• Estreia hoje a EDIÇÃO IMPRESSA de O POTENGI

    O portal de notícias do RN que mais cresce acaba de lançar sua edição impressa semanal. Com reportagens exclusivas e especiais, nossa equipe de redatores traz os assuntos mais importantes do estado, com muita informação e profundidade. Leia ou baixe a edição impressa no link abaixo:

    Nesta edição:
    ⇲ Hospitais públicos do RN estão à beira do colapso
    ⇲ Por que a educação do RN se tornou a pior do Brasil?
    ⇲ Angelo Jotó: o barão do Beco da Lama
    ⇲ *Trabalho de Flanelinhas gera controvérsia entre motoristas e trabalhadores em Natal
    ⇲ Ela venceu o crack e a morte, formou-se e agora busca dar novas chances a outras pessoas
    ⇲ E MUITO MAIS…

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  • Bombeiros do RN controlam fogo em shopping de Natal

    O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte foi acionado na madrugada desta segunda-feira (22) para atender uma ocorrência de incêndio em um shopping na zona sul de Natal.

    O fogo começou por volta das 0h e atingiu três lojas. Uma equipe de combate a incêndio rapidamente chegou ao local e fez o trabalho por 3 horas evitando mais lojas serem atingidas.

    Ninguém se feriu. Ainda não é possível afirmar o que teria motivado o incêndio.


  • Caso Kadson não deve afetar imagem de Allyson Bezerra

    Na última quinta-feira, 18, o Blog de Bruno Barreto divulgou em 1ª mão que Kadson Eduardo, então secretário de Administração, havia sido condenado por falsidade ideológica, com trânsito em julgado desde 19 de janeiro do ano passado.

    A condenação ficou abafada durante todo esse tempo, só vindo à tona agora, no momento que Eduardo havia saído do cargo interino que acumulava de secretário de Cultura, há pouco mais de uma semana.

    Nos últimos dias de prazo de filiação partidária, no início do mês, chegou-se a cogitar afastamento de Eduardo para ficar na reserva, caso o prefeito conseguisse emplacar nome de sua confiança, sem precisar ceder, a vaga de vice. Estranhamente o afastamento não chegou a acontecer. Com a condenação vindo à tona, a filiação não foi possível por conta de sua condenação.

    A Lei da Ficha Limpa Municipal, de no 2880, veda a nomeação de condenados em cargos de comissão no Executivo e Legislativo contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público. A condenação de Eduardo se enquadra na fé pública.

    A entourage do prefeito aconselhou afastar Kadson de pronto, para o caso não ganhar volume no debate público. Allyson relutou na exoneração, contudo, portaria da última sexta-feira, 19, já trouxe a exoneração de Kadson. Inclusive, a pasta que o secretário ocupava, já traz a nova titular em sua página institucional.

    Kadson Eduardo é homem de extrema confiança do prefeito Allyson. Foi o chefe de Gabinete quando o alcaide cumpriu por 2 anos o mandato de deputado estadual (2019-2021), e sua saída do governo é uma grande baixa.

    Allyson pode ser arrolado em crime de responsabilidade, e a oposição trabalha para acionar contra o prefeito.

    O fato é que apesar da gravidade, Allyson não deve ver sua popularidade afetada. O caso é de pouco conhecido da população, e como o alcaide agiu rápido com a exoneração, se livrou dum possível desgaste.

    Com alta popularidade, a simpatia dos principais conglomerados de comunicação, e com um oposicionismo fraco, o caso não deve prosperar no debate público municipal, já fartamente favorável ao mandatário mossoroense.


  • RN tem mais de 4 mil contratos renegociados no Desenrola Fies

    No Rio Grande do Norte, mais de 4 mil indivíduos tiveram seus contratos renegociados por meio do programa Desenrola Fies. No total, foram negociadas 4.128 dívidas, totalizando R$ 165,6 milhões, dos quais R$ 5,6 milhões foram pagos como entrada. Em âmbito nacional, o programa beneficiou 253.142 pessoas, proporcionando descontos na dívida que podem chegar a 99% do valor original. Esses dados são parte do balanço mais recente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com informações até a primeira semana de abril.

    As renegociações se referem a contratos firmados até 2017, com débitos até 30 de junho de 2023. Até o momento, foram renegociados R$ 11,51 bilhões em dívidas, resultando em um saldo devedor posterior de R$ 2,18 bilhões. Apenas com os valores de entrada, o retorno aos cofres públicos atingiu R$ 475,6 milhões.

    O Sudeste lidera em número de contratos fechados no Desenrola Fies. Somados os acordos em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, foram fechados 99.561 contratos, totalizando um saldo de dívida de R$ 4,36 bilhões, dos quais foram arrecadados R$ 204,72 milhões como entrada.

