Jesus de Ritinha de Miúdo
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Criação de Novas Dioceses no Rio Grande do Norte
O arcebispo da Arquidiocese de Natal, Dom João Cardoso, anunciou que a aprovação para a criação de duas novas dioceses no Rio Grande do Norte está prevista para 2026. Em uma entrevista ao Jornal da Manhã Natal, nesta terça-feira (2), ele explicou que, após a conclusão dos estudos necessários, será preciso obter a aprovação do Vaticano para oficializar as sedes das novas dioceses em Santa Cruz e Assú.
Dom Cardoso detalhou que foi estabelecida uma comissão de estudos para avaliar a viabilidade econômica, religiosa e cultural, além de aspectos estruturais e custos operacionais. Após a finalização deste estudo, o documento será apresentado à Santa Sé, no Vaticano. O arcebispo acredita que o projeto será concluído até o final do ano, após o qual será enviado a Roma para aprovação, processo que pode levar aproximadamente um ano. O resultado será divulgado em 2026.
A ideia de criar novas dioceses no Rio Grande do Norte é antiga, datando da década de 1960. Segundo Dom João Cardoso, a intenção é aproximar a igreja do povo. Atualmente, o estado tem três dioceses, com uma área de 56 mil km² e uma população de 3,4 milhões de habitantes. Em comparação, a Paraíba, com a mesma população, possui cinco dioceses. A Arquidiocese de Natal sozinha cobre 25 mil km² e serve 2,3 milhões de pessoas. Com a criação das novas dioceses, a arquidiocese passaria a atender cerca de 1,6 milhão de habitantes na região metropolitana de Natal.
As novas dioceses serão estabelecidas em Assú e Santa Cruz. Assú foi escolhida devido à sua importância regional e ao desejo da população local de se tornar sede de uma diocese, além de seu potencial econômico. Santa Cruz, por sua vez, é um importante destino de turismo religioso no estado, com um grande santuário que atrai muitos visitantes. A nova diocese em Assú atenderá a região do Vale do Assú e Salineira, enquanto a de Santa Cruz cobrirá a região do Trairi e do Vale do Cabugi.
Viagem a Roma
No sábado passado (29), Dom João Cardoso participou de uma cerimônia na Basílica de São Pedro, onde fez um juramento de fidelidade ao Papa Francisco. Ele destacou a importância de visitar o túmulo de São Pedro e rezar pelo bem do povo, reforçando a unidade com o Papa de Roma. Durante a celebração, o arcebispo recebeu o pálio, símbolo de sua autoridade, que será entregue oficialmente pelo Núncio Apostólico no Brasil no próximo domingo (7).
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Programa Desenrola Pequenos Negócios renegocia mais de R$ 2,1 bilhões em dívidas bancárias
Até o dia 30 de junho, o programa Desenrola Pequenos Negócios já havia beneficiado mais de 60.864 clientes, com a renegociação de um montante superior a R$ 2,1 bilhões em dívidas bancárias. Os dados foram divulgados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em colaboração com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (MEMP) e o Ministério da Fazenda.
O programa, lançado com o objetivo de auxiliar micro e pequenas empresas que enfrentam dificuldades financeiras devido a dívidas acumuladas até 23 de janeiro de 2024, conta com a participação dos sete principais bancos do país: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander, Sicredi e Mercantil do Brasil.
Desde o início, os bancos têm oferecido condições especiais para a renegociação de dívidas, visando empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. As renegociações podem ser realizadas diretamente com a instituição financeira onde as dívidas estão pendentes, através de seus canais oficiais de atendimento, incluindo agências físicas, plataformas online ou aplicativos móveis específicos.
Cada banco define seus próprios prazos e condições para as renegociações, assegurando que apenas as ofertas cadastradas no programa Desenrola Pequenos Negócios sejam válidas. A Febraban enfatiza a importância de os empresários verificarem a legitimidade das ofertas de renegociação diretamente nos canais oficiais dos bancos participantes, evitando aceitar propostas de fontes não confiáveis.
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Natália Bonavides tem empreitada majoritária difícil
A Pesquisa O Potengi/Ranking, divulgada no último domingo, 30, mostra a deputada federal Natália Bonavides (PT) com uma estrondosa rejeição de quase 40%. Duas vezes maior que a do 2º colocado nesse quesito, o deputado federal Paulinho Freire (UB).
