Jesus de Ritinha de Miúdo
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Enchentes no Rio Grande do Sul causam prejuízo de R$ 7,5 bilhões, diz relatório preliminar da CMN
Desde o final de abril, o Rio Grande do Sul tem enfrentado uma série de tempestades que já resultaram em prejuízos grandes financeiros, totalizando cerca de R$ 7,5 bilhões. Os dados, atualizados nesta quinta-feira (9), apontam para uma situação preocupante em diversas regiões.
De acordo com informações da Defesa Civil Estadual, 428 municípios foram afetados pelas tempestades. Destes, 397 foram reconhecidos pelo governo federal em estado de calamidade pública, com 211 já registrando os decretos no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A Confederação Nacional de Municípios (CNM) ressalta que a maioria das localidades está começando a informar os valores dos danos e prejuízos à medida que os níveis da água diminuem.
Os setores mais atingidos pelos temporais são os habitacionais, públicos e privados. Dos R$ 7,5 bilhões em prejuízos, R$ 2 bilhões são no setor público e R$ 1,1 bilhão no setor privado. O setor habitacional lidera com R$ 4,4 bilhões em danos, resultando em 85,3 mil casas danificadas ou destruídas.
Veja os principais impactos nos setores:
Habitação
- Danificadas: 76,2 mil
- Destruídas: 9,1 mil
- Total de unidades habitacionais afetadas: 85,3 mil
Setores privados
- Agricultura: R$ 811 milhões em prejuízos
- Pecuária: R$ 63 milhões em prejuízos
- Indústria: R$ 151,7 milhões em prejuízos
- Comércios locais: R$ 108,1 milhões em prejuízos
- Demais serviços: R$ 12,6 milhões em prejuízos
Setores públicos
- Danos materiais (escolas, hospitais, prefeituras): R$ 395,8 milhões em prejuízos
- Obras de infraestrutura (pontes, estradas, calçamento, sistemas de drenagem): R$ 1,4 bilhão em prejuízos
- Sistema de transportes: R$ 52,5 milhões em prejuízos
- Assistência médica emergencial: R$ 13,2 milhões em prejuízos
- Sistema de esgotamento sanitário: R$ 15,8 milhões em prejuízos
- Limpeza urbana e remoção de escombros: R$ 31,5 milhões em prejuízos
- Geração e distribuição de energia elétrica: R$ 4,5 milhões em prejuízos
- Sistema de ensino: R$ 14,5 milhões em prejuízos
- Abastecimento de água: R$ 10,5 milhões em prejuízos
Além dos impactos financeiros, os temporais também deixaram uma marca humana dolorosa, com 107 mortos, 518 desaparecidos, 67,5 mil desabrigados, 403,7 mil desalojados, 8,4 mil feridos e enfermos, totalizando 1,7 milhão de pessoas afetadas.
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A responsabilidade em denominar espaços públicos
Aos poderes legislativo e executivo, em suas respectivas esferas, é necessário observar e criar requisitos que devem ser preenchidos para denominar logradouros públicos com coerência e muita responsabilidade, de maneira que não cometamos erros e nem causemos prejuízos na história de nossa cidade, apontando erros e falando em possíveis reparações.
A primeira denominação: a da Ponte Newton Navarro. Na época em que estava se aproximando o término de sua construção, no governo Wilma de Faria, quando eu era assessor parlamentar do deputado estadual Paulinho Freire, me lembro que a deputada Ruth Ciarlini, de Mossoró, apresentou um projeto de lei visando denominar a ponte recém-construída de Ponte Newton Navarro.
Por ser morador da praia da Redinha, pesquisador, amante da história e conhecer muito bem a história dos 32 pontos históricos existentes na margem do Rio Potengi, solicitei ao deputado Paulinho Freire a apresentação de um projeto de lei para denominar a ponte recém-construída de Ponte Luís Romão.
O deputado Paulinho apresentou o projeto e me lembro que após, conversei com a governadora Wilma pedindo e explicando a ela porque o nome deveria ser Luís Romão. Mas a Governadora, mesmo assim, sancionou a lei denominando a ponte de Newton Navarro.
Não desmerecendo o nome de Newton Navarro, mas qual era a função da obra a ser denominada? Quem era Luís Romão? E Newton Navarro? A função da obra era a travessia de Natal à Redinha, pelo Rio Potengi.
