Jesus de Ritinha de Miúdo
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Falta de médicos compromete atendimento do Hospital Pediátrico Maria Alice
O Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, situado no conjunto Parque dos Coqueiros, zona Norte de Natal, está com problemas na cobertura das escalas médicas da sua unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica. A dificuldade principal, segundo a Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap), decorre da saída de vários profissionais da escala da empresa terceirizada responsável pelos plantões.
A Sesap informou que está programando reuniões nos próximos dias para elaborar estratégias que assegurem o pleno funcionamento da UTI pediátrica, fundamental para atender a demanda mensal de aproximadamente 25 internações de crianças e adolescentes. A unidade, que dispõe de dez leitos, conta majoritariamente com profissionais terceirizados via cooperativa, à exceção da coordenadora da seção, que é servidora efetiva.
Para o presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Norte (Sopern), Reginaldo Holanda, a localização do hospital é um dos principais fatores que contribuem para a escassez de pediatras interessados nos plantões. Além disso, Holanda aponta que os pagamentos aos médicos não são feitos de maneira regular, o que desestimula a continuidade dos serviços.
“Se fecharmos dez leitos de UTI pediátrica por falta de acordo ou ajustes, isso resultará em um aumento da mortalidade entre crianças e adolescentes, especialmente nesta época do ano, quando há uma demanda intensa devido aos problemas respiratórios”, alerta Holanda.
Diante da gravidade da situação, o Sindicato dos Médicos do Estado do RN (Sinmed RN) tem acompanhado de perto o cenário das UTIs pediátricas e neonatais do Maria Alice Fernandes, um ponto de referência crucial para emergências pediátricas na região. O presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, destaca que as ameaças de fechamento das UTIs são recorrentes, devido à falta de concursos públicos e aos problemas relacionados ao pagamento dos profissionais cooperados.
Ferreira ressalta a necessidade urgente de medidas por parte do estado para evitar o colapso dos serviços de saúde infantil: “O Estado deve agir de forma decisiva para evitar o fechamento dessa unidade, pois seria uma negligência com a saúde das crianças e adolescentes do Rio Grande do Norte”.
Segundo ele, o Sinmed/RN propõe buscar associados para atender de forma emergencial, mas, ainda assim, é difícil. “Nós atuaremos de todas as formas, junto às promotorias e aos canais competentes do Legislativo para, se for necessário, abrir exceção para concurso, valorização salarial, permitir a terceirização com pagamento diferenciado”, completou.
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Ufersa recebe investimento de R$ 24,7 milhões do novo PAC para expansão e melhorias
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) foi agraciada com um investimento significativo de R$ 24,7 milhões por meio do Programa de Aceleração de Crescimento (Novo PAC) do governo federal. Este aporte faz parte de um amplo pacote de R$ 5,5 bilhões destinados à expansão e fortalecimento das universidades federais e hospitais federais em todo o território nacional.
A reitora da Ufersa, professora Ludimilla de Oliveira, destacou que “essa conquista é resultado de um trabalho árduo da gestão, que apresentou as demandas ao MEC e foi prontamente atendida”. Ela expressou sua satisfação e gratidão, salientando que “os valores aprovados terão um impacto significativo na instituição”.
Os recursos alocados à Ufersa serão direcionados para seis grandes obras, beneficiando tanto os cursos de graduação quanto os de pós-graduação e abrangendo os campi em Mossoró, Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. As obras autorizadas incluem:
- Construção do Centro de Inovação Tecnológica e Empreendedorismo do Semi-Árido: R$ 7,3 milhões.
- Construção de um novo prédio de salas de aula para o ensino da pós-graduação: R$ 3,9 milhões.
- Construção de um novo prédio para salas de aula e docentes: R$ 3,9 milhões.
- Construção do Instituto de Popularização de Ciências do Semi-Árido: R$ 2,5 milhões.
- Construção da Residência Universitária no Campus Angicos: R$ 3,5 milhões.
