Jesus de Ritinha de Miúdo
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Manutenção da Caern deixa bairros de Natal e São Gonçalo do Amarante com abastecimento reduzido
A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) está realizando uma manutenção emergencial na Estação Elevatória de Água nesta quinta-feira (25). O sistema atende bairros da zona Norte de Natal e de São Gonçalo do Amarante.
Os bairros afetados são Nossa Senhora da Apresentação, Igapó, Salinas e Potengi, em Natal, além de Jardim Lola, Amarante, Olho D’água dos Carrilhos e Nova Zelândia, em São Gonçalo do Amarante.
“A previsão da Companhia é que o serviço seja concluído até meio-dia, quando o abastecimento será regularizado gradativamente. O prazo para completo equilíbrio do sistema e normalização da distribuição é de até 48h”, explicou a companhia.
Fonte: Portal Grande Ponto
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Justiz Terceirização emite nota sobre matéria de O Potengi
A edição impressa do O Potengi, lançada na segunda-feira, 22, trouxe uma série de reportagens sobre o caos em que se encontra a saúde pública do RN. Uma destas reportagens, “Empresas de cubanos têm mais de R$ 80 mi em contratos”, traz a opinião e declarações da coordenadora do Sindsaúde, Rosália Fernandes, sobre a ascensão da empresa Justiz Terceirização dentro da saúde pública do RN.
Após o lançamento e ampla divulgação do impresso, a empresa Justiz Terceirização solicitou um direito de resposta, que foi prontamente atendido.
Segue o texto na íntegra:
“Em resposta a citação na matéria “Empresa de cubanos têm mais de R$ 80 mi de contratos”, a Justiz Terceirização ressalta que possui contratos não apenas com o governo do RN, mas também com outros estados e inúmeras prefeituras espalhadas nas cinco regiões brasileiras. A empresa faz parte de um grupo com outras sociedades que está há 20 anos trazendo soluções para o mercado de trabalho e gerando cerca de 4 mil empregos nas áreas de saúde, engenharia, arquitetura, limpeza, dentre tantas atividades. A Justiz ainda lamenta que a nacionalidade dos seus sócios seja utilizada de forma pejorativa por este veículo e refuta qualquer comentário que questione a legalidade da sua participação em contratos, uma vez que toda a sua operação acontece com o que preconiza a lei.”
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Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira (25) prêmio acumulado em R$ 6 milhões
As seis dezenas do concurso 2.717 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 6 milhões.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.
Fonte: Portal Grande Ponto
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Tadalafila com imposto reduzido, vacinas com isenção: veja quais medicamentos foram incluídos na reforma tributária
O governo federal enviou ao Congresso na quarta-feira (24) um projeto de lei com a regulamentação da reforma tributária sobre o consumo — aprovada e promulgada no fim do ano passado.
A proposta inclui uma lista de 850 medicamentos que teriam imposto reduzido, enquanto outros 383 ficariam isentos de tributos.
Se aprovada a proposta, a lista de medicamentos com imposto reduzido terá um imposto de 40% da chamada “alíquota geral”, ou seja, do patamar médio de tributação.
Hoje, a estimativa do Ministério da Fazenda é de que o patamar médio seja de 26,5% do valor do produto – o que só será confirmado após uma fase de testes e transição.
Entre os produtos com alíquota reduzida, pela proposta do governo federal e dos estados, está a tadalafila — que ajuda a aumentar o fluxo de sangue no pênis e pode auxiliar homens a manter uma ereção.
Já a lista de medicamentos com imposto zerado, de acordo com o projeto, contempla o citrato de sildenafila — indicado para o tratamento da disfunção erétil.
Além disso, a proposta é de que vacinas contra Covid-19, dengue e febre amarela também sejam isentos.
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Mais de 20 milhões de pessoas não tiveram acesso adequado a comida em 2023, revela IBGE
Um em cada quatro domicílios brasileiros apresentou algum grau de insegurança alimentar em 2023, o que significa que os moradores não sabiam se teriam comida suficiente ou adequada na mesa, apontam dados da PNAD Contínua Segurança Alimentar divulgados nesta quinta-feira (25).