Newton Navarro era um artista plástico, Luís Romão, um empresário que foi pioneiro na travessia do Rio Potengi de Natal para Redinha. Ele criou o serviço de botes à velas e lanchas a motor que realizavam a travessia no Potengi, além de ter sido pioneiro também no serviço de radiodifusão em Natal.
A segunda denominação: o aeroporto Aluízio Alves. O governador Aluízio Alves prestou relevantes serviços ao nosso estado, claro, mas em se tratando dos requisitos que deveriam ser preenchidos e observados, como seu vínculo com a função da obra, esta denominação também deixou muito a desejar.
Se fossemos partir do princípio de ser um governante, deveríamos indicar o nome do ex-governador Juvenal Lamartine de Faria, que foi o presidente da primeira diretoria do Aeroclube/RN. Como grande amante da aviação e um visionário, Juvenal foi responsável pelo surgimento da Escola de Pilotos, uma das mais tradicionais escolas de aviação brasileira. Na época, o aeroclube de Natal foi até filiado ao aeroclube do Brasil. Lamartine também foi pioneiro na abertura dos primeiros campos de aviação no interior do Estado do Rio Grande do Norte.
E se não fosse ele, o patrono do aeroporto, poderíamos indicar por merecimento o nome de um dos pilotos da primeira turma do Aeroclube do Rio Grande do Norte: Fernando Pedroza, Eloi Caldas, Aldo Cariello, Plinio Saraiva e Edgard Dantas.
Estes erros gravíssimos cometidos por atos politiqueiros, ou por orgulho dos nossos gestores, estão destruindo e empobrecendo a nossa história. Esta mentalidade pequena e egoísta precisa ser banida do serviço público em nosso país.
O Instituto IAPHACC – Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural e da Cidadania, tem estudado a possibilidade de buscar estas correções junto ao Poder Judiciário.
E aqui queremos deixar uma dica aos nossos parlamentares: deveria existir uma lei que qualquer denominação a ser feita deveria, obrigatoriamente, obedecer a alguns critérios ou no mínimo, ser submetida ao crivo de alguns historiadores.
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Edital da 62ª Festa do Boi já está disponível para consulta; acesse aqui
A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape/RN) e o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn) anunciaram as diretrizes para a realização da 62ª Festa do Boi, que acontecerá de 11 a 19 de outubro deste ano no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.
O edital estabelece normas para inscrições de expositores, reserva de currais, venda de espaços internos, operação de estacionamento, circulação de animais e leilões.
As inscrições de animais e reserva de currais estão abertas até 30 de setembro na sede da Associação Norte Riograndense de Criadores (Anorc). Aqueles que participaram do evento no ano anterior têm garantia de vaga até 31 de maio, após o qual as vagas estarão disponíveis para o público em geral.
Para mais informações, os interessados podem acessar o edital completo AQUI ou contatar a Anorc pelo e-mail comercialanorc@gmail.com ou pelo telefone (84) 99963-0204.
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Aplausos para Natália; vaias para Natália – Parte 1
Circulou nas redes sociais do início do mês, um vídeo da deputada Natália Bonavides (PT), em companhia da vereadora Brisa Brachi (PT), na Escola Municipal Luiz Maranhão Filho, no bairro de Cidade Nova, na capital potiguar.
O vídeo denuncia que a falta de planejamento da gestão municipal deixou a escola sem o fornecimento da merenda, fazendo com que os estudantes fossem liberados mais cedo.
A deputada, membra da comissão de educação da Câmara Federal, está de parabéns por sua atuação fiscalizadora, ao cobrar o que é direito dos estudantes: uma merenda escolar que permita que eles aprendam da melhor forma. Aplausos para Natália.
Nossa redação aproveita o ensejo para sugerir à deputada que prossiga em seu papel fiscalizador em outras instituições, como a histórica Escola Estadual Winston Churchill, localizada no centro de Natal.
Os alunos desta escola que oferece ensino integral, estão sem almoço há mais de uma semana e, a exemplo da escola municipal visitada pela deputada, sendo liberados mais cedo.
Os mais de 400 alunos da Churchill estão sem almoço, ou seja, sem uma merenda escolar que permita que eles aprendam da melhor forma. Os dois fogões da escola estão quebrados e até esta quinta, 9, quando nossa redação foi até a escola, não havia data de conserto prevista por parte do governo do estado.