Um índice de rejeição dessa magnitude afasta qualquer possibilidade de se pensar num cenário em que a parlamentar possa vencer a disputa ao Executivo.
Bonavides tem um mal que estar a atingir os novos nomes que emergiram nos últimos anos na esquerda, os do identitarismo. Bons de votos para cargos proporcionais, nas pesquisas as corridas para Prefeituras país afora, os identitaristas em sua grande maioria estão pelejando para atingirem 2 dígitos nas intenções de votos.
Com 14,1% das intenções de votos no levantamento, em 3º lugar, ainda que empatada tecnicamente com Paulinho, o 2º colocado que tem 19,6%, já que a margem de erro é de 3,1%, a pesquisa evidencia que Natália tem dificuldades até mesmo com o eleitorado lulista de Natal, na casa dos 40%.
Se o Partido dos Trabalhadores (PT) mantiver a candidatura da deputada até as convenções, que se iniciam este mês, periga passar por um grande vexame eleitoral.
A esquerda em todo o país está carente de nomes competitivos para cargos majoritários, uma grande crise que já começa a atingir as fileiras do esquerdismo brasileiro.
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Júlio César usa cargo da prefeitura para cooptar Pastor presidente da Assembleia de Deus em Ceará-Mirim
O prefeito Júlio César está usando de todas as armas disponíveis para tentar emplacar a candidatura de seu assessor, inclusive algumas bem questionáveis. A mais recente de suas medidas duvidosas foi usar a estrutura da prefeitura para intervir na posição dos religiosos da cidade nesta eleição.
É o caso da nomeação do filho do Pastor presidente da Assembleia de Ceará-Mirim para um cargo na Controladoria Geral do Município.
Wesley Kaillo Costa Sousa, que é filho do pastor Jairo Kaillo, passou a receber R$ 2.800 mensais.
Fiéis com quem falamos questionam a atitude do pastor, alegando que a Igreja não foi consultada sobre o apoio ao prefeito e que não veem com bons olhos esse tipo de relação.
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Empresa responsável por engorda de Ponta Negra quer começar obra este mês; Idema ainda não emitiu licença
A empresa DTA Engenharia está pronta para iniciar os trabalhos de engorda da praia de Ponta Negra, em Natal, tão logo receba a autorização necessária. O consórcio, do qual a empresa faz parte, foi contratado pela prefeitura por R$ 73 milhões para realizar o serviço que visa a revitalização e ampliação da faixa de areia na região.
A draga necessária para o projeto já está em Natal, aguardando apenas a licença de instalação, documento essencial para o início das obras. A solicitação foi protocolada pela prefeitura no dia 12 de junho junto ao Idema, órgão estadual responsável pelo licenciamento ambiental, que possui um prazo legal de até 120 dias para emitir a licença.
Werner Farkatt, diretor do Idema, destacou a complexidade do processo de análise devido ao volume de documentação envolvida. “Por mais que a embarcação esteja pronta, não posso garantir uma liberação em curto prazo. É um processo robusto que demanda tempo para uma análise cuidadosa”, afirmou Farkatt, ressaltando a seriedade da avaliação ambiental.
João Acácio Gomes de Oliveira Neto, presidente da DTA Engenharia, expressou a urgência da empresa em iniciar a obra, que seria a sétima do gênero realizada pela companhia no país. Um dos fatores determinantes é a restrição ambiental associada à desova das tartarugas, que começa em novembro. Durante esse período, as operações da draga são limitadas das 18h às 6h do dia seguinte, para proteger o ciclo natural das espécies marinhas.
“A obra precisa começar o quanto antes para garantir que possamos trabalhar dentro do cronograma e respeitar as limitações ambientais”, explicou Oliveira Neto.
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Marcos Medeiros é o escolhido para vice de Allyson
O núcleo político do prefeito Allyson Bezerra (UB) já tem o vice para a reeleição. Marcos Medeiros (PSD), com atuação na saúde, é o ungido.
Paulo Linhares, presidente municipal do Partido Social Democrático (PSD) queria a vaga, mas seu nome nunca foi benquisto pelo Palácio da Resistência, sede da municipalidade.
Linhares, desde que pediu exoneração da presidência da previdência municipal, no início de junho, vem recebendo fogo amigo para ter seu nome rifado da possibilidade de vice.