No total, cerca 64,1 milhões de pessoas viviam nesses domicílios, sendo que 11,9 milhões deles enfrentavam uma situação ainda mais dramática e outros 8,6 milhões beiravam a fome.
Melhora no cenário
Embora os números sejam alarmantes, a quantidade de lares com segurança alimentar aumentou nos últimos anos.
- No ano passado, 72,4% dos domicílios no Brasil estavam em segurança alimentar. Esse número representa 151,9 milhões de brasileiros.
- Na pesquisa anterior, realizada no biênio 2017-2018, eram 63,3% dos lares.
- Essa é a quinta série de resultados que o IBGE produz. O índice de 2023 é o segundo melhor para a segurança alimentar, atrás apenas de 2013, quando 77,4% dos domicílios tinham acesso a uma alimentação de qualidade.
Segundo o IBGE, os motivos para essa melhora têm relação com fatores como investimento em programas sociais, recuperação econômica e preço dos alimentos.
Classificação
O IBGE, responsável pelo levantamento, classifica a insegurança alimentar em três níveis:
- Insegurança alimentar leve: falta de qualidade nos alimentos e uma certa preocupação ou incerteza quanto o acesso aos alimentos no futuro.
- Insegurança alimentar moderada: falta de qualidade e uma redução na quantidade de alimentos entre os adultos.
- Insegurança alimentar grave: falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos também entre as crianças. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no lar.
Já a segurança alimentar é classificada como o acesso pleno e regular aos alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais.
Moderada x grave
O IBGE fez um recorte dos 27,6% dos domicílios com algum grau de insegurança:
- Leve: 18,2% dos domicílios;
- Moderada: 5,3% dos domicílios;
- Grave: 4,1% dos domicílios.
Prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave (em %)
Crianças em uma ponta, idosos na outra
Ao analisar a situação alimentar por faixa etária, o IBGE identificou que 37,4% das crianças com até 4 anos vivia em domicílios com algum tipo de insegurança alimentar – 26,6% delas em lares com insegurança alimentar leve, 6,3% com insegurança alimentar moderada, e outros 4,5% com insegurança grave.
Na faixa etária entre 5 e 17 anos, esse número é um pouco menor: 36,6%. Entre 18 e 49 anos, o percentual foi de 29%, enquanto o grupo de 50 a 64 anos registrou 26,8%.
A menor proporção de pessoas vivendo sob algum tipo de insegurança alimentar estava na faixa etária acima de 65 anos – 20,9%. Ao todo, cerca de 2,8% dos idosos com mais de 65 anos tiveram insegurança alimentar grave no período da pesquisa.
Norte e Nordeste concentram maiores % de insegurança
Ao analisar as regiões do país, o IBGE concluiu que Norte e Nordeste tiveram proporções de domicílios com insegurança alimentar moderada ou grave bem superiores às outras regiões em 2023:
- 16% no Norte
- 14,8% no Nordeste
- 7,9% no Centro-Oeste
- 6,7% no Sudeste
- 4,7% no Sul
O inverso também ocorre. As duas regiões registraram as menores proporções quando falamos de segurança alimentar:
- 83,4% no Sul
- 77% no Sudeste
- 75,7% no Centro-Oeste
- 61,2% no Nordeste
- 60,3% no Norte
O Pará liderou o ranking dos estados com restrição no acesso à alimentação adequada, seguido por Amapá, Sergipe e Maranhão. Do outro lado da pirâmide, Santa Catarina, Paraná, Rondônia e Espírito Santo estão entre os locais com acesso pleno e regular à alimentação adequada.
Percentual de insegurança alimentar moderada ou grave
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Segunda edição do Samba de Arruar acontece neste sábado no Alecrim
Neste sábado (27), o bairro do Alecrim se agita com o retorno do projeto “Samba de Arruar”, que promove mais uma envolvente roda de samba na Praça Gentil Ferreira, a partir do meio-dia. Nesta segunda edição, mais de 10 artistas, liderados pela anfitriã Valéria Oliveira, se reunirão para celebrar a música e a cultura. O show ao ar livre contará com uma nova geração de talentosos músicos, proporcionando momentos de alegria e entretenimento para clientes, comerciantes e todos os amantes do samba que estiverem presentes no bairro.
