ELEIÇÕES 2026

PL aparece à frente na simulação das bancadas do próximo Senado

PL teria 27 senadores, enquanto MDB e PP somariam oito cada; empates em cinco estados e disputas apertadas mantêm a composição da Casa em aberto.

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O PL teria a maior bancada do Senado se as posições numéricas das pesquisas de véspera se repetissem nas urnas e fossem mantidos os partidos dos atuais ocupantes das cadeiras que não estão em disputa. A legenda somaria 27 senadores: nove com mandato até 2031 e 18 entre os candidatos que aparecem nas duas primeiras posições das pesquisas.

MDB e PP teriam oito cadeiras cada, e o PT, sete. Outras cinco vagas têm candidatos empatados na segunda posição, com o mesmo percentual nas pesquisas. A simulação reúne as 54 cadeiras em disputa neste domingo (4) e as 27 que serão renovadas na eleição de 2030.

Disputas dentro das margens de erro e divergências entre institutos mantêm o resultado aberto também em estados onde há dois nomes numericamente à frente.

Como ficam as 81 cadeiras nesse cenário

Simulação de cadeiras: PL 27; MDB 8; PP 8; PT 7; Republicanos 5; União Brasil 5; PSB 4; PSD 4; PDT 2; Podemos 2; Novo 1; PSDB 1; Rede 1; sem partido 1. Total 76+5 vagas em empate. Hachuras: ganhos alternativos, sem garantia e não somáveis.
Cenário condicional baseado nas pesquisas de véspera. Os ganhos hachurados disputam as mesmas cinco vagas e não podem ser somados entre partidos. Foto: O Potengi

Dos 54 lugares em disputa, as pesquisas apontam 49 candidatos nas duas primeiras posições sem empate numérico na segunda posição. As outras cinco vagas aparecem separadas na projeção abaixo, que inclui os 27 mandatos em curso.

Partido Cadeiras atuais até 2031 Vagas de 2026 no cenário Total no cenário
PL 9 18 27
MDB 1 7 8
PP 3 5 8
PT 3 4 7
Republicanos 4 1 5
União Brasil 2 3 5
PSB 1 3 4
PSD 3 1 4
PDT 0 2 2
Podemos 0 2 2
Novo 0 1 1
PSDB 0 1 1
Rede 0 1 1
Sem partido 1 0 1
Vagas com empate numérico 0 5 5
Total 27 54 81

O PL poderia acrescentar uma ou duas cadeiras se seus candidatos prevalecessem nos empates exatos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. Com uma vitória, chegaria a 28; com duas, a 29. A bancada poderá ser maior ou menor, conforme os resultados das demais disputas.

Ainda assim, o partido ficaria abaixo dos 41 votos necessários à maioria absoluta do Senado. Ter a maior bancada, portanto, não lhe daria sozinho essa maioria. O Senado explica os quóruns de votação.

Cinco empates mudam a distribuição entre partidos

Em cinco estados, dois candidatos dividem a segunda posição com o mesmo percentual:

Estado Candidatos empatados na segunda posição
AP Randolfe Rodrigues (PT) ou Lucas Barreto (PSD)
ES Evair de Melo (Republicanos) ou Maguinha Malta (PL)
MG Carlos Viana (PSD) ou Marília Campos (PT)
PR Alexandre Curi (Republicanos) ou Deltan Dallagnol (Novo)
RJ Carlos Portinho (PL) ou Benedita da Silva (PT)

O PT participa de três desses empates — Amapá, Minas Gerais e Rio de Janeiro — e poderia acrescentar até três cadeiras às sete da projeção. PSD e Republicanos estão em dois empates cada, assim como o PL; o Novo aparece em um. Cada uma dessas disputas envolve uma única vaga.

No Paraná, a situação de Deltan Dallagnol também depende de recurso. Segundo a Agência Brasil, uma decisão deste domingo restabeleceu seu registro como deferido com recurso. A validade de uma eventual eleição dependerá do desfecho do recurso.

Disputas apertadas podem mudar mais cadeiras

Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) estão numericamente à frente na Quaest, mas Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) aparecem próximas. Uma mudança entre esses nomes altera diretamente a composição partidária da simulação.

No Distrito Federal, a Quaest coloca Leila do Vôlei (PDT) na segunda posição, enquanto o Datafolha apresenta Bia Kicis (PL) nesse lugar. Se prevalecesse essa segunda composição, o PL ganharia uma cadeira e o PDT perderia uma em relação à projeção.

Em Mato Grosso, a Quaest indica Mauro Mendes (União Brasil) e Janaina Riva (MDB) nas primeiras posições. A AtlasIntel mostra Zé Medeiros (PL) e Mauro à frente. Essa troca acrescentaria um senador ao PL e retiraria um do MDB.

No RN, o cenário reúne PL, Podemos e PSD

No Rio Grande do Norte, a pesquisa Media/O Potengi aponta Styvenson Valentim e Zenaide Maia nas duas primeiras posições. Pelas filiações registradas nas candidaturas de 2026, Styvenson concorre pelo Podemos e Zenaide, pelo PSD.

Se os dois forem reeleitos, a bancada potiguar terá um representante de cada um desses partidos e um do PL, Rogério Marinho, cujo mandato segue até 2031.

A eleição de governadores também pode alterar as bancadas

As 27 cadeiras fora da eleição deste ano continuam em vigor, mas seus ocupantes e partidos podem mudar. Nove senadores com mandato até 2031 disputam governos estaduais.

Em Minas, por exemplo, se Cleitinho (Republicanos) vencer o governo e deixar o Senado, a cadeira passa ao primeiro suplente, Alex Diniz, filiado ao PL. Mantidas essas filiações, o efeito seria mais uma cadeira para o PL e uma a menos para o Republicanos, além das mudanças nas 54 vagas em disputa.

No Piauí, Jussara Lima, do PSD, exerce o mandato durante a licença de Wellington Dias, do PT. Se o titular reassumir, haverá uma cadeira a menos para o PSD e uma a mais para o PT.

A composição que tomará posse em 2027 dependerá, portanto, da apuração deste domingo, da definição dos governos estaduais e de eventuais substituições ou mudanças de filiação.