Jesus de Ritinha de Miúdo

  • “Drive-thru do Lixo Eletrônico” promove recolhimento de equipamentos eletrônicos em Natal RN

    A ação “Drive-thru do Lixo Eletrônico”, integrante das atividades em comemoração à Semana do Meio Ambiente 2024 em Natal, terá início nesta terça-feira (4). O principal objetivo é incentivar o recolhimento de equipamentos eletrônicos que não são mais úteis para a população, evitando que sejam descartados de forma inadequada. O projeto contará com quatro pontos de descarte na capital e acontecerá até sexta-feira (7).

    Os equipamentos de uso doméstico de pequeno e médio porte, como computadores, impressoras, telefones, carregadores e eletrodomésticos, serão coletados durante a ação. A Prefeitura do Natal, responsável pela iniciativa, destaca que o descarte adequado desses materiais possibilita o seu desmonte e reutilização como matéria-prima em novas produções, contribuindo para a redução da extração de recursos naturais.

    Pontos de Coleta:

    • Terça-feira (4), das 10h às 13h – Partage Norte Shopping;
    • Quarta-feira (5), das 9h às 12h – Estacionamento do CCAB-SUL, em Capim Macio;
    • Quinta-feira (6), das 9h às 12h – Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, em Nossa Senhora de Nazaré;
    • Sexta-feira (7), das 9h às 12h – Shopping 10, localizado no Alecrim.

    Essa iniciativa visa não só promover a conscientização sobre a importância do descarte adequado de resíduos eletrônicos, mas também proporcionar à população uma maneira prática de contribuir para a preservação do meio ambiente.


  • Sebrae-RN inicia semana de renegociação de dívidas para micro e pequenas empresas

    Começou nesta segunda-feira (3) a Semana de Renegociação de Dívidas no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN). O evento, que acontece até o dia 6 de junho, está sendo realizado em todas as agências do Sebrae no estado, das 9h às 17h.

    Durante a ação, equipes de consultores especializados estarão disponíveis para auxiliar os empresários na análise de suas dívidas e na elaboração de estratégias personalizadas de renegociação junto às instituições financeiras. Os consultores combinarão análises da capacidade financeira da empresa com a capacidade de pagamento para ajudar os empresários a construir propostas de quitação conforme a realidade do seu negócio.

    “Com essa ação, o Sebrae-RN se dispõe a contribuir com os empresários na construção de uma proposta para renegociar a dívida junto à instituição financeira com mais segurança, dentro da realidade financeira da sua empresa e prevenir inadimplências futuras”, comentou a gestora de Crédito do Sebrae-RN, Ruth Maia.

    A Semana de Renegociação de Dívidas visa oferecer um suporte essencial para os micro e pequenos empresários que enfrentam dificuldades financeiras, ajudando-os a estabilizar suas finanças e assegurar a sustentabilidade de seus negócios a longo prazo.


  • Governo do RS estima em R$ 10 Bilhões para adequação de rodovias

    O governo do Rio Grande do Sul estima que precisará de pelo menos R$ 3 bilhões para consertar os estragos que os temporais do último mês causaram em parte das rodovias e pontes sob responsabilidade do estado. O governador Eduardo Leite não descarta, contudo, a hipótese de o estado destinar até R$ 10 bilhões para adaptar estradas e pontes às mudanças climáticas em curso.

    Segundo Leite, requalificar a infraestrutura, tornando-a mais resistente, é uma forma de tentar evitar que volte a ser destruída por chuvas fortes e deslizamentos de terra. “Analisando as rodovias estaduais atingidas pelos eventos climáticos, temos dois cenários. Se trabalharmos [somente] com a correção dos trechos, para liberá-los, estimamos em cerca de R$ 3 bilhões o investimento [necessário] para os deixarmos nas condições anteriores, com algum grau de melhoria”, disse o governador ao detalhar, nesta segunda-feira (3), o plano estadual de reconstrução de rodovias.

    “Já, se projetarmos a reconstrução de forma resiliente, com a adaptação para mudanças climáticas, fazendo as intervenções [necessárias] e reforçando a estrutura para evitar novas intercorrências, podemos chegar a R$ 10 bilhões em intervenções”, acrescentou Leite. “Vamos buscar viabilizar todo o investimento possível. Não temos condições de asseverar que todos eles serão feitos, mas, seguramente, ao menos R$ 3 bi estamos estimando investir.”

