Jesus de Ritinha de Miúdo
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Impopularidade de Fátima a afasta dos palanques municipais
A alta reprovação da governadora Fátima Bezerra (PT) vai a afastando dos palanques das eleições municipais de outubro.
A governadora virou sinônimo de implosão administrativa, e os pré-candidatos certamente não irão querer vincular seus nomes a uma governante em frangalhos popular.
O governo de Fátima entrou numa espiral negativa, em que até mesmo notícias positivas agem contra a governante.
Reeleita em 1º turno com 60% dos votos válidos, a petista só não está numa situação pior, porque o oposicionismo potiguar, que apesar de ter muitos quadros, tem se mostrado organicamente frágil.
A governadora, a exemplo de 2020, vai chegando às portas das municipais sem ter forças para fazer seu Partido dos Trabalhadores (PT) eleger um bom quantitativo de prefeitos e bancadas legislativas.
Se em 2020 Fátima ainda podia subir nos palanques cidades afora, em 2024 sua presença é um fardo que nenhum candidato irá querer por perto.
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Aplausos para Natália; vaias para Natália – Parte 2
A parte 2 de nossa matéria que tem como base o vídeo que circula nas nas redes sociais, onde a deputada Natália Bonavides (PT) e a vereadora de Natal, Brisa Brachi (PT), dão um confere em uma escola municipal, vai te levar para um luxo para poucos: a sauna na escola.
O vídeo mostra a visita que as parlamentares fizeram à Escola Municipal Luiz Maranhão Filho, no bairro de Cidade Nova, na capital potiguar. Uma das pautas foi o calor que os alunos passam, em salas de aula sem ventiladores.
Leia também: Aplausos para Natália; vaias para Natália – Parte 1
O vídeo denuncia que a gestão municipal deixou centenas de alunos em salas de aula, passando calor. “Com calor e com fome, não dá pra ficar na escola”, comentaram as parlamentares, ao se referirem ao atraso na entrega da merenda. Confira a parte 1 desta matéria.
Calor acima da média na capital
De acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Natal teve temperaturas acima da média. Só para se ter uma ideia, em março deste ano, a temperatura máxima média foi de 31,4°C, ficando 0,7°C acima da climatologia da estação convencional. A maior temperatura do mês de março foi de 32,9°C. Imaginem salas de aula sem ventiladores em temperaturas tão altas.
A deputada Natália, como bem cita no vídeo, é membra da comissão de educação da Câmara Federal. Ela está de parabéns por sua atuação fiscalizadora, ao cobrar o que é direito dos estudantes.
Nossa redação aproveita o ensejo para sugerir à deputada que prossiga em seu papel fiscalizador em outras instituições, como a Escola Estadual Professora Dulce Wanderley, a mais tradicional da Redinha, na zona Norte da capital.
Os mais de 500 matriculados, dividem as salas de aulas com outros 35 a 40 alunos, como determina o governo do estado. Sim, as turmas de ensino fundamental têm cerca de 35 alunos e as de ensino médio, no mínimo 40. “É lei que seja assim”, nos conta uma servidora.
Algumas salas não têm ventiladores, outras possuem ventiladores quebrados, antigos, doados por outras unidades escolares. Para piorar a situação, não há ventilação natural em algumas salas de aula e as janelas de madeira ficam fechadas para proteger os alunos do sol. A sensação de sauna é sentida por alunos, professores e servidores.
Imaginem a sensação térmica de uma sala de aula sem ventilação, sem ventiladores, com 40 alunos em dias de temperatura de mais de 30°C.
Por parte da deputada, não houve visita, protesto ou menção à situação lamentável dos alunos. Vaias para Natália.
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Lawrence, a princípio, tem condições de unir a oposição
O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (PSDB), é oficialmente pré-candidato ao Executivo.
O tucano rompeu com o prefeito Allyson Bezerra (UB), e de imediato já se lançou à corrida majoritária.
