• Um pulinho na feira livre

    Hoje vamos embarcar em uma viagem pelas feiras livres do Rio Grande do Norte, lugares que são verdadeiros celeiros de cultura, tradição e gastronomia. Se você nunca se aventurou em uma feira livre, prepare-se para descobrir um universo de cores, cheiros e sabores que vão encantar seus sentidos e alimentar sua criatividade.

    As feiras livres são muito mais do que simples pontos de venda de alimentos. Elas são o coração pulsante das cidades, onde a cultura local se manifesta de forma vibrante e autêntica. É nas feiras que podemos encontrar ingredientes frescos e típicos da região, conhecer histórias dos produtores e mergulhar nas tradições que moldam a identidade culinária do Nordeste. Você sabia que muitos dos ingredientes que compramos no supermercado têm uma história rica e fascinante por trás?

    Feira do Alecrim

    A Feira do Alecrim, em Natal, é uma das mais tradicionais do Rio Grande do Norte. Realizada aos sábados, ela reúne comerciantes e agricultores de diversas partes do estado, oferecendo uma vasta gama de produtos frescos, artesanato e roupas. Caminhar pela Feira do Alecrim é uma experiência sensorial única: o cheiro de frutas frescas, o som das vozes dos vendedores anunciando seus produtos e as cores vibrantes das barracas criam uma atmosfera inigualável. Uma curiosidade interessante é que a feira é conhecida por suas ervas medicinais, vendidas por famílias que passam seus conhecimentos de geração em geração. Você já experimentou uma infusão de ervas diretamente comprada dos produtores?

    Infusão de ervas do Alecrim

    Ingredientes:

    • 1 litro de água
    • 1 punhado de folhas de erva-cidreira (aproximadamente 10 folhas)
    • 1 punhado de folhas de hortelã (aproximadamente 10 folhas)
    • Casca de 1 laranja
    • Mel a gosto

    Modo de preparo:

    1. Ferva um litro de água.

    2. Adicione as folhas de erva-cidreira, hortelã e a casca de laranja.

    3. Deixe em infusão por cerca de 10 minutos.

    4. Coe e adoce com mel a gosto.

    5. Sirva quente ou gelado.

    Feira da Redinha

    Outra feira icônica é a Feira da Redinha, também em Natal. Localizada na zona norte da cidade, essa feira é famosa por seus frutos do mar frescos e pratos típicos, como a ginga com tapioca. A Feira da Redinha é um ponto de encontro para moradores e turistas que buscam produtos frescos e um ambiente acolhedor. Além dos frutos do mar, é possível encontrar frutas, verduras, legumes e uma infinidade de produtos regionais. Já pensou em saborear uma peixada com tapioca enquanto aprecia a vista da praia?

    Peixada 

    Ingredientes:

    – 1 kg de peixe (robalo, cioba ou outro peixe de carne firme)

    – 2 tomates picados

    – 2 cebolas picadas

    – 1 pimentão picado

    – 2 dentes de alho picados

    – 1/2 xícara de coentro picado

    – 200 ml de leite de coco

    – Suco de 2 limões

    – Azeite de dendê a gosto

    – Sal e pimenta a gosto

    Modo de preparo:

    1. Tempere o peixe com sal, pimenta e suco de limão. Deixe marinar por 30 minutos.

    2. Em uma panela grande, aqueça o azeite de dendê e refogue a cebola, o alho, os tomates e o pimentão até ficarem macios.

    3. Adicione o peixe e cubra com o leite de coco. Cozinhe em fogo baixo até o peixe ficar macio.

    4. Finalize com o coentro picado.

    5. Sirva com tapioca e pirão feito com o caldo do peixe.

    Feira Livre de Mossoró

    Mossoró, a segunda maior cidade do estado, também tem sua feira livre de destaque. Realizada no centro da cidade, a Feira Livre de Mossoró é um verdadeiro ponto de encontro para os moradores locais. Com uma oferta variada de produtos que vão desde frutas e verduras até carne de sol e artesanato, a feira é um reflexo da diversidade cultural e gastronômica da região. A feira é especialmente conhecida por sua oferta de carne de sol, um dos ingredientes mais tradicionais da culinária nordestina. Você sabia que a carne de sol de Mossoró é famosa pela sua maciez e sabor inigualáveis?