- Construção do Prédio Multiusuário de laboratórios para os campi fora da sede – Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros: R$ 3,6 milhões.
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Ocupações em prédios abandonados se intensificam em Porto Alegre
As ocupações de prédios abandonados ganharam força após as enchentes em Porto Alegre. Ao menos quatro ocupações realizadas por famílias atingidas pelas chuvas ocorreram no centro da capital gaúcha desde a histórica enchente de maio. A última ocupação, feita nesse domingo (16) por cerca de 200 pessoas, foi despejada, debaixo de chuva, no mesmo dia pela Polícia Militar (PM) do estado.
A Agência Brasil visitou uma dessas ocupações que abriga hoje cerca de 48 famílias, com mais de 120 pessoas. Fica no centro histórico, em um prédio abandonado há mais de dez anos, onde era o antigo Hotel Arvoredo, apelidada de Ocupação Desalojados pela Enchente Rio Mais Grande do Sul.
Diferentemente das outras três ocupações que ocorreram nos últimos dias, essa não foi liderada por um movimento social organizado, mas por famílias que, sem querer ficar em abrigos, procuraram outra saída para a falta de moradia e entraram no prédio no último dia 24 de maio.
A faxineira Liziane Pacheco Dutra, de 37 anos, foi viver com o marido, a filha e o enteado, além do pai, da mãe e do sogro, nessa ocupação depois que a casa deles, no bairro Rio Branco, ficou com água até o telhado.
“Aqui em Porto Alegre tem vários prédios ociosos, sem utilidade social nenhuma. O presidente falou que ou ia construir casas, ou comprar casas em leilão. Então, por que não aproveita todos esses prédios que estão ociosos, compra, reforma e dá pra população que perdeu tudo? Não adianta reformar minha casa. Se eu voltar pra lá, a primeira chuva forte que der, enche tudo”, afirmou.
As novas ocupações são sintomas do agravamento da falta de moradia na capital gaúcha. Segundo pesquisa da Fundação João Pinheiro, em 2019 existia um déficit habitacional de mais de 87 mil habitações em Porto Alegre, situação que piorou com as enchentes que desalojaram, em todo o estado, mais de 388 mil pessoas, de acordo com o último boletim da Defesa Civil.
O pedreiro e técnico de celulares Carlos Eduardo Marques, de 43 anos, vive com os quatro filhos e a esposa na ocupação. Ele conta que a família perdeu tudo no bairro Sarandi e, sem ter para onde ir, resolveu conversar com outras famílias insatisfeitas nos abrigos para entrar no prédio abandonado.
“Quando as pessoas começaram a perder tudo e ir para abrigos foi que começou uma explosão. Elas não queriam ir para os abrigos. Eu falei com a minha mãe, com as minhas irmãs, elas conheciam uma família que não estava sendo bem acolhida nesses locais e que aceitou fazer a ocupação. E a gente entrou. Então, nós estamos lutando e acolhendo famílias”, explicou.
Carlos disse que a empresa dona do prédio entrou contra eles na Justiça e que receberam um ultimato de 60 dias para sair, que termina em 12 de agosto. As famílias com quem a Agência Brasil conversou não querem ir para as cidades temporárias ou abrigos.
“Bah, tá louco! Pegam a gente e botam num abrigo, ou botam na cidade temporária. E depois? Daqui a pouco todo mundo esqueceu de nós. Vamos lutar por uma coisa digna para nós”, comentou.
Outras ocupações
Antes dessa ocupação, houve outra em antigo prédio abandonado da prefeitura de Porto Alegre, também no centro da cidade, onde funcionava uma companhia de arte. O Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) entrou no edifício no dia 31 de maio para abrigar famílias atingidas pela enchente.
Eles estão em processo de negociação com a prefeitura e apresentaram proposta para que o prédio seja usado para moradia popular, além de manter um teatro como espaço cultural e uma cozinha solidária.
Outra ação, feita no dia 8 de junho, foi liderada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e chamada ocupação Maria da Conceição Tavares, em homenagem à economista que morreu no mesmo dia.
