Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Com estoques críticos, Hemonorte lança campanha “Junho Vermelho” e convoca doadores de sangue para o São João

    Em meio ao aumento da demanda por transfusões durante o período junino e com os estoques de sangue em situação crítica, o Hemocentro do Rio Grande do Norte (Hemonorte) lança neste sábado (14), às 9h, a campanha “Junho Vermelho – Nesse São João aqueça o seu coração, doe sangue”. A ação acontece na sede do órgão, localizada na Avenida Alexandrino de Alencar, em Natal, e tem como foco principal estimular a doação voluntária, com atenção especial ao sangue tipo O negativo, que está em nível de alerta máximo.

    De acordo com o diretor do Hemonorte, Rodrigo Villar, a expectativa é aumentar em pelo menos 30% o número de doações durante o mês de junho, período em que há uma elevação nos atendimentos de emergência, especialmente relacionados a acidentes com fogos de artifício e queimaduras. “No São João, há aumento nos acidentes com fogos, queimaduras e outras emergências médicas. Além disso, pacientes com doenças hematológicas continuam precisando de transfusões regularmente”, explica.

    A campanha contará com ações de mobilização e conscientização junto à população, incluindo orientações sobre a doação de sangue e distribuição de brindes, com apoio de empresas parceiras. Desde o início do mês, o Hemonorte vem intensificando suas ações para alertar sobre a urgência da situação. “O tipo O negativo, que pode ser usado em situações de emergência, está crítico. Precisamos da mobilização da sociedade”, reforça Villar.

    Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg e estar bem alimentado. Pessoas gripadas, que tenham feito tatuagem recentemente ou passado por cirurgia devem aguardar o prazo de segurança indicado antes de realizar a doação. A campanha reforça que uma única doação pode salvar até quatro vidas e destaca a importância de manter os estoques abastecidos, especialmente em períodos de alta demanda como o das festas juninas.


  • Governo do RN impulsiona agropecuária sustentável com crédito e infraestrutura

    Novas linhas de financiamento para produção de baixo carbono e obras hídricas marcam avanços no desenvolvimento rural potiguar

    O Governo do Rio Grande do Norte reforçou seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável durante evento realizado nesta terça-feira (11) no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes. Com a presença de autoridades, produtores rurais e representantes de instituições financeiras, foram anunciadas medidas para fomentar a agropecuária de baixa emissão de carbono, ampliar a infraestrutura hídrica e modernizar a logística no campo.

    Crédito para sustentabilidade
    No encontro, foram lançadas linhas de financiamento em parceria com bancos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Sicredi, AGN e Banco do Nordeste. As iniciativas integram o Plano ABC+RN, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape/RN) em conjunto com o Ministério da Agricultura (Mapa). Entre as metas até 2030 estão a recuperação de 73 mil hectares de pastagens degradadas, a expansão da irrigação em 30 mil hectares e o reflorestamento de mil hectares.

    “Estamos construindo uma agropecuária moderna e sustentável, alinhada à transição para uma economia de baixo carbono”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

    Infraestrutura hídrica e logística
    O evento antecedeu a visita do ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ao estado nesta quarta-feira (12), quando serão inauguradas obras como a recuperação da Barragem Passagem das Traíras, em Jardim do Seridó, e a construção do Açude Riacho da Volta. Também serão entregues oito sistemas de dessalinização e 68 poços, além do anúncio da licitação para uma nova adutora, essencial para a segurança hídrica no semiárido.

    Na área de logística, o governo destacou a recuperação de 1.400 km de estradas estaduais desde 2019, com previsão de chegar a 2.059 km até 2026. “Essas vias conectam zonas produtivas, facilitam o escoamento da safra e melhoram a mobilidade no campo”, explicou Fátima Bezerra.

    Economia do mar e investimentos
    A governadora também ressaltou os avanços na economia do mar, incluindo negociações com investidores chineses para operar o Terminal Pesqueiro de Natal. Paralelamente, os esforços para revitalizar o Porto de Natal seguem em curso, visando impulsionar as exportações do agronegócio e da pesca local.