Entre os destaques desta edição estão Valéria Oliveira, com sua voz e cavaco, Kelliney Silva nos vocais e percussão, Jubileu Filho no violão de sete cordas, Cezinha Sampaio no banjo e cavaco, além de Mirelly Angélica, Deny Nascimento e Ninho Brasil nas percussões. Como convidados especiais, teremos os cantores Dodora Cardoso, Rafaela Brito, Rafael Barros e Rico Dias.
O projeto também busca incentivar a presença feminina nas rodas de samba da cidade, que em outras edições trouxe convidadas que se destacam no cenário do samba e em movimentos femininos de ocupação de espaços. A Praça Gentil Ferreira, conhecida também como Praça do Relógio, é um local emblemático que já testemunhou grandes manifestações culturais, artísticas e até políticas na história de Natal. “O Alecrim é um reduto cultural, que já foi palco de diversas expressões artísticas, como cinemas, teatros e eventos culturais. Por isso, não há lugar melhor para iniciarmos esse trabalho nos bairros”, afirmou Valéria.
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Mulher é encontrada morta em casa; polícia investiga o caso
Márcia Anália Felizardo da Silva, 23 anos, foi encontrada sem vida em sua residência no bairro Santa Tereza, em Parnamirim, Região Metropolitana de Natal, na última quarta-feira (24), vítima de múltiplos golpes de faca.
Após estar desaparecida desde o fim de semana e sem responder às tentativas de contato por telefone, os familiares decidiram investigar, adentrando à casa através do telhado. Lá dentro, encontraram Márcia sem vida, de bruços, com evidentes marcas de golpes de faca.
A residência onde ela foi encontrada era o lar que dividia com seu marido, que também desapareceu, segundo informações dos familiares. O casal mantinha uma relação há 10 anos. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou se o marido é um suspeito do crime.
Márcia trabalhava como vendedora em um shopping na Zona Leste de Natal, enquanto seu marido atuava como segurança em outro shopping, na Zona Sul. A Polícia Civil anunciou que irá conduzir uma investigação minuciosa sobre o caso.
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Amigos e familiares contestam relato da polícia sobre caso de Fabiana Veras
Amigos e familiares de Fabiana Veras, carinhosamente chamada de “Faby” por aqueles mais próximos, estão contestando a versão divulgada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte sobre a motivação do crime e o relacionamento entre a vítima e o suspeito.
Uma amiga próxima da psicóloga, que prefere não se identificar revelou que Fabiana nunca mencionou João Batista Carvalho: “Nós não o conhecíamos e nunca ouvimos falar dele. Ela nunca mencionou essa pessoa. Soubemos da identidade do suspeito no mesmo dia em que foi divulgado, junto com a imprensa e os investigadores” afirma.
Durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira (23), a Polícia Civil afirmou que o suspeito mantinha um relacionamento com uma amiga da psicóloga e estava buscando uma reaproximação, mas Fabiana teria se recusado a colaborar. Ao ser questionada sobre essa versão, a amiga contestou: “Essa informação de que era uma amiga próxima que tinha um relacionamento com ele não é verdadeira, ela era uma paciente dela”.
Ela também esclareceu que não tinham conhecimento prévio do suspeito: “Os rumores na família giram em torno do consultório dela. Afinal, Fabiana era uma profissional muito ética e discreta, que seguia rigorosamente o código de ética da Psicologia. Se fosse relacionado a um caso clínico, provavelmente ninguém saberia. O que está sendo discutido nas redes sociais é que muitas pessoas estão falando sobre o suspeito e o associando à academia que ela frequentava e até mesmo a um possível relacionamento amoroso, mas, se fosse verdade, nós, amigas próximas, já teríamos sido informadas por ela mesma, por ser um vínculo mais íntimo, mas isso não ocorreu”.
A amiga sugeriu que o criminoso possa ter atribuído toda a responsabilidade pelo término do relacionamento à psicóloga: “Para cometer um crime tão brutal e premeditado, a pessoa precisa ser movida, no mínimo, pelo ódio. Ele demonstrou isso o tempo todo. Provavelmente transferiu para Fabiana toda a culpa pelo fim do relacionamento. Acreditamos que Fabiana estava lidando com o encerramento do relacionamento com sua paciente durante seu acompanhamento psicológico, e ele simplesmente não aceitou. Então, ele a culpou por tudo. Pelo menos é o que acreditamos. Os próprios familiares afirmam que o vínculo entre eles era estritamente profissional”.
