Jesus de Ritinha de Miúdo
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Com campanha em crescente, Jalmir Filho vem incomodando políticos de Angicos
Jalmir Filho (MDB) está no seu 1º mandato de vereador e já é nome de destaque na política de angicana. Líder do prefeito Pinheiro (MDB) na Câmara Municipal, a candidatura de Filho está em crescimento, e tem causado incômodos na classe política.
Em apenas 3 anos e meio de mandato, Jalmir foi o vereador da história de Angicos que mais trouxe recursos federais para à cidade. O vereador tem uma vitrine de obras e ações que foram frutos de seu trabalho legislativo.
Vitima de ataques, o carisma de Filho tem gerado ciumeira. O edil prefere não rebater o jogo sujo e tem focado a campanha nas ações e projetos de seu mandato.
Filho por onde passa tem recebido o carinho dos angicanos. Ficha limpa e nome que renovou a política local, os adversários tentam ludibriar mas deixam transparecer o motivo de estarem intimidando o parlamentar quase que diariamente.
Jalmir ultrapassou as barreiras do estado, já tendo sido destaque em premiações nacional. As expectativas apontam para que o edil fique entre os vereadores mais votados do pleito.
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Alice Carvalho ganha Prêmio Grande Otelo por “Cangaço Novo”
A atriz potiguar Alice Carvalho foi uma das grandes vencedoras da edição 2024 do Prêmio Grande Otelo, realizada na noite de quarta-feira (28), no Rio de Janeiro. Alice conquistou o prêmio na categoria “Melhor Atriz de Série de Ficção, TV Aberta, TV Paga ou Streaming” por sua aclamada interpretação de Dinorah na série “Cangaço Novo”, disponível na Amazon Prime.
Durante a cerimônia, Alice recebeu o troféu com emoção e destacou a importância da premiação para sua carreira. Ela competiu com renomadas atrizes, incluindo Alessandra Negrini (Cidade Invisível), Bianca Comparato (João Sem Deus – A Queda de Abadiânia), Marjorie Estiano (Fim) e Thainá Duarte (Cangaço Novo). A vitória solidifica o reconhecimento do talento de Alice no cenário nacional.
Além da vitória em “Melhor Atriz de Série de Ficção”, Alice também foi indicada na categoria “Melhor Atriz Coadjuvante de Longa-Metragem” por sua atuação como Lili no filme “Angela”, demonstrando sua versatilidade e presença marcante tanto na TV quanto no cinema.
No momento, Alice Carvalho está em evidência interpretando Joaninha na novela “Renascer”, da Rede Globo, e se prepara para a segunda temporada de “Cangaço Novo”. A continuidade da série promete mais oportunidades para Alice brilhar e encantar o público com sua atuação envolvente.
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Draga inicia operações de recuperação costeira
A draga para a engorda da Praia de Ponta Negra esteva em fase de teste na manhã desta sexta-feira (30), equipada com um braço de sucção de 30 metro, a atuação da draga começa oficialmente ás 13h de hoje.
Programada para retirar a areia do fundo do mar e transportá-la até a praia por meio de uma tubulação montada na altura do Hotel Sehrs, na Via Costeira. O processo de dragagem envolve a coleta do material, sua filtragem e transporte até o aterro. Um rebocador está estrategicamente posicionado para garantir a correta conexão entre a tubulação e o equipamento da draga.
Após o transporte da areia, a obra seguirá para a fase de terraplanagem, que incluirá o espalhamento, compactação e nivelamento do aterro com o auxílio de tratores. Este processo é crucial para garantir a qualidade e durabilidade do aterro.
O prefeito de Natal, Álvaro Dias, fez uma visita à embarcação na quinta-feira (29) e destacou a importância da engorda para a cidade. Segundo Álvaro, a obra não apenas promoverá o lazer e as atividades turísticas na praia, mas também desempenhará um papel vital na contenção da erosão costeira e na preservação do Morro do Careca.
“Essa engorda vai recuperar a praia de Ponta Negra ao longo de toda a sua extensão, aumentando a faixa de areia em 50 metros na maré cheia e 100 metros na maré baixa. Isso resolverá problemas como a derrubada do calçadão, a proteção do Morro do Careca e os riscos para bares, hotéis e restaurantes que seriam afetados pelo avanço do mar”, afirmou o prefeito.