    Em seguida, o Nordeste apresenta 72.040 contratos firmados, com saldo de R$ 3,34 bilhões e valores de entrada de R$ 112,86 milhões. Posteriormente, temos o Centro-Oeste (30.703 contratos, saldo de R$ 1,61 bilhão e entrada de R$ 58,1 milhões), o Sul (23.038 contratos, saldo de R$ 1,14 bilhão e entrada de R$ 59,68 milhões) e, por fim, o Norte (18.272 contratos, saldo de R$ 857,17 milhões e entrada de R$ 25,97 milhões).


  • Uma história do Cemitério dos Ingleses, na praia da Redinha

    Era preciso dar assento aos marinheiros que morriam em viagens mercantes ao passar por Natal e que não eram católicos. Assim nasceu o Cemitério dos Ingleses, à margem da Gamboa do Manimbu, na praia da Redinha.

    À época, a Guerra da Secessão nos Estados Unidos abrira à produção algodoeira do nordeste brasileiro perspectivas inéditas. Bruscamente o norte-rio-grandense começou a esquecer a cana-de-açúcar e a colher algodão, de mais fácil manejo e com mercados imediatos. O governo tentou obstar a monocultura estimulando a indústria açucareira ao conceder isenções para os engenho-centrais, origem das usinas tentaculares.

    Mas o algodão atraía como uma força magnética. Várias empresas inglesas e suíças estabeleceram-se em Natal. Rapazes louros, ágeis, robustos, alegres, invadiram a sonolência pacata da cidade. Entre 1867 e 1869, a John Ulrich Graf & Cia, compradora de algodão, açúcar e sal e vendedora de fazendas foi umas dessas. O escritório central ficava na rua do Comércio. A maioria dos empregados de Ulrick Graf eram suíços ou ingleses. Relacionavam-se com a sociedade natalense, mas a religião os distanciava muito. Eram todos protestantes, luteranos clássicos. Esses rapazes morreram como moscas durante a febre amarela e o cólera-morbo.

    Os empregados de Ulrick Graff foram os primeiros a serem enterrados no novo cemitério nas cercanias do que hoje chamamos de Redinha. Eles eram chamados de ingleses.

    Cascudo relata: “Conheci dona Ana Cordeiro Xavier de Brito, nascida em 28/05/1845, natalense de boa memória. Contou-me se recordar de um inglês bonito, de nome Gemmy, fazedor de habilidades de salão. Gemmy está enterrado no Cemitério dos Ingleses.

    “Já o dr. Augusto Leopoldo informara-me que um dos sócios de Ulrick Graff era Alfred Weber. Faleceu em Natal e também foi sepultado no Cemitério dos Ingleses.

    “Em julho de 1935 visitei demoradamente o cemitério. Espalhara-se a lenda de ouro enterrado pelos holandeses. Os túmulos foram arrebentados, e dispersos os esqueletos. A ferocidade ávida destruiu tudo. A cupidez analfabeta e sacrílega nada respeitou. Apenas li, no transepto duma cruz: Whmr Eckett”.


  • Franco favoritismo de Allysson Bezerra se deve a construção duma eficiente marca política distintiva  

    Por João Paulo Jales dos Santos*

    A Rede Resistência de Comunicação (93FM, Portal O Mossoroense e Nossa TV), em parceria com o Instituto DataVero, divulgou no último dia 16, a 1ª pesquisa eleitoral para à Prefeitura de Mossoró. Nos quatro cenários estimulados aferidos, o prefeito Allyson Bezerra (UB) lidera superlativamente, variando entre 68,71% e 74,17% de intenções de votos.

    A provável principal adversária do alcaide, ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), pontua apenas entre 9,93% e 12,58% das intenções. Possíveis adversários de Bezerra, como a deputada estadual Isolda Dantas (PT), os vereadores Tony Fernandes (AVAN) e Zé Peixeiro (REP), e o ex-vereador Genivan Vale (PL), pontuam bem abaixo de dois dígitos da preferência eleitoral.

    Nesses pouco mais de 3 anos à frente do Palácio da Resistência, sede da municipalidade, Bezerra imprimiu um eficiente modelo político-midiático, em que comandou a seu bel-prazer os acontecimentos da cidade. A oposição não conseguiu erigir uma marca própria, estando ao reboque do burgomestre, o que explica a anestesia oposicionista no debate público.  