A amiga fez questão de destacar as qualidades de Fabiana, que foi tragicamente assassinada: “Fabiana era uma pessoa maravilhosa, cheia de luz. Onde quer que ela estivesse, irradiava alegria e liderança. Ela sorria para tudo, fazia de tudo para que todos se sentissem bem! Com relação à família, era uma mãe extremamente cuidadosa, que se dedicava muito à filha, e era carinhosa e prestativa com todos. Ela fará muita falta, na verdade, já está fazendo”.
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Operação Grammer: Esmalterias no RN como disfarce para lavavem de dinheiro
Nesta quinta-feira (25), a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagraram a Operação Grammer, que visa acabar com um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado à abertura de esmalterias no estado. As diligências ocorreram em Natal, Parnamirim e Areia Branca.
Entre 2017 e 2020, mais de R$ 7 milhões foram movimentados nas contas bancárias desses estabelecimentos de beleza, parte proveniente de atividades criminosas como tráfico de drogas, furto qualificado e sonegação fiscal.
O termo “Grammer” refere-se a influenciadores digitais que utilizam as redes sociais para promover seus produtos e serviços. A operação, com apoio da Polícia Militar, resultou na prisão preventiva de um indivíduo e na execução de 13 mandados de busca e apreensão. Promotores de Justiça, servidores do MPRN e policiais militares participaram das ações.
As investigações revelaram que o financiamento para a abertura de pelo menos quatro esmalterias em Natal e Parnamirim foi obtido de forma ilícita, relacionado a explosões de caixas eletrônicos, tráfico de drogas e sonegação fiscal. Ainda de acordo com as investigações, Um homem com histórico criminal extenso, incluindo porte ilegal de armas, participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e furto qualificado, teria sido o responsável por essas atividades.
Atualmente, esse indivíduo cumpre pena no sistema prisional do Rio Grande do Norte. Sua ex-mulher, proprietária das esmalterias e influenciadora digital no ramo da beleza, tinha pleno conhecimento da origem ilícita dos fundos que impulsionaram seu negócio.
Além dela, outros membros da família e uma funcionária dos salões estão sob investigação. Medidas restritivas foram aplicadas, incluindo o uso de tornozeleiras eletrônicas para a empresária e sua mãe, retenção de passaportes e proibição de deixar Natal. O criminoso que cumpre pena recebeu novo mandado de prisão preventiva.
Desde a abertura da primeira esmalteria em 2016, o casal expandiu os negócios sem fontes de renda legítimas que justificassem os investimentos, especialmente durante a pandemia de Covid-19. Mantiveram um estilo de vida luxuoso, com viagens internacionais, carros caros e festas privadas, incompatíveis com seu perfil socioeconômico declarado.
Em 2016, quando a primeira esmalteria foi inaugurada, o principal investigado tinha um emprego como gerente administrativo, com salário declarado de cerca de R$1 mil. Segundo MPRN e PCRN, isso demonstra a ausência de fonte lícita de acumulação de capital para financiar o negócio de sua então companheira.
Além da ex-mulher, da mãe dela e dos irmãos do homem apontado como líder do esquema, também foram identificados terceiros atuando como intermediários ou “laranjas”. As provas colhidas indicam a participação desses suspeitos no movimento de recursos oriundos de crimes cometidos pelo investigado principal, por meio do investimento desses valores na atividade empresarial, configurando um verdadeiro “capital de giro criminoso”.
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Crise no abastecimento de medicamentos na saúde pública do RN
Quatro a cada dez medicamentos estão em falta na rede pública de saúde do Rio Grande do Norte, o levantamento foi feito pela Tribuna do Norte com dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), os dados apontam uma média de 40,4% de desabastecimento na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), em Natal, e nas unidades descentralizadas (CEAFs), localizadas no bairro Alecrim, também na capital, além dos municípios de Mossoró e Caicó. Os registros, atualizados nesta quarta-feira (24), refletem um cenário preocupante.
