Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Pedido de revogação da interdição da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga é encaminhado à 1ª Vara de Execução Penal

    A Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) do Rio Grande do Norte encaminhou um pedido à 1ª Vara de Execução Penal do Tribunal de Justiça do Estado (TJRN) para a revogação da interdição do pavilhão nº 2 da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, localizada em Alcaçuz.

    A interdição do pavilhão nº 2 ocorreu após uma tentativa de fuga de presos no dia 21 de maio, o que levou a SEAP a remanejar temporariamente todos os 109 internos desse pavilhão para o pavilhão nº 1. Segundo a secretaria, essa medida foi necessária para permitir uma avaliação completa da estrutura física e das rotinas de segurança do local.

    Atualmente, a penitenciária Madruga abriga 607 detentos, enquanto sua capacidade máxima permitida é de 900 vagas, conforme informações fornecidas pela SEAP.

    Leia a matéria da decisão de interdição clicando aqui.


  • Polícia Federal apreende 1,1 kg de maconha em encomendas nos Correios de Natal

    Nesta quinta-feira (06), a Polícia Federal, com o apoio da Área de Segurança dos Correios e da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Norte (SEFAZ), realizou uma operação no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE), localizado na Rua dos Tororós, bairro de Lagoa Nova, em Natal. A ação resultou na apreensão de duas encomendas destinadas a diferentes destinatários, ambas contendo em seu interior 1,1 kg de maconha. Não houve prisões durante a operação.

    O objetivo da ação é combater o tráfico de drogas através do fluxo postal, e a apreensão ocorreu durante uma fiscalização de rotina. A operação contou com o apoio dos cães do Canil da PF, que foram fundamentais na identificação das substâncias ilícitas.

    Uma das caixas interceptadas chamou a atenção das autoridades por conter pacotes abertos de pó de café, numa clara tentativa de dissimular o cheiro da droga e evitar a detecção pelos cães farejadores.

    Após a descoberta do entorpecente, ele foi encaminhado para os procedimentos de apreensão e perícia na Superintendência da Polícia Federal em Natal. Lá, será instaurado um inquérito policial para apurar as circunstâncias do caso e investigar possíveis envolvidos na ação criminosa.


  • Câmara aprova projeto de Nina Souza sobre primeiros socorros em casos de OVACE 

    Na sessão desta quinta-feira (6), a Câmara Municipal de Natal aprovou em primeira e segunda discussão o Projeto de Lei nº 218/2024, de autoria da Vereadora Nina Souza, que estabelece critérios para a qualificação de estabelecimentos públicos, bem como restaurantes, bares e similares, para prestarem primeiros socorros em casos de Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE). A proposta segue agora para sanção.

    A aprovação deste projeto é considerada um marco significativo na promoção da saúde e segurança da população natalense. Nina Souza destacou a importância da medida, que visa assegurar que os cidadãos tenham acesso a informações e treinamentos essenciais para o atendimento de emergências de engasgo. “Isso pode fazer a diferença entre a vida e a morte de uma pessoa em situação de sufocamento”, afirmou.

    Além de capacitar profissionais e funcionários de estabelecimentos, o projeto também incentiva a conscientização sobre a prevenção de acidentes e a redução de complicações decorrentes de casos de engasgo. Nina Souza ressaltou que a habilidade de agir de forma rápida e adequada pode minimizar os danos à saúde da vítima e aumentar significativamente as chances de sobrevivência.

    A vereadora salienta a importância do projeto:

    “A criação de medidas de proteção e conscientização sobre os primeiros socorros em casos de engasgo demonstra o compromisso do poder público municipal em garantir o bem-estar e a segurança da população. É uma clara manifestação de nossa preocupação com a saúde pública e a prevenção de acidentes”

    Com a sanção desta lei, Natal dará um passo significativo para fortalecer a cultura de prevenção e cuidado com a saúde, reforçando o papel do município na promoção de uma sociedade mais segura e preparada para lidar com emergências médicas.