Por parte da deputada, não houve visita, protesto ou menção à situação lamentável dos alunos. Vaias para Natália.
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Fux é sorteado como relator de recurso de Bolsonaro sobre inelegibilidade
O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou que o ministro Luiz Fux será o novo relator do recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o deixou inelegível por oito anos devido a abuso de poder político nas eleições de 2022.
A redistribuição do processo ocorreu após o ministro Cristiano Zanin se declarar impedido de julgar o caso, sendo confirmado o impedimento pelo plenário do Supremo ontem (9).
Zanin alegou impedimento devido ao fato de ter apresentado uma ação semelhante contra Bolsonaro durante as eleições de 2022, quando atuava como advogado do autal presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o indicou para o Supremo.
No mês passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer contrário ao pedido de Bolsonaro para reverter sua inelegibilidade, argumentando que não cabe ao STF reavaliar as provas do processo decidido pelo TSE.
Bolsonaro foi condenado pelo TSE em junho do ano passado por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, após realizar uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, onde criticou o sistema eletrônico de votação.
O TSE já havia rejeitado um recurso anterior do ex-presidente, que agora busca uma última alternativa junto ao Supremo.
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428 mil potiguares passam fome; governo comemora números
A recente pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na qual se revelou que mais de 420 mil pessoas convivem com a fome no Rio Grande do Norte, não causou assombro ao governo da professora Fátima Bezerra.
Como em tudo se consegue encontrar algo de bom, o governo conseguiu extrair dos números vergonhosos uma boa notícia, como se vê na imagem acima.
São 428 mil potiguares que têm dificuldades em conseguir acesso à quantidade de calorias diárias que é necessária para a sobrevivência.
Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua). Mas não apenas números, são centenas de milhares de indivíduos, pessoas reais que diariamente convivem com a fome.
Segundo o IBGE, o RN apresenta 167 mil pessoas em situação de insegurança alimentar grave e outras 261 mil em insegurança alimentar moderada. Para o instituto, insegurança moderada ocorre quando as famílias precisam reduzir a quantidade e a qualidade da alimentação. Já a insegurança alimentar grave inclui a falta de alimentação por determinados períodos, afetando idoso, gestantes e crianças.
“O RN tem ainda a menor proporção de insegurança alimentar grave: 4,9%”, celebra a propaganda oficial.
O IBGE esclarece ainda que os números representam não apenas indivíduos isolados, mas famílias inteiras que enfrentam essa realidade.
Enquanto o governo anuncia com pompa programas sociais pouco efetivos e cujos dados não são claros, o trabalhador sente no dia a dia a escassez de recursos, a deterioração das vagas de emprego, o aumento no preço dos alimentos.
Incapaz de fomentar a economia e colocar o estado nos trilhos do desenvolvimento – o que estados vizinhos conseguem fazer – o governo Fátima segue em sua missão de produzir notícias fantasiosas que – se iludem ainda a alguns poucos crédulos – de forma alguma é capaz de disfarçar a fome da população do Rio Grande do Norte. Aliás, a quem se pergunta o porquê dos crescentes índices de reprovação da governadora, aí está uma parte da resposta.
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Site do DER-RN está desatualizado há um ano
O site do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio Grande do Norte (DER-RN), responsável pela fiscalização de estradas e rodovias do estado, encontra-se desatualizado. A penúltima matéria publicada foi em maio de 2023, de lá para cá, houve apenas uma atualização em maio deste ano para informar sobre um processo seletivo de bolsistas para atuar no órgão.
As últimas informações do site anunciavam a interdição da estrada que liga a BR-101 Norte à praia de Pitangui (RN-305) para o início das obras de remoção da areia que obstruiu quase toda a extensão da rodovia,o serviço seria realizado em 21 de maio de 2023. Além do anúncio, o site disponibiliza mais quatro notícias, mas todas de 2018.
A existência do Departamento de Estradas de Rodagem (DRE) surgiu com a finalidade de planejar, projetar, construir, conservar e operar a malha rodoviária estadual, garantindo a segurança e a qualidade das estradas para os usuários. Sua atuação é essencial para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Norte, facilitando o transporte de pessoas e mercadorias por todo o estado.