    “Estamos trilhando um caminho de desenvolvimento com justiça social, valorizando nossa cultura e garantindo oportunidades para quem vive no campo”, concluiu a chefe do Executivo estadual.

    O evento contou ainda com o anúncio de editais para aquisição de lotes no Projeto de Irrigação Osvaldo Amorim, no Vale do Açu, região estratégica para a agricultura irrigada. O Grupo Gestor Estadual do Plano ABC+RN, formado por mais de 30 instituições, foi apresentado como responsável por monitorar o cumprimento das metas no estado.



  • Após polêmicas, Bolsonaro escolhe receber título de cidadão natalense na Câmara Municipal de Natal

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estará em Natal nesta quinta-feira (12) para receber o título de cidadão natalense concedido pela Câmara Municipal. A homenagem foi proposta pelo vereador Subtenente Eliabe (PL), que fez um discurso nesta quarta (11) convidando a população para o evento, previsto para começar às 14h.

    A cerimônia, segundo o vereador, terá estrutura tanto dentro da Casa quanto na parte externa para receber apoiadores. “Será um momento especial, marcante e histórico para o povo natalense”, declarou Eliabe.

    Além do título concedido pela Câmara, Bolsonaro também receberá, no mesmo dia, o título de cidadão norte-rio-grandense da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, proposto pelo deputado estadual Coronel Azevedo (PL).

    Durante sua fala, o vereador exaltou o legado do ex-presidente e destacou investimentos feitos em Natal durante seu mandato. Eliabe afirmou que Bolsonaro destinou mais de R$ 2,3 bilhões em recursos para áreas como segurança pública, saúde e infraestrutura urbana, citando obras como a engorda de Ponta Negra, o complexo turístico da Redinha e o hospital de campanha erguido durante a pandemia.

    Em tom crítico, o parlamentar também atacou o governo da professora Fátima Bezerra (PT), acusando a gestão estadual de desperdiçar recursos no contexto da pandemia, em referência ao caso do Consórcio Nordeste.

    Eliabe também rebateu declarações de opositores sobre a concessão do título:

    “Não vai ser como a oposição queria e desejava, dizendo em alto e bom som que o título seria entregue na cadeia. O título será entregue aqui, na Câmara Municipal de Natal.”

    O vereador encerrou seu discurso conclamando os natalenses a comparecerem para “apertar a mão, dar um abraço e recepcionar o ex-presidente Bolsonaro, que foi o mais amado do Brasil e, sem dúvida, o que mais fez por Natal”.


  • A trágica sombra do espetáculo e dos jogos de beleza nas redes sociais

    A sociedade contemporânea, imersa no espetáculo das redes sociais e nos incessantes jogos de beleza e felicidade digital, parece ter se esquecido de uma verdade fundamental e historicamente enraizada: a vida possui um lado trágico. Nesse palco virtual de sorrisos incessantes, corpos perfeitos e narrativas impecáveis, a complexidade inerente à existência humana é frequentemente diluída, mascarada por uma busca constante por uma felicidade fabricada. Essa recusa em reconhecer a dimensão sombria da vida não é apenas uma distorção da realidade, mas uma negação de séculos de pensamento filosófico e da própria experiência humana.

    Desde a Grécia Antiga, com suas tragédias que exploravam os dilemas humanos e a inevitabilidade do sofrimento, até os existencialistas do século XX, que enfrentaram a angústia e o absurdo da existência, a filosofia sempre nos lembrou que a vida não é uma linha reta de contentamento. A tristeza, a perda, o fracasso e a dor não são meras interrupções indesejadas, mas elementos intrínsecos à jornada humana. No entanto, o universo das redes sociais, com seus algoritmos que privilegiam o positivo e o visualmente atraente, cria uma bolha onde a vulnerabilidade e a imperfeição são quase banidas, transformando a vida em uma sucessão de momentos editados e filtrados.