  • Circuito Paraibano de Surf acontece este fim de Semana em Baía Formosa

    Nesta terça-feira (7) teve início o aguardado Circuito Paraibano de Surf, um evento que promete agitar as águas e as areias da paradisíaca Baía Formosa. O evento que segue até o dia 9 deste mês.

    O campeonato reúne surfistas de diversas partes do estado em busca de ondas perfeitas e da tão almejada vitória.

    Durante os próximos dias, os atletas enfrentarão desafios nas águas, mostrando suas habilidades e técnicas em busca da melhor performance. Além disso, o evento conta com uma estrutura especial, incluindo área de alimentação, espaço para os espectadores e atividades paralelas.

    Com o apoio de patrocinadores locais e regionais, o Circuito Paraibano de Surf promete ser um sucesso, consolidando-se como um dos principais eventos esportivos do estado.

    Os organizadores esperam que o campeonato ajude a fortalecer ainda mais o cenário do surf na Paraíba, incentivando a prática esportiva e promovendo o talento dos surfistas locais.

    Se você está na região ou pretende visitar Baía Formosa nos próximos dias, não perca a oportunidade de prestigiar esse evento emocionante e vibrante do mundo do surf. Acompanhe de perto as disputas acirradas, as manobras radicais e a energia contagiante que o Circuito Paraibano de Surf proporciona.


  • Justiça determina interdição parcial da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga devido à superlotação

    A Justiça do Rio Grande do Norte emitiu uma decisão determinante nesta última sexta-feira (7), interditando parcialmente a Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, localizada no Complexo de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A medida impede a unidade prisional de receber novos presos, conforme estabelecido na portaria do juiz Henrique Baltazar, da 1ª Vara Regional de Execução Penal, publicada no Diário Eletrônico da Justiça Estadual.

    A interdição parcial foi motivada pela superlotação de um pavilhão da penitenciária, onde 607 presos estão mantidos em uma ala com capacidade para apenas 402 internos. Segundo informações do Judiciário, a Penitenciária tem um limite total de 717 vagas em seus dois pavilhões, entretanto, o Pavilhão 2 foi desativado pela Secretaria de Administração Penitenciária, alegadamente devido ao comprometimento de sua estrutura após uma tentativa de fuga, sem que tal decisão fosse informada ao juiz corregedor.

    o juiz Baltazar esclareceu que a interdição foi decretada em 23 de maio, mas só teve conhecimento da mudança em 28 do mesmo mês, por meio de advogados. Ele ressaltou que não foi oficialmente informado pela Secretaria de Administração Penitenciária e que não recebeu qualquer previsão sobre a reativação do pavilhão desativado. Por isso, a interdição do outro pavilhão foi necessária antes que a situação se agravasse.

    Baltazar também destacou na portaria que no pavilhão desativado estavam detidos condenados e presos provisórios selecionados para trabalho e estudo, além de indivíduos que necessitavam de separação específica devido a ameaças recebidas de facções criminosas. Com a interdição, todos os presos, condenados ou provisórios, agora estão concentrados em um único pavilhão superlotado.

    O juiz ainda informou que a unidade abriga atualmente integrantes e líderes das três facções criminosas mais atuantes do estado.

    Conforme estabelecido na portaria, o ingresso de novos presos na unidade prisional será considerado crime de desobediência. A interdição poderá ser revogada após a reativação integral do Pavilhão 2 da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga ou mediante a transferência de um número significativo de detentos para outras unidades prisionais que não estejam superlotadas, conforme a decisão judicial.


  • Taxista perde quatro dedos em acidente e faz vaquinha para conseguir prótese

    Emanoel Nunes Costa, um motorista de táxi dedicado e provedor de sua família, sofreu um acidente doméstico no último mês. Em um domingo, quando Emanoel e sua esposa se preparavam para sair para uma festa de aniversário.

    Emanoel, enquanto realizava um trabalho em casa para instalar um fogão, acabou sofrendo o acidente enquanto ajustava uma tábua, faltando apenas dois centímetros para que o suporte ficasse adequado, mas um descuido fez com que a serra elétrica cortasse seus dedos.

