Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Escola de música da Uern oferece 360 vagas para cursos livres

    A Escola de Música D’alva Stella Nogueira Freire da Faculdade de Letras e Artes (Fala), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), publicou Edital Nº 03/2025, que regulamenta o procedimento para o ingresso de novos alunos em cursos livres para o semestre 2025.2.

    Ao todo, estão sendo ofertadas 360 vagas para crianças, jovens e adultos em 22 cursos. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 08 de julho de 2025, através de formulário online disponível aqui.

    O candidato poderá se inscrever em mais de um curso realizando apenas um pagamento da taxa de matrícula. O candidato que efetuar mais de uma inscrição no mesmo curso, terá deferida apenas a última inscrição.

    Os cursos livres ofertados neste edital terão duração de um semestre com aulas semanais, realizadas na Escola de Música D’alva Stella Nogueira Freire, localizada no Campus Central da Uern, em Mossoró.

    A homologação das inscrições será publicada no dia 09 de julho de 2025, e o candidato selecionado deverá realizar sua matrícula online nos dias 24 e 28 de julho de 2025, através do formulário disponibilizado na lista de selecionados que será divulgada no dia 24 de julho de 2025.

    É de inteira responsabilidade da pessoa interessada acompanhar pelo site da Escola de Música todas as divulgações – comunicados, convocações e avisos – referentes a este processo seletivo.

    Confira aqui o edital com todas as informações sobre esse processo.


  • MPF denuncia organização criminosa por fraude de R$ 4 milhões ao INSS no RN e outros Estados

    O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra três integrantes de uma organização criminosa especializada em fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O esquema, que operou entre 2013 e 2021 em quatro estados nordestinos – Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Piauí –, utilizou documentos falsificados para solicitar benefícios previdenciários em nome de idosos fictícios, causando prejuízo superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos.

    De acordo com as investigações, os criminosos atuaram de forma coordenada, empregando métodos sofisticados para burlar o sistema previdenciário. O modus operandi incluía a falsificação de certidões de nascimento, documentos de identidade e cadastros de CPF, criando identidades fictícias para requerer benefícios. No Rio Grande do Norte, as fraudes foram registradas em agências do INSS de Natal, Parnamirim, Touros, Apodi, Ceará-Mirim e Santa Cruz.

    O levantamento do MPF apontou que um dos denunciados utilizou diversas identidades falsas, causando danos de R$ 857.422,97 somente no território potiguar. A Polícia Federal identificou que os pedidos foram submetidos a partir de um mesmo endereço IP, reforçando a conexão entre os crimes.

    Outros dois investigados, um casal, teriam papel central na operação. A mulher, descrita como líder do esquema, era responsável pela obtenção e confecção de documentos falsos em nome de pelo menos 21 pessoas inexistentes, gerando prejuízo estimado em R$ 1.720.914,18. Seu companheiro atuava como procurador das identidades fictícias, com impacto financeiro equivalente.

    Pedidos do MPF e conexão com outros casos

    Em sua denúncia, o MPF requereu a condenação dos envolvidos pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato qualificado contra a administração pública e organização criminosa. A ação também pleiteia a reparação dos danos no valor de R$ 4,35 milhões.

    As investigações revelaram que o esquema apresentava padrões semelhantes aos da Operação Garoa, deflagrada pela Polícia Federal em Pernambuco. Entre as coincidências estão a emissão de CPFs com datas próximas ao início dos benefícios, declaração de grupo familiar composto por apenas uma pessoa e repetição de telefones e endereços com pequenas variações.

    As autoridades destacam que, além dos R$ 4 milhões desviados, a ação preventiva da PF impediu prejuízos adicionais estimados em R$ 20 milhões. O caso segue sob análise da Justiça Federal.


  • Rio Grande do Norte registra segunda gasolina mais cara do Nordeste

    O Rio Grande do Norte ocupa a segunda posição no ranking dos estados nordestinos com os preços mais elevados da gasolina comum, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O litro do combustível apresenta média de R$ 6,50 no estado, valor inferior apenas ao registrado em Sergipe, onde a cotação alcança R$ 6,60. A pesquisa, realizada entre 22 e 28 de junho, abrangeu 42 postos de combustíveis em território potiguar.