Amorim, que já foi cortejado pelo petismo e pelo rosalbismo, pode unificar o sonolento oposicionismo em torno de sua pré-candidatura.
Tanto o Partido dos Trabalhadores (PT), quanto o grupo da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), já chegaram a sondar Lawrence anteriormente, quando o edil ainda era aliado de Allyson. Sem querer botar candidaturas de seus agrupamentos nas ruas, o nome do vereador volta a ser sedutor para o PT e o rosalbismo.
A questão é saber se o bolsonarismo largaria o osso de sua pré-candidatura, representada pelo ex-vereador Genivan Vale (PL), e embarcaria no projeto de Lawrence.
Tudo vai depender do oportunismo que o senador Rogério Marinho (PL) vai encontrar no nome de Lawrence nos próximos meses, haja vista que a pré-candidatura de Genivan Vale não pontua sequer 5% das intenções de votos, segundo as mais recentes pesquisas.
Lawrence periga não levar, dificilmente Allyson será derrotado, mas se conseguir unir o anestesiado oposicionismo mossoroense, o presidente da Câmara pode projetar seu nome para as próximas eleições na cidade.
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Bombeiros foram acionados durante incêndio em Mossoró
Um restaurante situado no bairro de Nova Betânia, em Mossoró, região Oeste do Rio Grande do Norte, foi alvo de um incêndio no domingo (12) à tarde. Felizmente, não havia clientes no local no momento do incidente. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) agiu prontamente, levando cerca de uma hora para controlar as chamas. No entanto, os estragos foram significativos, afetando a estrutura do estabelecimento, móveis e equipamentos.
O fogo começou por volta das 14h15, e as evidências apontam para um curto-circuito na cozinha como a causa provável. O restaurante, em comunicado, anunciou seu fechamento temporário para reorganização e reparos, garantindo que, apesar dos danos materiais, ninguém tenha ficado ferido.
Confira a nota:
“Infelizmente, neste domingo, fomos surpreendidos por um incêndio acidental em nosso restaurante. O Corpo de Bombeiros foi acionado rapidamente e conseguiu conter as chamas com eficácia. Os danos foram apenas materiais, e nenhum indivíduo sofreu ferimentos. Por esse motivo, o Bambinos Nova Betânia ficará fechado temporariamente para reestruturação, prometendo um retorno impactante para nossos estimados clientes. Agradecemos todas as mensagens de apoio e reconhecemos o excelente trabalho dos bombeiros.”
Em situações de incêndio, os Bombeiros enfatizam a urgência de ligar para o número de emergência 193.
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Petismo errou ao apostar na manutenção da polarização
O presidente Lula da Silva (PT), com queda na popularidade constatada em diversas pesquisas, errou ao querer manter a polarização do pleito presidencial de 2022.
Eleito com uma estreita maioria de quase 51% dos votos válidos, a permanência efusiva da polarização já se mostrava dum alto risco. E agora, se comprova que a aposta nessa estratégia foi um grave erro de cálculo político.
A esquerda não sabe manusear as plataformas digitais, que são usadas com maestria pela direita, conectada como ninguém na pegada digital.
O cenário econômico é bom, a inflação está controlada, apesar de seu peso ser sentido com força pelas classes baixas, haja vista que a inflação dos alimentos está alta.
O presidente empreendeu uma série de medidas econômicas e sociais, como a reformulação do bolsa família, o aumento da faixa de isenção do imposto de renda e o programa desenrola Brasil, mas nada disso serviu para colher os louros na popularidade presidencial.
De nada adianta executar boas políticas se elas não forem transformadas em discursos e estratégias nas plataformas digitais.
Mesmo não estando no comandado de Brasília, o bolsonarismo continua robusto nas redes sociais, dando de lavada na esquerda.
As fake news criadas pela extrema-direita não são rebatidas com destreza pelo petismo, que vai acumulando uma pilha de pechas que atentam contra a imagem da agremiação.