    “Minha mulher disse para eu fazer depois, mas era algo tão rápido. Eu já sou acostumado a trabalhar com a maqueta, mas infelizmente dei um vacilo”, lamentou Emanoel.

    Acidente com serra elétrica – Foto: Cedida

    O acidente deixou Emanoel em choque, e o desespero só aumentou quando seus filhos acordaram assustados com os gritos de sua esposa pedindo ajuda. Agora, o taxista corre em busca de conseguir uma prótese.

    Apesar da resistência inicial em aceitar ajuda, a insistência dos amigos fez com que Emanoel lançasse uma vaquinha online para arrecadar fundos para uma prótese que lhe permitirá retomar parte de sua vida anterior, a prótese custa 8.500,00 reais.

    “Eu nem queria fazer a vaquinha online, porque quando se trata de dinheiro, a gente sabe que tem muita história de fake pra pegar dinheiro sem ter nada, então eu só queria deixar isso quieto”, compartilhou Emanoel. “Mas meus amigos de táxi, amigos pessoais insistiram para fazer e está dando certo, se Deus quiser vai dar certo.”, conclui.

    Para contribuir com a vaquinha e ajudar Emanoel qualquer valor é bem-vindo. As doações podem ser feitas através do PIX: 84 987253275 Zuleide Soares da Silva Costa.


  • O brilho de uma família sem igual no São João de Mossoró, a Família Esplendor Nordestino

    Ao contrário de outras coirmãs que ficaram em atividade por mais de uma década, a quadrilha junina Família Esplendor Nordestino ficou em atividade de 2002 à 2007. Em seus 5 anos de existência a companhia deixou uma marca no São João de Mossoró, o que comprova o seu impacto, apesar do pouco tempo de duração.

    Quem viu a Esplendor dançar sabe da potência que tinha a agremiação que vinha do extremo da zona Oeste, do último bairro oestano, o Redenção. Outras companhias juninas nasceram na periferia, mas vim de tão longe como a Esplendor veio, foi um feito ímpar.

    Nascida em 2002 na Escola Municipal Alcides Manoel de Medeiros, a fundação da quadrilha partiu de um convite da diretora da época, Graça Barreto. Graça indagou Nil Menezes se ele não poderia organizar uma quadrilha para concorrer no concurso escolar estilizado. Menezes topou o convite e nascia nos corredores da Alcides Manoel a Esplendor Nordestino. O prefiro Família viria no seu penúltimo ano de existência, 2006.

    Menezes fala do convite de Graça Barreto, “o concurso escolar de 2002 foi uma novidade para nossa comunidade. Convidei alguns amigos que já tinham uma certa experiência pois já tínhamos dançado anos antes na quadrilha estilizada JUCEB’s, do Santo Antônio, que mais não existia, como ainda tínhamos o desejo de continuar brincando o São João, a Esplendor deu continuidade a essa vontade.”

    No ano seguinte, 2003, a companhia vira quadrilha de bairro, e passa a disputar a categoria maior no Mossoró Cidade Junina, estilizada adulta. Logo de início enfrentou a Zé Matuto, uma das mais longevas de Mossoró. Se o grito de campeã não foi ecoado naquele ano, o troféu do campeonato aportou nas bandas do Redenção no ano seguinte, 2004, com o bicampeonato de 2005.

    2005 traz uma disputa em tríade, Esplendor e Zé Matuto competiram com a Arraial Sensação, um dos grupos mossoroenses mais importantes, que voltou à categoria estilizada adulta naquela ocasião. A conquista do bicampeonato contra duas grandes, com apenas 3 anos de existência, dá a noção da relevância do título.

    A inovação foi um marco da Esplendor, o que certamente a tornou uma referência em Mossoró.