Já foi dito que Paulo como vice dragaria entre 15 à 20 mil votos da chapa de reeleição. Sua presidência da previdência, antes elogiada, passou a receber algumas críticas concentradas.
Um nome para fazer frente a Linhares já estava sendo procurado há uns dias. E Marcos Medeiros foi o escolhido. De perfil técnico, residente da zona leste, com boa relação entre os segmentos de uma das zonas mais populosas da cidade, Medeiros tem a confiança que Allyson tanto quer para um companheiro de chapa.
Paulo Linhares, que foi grande aliado na eleição de 2020, ao disponibilizar a rádio Difusora, uma das mais ouvidas de Mossoró, para a campanha de Allyson, ficará a ver navios.
Ao menos Marcos está filiado ao PSD, e o prefeito colocará isso sobre a mesa, caso seja cobrado pela senadora Zenaide Maia (PSD), aliada importante em Brasília, para o vice ser do partido. Zenaide é presidente estadual do PSD no estado.
Nas últimas horas para desincompatibilização, Marcos tornou-se apto para a vaga de vice, e agora emerge para conhecimento público.
Que reação Paulo Linhares terá por ter sido rifado, é aguardar. Rumores em junho davam de conta que caso não fosse escalado romperia com o prefeito. Os próximos dias dirão do posicionamento que Paulo adotará.
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Em Natal pacientes com diabetes tipo 2 ficarão sem insulinas análogas a partir de agosto
A partir de agosto deste ano, pacientes de Natal que sofrem de diabetes mellitus tipo 2 enfrentarão uma mudança no tratamento oferecido pela rede pública de saúde. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS/Natal) seguirá os novos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde (MS), os quais excluem as insulinas análogas, consideradas de última geração para o controle da doença.
Pedro Henrique Dantas, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Rio Grande do Norte (SBEM/RN), expressou sua preocupação com essa alteração. Segundo ele, as insulinas análogas oferecem um controle mais eficaz e seguro do diabetes tipo 2, reduzindo os riscos de complicações graves como infarto, AVC, e problemas renais, o que não é possível com as insulinas NPH e Regular.
Dantas alerta que a transição para tratamentos menos avançados pode resultar em um aumento imediato nos níveis de glicose no sangue dos pacientes, com possíveis consequências a longo prazo, como maior incidência de complicações e maiores custos com internações hospitalares futuras.
Disponibilidade de medicamentos
Atualmente, além das insulinas NPH e Regular, os pacientes poderão ser tratados com medicamentos como metformina, glimbenclamida, gliclazida e dapagliflozina. No entanto, a disponibilidade destes últimos na rede pública já é um desafio, com relatos de falta especialmente de gliclazida e dapagliflozina nas Unidades Básicas de Saúde.
A SMS/Natal informou que a distribuição desses medicamentos depende do fornecimento pelo Ministério da Saúde, e ainda não há previsão para normalização do estoque.
Enquanto isso, pacientes com diabetes tipo 1 poderão continuar recebendo insulina análoga através da Unicat, embora a disponibilidade da insulina de ação prolongada permaneça incerta.
Em agosto, a Unicat irá distribuir as insulinas análogas apenas para pacientes com diabtes tipo 1 e, ainda assim, há mais uma preocupação. É que não há prazos para que a insulina de ação prolongada seja disponibilizada. De acordo com a Sesap, a aquisição “não foi ainda finalizada pelo Ministério da Saúde”. A Secretaria não respondeu como ficará a situação dos pacientes caso a medicação não seja adquirida em tempo hábil pelo MS para atender aos pacientes que necessitam do tratamento.
O Ministério da Saúde foi contatado para comentar sobre os prazos para aquisição das insulinas análogas de ação prolongada, mas até o momento não houve resposta.
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Capacitação em TI para servidores públicos do RN: inscrições abertas na Escola de Governo
A Escola de Governo do Rio Grande do Norte (EGRN) está oferecendo uma capacitação voltada para os servidores públicos interessados em aprimorar suas noções de Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC). Esta é uma excelente oportunidade para os servidores do RN desenvolverem habilidades essenciais em tecnologia aplicada à comunicação.
As inscrições podem ser feitas através do link: Inscrição Curso TIC.