O petismo precisa distender a polarização e procurar apoio em segmentos importantes que formam a base política do bolsonarismo, como os evangélicos e a miríade de trabalhadores informais e uberizados. Para tanto, precisará fazer concessões a esses grupos que vão de encontro a mentalidade político-ideológico que domina a legenda.
O Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados de centro perigam perderem importantes colégios eleitorais nas eleições municipais de outubro. Está faltando tino na compreensão do Brasil real e da mudança de comportamento social gerada pelo deslocamento da política para o mundo digital.
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Associação Anthony Esperança: uma luz para famílias atípicas
Histórias marcadas pelo desafio diário da superação
No Brasil, onde uma a cada 36 crianças é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), as famílias enfrentam uma jornada repleta de desafios e obstáculos. Diante dessa realidade, Márcia e André, pais de Anthony – uma criança de sete anos portadora de autismo, déficit de atenção e cardiopatia – decidiram transformar sua própria luta em um farol de esperança para outras famílias.
Quando Anthony nasceu, os médicos acharam que ele não iria resistir e lhe deram 24 horas de vida, o menino lutou incansavelmente pela sobrevivência, surpreendendo a todos, mas sua mãe sabia que a luta não acabava ali. Para a família, a busca por assistência e suporte como pais de uma criança atípica, era repleta de dificuldades.
“Pra onde a gente ia nunca tinha médico, nunca tinha disponibilidade, nunca tinha vaga e pensamos: Meu Deus do céu, onde essas mães vão conseguir apoio e alguém que realmente abrace essa causa?”, relembra Márcia.

Anthony e Márcia – Foto: Anderson Régis Os desafios não abalaram a família e motivou-os a se tornarem aquilo que buscavam, Márcia então passou a estudar e se especializou na área da psicologia para atender ao seu filho e as mães que necessitavam, assim, o que viria a se tornar a Associação, teve seus primeiros passos.
A Associação Anthony Esperança surgiu em 2018, como um feixe de luz em meio às dificuldades enfrentadas por crianças autistas e suas famílias. Mas somente em 2020 o projeto conseguiu inaugurar sua sede física, localizada em Felipe Camarão, criando um espaço acolhedor onde oferece suporte afetivo e social.
Nas instalações da Associação, as famílias encontram apoio psicológico, assistência social, fisioterapia motora e fonoaudiologia. Mas a missão da Anthony vai além do tratamento clínico, oferecendo também suporte jurídico, lutando pelos direitos das pessoas assistidas pelo projeto.

Associação Anthony Esperança O processo de cadastramento é meticuloso, onde é realizada uma triagem para assim iniciar um acompanhamento, garantindo que cada pessoa receba o suporte necessário. O acompanhamento é realizado quinzenalmente. Mas Márcia enfatiza a presença diária da assistência social.
“A família chega, entrega o nome, a carteirinha e diz que quer falar com o serviço social, às vezes é uma questão de abuso, vem uma questão de sofrimento social ou de racismo, ou de bullying ou de necessidades alimentares” afirma.
Amor acima dos desafios
Ao longo destes anos, a Associação vem sendo um porto seguro para centenas de famílias, mas os bastidores de manter o projeto não é tão bonito quanto o impacto que ele causa. Sem apoio financeiro, Márcia e André vão em busca de mobilizações em redes sociais ou de parcerias com comerciantes locais para conseguir suprir as necessidades alimentares de quem frequenta o local.
“A gente senta aqui e não pode ouvir uma criança lá fora perguntando se tem biscoito, se tem suco, e todos chegam perguntando, são pessoas que vêm de comunidades, favelas, então muitas delas vêm a pé. Tem gente de São Gonçalo que chega aqui muito cedo, então quando chega a gente tem que ter um cuscuz pronto, um café e tudo isso é através de recursos que a gente não tem”
A Associação funciona na casa alugada onde a família mora. O espaço que era de um lar foi abrindo margem para o conforto de outras famílias. Além do aluguel, há despesas constantes, como água, luz e manutenção.