    Na capital natalense, a gasolina comum foi encontrada por R$ 6,49 em média, com base em amostragem de 18 estabelecimentos. A versão aditivada do produto apresentou valor idêntico ao registrado no estado, cotada a R$ 6,50 por litro. O levantamento revelou ainda que o etanol está sendo comercializado por R$ 5,30 na capital, enquanto o Gás Natural Veicular (GNV) tem média de R$ 5,19.

    Os derivados de petróleo apresentaram as seguintes médias no mercado natalense: diesel comum a R$ 6,16 e sua variante S10 a R$ 6,26. Em âmbito estadual, os valores mostraram comportamento distinto, com o etanol alcançando R$ 6,26 e o GNV sendo cotado a R$ 5,33. Os preços do diesel comum e do S10 registraram ligeira queda no comparativo com a capital, ambos marcando R$ 6,09 no território potiguar.

    Os dados da ANP demonstram variações significativas nos valores dos combustíveis entre a capital e o interior do estado. Enquanto Natal apresenta preços mais elevados para os derivados de petróleo, o etanol e o GNV mostram comportamento inverso, com valores superiores no restante do território estadual.

    Esta análise ocorre no momento em que a 3R Petroleum anunciou nova redução de R$ 0,20 no preço da gasolina no Rio Grande do Norte, medida que ainda não refletiu nos valores médios apurados pelo órgão regulador. O mercado aguarda os efeitos desse ajuste nos próximos levantamentos de preços.


  • Mossoró tem os cinco primeiros meses menos violentos dos últimos 14 anos

    A Segurança Pública no Rio Grande do Norte tem alcançado resultados importantes também em Mossoró, principal município do Oeste potiguar. O ano de 2025, com 32 assassinatos até o momento, tem sido o que registrou menos mortes em toda a série histórica, ou seja, são os cinco primeiros meses menos violento dos últimos 14 anos.
    Em 2011, Mossoró contabilizou 96 mortes violentas. Em 2016, o ano mais violento da série, somou 110 assassinatos. E em 2023, que até então tinha sido o melhor ano para a segurança pública em Mossoró, 36 pessoas foram mortas. Ano passado, no mesmo período, foram 45 mortes. Comparando o pior momento com os cinco primeiros meses deste ano, a redução da violência foi de 70,9%. Do ano passado para este ano, queda de 28,9%.

    “O que estamos vivenciando neste momento na segurança pública é uma clara redução de incidentes. Esses dados são extremamente confiáveis, porque partem de instituições de muita seriedade, de muita credibilidade, como o IPEA, o Atlas, o Fórum Nacional de Segurança Pública, então não são dados fictícios, são dados reais. Por exemplo, de 2022 para 2023, uma redução em nível geral de mais de 18% e de quase 25% na população jovem. A gente sabe que infelizmente a população mais afetada de forma cruel é o jovem da periferia negra, pobre e quando a gente mostra um dado como esse, significa que mais jovens estão tendo as suas vidas salvas. Não considerar esta redução o índice de crimes violentos como um índice muito importante, é de uma visão de uma miopia do ponto de vista social, sem comparação.” Celebrou a governadora Fátima Bezerra.

    Mossoró: série histórica de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que englobam crimes dolosos, feminicídios, lesões corporais seguidas de mortes e latrocínios (janeiro a maio):
     2011: 96
     2012: 46
     2013: 82
     2014: 72
     2015: 60
     2016: 110
     2017: 108
     2018: 100
     2019: 74
     2020: 82
     2021: 54
     2022: 58
     2023: 36
     2024: 45
    2025: 32

    Menos roubos em via pública e menos assaltos a lojas e residências
    As forças de segurança pública também conseguiram reduzir os índices de criminalidade em Mossoró. Comparando os primeiros cinco meses de 2024 com o mesmo período de 2025, houve diminuição 27 para 13 o total de assaltos a estabelecimentos comerciais (- 51,9%), queda de 420 para 200 o total de roubos em via pública (-52,4%) e uma redução ainda maior nos roubos a residência: de 78 para 25 (- 67,9%).

    Menos furtos e roubos de veículos
    Os furtos e roubos de veículos também caíram em Mossoró. Comparando os primeiros cinco meses de 2024 com o mesmo período de 2025, houve redução de 292 para 166 crimes (-43,2%).

    Menos furtos e roubos de celular
    Os furtos e roubos de telefones celulares também seguem em queda no Rio Grande do Norte. Em Mossoró não é diferente: a redução foi de 465 para 288 (-38,1%).