    Durante o anúncio, Leite e o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, afirmaram que ainda há, no estado, 95 pontos bloqueados ao tráfego de veículos, dos quais 65 são de responsabilidade estadual, e 30 federais. Das rodovias e pontes estaduais bloqueadas, ao menos 40 sofreram o que o governo gaúcho classifica como “grandes impactos”. E a reparação de 30 delas são consideradas “prioritárias”.

    “Estamos falando de pontes ou trechos [de rodovias] rompidos, onde é preciso restabelecer a passagem. Para [parte disso], estamos dando soluções com editais que estão sendo publicados hoje”, informou Leite, garantindo que, ainda hoje, serão publicados seis editais para contratação de reparos em pontes de rodovias estaduais do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), e que mais dois editais serão publicados “nos próximos dias”.

    As oito pontes ficam nas rodovias estaduais ERS-441, em Vista Alegre do Prata; 417 (Itati); 530 (Dilermando); 433 (Relvado) e nos quilômetros 32 e 35 da ERS-348, em Faxinal do Soturno, além da rodovia vicinal VRS-843 (Feliz) na RSC-471 (Sinimbu). Além destas, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e a Engedal Construtora de Obras Ltda. assinam hoje o contrato para a construção da nova ponte sobre o Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado, no Vale do Taquari – a estrutura anterior, de cerca de 150 metros, foi danificada pelas chuvas intensas, forçando o Exército a instalar passarelas flutuantes (ou passadeiras) para permitir acesso aos municípios. Só a ponte do Rio Forqueta está orçada em cerca de R$ 14 milhões.

    “Sabemos que há muitos trechos comprometidos que vão ensejar liberação de recursos para, via contratos existentes de conserva, fazer a recomposição geral dessas pistas. É isso que chega até R$ 3 bi e que estamos projetando que o estado vai promover de investimentos para recomposição dos trechos emergenciais”, explicou o governador, destacando que parte do dinheiro necessário à reconstrução das oito primeiras pontes de responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) já foi disponibilizada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

    “É importante mencionar que todas essas obras contemplam os estudos do IPH/UFRGS [Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul], com o qual nos reunimos na semana passada e que nos apontaram seus estudos, suas projeções de mudanças climáticas. Tudo isso está constando desses editais. Ou seja, as empresas contratadas deverão contemplar esses estudos sobre o comportamento climático para que não tenhamos, depois, outros problemas com essas pontes em função de novos eventos climáticos”, finalizou Leite.

    Fonte: Agência Brasil


  • Construção de moradias na Ribeira pode contribuir para revitalização do bairro

    A construção de unidades habitacionais na Ribeira pode ser um importante vetor para a recuperação econômica, social e cultural do bairro histórico de Natal. A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) da capital apresentou uma proposta à Prefeitura de Natal para incluir essa demanda no projeto de revitalização da Ribeira. A ideia é estimular a moradia no bairro para as pessoas que trabalham no Centro Histórico, contribuindo para o adensamento da região e evitando grandes deslocamentos para a população.

    A proposta ainda está na fase inicial, foi apresentada ao prefeito Álvaro Dias (Republicanos) e, em breve, deverá ser discutida com associações comerciais e trabalhadores da Ribeira, Cidade Alta e Alecrim, ressalta José Lucena, presidente da CDL Natal. “Muitos colaboradores nossos foram morar até fora de Natal e acontece que esse trabalhador gasta duas horas para vir e duas horas para voltar, então a qualidade de vida que essa pessoa está tendo é nenhuma. Pretendemos discutir o assunto com todos”, afirma Lucena.

    Além de discutir, Lucena diz que o momento é de buscar parcerias para viabilizar o projeto. “Estamos querendo juntar Prefeitura, Caixa Econômica, construtoras e tudo mais para fazer alguma coisa nesse sentido para colocar o comerciário morando na Ribeira. Faz 20 dias que conversamos com o prefeito e estamos buscando soluções, buscando terreno e o prefeito se mostrou interessado e eu acredito que a gente consiga fazer alguma coisa. Estamos confiantes”, acrescenta José Lucena.