    Carne de Sol com Pirão de Leite

    Ingredientes:

    – 1 kg de carne de sol 

    – 2 cebolas grandes fatiadas

    – 2 colheres de sopa de manteiga de garrafa

    – 4 xícaras de leite

    – 1 xícara de farinha de mandioca

    – Sal a gosto

    Modo de preparo:

    1. Corte a carne de sol em pedaços e cozinhe em água até ficar macia. Reserve.

    2. Em uma frigideira grande, aqueça a manteiga de garrafa e doure as cebolas fatiadas.

    3. Adicione a carne de sol e refogue por alguns minutos.

    4. Para o pirão de leite, aqueça o leite em uma panela e adicione a farinha de mandioca aos poucos, mexendo sempre para não formar grumos.

    5. Cozinhe até o pirão engrossar e tempere com sal a gosto.

    6. Sirva a carne de sol acompanhada do pirão de leite.

    Visitar as feiras livres é uma experiência que vai além da gastronomia. É uma imersão cultural, uma oportunidade de conhecer de perto as tradições e histórias que compõem a rica tapeçaria cultural da região. Convido você a explorar essas feiras, a conversar com os produtores, a descobrir novos sabores e a valorizar a cultura local. Que tal planejar sua próxima visita a uma feira livre e compartilhar suas descobertas comigo no Instagram? Vamos juntos redescobrir os sabores e histórias do nosso Brasil. Até a próxima semana, onde continuaremos nossa jornada gastronômica! 

    Bom apetite!


  • Receitas de família: uma herança valiosa

    As receitas de família são verdadeiros tesouros culturais que atravessam gerações, mantendo vivas as tradições e histórias de nossos antepassados. No Nordeste, a cozinha é um elo poderoso que une famílias e comunidades. Cada prato típico, como o Ensopado de Carneiro ou o Bolo de Rolo, não é apenas uma combinação de ingredientes, mas uma narrativa que revela a resiliência, a criatividade e o amor pela terra de um povo que enfrentou desafios históricos, climáticos e sociais para preservar sua identidade cultural.

    Segundo Câmara Cascudo, um dos maiores estudiosos da cultura brasileira, a cozinha nordestina tem influências indígenas, africanas e portuguesas. Dos indígenas a mandioca, dos africanos o dendê, o coco e uma infinidade de temperos, que deram cor e sabor aos nossos pratos. Por fim, os portugueses introduziram técnicas de cozimento, o uso do açúcar e várias receitas que se transformaram ao longo do tempo, adaptando-se aos ingredientes locais. Você já pensou em como essas influências moldam o que comemos hoje?

    O ensopado de carneiro, por exemplo, é um prato que simboliza a vida no sertão nordestino. Muito popular em regiões como Pernambuco e Bahia, ele nasceu da necessidade de aproveitar ao máximo os poucos recursos disponíveis. A carne de carneiro, rica em sabor, é cozida lentamente com temperos locais, criando um prato que é ao mesmo tempo robusto e cheio de nuances. Cada família tem sua própria variação da receita, passada de geração em geração, adaptada ao gosto e às possibilidades de cada época. 

    O bolo de rolo, patrimônio imaterial e cultural de Pernambuco, é um exemplo perfeito de como a culinária pode ser uma arte que exige paciência, técnica e dedicação. Essa receita que tem suas raízes no rocambole português, foi adaptado no Brasil colonial para incluir a deliciosa goiabada. Fazer um bolo de rolo é um processo meticuloso que requer camadas finíssimas de massa, cuidadosamente enroladas com goiabada derretida. Muitas famílias pernambucanas se orgulham de suas receitas, que são passadas como verdadeiros legados, com técnicas e segredos que conferem um sabor e uma textura únicos ao bolo. Essas receitas são frequentemente o ponto alto das reuniões familiares, simbolizando carinho e união. Você já provou um bolo de rolo autêntico? Pode imaginar o cuidado e a tradição envolvidos em cada fatia?

    Explorar as receitas de família é uma forma de nos reconectarmos com nossas raízes e de valorizar a sabedoria dos nossos antepassados. Afinal, um povo que não conhece sua história está fadado ao esquecimento. Ao preparar um ensopado de carneiro ou um bolo de rolo, não estamos apenas seguindo uma receita; estamos revivendo histórias, celebrando nossa cultura e mantendo viva a tradição culinária do Nordeste. Cada prato servido é um testemunho de resiliência e identidade, aproximando-nos das gerações que vieram antes e ensinando-nos a importância de preservar e honrar nosso patrimônio cultural. Quer aprender mais sobre essas tradições e recriar essas delícias na sua cozinha? Vamos lá!