    Transparência
    Importante destacar que os dados acima apresentados são da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED). Após a consolidação, a COINE compartilha as informações com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com o Ministério Público Estadual (MPRN).


  • Exposição do Núcleo de Arte e Cultura explora cinema e artes visuais

    Acontece no dia 2 de julho a abertura da exposição Cinema: qual história merece sua tela?, que será realizada na Galeria Conviv’Art, do Núcleo de Arte e Cultura (NAC) da UFRN. No primeiro dia, apenas expositores e instrutores do NAC estão convidados, com apresentação da Orquestra de Câmara da UFRN. Com entrada gratuita, a exposição começa às 15h e seguirá aberta à visitação do público em geral de 3 a 17 de julho, das 8h às 16h.

    A proposta da exposição é levar o espectador a refletir sobre o fazer artístico do cinema, ao mesmo tempo em que percebe as diferentes formas de expressão ligadas à produção audiovisual e a outras modalidades artísticas — como aquarela, pintura acrílica, desenho, colagem, mandala, entre outras. 

    Dessa forma, a mostra coloca as histórias retratadas no cinema em uma perspectiva que abre espaço para a discussão sobre quais narrativas podem estar presentes em obras cinematográficas, ao mesmo tempo em que agrega outras vertentes artísticas.

    A abordagem sobre o cinema busca considerar o ponto de vista dos espectadores dessas obras, além de destacar o papel do criador na tradução das histórias que capta e transforma em filmes. A exibição também propõe uma reflexão sobre a cultura do consumo midiático, com um momento dedicado especificamente a essa discussão.

    Durante a apresentação da Orquestra, os organizadores afirmam que será possível vivenciar uma experiência sonora marcante: os espectadores poderão desfrutar do cinema como uma forma de expressão que integra som, imagem e emoção.

    Junto ao NAC e à Orquestra de Câmara da UFRN (ORCA), a exibição conta também com o apoio da Escola de Música da UFRN (EMUFRN).


  • Protocolo Antirracista é apresentado à comunidade acadêmica do IFRN

    Documento busca enfrentar o racismo institucional por meio de ações pedagógicas, escuta ativa e revisão de práticas institucionais

    Na manhã do dia 26 de junho de 2025, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) realizou a reunião de apresentação do Protocolo Antirracista da instituição, em formato híbrido, com transmissão e participação presencial no Campus Natal-Central. A atividade marcou o início de uma jornada institucional rumo ao fortalecimento das políticas de combate às diferentes expressões do racismo, mas, também, com foco em acolhimento, prevenção, formação e pertencimento.

    Coordenado pela Assessoria de Educação Étnico-Racial (Aseabi) do IFRN, o momento contou com falas de gestores, servidores, estudantes, convidados externos e representantes de movimentos sociais, que destacaram o caráter histórico e coletivo da construção do documento. Segundo Gilson José Rodrigues Júnior, assessor responsável pela condução do protocolo, a proposta parte do reconhecimento de que o racismo estrutural atravessa as instituições — e, por isso, o enfrentamento deve ser institucionalizado e contínuo.

    “Este protocolo nasce como uma bússola, não só como escudo. Não estamos apenas reagindo ao racismo, mas apontando caminhos de convivência, de justiça e de pertencimento”, destacou Gilson, emocionado ao relembrar sua própria trajetória de estudante negro que não se sentia representado nas instituições públicas.

    Ferramenta de transformação institucional

    O protocolo estabelece quatro eixos principais de atuação:

    • Prevenção e enfrentamento ao racismo e outras violências institucionais;
    • Criação de fluxos de acolhimento e pertencimento;
    • Revisão de processos de ingresso, permanência e êxito de estudantes negras/os, indígenas e quilombolas, além do necessário impacto e progressão funcional;
    • Formação continuada com foco em práticas antirracistas; e
    • Identificação dos dados acerca do pertencimento étnico-racial de discentes e servidoras/es;

    A pró-reitora de Ensino, Anna Catharina Dantas, reafirmou a importância da iniciativa no contexto da missão institucional do IFRN:

    “Implementar um protocolo antirracista significa assumir, de forma ética e concreta, que a educação pode e deve ser instrumento de transformação social. Este não é apenas um documento administrativo, mas um compromisso com o futuro e com a justiça”

    Pró-reitora de Ensino, Anna Catharina Dantas

    Escuta, memória e compromisso

    Diversas falas durante o evento reforçaram a importância da escuta como ponto de partida. Casos de violência simbólica e estrutural, como o silenciamento de estudantes negros e indígenas, foram lembrados com emoção e urgência. A servidora Euza Raquel, do Núcleo de Estudos em Educação, Gênero e Diversidade (Negedi), emocionou-se ao compartilhar:

    “Durante muito tempo, me perguntei se o IFRN era um lugar para mim. O Negedi foi onde me reconheci, onde pude ser acolhida enquanto mulher negra, com toda a complexidade do meu ser.”