    Desde a eleição de 2020, os Rosados foram rapidamente acometidos pelo o encurralamento da cizânia popular que os aboletou do poder. A Mossoró pós-Rosado transpira uma profunda ressaca social contra a oligarquia. O alto patamar de aprovação popular de Bezerra se deve, em partes, a cólera nutrida pela família.  

    O burgomestre foi habilidoso ao captar a atmosfera de repulsa aos Rosados, construindo para si a imagem do responsável por livrar a cidade dum agrupamento visto como politicamente falido. Para os mossoroenses, Allyson representa uma nova era político-social-administrativa. Ao captar essa espécie de zeitgeist na sociedade, o alcaide bonificou sua imagem com a ebulição que calcifica seu nome.

    Outro fator crucial que faz o prefeito ser considerado imbatível na disputa municipal, é a narrativa extremamente funcional que ele criou. O engajamento que o prefeito tem em suas redes sociais é estrondoso, o que o tornou um fenômeno midiático. A narrativa do jovem de origem pobre, que ascendeu na vida pelos estudos, e virou prefeito respeitado, é uma credibilidade ímpar construída. Compreensível o porquê de na pesquisa DataVero, Allyson ter apenas 4,80% de rejeição, enquanto Isolda Dantas e Rosalba Ciarlini aparecem com 22,68% e 21,85% respectivamente.

    Qual o rumo que o oposicionismo buscará no cenário eleitoral desse ano? O desenho ainda não é inteligível. O rosalbismo está esfacelado. O petismo e o bolsonarismo não têm quadros atraentes, os lulistas e bolsonaristas preferem Allyson. O governante mantém o traço de independente que o beneficiou na municipal de 2020. Mesmo tendo uma tendência à direita, Allyson atrai diferentes segmentos político-sociais. Isso lhe foi fundamental em 2020, e em 2024 ganha uma amplitude superlativa.

    A essa altura do campeonato, a tendência aponta para que o mandatário escolha um vice de sua confiança, sem precisar ceder a grupos governistas na composição de sua chapa. Se em outubro se confirmar a supremacia eleitoral do governante, o desempenho do burgomestre tende a interferir nos eleitos para a Câmara Municipal, formando uma bancada com os já previamente selecionados pelo seu estafe para ocuparem os assentos do Legislativo.

    * Cientistas social e historiador pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).   


  • MPF recomenda que Câmara de Mossoró reconheça apoio ao golpe militar

    No marco dos 60 anos do golpe no Brasil, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Câmara Municipal de Mossoró, município do Rio Grande do Norte a realização de uma sessão para que se reconheça o erro histórico no apoio à implantação de uma ditadura civil militar. Para o MPF, a ausência de Justiça de Transição efetiva constitui omissão inconstitucional que favorece tentativas de golpe de Estado, sem do necessário que se reconheça que “os eventos ocorridos em 31 de março de 1964 não compuseram “movimento revolucionário”, mas sim um golpe militar que instaurou uma ditadura”.

    De acordo com a recomendação, na terceira sessão ordinária da Câmara Municipal de Mossoró, realizada no início de abril de 1964, parte dos vereadores requereram, oficialmente, voto de louvor, gratidão e confiança às Forças Armadas, endereçado ao General Artur da Costa e Silva, por terem supostamente “restaurado a pátria e o princípio da ordem e da lei” no Brasil.

    Na época, o requerimento fora aprovado unanimemente pelos então vereadores. Para o MPF, isso demonstrou o início da colaboração do Poder Legislativo local com o golpe militar. Após, a Câmara Municipal aprovou uma moção de congratulação e solidariedade ao general Humberto de Alencar Castelo Branco, eleito então Presidente da República, pelo Congresso Nacional, em 11 de abril de 1964.

    Na mesma sessão, o vereador Aldenor Pereira de Melo solicitou a cassação dos mandatos de suplentes de vereadores de Vivaldo Dantas e de outros legisladores, considerados como “comunistas”, em manobra acompanhada de perto pelos militares. No momento de justificar seu voto, o vereador considerou os colegas como “traidores da pátria” e que só foram impedidos graças ao “movimento revolucionário vitorioso”, como chamou o recente golpe militar. Na sessão seguinte, os vereadores foram cassados de fato.

    Para o procurador da República autor da recomendação, Emanuel de Melo Ferreira, o golpe militar não restaurou o princípio da lei e da ordem, mas, na verdade, instaurou uma ditadura que cometeu graves crimes contra a humanidade.

    O presidente da Câmara Municipal de Mossoró tem o prazo de 30 dias para responder ao MPF sobre o acatamento, ou não, da recomendação.