    Esse espetáculo da felicidade constante fomenta uma pressão esmagadora para que todos se conformem a um ideal inatingível. A busca por validação externa, expressa em curtidas e comentários, transforma a existência em uma performance, onde a autenticidade é sacrificada em nome da aprovação. A comparação incessante com vidas aparentemente perfeitas gera ansiedade, inveja e uma sensação de inadequação, minando a saúde mental e o bem-estar genuíno. Em vez de nos preparar para os inevitáveis reveses, essa cultura do espetáculo nos torna mais frágeis, menos aptos a lidar com as adversidades quando elas inevitavelmente surgem.

    A história nos ensina que grandes avanços e compreensões profundas muitas vezes emergem da superação de dificuldades. Resiliência, empatia e sabedoria são forjadas nas crises — não na ausência delas. Ao relegar o sofrimento ao ostracismo, a sociedade do espetáculo nos priva da oportunidade de crescer através da dor, de aprender com os erros e de valorizar ainda mais os momentos de alegria. A vida, em sua plenitude, é um tecido complexo no qual felicidade e tristeza se entrelaçam e se complementam. Uma não pode existir de forma significativa sem a outra.

    Perspectivas de historiadores, filósofos, psicólogos e psiquiatras em relação à compreensão da tragédia como parte intrínseca da condição humana não são novas, mas uma reflexão recorrente em diversas áreas do conhecimento:

    Historiadores: A própria história é testemunha da natureza cíclica da tragédia. Como Karl Marx observou, a história pode se repetir, primeiro como tragédia e depois como farsa, indicando que eventos dolorosos são uma constante na trajetória humana. Historiadores como Eric Hobsbawm e Marc Bloch, ao analisarem grandes conflitos e catástrofes, não apenas narram os fatos, mas também revelam a dimensão trágica das escolhas humanas e das forças históricas que moldam o destino de sociedades inteiras.

    Filósofos: Desde Aristóteles, que em sua Poética descreveu a catarse como purificação por meio da piedade e do terror gerados pela tragédia, o sofrimento é tema central na filosofia. Friedrich Nietzsche, em O Nascimento da Tragédia, defendeu que a arte — especialmente a tragédia dionisíaca — é essencial para afirmar a vida em toda a sua dor e beleza, transcendendo o pessimismo e aceitando o “sim” à existência mesmo com suas durezas. Mais tarde, pensadores existencialistas como Albert Camus e Jean-Paul Sartre exploraram a angústia e o absurdo da condição humana, enfatizando que a liberdade individual exige a responsabilidade de criar sentido num mundo essencialmente desprovido dele.

    Psicólogos e psiquiatras: A psicologia e a psiquiatria modernas reconhecem a tristeza e a imperfeição como componentes vitais da saúde mental. Carl Jung, por exemplo, em sua teoria da individuação, destacou que a plenitude da vida requer o equilíbrio entre sofrimento e alegria, e que a negação de qualquer um desses polos leva ao desequilíbrio psíquico. Na psicanálise, Sigmund Freud abordou o “mal-estar na civilização”, argumentando que o sofrimento é inevitável nas relações entre os desejos individuais e as demandas sociais. Psicólogos contemporâneos, como Brené Brown, reforçam a importância da vulnerabilidade e da aceitação da imperfeição como chaves para uma vida autêntica e conectada.

    Em suma, a tentativa de construir uma realidade de felicidade ininterrupta nas redes sociais é uma fuga da complexidade da existência humana. A história, a filosofia e as ciências da mente nos lembram que a vida é um emaranhado de alegrias e tristezas, triunfos e tragédias. Aceitar essa dualidade não é sinal de fraqueza, mas sim de força — permitindo-nos viver com mais profundidade, empatia e resiliência.

