NOVO SENADO

PL terá mais de um terço do novo Senado; confira a distribuição das 81 cadeiras

Eleição definiu 54 vagas; outras 27 têm mandato até 2031. No RN, representação será de Styvenson, Samanda e Rogério Marinho.

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Vista geral do plenário do Senado, com parlamentares nas bancadas e painel eletrônico de votação, em 29 de abril de 2026.
Plenário do Senado durante sessão de votação em 29 de abril de 2026. Foto: Ton Molina/Agência Senado (CC BY-SA 4.0). Crédito: Ton Molina/Agência Senado Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-SA 4.0)

O PL deverá ocupar 28 das 81 cadeiras do Senado a partir de fevereiro de 2027, o equivalente a 34,6% do total — mais de um terço da Casa. O partido elegeu 19 senadores em 4 de outubro. A conta para a próxima legislatura reúne esses eleitos e os mandatos que continuam até 2031, consideradas as substituições dos senadores eleitos governadores. Agência Senado

O novo Senado terá representantes de 13 partidos, além de Romário, do Rio de Janeiro, atualmente sem filiação. Os números ainda podem mudar com o segundo turno dos governos estaduais, o retorno de titulares licenciados e eventuais mudanças partidárias antes da posse. Senado Notícias

No Rio Grande do Norte, a representação será formada por Styvenson Valentim (Podemos), Samanda de Lula (PT) e Rogério Marinho (PL). Styvenson e Samanda foram eleitos no domingo; Marinho tem mandato até janeiro de 2031. Resultado do TSE, Senado Federal

Como ficam as bancadas

Senado previsto para 2027: PL 28; PT 9; MDB 8; PP e União Brasil 6 cada; PSD e Republicanos 5 cada; PSB 4; Novo 3; Podemos e PSDB 2 cada; PDT, Rede e sem partido 1 cada. Total: 81 cadeiras, sendo 54 eleitos em 2026 e 27 mandatos em curso. Dados de 06/10/2026.
Composição partidária prevista para fevereiro de 2027; os dados consideram as substituições em Minas Gerais e Paraná. Foto: Gráfico: O Potengi. Fontes: TSE e Senado Federal.

As urnas definiram 54 cadeiras, duas por estado e pelo Distrito Federal. Outras 27 não estavam em disputa. Entre os eleitos, 14 renovaram seus mandatos e 40 ocuparão vagas hoje pertencentes a outros senadores. Os novos mandatos começam em 1º de fevereiro de 2027 e terminam em janeiro de 2035. Agência Senado

Os mandatos até 2031 são contabilizados com os ocupantes previstos após as substituições em Minas Gerais e no Paraná. PP e União Brasil aparecem separados, como bancadas partidárias, embora integrem a federação União Progressista. Fontes: TSE, Senado Federal e Agência Senado.

Quem ocupa as 81 cadeiras

O quadro reúne os dois eleitos de cada unidade da Federação e a cadeira cujo mandato termina em 2031. Para Minas Gerais e Paraná, já indica os primeiros suplentes que deverão assumir quando os titulares, eleitos governadores, deixarem o Senado.

