Jesus de Ritinha de Miúdo
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Dados mostram que o Nordeste foi a região que mais enviou voluntários para ajudar na tragédia do RS
Dados do Ministério da Saúde revelam que o Nordeste foi a região que mais enviou voluntários da área de saúde para prestar assistência à população do Rio Grande do Sul após a tragédia que atingiu o estado. Com 33% do total de voluntários, o Nordeste demonstrou um impressionante espírito de solidariedade e compromisso com o bem-estar social.
A Força Nacional do SUS, responsável por coordenar os esforços de atendimento, realizou mais de 9,4 mil atendimentos à população gaúcha. Entre as ações dos voluntários estão primeiros socorros, atendimentos de rotina e acompanhamento de doenças, especialmente aquelas relacionadas às enchentes, como a leptospirose. Os profissionais também atuaram em resgates e atendimentos emergenciais, demonstrando uma ampla gama de habilidades e dedicação.
Os voluntários enviados incluem médicos, aeromédicos, emergencistas, enfermeiros, psicólogos e climatólogos, entre outros. Esses profissionais são essenciais para atender a população em momentos de crise, fornecendo cuidados emergenciais e acompanhamento contínuo.
Márcio Garcia, diretor do departamento de emergência em saúde pública do Ministério da Saúde, destacou a dedicação desses profissionais: “Nessa hora, esses profissionais mostram a força do SUS e dos trabalhadores de saúde. É impressionante a dedicação. Eles escolheram cuidar das pessoas.”
Os voluntários da Força Nacional do SUS são selecionados com base em sua experiência, necessitando de pelo menos cinco anos de atuação em assistência. Isso garante que o atendimento vá além das emergências, abrangendo também doenças crônicas e suporte psicossocial. “Temos também atendimentos de doenças crônicas, porque as pessoas foram desassistidas e atendimentos psicossociais”, acrescentou Márcio.
VOLUNTÁRIOS NO RS:
Região Nordeste: 121 profissionais
Bahia (BA): 36
Sergipe (SE): 27
Rio Grande do Norte (RN): 13
Pernambuco (PE): 12
Paraíba (PB): 11
Ceará (CE): 9
Alagoas (AL): 8
Maranhão (MA): 3
Piauí (PI): 2Região Sul: 116 profissionais
Rio Grande do Sul (RS): 92
Paraná (PR): 14
Santa Catarina (SC): 10Região Sudeste: 62 profissionais
São Paulo (SP): 31
Minas Gerais (MG): 24
Rio de Janeiro (RJ): 5
Espírito Santo (ES): 2Região Centro-Oeste: 54 profissionais
Distrito Federal (DF): 40
Goiás (GO): 10
Mato Grosso do Sul (MS): 3
Mato Grosso (MT): 1Região Norte: 11 profissionais
Pará (PA): 4
Roraima (RR): 3
Tocantins (TO): 2
Amazonas (AM): 1
Acre (AC): 1
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Pec das drogas será analisada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (4)
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados inicia hoje a deliberação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45 de 2023, que torna crime o porte de drogas, independentemente da quantidade. A proposta, de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já foi aprovada no Senado e reafirma a Lei de Drogas (nº 11.343 de 2006), sem acrescentar novos pontos à legislação existente, mas reforçando a posição do Legislativo em embates com o Judiciário.
A PEC surge como uma resposta explícita ao recurso extraordinário (RE nº 635.659) com repercussão geral, atualmente em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Este recurso contesta a Lei de Drogas de 2006, que não especifica critérios para diferenciar usuários de traficantes. O julgamento do recurso, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, propõe a necessidade de estabelecer uma quantidade mínima de maconha para determinar o porte de drogas para consumo pessoal.
Caso a proposta de Mendes seja aprovada, após definida a quantidade, ficaria determinado por jurisdição o que se entende por traficante ou usuário de drogas. A relatoria não altera a classificação da planta como ilícita, mas descriminaliza o uso pessoal ao especificar a quantidade portada. Atualmente, a maioria do STF (5 a 3) apoia a distinção, propondo penas brandas, como advertências, serviços comunitários, medidas educativas e participação em programas de combate ao uso de drogas.