Por dia, o projeto atende de 40 a 60 jovens, dando suporte não somente a população de Natal, mas da região metropolitana e do interior potiguar. E é nesse emaranhado de histórias e emoções que se encontra a verdadeira essência desse trabalho, a dedicação incansável às crianças e suas famílias.
O atendimento vai além do paciente, fornecendo também um consolo a mais para os familiares, o diálogo, o apoio, pequenas atitudes que fazem diferença na vida de muitos. E é a gratidão deles que dão forças para a Associação continuar nessa jornada.
“É o choro de uma mãe agradecendo por seu filho ter sido bem recebido, bem acolhido, e isso é o mais gratificante. Esse apoio, essa gratidão é o que nos motiva”, comenta Márcia.
Dificuldades governamentais
Mesmo com poucos recursos, a Associação atualmente consegue dar suporte a quase mil famílias. O amor e empatia sobre a dor do outro sobrepõe os limites financeiros.
Em termos governamentais, existem instituições que também dão suportes aos quê precisam, como o Centro Estadual de Reabilitação e Atenção Ambulatorial Especializada (CERAE) – uma das maiores referências globais – no entanto, tentar conseguir uma vaga só aumenta a falta de esperança.
“Tem centros que podem sim receber essas crianças, mas que infelizmente dependem de uma lista enorme, de uma fila de espera imensa, que chega a ser desumano”, comenta Márcia.
Durante a longa espera, que pode durar anos, tragédias podem acontecer antes mesmo da chance de passar pela triagem. “Eu já vi crianças chegarem a falecer, ainda na fila de espera para passar na avaliação global”, completa.

Equipe da Associação Anthony Esperança A maioria das pessoas que vão até a Associação em busca de ajuda são autistas ou pessoas com Transtorno Desafiador de Oposição (TOD) e déficit de atenção, que segundo Márcia, são as condições que as escolas têm mais dificuldades de lidar.
Alguns dos jovens assistidos, inclusive o próprio Anthony, não estão matriculados porque as escolas não aceitam, seja por falta de profissionais para acompanhar estes alunos ou por não querer lidar com o diferencial destes jovens.
Mas o problema da rede pública não acaba por aí, muitas das famílias assistidas vão em busca de apoio psicoterapêutico, porque não conseguem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A dificuldade pelo suporte psicológico também afeta a rede privada.
“O autismo hoje em dia tem uma porcentagem onde a cada 10 autistas, só um consegue a terapia completa. Então é uma grande dificuldade pela rede pública, e também pelo particular, que hoje não se encontra dando a assistência que é de lei. A mãe está pagando pelo plano onde as terapias não são concedidas, mas que é obrigação do plano conceder”, afirma Márcia.
O legado
O rapazinho que deu origem a Associação, auxilia os pais nos atendimentos e leva as crianças para o espaço da brinquedoteca. Ele une a pequena responsabilidade à uma diversão diária.
Espera-se que o projeto consiga mais recursos, possibilitando mudar a vida de mais pessoas e que Anthony, no futuro, esteja a frente do que ele inspirou a acontecer.
“A gente que é mãe atípica sempre imagina se amanhã estaremos aqui, quem será que vai dar continuidade ao Anthony? Então, nada melhor do que o Anthony como pessoa e a esperança para poder trazer aquilo que se apaga a cada dia na família atípica”, pontua Márcia.

Apesar de todos os avanços, o olhar do próximo ainda é de preconceito, como relata André. “Não é fácil você ter um filho e as pessoas olharem com outros olhos, achar que a criança é malcriada, mas, na verdade, ela só é autista”.
E nada como o conhecimento para quebrar tabus, “a gente trabalha muito isso através de palestras em escolas, nas UBSs e assim a gente vai buscando levar um pouquinho do conhecimento para um pouco da comunidade, para que ela possa assistir e compreender quando um PcD (pessoas com deficiência) tiver diante deles.” comenta Márcia.