Estado/DF Eleitos em 2026 — mandato até 2035 Cadeira com mandato até 2031
Acre Mara Rocha (Republicanos); Marcio Bittar (PL) Alan Rick (Republicanos)
Alagoas Arthur Lira (PP); Marina JHC (PSDB) Renan Filho (MDB)
Amapá Lucas Barreto (PSD); Rayssa Furlan (Podemos) Davi Alcolumbre (União Brasil)
Amazonas Eduardo Braga (MDB); Plínio Valério (PSDB) Omar Aziz (PSD)
Bahia Jaques Wagner (PT); Rui Costa (PT) Otto Alencar (PSD)
Ceará Cid Gomes (PSB); Luizianne Lins (Rede) Camilo Santana (PT)
Distrito Federal Bia Kicis (PL); Michelle Bolsonaro (PL) Damares Alves (Republicanos)
Espírito Santo Evair de Melo (Republicanos); Renato Casagrande (PSB) Magno Malta (PL)
Goiás Gracinha Caiado (União Brasil); Gustavo Gayer (PL) Wilder Morais (PL)
Maranhão André Fufuca (PP); Lahesio Bonfim (Novo) Ana Paula Lobato (PSB)
Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil); Zé Medeiros (PL) Wellington Fagundes (PL)
Mato Grosso do Sul Capitão Contar (PL); Reinaldo Azambuja (PL) Tereza Cristina (PP)
Minas Gerais Domingos Sávio (PL); Marília Campos (PT) Alex Diniz (PL)
Pará Chicão (União Brasil); Helder Barbalho (MDB) Beto Faro (PT)
Paraíba João Azevêdo (PSB); Veneziano Vital do Rêgo (MDB) Efraim Filho (PL)
Paraná Deltan Dallagnol (Novo); Filipe Barros (PL) Luís Felipe Cunha (União Brasil)
Pernambuco Humberto Costa (PT); Marília Arraes (PDT) Teresa Leitão (PT)
Piauí Júlio César (PSD); Marcelo Castro (MDB) Jussara Lima (PSD)
Rio de Janeiro Carlos Jordy (PL); Carlos Portinho (PL) Romário (Sem partido)
Rio Grande do Norte Samanda de Lula (PT); Styvenson Valentim (Podemos) Rogério Marinho (PL)
Rio Grande do Sul Marcel Van Hattem (Novo); Ubiratan Sanderson (PL) Hamilton Mourão (Republicanos)
Rondônia Bruno Scheid (PL); Fernando Máximo (PL) Jaime Bagattoli (PL)
Roraima Nicoletti (PL); Teresa Surita (MDB) Dr. Hiran (PP)
Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL); Carol de Toni (PL) Jorge Seif (PL)
São Paulo André do Prado (PL); Guilherme Derrite (PP) Astronauta Marcos Pontes (PL)
Sergipe Alessandro Vieira (MDB); Rogério Carvalho (PT) Laércio Oliveira (PP)
Tocantins Alexandre Guimarães (MDB); Eduardo Gomes (PL) Professora Dorinha Seabra (União Brasil)

Fontes: resultados do TSE, lista dos eleitos da Agência Senado e cadastro de senadores em exercício. Em Minas Gerais e Paraná, a indicação dos suplentes é prospectiva. No Maranhão, Lourdinha Pereira substitui temporariamente Ana Paula Lobato, ambas do PSB; o quadro considera o retorno da titular.

O segundo turno ainda pode mudar ocupantes

Cleitinho e Sergio Moro foram eleitos governadores de Minas Gerais e Paraná. A projeção considera a entrada de Alex Diniz (PL) e Luís Felipe Cunha (União Brasil), respectivamente, nas cadeiras com mandato até 2031.

Outros três senadores disputam governos no segundo turno: Alan Rick, no Acre; Omar Aziz, no Amazonas; e Professora Dorinha, no Tocantins. Se vencerem e deixarem o Senado, as cadeiras passarão aos suplentes. No Piauí, Jussara Lima, do PSD, exerce o mandato do ministro Wellington Dias, do PT; um retorno dele também mudaria a distribuição partidária. Agência Senado

No Paraná, Deltan Dallagnol aparece entre os eleitos, mas a candidatura envolve recurso. A Agência Senado informou, em 4 de outubro, que o indeferimento monocrático do registro foi suspenso até análise pelo plenário do TSE. Sua inclusão no quadro acompanha o resultado eleitoral e não significa encerramento da discussão judicial. Agência Senado

O próximo marco eleitoral é o segundo turno, em 25 de outubro. A composição que efetivamente tomará posse em fevereiro dependerá também das substituições e dos atos partidários e judiciais até lá.