O curso tem como objetivo capacitar os servidores a utilizarem ferramentas tecnológicas de forma eficaz, preparando-os para enfrentar os desafios contemporâneos da administração pública. Com a crescente digitalização dos serviços governamentais, dominar as noções básicas de TI na comunicação se torna essencial para melhorar a eficiência, a transparência e a qualidade dos serviços prestados à população.
O curso abordará o uso estratégico de tecnologias da informação para otimizar os processos de comunicação dentro de uma organização. Isso inclui, sistemas de gestão de conteúdo, plataformas de colaboração, ferramentas de análise de dados, soluções tecnológicas para melhorar a eficiência e eficácia das comunicações internas e externas
A aplicação adequada de TI na comunicação não apenas facilita a troca de informações, mas também fortalece a integração e a colaboração entre diferentes setores e equipes. Isso resulta em uma administração mais ágil e responsiva às demandas da sociedade.
Serviço
- Evento: Curso Noções de TI e Ferramentas da Comunicação
- Inscrições: Até 17 de julho
- Onde se inscrever: Inscrição Curso TIC
- Data do Curso: 22 a 30 de julho
- Local: Escola de Governo, Centro Administrativo, Natal
- Horário: 13h30 às 17h30
Não perca a chance de aprimorar suas habilidades em tecnologia da informação e comunicação, contribuindo para uma administração pública mais eficiente e inovadora.
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Ex-diretora das Americanas se entrega e deixa passaporte às autoridades
A Polícia Federal (PF) apreendeu o passaporte da ex-diretora da Americanas Anna Cristina Ramos Saicali. A executiva chegou na manhã desta segunda-feira (1º) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, vinda de Portugal.
Segundo a PF, Anna Cristina entregou o documento, atendendo a decisão da Justiça, por volta das 7h30, acompanhada do advogado. Ainda de acordo com a polícia, com o retorno ao Brasil, a executiva foi retirada da lista de procurados da Interpol. Ela era alvo de um mandado de prisão que foi convertido em medida cautelara para não se ausentar do país.
O ex-CEO do Grupo Americanas Miguel Gutierrez e Anna Cristina, que comandava o ramo digital da companhia, foram alvos da Operação Disclousure, da PF, na semana passada. Ambos são investigados pelas fraudes contábeis que geraram um prejuízo bilionário à empresa.
Gutierrez, que atualmente vive em Madrid, na Espanha, chegou a ser preso na sexta-feira (28), sendo liberado no sábado (29). Segundo a defesa do ex-CEO, ele jamais participou ou teve conhecimento de qualquer fraude.
“Vem colaborando com as autoridades, prestando os esclarecimentos devidos nos foros próprios, manifestando uma vez mais sua absoluta confiança nas autoridades brasileiras e internacionais”, diz a nota da defesa.
Em comunicado divulgado no ano passado, a Americanas S.A. informou que foi vítima de fraudes contábeis no valor de R$ 25,3 bilhões. Os lucros foram manipulados para inflar os resultados, pagar acionistas, gerar maior recolhimento de impostos e manter a possibilidade de obter linhas de financiamento. A empresa informou que foram criados diversos contratos artificiais de Verba de Propaganda Contratada (VPC) que, em 30 de setembro de 2022, atingiram o valor de R$ 21,7 bilhões. Os outros R$ 3,6 bilhões vieram do não lançamento de juros sobre operações financeiras.
Outras irregularidades estavam presentes no Balanço Patrimonial da companhia, divulgado em setembro do ano passado. Foi contabilizada de maneira inadequada a contratação de operações de financiamento de compras (risco sacado, forfait ou confirming) no valor de R$ 18,4 bilhões e de capital de giro de R$ 2,2 bilhões. Isso permitiu uma redução da dívida financeira bruta em R$ 20,6 bilhões.
Fonte: Agência Brasil
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Zona Norte decidirá futuro político de Carlos Eduardo
Dádiva e calcanhar de Aquiles de Carlos, Zona Norte será o palco daquela que pode ser a última grande batalha eleitoral dele que foi quatro vezes prefeito da capital
Os números da pesquisa O Potengi/Ranking divulgados nesta edição nos contam que o futuro do ex-prefeito Carlos Eduardo (PSD) será decidido pelos cerca de 190 mil eleitores da Zona Norte de Natal.