    Ensopado de Carneiro

    Ingredientes:

    – 1 kg de carneiro em pedaços
    – 2 cebolas picadas
    – 3 dentes de alho picados
    – 2 tomates picados
    – 1 pimentão picado
    – 1 colher de chá de colorau
    – 2 colheres de sopa de azeite de oliva
    – 1 xícara de vinho branco seco
    – 1 folha de louro
    – Sal, pimenta-do-reino e coentro a gosto

    Modo de preparo:

    • 1. Tempere o carneiro com sal, pimenta-do-reino e alho. Deixe marinar por pelo menos 1 hora.
    • 2. Em uma panela grande, aqueça o azeite e doure os pedaços de carneiro.
    • 3. Adicione a cebola, o tomate, o pimentão e o colorau, refogando até que os vegetais estejam macios.
    • 4. Acrescente o vinho branco, a folha de louro e um pouco de água. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo até a carne ficar macia, acrescentando água se necessário.
    • 5. Finalize com coentro picado e ajuste o sal e a pimenta a gosto.

    Bolo de Rolo

    Ingredientes:

    – 250g de manteiga
    – 250g de açúcar
    – 6 ovos
    – 250g de farinha de trigo
    – 500g de goiabada
    – 1/2 xícara de água

    Modo de preparo:

    • 1. Pré-aqueça o forno a 180°C e unte uma assadeira com manteiga e farinha.
    • 2. Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme fofo.
    • 3. Adicione os ovos, um a um, batendo bem após cada adição.
    • 4. Incorpore a farinha de trigo aos poucos, misturando delicadamente.
    • 5. Espalhe uma camada fina de massa na assadeira e asse por cerca de 5 minutos, até que esteja levemente dourada.
    • 6. Enquanto isso, derreta a goiabada com a água em fogo baixo, formando um creme.
    • 7. Retire a massa do forno, desenforme sobre um pano de prato limpo e espalhe uma camada fina de goiabada.
    • 8. Enrole a massa como um rocambole e repita o processo até acabar a massa e a goiabada.
    • 9. Deixe esfriar antes de servir.

    O que acharam?

    Explorar as receitas tradicionais do Nordeste é uma maneira de celebrar a diversidade e a riqueza cultural do Brasil. Espero que essas receitas inspirem vocês a trazer um pouco do Nordeste para suas mesas, recriando pratos tradicionais cheios de história e sabor. Quer fazer parte dessa tradição? Que tal preparar um desses pratos para o próximo encontro em família?

    Até a próxima semana, onde continuaremos nossa jornada gastronômica! Não se esqueça de me seguir no Instagram para mais dicas e aventuras culinárias.

    Bom apetite!


  • A Revolução do alimento local: do campo à mesa

    Foto: reprodução.

    Nosso primeiro encontro não poderia ser mais significativo. Hoje, quero falar sobre a importância de valorizar os alimentos locais. Em um mundo onde a globalização trouxe uma abundância de opções, muitas vezes esquecemos a riqueza que temos ao nosso redor. Consumir alimentos locais não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para o futuro do nosso planeta.

    Quando falamos em alimentos locais, estamos nos referindo a ingredientes que são cultivados perto de nós, muitas vezes por pequenos agricultores que dedicam suas vidas a produzir alimentos de qualidade. Esses alimentos não precisam viajar milhares de quilômetros para chegar à nossa mesa, o que significa que são mais frescos, nutritivos e, claro, mais sustentáveis.

    Conhecer a origem do que comemos cria uma conexão especial com a comida. Já parou para pensar na jornada de um tomate até ele chegar ao seu prato? Ao visitar feiras locais e conversar com os produtores, descobrimos histórias incríveis de dedicação e amor pela terra. Cada ingrediente carrega consigo um pedaço da história de quem o cultivou.

    Apoiar a agricultura local fortalece a economia da nossa comunidade. Quando compramos de pequenos produtores, estamos incentivando a produção sustentável e ajudando a manter viva a tradição agrícola. Além disso, esses alimentos são geralmente cultivados de forma mais natural, sem o uso excessivo de agrotóxicos, o que é benéfico tanto para a nossa saúde quanto para o meio ambiente.