    Por se tratar de uma ideia recente, ainda não há estimativas de custos ou prazos. A CDL diz que vai conversar com os comerciantes para saber o interesse no projeto. Representantes do comércio da Cidade, do Alecrim e da Ribeira apoiam a ideia, mas ainda com desconfiança. “Acho uma boa, mas se isso for para frente é negócio de anos e anos”, diz Daniele Bezerra, que mora na Redinha, na zona Norte de Natal, e trabalha em um armarinho na Cidade Alta. “Seria bom porque gasto quase uma hora para chegar”, completa.

    A ideia também tem aceitação positiva da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA). Matheus Feitosa, presidente da instituição, diz que a ideia já teve efeitos práticos no Alecrim. “O Alecrim é um exemplo bem sucedido de que quanto mais habitado for um bairro, melhor ele funciona. Boa parte das pessoas que trabalham nas empresas do comércio do Alecrim são moradores do bairro. Além dos colaboradores, temos também proprietários que residem no bairro, seja em cima da sua loja ou em outra rua próximo do comércio”, comenta.

    O vendedor Isaac Daniel, que trabalha em uma loja de tintas na Ribeira, um dos poucos comércios que ainda se mantém no bairro, demonstra descrença no projeto de revitalização e construção de moradias na região, mas torce para que as propostas se concretizem. “Estou aqui há três anos e é triste nossa situação, sem infraestrutura, sem iluminação, sem segurança, aqui mesmo na loja nós chegamos a ser assaltados duas vezes em dois meses. Tem um prédio aqui na frente que em um ano mudou de dono umas quatro vezes porque não se sustenta”, relata.

    Para a CDL, a demanda por casas na região vai ao encontro das obras do projeto de revitalização da Ribeira, que está em andamento e tem conclusão prevista para até o fim deste ano. “Não tem como revitalizar uma área se não tiver pessoas. Se não tiver fluxo, não vai haver mercearia, cabeleireiro. Por isso que a gente só quer fazer o projeto se juntar todo mundo para ter, por exemplo, creche, posto de saúde, enfim”, diz o presidente da CDL. A reportagem não conseguiu contato com representantes da Prefeitura.

    Fecomércio vê urgência na revitalização

    O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio), Marcelo Queiroz, considera que a requalificação da Ribeira é “urgente e extremamente necessária”. Queiroz ressalta que retomar o protagonismo comercial da área, que teve um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico da capital, é desafiante. Contudo, ele avalia que é possível, pelo menos, aproximar-se do cenário de destaque do passado. “Esperamos que o pacote de obras que está em andamento, aliado a outras ações urbanísticas e de atração de novas empresas e investimentos, possa nos aproximar desta realidade, recuperando também o grande apelo turístico que a Ribeira, enquanto bairro histórico, deixa de aproveitar pela atual falta de estrutura”, pontua Queiroz.

    Apegado à nostalgia e esperançoso com o futuro, o aposentado Márcio Gomes, que trabalhou por 35 anos no Porto de Natal e continua visitando o bairro, avalia que somente quando a Ribeira for estruturada como bairro é que a região será revitalizada. “Falta estrutura básica, rede de esgoto, saneamento, vias, esse tipo de coisa… Passei a minha vida toda aqui e tenho muito carinho e é triste perceber o que a Ribeira virou”, comenta.


  • Começa hoje em Mossoró o I Festival Gastronômico em comemoração ao dia do Gastrônomo

    No âmbito das atividades formativas do Curso de Graduação em Gastronomia da UniCatólica do Rio Grande do Norte, os alunos do terceiro período estão promovendo o aguardado I Festival Gastronômico da instituição. Este evento, que celebra o Dia do Gastrônomo, destaca o papel crucial desempenhado por esses profissionais nos setores de alimentos e bebidas.

    O festival é uma oportunidade para os estudantes compartilharem suas habilidades culinárias e conhecimentos adquiridos ao longo do curso, além de interagir com profissionais renomados da área. Palestrantes experientes foram convidados a contribuir com suas visões e insights sobre o universo gastronômico.

    O fetival contará com palestrantes, no qual cada um trará sua expertise e experiência para enriquecer o festival, proporcionando aos participantes uma visão abrangente das tendências, desafios e oportunidades na indústria gastronômica.