A falta de atualização pode dificultar o acesso dos usuários a informações importantes sobre obras, manutenções, condições das estradas, além de notícias relevantes para os motoristas que utilizam essas vias diariamente.
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Tons de uma jornada: Carlos Zens, do menino de Santos Reis ao guardião da música potiguar
No cenário musical do Rio Grande do Norte, um nome brilha com a luz da arte e do talento: Carlos Zens. Nascido em 1965 na Cidade do Sol, o menino que sonhava em ser, assim como o pai, cobrador de ônibus, viu sua vida seguir pelo caminho das notas musicais. Hoje, instrumentos como flauta, sax soprano, pífaro e flautim, ecoam ritmos diversos como o clássico, xaxado e ciranda, combinados com o som melodioso de sua voz.
De Carlos Alberto a Carlinhos Zens
Carlos Alberto de Freitas conheceu a música de perto ainda na infância, quando acompanhava sua mãe, uma empregada doméstica, até a casa onde ela trabalhava. Ao nos contar, os olhos de Carlinhos brilham novamente, como a criança que via de perto os saraus promovidos pela família da qual faz parte o cantor, compositor, arranjador e tecladista potiguar, Fernando Luna.
Depois, suas brincadeiras com os amigos mudaram e os shows de calouros entraram em ação: “Todos meus amigos de Santos Reis eram filhos de pescadores… Alguns faziam barcos e com a sobra de madeira a gente fazia instrumentos. A gente fazia violões, as cordas ou eram de náilon de pesca ou senão era de arame. Então a gente fazia umas brincadeiras assim de calouros, as meninas amigas da gente dançavam, era muito bacana”, relembra com nostalgia.
Aos 15 anos, quando saiu de Santos Reis, Carlos conheceu os meninos da batucada, como ele conta, e começou a fazer a percussão. “Quando me mudei pras Rocas, lá tinha umas batucadas e eu acompanhava os meninos que faziam os ritmos, e assim eu comecei.”
Logo, por sugestão da mãe de Fernando Luna, Carlinhos foi em busca de uma bolsa de estudos. Assim, iniciou sua jornada musical nos corredores e salas da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Com mais este passo em sua trajetória, mal sabia o que o futuro lhe reservava.
O artista ingressou no curso pensando em ser percussionista ou baterista, mas quis o destino que, entre os professores, não houvesse um de percussão e as vagas para bateria já estivessem todas preenchidas. Dentre as opções disponíveis, Carlos escolheu o Oboé, mesmo sem nunca ter ouvido falar do instrumento. “Comecei com a flauta só três meses depois”, conta ele.
Agora era a hora de mostrar seu talento a mais pessoas e os festivais entraram na vida de Carlinhos. “Comecei a participar dos festivais de música da Universidade, o primeiro foi em Mossoró, na Escola Agrícola. Queria seguir um caminho. Eu cresci no meio de músicos como Pedro Mendes, Sueldo Soares, Leandro Freire, todos esses que tão ai na cena, né?” comenta com orgulho.
O tempo e o reconhecimento do público, transformaram o menino Carlos Alberto em Carlos Zens, Carlinhos para os potiguares. Antes do Zens, o tímido flautista, recebeu outros nomes, como Carlinhos Freitas, Carlinhos Bico de Ouro, Carlinhos da Flauta, Carlinhos de Natal, Carlinhos Bico Doce, como nos conta o entrevistado.
“Me deram muitos apelidos, mas eu que sempre busquei uma paz espiritual para minha vida, tive a inspiração de criar um nome diferente desses que haviam colocado em mim. Quando li o livro Arte cavalheiresca do arqueiro Zen, de Eugen Herrigel e ouvindo a música do Caetano Veloso, Meu bem, meu mau. Nasceu Carlos Zens.”
Das Rocas à Potyguara
O tempo passa rápido e logo sua maestria na flauta transcende fronteiras e ecoa tanto os sons clássicos quanto os ritmos regionais pelas ruas de Natal. Aos 18 anos, Carlos já se unia à Banda Sinfônica da capital potiguar, pavimentando o caminho para uma carreira que se revelaria excepcionalmente fecunda.