    Edgley Almeida, que foi coreógrafo do grupo, fala dessa inovação, “a Esplendor em 2003 já se destacou pela sua ousadia, em coreografias, e nos figurinos produzidos por Paulo Pedrosa. Em 2004 a companhia simplesmente revolucionou em figurinos, feitos com tecido de cortinas, em que as cores vibrantes chamaram a atenção do público e dos jurados. Trouxemos em nosso repertório músicas da Legião Urbana. No bicampeonato o figurino mais uma vez provocou o corpo julgador, as roupas foram confeccionadas com juta e palha.”

    Nil Menezes fala das pessoas que ajudaram a alavancar a história da agremiação, “em 2002 tivemos a ajuda da gestão da Escola Alcides Manoel, dos professores e dos pais dos alunos. Também tivemos o importante apoio de Ítalo Micael, que continuaria nos dando suporte nos anos seguintes. Em 2003 tivemos a contribuição do coreógrafo Alan, que já tinha feito história na grandiosa Sensação. O ator, cantor e teatrólogo Junior Félix nos orientou e trouxe consigo o brilhante artista plástico e estilista, o saudoso Paulo Pedrosa. Na parte musical tivemos a orientação do maestro Fábio Monteiro, que também já havia feito parte da Arraial Sensação.”

    Nil prossegue, “nos tornamos mais profissionais com Edgley Almeida, e Liana Duarte, uma das fundadoras da Lume da Fogueira. Tivemos um reforço com os pais de alguns brincantes, nas pessoas de Tânia e Sueldo. Tio Silva levava a nossa torcida no ônibus. Sempre fomos ajudados pelos nossos familiares, tendo como destaque a minha mãe, que reclamava muito comigo para não fazer a quadrilha, porém costurava e ajudava na produção. Zenilson Menezes era o cara das soluções. Também fomos ajudados pela quadrilha Nação Junina, comandada pela família de Ronaldo e Ilka.”

    Edgley também expressa as pessoas que passaram pela Esplendor e foram fundamentais para os rumos do grupo, “tenho lembranças de Edivan, Gury, Daniel que foi da Zé Matuto. Fábio Torres que foi noivo e rei, Frankileuda que foi rainha, e Alana que foi noiva. Tantos outros deixaram suas contribuições, como Alisson ex-Pingo de Gente, Hugo ex-Só pra Nós, Clarice, Alisson Pankadinha (In memoriam) e Eré o percussionista. Também tem as costureiras Mocinha e Lurdinha, e Jonas ex figurinista.”

    Os anos de 2006 e 2007 trouxeram o vice-campeonato e o 3º lugar respectivamente. O fim da Esplendor se deu por conta, principalmente, pela falta de recursos financeiros. Nil fala sobre a questão, “para fazer uma quadrilha junina com qualidade e competitiva é preciso muito investimento.”

    Os brincantes do grupo sempre foram os principais arrecadadores de fundos, por meio de mensalidades, bingos, shows e outros eventos realizados ao longo do ano.

    Nil fala do término de muitos dos grupos juninos que fizeram história em Mossoró, “acredito que algumas juninas tenham encerrado também por falta de recursos e incentivo por parte das autoridades. Todas as companhias representaram muito bem e deixaram um lindo legado para o mundo junino.”

    Edgley vai na mesma linha de raciocínio, “todas as quadrilhas que foram extintas como Arraial Sensação, Só Pra Nós, Zé Matuto e a gente da Esplendor, é uma perda gigantesca para o meio junino e a cultura mossoroense. O próprio poder público municipal não incentivou as quadrilhas da cidade a se manterem vivas. Hoje nosso São João em termos de quadrilha se resume a Lume da Fogueira, assim não tendo mais um concurso de alto nível por só existir uma companhia em Mossoró.”

    O pouco tempo de atividade da Família Esplendor Nordestino deixou um gosto de quero muito mais. A sensação quando seu fim foi anunciado na época gerou um clima de morte precoce.

    A estilizada marcou época num cenário junino ainda um tanto efervescente no município, e sua presença no imaginário junino é a prova de que conseguiu deixar um legado para o São João mossoroense.