    O I Festival Gastronômico da UniCatólica do Rio Grande do Norte promete ser um evento marcante, reunindo estudantes, profissionais e entusiastas da gastronomia para celebrar e aprender juntos.

    Para mais informações sobre o festival e sua programação, os interessados podem contatar a coordenação do curso de Gastronomia da UniCatólica.


  • PSOL solicita ao STF suspensão da Lei de Escolas Cívico-Militares alegando inconstitucionalidade

    O PSOL solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a interrupção da lei que criou o programa de escolas cívico-militares em São Paulo, alegando inconstitucionalidade. A petição, protocolada na sexta-feira, 31, argumenta que a lei, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), viola a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e os Planos Nacional e Estadual de Educação.

    A ação é uma iniciativa do deputado estadual Carlos Giannazi, da deputada federal Luciene Cavalcante e do vereador Celso Giannazi, todos do PSOL de São Paulo, além do coletivo Educação em Primeiro Lugar. Eles buscam uma liminar para suspender imediatamente o programa das escolas cívico-militares e a declaração de inconstitucionalidade da lei. Carlos Giannazi expressou sua expectativa de que o STF conceda a liminar nos próximos dias, afirmando: “Temos a expectativa de que a lei seja derrubada. Seria muito difícil o STF não dar uma liminar”.

    O deputado estadual critica o programa por seu caráter doutrinador e domesticador, alegando que o ensino nas escolas cívico-militares não respeita diferentes visões de mundo e a individualidade dos alunos. Ele opina que o programa visa “doutrinar um exército de pessoas para entrar na extrema-direita”.

    Questionada sobre a ação de inconstitucionalidade, a Secretaria da Educação defendeu o programa, afirmando que foi elaborado com base em proposições de grupos de trabalho e estudos técnicos das Secretarias de Estado da Educação e da Segurança Pública. A pasta afirma que o modelo de ensino segue os princípios da LDB e dos Planos Nacional e Estadual de Educação e que a implantação das escolas cívico-militares será decidida por consultas públicas à comunidade escolar.

    A lei que institui as escolas cívico-militares foi aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 21, apesar de protestos de estudantes. O governo espera implementar entre 50 e 100 escolas no novo modelo em 2025, direcionando ao menos um policial militar da reserva para cada escola selecionada, com prioridade para unidades com rendimento inferior à média e em situação de vulnerabilidade social.

    A responsabilidade das escolas será compartilhada entre as Secretarias da Educação e da Segurança Pública. O modelo segue um programa implementado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), revogado na gestão Lula. A Secretaria da Educação paulista afirma que o objetivo do programa é promover um ambiente escolar que melhore o processo de ensino-aprendizagem, a gestão dos processos educacionais, pedagógicos e administrativos e o fortalecimento de valores humanos e cívicos.

    Contudo, especialistas em educação e segurança pública questionam a eficiência dessa abordagem no desempenho acadêmico. Outro ponto de crítica é o salário dos monitores militares, cujo piso é maior que o dos professores, com um orçamento anual de R$ 7,2 milhões provenientes dos recursos da Secretaria de Educação.

    A ação do PSOL ao STF argumenta que a lei usurpa a competência privativa da União para legislar sobre educação, conforme o artigo 22 da Constituição Federal. Segundo os autores, a lei paulista cria um novo modelo educacional com orientação pedagógica cívico-militar, desrespeitando a função da Polícia Militar definida no artigo 144 da Constituição, que atribui aos policiais o papel de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública.

    A petição também afirma que a lei viola a LDB, que regula o ensino militar em uma lei específica. Para o PSOL, os modelos de educação civil e militar são incompatíveis entre si. A lei afronta ainda os princípios constitucionais da valorização dos profissionais da educação, da gestão democrática e do planejamento escolar (artigos 206 e 214 da Constituição), além de impor militarização precoce aos jovens.

    Finalmente, os autores da ação destacam que a lei destina recursos públicos ao programa sem estudo de impacto financeiro e orçamentário, e argumentam que, segundo a LDB, profissionais de segurança pública não podem ser remunerados com recursos da Secretaria da Educação.