O ano de 1986, marcou significativamente Zens, quando caiu em definitivo nas graças do povo, realizando seu primeiro recital de flauta e piano, iniciando formalmente sua jornada artística. Neste mesmo ano foi de mala e cuia para São Paulo, onde ganhou uma bolsa de estudos na UNESP.
Em 1995, já de volta a Natal, se inspirou para compor e neste momento, a mescla de sua voz e flauta se fundiram em perfeita harmonia, ao alcance da mão: seu primeiro CD de músicas autorais, Potyguara, foi lançado.
Este trabalho não apenas marcou a estreia fonográfica de Carlos, mas também abriu portas para performances ao lado de lendas da música brasileira, como Roberto Menescal, Nelson Sargento e Hermeto Pascoal. O lançamento de Potyguara também abriu portas para Carlinhos participar de programas de TV, como o Viola, Minha Viola, apresentado por Inezita Barroso, e o Metrópolis, na TV Cultura.
Em 2001 lançou seu segundo disco, O Tocador de Flauta, com um repertório banhado da rica mistura das músicas popular e erudita e de lá para cá, são quase dez álbuns.
Do sonho à promissória
Do menino que brincava em Santos Reis e nas Rocas até o Carlinhos Zens, um dos dos mais notáveis flautistas, cantores, compositores e arranjadores potiguares, há uma longa história de perseverança e luta.
Adquirir uma flauta, o instrumento que sua grande paixão, não era algo fácil. “Naquela época os instrumentos eram ainda mais caros, pois vinham do exterior. Muitas vezes eu usei uma flauta da faculdade, emprestada pelo meu professor de música… Mas isso era um grande segredo, ninguém poderia saber, era arriscado meu professor receber alguma advertência.”
Quando começou a tocar na noite, seu principal objetivo era ter sua flauta. “Juntei todo dinheiro que pude para dar de entrada e o 29 de agosto de 1984 é com o nascimento de um sonho pra mim.”
Foi neste dia que Carlinhos adquiriu sua primeira flauta. “A mãe de uma amiga minha da escola de música tava vendendo uma flauta e eu ia comprar. Aí, quando cheguei, ela disse que a flauta era minha, ela me deu! Mas mesmo assim eu quis comprar, foi a prestação. Lembro de mamãe assinando cada promissória”, comenta.
De Natal para o mundo
Relembrando o período que começou a ter contato com a música, Zens não imaginava, embora sonhasse, que ela o levaria a momentos grandiosos em festivais, projetos e apresentações pelos quatro cantos do mundo.
Em 1997 fez apresentações por todo o Centro Oeste e Norte do país. Já em 2005, foi a hora de passar pelo Sul e Sudeste. O público da Itália, França, Portugal e Havana também viu e ouviu este talento de perto.
Premiadíssimo, Carlos recebeu o Gão de Música, em São Paulo, o Hangar, de melhor instrumentista por dois anos, e melhor projeto de cultura de rua, o Choro do Caçuá. Também desenvolveu projetos sociais como o Conexão Felipe Camarão e o Nosso Som nas Escolas, tendo sido indicado a uma cadeira no Instituto Histórico Geográfico. Multitarefas e multitalentos, ele ainda atua como professor de flauta e pífano, ministra palestras, oficinas e workshops em diversas instituições de ensino.
Apesar de toda sua trajetória, Carlos às vezes custa acreditar que é famoso e fala surpreso sobre uma descoberta recente. “Disseram que fizeram uma pesquisa procurando saber quem eram os músicos bem conceituados… Até no estado e meu nome saiu! Pois eu não sabia disso, não. Eu achei ótimo, né? Eu não sou nem o Zezo e nem o Grafith, mas sou conhecido, do meu jeito vou fazendo.” brinca Zens.
Dos festivais para o futuro
Com uma rica discografia, Carlinhos conta com quase uma dezena de álbuns solo. Zens não apenas entrelaça os fios da música clássica e popular, mas também se torna um pilar na cena musical nordestina.
Além de sua contribuição musical, Carlos é também um verdadeiro filho do Rio Grande do Norte, enraizado nas ruas Santos Reis e Rocas. Sua música ecoa a alma da cidade, misturando-se às histórias e tradições que permeiam cada canto do estado.
Agora, aos 59 anos, Carlos agora vai tentar mestrado em música, o sonho que por muitas vezes pareceu distante, agora está prestes a se tornar realidade. Com uma vasta bagagem e o último álbum lançado em 2014, Carlinhos trabalha em um novo CD.