    Começar a consumir alimentos locais é mais simples do que parece. Que tal visitar uma feira livre no próximo fim de semana? Leve uma sacola reutilizável e explore as bancas, converse com os produtores e experimente novos ingredientes. Outra ótima opção é participar de programas de assinatura de cestas orgânicas, que entregam produtos frescos diretamente na sua casa.

    A valorização dos alimentos locais é uma revolução silenciosa, mas poderosa. Cada escolha que fazemos à mesa tem um impacto profundo na nossa saúde, na economia e no meio ambiente. Ao nos conectarmos com a origem dos nossos alimentos, estamos construindo um futuro mais sustentável e consciente.

    Fiquem ligados para mais histórias, receitas e dicas na nossa próxima edição. Até lá, sigam-me no Instagram @jonata_canela para acompanhar minhas aventuras gastronômicas e compartilhar suas experiências!

    Bom apetite e até a próxima!


  • É um prazer estar com vocês a partir de agora

    É com grande alegria que inauguro esta coluna dedicada à gastronomia, aqui em O Potengi. Sou Jonatã Canela, Chef Executivo do Hotel Senac Barreira Roxa, com MBA em Consultoria Empresarial e especialista em eventos exclusivos. 

    Com 16 anos de experiência na área, sou apaixonado por gastronomia, cultura e tudo o que envolve o maravilhoso universo dos alimentos. Convido vocês a embarcar comigo nessa jornada que vai muito além das receitas, explorando histórias, tradições e o impacto das nossas escolhas à mesa.

    Meu objetivo na coluna, é aproximar vocês, leitores, do fascinante mundo da gastronomia de uma maneira simples e acessível. Aqui, iremos explorar desde os sabores mais tradicionais da nossa cozinha brasileira até as tendências contemporâneas que estão revolucionando a maneira como comemos e nos relacionamos com a comida. Vamos descobrir juntos a origem dos ingredientes, a história por trás dos pratos e os personagens que fazem da gastronomia uma verdadeira arte. Inspirado por grandes nomes, meu trabalho é guiado pela curiosidade e pelo desejo de entender como a comida pode conectar pessoas e culturas.


Crônicas



















Jonatã Canela













  • Um pulinho na feira livre

    Hoje vamos embarcar em uma viagem pelas feiras livres do Rio Grande do Norte, lugares que são verdadeiros celeiros de cultura, tradição e gastronomia. Se você nunca se aventurou em uma feira livre, prepare-se para descobrir um universo de cores, cheiros e sabores que vão encantar seus sentidos e alimentar sua criatividade.

    As feiras livres são muito mais do que simples pontos de venda de alimentos. Elas são o coração pulsante das cidades, onde a cultura local se manifesta de forma vibrante e autêntica. É nas feiras que podemos encontrar ingredientes frescos e típicos da região, conhecer histórias dos produtores e mergulhar nas tradições que moldam a identidade culinária do Nordeste. Você sabia que muitos dos ingredientes que compramos no supermercado têm uma história rica e fascinante por trás?

    Feira do Alecrim

    A Feira do Alecrim, em Natal, é uma das mais tradicionais do Rio Grande do Norte. Realizada aos sábados, ela reúne comerciantes e agricultores de diversas partes do estado, oferecendo uma vasta gama de produtos frescos, artesanato e roupas. Caminhar pela Feira do Alecrim é uma experiência sensorial única: o cheiro de frutas frescas, o som das vozes dos vendedores anunciando seus produtos e as cores vibrantes das barracas criam uma atmosfera inigualável. Uma curiosidade interessante é que a feira é conhecida por suas ervas medicinais, vendidas por famílias que passam seus conhecimentos de geração em geração. Você já experimentou uma infusão de ervas diretamente comprada dos produtores?

    Infusão de ervas do Alecrim

    Ingredientes:

    • 1 litro de água
    • 1 punhado de folhas de erva-cidreira (aproximadamente 10 folhas)
    • 1 punhado de folhas de hortelã (aproximadamente 10 folhas)
    • Casca de 1 laranja
    • Mel a gosto

    Modo de preparo:

    1. Ferva um litro de água.

    2. Adicione as folhas de erva-cidreira, hortelã e a casca de laranja.

    3. Deixe em infusão por cerca de 10 minutos.

    4. Coe e adoce com mel a gosto.

    5. Sirva quente ou gelado.

    Feira da Redinha

    Outra feira icônica é a Feira da Redinha, também em Natal. Localizada na zona norte da cidade, essa feira é famosa por seus frutos do mar frescos e pratos típicos, como a ginga com tapioca. A Feira da Redinha é um ponto de encontro para moradores e turistas que buscam produtos frescos e um ambiente acolhedor. Além dos frutos do mar, é possível encontrar frutas, verduras, legumes e uma infinidade de produtos regionais. Já pensou em saborear uma peixada com tapioca enquanto aprecia a vista da praia?