Entretanto, a decisão final do STF está pendente após o pedido de vista do ministro Dias Toffoli, que tem até agosto para devolver o assunto ao plenário. A definição da Corte terá repercussão geral, significando que a decisão servirá como jurisprudência para todos os casos semelhantes na Justiça.
A proposta da PEC nº 45 de 2023 representa um esforço do Legislativo para reafirmar sua competência em legislar sobre o porte de drogas, confrontando a possível mudança de interpretação por parte do Judiciário. A deliberação de hoje na CCJ marca um passo crucial nesse debate contínuo sobre a política de drogas no Brasil.
Tramitação da PEC na Câmara
Este será o primeiro passo para a PEC ser aprovada na Câmara, a análise de admissibilidade por parte da CCJ. Em teoria, deputados verificam se a proposta não viola “as cláusulas pétreas da Constituição: forma federativa de Estado; voto direto, secreto, universal e periódico; separação dos Poderes; e os direitos e garantias individuais dos cidadãos”.
Depois, a proposta precisa ser admitida em comissão especial. O colegiado tem o prazo de 40 sessões para votar a proposta. O prazo para emendas se esgota nas dez primeiras sessões.
Somente depois a PEC é analisada em Plenário, onde precisa dos votos favoráveis de 3/5 dos deputados (308), em dois turnos de votação.
O rito determina que, depois de concluída a votação em uma Casa, a PEC seja enviada para a outra. O que não acontecerá aqui, visto que a proposta já foi aprovada no Senado. Se o texto for aprovado nas duas Casas sem alterações, é promulgado em forma de emenda constitucional em sessão conjunta do Congresso Nacional.
Se houver modificação substancial (não apenas de redação), ela volta obrigatoriamente para a Casa onde começou a tramitar (no caso, para o Senado).
É possível haver a promulgação “fatiada” (apenas da parte aprovada pelas duas Casas)
Entenda
A chamada PEC das drogas foi uma reação do Congresso Nacional ao julgamento que ocorre no STF desde 2015.
O Supremo analisa a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei das Drogas (Lei 11.343/2006), que cria a figura do usuário, diferenciado do traficante, que é alvo de penas mais brandas. Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo para quem adquirir, transportar ou portar drogas para consumo pessoal.
A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvos de inquérito policial e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas.
No caso concreto que motivou o julgamento, a defesa de um condenado pede que o porte de maconha para uso próprio deixe de ser considerado crime. O acusado foi detido com três gramas de maconha.
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Motoristas de ônibus de Natal participam de novas negociações para evitar greve
Os motoristas de ônibus de Natal estão envolvidos em uma nova rodada de negociações com o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (SETURN) nesta segunda-feira, às 11h, para discutir suas reivindicações. Segundo Gilvan Santos, diretor executivo do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN), a greve planejada para hoje foi adiada devido à solicitação de uma nova reunião pelos empresários de ônibus.
Nesta manhã, os ônibus continuam operando normalmente. Contudo, Gilvan Santos alerta que o edital de greve já foi lançado, e a paralisação pode ser iniciada a qualquer momento.
A reunião de hoje, que será realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT), busca alcançar um acordo entre o Sintro-RN e o Seturn. “Hoje vai ter uma negociação para chegar a um acordo com os empresários”, afirma Gilvan Santos. A reunião será restrita apenas aos sindicatos.
No edital publicado nas redes sociais do sindicato, o Sintro informa que, conforme a Lei da Greve, será garantida uma frota de emergência de 30%. Os trabalhadores rodoviários reivindicam um aumento salarial acima da inflação de no mínimo 5%, um vale alimentação de R$ 600, um plano de saúde pago integralmente pelas empresas e a renovação da carteira de habilitação dos motoristas custeada pelas empresas, além da manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva vigente.