Entre os muitos sonhos que ainda guarda em seu coração, fazer uma excursão para São Paulo é um deles, além de turnês internacionais. “Tô empolgado pra caramba, eu tenho sonhos de fazer mais programas nacionais, festivais. Hoje meus projetos são esses e tô cheio de vida”, conclui.
De menino a guardião
Carlos Zens é mais do que um músico, é um guardião da cultura potiguar, cuja arte transcende fronteiras e ecoa nos corações daqueles que têm a sorte de ouvir sua música. Ele personifica o melhor da música potiguar e inspira gerações com sua virtuosidade, paixão e compromisso com a excelência artística.
Que seu legado continue a ressoar, celebrando a riqueza e diversidade da música do Rio Grande do Norte.
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Vendas no varejo do RN ficam 2,1% acima da média nacional, aponta IBGE
O comércio varejista no Rio Grande do Norte continua em ascensão, conforme apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março deste ano, o setor registrou um aumento de 2,1% em termos reais em comparação ao mês anterior, marcando o quinto mês consecutivo de crescimento.
Os dados revelam que o desempenho do estado superou a média nacional, que se manteve estável em relação a fevereiro. Além disso, o Rio Grande do Norte se posicionou em terceiro lugar entre os estados nordestinos, ficando atrás apenas de Sergipe, com crescimento de 3,7%, e Bahia, com 3,1%.
Comparado ao mesmo período do ano anterior, o comércio varejista potiguar apresentou um crescimento ainda mais expressivo, alcançando 5,9% em termos reais.
O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, atribuiu o bom desempenho do estado a uma série de fatores positivos, como a redução da taxa de juros, da inflação e do desemprego, bem como o aumento real do salário mínimo e dos benefícios sociais.
No acumulado do primeiro trimestre de 2024, as vendas do comércio varejista no RN registraram uma alta de 6,0% em termos reais em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este crescimento superou a média nacional (+5,9%), indicando uma tendência positiva para o setor no estado, que havia apresentado um crescimento mais modesto no início do ano anterior, com apenas 1,4%.
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GGCON 2024: Maior evento Geek e Gamer do Nordeste lança programação oficial
Nos dias 8 e 9 de junho, o Centro de Convenções de Natal será palco para a sexta edição da GGCON (Good Game Convention), um dos maiores eventos de cultura geek, pop, tech e gamer da região. Com uma programação diversificada e mais de 25 áreas de conteúdos, a GGCON promete atrair milhares de fãs ávidos por entretenimento e novidades.
Entre as atrações confirmadas, estão personalidades renomadas do universo da dublagem e dos animes, como Guilherme Briggs, conhecido por dar voz a personagens como Buzz Lightyear (Toy Story) e Rei Julien (Madagascar), e Úrsula Bezerra, famosa pelas vozes de Naruto e Son Goku (Dragon Ball). Além disso, o evento contará com a presença de importantes figuras do rap de anime brasileiro, como Player TAUZ e VMZ.
Em homenagem aos 30 anos da série de mangá Cavaleiros do Zodíaco, o grupo musical DANGER3, composto por Ricardo Cruz, Larissa Tassi e Rodrigo Rossi, fará uma apresentação especial no palco principal. Outro destaque será a participação do dublador Gilberto Baroli, conhecido por dar voz ao icônico personagem Saga de Gêmeos.
A expectativa para este ano é de que mais de 25 mil pessoas compareçam ao evento, vindas de diversas cidades e estados do Nordeste. Além de ter a oportunidade de encontrar seus personagens favoritos, os participantes poderão competir em concursos de cosplay, campeonatos de eSports e aproveitar diversas outras atividades.
O projeto cultural é assinado pelos produtores Rodrigo Machado, Jomardo Jomas e Ravi Brito, que destacam a importância da GGCON para a economia criativa e para a promoção de talentos regionais. “Este ano, a GGCON está ainda mais plural e inclusiva. Teremos mais de 80 artistas independentes expondo e comercializando suas criações, proporcionando o melhor momento do cenário para descobrir novos talentos regionais”, afirmou Rodrigo Machado, um dos idealizadores do evento.
Jesus de Ritinha de Miúdo
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