  • Praias de Natal possuem poluição elevada por coliformes fecais

    A beleza natural das praias em Natal enfrenta um sério desafio ambiental. Segundo um relatório recente do programa Água Azul, coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), a praia de Areia Preta ultrapassou em 92 vezes o limite aceitável de coliformes fecais estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

    Este alarmante índice de contaminação coloca a saúde pública em risco, já que a exposição a águas contaminadas pode causar diversas doenças. O boletim de balneabilidade apontou que, além de Areia Preta, há outros pontos em Natal e regiões vizinhas considerados impróprios para banho. A pesquisa realizada pelo Idema revelou que, apenas nesta última semana, foram identificados 92.000 coliformes fecais por amostra de 100 ml de água na praia de Areia Preta. As fontes de esgoto não tratado despejadas no mar, muitas vezes por meio de instalações irregulares e ilegais, estão contribuindo para a deterioração da qualidade da água.

    A situação é crítica em diversas partes da capital potiguar, incluindo locais populares como Ponta Negra e o próprio Areia Preta, onde as amostras mostraram níveis extremamente elevados de poluição. A contaminação das praias não só impede o lazer dos moradores e turistas, como provoca também uma série de repercussões ambientais e de saúde pública. Especialistas alertam para o risco de doenças, como gastroenterites e infecções de pele, além de impactar negativamente a vida marinha local.

    O coordenador do projeto, Ronaldo Diniz, tem conduzido análises semanais e aponta a infraestrutura inadequada de saneamento como uma das principais causas do problema. Em abril, foi revelado que pelo menos 83 imóveis em Natal possuíam conexões clandestinas de esgoto, contribuindo diretamente para as altas concentrações de poluentes nas águas.

    A mancha escura visível na areia de Areia Preta, apelidada de “língua negra”, é um triste símbolo do problema continuado de poluição. Resta agora aos órgãos competentes tomar as medidas necessárias para lidar com essa crise ambiental e de saúde pública, garantindo a segurança e o bem-estar da comunidade e visitantes.

    Locais impróprios para banho

    • Nísia Floresta / Foz do Rio Pirangi
    • Parnamirim / Rio Pirangi (Ponte Nova)
    • Parnamirim / Pirangi do Norte (APURN)
    • Parnamirim / Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium)
    • Natal / Ponta Negra (Morro do Careca)
    • Natal / Ponta Negra (Acesso principal)
    • Natal / Ponta Negra (Rua M.S. Medeiros)
    • Natal / Via Costeira (Cacimba do Boi)
    • Natal / Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza)
    • Natal / Forte
    • Natal / Redinha (Rio Potengi)
    • Natal / Redinha (Igreja)


  • Mossoró Cidade Junina atraí mais de 230 Mil pessoas “Pingo da Mei Dia”

    O “Pingo da Mei Dia”, evento de abertura do “Mossoró Cidade Junina” (MCJ) 2024, reuniu mais de 230 mil pessoas neste sábado, dia 1º de junho, no Corredor Cultural de Mossoró. O ponto alto da festa ocorreu por volta das 19h, quando Bell Marques subiu ao palco e contagiou o público com sua energia. Além dele, os cantores Zé Vaqueiro e Tarcísio do Acordeon, entre outros artistas, garantiram a animação dos presentes.

    Organização e Contagem de Público

    A organização do evento contabilizou o número de participantes com a ajuda de drones ao longo do percurso, cujas imagens aéreas foram analisadas por engenheiros da Prefeitura em conjunto com as equipes de comunicação. Esta metodologia permitiu uma contagem precisa do público.

    Segurança do Evento

    O “Pingo da Mei Dia” foi considerado um sucesso total, não registrando nenhum incidente grave de violência. O evento contou com a presença de 1.420 agentes de segurança, incluindo membros da Polícia Militar, Civil, Polícia Penal, Bombeiros Militares e Civis, brigadistas, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Federal, agentes de trânsito, ITEP, Guarda Civil Municipal e segurança privada.

    Estrutura e Apresentações

    Seis trios elétricos percorreram o Corredor Cultural, com o percurso deste ano ampliado até a Praça de Esportes. Além de Bell Marques, Zé Vaqueiro e Tarcísio do Acordeon, a festa teve apresentações de Guto Fortunatto, Nataly Vox, Caroline Melo, Darlan Dias, André Luvi, Aline Reis, Forró dos 3, Nilson Viana, Banda Inala e Dan Ventura.