Famílias afetadas pelas chuvas estão vivendo em antigo prédio do INSS, no centro de Porto Alegre, que era usado apenas como depósito pelo órgão. Nesse caso, há um processo de negociação com o governo federal e o próprio INSS para encontrar uma solução de moradia para as famílias nesse prédio ou em outro local.
Reintegração
Situação oposta ocorreu com a ocupação Sarah Domingues, no último domingo, que foi imediatamente desocupada por uma reintegração de posse comandada pela Polícia Militar gaúcha. Famílias lideradas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) ocuparam por algumas horas um prédio de propriedade do governo do estado abandonado há anos.
Uma das lideranças do movimento, Luciano Schafer, acusa o governo estadual de promover a reintegração sem decisão judicial e de impedir o acesso dos advogados do grupo. “Foi uma ação ilegal e terrorista do governo de Eduardo Leite para colocar medo na população e impedir que novas ocupações ocorram”, denunciou.
A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do estado para comentar o caso, mas não obteve retorno.
A coordenadora do MLB, Tâmisa Fleck, contou que a ação foi realizada por cerca de 200 pessoas desalojadas pelas enchentes em diferentes pontos da capital. Segundo ela, as fortes chuvas impulsionaram o movimento por moradia.
“Entramos num momento em que não tinha como não fazer uma ocupação. Então, nos organizamos. Fizemos reuniões em bairros, porque a gente trabalha de bairro em bairro, conversa com as pessoas, se reúne. Foram várias etapas até resolvermos de forma coletiva fazer a ocupação”, contou.
Após a reintegração, o grupo fez uma plenária nessa terça-feira (18) para discutir os próximos passos. Eles prometem denunciar a ação do governo do estado na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (19) e promover uma reunião na Secretaria de Habitação na próxima segunda-feira (24), para discutir saídas para as famílias desalojadas pelas chuvas.
Déficit habitacional
O pesquisador do Observatório das Metrópoles André Augustin destacou que a política habitacional da região metropolitana de Porto Alegre não tem apresentado soluções de moradias populares.
“De 2010 a 2022, quase dobrou o número de domicílios vagos em Porto Alegre. Há uma política de incentivo à construção de novos prédios, mas é para o mercado, voltado principalmente para a população de alta renda. Por outro lado, houve o abandono da política de habitação de interesse social. É uma política que tem que ser mudada, e agora a enchente mostrou isso de forma mais acentuada”.
De acordo com o Censo do IBGE de 2022, existem mais de 223 mil domicílios não ocupados em toda a região metropolitana da capital. Para Augustin, o uso dos imóveis públicos abandonados é uma solução de curto prazo para essa população.
“Tanto as prefeituras quanto o governo do estado e o governo federal têm muitos imóveis que não estão sendo usados. Eles estão mapeados, já são públicos, não precisariam passar por um processo de desapropriação. No curto prazo, a melhor política seria usar esses imóveis que são públicos. Mas, no médio e longo prazo, é preciso repensar toda a política habitacional e se voltar mais para a habitação social”, completou.
Ações governamentais
Nessa terça-feira (18), o governo federal editou medida provisória (MP), com R$ 2,18 bilhões, para moradia popular dos atingidos pelas enchentes. Ao todo, espera-se alcançar com esses recursos 12 mil moradias, sendo 10 mil urbanas (com valor médio de R$ 200 mil) e 2 mil rurais (com valor médio de R$ 90 mil).
Também ontem começou a construção dos centros humanitários de Acolhimento em Canoas (RS) e Porto Alegre (RS), uma parceria dos governos federal, estadual, municipais e a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).
O órgão cedeu 208 estruturas com capacidade para receber cerca de 700 pessoas desabrigadas pelas enchentes em Canoas. Mais mil pessoas devem ser acomodadas nessas estruturas temporárias em Porto Alegre.
