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Rogério Marinho tem caminho aberto à presidência do Senado

Com 28 cadeiras do PL e 53 nomes no campo bolsonarista, o senador potiguar colhe os frutos de sua articulação nacional.

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Rogério Marinho, de terno azul, fala a jornalistas diante de microfones no Senado.
Rogério Marinho durante entrevista no Senado, em 14 de setembro de 2026. Crédito: Ton Molina/Agência Senado CC BY-SA 4.0

Temos dito, desde o ano passado, que a principal ambição de Rogério Marinho não era o governo do Rio Grande do Norte. Seu projeto era outro: a presidência do Senado. O resultado das urnas reforça essa leitura.

Secretário-geral do PL desde 16 de julho de 2024, Rogério abriu mão da pré-candidatura ao governo potiguar em janeiro deste ano para assumir a coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Também participou da articulação das candidaturas do partido ao Senado pelo país. Na minha avaliação, foi um dos principais responsáveis pelo avanço da legenda na Casa nesta eleição.

A ambição já foi admitida publicamente. Em entrevista à Veja, publicada em 27 de setembro, Rogério se apresentou como pré-candidato ao comando do Senado, embora tenha reconhecido que o nome a ser defendido pelo grupo poderia ser outro.

Na próxima legislatura, o PL terá 28 dos 81 senadores, como mostramos na reportagem sobre a distribuição partidária das cadeiras. Quando incluímos os aliados de outras legendas, o campo bolsonarista chega a 53 nomes, segundo o mapeamento dos apoios a Bolsonaro e Lula feito por O Potengi.

É uma maioria folgada no Senado que se forma a partir de 1º de fevereiro de 2027. Os 53 alinhamentos não significam 53 votos já assegurados a Rogério: a eleição da Mesa Diretora ainda depende de candidaturas, acordos e escolhas dos senadores. Mas a dimensão desse campo, somada ao papel que ele desempenhou na organização do PL, abre um caminho politicamente muito favorável.

Rogério Marinho sovou e assou o pão que será servido na eleição da próxima Mesa Diretora da Casa. Minha aposta é esta: só não será presidente se não quiser.