    Como podemos, individual e coletivamente, cultivar uma cultura que celebre a autenticidade e a capacidade de enfrentar a tragédia, em vez de mascará-la?


  • Vereadora Thabatta Pimenta cobra melhorias na mobilidade e inclusão durante o São João de Natal

    Durante pronunciamento na Câmara Municipal de Natal, a vereadora Thabatta Pimenta (PSB) fez duras críticas à falta de acessibilidade e à precariedade do transporte público durante os festejos juninos da capital potiguar. O São João de Natal, que tem reunido milhares de pessoas nos polos culturais da cidade, também tem evidenciado problemas estruturais que afetam principalmente pessoas com deficiência e os trabalhadores que dependem do transporte coletivo.

    Thabatta, que esteve presente nos eventos tanto nos camarotes quanto na área popular, destacou problemas enfrentados pelas pessoas com deficiência (PcD) para acessar os espaços destinados a elas. “A entrada que foi reservada obrigava essas pessoas a passarem por um fluxo intenso de gente. Peço que, nas próximas edições, se repense esse acesso — talvez pela parte de trás, que é mais tranquila e respeitosa com quem tem mobilidade reduzida”, pontuou.

    Outro ponto criticado pela parlamentar foi a falta de estrutura visual e de som adequada. “Os telões são pequenos demais. Parece que foram emprestados da casa da Paulinha ou do dono do PicPay”, ironizou. A vereadora também relatou que o som não estava chegando com qualidade ao público mais distante dos palcos, dificultando a experiência do evento.

    No entanto, foi na questão do transporte público que Thabatta Pimenta concentrou seu apelo mais urgente. Ela pediu à Superintendência de Mobilidade Urbana (STTU) que reforce a frota de ônibus, amplie o horário de funcionamento noturno e antecipe a operação matutina durante os dias de evento. Segundo ela, a ausência de transporte adequado tem gerado caos na saída dos polos, prejudicando especialmente os trabalhadores e o público mais vulnerável.

    “Essas festividades escancaram um problema crônico. Não adianta criar momentos bonitos e depois deixar o povo sem saber como voltar pra casa. A gente precisa pensar juntos em um transporte público digno, não só nas festas, mas o ano inteiro”, afirmou a vereadora.

    Thabatta defende que um transporte coletivo eficiente é peça-chave para a inclusão social, redução do trânsito, diminuição do impacto ambiental e garantia de acesso igualitário à cultura e ao lazer. Ela finalizou sua fala pedindo que o poder público e a sociedade civil se unam pela melhoria permanente do sistema de transporte da capital.

    “É tempo de o poder público garantir que o transporte público de Natal ofereça a qualidade que nosso povo merece. Muito além das festas, é sobre dignidade”, concluiu.


  • Justiça retoma audiências para decidir se 15 acusados por massacre de Alcaçuz vão a júri popular

    A Justiça do Rio Grande do Norte retomou nesta quarta-feira (11) as audiências de instrução que vão definir se 15 acusados pela morte de 27 detentos durante a rebelião no Complexo Penitenciário de Alcaçuz, em janeiro de 2017, serão levados a júri popular. O episódio, considerado o mais violento da história do sistema prisional potiguar, ficou conhecido como o Massacre de Alcaçuz.

    As audiências haviam sido iniciadas em abril, mas foram suspensas por “questões técnicas”, conforme informou o Tribunal de Justiça do RN. O processo tramita sob segredo de Justiça, o que restringe a divulgação de detalhes sobre os trâmites.

    A rebelião ocorreu após confrontos entre facções criminosas rivais dentro da unidade prisional. Ao todo, 27 detentos foram mortos, alguns desapareceram e parte da estrutura do presídio foi destruída.

    Nesta fase do processo, conhecida como audiência de instrução, estão sendo ouvidas testemunhas e, posteriormente, os acusados passarão a ser interrogados. Ao todo, 36 testemunhas foram indicadas, 35 delas pelo Ministério Público e apenas uma pela defesa. Quatro já foram ouvidas anteriormente e duas foram dispensadas, restando 30 a serem ouvidas nesta etapa.