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O mundo fantasioso de Eraldo e a falta de benquerença entre quem é pago para elogiar o prefeito
“Eu desafio aqui, um prefeito de São Gonçalo, da história de São Gonçalo, que em dois anos tenha feito a metade do que a nossa gestão faz.” Esta foi a frase que o prefeito Eraldo Paiva (PT) soltou em um comício que fez na última quarta-feira, 28.
Blogs e páginas de São Gonçalo e da Grande Natal repercutiram o discurso do alcaide, dando ênfase na noção de que a gestão do petista é um divisor de águas, o que não deixa de ser verdade, contudo, pelo lado negativo.
A administração de Paiva é a pior das últimas décadas no município. São Gonçalo convive com o sucateamento dos serviços públicos em todas as áreas.
Ao melhor estilo ditador, o ego subiu a cabeça de Paiva, que antes da eleição andou circulando por algumas cidades da Grande Natal como se fosse uma liderança de peso na região. Piada melhor do que essa não haveria de ter.
Vamos aguardar até quando dura a lua de mel das páginas financiadas pela administração com o petista. Eraldo vira e mexe atrasa repasses de propaganda, gerando reclamação por parte dos blogueiros.
Durante o período eleitoral a ordem do Gabinete Civil municipal foi não atrasar os repasses, mas organização não é o forte da turma que ocupa a sede da municipalidade.
Alguns blogueiros por conta própria já deixaram de publicar manchetes porque não quiseram pactuar das baixarias e mentiras quilométricas fabricadas pelo petismo são-gonçalense. Dos que ainda publicizam, a maioria divulga pela necessidade financeira de seus bolsos, porque simpatia pelo governo de Eraldo, não há.
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Dos 428 candidatos a vereador em Natal, apenas 54 têm chances reais de eleição
O sistema eleitoral brasileiro estimula a proliferação de candidaturas proporcionais e cria nos eleitores a ilusão de uma competitividade que nem de longe é real; neste ano, a imensa maioria dos candidatos a vereador em Natal terão como única missão bater esteira para aqueles poucos que realmente estão na disputa
Nossa equipe realizou para esta matéria uma extensa análise da viabilidade eleitoral dos mais de 400 candidatos que concorrem a uma das 29 vagas de vereador na capital potiguar. A análise levou em conta as regras eleitorais que definem como as vagas são distribuídas e buscou mensurar o potencial de cada nominata e candidato a partir de critérios como histórico em votações, bases de apoio e estrutura humana e financeira para as campanhas – o que, obviamente, nem é fácil nem muito se faz dispondo de informações transparentes e confiáveis, por motivos igualmente óbvios.
Mesmo diante das obscuras dificuldades da empreitada, pudemos chegar a algumas conclusões reveladoras, que serão compartilhadas com nossos leitores nesta e nas próximas cinco edições semanais de O Potengi e também em nosso portal na internet.
A disputa real pela vereança se concentra em poucos
Hoje, falaremos de como as regras eleitorais forjam a ilusão de uma competitividade irreal nas disputas pelo parlamento – e isso em qualquer cidade do país.
Ao todo, foram registradas 18 nominatas de partidos ou federações para concorrer às 29 cadeiras na Câmara Municipal de Natal, somando 428 candidatos.
A quantidade de votos que cada nominata precisa obter para eleger um vereador é chamada de quociente eleitoral (QE), que é calculado dividindo o total de votos válidos para vereador pelo número de vagas em disputa.
O QE para vereador em Natal, na última eleição, foi de 12.440 (360.756 votos válidos divididos por 29). Embora represente um crescimento de 5,42% em relação à eleição de 2016, o QE de 2020 foi inferior ao de 2012, que chegou a 13.169 votos (foram 381.924 votos válidos em 2012, 21.168 a mais que em 2020).
A redação de O Potengi projeta que nesta eleição retomaremos os patamares de 2012, apesar da recente perda de eleitores da capital. Arredondamos nossa projeção para 13.200 votos. Ou seja, a cada porção de 13.200 votos para vereador que um partido ou federação obtiver, terá direito a um assento na Câmara.
Mas as regras são ainda mais complicadas que isso. Caso uma chapa obtenha 80% do QE, ela poderá disputar eventuais “sobras” de vagas (vagas que não foram distribuídas pela obtenção de porções integrais do quociente). A própria matemática da eleição torna praticamente impossível que não haja sobras. Então elas têm que entrar no cálculo.