    O sucesso do “Pingo da Mei Dia” marca o início dos festejos do Mossoró Cidade Junina 2024, prometendo muitas outras atrações e momentos memoráveis ao longo do mês de junho.


  • Quem pode aproveitar os dias de sol na praia? PEC das Praias que vai decidir…

    Nós vamos invadir sua praia! Quando a banda Ultraje a Rigor lançou esta música, em 1985, estava celebrando a liberdade de todos ao usufruir de espaços públicos.

    “Daqui do morro dá pra ver tão legal o que acontece aí no seu litoral”.

    A música, sem sombra de dúvidas, era um hino da miscigenação na realidade da época, quando no Rio de Janeiro, uma linha de ônibus que ligava a Zona Norte à Zona Sul foi criada, causando indignação das classes médias e das elites cariocas. A letra avisava: “Mais do que um bom bronzeado, nós queremos estar do seu lado”.

    Como assim, gente? Arruinar a segregação e permitir que pobres venham à praia pagando apenas uma passagem? Um vídeo da época emoldura a indignação de uma jovem com a presença de pessoas de “outro nível” na praia. “Tem que privatizar”, ela dizia. “Não pode tirar o pessoal do Meyer, do mangue e botar em Copacabana”. Outro entrevistado, mais comedido disse:

    “Não sou contra pobre, nem nada, mas…”

    Mas em 2024, como numa realidade paralela, o sonho de uma praia sem pobres ou sem farofa ou com classes sociais e geográficas diferentes, voltou à pauta daqueles, para quem o sol sempre brilha.

    O debate em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 03/2022, que tem sido chamada de PEC das Praias, tem gerado intensa discussão entre políticos, especialistas, sociedade civil e celebridades. 

    Nas redes sociais e veículos de imprensa, a população tem acompanhado desde as rinhas entre Neymar e Luana Piovani, apelos de surfistas e ambientalistas contrários ao projeto e até o relator da proposta, Flávio Bolsonaro, dizendo em um vídeo que não é bem assim. Alerta de spoiler: é bem assim, sim.

    Mas vamos por partes? 

    A proposta apresentada no Congresso Nacional tenta revisar o artigo da Constituição Federal que trata da demarcação e utilização das áreas de praia no Brasil. O tema tem sido chamado popularmente de privatizar as praias, por prever a entrega de terrenos costeiros a estados, municípios e à iniciativa privada, para fins imobiliários.

    Estas áreas de praia, os terrenos de marinha, ficam ao longo da costa que pertence à União, estendendo-se desde uma linha imaginária da costa até cerca de 33 metros para o interior do continente. Essas terras são consideradas estratégicas pelo governo. Além disso, são classificadas como áreas de preservação ambiental e possuem restrições quanto a sua ocupação e uso. 

    Em outras palavras, boa parte desta área é aquela que frequentamos nos dias de folga, feriados, caminhadas matinais, fins de tarde com caipirinha. Lá mesmo onde todos se misturam nos mesmos sol, mar e areia.

    “Não é bem assim!” Há controvérsias…

    Entre os pontos mais controversos da proposta está a possibilidade de flexibilização das restrições à construção civil em faixas de terrenos próximas ao mar. Sim… construir nos terrenos da marinha. E sim, talvez (talvez?) os novos empreendimentos, resorts de luxo exclusivíssimos, hotéis pé na areia e restaurantes com uma vista inigualável e, agora particular, não permitam seu acesso à praia.

    Os especialistas em meio ambiente alertam para os possíveis impactos negativos que a flexibilização das regras de ocupação do litoral pode causar. O aumento da urbanização e a construção desenfreada em áreas sensíveis podem resultar em danos irreparáveis aos ecossistemas costeiros, incluindo a destruição de habitats naturais e a erosão das praias.

    Já os defensores dos direitos das comunidades locais e dos frequentadores das praias expressam preocupação com a possível restrição do acesso público às áreas litorâneas. Há ainda a garantia do direito de ir e vir, que é fundamental para a democracia e o bem-estar social, e qualquer mudança na legislação deve assegurar o acesso livre e irrestrito às praias para todos os cidadãos.