    Professora Euza Raquel

    A professora Andressa Lima, também do Negedi, acrescentou:

    “Por muito tempo, o combate ao racismo ficou restrito a vozes isoladas. Hoje, estamos construindo um caminho coletivo, com ações educativas e procedimentos claros. Este protocolo é mais do que norma: é instrumento de reparação.”

    Professora Andressa Lima

    O reitor do IFRN, professor José Arnóbio de Araújo Filho, que participou da abertura, reconheceu o atraso institucional na adoção de medidas mais robustas e reiterou o compromisso da atual gestão:

    “Estamos diante de uma iniciativa que lança luz sobre realidades que por muito tempo foram invisibilizadas. É papel da instituição pública não apenas formar tecnicamente, mas formar cidadãos comprometidos com uma sociedade mais justa. A educação precisa cumprir sua função libertadora.”

    Reitor do IFRN, professor José Arnóbio de Araújo Filho

    Confluência de saberes e vozes

    Além dos servidores, estudantes e gestores, o evento contou com a presença de representantes de coletivos negros, advogados da Ordem dos Advogados do Brasil do RN (OAB/RN), lideranças quilombolas e agentes de políticas públicas. Maria Araújo, do Coletivo Nagras de Periferia, reforçou a importância da comunicação acessível para que a juventude periférica compreenda e confie nas medidas propostas:

    “Se não traduzirmos esse protocolo em linguagem acessível e ações concretas, ele não chega a quem mais precisa. Estamos falando de vidas transformadas pela educação pública.”

    Maria Araújo, do Coletivo Negro Periferia

    O cacique Dioclécio Mendonça, liderança do Amarelão, destacou a importância de uma instituição como o IFRN dialogar com diferentes povos, “tendo em vista que cada etnia indígena tem suas especificidades, de modo a não gerar uma invisibilização de outros povos.”

    O documento, em construção coletiva, segue agora para consolidação e previsão de implementação em toda a rede IFRN. Como disse o professor Gilson ao final do encontro, citando Nego Bispo:

    “O protocolo é essa encruzilhada em que diferentes caminhos se encontram. Como os rios que se unem sem perder sua identidade, queremos que essa confluência torne nossa instituição mais potente, justa e plural.”

    Gilson, citando Nego Bispo


  • Justiça rejeita ação contra condomínio por latidos de cães

    A Justiça negou provimento a recurso de um morador que acionou judicialmente seu condomínio alegando perturbação do sossego devido a latidos de cães mantidos por vizinhos em apartamento alugado. A decisão, proferida pelo 2º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Parnamirim, manteve sentença que considerou improcedentes os pedidos de proibição da criação dos animais e de indenização por danos morais.

    Em análise unânime, os julgadores entenderam que não ficou comprovado que os ruídos caninos ultrapassaram os limites ordinários de tolerância ou configuraram perturbação anormal. O colegiado destacou que a convenção condominial não veda a posse de animais domésticos nas unidades, alinhando-se ao entendimento do Superior Tribunal de Justiça (REsp 1.783.076/DF), que estabelece a necessidade de proporcionalidade em eventuais restrições, preservando a função social da propriedade.

    A sentença ponderou ainda que o incômodo relatado poderia decorrer de particular sensibilidade do autor aos ruídos, não havendo evidências de conduta negligente ou intencional por parte dos detentores dos animais ou da administração condominial. Os magistrados ressaltaram que dissabores decorrentes da convivência em espaços coletivos, quando dentro de parâmetros razoáveis, não caracterizam ilícito civil passível de reparação.

    Diante da qualificação do caso como mero aborrecimento cotidiano, sem amparo legal para caracterização de dano moral, a Turma Recursal manteve a decisão de primeira instância que julgou improcedente a ação, encerrando a disputa judicial.