  • Petrobras cumpre etapa para obtenção de licença de perfuração de poços na Bacia Potiguar

    A Petrobras realizou uma simulação de vazamento de petróleo na Bacia Potiguar, no bloco de exploração POT-M-762, localizado a 85 km da Praia de Ponta Grossa, em Icapuí, no Ceará. O simulado, realizado na terça (16) e quarta-feira (17), ocorreu em cumprimento a uma condicionante apresentada pelo Ibama como etapa para a obtenção da licença de perfuração dos poços Pitu Oeste e Anhangá, na Bacia Potiguar.

    No total, foram mobilizadas cerca de 440 pessoas, durante os dois dias do exercício, que ocorreu em Fortim, no Ceará, e no Rio de Janeiro. Foram mobilizadas quatro aeronaves, dois drones, duas ambulâncias, 32 veículos terrestres e 20 embarcações para as ações de simulação de contenção e recolhimento de petróleo, proteção costeira, monitoramento, resgate e atendimento à fauna.

    Em Fortim, foi montado um posto avançado com uma unidade médica e duas ambulâncias. No Rio de Janeiro, no Edifício Senado, sede da Petrobras, no centro da cidade, as equipes ficaram empenhadas no atendimento de demandas e nas articulações necessárias para o andamento das operações.

    O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Joelson Falcão Mendes, ressaltou a importância do exercício:

    “Qualquer simulado que faça parte da nossa rotina nos ensina bastante para que a gente se sinta pronto para possíveis eventos reais. Estamos buscando licenciamento para uma nova fronteira, uma área extremamente importante para a Petrobras e tenho convicção de que, com esse competente trabalho feito aqui, o Ibama terá mais confiança de que, em uma remotíssima hipótese de algum incidente, estamos preparados para atuar”, destacou Joelson.

    Para comprovar a robustez de recursos para atendimento à fauna, 20 forças-tarefas foram colocadas em ação no mar e nas praias, com cerca de 50 profissionais especializados no tema, incluindo biólogos, veterinários e tratadores. Quatro unidades de recepção e estabilização de fauna foram montadas entre Aracati e Icapuí. Além disso, o Centro de Despetrolização e Reabilitação e Quarentena (IAAP), em Caucaia, ficou mobilizado para o evento.

    Somente na Margem Equatorial, há quatro Centros de Defesa Ambiental (CDAs), localizados no Pará, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte; além de outros nove CDAs, bases avançadas e centros de resposta à emergência, distribuídos pelo restante do Brasil. Todas essas estruturas estão devidamente equipadas para pronta resposta em caso de eventos acidentais envolvendo vazamento de óleo no mar, de modo a minimizar danos ao meio ambiente, mesmo que a probabilidade de um evento dessa natureza ocorrer seja remotíssima.

    O comandante do simulado, Jeferson Kinzel, explicou que a Petrobras aprimora continuamente a capacidade de resposta a emergências:

    “Esse simulado representa uma etapa final de um trabalho de vários anos. Nossa equipe de EOR trabalhou muito bem orquestrada, mostrando que temos total condições de atender a todas as demandas relacionadas à proteção ao meio ambiente, fauna e proteção costeira, conforme compromisso da Petrobras. Em uma área de nova fronteira como esta, mostrar eficiência, segurança e uma enorme mobilização de pessoas, equipamentos e recursos nos abre novas perspectivas para que possamos atuar na Margem Equatorial como um todo”, enfatizou.

    Vale lembrar que esses poços já foram perfurados. O simulado foi realizado nesta época do ano, a pedido do Ibama, devido a condições climáticas e marinhas, mas diz respeito a perfurações já feitas.

    Margem Equatorial

    A Bacia Potiguar abrange porções marítimas dos estados do Rio do Grande do Norte e do Ceará e é parte da chamada Margem Equatorial brasileira, que se estende entre os estados do Amapá e do Rio Grande do Norte. A região é considerada uma das mais novas e promissoras fronteiras mundiais em águas profundas e ultra profundas.

    Descobertas recentes anunciadas em regiões contínuas a essas fronteiras, especialmente nos vizinhos Guiana e Suriname, indicam relevante potencial de produção de petróleo para a Margem Equatorial brasileira.

    As novas fronteiras brasileiras são essenciais para a garantia da segurança e soberania energética nacional, em um contexto de transição energética e economia de baixo carbono.


  • Audiência pública defende recuperação do estádio Nogueirão

    A Câmara Municipal de Mossoró realizou, na manhã de hoje, 18, uma audiência pública para debater a situação do Estádio Manoel Leonardo Nogueira, conhecido popularmente como Nogueirão. A audiência, de iniciativa do vereado Isaac da Casca (MDB), trouxe à tona questões críticas sobre o estado do equipamento esportivo e enfatizou a necessidade imediata manutenção.