Fonte: Agência Brasil
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Instituto Neoenergia abre inscrições para edital de incentivo ao esporte feminino no RN
O Instituto Neoenergia, em colaboração técnica com a Auíri, abriu inscrições para o Edital Jogando Juntas, que visa promover o esporte feminino no Rio Grande do Norte. O programa selecionará projetos esportivos exclusivamente voltados para mulheres, de qualquer modalidade, oferecendo um apoio financeiro de até R$ 500 mil aos projetos aprovados.
As inscrições devem ser realizadas no site do Instituto Neoenergia (www.neoenergia.com/web/instituto-neoenergia) até o dia 31 de julho. Podem participar organizações da sociedade civil que estejam enquadradas na Lei Federal do Esporte (11.438/2006) ou na Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (13.918/2009). Os projetos inscritos devem atender a pelo menos um dos três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU): erradicação da pobreza, igualdade de gênero ou redução das desigualdades.
Renata Chagas, diretora-presidente do Instituto Neoenergia, enfatiza o compromisso da companhia com o desenvolvimento do esporte feminino no Brasil. “O Jogando Juntas é mais um edital que reforça nosso propósito de inclusão da mulher dentro e fora dos gramados e das quadras”, afirmou Renata, destacando que, no ano passado, a instituição investiu mais de R$ 15,5 milhões em programas por meio de leis de incentivo.
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Detran-RN realiza leilão online de veículos e sucatas
O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN) realizará um leilão de veículos exclusivamente online na próxima quinta-feira (20), a partir das 10h. Os lances já estão abertos e o edital pode ser consultado no site Lance Certo Leilões. Serão leiloados 296 lotes, incluindo sucatas e veículos, todos provenientes de apreensões não reclamadas pelos proprietários dentro do prazo de sessenta dias e retidos no pátio do Detran.
A visitação aos veículos pode ser feita nas terça-feira (18) e quarta-feira (19), das 8h às 16h, nos pátios de São Gonçalo do Amarante e Mossoró. Os lotes de 01 a 97 estarão disponíveis no pátio de São Gonçalo do Amarante, localizado na Avenida Ruy Pereira Dos Santos, nº 2565, bairro Olho D’água. Os lotes de 98 a 296 poderão ser visitados em Mossoró, na Avenida Centenária, nº 1000, Bairro Aeroporto 1. O edital completo está disponível no site mencionado anteriormente, e para mais informações sobre o leilão, os interessados podem entrar em contato pelos telefones (84) 99865-2897 e (84) 3223-4146 ou pelo e-mail comissaodeleilao@detran.rn.gov.br.
Os proprietários de veículos incluídos no edital de leilão que desejem regularizar e retirar seus veículos podem contatar o Detran-RN via e-mail comissaodeleilao@detran.rn.gov.br ou pelos telefones (84) 99700-9539 (apenas ligações) e (84) 99151-8390 (somente WhatsApp).
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Reunião na Assembleia Legislativa debate controvérsia sobre encontro de Secretário com presidiário
Na manhã desta quarta-feira (19), a Comissão de Administração, Serviços Públicos, Trabalho e Segurança Pública da Assembleia Legislativa recebeu o secretário de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), Helton Edi Xavier; o delegado Regional Executivo da Polícia Federal, Caio César Bezerra; e a presidente do Sindicato dos Policiais Penais (SINDPPEN/RN), Vilma Batista. O encontro foi convocado a pedido do deputado Luiz Eduardo (SDD) para esclarecer uma polêmica envolvendo uma conversa entre o secretário e um presidiário na sede da Polícia Federal.
Durante a reunião, o deputado Luiz Eduardo afirmou que “não é atribuição de secretário de Estado conversar com detento”, questionando a legalidade e a motivação do encontro. Helton Xavier, antes de responder, ressaltou sua trajetória como policial e explicou que a visita à Polícia Federal, onde teve acesso ao preso transferido de Pernambuco para o Rio Grande do Norte como parte de uma operação, estava dentro de suas atribuições funcionais.
