humana.

    Claudio Wagner é professor, cientista da religião, historiador e poeta, autor do Livro Entre a Sombra da Razão e Razão da Sombra, CJA-2016.


  • Bombeiros do RN auxiliam população ilhada em Upanema

    O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte concluiu mais um dia de auxílio no transporte de moradores ribeirinhos do Rio Upanema, zona rural da cidade de Upanema.

    Depois da sangria do açude Umari, o volume da água encobriu a passagem molhada que ligava a comunidade ao centro da cidade, fazendo com que os moradores precisassem de auxílio de embarcações para transportá-los.

    “Desde a segunda-feira (20) estamos com equipes de guarda-vidas e embarcações, juntamente com a Defesa Civil municipal auxiliando as pessoas. Estaremos aqui até nível da água baixar e todos ficarem em segurança”, disse a coronel Martini.


  • Primeiro IERN é inaugurado em Natal

    Na última segunda-feira (20), o governo do Rio Grande do Norte inaugurou em Natal a primeira unidade do Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação (Iern), marcando um avanço significativo na oferta de educação profissional na rede pública estadual. Localizada na avenida Capitão-Mor Gouveia, no bairro Bom Pastor, Zona Oeste da capital, a unidade de Natal é a primeira das 12 previstas para todo o estado.

    Inicialmente, o Iern Natal oferecerá cursos de técnico em redes de computadores e técnico em química, somando 160 matrículas. A escolha desses cursos foi feita pela própria comunidade através de um processo participativo que incluiu plenárias e audiências públicas com a participação de estudantes, líderes comunitários e representantes do setor produtivo.

    A nova unidade conta com uma infraestrutura robusta, incluindo 12 salas de aula, biblioteca, laboratórios, auditório, refeitório, quadra esportiva e ambientes de convivência, com um investimento total de R$ 12,6 milhões. “A inauguração do Iern Natal representa um marco significativo na educação profissional do Rio Grande do Norte, preparando os estudantes para os desafios do mercado de trabalho e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do estado”, afirmou a secretária de Educação, Socorro Batista.

    Conforme informações da Secretaria de Educação, 70% dos alunos da nova escola são provenientes da rede estadual que solicitaram transferência para a unidade, enquanto os 30% restantes são de novas matrículas, oriundas das redes municipal e privada.

    Durante a cerimônia de inauguração, a governadora Fátima Bezerra (PT) destacou que mais três unidades do Iern estão em fase de conclusão e serão inauguradas em breve. Estas estão localizadas em Campo Grande, no Médio Oeste; Jardim de Piranhas, no Seridó; e Alexandria, no Alto Oeste.

    De 2018 a 2023, o número de estudantes matriculados em cursos de educação profissional na rede estadual quase dobrou, passando de 5.343 para 10.299. A expectativa é que o estado atinja 13.000 estudantes matriculados em 2024 e 18.000 em 2026, com 72 instituições atualmente oferecendo educação profissional.


  • Arruaça: um dos grupos mais longevos no cenário cênico de Mossoró

    1985, é o ano que marca a fundação do grupo mossoroense de teatro Arruaça, ou simplesmente Grupo Arruaça de Teatro.

    O Arruaça foi fundado por jovens que brincavam de teatro nas escolas, nos centros urbanos e unidades socioeducativas, na época denominadas de Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (FEBEM).

    Os jovens decidiram formar um grupo teatral independente. Nas palavras de integrantes da companhia, “a paixão comum pelo teatro levou aquele coletivo ao encontro diário em busca de novas informações, pesquisas, experimentos, estudos. A brincadeira virou coisa séria, virou Arruaça.”

    Augusto Pinto e Socorro Assunção são os fundadores que ainda permanecem no grupo.

    Com uma dezena de peças produzidas, a cia. realiza seus ensaios de acordo com os trabalhos demandados, com ensaios semanais, que vão se intensificando ao longo dos dias.

    Os integrantes do grupo revelaram ao Portal os espetáculos que lhe marcaram na memória, “O Voo do Cavalo do Cão”, de 2005, “Nos Campos de Luiz”, de 2009 e “Frei Molambo”, de 2013.