Líder em todas as sondagens até agora, Carlos confirmou sua posição ao obter 35,2% das intenções de voto na primeira rodada da série de pesquisas para Natal que o jornal O Potengi realiza em parceria com o instituto Ranking, do Mato Grosso do Sul.
Zona Norte será decisiva
Clama por atenção, nesta pesquisa, o expressivo contingente das intenções de voto declaradas a Carlos quem vem da Na Zona Norte de Natal, onde 48,9% dos entrevistados declararam ter a intenção de votar em Carlos Eduardo para prefeito no próximo dia 6 de outubro.
Há nisso um importante paralelo com 2022, quando Carlos Eduardo enfrentou Rogério Marinho na disputa pelo Senado. Na ocasião, Carlos contava obter uma larga vantagem sobre Rogério na capital para sair vitorioso. Contudo, teve apenas 3.203 votos a mais que o oponente. Ou 0,82%.
O percentual alcançado por Carlos em Natal, em 2022, foi de 37,19% (apenas dois pontos percentuais acima de seu atual patamar verificado na pesquisa para a prefeitura de Natal, que é de 35,2%). E as consistências entre a situação de Carlos em ambos os pleitos não acabam aí.
Em 2022, os bairros das 1ª e 69ª zonas eleitorais (que abarcam toda a Zona Norte e os bairros das Rocas, de Santos Reis, da Ribeira, de Petrópolis, da Praia do Meio, de Areia Preta e de Mãe Luiza) responderam por 41,36% dos seus votos. Em 2024, sozinhos, os bairros da Zona Norte respondem por 50,57% das intenções de voto em Carlos!
Se prova que a Zona Norte de Natal é o bastião do carlismo potiguar, essa concentração verificada pela pesquisa também evidencia que – em contrapartida – a base eleitoral de Carlos encolheu mais de 18% nas outras três zonas da cidade, enquanto se manteve no mesmo patamar se consideradas as quatro regiões.
Isso é o que dizem os números, mas há ainda outros fatos relevantes que merecem atenção especial ao se tentar analisar a viabilidade eleitoral de Carlos Eduardo nesta eleição municipal.
A ilusão das pesquisas
Entre agosto e setembro de 2022, dez das onze pesquisas para o Senado divulgadas no RN davam a vitória para Carlos Eduardo. Nas duas últimas, a vantagem ficou em 8% e 6%, respectivamente.
O que teria acontecido no mundo invisível da realidade que as pesquisas não captaram? Sem entrar no mérito das limitações que as configurações geográfica e demográfica do RN impõem a pesquisas em nível estadual, arrisco apontar dois fatores que determinaram a derrota de Carlos em 2022 e podem selar seu destino em 2024.
A força dos prefeitos…
Muito se falou no impacto corrosivo da declaração do então pré-candidato ao Senado Carlos Eduardo quando disse que os prefeitos do RN estavam com os cofres cheios (e estava errado?). Mas me parece que o fator mais nocivo para Carlos a decorrer da inábil declaração foi um dano colateral.
Quando se está flertando, o objeto do desejo goza de elogios irrestritos e mimos incontáveis. Mas, uma vez conquistado, muitas vezes sua realidade muda. Fátima operou um cortejo suntuoso para atrair Carlos Eduardo para sua chapa, desarticulando definitivamente a oposição, que esperou demais por Ezequiel Ferreira e Álvaro Dias.
Uma vez tendo debaixo das asas a liderança que por pouco não a derrota em 2018, Fátima pôde triunfar em sua estratégia brilhante de vencer uma eleição sem disputa. O preço foi o sacrifício da vaga no Senado. E é aí que entra o dano colateral da declaração de Carlos sobre os prefeitos: para levar a cabo o acordo tácito que redundaria na chapa Farinho (Fátima + Marinho) era preciso uma justificativa que permitisse à governadora excluir Carlos dos palanques municipais, nos quais Rogério habilmente se enraizara.
Carlos partiu para o campo sangrento da luta por votos sem generais nem coronéis; eles estavam todos com Fátima, mas também com Rogério.
E Carlos parece seguir a mesma trilha em 2024.
Com apenas um vereador em sua base, e postulando um quinto mandato como prefeito de Natal, ele está praticamente só.
Apostar na espontaneidade do voto é subestimar fatalmente a importância das redes humanas que formam a decisão final do eleitor.