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Servidores da UFRN realizaram protesto na BR-101 nesta segunda-feira
Na manhã desta segunda-feira (3), servidores técnicos-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizaram um protesto para pressionar o Governo Federal a atender suas reivindicações. O grupo exige um reajuste salarial ainda para este ano e a reestruturação de carreiras.
O protesto começou cedo, com os manifestantes bloqueando a passagem de veículos na marginal da BR-101, no acesso à instituição. A via foi liberada por volta das 8h, e a manifestação se encerrou por volta das 8h40 no Núcleo de Educação Infantil da UFRN.
“Essa manifestação faz parte de um movimento nacional pelo fato de o Governo não ter ainda atendido nossas reivindicações. Queremos mostrar à sociedade contra quem nós estamos lutando, que é o Governo Lula”, afirmou José Rebouças, representante do comando local de greve do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (Sintest), que organizou o protesto desta manhã.
Os técnicos-administrativos da UFRN estão em greve desde março deste ano. Uma assembleia está marcada para esta terça-feira (4) para decidir sobre a manutenção do movimento, que já dura mais de dois meses. Além dos técnicos-administrativos, os docentes da UFRN também iniciaram uma paralisação em abril, exigindo melhores salários para a categoria.
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Dica de bombeiros: saiba como evitar acidentes com fogos de artifício
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN)divulgou nesta segunda-feira (3) dicas e orientações de segurança à população para evitar queimaduras, incêndios e outros tipos de acidentes com fogos de artifício em virtude dos eventos de São João.
Segundo a instituição, um dos fatores mais importantes no momento da compra dos fogos é a verificação da validade, além de uma leitura minuciosa das informações sobre o procedimento de segurança do produto, contidas na embalagem do item. A umidade e o lacre também devem ser observadas.
Segundo o subcomandante-geral e diretor de operações do Corpo de Bombeiros, coronel Franklin, os usuários dos fogos de artifício também devem estar atentos aos locais de soltura. ”A distância para explodir os fogos com segurança é em média de 30 a 50 metros de pessoas, edificações, árvores e carros. É preciso ter um cuidado especial com as crianças”, completou.
Confira as orientações:
- Sempre leia e siga as instruções na embalagem;
- Sempre use fogos em locais abertos;
- Sempre solte fogos sob a supervisão de adultos e de acordo com a sua idade;
- Nunca tente reutilizar os fogos que tenham falhado;
- Nunca atire fogos na direção de outras pessoas;
- Nunca faça experiências, modifique ou tente fazer seus próprios fogos.
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Jean Paul não deixará saudades em ninguém
A demissão do petista Jean Paul da presidência da Petrobras não foi surpresa pra ninguém. E a reação ao previsível anúncio de sua saída mostra que também não foi motivo de nenhum lamento.
Para o Rio Grande do Norte, deixa apenas muitos projetos mal desenhados e a marca de ter sido aquele que entregou à 3R Petroleum os campos do Polo Potiguar e a refinaria Clara Camarão. Bradava o slogan “A Petrobras fica no RN” enquanto – por inépcia ou negligência – permitia avançar o desmonte da empresa que um dia já foi a maior indústria de nosso estado.

Jean Paul, numa das muitas ocasiões em que repetiu o slogan “A Petrobras fica no RN”, em janeiro de 2024. Foto: A. G. N. Jean parece ter se dedicado mais a projetos menores e de interesse duvidoso que ao grande desafio da estatal neste momento: reconstruir a estrutura verticalizada que a tornou capaz de garantir o abastecimento e a competitividade do mercado de energia neste continente chamado Brasil.
Poucos dias após a demissão de Jean, surge a primeira boa notícia para a empresa em muitos anos: o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) interrompeu o plano de venda de refinarias, firmado em junho de 2019. É o caminho para a redução nas importações de combustível e a consequente redução de seus preços nas bombas.
Jean lançou aos ventos muitos projetos ambiciosos, todos eles para daqui a anos ou décadas. Sai da presidência da Petrobras sem realizar nada e deixa para trás apenas incertezas sobre o futuro das poucas iniciativas viáveis que poderiam beneficiar o RN.