    Texto reescrito em estilo jornalístico formal, mantendo fidelidade aos fatos e decisão judicial, com estruturação clássica em parágrafos concatenados.


  • ALRN promove audiência sobre responsabilidade dos planos de saúde e impactos sociais no RN

    A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) promove, nesta terça-feira (1º), às 14h, no auditório Cortez Pereira, uma audiência pública para discutir o tema “Saúde e inclusão: a responsabilidade dos planos e os impactos sociais no RN”. A iniciativa é da deputada estadual Divaneide Basílio (PT) e conta com a parceria do Procon Legislativo.

    O debate busca enfrentar o cenário provocado pelo descredenciamento em larga escala de clínicas e instituições terapêuticas por parte de operadoras de planos de saúde. A situação tem afetado especialmente pacientes com doenças raras, transtornos mentais e condições crônicas, resultando em longas filas de espera e dificuldades de acesso a tratamentos contínuos — essenciais, sobretudo, para crianças em fase de neurodesenvolvimento.

    “Estamos acompanhando relatos de famílias e profissionais da saúde que não conseguem garantir o atendimento adequado devido à redução de prestadores credenciados. Isso coloca vidas em risco e exige resposta imediata do poder público e dos órgãos reguladores”, destacou a deputada Divaneide.

    A audiência pública contará com a participação de representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Ministério Público, Defensoria Pública, operadoras de saúde, associações de clínicas terapêuticas, entidades de defesa dos direitos dos pacientes e familiares de pessoas afetadas.

    O Procon Legislativo, órgão de proteção ao consumidor, vinculado à ALRN, também terá papel de destaque na discussão, esclarecendo os direitos dos usuários de planos de saúde e denunciando eventuais práticas abusivas, como o descredenciamento unilateral de prestadores e a interrupção de tratamentos.

    O objetivo central do encontro é buscar soluções que assegurem o direito constitucional à saúde e garantam a continuidade do atendimento aos usuários da saúde suplementar no estado.

    A participação da sociedade civil é incentivada, com a expectativa de construção coletiva de alternativas que garantam maior proteção aos consumidores potiguares.


  • Detran orienta como legalizar veículo arrematado em leilão

    Mensalmente, o Detran realiza leilões de veículos destinados à circulação e à sucata, contando com uma comissão específica para atender os arrematantes

    Quem adquire um veículo por meio de leilão precisa seguir alguns procedimentos para regularizar a documentação junto ao Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran). O processo varia conforme o tipo de leilão (administrativo, judicial ou promovido por empresas privadas) e exige atenção aos documentos e prazos.

    O primeiro passo é reunir a documentação básica com nota fiscal do leiloeiro, edital do leilão com o anexo do veículo arrematado e o laudo de vistoria veicular emitido pelo Detran com validade de 30 dias. Para pessoas físicas, também são exigidas cópias do documento de identidade, CPF e comprovante de residência. Já pessoas jurídicas devem apresentar documentos da empresa, como contrato social, CNPJ e dados do representante legal.

    Nos casos de representação por terceiros, como advogados ou despachantes, é necessário apresentar procuração (pública ou particular) com firma reconhecida, além dos documentos do procurador. Lembrando que a procuração particular somente é aceita se apresentada por advogado, nos demais casos é preciso a posse da procuração pública.

    O tipo de leilão influencia na abertura do processo. Para veículos oficiais, por exemplo, é necessário apresentar CRV ou ATPV-e preenchido em nome do arrematante, nota de arrematação, CRLV (se houver) e os dados do comprador. Já veículos vendidos por instituições privadas, como bancos e seguradoras, exigem documentação semelhante, além do Certificado de Segurança Veicular (CSV) em casos de sinistro com média monta.

    Nos leilões judiciais, a regularização é feita com a carta ou auto de arrematação assinado eletronicamente pelo juiz, laudo de vistoria e documentos do comprador. A data de abertura do processo corresponde à data do leilão ou da arrematação, dependendo do caso.

    Se houver débitos ou restrições vinculadas ao veículo, o comprador deve abrir um processo específico no sistema SEI, anexar requerimento próprio e encaminhar ao Núcleo de Leilão da Coordenadoria de Registro de Veículos do Detran. O formulário do requerimento pode ser baixado no site do Detran na aba “Serviços > Inform/Taxas Veículos > Regularização de Veículo Adquirido em Leilão > Download do Formulário”.