A falta de comando e de cavalaria levou à desidratação da campanha de Carlos em 2022. Nada indica que o problema tenha sido superado.
… e também a dos vereadores
Não temo afirmar que esta será a eleição mais acirrada da história da Câmara de Vereadores de Natal nesta Nova República.
As novas regras eleitorais tendem à concentração dos votos em um número menor de candidatos.
O atual modelo de financiamento das campanhas, baseado em fundos partidário e eleitoral turbinados, reforça o papel dos partidos e, consequentemente, de seus dirigentes.
É no mínimo temeroso considerar viável entrar em campo sem ter o time completo. Carlos errou ao subestimar a força dos prefeitos. E erra novamente ao repetir o julgamento em relação aos vereadores.
São os postulantes à vereança aqueles que mais têm a perder nesta eleição. E mais que qualquer outro ator do jogo eleitoral das cidades, são eles que também detêm vínculos mais amplos e mais sólidos com as bases eleitorais. Dos mais de 300 prováveis candidatos a uma cadeira na Câmara de Natal, Carlos não contará com os 40 de praxe. E dentre os já poucos, raros são os que possuem liderança efetiva. A chapa do PSD deverá apenas uma vaga.
Se Carlos tem uma pedra no meio do seu caminho, é esta. A carência de bases políticas e de apoio de lideranças importantes é o ponto mais frágil de seu projeto – mais até que a escassez de recursos que já se faz sentir.
Coerência para quê?
No mundo da política profissional, não devia haver quem realmente leve a sério as objeções a mudanças de posição política. Como disse certa feita o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti, “quem tem ideia fixa é doido”. Mas para os eleitores leigos, a parada é outra.
Carlos desfruta de uma reputação pública de bom gestor, em grande parte construída pela comparação entre suas administrações e os quatro anos da gestão de Micarla de Sousa, que foi sua vice e depois o sucedeu na prefeitura e depois foi por ele sucedida. Os quatro anos do interregno de Micarla, para a sorte de Carlos, situaram-se exatamente no meio do período de 14 anos nos quais ele governou a cidade.
Contudo, em 2022 ocorreu que ele disputava uma eleição parlamentar, na qual as habilidades de gerenciamento do cotidiano costumam ter menor relevância (reparem sobre isso no exato oposto de Carlos, Natália Bonavides, uma parlamentar com sólidas bases eleitorais que contudo patina ao tentar cativar o eleitor para concorrer a um posto no executivo).
E ocorreu ainda que 2022 reafirmou a polarização ideológica que marca a política brasileira contemporânea.
Se de um lado da disputa Rogério Marinho possuía clara identificação com o eleitorado bolsonarista, do outro Carlos foi visto com desconfiança – ou no mínimo aceito com pouco entusiasmo – pelos lulistas. Faltou-lhe emoção em 2022. E de onde virá a mudança em prol de Carlos nesta eleição?
É fato que Carlos tem se renovado nesta pré-campanha. Saiu da zona de conforto do PDT, onde reinava, e buscou guarida junto a Zenaide Maia e Jaime Calado, no PSD. Partiu para o ataque contra “os planos hegemonistas do PT”, de olho em estancar a sangria dos votos de direita que migram para Paulinho Freire.
É fato também que a imagem de gestor eficiente das tarefas do município ainda é o maior patrimônio eleitoral de Carlos, é ela quem o sustenta à frente das pesquisas.
Contudo, entre a falta de uma base de apoio político efetiva e o vazio discursivo, bastara a Carlos Eduardo se apegar à imagem de bom síndico? Torcerá pra que a campanha demore a ganhar as ruas e que os grandes temas da política nacional lhe passem ao largo?
Não resistindo ao cacoete do presidente Lula, também ele com desaprovação em alta pela terra de Câmara Cascudo, apelemos a uma analogia futebolística: seguirá Carlos Eduardo o exemplo do Botafogo de 2023 ou conseguirá, no sacrifício, manter seu atual desempenho até o fim do campeonato, mesmo com elenco desfalcado e o moral da torcida em baixa? Questões que seguirão abertas ao menos até o fim de agosto.
Mas, analisando os números frios e as letras quentes, uma coisa é certa: se perder a Zona Norte, Carlos Eduardo perde a eleição.
Jesus de Ritinha de Miúdo
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