Isso significa que a chapa que obtiver 10.560 votos entra na disputa por uma vaga, desde que…
Desde que – e a complicação não para por aí – o candidato mais votado da chapa tenha um mínimo de 20% dos votos equivalentes ao quociente eleitoral. Segundo nossas projeções, para ser eleito pelas sobras, um candidato terá que alcançar no mínimo 2.640 votos.
Ou seja, para saber aproximadamente quantos candidatos têm chances reais de eleição na disputa de vereador em Natal temos que calcular duas coisas: quantas chapas podem alcançar um mínimo de 10.560 votos para vereador e, dentro delas, quantos candidatos têm potencial para ser o escolhido de pelo menos 2.640 eleitores.
Na real, são 11 chapas e 54 candidatos em disputa por 29 vagas na Câmara
De cara, podemos descartar da disputa real sete das chapas que concorrem na eleição proporcional em Natal. Elas não têm viabilidade para obter o mínimo de 10.560 votos, portanto seus candidatos – mesmo que alcancem os 2.640 sufrágios – estão fora da disputa. Contudo, seus votos serão computados para o cálculo do QE.
As sete chapas inviáveis (escreveremos sobre elas nas próximas edições) reúnem 105 candidatos a vereador – na disputa real, só restam 323.
Agrupados nas 11 chapas que têm reais condições de alcançar ao menos o equivalente a 80% do quociente eleitoral, contabilizamos apenas 54 candidatos que apresentam no momento perspectivas de disputar pelos 2.640 votos que serão o ponto de corte mais provável desta eleição.
Dez desses 11 partidos ou federações muito provavelmente elegerão ao menos um vereador em 6 de outubro. E apenas quatro deles (União, REP, PSDB e FBE), somados, ficarão com no mínimo 18 das 29 cadeiras – podendo, no limite, chegar a concentrar até 21 – mais de 75% da Câmara.
Tendência é a concentração de votos em poucos
Na última eleição, apenas 28 candidatos alcançaram os 20% do quociente eleitoral (2.488 votos). Naquela ocasião, tivemos 736 candidaturas a vereador. Na atual, são 428 – 308 candidatos a menos. Fora essa queda de mais de 40% no número de postulantes, também verificamos que os principais candidatos de 2024 trabalham com metas mais elevadas e maiores previsões de gastos, devido tanto às novas regras eleitorais que passam a valer este ano quanto pela concentração de nomes fortes em poucas chapas.
Continua
Ao longo da próxima semana, começando segunda-feira (2) pela chapa de vereadores do União Brasil, traremos análises diárias das 11 chapas que – segundo cremos – são aquelas com chances reais de eleger ao menos um vereador em nossa capital no próximo dia 6 de outubro.
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O Karatê além da autodefesa
O rigoroso treinamento de corpo e mente prepara seus alunos para além dos dojos
O Karatê surgiu em meados do século XV, combinando influências de técnicas chinesas e japonesas, nas ilhas Ryukyu, onde hoje está localizada a Província de Okinawa. Com a globalização, a arte marcial chegou a outros países, principalmente após a Segunda Guerra Mundial.
Devido a expansão, o Karatê desenvolveu diferentes estilos, cada um com sua peculiaridade. Atualmente, existe mais de dezenas de sub estilos, mas a Federação Brasileira de Karatê (FBK) reconhece apenas cinco deles: Goju-Ryu, Shotokan, Wado-Ryu, Shito-Ryu e Shorin-Ryu. Enquanto a Federação Mundial de Karatê (WKF) desconsidera o Shorin-Ryu entre os cinco citados.
Em Natal, dentre os diversos dojos que existem, o professor e mestre de Karatê Juarez Alves por muito tempo ensinou a arte marcial, desde meados da década de 70, um trabalho que fez com muita garra, dedicação e disciplina, no centro da Cidade Alta. De lá saíram muitos alunos que seguiram seus passos, como é o caso de Expedito de Andrade Jr.

Mestre Juarez Alves a esquerda e Samurai a direita – Foto: Cedida Samurai, como é conhecido, constantemente apanhava na escola e viu no Karatê a saída para se defender. “Eu apanhava muito na escola, era mole e os garotos viviam batendo na minha pessoa, aí pedi a minha mãe para me colocar na aula, para eu poder me defender e deu muito certo”, comenta.