Na sede da Unicat, por exemplo, dos 199 medicamentos fornecidos à população, 74 estão em falta, o que representa uma escassez de 37,1%. No entanto, a situação se agrava ainda mais no interior do estado. Em Caicó, na região Seridó, o desabastecimento chega a 54,5%, superando a quantidade de medicamentos em estoque. Em Mossoró, o índice é de 44,3%, enquanto na unidade do Alecrim alcança 25,7%.
A Sesap informou que está trabalhando para ampliar a oferta ao longo das próximas semanas. Apesar disso, ainda há incerteza sobre a distribuição em outras localidades, como Assú, Currais Novos, Pau dos Ferros e Santa Cruz.
A falta de medicamentos envolve medicamentos que tratam de hipertensão, diabetes, lúpus, psoríase e asma, afetando aproximadamente 40 mil pessoas com cadastro ativo no Estado. Ana Maria dos Santos, doméstica de 52 anos, diagnosticada com endometriose, relata estar na fila de espera há quatro meses, sendo obrigada a interromper o tratamento devido à falta de injeções que chegam a custar mais de R$ 2 mil cada.
Ela expressa sua frustração diante da situação, sentindo-se humilhada ao receber apenas negativas ao buscar o medicamento. “A gente se sente humilhada, é uma situação muito complicada porque a gente sai de casa e chega aqui só para receber um ‘não”, relata.
Outro caso é o de Aline Maria, que está na fila de espera há tanto tempo que a autorização para pegar os medicamentos da sogra está prestes a vencer. A dificuldade em conseguir as cápsulas de Alenia, utilizadas no tratamento da asma, há seis meses, potencializa o sofrimento de sua sogra, com 70 anos.
A Sesap afirma que os medicamentos indisponíveis estão em processo de licitação para compra ou aguardam liberação do Ministério da Saúde. A Secretaria destaca que o estoque vem sendo ampliado paulatinamente por meio das ações do grupo de trabalho permanente e planeja aumentar o número de medicamentos em estoque a cada semana.
Decisão Judicial determina equipe exclusiva para aquisição de medicamentos no RN
Uma decisão proferida pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal estabeleceu que o Estado deve formar uma equipe específica de servidores para gerenciar as compras de medicamentos do Programa CEAF-SUS. Essa equipe deve englobar a Unicat, o Setor de Compras e Pesquisa Mercadológica, além do Setor de Contratos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A determinação é uma resposta a uma Ação Civil Pública datada de 2015, movida pelo Ministério Público do Estado.
O juiz Airton Pinheiro, responsável pela decisão, ordenou o fornecimento de medicamentos como piridostigmina, sacarato de hidróxico férrico, sulfassalazina, brometo de tiotrópio monoidratado, cloridrato de olodaterol, brometo de umeclidinio, pilocarpina cloridrato, raloxifeno, vigabatrina e brinzolamida. Todos esses itens estão em falta na Unicat, de acordo com a lista pública da unidade.
Durante o processo, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) solicitou o bloqueio de R$ 8 milhões para a compra dos medicamentos. No entanto, esse pedido foi encerrado após a aprovação de um acordo extrajudicial e a devolução dos valores bloqueados. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) ainda não foi notificada sobre essa decisão específica.
A Defensora Pública Cláudia Queiroz esclarece que, devido a uma Ação Civil Pública já em andamento, não é possível iniciar outra ação coletiva sobre o mesmo assunto. Ela destaca que essa ACP anterior já resultou em uma sentença transitada em julgado, que aborda a necessidade de regularização desses insumos.
Números dos medicamentos
- Unicat (sede Natal)
199 fornecidos
74 indisponíveis
125 disponíveis
37,1% de desabastecimento - Alecrim
35 fornecidos
9 indisponíveis
26 disponíveis
25,7% de desabastecimento - Caicó
174 fornecidos
95 indisponíveis
74 disponíveis
54,5% de desabastecimento - Mossoró
169 fornecidos
75 indisponíveis
94 disponíveis
44,3% de desabastecimento
- Unicat (sede Natal)
Jesus de Ritinha de Miúdo
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