    Na composição da mesa, estiveram presentes o vereador Isaac da Casca, a vereadora Marleide Cunha, Hieraldo Santos, professor de educação física da UERN, Hermeson Pinheiro, presidente da OAB/Mossoró, o representante do Baraúnas Lima Neto, Lenilton, do Mossoró Esporte Público e o ex-vereador Genivan Vale. Também participaram da audiência os vereadores Tony Fernandes, Paulo Igo e Omar Nogueira, além de representantes de setores ligados ao esporte.

    Desabamento e apelo

     Em fevereiro deste ano, uma parte significativa do Estádio Nogueirão desabou. Para o presidente da OAB, Hemerson Pinheiro, o incidente é um reflexo da falta de manutenção do Nogueirão ao longo dos anos. “Em 2016, a UNI-RN apresentou um estudo que já apontava a precariedade das instalações”, explicou. Hemerson pontuou ainda o perigo da falta de manutenção da estrutura para as pessoas que residem ou frequentam o entorno do Estádio. “Todos os dias pessoas fazem caminhadas ali. Passam pelo local. E correm riscos”, alertou.

    Além do perigo a segurança das pessoas, a estrutura precária do Estádio também causa preocupação por causa do impacto social e econômico e falta de preservação da história de Mossoró. O professor de educação física da UERN Hieraldo Santos destacou os efeitos que a paralização das atividades no Estádio provoca na comunidade local. “As atividades que deixam de ser desenvolvidas ali impactam na geração de emprego e renda para uma série de trabalhadores que vivem direta ou indiretamente de eventos esportivos”.

    Lima Neto, que representou o time de futebol Baraúnas, fez um apelo para a recuperação parcial do estádio, citando o abandono do gramado e os custos proibitivos de realizar jogos em outras cidades. “Estamos quase perdendo o gramado dali, que está abandonado. Temos que realizar os jogos na cidade de Assu, porque Mossoró não tem estádio adequado para eventos oficiais de futebol. Torcedores gastam com deslocamento e nós gastamos com a estrutura de outros estádios, quando estes valores poderiam está sendo investidos no Nogueirão”, disse.

                Reforçando o apelo para a recuperação do Nogueirão, o vereador Isaac da Casca revelou que Mossoró é a única cidade brasileira, com uma população com mais de 250 mil habitantes, que não possui estádio de futebol habilitado para receber um jogo oficial de futebol.

    Ausência

    Para a vereadora Marleide Cunha, a falta de representantes da Prefeitura de Mossoró e de outros vereadores da situação na audiência é problemática. “Observo aqui que não há representantes da Prefeitura e nem vereadores de situação. Não há desculpa para a ausência, temos obrigação de vir aqui debater assuntos importantes para a população”, disse.

                Os vereadores Tony Fernandes, Omar Nogueira e Paulo Igo reforçaram a crítica da vereadora e condenaram a ausência da Secretaria Municipal de Esportes. “A audiência pública deixa claro que a situação do Estádio Nogueirão é uma questão urgente que requer atenção imediata. A comunidade de Mossoró e os representantes do esporte local estão clamando por ações concretas para restaurar o estádio e garantir a segurança e o bem-estar das famílias que vivem no entorno. E é um espanto que a Secretaria Municipal de Esportes não envie representantes”, disse Tony.

    Nota da Prefeitura

                Em contrapartida, a Prefeitura de Mossoró, por meio da Comissão de Projeto Estratégico de Gestão, enviou uma nota à Câmara, sobre um projeto técnico e a possibilidade de permuta para um novo estádio na cidade.


  • Embaixada no Irã recomenda que brasileiros estoquem alimentos

    O embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, informou que está mantendo contato com os brasileiros após os ataques de Israel ao país na madrugada desta sexta-feira (19), coincidentemente, data do aniversário do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que completa 85 anos. A afirmativa foi feita em entrevista à CNN.

    O adido militar do Brasil, coronel Pedro Ivo de Almeida Silva, também se manifestou por meio de mensagem no grupo de WhatsApp dos brasileiros no país, buscando acalmar a comunidade. Ele classificou os ataques como “pontuais” e, em uma avaliação preliminar, apontou que “o risco de efeitos colaterais para a população é muito baixo”.

    Embora tenha sugerido cautela, o coronel Pedro Ivo recomendou que os brasileiros façam um estoque de água, alimentos e baterias para recarregar celulares e lanternas caso ocorra corte de energia nas cidades próximas. A estimativa é de que a comunidade brasileira no Irã seja composta por cerca de 150 a 180 pessoas.





Jesus de Ritinha de Miúdo