O que começou como um meio de autodefesa, ensinou a Samurai mais do que ele imaginava, junto com as técnicas veio a paciência, disciplina, perseverança e concentração, que hoje ele repassa para seus alunos.
Devido a uma difícil situação financeira, quando estava desempregado, Samurai viu em seus conhecimentos marciais a oportunidade de sobreviver dando aulas. Desde os anos 90 ele passa seus conhecimentos a quem tem interesse de aprender as técnicas da luta, a sede fica no Bairro Potengi, na Zona Norte de Natal.
“O que me levou a dar aula foi a necessidade, pois estava desempregado. Como eu já era faixa preta, vi que dava para sobreviver dando aula e sustentar a família, até hoje vivo do Karatê”, afirma Samurai.
Karatê nas olimpíadas
O Karatê não estava entre os esportes das Olimpíada de Paris deste ano e tudo indica que também não estará nas olimpíadas de 2028. Apesar da ideia principal ser a mesma, muitos karatecas veem que existe uma diferença entre o Karatê apresentados nas olimpíadas e o Karatê dos dojos.
Alguns deles acreditam que a competição gera uma desunião, um certo tipo de rivalidade entre os diferentes estilos de Karatê, deixando de lado os princípios e ensinamentos éticos da arte marcial.
“Existem centenas de federações, como vão escolher qual vai participar? São estilos diferentes, como vão criar lutas entre esses estilos? São muitas vertentes aí preferem não colocar nas olimpíadas. Eu particularmente sou contra, acredito que enfraquece o esporte”, relata Samurai.Há quem seja a favor do Karatê nas olimpíadas e há quem ache que o esporte não se envolver em competições em jogos olímpicos, mas esse é um tema que ainda vai gerar muitas discussões.
Além do dojo

Mestre Samurai – Foto: Cedida Independente do Karatê estar nas olimpíadas ou não, uma coisa é certa, o que se aprende nos treinos se expande em todas as áreas da vida e mostra que no esporte há sempre a inclusão.
Samurai revela que possui muitos alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Um deles, inclusive, a história se assemelha a do sensei.
Samurai nos conta que foi procurado pelos pais de um jovem, chamado Matheus, para matricular o rapaz nas aulas de Karatê devido ao bullying que o garoto sofria, já era seu quinto ano sendo agredido na escola.
“Ele sofria muito por ser autista, os outros meninos empurram ele, ele não sabia se defender, tem um coração de ouro e começamos o treinamento dentro das condições dele. Matheus começou a ver os meninos perdendo na luta, mas aprendeu que fazia parte, assim como ele também podia ganhar. Hoje ele é faixa marrom”, relata.
Samurai relembra que esse mesmo aluno chegou a se defender na escola e orientou ao garoto que: “você não pode agredir ninguém de forma livre, mas tem todo direito do mundo de se defender”, durante a briga dois golpes foram desferidos e o sensei continuou “se no primeiro golpe ele recuou, então não precisava do segundo, isso é sabedoria”, conclui.
Para o sensei, acompanhar a evolução de Matheus foi uma das coisas que deram sentido a continuar fazendo esse trabalho, seu aluno que chegou indefeso e não tinha coragem de machucar ninguém, hoje sabe se defender da maneira correta.
Tanto a trajetória de Samurai, quanto a de Matheus e de tantos outros Karatecas enfatizam o ponto chave do Karatê: a disciplina e o respeito acima de tudo.
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593 pessoas são resgatadas em condições de trabalho escravo
Servidores de seis órgãos públicos que participam da quarta edição da Operação Resgate libertaram 593 pessoas encontradas em condições semelhantes ao trabalho escravo ao longo do último mês. Entre as vítimas, há, ao menos, 18 crianças ou adolescentes submetidos ao trabalho infantil ilegal – 16 delas eram forçadas a realizar serviços em condições degradantes, sem receber qualquer quantia em troca.


Os resgates ocorreram em 11 (AM, DF, GO, MG, MS, MT, PA, PE, RJ, RS e SP) das 27 unidades federativas brasileiras, entre os dias 29 de julho e 28 de agosto. Os maiores números de ocorrências foram registrados em Minas Gerais (292 pessoas libertadas), São Paulo (142), Pernambuco (91) e Distrito Federal (29). Já as atividades econômicas com maior incidência de trabalho escravo foram a agricultura (especificamente os cultivos de cebola, café e alho), a construção civil e serviços (restaurantes, bares e condomínios).