Uma dessas, foi o Termo de Cooperação com o Instituto Senai de Energias Renováveis do RN (Senai-ER) para a construção de uma planta piloto de eletrólise. O valor total de R$ 90 milhões é insignificante se comparado com o que o estado tem perdido em empregos de qualidade e arrecadação devido ao abandono pela Petrobras de suas atividades em nossas terras. Ainda assim, pode representar um caminho para a retomada do setor de energia no RN.
Caberá agora ao governo e a nossos parlamentares a iniciativa de cobrar e criar as condições para que a Petrobras volte a desempenhar ao menos parte do papel decisivo que teve por aqui ao longo das últimas décadas.
Fátima terá a iniciativa necessária para fazer andar os projetos dos quais Jean Paul tanto falou e pelos quais tão pouco fez? Veremos.
Por ora, o pouco que se sabe sobre o impacto da demissão de Jean Paul nas terras potiguares é óbvio regozijo que alegrou até mesmo aos petistas.
Um deles nos lembrava, na sequência da queda de Jean, que seu histórico de vendedor de sonhos vem, ao menos, desde sua indicação à suplência na chapa de Fátima na disputa para o Senado em 2014.
Na ocasião, o petista noviço prometeu apoios decisivos. Apoios que o cerco a seu amigo e aliado Nestor Cerveró aparentemente teria inviabilizado. Ao menos foi essa a justificativa que o futuro senador dera à época. E ainda há quem se pergunte por que a governadora não usou de sua influência junto ao governo federal para defender o correligionário.
Jean saiu da Petrobras para voltar ao seu lugar de sempre, a consultoria a empresas privadas. Na política, é inviável e está só. Na história do RN, restará como um arrivista que chegou longe demais, vendeu muitos sonhos e deixou tudo se esvair nos ventos que não passam pelas eólicas.
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Nova pesquisa para a prefeitura de Natal será divulgada amanhã
O Blog do FM, em parceria com o Instituto AGORASEI, divulgará nesta segunda-feira, dia 03, uma pesquisa de intenção de voto para a Prefeitura de Natal e para a Câmara Municipal. A pesquisa, realizada nos dias 25, 26 e 27 de maio, entrevistou 800 eleitores com 16 anos ou mais em todas as zonas do município.
O estudo possui um intervalo de confiança de 95% e uma margem de erro de 3,4 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-06252/2024.
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Allyson costurou e quase ninguém entendeu o riscado
A pesquisa Exatus/AGORA RN, é mais uma a medir o amplo favoritismo de reeleição de Allyson Bezerra (UB).
A pesquisa vai ao encontro das outras já divulgadas neste ano, que mostram uma dianteira enorme do alcaide.
O prefeito não possui um grande leque de partidos em seu projeto, em sua base, de certeza, estão o seu União Brasil (UB), o Partido Social Democrático (PSD) e o Solidariedade (SDD).
Mesmo com a maioria das siglas estando na oposição, Bezerra montou o xadrez que quis para o tabuleiro de 2024.
Desde 2023 o burgomestre vem movimentando as peças da política ao seu sabor, para culminar em seus objetivos, escolher um vice de extrema confiança, ter nomes à vereança para serem seus fiéis aliados na Câmara Municipal e encurralar o oposicionismo num labirinto sem saída.
O alcaide jogou com maestria e ninguém percebeu que para escolher um vice de confiança, ele alijou de sua base nomes que cobravam a vaga, mas que não contavam com o crédito que o prefeito pleiteava.
O Partido Liberal (PL) e Lawrence Amorim (PSDB) são esses casos. O senador Rogério Marinho (PL) impôs a indicação da agremiação para vice, Allyson não cedeu e deixou a legenda em banho-maria, deu que o PL foi para a oposição.
Com Lawrence, que queria a indicação de companheiro de chapa, Allyson empurrou ao máximo as pretensões do vereador, até chegar ao ponto do presidente do Legislativo romper com o burgomestre.