O secretário refutou as acusações, alegando que o episódio é antigo e foi revisitado de maneira polêmica devido ao ano eleitoral. Ele ironizou a situação, afirmando que “a fake news é tão mal feita que me acusam de ter feito reunião secreta com um líder de facção dentro da sede da Polícia Federal”.
A reunião, presidida pela deputada Cristiane Dantas (SDD), contou com a participação dos deputados Gustavo Carvalho (PSDB), Dr. Bernardo (PSDB), Taveira Júnior (União), Coronel Azevedo (PL), Kleber Rodrigues (PSDB), Francisco do PT e Divaneide Basílio (PT). Coronel Azevedo também questionou o secretário sobre a conversa com o preso, ao que Helton Xavier respondeu lembrando que Azevedo, quando comandante da Polícia Militar, foi acusado de forma semelhante e que ele não faria o mesmo tipo de acusação infundada.
A sindicalista Vilma Batista, presente na reunião, fez várias intervenções críticas ao secretário. O deputado Francisco do PT defendeu a atuação de Helton Xavier e a integridade da Polícia Federal, questionando a possibilidade de algo ilegal ocorrer dentro de suas instalações. Dr. Bernardo também argumentou que as interpretações podem ser distorcidas intencionalmente: “Às vezes as pessoas interpretam de má fé”, afirmou.
Vilma Batista, alegando estar sendo ameaçada, foi orientada pelo deputado Luiz Eduardo a apresentar provas das ameaças à Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa. Helton Xavier enfatizou sua disponibilidade para comparecer a futuras convocações da Comissão de Administração.
O delegado Caio Bezerra encerrou a reunião afirmando que “a Polícia Federal preza pela integração entre as forças de segurança” e que a conversa do secretário com o detento “não passou de um procedimento padrão”.
A reunião destacou a importância da transparência e da colaboração entre as forças de segurança, ao mesmo tempo em que buscou esclarecer controvérsias e combater informações falsas.
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Primeira derrota de Marcílio Dantas é na Justiça Eleitoral de Ceará-Mirim
O período eleitoral ainda não começou, mas as jogadas, honestas ou não, já começaram a dar as caras. Em Ceará-Mirim, o pré-candidato a vereador Laélio Soares teve que garantir sua candidatura na Justiça Eleitoral, após permanecer filiado em um partido contra a sua vontade.
Recentemente, Laélio Soares descobriu estar filiado ao Partido Progressista (PP), mesmo após dar entrada a desvinculação ao partido, já que sua candidatura será pelo mesmo partido que o da pré-candidata a Prefeita Jumaria Mota, o Republicanos.
Apesar das tentativas de Marcílio Dantas — vice-prefeito e pré-candidato a prefeito da cidade — e seu grupo político, Laélio Soares apresentou provas contundentes de sua desfiliação partidária do PP, sustentando que, embora tenha sido filiado ao partido progressista, solicitou formalmente sua desvinculação.
Documentos comprobatórios, incluindo registros de comunicação oficial por WhatsApp e e-mail, além de protocolos junto ao cartório eleitoral local, foram apresentados como evidências do processo de pedido de desfiliação.
As evidências ainda mostraram que o pedido feito por Laélio Soares aconteceu no dia 03 de abril de 2024, enquanto sua filiação ao PP – até então desconhecida pelo político – havia sido realizada em 09 de abril de 2024, o que já não atenderia o prazo eleitoral para candidatura que encerrou em 06 de abril de 2024.
Apesar da tentativa de atrapalhar a candidatura de Laélio Soares, a justiça determinou sua filiação no partido dos Republicanos, anulando a filiação no Partido Progressista (PP). Em nota, publicada nas redes sociais, o pré-candidato informou a população sobre o veredito, enfatizando sua honestidade e que as jogadas da oposição não irão lhe abalar.

Justiça garante filiação ao Partido dos Republicanos – Foto: Reprodução Leia a nota
Meus amigos e cidadãos,
Hoje estou diante de vocês com uma mensagem importante sobre a minha pré candidatura e os recentes acontecimentos em torno dela.