    O grupo desde 2021 enveredou pelo teatro de bonecos, tendo realizado no mesmo ano o Festival Calungada Online, que teve sua 2ª edição em 2022.

    Os integrantes falam da relevância artística do teatro de bonecos, “nós do Arruaça desempenhamos um papel significativo no contexto do teatro de bonecos/mamulengos, contribuindo ativamente para a preservação e promoção dessa forma específica de expressão artística. Temos um compromisso sólido com a perpetuação e renovação desse segmento teatral.”

    Seguindo a linha do teatro nordestino, inspirados em Lourdes Ramalho, Racine Santos, Ariano Suassuna, Luiz Campos, Antônio Francisco, dentre outros, o Arruaça está em processo de montagem do espetáculo “Romeu e Julieta em Cordel”, realizando oficinas de teatro de bonecos aprovadas pelas leis de incentivo à cultura, bem como um documentário contando a história da companhia, aprovado pela Lei de Fomento Municipal de Mossoró Maurício de Oliveira.

    Com sede na zona leste de Mossoró, no bairro Vingt Rosado, conheça a ficha técnica do Arruaça:

    Augusto Pinto: presidente, ator, cenógrafo e bonequeiro
    Carlindo Emanoel: tesoureiro, ator e produtor
    Socorro Assunção: secretária e atriz
    Huguinete Menezes: atriz
    Jânio Fernandes: ator
    Alexandro Jesus: ator e bailarino
    David Castro: ator e bailarino
    Ricardo Fernandes: ator e Bailarino

    Para acompanhar a cia., siga-a em sua rede social: https://www.instagram.com/grupoarruacamossoro/.


  • Polícia Civil captura foragidos envolvidos em roubo milionário em Natal

    Na noite de terça-feira (21), a Polícia Civil capturou Gustavo da Rocha Dias, 29 anos, e Ricardo Campelo da Silva, 43 anos, foragidos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga. Os criminosos, localizados na comunidade do Japão, no bairro Quintas, Zona Oeste de Natal, prestaram apoio logístico para uma associação criminosa em um roubo de R$ 1 milhão, ocorrido na capital potiguar.

    Detalhes da Captura

    A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Defur). De acordo com a delegada Isabela Turl, a investigação do roubo, que aconteceu na última semana contra uma pessoa física, revelou a participação dos foragidos. “Durante a investigação deste roubo, surgiu uma linha investigativa de que os foragidos haviam prestado apoio logístico para que a associação criminosa cometesse o roubo. A partir daí, conseguimos diligenciar, confirmar e localizar o paradeiro dos dois,” afirmou a delegada.

    Além de Gustavo e Ricardo, uma mulher, também foragida por furto e rompimento de tornozeleira eletrônica, foi presa durante a ação. Os três foram encontrados com armas de fogo, munições e celulares, configurando porte ilegal de armas.

    Apoio Logístico e Investigação

    A delegada Turl relatou que a dupla recebeu ajuda de outros indivíduos na comunidade, que forneceram comida e moradia. Esses cúmplices ainda não foram identificados. A investigação do roubo milionário continua em andamento para identificar todos os envolvidos.

    Medidas de Prevenção

    Elton Edi Xavier, secretário da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), afirmou que os depoimentos dos capturados serão valiosos para prevenir futuras fugas. Ele destacou que um dos fugitivos não havia sido classificado adequadamente dentro das normas penitenciárias. “Ele prestava um serviço dentro da unidade, mas ainda não havia passado pelo nosso processo de classificação. Caso tivesse passado, certamente não estaria apto para exercer qualquer atividade dentro do sistema prisional,” explicou Xavier.

    A fuga resultou em uma reavaliação dos presos que prestam serviços dentro da penitenciária Rogério Coutinho Madruga. Xavier informou que todos esses presos já foram classificados e que a meta é classificar toda a população carcerária do estado, de aproximadamente 12 mil detentos, até o fim de 2024. “Classificamos 2 mil até agora. Queremos trazer mais segurança no trabalho penal com a classificação completa,” concluiu.

    A operação marca um passo importante na luta contra o crime organizado e reforça o compromisso das autoridades em manter a segurança e a ordem dentro e fora do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte.





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