    Segundo a Justiça, não há previsão de quantas testemunhas conseguirão ser ouvidas nesta fase, nem de novas datas para a continuidade da audiência, já que os depoimentos dos acusados dependem da disponibilidade das unidades prisionais em que estão custodiados.

    As audiências ocorrem de forma híbrida, com parte dos participantes no Fórum Desembargador Seabra Fagundes, em Natal.


  • Mercados e centros comerciais de Natal recebem dedetização preventiva

    A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) iniciou uma nova etapa do calendário de dedetização e higienização dos mercados públicos e centros comerciais da capital. Depois de executar o trabalho no Mercado do Peixe, nesta quarta-feira (11) será a vez do Centro Comercial Iapissara Aguiar passar pela sanitização. Ao longo do mês de junho, dez equipamentos públicos passarão pelo serviço, com o objetivo de controlar pragas urbanas, garantir melhores condições sanitárias e preservar a saúde de permissionários e consumidores.

    A programação inclui ainda os mercados das Rocas, Petrópolis, Quintas, Fogo, Peixe e Avenida 06, além dos camelódromos da Cidade Alta e do Alecrim e a Praça das Flores. Os serviços estão sendo realizados no turno da tarde, com horários adaptados conforme a dinâmica de funcionamento de cada local. Durante a aplicação dos produtos, os espaços podem ter as atividades temporariamente suspensas. A Semsur orienta que os permissionários e usuários fiquem atentos à sinalização e às instruções nos dias programados.

    Segundo o secretário municipal de Serviços Urbanos, Felipe Alves, o trabalho contínuo de manutenção e cuidado com esses espaços é essencial. “Os mercados e centros comerciais cumprem um papel estratégico na economia da cidade e devem contar com infraestrutura de qualidade. Além da dedetização, a Prefeitura do Natal vem executando obras de reforma, manutenção e apoio direto aos permissionários”, disse.

    A iniciativa contempla mercados tradicionais, camelódromos e praças, localizados em diferentes regiões da cidade. As intervenções seguem os parâmetros definidos pela legislação sanitária e compreendem o combate a insetos, roedores e outros vetores, além da aplicação de produtos para desinfecção das áreas comuns.

    O chefe do setor de Mercados da Semsur, Rodrigo Monte, explica que os serviços de dedetização são realizados de forma periódica e não acarretam custos aos comerciantes. Segundo ele, a ação busca manter os espaços públicos em condições adequadas de uso e garantir um ambiente seguro tanto para quem trabalha quanto para quem frequenta os mercados.


  • Homem é preso por tráfico de drogas próximo a escola em Ceará-Mirim durante Operação Escola Segura

    A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, na tarde desta terça-feira (10), um homem de 22 anos suspeito de tráfico de drogas nas proximidades de uma escola em Ceará-Mirim, na Grande Natal. A ação faz parte da “Operação Escola Segura”, deflagrada pela 22ª Delegacia de Polícia, com apoio do 14º Distrito de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) do município.

    Segundo as investigações, o suspeito vinha comercializando entorpecentes perto de uma instituição de ensino, o que motivou a expedição de um mandado de prisão temporária pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Ceará-Mirim. O objetivo da operação é combater a presença de atividades criminosas nos arredores de ambientes escolares, garantindo mais segurança à comunidade.

    O homem foi localizado no bairro São Geraldo, onde os policiais encontraram 13 papelotes de maconha prontos para a venda. Após ser detido, ele foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, conduzido ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

    A Polícia Civil destaca que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do Disque Denúncia 181, canal sigiloso voltado para o recebimento de informações que auxiliem no combate à criminalidade.