Clínica de reabilitação
Um dos casos que mais chamou a atenção dos fiscais ocorreu em Pernambuco, onde 18 pacientes de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos eram submetidos a trabalho forçado. “Todos eram pacientes internados e realizavam as atividades laborais compulsoriamente, como parte do processo de internação”, comentou o coordenador-geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravo e Tráfico de Pessoas, André Roston, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ao apresentar, hoje (29), o balanço preliminar da Operação Resgate IV.
“A clínica tinha 63 internos e simplesmente não tinha nenhum empregado registrado. Toda a mão de obra, todo o funcionamento do estabelecimento era extraído do trabalho forçado de parte dos internos, a título de isso fazer parte da reabilitação”, acrescentou Roston, explicando que os 18 resgatados na clínica realizavam, gratuitamente, de atividades administrativas ao serviço de porteiro, vigilância e preparação de alimentos, entre outros.
Operação Resgate IV
A Operação Resgate IV, de combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas, é resultado do esforço concentrado de seis instituições: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Este ano, foram libertadas 11,6% mais pessoas do que na edição anterior, de 2023, quando 532 trabalhadores foram resgatados.
A operação também resultou no resgate da pessoa mais idosa já encontrada na condição de escravizada.
Uma senhora de 94 anos de idade foi resgatada em Mato Grosso, na casa de uma família para a qual ela trabalhou por 64 anos, sem salário. Impedida de constituir família e de estudar, ela continuava cuidando da atual patroa, de 90 anos e com Alzheimer.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a trabalhadora poderá permanecer morando na casa onde passou os últimos anos, com todas as despesas pagas pela família da empregadora, que terá de custear inclusive um cuidador de idosos e um salário-mínimo mensal à senhora.
Outro caso de trabalho escravo doméstico foi identificado no estado de São Paulo. Uma mulher, hoje com 58 anos, foi encontrada na casa de uma família para a qual trabalhava desde seus 11 anos de idade. “Ela foi levada para a casa onde passou a trabalhar graças a uma tutela judicial provisória que nunca se tornou definitiva, supostamente para ser integrada em um novo lar, mas passou a trabalhar compulsoriamente, em condições análogas à escravidão, até ser libertada no âmbito da Operação Resgate”, afirmou o coordenador-geral de fiscalização.
Outro aspecto destacado durante a apresentação dos resultados foi a libertação de trabalhadores estrangeiros. Em Anta Gorda (RS), quatro trabalhadores argentinos foram encontrados sem documentos pessoais ou visto para o trabalho, em condições degradantes na extração, corte e carregamento de lenha de eucalipto.
Em Mato Grosso do Sul, as equipes de fiscalização tiveram que usar caminhonetes com tração, lanchas e até um helicóptero para chegar aos dois estabelecimentos onde 13 paraguaios foram flagrados em situação degradante, submetidos à servidão por dívida.
“O isolamento geográfico, a dificuldade de acesso das equipes de fiscalização, contribuem para a vulnerabilização dos trabalhadores”, comentou Roston.
Até o momento, os responsáveis por submeter os trabalhadores a condições semelhantes à escravidão já tiveram que desembolsar mais de R$ 1,91 milhão apenas para saldar verbas rescisórias.
Segundo o coordenador, os órgãos responsáveis seguem buscando o pagamento de outros deveres trabalhistas e custos.
“Este valor total vai ser maior, pois ainda há muitas equipes em campo, realizando as cobranças dos pagamentos. E se não conseguirmos os pagamentos neste ciclo operacional, teremos, eventualmente, a judicialização destas cobranças”, acrescentou o coordenador destacando a importância de punir também financeiramente os responsáveis.
“O principal motor da exploração do trabalho escravo é o fato de que há um grande benefício econômico ao se adotar esta estratégia de violação dos direitos humanos para exploração do trabalho. No cerne, emprega-se o trabalho escravo contemporâneo porque esta ainda é uma conta economicamente benéfica para os exploradores”, concluiu Roston.