    Peixada 

    Ingredientes:

    – 1 kg de peixe (robalo, cioba ou outro peixe de carne firme)

    – 2 tomates picados

    – 2 cebolas picadas

    – 1 pimentão picado

    – 2 dentes de alho picados

    – 1/2 xícara de coentro picado

    – 200 ml de leite de coco

    – Suco de 2 limões

    – Azeite de dendê a gosto

    – Sal e pimenta a gosto

    Modo de preparo:

    1. Tempere o peixe com sal, pimenta e suco de limão. Deixe marinar por 30 minutos.

    2. Em uma panela grande, aqueça o azeite de dendê e refogue a cebola, o alho, os tomates e o pimentão até ficarem macios.

    3. Adicione o peixe e cubra com o leite de coco. Cozinhe em fogo baixo até o peixe ficar macio.

    4. Finalize com o coentro picado.

    5. Sirva com tapioca e pirão feito com o caldo do peixe.

    Feira Livre de Mossoró

    Mossoró, a segunda maior cidade do estado, também tem sua feira livre de destaque. Realizada no centro da cidade, a Feira Livre de Mossoró é um verdadeiro ponto de encontro para os moradores locais. Com uma oferta variada de produtos que vão desde frutas e verduras até carne de sol e artesanato, a feira é um reflexo da diversidade cultural e gastronômica da região. A feira é especialmente conhecida por sua oferta de carne de sol, um dos ingredientes mais tradicionais da culinária nordestina. Você sabia que a carne de sol de Mossoró é famosa pela sua maciez e sabor inigualáveis?

    Carne de Sol com Pirão de Leite

    Ingredientes:

    – 1 kg de carne de sol 

    – 2 cebolas grandes fatiadas

    – 2 colheres de sopa de manteiga de garrafa

    – 4 xícaras de leite

    – 1 xícara de farinha de mandioca

    – Sal a gosto

    Modo de preparo:

    1. Corte a carne de sol em pedaços e cozinhe em água até ficar macia. Reserve.

    2. Em uma frigideira grande, aqueça a manteiga de garrafa e doure as cebolas fatiadas.

    3. Adicione a carne de sol e refogue por alguns minutos.

    4. Para o pirão de leite, aqueça o leite em uma panela e adicione a farinha de mandioca aos poucos, mexendo sempre para não formar grumos.

    5. Cozinhe até o pirão engrossar e tempere com sal a gosto.

    6. Sirva a carne de sol acompanhada do pirão de leite.

    Visitar as feiras livres é uma experiência que vai além da gastronomia. É uma imersão cultural, uma oportunidade de conhecer de perto as tradições e histórias que compõem a rica tapeçaria cultural da região. Convido você a explorar essas feiras, a conversar com os produtores, a descobrir novos sabores e a valorizar a cultura local. Que tal planejar sua próxima visita a uma feira livre e compartilhar suas descobertas comigo no Instagram? Vamos juntos redescobrir os sabores e histórias do nosso Brasil. Até a próxima semana, onde continuaremos nossa jornada gastronômica! 

    Bom apetite!


  • Receitas de família: uma herança valiosa

    As receitas de família são verdadeiros tesouros culturais que atravessam gerações, mantendo vivas as tradições e histórias de nossos antepassados. No Nordeste, a cozinha é um elo poderoso que une famílias e comunidades. Cada prato típico, como o Ensopado de Carneiro ou o Bolo de Rolo, não é apenas uma combinação de ingredientes, mas uma narrativa que revela a resiliência, a criatividade e o amor pela terra de um povo que enfrentou desafios históricos, climáticos e sociais para preservar sua identidade cultural.