Bezerra costurou como quis sua empreitada a reeleição, e muitos atores políticos não perceberam os detalhe dos fios tecidos.
O resultado é que o prefeito caminha a passos largos para uma renovação de mandato tranquila, tendo um vice de sua extrema confiabilidade, para ter condições de disputar o governo do estado em 2026, com uma bancada de vereadores leais, diferente da que o alcaide se viu obrigado a negociar nesta legislatura.
Allyson Bezerra montou o palanque que desejou, e poucos notaram que o que ele queria mesmo era afastar os incômodos e somente aglutinar seus francos aliados.
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Exatus atesta reeleição sólida de Allyson Bezerra
A pesquisa do Instituto Exatus, em parceria com o portal AGORA RN, para a Prefeitura de Mossoró, divulgada ontem, 31, mostra uma reeleição segura para o prefeito Allyson Bezerra (UB).
A pesquisa entrevistou 800 eleitores, nos dias 25 e de 26 de maio, a margem de erro é de 3,46%, o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada com o número RN-04261/2024.
Veja os números dos cenários auferidos:
Espontânea
Allyson Bezerra (UB): 69,88%
Rosalba Ciarlini (PP): 3,38%
Isolda Dantas (PT): 2,38%
Lawrence Amorim (PSDB): 1,38%
Genivan Vale (PL): 1,25%
Zé Peixeiro (REP): 0,88%
Tony Fernandes (AVAN): 0,75%
Tião Couto (PL): 0,13%
Não sabe/não respondeu: 13,38%
Ninguém: 6,13%
Estimula 1:
Allyson Bezerra: 73,38%
Rosalba Ciarlini: 7,25%
Isolda Dantas: 4,75%
Zé Peixeiro: 2,25%
Genivan Vale: 1,75%
Tony Fernandes: 1,75%
Lawrence Amorim: 1,63%
Branco/nulo/nenhum: 3,88%
Não sabe/não respondeu: 3,38%
Estimulada 2:
Allyson Bezerra: 77,13%
Zé Peixeiro: 3,13%
Lawrence Amorim: 2,50%
Tony Fernandes: 2,25%
Genivan Vale: 2%
Branco/nulo/nenhum: 6,63%
Não sabe/não respondeu: 6,38%
Rejeição:
Isolda Dantas: 27,75%
Rosalba Ciarlini: 22,88%
Genivan Vale: 9,88%
Zé Peixeiro: 9,88%
Allyson Bezerra: 7%
Lawrence Amorim: 3,38%
Tony Fernandes: 1,13%
Não sabe/não respondeu: 10,13%
Vota em qualquer um: 8%
Avaliação do governo Allyson Bezerra:
Aprova: 85,63%
Desaprova: 11,13%
Não sabe/não respondeu: 3,25%
Avaliação do governo Fátima Bezerra (PT):
Aprova: 35,38%
Desaprova: 58,88%
Não sabe/não respondeu: 5,75%
Avaliação do governo Lula (PT):
Aprova: 55,75%
Desaprova: 38,63%
Não sabe/não respondeu: 5,63%
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Lume da Fogueira: da categoria escolar à potência junina do estado
Foi nos corredores da Escola Municipal Professor Manoel Assis, no centro de Mossoró, bairro Doze Anos, que a Lume da Fogueira nasceu. Uma das mais importantes quadrilhas juninas do estado e do Nordeste surgiu na categoria escolar, no ano de 1998, como quadrilha tradicional.
Rabo de Palha, foi com esse nome que a Lume nasceu. A professora Liana Duarte, uma das fundadoras da quadrilha, foi uma figura de grande importância para o crescimento da Lume. O ambiente escolar fez com que a agremiação envolvesse a Escola Manoel Assis para levar adiante o projeto que engatinhava seus primeiros passos.

Associação Cultural e Esportiva Lume (ACEL), é a denominação oficial do institucional da Lume da Fogueira.