  • Servidores da saúde de Parnamirim realizam paralisação por gratificações, salários e condições de trabalho

    Os servidores da saúde pública de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, paralisaram suas atividades nesta quarta-feira (11) por 24 horas. A mobilização comprometeu o funcionamento de serviços essenciais em unidades básicas de saúde do município, como vacinação, atendimento ambulatorial e até troca de curativos em pacientes.

    O ato, organizado pelo Sindicato dos Servidores da Saúde do RN (Sindsaúde-RN), ocorreu em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança — a única do município. No local, apenas parte da equipe escalada estava em serviço, o que comprometeu o fluxo de atendimento. A paralisação, no entanto, não incluiu os médicos.

    Essa é a primeira de uma série de três paralisações anunciadas pela categoria. Os próximos atos estão programados para os dias 18 e 23 de junho. Após a última paralisação, os trabalhadores devem realizar uma nova assembleia para avaliar a possibilidade de greve por tempo indeterminado.

    Entre as principais reivindicações dos servidores estão o pagamento de gratificações, progressões de carreira, concessão de licenças para capacitação e reajuste salarial. Segundo o sindicato, esses direitos foram cortados por um decreto da atual prefeita Nilda Cruz (Solidariedade).

    Embora a concessão de férias sem remuneração — medida imposta ainda na gestão anterior, de Rosano Taveira (Republicanos) — tenha sido revogada recentemente após pressão da categoria, outras pautas continuam ignoradas, segundo o Sindsaúde.

    De acordo com Paulo Martins, diretor do sindicato, os profissionais da saúde estão há seis anos sem qualquer recomposição salarial, enfrentando déficit de pessoal, sobrecarga de trabalho e estruturas precárias nas unidades de saúde. “Apesar de Parnamirim ser a terceira maior cidade do Estado, temos um dos piores salários do RN para os trabalhadores da saúde. Um técnico de enfermagem está ganhando menos de um salário mínimo como salário-base. Isso é inadmissível”, denuncia.

    O sindicato afirma que os trabalhadores não aceitarão “a política de desvalorização da gestão municipal” e promete intensificar as mobilizações caso as reivindicações não sejam atendidas.

    *Com informações do Agora RN


  • Professores indígenas lançam livro com proposta pedagógica para as escolas das aldeias do RN

    No dia 22 de maio, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) Campus Canguaretama participou do lançamento do livro “Caderno Didático Pedagógico de Educação Escolar Indígena”, uma obra construída coletivamente por professores indígenas cursistas do projeto Saberes Indígenas na Escola, oriundos das aldeias Amarelão, Santa Terezinha e Serrote de São Bento, localizadas no município de João Câmara/RN.

    O livro reúne projetos pedagógicos, planos de aula e atividades didáticas desenvolvidas especialmente para o contexto das escolas indígenas, respeitando as especificidades culturais, linguísticas e sociais desses povos. O material é fruto do engajamento dos cursistas durante o processo de formação oferecido pelo projeto “Saberes Indígenas na Escola” (iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que visa promover a valorização e a integração dos saberes e conhecimentos indígenas no currículo escolar), realizado por meio de uma parceria entre a SECADI/MEC e o IFRN Campus Canguaretama.

    Foto: Campus Canguaretama, entrega de caderno pedagógico na aldeia do Amarelão
    Foto: Campus Canguaretama, entrega de caderno pedagógico na aldeia do Amarelão

    A publicação representa o produto final da formação, cujo objetivo é capacitar professores indígenas para atuarem de maneira mais autônoma e comprometida com a realidade de suas comunidades, promovendo uma educação de qualidade.

    Para o IFRN Campus Canguaretama, a produção deste livro tem grande relevância acadêmica, social e cultural, pois reforça o compromisso institucional com o fortalecimento da educação escolar indígena e a valorização dos saberes tradicionais no território etnoeducacional potiguar.

    O IFRN Canguaretama parabeniza com orgulho todos os professores indígenas envolvidos na produção da obra, reconhecendo o esforço e a dedicação.





Jesus de Ritinha de Miúdo





[addtoany]