  • Tripulantes à deriva próximo ao litoral de Natal são resgatados pela Marinha

    A Marinha do Brasil (MB) realizou com sucesso o resgate da embarcação “Burra Leiteira” e seus oito tripulantes, que estavam à deriva a 95 milhas náuticas do litoral de Natal, equivalente a 175 quilômetros. A operação, coordenada pelo Salvamar Nordeste, ocorreu na manhã desta quinta-feira (6), após a MB ser informada da situação no final da manhã da última quarta-feira (5).

    Assim que recebeu a ocorrência, a MB mobilizou uma Operação de Busca e Salvamento, deslocando o Navio-Patrulha (NPa) “Grajaú” para a área de busca. Além disso, foi acionada a aeronave H-36 Caracal, do Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1°/8° GAV) da Força Aérea Brasileira, que avistou a embarcação e confirmou a situação de deriva.

    Às 6h da quinta-feira, o NPa “Grajaú” chegou à área de busca e iniciou o resgate dos tripulantes, que aparentemente estavam em boas condições de saúde. Os oito resgatados foram transportados para a cidade de Natal e chegaram à Base Naval de Natal às 20h, onde receberam atendimento médico para confirmação de suas condições de saúde.

    A Marinha do Brasil instaurará um inquérito administrativo para apurar as causas e circunstâncias do ocorrido.


  • Empresa chinesa Spic anuncia investimento de R$ 780 Milhões em novo parque eólico no RN

    A empresa chinesa Spic no Brasil anunciou um investimento de R$ 780 milhões para a implantação de um parque eólico na região de Touros, no Rio Grande do Norte. As obras estão programadas para começar nos próximos dias, com a previsão de entrada em operação em 2026. O empreendimento terá uma capacidade instalada de 105,4 megawatts (MW).

    Detalhes do Projeto

    • Capacidade Instalada: 105,4 MW
    • Número de Aerogeradores: 17, cada um com 6,2 MW de potência
    • Pendências a Resolver:
      • Questões fundiárias envolvendo 115 propriedades
      • Licenças ambientais para as linhas de transmissão de energia

    Financiamento e Operação

    A Spic planeja financiar o empreendimento com 60% de recursos de terceiros e 40% de capital próprio. Em janeiro de 2023, a empresa assegurou um financiamento de R$ 282 milhões com o Banco do Nordeste (BNB). A energia gerada será vendida no mercado livre, permitindo aos clientes escolherem seus fornecedores.

    Concorrência Pública e Fornecedores

    A Spic, subsidiária da State Power Investment Corporation of China, está realizando uma concorrência pública para selecionar os fornecedores dos equipamentos necessários para o parque eólico.

    Contexto do Setor

    O anúncio ocorre em um período de cautela para investimentos no setor, devido à oferta de energia superior à demanda. Diversos fabricantes de equipamentos eólicos, como WEG e Siemens Gamesa, interromperam suas linhas de produção. As empresas aguardam a regulamentação de setores como o de hidrogênio verde, que pode impulsionar o segmento eólico no Brasil.

    Planos Futuros e Expansão

    A Spic no Brasil, sob a liderança da CEO Adriana Waltrick, está focada em projetos de longo prazo, incluindo iniciativas de hidrogênio verde (H2V) e eólicas off shore perto dos portos de Açu (RJ) e Pecém (CE).

    Histórico e Presença da Spic no Brasil

    Fundada em 2015 após a fusão entre China Power Investment Corporation e SNPTC, a Spic é um dos maiores grupos geradores de energia da China e a maior geradora de energia solar do mundo, com uma capacidade total instalada de 176 GW em 46 países. A empresa planeja crescer pelo menos 20 GW por ano, com 10% desse crescimento destinado ao Brasil.

    No Brasil, a Spic administra a Usina Hidrelétrica São Simão, na divisa entre Minas Gerais e Goiás, e dois parques eólicos na Paraíba – Millennium e Vale dos Ventos. A empresa também possui participação no maior complexo de gás natural da América Latina, o GNA (Gás Natural Açu), em São João da Barra (RJ), empregando mais de 235 funcionários em diversas localidades, incluindo São Paulo (SP), Natal (RN), São Simão (GO) e Mataraca (PB).