Recentemente, fomos confrontados com uma série de alegações e denúncias envolvendo a minha filiação partidária. No entanto, quero deixar claro que a Justiça Eleitoral já se pronunciou de forma definitiva sobre essa questão.
Em uma decisão judicial inequívoca, a minha filiação ao Partido Republicanos foi reconhecida como válida e regular. Esse é um fato incontestável, que deve prevalecer e nortear o debate público sobre a minha pré candidatura.
Não podemos permitir que boatos, informações desencontradas ou manobras políticas distorçam a realidade e prejudiquem indevidamente o meu direito de concorrer ao cargo para o qual me preparei e me dediquei com afinco.
Meus amigos, a Justiça falou e eu tenho a firme convicção de que minha pré candidatura está em plena conformidade com as regras eleitorais. Não permitirei que tentativas de desacreditá-la tenham êxito.
Eu me mantenho firme e confiante, pois sei que conto com o apoio de vocês, cidadãos honestos e comprometidos com um futuro melhor para nossa cidade. Juntos, faremos uma campanha pautada no diálogo, nas propostas e no respeito aos processos democráticos.
Peço a cada um de vocês que nos mantenham vigilantes, mas também que nos deem a oportunidade de apresentar nossas ideias e nosso compromisso com o desenvolvimento da nossa comunidade.
Meu compromisso é com vocês, com a verdade e com a defesa intransigente da democracia. Conto com o apoio de todos para levarmos adiante essa jornada em busca de um futuro mais justo e próspero para todos.
Muito obrigado e que Deus nos abençoe!
Com gratidão e humildade,
Seu Amigo Laélio Soares.
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Prefeitura de SGA emite nota sobre recomendação para anular contrato milionário; confira
O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte emitiu uma recomendação determinando a anulação do contrato resultante do Pregão N° 15/2023, destinado à modernização da iluminação pública em São Gonçalo do Amarante. A medida está inserida no contexto do Inquérito Civil N° 04.23.2155.0000039/2024-58 e foi motivada por graves irregularidades identificadas no processo licitatório, incluindo indícios de fraude e falta de transparência.
A prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por sua vez, emitiu uma nota oficial refutando as acusações feitas pela empresa Engerip Construções e Serviços de Engenharia Ltda. em relação ao Pregão nº 15/2023. A administração municipal nega categoricamente qualquer irregularidade no processo licitatório, argumentando que a desclassificação da Engerip se deu exclusivamente por não atender às exigências técnicas estipuladas no edital.
Investigações conduzidas pelo Ministério Público em gestões anteriores, no âmbito da Operação Cidade Luz, revelaram irregularidades significativas em contratos públicos de iluminação envolvendo diversas empresas. A prefeitura ressalta que tais investigações não têm relação com a administração atual e comprometem a credibilidade das acusações direcionadas contra ela.
A administração municipal enfatizou que todas as suas ações estão em estrita conformidade com a Constituição Federal e as leis que regem a administração pública, especialmente os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, conforme estabelece o art. 37 da Constituição.
Já em relação às recomendações do Ministério Público, a prefeitura assegura que são consideradas com seriedade e respeito, mas, devido à judicialização do processo, a decisão final cabe ao magistrado responsável. Na nota, a prefeitura também reiterou seu compromisso em cumprir integralmente todas as determinações judiciais que venham a ser emitidas.
Quanto ao mandado de segurança impetrado pela Engerip visando desqualificar o resultado do pregão, a prefeitura esclareceu que a liminar concedida se baseou em questões técnicas que exigem uma análise mais detalhada, incompatível com o rito sumário do mandado de segurança, que não permite a produção de provas adicionais. A desclassificação da Engerip foi embasada em um relatório técnico que apontou o não cumprimento de requisitos essenciais do edital, como as especificações técnicas das luminárias.
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Condenação de Souza tornou a corrida em Areia Branca acirrada
A condenação do ex-prefeito de Areia Branca, Souza Neto (UB), em maio passado, por improbidade administrativa, lhe imputou como uma das penas a suspensão de seus direitos políticos por 6 anos.