No seu alvorecer, a então denominada Rabo de Palha, tinha como objetivo fazer com que os alunos tivessem contato com as tradições juninas, Joseneide Oliveira, uma das fundadoras da Lume, fala dessa intenção, “o que se queria era que os alunos respeitassem as tradições e os valores do São João, com o senso de pertencimento, orgulho e espírito de equipe.”
O ano de 2002 marca a mudança de estilo da Lume, momento no qual a agremiação passa a ser estilizada. Sua 1ª competição na categoria estilizado adulto no Mossoró Cidade Junina ocorre em 2006, oportunidade na qual a companhia se transforma em quadrilha de bairro.

Ao longo de seus 25 anos, o grupo não venceu em Mossoró somente em duas ocasiões, 2007, e 2012, quando não houve concurso. De categoria tradicional escolar, passando para estilizada escolar, até chegar ao patamar de estilizada de bairro, a Lume foi um verdadeiro rolo compressor no cenário junino mossoroense.
Sagrou-se campeã em disputas nos municípios de Pau dos Ferros, Cruzeta, Patu, Apodi, Currais Novos, Macau, Assú e Monte Alegre.
A Lume é a atual campeã do Festival de Quadrilhas Juninas da Inter TV Cabugi, a maior vencedora do certame, com 5 títulos. É a atual campeã do Festival Interestadual de Quadrilhas Juninas e do Festival de Quadrilhas Juninas de Natal.

Márcia Léo, que desde o início está na agremiação, fala da influência da quadrilha para o São João mossoroense, “a Lume trouxe para Mossoró um impacto positivo por todo o seu trabalho cultural, pois a cada degrau que subíamos no mundo junino, ela conquistava o seu lugar, por mérito de cada um que por lá passava, sendo hoje uma das maiores referências juninas do Brasil.”
Centro de um cenário junino já efervescente, Mossoró passa por um contexto delicado. As principais quadrilhas que marcaram a cena junina da cidade foram extintas. A Lume se mantém viva como ACEL, no entanto, não disputará nenhum concurso este ano.
Márcia fala da escassez de quadrilhas, “é uma triste realidade para a cultura junina da cidade. Na maioria dos casos, a falta de incentivo público e privado impulsiona a desistência de tantos grupos juninos. Captar recursos para manter uma quadrilha não é tarefa fácil para quem está à frente de um grupo.”

A história de uma quadrilha se faz pelas mãos, e pés, de diversas pessoas. Joseneide fala de quem marcou e ajudou a alavancar a Lume, “sempre tivemos rainha belíssimas, e Leninha Leal é um ícone no meio junino. Nielson e Luana marcaram como casal de noivos, como os donos da festa. Hoje na Lume temos o Abraão Morais como representante legal e coreógrafo, e a equipe se divide nas comissões de adereços. A torcida da Lume, um show à parte, é comandada por Lunardo Miguel. Não podemos deixar de falar de dois componentes que foram fundamentais, Thiago e Márcia, que estão na equipe desde a fundação até os dias de hoje.”

A Lume teve alguns anos de pausa em certames juninos, mas continuou desenvolvendo suas atividades em outros segmentos culturais como a Associação Cultural que é.
A companhia já marcou presença nos grandes espetáculos de Mossoró, Auto da Liberdade, Oratório de Santa Luzia e Chuva de Bala no País de Mossoró, além de ministrar cursos em escolas.

Sobre a escassez de quadrilhas na maior competição do São João de Mossoró, a categoria estilizado adulto, Joseneide vai no mesmo sentido da fala de Márcia, “a falta de quadrilhas estilizadas se dá pelo baixo incentivo do poder público, e das empresas privadas, que poderiam contribuir com a melhoria da cultura local. E infelizmente a cultura junina é a mais descriminalizada de todas.”
Sobre a possível volta da Lume no São João do próximo ano, Joseneide deixa uma possível brecha, “2025 é logo ali.”
Certamente a volta de uma das maiores companhias juninas do Rio Grande do Norte seria uma contribuição ímpar para a cultura artístico-junina do Nordeste.

Jesus de Ritinha de Miúdo
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