  • Governos buscam R$ 109 Bilhões de indenização das empresas pelo desastre de Mariana

    A União e os estados de Minas Gerais e Espírito fizeram uma nova proposta, no valor de R$ 109 bilhões, por um acordo com as empresas Samarco, Vale e BHP, responsáveis pelo rompimento da barragem de Fundão, Mariana (MG), em 2015. 

    Trata-se de uma contraproposta, após as autoridades terem rejeitado uma proposta de R$ 72 bilhões feita pelas empresas. A repactuação do acordo de reparação de danos é mediada pelo Tribunal Regional Federal da 6a Região (TRF6), com sede em Belo Horizonte. 

    A proposta original dos governos era de R$ 126 bilhões, valor que calculam ser o bastante para as reparações e compensações necessárias, mas as autoridades concordaram em reduzir o valor para destravar as negociações, informou a Advocacia-Geral da União (AGU) neste quinta-feira (6). 

    “O Poder Público reitera que as concessões feitas, em detrimento da obrigação de reparação integral do dano pelas empresas responsáveis, possuem o único e exclusivo objetivo de proteção às pessoas atingidas e ao meio ambiente. Por esse motivo, não aceitarão qualquer proposta que julguem implicar em risco de não atendimento desses propósitos”, destaca trecho da manifestação enviada ao TRF6. 

    A petição é assinada por União, Minas Gerais, Espírito Santo, Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Ministério Público do Estado do Espírito Santo, Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais e Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo.

    O documento pleiteia que o pagamento seja feito nos próximos 12 anos, prazo que leva em consideração a proposta das empresas, de 20 anos, menos os oito anos que já se passaram desde a tragédia. O “atraso precisa ser considerado no cronograma de pagamento, em respeito aos atingidos”, diz a manifestação dos entes públicos. 

    “Os valores deverão ser integralmente utilizados para financiar medidas reparatórias e compensatórias de caráter ambiental e socioeconômico que serão assumidas pelo Poder Público a partir da celebração de eventual acordo”, disse a AGU, em nota. 

    Os R$ 109 bilhões não incluem valores já gastos pelas mineradoras a qualquer título de medida reparatória, bem como exclui o estimado para executar obrigações que permanecerão sob responsabilidade das empresas, como a retirada de rejeitos do Rio Doce. 

    Negociações

    Passados mais de oito anos da tragédia, considerada o maior desastre ambiental causado pelo setor de mineração no Brasil, as mineradoras e as autoridades não alcançaram um entendimento para a reparação dos danos causados.

    Ocorrido em 5 de novembro de 2015, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, localizada na zona rural de Mariana (MG), liberou no ambiente 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério. Dezenove pessoas morreram. A lama devastou comunidades e deixou um rastro de destruição ambiental ao longo da bacia do Rio Doce, chegando até a foz no Espírito Santo.

    Para reparar os danos causados na tragédia, um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) foi firmado em 2016 entre o governo federal, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, a Samarco e as acionistas Vale e BHP Billiton. Com base nele, foi criada a Fundação Renova, entidade responsável pela gestão de mais de 40 programas. Todas as medidas previstas deveriam ser custeadas pelas três mineradoras.

    O objetivo da renegociação atual é selar um novo acordo que solucione mais de 80 mil processos judiciais acumulados. Nos processos, existem questionamentos sobre a falta de autonomia da Fundação Renova, os atrasos na reconstrução das comunidades destruídas, os valores indenizatórios e o não reconhecimento de parcela dos atingidos, entre outros tópicos.

    No início de maio, a União e o Espírito Santo rejeitaram uma nova proposta de R$ 90 bilhões para reparação integral dos danos provocados pela tragédia de Mariana (MG). A quantia englobaria tanto danos materiais como os danos morais coletivos e foi considerada insuficiente pelas autoridades.

    Fonte: Agência Brasil





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