    Venha para o Caribe Brasileiro

    O jogador Neymar Júnior, que negou em suas redes sociais ter qualquer interesse ou relação com a PEC, também declarou nas mesmas redes:

    “Estou junto com a Due na criação da ‘rota Due Caribe Brasileiro’. Vamos transformar o litoral nordestino e trazer muito desenvolvimento social e econômico para a região”.

    O tal Caribe Brasileiro ao qual ele se refere, é um projeto da Due Incorporadora que prevê a construção de 28 imóveis, claro, de alto padrão, entre os litorais de Pernambuco e Alagoas. Corre à boca miúda que o faturamento é estimado em 7,5 bilhões de reais. 

    O que dizem os apoiadores da proposta

    Alguns setores argumentam que a flexibilização das regras pode estimular o desenvolvimento econômico das regiões costeiras, gerando empregos e oportunidades de investimento. A promoção do turismo e a construção de infraestrutura podem impulsionar a economia local, claro, realizadas de maneira sustentável e responsável.

    À medida que o debate sobre a PEC das Praias continua, é fundamental que as implicações sociais e ambientais sejam cuidadosamente consideradas e respeitadas. A proposta levanta preocupações legítimas sobre o acesso público e a preservação dos ecossistemas costeiros. 

    Em um momento em que a inclusão e a sustentabilidade são mais importantes do que nunca, a possibilidade de privatização coloca em risco os direitos e os bens naturais que pertencem a todos.


  • Operação intocáveis: Polícia Civil do RN prende dez suspeitos ligados ao tráfico interestadual de drogas

    A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, através da Delegacia Especializada em Narcóticos de Natal (DENARC/Natal), deflagrou a “Operação Intocáveis”, que resultou na prisão de dez suspeitos envolvidos no tráfico interestadual de drogas. A operação, iniciada na última terça-feira (28) e divulgada nesta segunda-feira (03), também obteve judicialmente o bloqueio de valores que superam R$35 milhões, além do sequestro de cinco imóveis de alto padrão, duas lanchas, joias, armas e dois veículos de luxo.

    Detalhes da Operação

    As investigações, que começaram há mais de seis meses, visam apurar crimes de tráfico de drogas interestadual, organização criminosa, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro. Até o momento, foram realizadas dez prisões preventivas, três prisões em flagrante e cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram simultaneamente no Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Paraíba e São Paulo.

    Entre os presos, destaca-se um casal milionário, responsável pela distribuição de drogas e liderança da organização criminosa, detido em Santa Catarina. Além deles, outro traficante foi preso na Paraíba, enquanto sete traficantes ligados a uma facção criminosa foram capturados em diversos bairros de Natal e em cidades vizinhas, como Macaíba e São Gonçalo do Amarante.

    Bens Apreendidos

    Além do bloqueio de aproximadamente R$36 milhões, a operação resultou no sequestro de cinco imóveis de alto padrão (três em Santa Catarina, um em São Paulo e um no Rio Grande do Norte). Também foram apreendidas duas lanchas, cada uma avaliada em cerca de R$800 mil reais, joias, artigos de luxo e dois carros de alto padrão (uma Land Rover e um Mitsubishi).

    Força-Tarefa Envolvida

    A operação contou com a participação de mais de 100 policiais da Diretoria de Polícia da Grande Natal (DPGRAN), da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (DEICOR), do Núcleo de Operações com Cães (NOC/PCRN), do Grupo Penitenciário de Operações com Cães (GPOC da Polícia Penal/RN), do Comando de Policiamento da Capital (CPC/BPAmb) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER/SESED). As Polícias Civis de Santa Catarina, Paraíba e São Paulo, junto com o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP) e a Receita Federal, também deram apoio à operação.

    Contexto da Operação

    O nome “Operação Intocáveis” faz referência aos líderes da organização criminosa que acreditavam estar acima do sistema punitivo estatal. Os líderes, que levavam uma vida de luxo em Santa Catarina, financiavam suas extravagâncias com os lucros do tráfico de drogas praticado no Rio Grande do Norte.

    A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações de forma anônima através do Disque Denúncia 181, ajudando assim no combate ao crime organizado.





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