    Segundo Câmara Cascudo, um dos maiores estudiosos da cultura brasileira, a cozinha nordestina tem influências indígenas, africanas e portuguesas. Dos indígenas a mandioca, dos africanos o dendê, o coco e uma infinidade de temperos, que deram cor e sabor aos nossos pratos. Por fim, os portugueses introduziram técnicas de cozimento, o uso do açúcar e várias receitas que se transformaram ao longo do tempo, adaptando-se aos ingredientes locais. Você já pensou em como essas influências moldam o que comemos hoje?

    O ensopado de carneiro, por exemplo, é um prato que simboliza a vida no sertão nordestino. Muito popular em regiões como Pernambuco e Bahia, ele nasceu da necessidade de aproveitar ao máximo os poucos recursos disponíveis. A carne de carneiro, rica em sabor, é cozida lentamente com temperos locais, criando um prato que é ao mesmo tempo robusto e cheio de nuances. Cada família tem sua própria variação da receita, passada de geração em geração, adaptada ao gosto e às possibilidades de cada época. 

    O bolo de rolo, patrimônio imaterial e cultural de Pernambuco, é um exemplo perfeito de como a culinária pode ser uma arte que exige paciência, técnica e dedicação. Essa receita que tem suas raízes no rocambole português, foi adaptado no Brasil colonial para incluir a deliciosa goiabada. Fazer um bolo de rolo é um processo meticuloso que requer camadas finíssimas de massa, cuidadosamente enroladas com goiabada derretida. Muitas famílias pernambucanas se orgulham de suas receitas, que são passadas como verdadeiros legados, com técnicas e segredos que conferem um sabor e uma textura únicos ao bolo. Essas receitas são frequentemente o ponto alto das reuniões familiares, simbolizando carinho e união. Você já provou um bolo de rolo autêntico? Pode imaginar o cuidado e a tradição envolvidos em cada fatia?

    Explorar as receitas de família é uma forma de nos reconectarmos com nossas raízes e de valorizar a sabedoria dos nossos antepassados. Afinal, um povo que não conhece sua história está fadado ao esquecimento. Ao preparar um ensopado de carneiro ou um bolo de rolo, não estamos apenas seguindo uma receita; estamos revivendo histórias, celebrando nossa cultura e mantendo viva a tradição culinária do Nordeste. Cada prato servido é um testemunho de resiliência e identidade, aproximando-nos das gerações que vieram antes e ensinando-nos a importância de preservar e honrar nosso patrimônio cultural. Quer aprender mais sobre essas tradições e recriar essas delícias na sua cozinha? Vamos lá!

    Ensopado de Carneiro

    Ingredientes:

    – 1 kg de carneiro em pedaços
    – 2 cebolas picadas
    – 3 dentes de alho picados
    – 2 tomates picados
    – 1 pimentão picado
    – 1 colher de chá de colorau
    – 2 colheres de sopa de azeite de oliva
    – 1 xícara de vinho branco seco
    – 1 folha de louro
    – Sal, pimenta-do-reino e coentro a gosto

    Modo de preparo:

    • 1. Tempere o carneiro com sal, pimenta-do-reino e alho. Deixe marinar por pelo menos 1 hora.
    • 2. Em uma panela grande, aqueça o azeite e doure os pedaços de carneiro.
    • 3. Adicione a cebola, o tomate, o pimentão e o colorau, refogando até que os vegetais estejam macios.
    • 4. Acrescente o vinho branco, a folha de louro e um pouco de água. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo até a carne ficar macia, acrescentando água se necessário.
    • 5. Finalize com coentro picado e ajuste o sal e a pimenta a gosto.

    Bolo de Rolo

    Ingredientes:

    – 250g de manteiga
    – 250g de açúcar
    – 6 ovos
    – 250g de farinha de trigo
    – 500g de goiabada
    – 1/2 xícara de água

    Modo de preparo:

    • 1. Pré-aqueça o forno a 180°C e unte uma assadeira com manteiga e farinha.
    • 2. Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme fofo.
    • 3. Adicione os ovos, um a um, batendo bem após cada adição.
    • 4. Incorpore a farinha de trigo aos poucos, misturando delicadamente.
    • 5. Espalhe uma camada fina de massa na assadeira e asse por cerca de 5 minutos, até que esteja levemente dourada.
    • 6. Enquanto isso, derreta a goiabada com a água em fogo baixo, formando um creme.
    • 7. Retire a massa do forno, desenforme sobre um pano de prato limpo e espalhe uma camada fina de goiabada.
    • 8. Enrole a massa como um rocambole e repita o processo até acabar a massa e a goiabada.
    • 9. Deixe esfriar antes de servir.