Os dias difíceis, os fáceis, as emoções, a gratidão e tudo que move a Associação Anthony, se resumem em um objetivo.
“A sociedade em geral deve saber que o autista tem o seu espaço, não nosso espaço, mas o espaço deles”, conclui André
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ABC perde pro Londrina pela Série-C
Londrina vence ABC por 2 a 0, neste sábado (11), no estádio Frasqueirão. A partida foi válida pela quarta rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Os gols foram de Daniel Amorim e Eduardo Thuram (contra). Com essa derrota, o alvinegro está há 94 dias sem vencer dentro de casa e atinge a marca de 16 partidas sem vitória.
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Santa Cruz de Natal vence o América-RN na Série-D
O Santa Cruz de Natal venceu o América por 3 a 2 na terceira rodada do Campeonato Brasileiro Série D. O jogo ocorreu no Estádio Barrettão, em Ceará-Mirim, neste sábado (11). O alvirrubro não perdia fora de casa desde fevereiro de 2024 e foi derrotado pela primeira vez na quarta divisão. A partida teve o destaque para Matheus Bambu, que marcou hat-trick pelo tricolor.
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Missa pelo 30º dia da morte de Betinho será domingo
A missa pelo 30º dia de falecimento do ex-deputado federal Betinho Rosado será celebrada domingo (12), às 9h, na catedral de Santa Luzia de Mossoró.
Betinho morreu aos 75 anos, na madrugada de 12 de abril, no Hospital Wilson Rosado, em Mossoró, vítima de parada cardiorrespiratória.
Era agrônomo, economista e professor da antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró (Esam), atual Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).
Betinho também foi secretário estadual de Trabalho e Ação Social e exerceu cinco mandatos na Câmara dos deputados, onde deixou marca legislativa.
Seu falecimento, portanto, abriu lacuna em Mossoró, que deve, por dever de justiça, a ele render homenagens, no 30º dia do seu falecimento.
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Supremo condena mais 10 pessoas pelos atos do dia 8 de janeiro
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou mais 10 pessoas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro do ano passado. Com isso, foram sentenciados até o momento 216 acusados de envolvimento na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Em julgamento que terminou na última segunda-feira (6), o Supremo condenou, por maioria, sete pessoas a 14 anos de prisão, duas a 17 anos e outra a 11 anos e 11 meses.
Todos foram condenados pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, pelos quais foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ao final, prevaleceu o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes, que sustentou a tese de que os envolvidos participaram dos crimes de forma coletiva, todos contribuindo para uma tentativa de derrubar o governo democraticamente eleito, conforme narrado na denúncia da PGR.
Todas as defesas alegaram, cada uma em ação penal própria, que a PGR não conseguiu individualizar as condutas dos réus, que teriam comparecido aos atos com intenções pacíficas, não podendo ser responsabilizados por crimes cometidos coletivamente.
Moraes rebateu os argumentos, apontando provas apresentadas pela PGR como vídeos dos circuitos de segurança do Congresso, do Palácio do Planalto e do próprio Supremo, bem como mensagens produzidas pelos próprios réus que atestam a participação nos crimes.
Os condenados foram sentenciados também a pagar, solidariamente com os demais, uma multa no valor de R$ 30 milhões a título de reparação pelos danos causados aos prédios públicos.
Outros 19 recursos contra condenações passadas foram rejeitados pelo Supremo. Moraes homologou, ainda, mais 31 acordos de não persecução penal fechados entre o Ministério Público e réus pelo 8 de janeiro que foram acusados de crimes menos graves, como incitação à animosidade das Forças Armadas.
Ao todo, a PGR apresentou cerca de 1,4 mil denúncias relacionais aos atos golpistas de 8 de janeiro. Foram fechados, até o momento, 203 acordos com réus acusados de crimes menos graves.
Jesus de Ritinha de Miúdo
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