O grupo do ex-prefeito vai com ele para a disputa da prefeitura. A possibilidade de substituição foi descartada, ao menos por ora.
A pena embaçou a corrida ao executivo areia-branquense, em que Souza, apesar de pesquisas não terem sido divulgadas, tinha um leve favoritismo sobre o grupo da prefeita Iraneide Rebouças (PSDB), que terá o vice-prefeito Bruno Filho (PSDB) defendendo a bandeira governista.
Souza é um ex-alcaide bem benquisto no município. Longe da prefeitura há 12 anos, goza de credibilidade com a população. Seu governo ainda é vivo e bem avaliado na memória política areia-branquense.
Na eleição de 2022, a prefeita Iraneide viu seus candidatos a deputados estadual e federal e a senador perderam para os de Souza. Não se trata de um efeito causa e consequência para transpor para o pleito deste ano, contudo, 2022 foi um sinal do quanto de poder que Souza detém na cidade.
O arregimento político de forças que conseguiu montar ao seu lado, é mais uma demonstração do vigor do capital eleitoral do ex-prefeito.
Iraneide só conseguiu vencer em 2016 e 2020 porque trouxe para o seu palanque dois vices identificados com os bacurais. Em Areia Branca a disputa bacurau vs. bicudo ainda viceja.
Souza estava algumas cabeças à frente para derrotar a união governista bicudo-bacurau. Sua condenação joga incerteza sobre o pleito, e a corrida a sucessão de Iraneide ganha contorno acirrado.
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STF torna réus os irmãos Brasão pelo Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes
Por unanimidade, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta terça-feira (18) tornar réus cinco acusados de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018.
Acusados
Os réus são:
- Domingos Brazão: Conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ)
- Chiquinho Brazão: Deputado federal (Sem partido-RJ) e irmão de Domingos Brazão
- Rivaldo Barbosa: Ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro
- Major Ronald Paulo de Alves Pereira: Major da Polícia Militar
- Robson Calixto Fonseca (Peixe): Ex-assessor de Domingos Brazão no TCE
Todos, exceto Robson Calixto Fonseca, responderão por homicídio e organização criminosa. Robson será julgado somente por organização criminosa, sendo acusado de fornecer a arma usada no crime. Todos os envolvidos estão presos.
Votação e decisão
Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e o relator Alexandre de Moraes votaram pela aceitação da denúncia. Com isso, os acusados passam a responder a uma ação penal no STF. Após a oitiva de testemunhas de acusação e defesa, os réus poderão ser condenados ou absolvidos, sem prazo determinado para o julgamento.
O relator Alexandre de Moraes afirmou que há “fortes indícios corroborando” os depoimentos de delação de Ronnie Lessa contra os acusados, destacando que a denúncia está fundamentada em documentos, depoimentos e outras provas. “Há prova de materialidade, além de diversos indícios que vêm lastreando a colaboração premiada”, declarou.
Denúncia da PGR
Durante o julgamento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) reforçou a denúncia contra os acusados. O subprocurador Luiz Augusto Santos Lima acusou os irmãos Brazão de integrarem uma organização criminosa e de terem ligação com a milícia que atua em Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, além de envolvimento com grilagem de terras na zona oeste da capital.
Segundo a PGR, os irmãos Brazão decidiram determinar a execução de Marielle Franco após encontrarem resistência dela e do PSol para aprovar projetos de lei na Câmara de Vereadores em prol da regularização das terras de interesse do grupo. A denúncia também aponta que Rivaldo Barbosa foi acionado pelos irmãos para auxiliar no assassinato, e que Major Ronald monitorou os passos da vereadora antes do crime.
Defesa
A defesa dos réus se pronunciou durante o julgamento, rejeitando as acusações feitas pela PGR.
Com a decisão do STF, o caso segue para a fase de ação penal, onde todas as provas e depoimentos serão analisados detalhadamente antes de uma possível condenação ou absolvição dos réus.
Jesus de Ritinha de Miúdo
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