    O que acharam?

    Explorar as receitas tradicionais do Nordeste é uma maneira de celebrar a diversidade e a riqueza cultural do Brasil. Espero que essas receitas inspirem vocês a trazer um pouco do Nordeste para suas mesas, recriando pratos tradicionais cheios de história e sabor. Quer fazer parte dessa tradição? Que tal preparar um desses pratos para o próximo encontro em família?

    Até a próxima semana, onde continuaremos nossa jornada gastronômica! Não se esqueça de me seguir no Instagram para mais dicas e aventuras culinárias.

    Bom apetite!


  • A Revolução do alimento local: do campo à mesa

    Foto: reprodução.

    Nosso primeiro encontro não poderia ser mais significativo. Hoje, quero falar sobre a importância de valorizar os alimentos locais. Em um mundo onde a globalização trouxe uma abundância de opções, muitas vezes esquecemos a riqueza que temos ao nosso redor. Consumir alimentos locais não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para o futuro do nosso planeta.

    Quando falamos em alimentos locais, estamos nos referindo a ingredientes que são cultivados perto de nós, muitas vezes por pequenos agricultores que dedicam suas vidas a produzir alimentos de qualidade. Esses alimentos não precisam viajar milhares de quilômetros para chegar à nossa mesa, o que significa que são mais frescos, nutritivos e, claro, mais sustentáveis.

    Conhecer a origem do que comemos cria uma conexão especial com a comida. Já parou para pensar na jornada de um tomate até ele chegar ao seu prato? Ao visitar feiras locais e conversar com os produtores, descobrimos histórias incríveis de dedicação e amor pela terra. Cada ingrediente carrega consigo um pedaço da história de quem o cultivou.

    Apoiar a agricultura local fortalece a economia da nossa comunidade. Quando compramos de pequenos produtores, estamos incentivando a produção sustentável e ajudando a manter viva a tradição agrícola. Além disso, esses alimentos são geralmente cultivados de forma mais natural, sem o uso excessivo de agrotóxicos, o que é benéfico tanto para a nossa saúde quanto para o meio ambiente.

    Começar a consumir alimentos locais é mais simples do que parece. Que tal visitar uma feira livre no próximo fim de semana? Leve uma sacola reutilizável e explore as bancas, converse com os produtores e experimente novos ingredientes. Outra ótima opção é participar de programas de assinatura de cestas orgânicas, que entregam produtos frescos diretamente na sua casa.

    A valorização dos alimentos locais é uma revolução silenciosa, mas poderosa. Cada escolha que fazemos à mesa tem um impacto profundo na nossa saúde, na economia e no meio ambiente. Ao nos conectarmos com a origem dos nossos alimentos, estamos construindo um futuro mais sustentável e consciente.

    Fiquem ligados para mais histórias, receitas e dicas na nossa próxima edição. Até lá, sigam-me no Instagram @jonata_canela para acompanhar minhas aventuras gastronômicas e compartilhar suas experiências!

    Bom apetite e até a próxima!


  • É um prazer estar com vocês a partir de agora

    É com grande alegria que inauguro esta coluna dedicada à gastronomia, aqui em O Potengi. Sou Jonatã Canela, Chef Executivo do Hotel Senac Barreira Roxa, com MBA em Consultoria Empresarial e especialista em eventos exclusivos. 

    Com 16 anos de experiência na área, sou apaixonado por gastronomia, cultura e tudo o que envolve o maravilhoso universo dos alimentos. Convido vocês a embarcar comigo nessa jornada que vai muito além das receitas, explorando histórias, tradições e o impacto das nossas escolhas à mesa.

    Meu objetivo na coluna, é aproximar vocês, leitores, do fascinante mundo da gastronomia de uma maneira simples e acessível. Aqui, iremos explorar desde os sabores mais tradicionais da nossa cozinha brasileira até as tendências contemporâneas que estão revolucionando a maneira como comemos e nos relacionamos com a comida. Vamos descobrir juntos a origem dos ingredientes, a história por trás dos pratos e os personagens que fazem da gastronomia uma verdadeira arte. Inspirado por grandes nomes, meu trabalho é guiado pela curiosidade e pelo desejo de entender como a comida pode conectar pessoas e culturas.




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