    A regularização garante que o veículo esteja apto a circular legalmente e evita problemas futuros ao novo proprietário. Na sede administrativa do Detran em Natal/RN há uma Comissão Permanente de Leilão onde estão lotados servidores para atender as demandas relacionadas aos pregões. É importante lembrar que o atendimento presencial segue mediante prévio agendamento. Mensalmente o Detran realiza leilões onde são disponibilizados veículos para circulação e outros destinados exclusivamente à sucata.


  • Cerro Corá se destaca como a sexta maior produtora de maracujá do Brasil

    Município potiguar ganha protagonismo na fruticultura nacional com histórias de superação e inovação no campo

    O município de Cerro Corá, localizado a 190 quilômetros de Natal, conquistou um lugar de destaque na produção nacional de maracujá. De acordo com os dados mais recentes da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade potiguar ocupa a sexta posição entre os maiores produtores do fruto no país, com números referentes ao ano de 2023.

    Cerro Corá é o único município do Rio Grande do Norte a figurar entre os dez principais polos de produção de maracujá no Brasil — cultivo tradicionalmente mais forte nos estados da Bahia e do Ceará. O desempenho chama atenção pelo potencial de diversificação agrícola em uma região onde o fruto ainda não é amplamente cultivado.

    A produção ganhou força e, a partir de 2016, tornou-se a principal fonte de renda de José — que atualmente cultiva seis mil plantas, substituindo os antigos cajueiros plantados por seu pai. “Anualmente, chego a produzir, em média, 50 toneladas — desde o início da colheita até o fim do ciclo”, afirma.

    José atribui boa parte do sucesso ao apoio técnico do Sebrae-RN. “A consultoria do Sebrae foi fundamental para alavancar minha produção e me motivar a continuar. Se houvesse mais incentivo e investimento em pesquisa por parte do poder público, acredito que mais pessoas permaneceriam na atividade”, conclui.

    Em outro contexto, o empresário e produtor rural Josenildo Ataíde viu sua empresa do ramo de vidros fechar durante a pandemia de Covid-19. A partir disso, decidiu investir na comercialização do maracujá, atuando inicialmente como atravessador, até se encantar pelo cultivo e optar por iniciar sua própria plantação.

    “Por volta de 2022 eu fiz o primeiro plantio, mas comecei já com uma estrutura muito grande para um iniciante, com seis mil plantas. Não sabíamos lidar com isso, e se tornou muito árduo. Foi quando soube que havia uma equipe do Sebrae na região, apoiando outros produtores de maracujá. Essa foi a minha virada de chave”, relata.

    Com o apoio da instituição, o produtor visitou plantações na Bahia, onde aprendeu novas técnicas de manejo. Após aplicar os ajustes adequados à realidade local, conseguiu dobrar sua produtividade, passando de 10 para mais de 22 toneladas por hectare em apenas um ano.

    Josenildo destaca que, apesar dos desafios — como a falta de políticas públicas com apoio técnico e infraestrutura — o cultivo do maracujá tornou-se uma alternativa viável para muitos produtores. “Foi uma segunda opção que prosperou, gerando renda, novos empregos e com potencial também para o turismo rural”, afirma.

    Apoio do Sebrae

    Para Elton Alves, analista do Sebrae-RN e gestor do Projeto Agro+, ver um município se destacar nacionalmente na produção de maracujá é uma confirmação do impacto positivo das ações realizadas pela instituição em parceria com o ecossistema do agro.

    “O mérito, claro, não é só nosso. O produtor é o verdadeiro herói, seja enfrentando desafios com sacrifício ou utilizando inovações que facilitam o processo produtivo”, ressaltou Elton. Segundo ele, o papel do Sebrae é justamente indicar as melhores soluções para diferentes perfis de produtores, promovendo ganhos em produtividade, sustentabilidade ambiental e transformação social.

    O analista também enfatizou a importância de compreender a vocação e as demandas de cada território, articulando políticas públicas, crédito rural e parcerias. Nesse contexto, o Movimento Feito Potiguar aparece como ferramenta estratégica para incentivar o consumo local. “Estimular mercados, supermercados e restaurantes a comprarem dos produtores potiguares é o que realmente faz a transformação acontecer. Nosso papel é apoiar as lideranças locais na comunicação desse potencial para toda a comunidade”, finalizou.





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