Fonte: Agêcia Brasil
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Gabrielzinho conquista primeiro ouro do Brasil nos Jogos Paralímpicos de 2024
A estreia do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Paris foi marcada por uma grande conquista. Nesta quinta-feira, 29, o nadador mineiro Gabriel Araújo, conhecido como Gabrielzinho, garantiu a primeira medalha de ouro para o país na competição. O atleta venceu os 100 metros nado costas da classe S2, destinada a atletas com grande comprometimento físico e motor, com o tempo de 1min53s67.
A vitória de Gabrielzinho, de 22 anos, é a quarta medalha paralímpica de sua carreira. Ele já havia conquistado dois ouros e uma prata na mesma prova durante os Jogos de Tóquio. O nadador, atual campeão mundial nos 100 metros costas, dominou a prova em Paris, terminando quase oito segundos à frente do russo Vladimir Danilenko, que competiu sob bandeira neutra. O terceiro lugar ficou com o chileno Alberto Abarza Diaz.

Gabriel Araújo está na final em Paris – Foto: Wander Roberto/CPB Nascido em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, Gabrielzinho ainda tem mais quatro provas pela frente nos Jogos de Paris: os 50 metros costas e 200 metros livre na classe S2, além dos 50 metros livre e 150 metros medley na classe S3, que inclui atletas com um grau de comprometimento menor.
Além de seu desempenho impressionante nas piscinas, Gabrielzinho também foi um dos destaques da cerimônia de abertura dos Jogos, na última quarta-feira, 28 de agosto, quando foi escolhido para ser o porta-bandeira do Brasil.
Gabrielzinho nasceu com focomelia, uma condição congênita que impede a formação normal dos braços e pernas, e iniciou sua trajetória no esporte em Juiz de Fora. Sua atuação continua a inspirar e consolidar seu papel como uma das principais figuras do esporte paralímpico brasileiro.

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Festa do Sabugo 2024: música e tradição no Parque Aristófanes Fernandes
A Festa do Sabugo, uma das celebrações mais tradicionais do Rio Grande do Norte, começa nesta quinta-feira, 29 de agosto, e vai até o sábado, 31 de agosto, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim. A edição de 2024 promete atrair um grande público com um line-up de atrações nacionais, incluindo Luan Santana, Raça Negra e Mastruz com Leite, todos com entrada gratuita.
Programação completa
- Quinta-feira (29):
- Luan Santana
- Luan Estilizado
- Kelvy Pablo
- Zé Hilton
- Selminha Ferrari
- Sexta-feira (30):
- Raça Negra
- Ferrugem
- Renno
- Cleyton Silva
- Fabinho Miranda
- Banda Ipod
- Sábado (31):
- Limão com Mel
- Mastruz com Leite
- Seu Desejo
- Gabriel de Pádua
- Forró Dobrado
Os portões do Parque Aristófanes Fernandes abrirão às 18h em todos os dias de festa. A entrada será liberada após revista individual por seguranças. A prefeitura de Parnamirim implementou um esquema de segurança robusto, incluindo câmeras de reconhecimento facial e agentes de segurança circulando pelo evento. Os itens proibidos incluem alimentos e bebidas de fora, armas, objetos de vidro e metal, capacetes, correntes, inflamáveis, entorpecentes, fogos de artifício, sinalizadores e lasers.
Com um público recorde de mais de 300 mil pessoas na edição de 2023, a expectativa é que a festa deste ano supere esse número. O evento contará com uma ampla praça de alimentação, food trucks e vendedores ambulantes para garantir que todos tenham acesso a uma variedade de opções gastronômicas.
- Quinta-feira (29):
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Lixo e esgoto a céu aberto preocupam comunidade do Mercado de Petrópolis
A persistente presença de lixo no esgoto do Mercado Público de Petrópolis tem gerado crescente preocupação entre os moradores locais. Denúncias recorrentes indicam que o descarte inadequado de resíduos no sistema de esgoto tem provocado entupimentos, problemas sanitários e um mau cheiro que se espalha pela região.
O problema é agravado pelo acúmulo de materiais como embalagens plásticas e restos de alimentos, que deveriam ser descartados de maneira apropriada. As chuvas intensificam a situação, contribuindo para o entupimento do esgoto e a disseminação dos odores desagradáveis.
Embora as queixas da população sobre essa questão se arrastem há bastante tempo, a situação parece persistir. Quem frequenta o local se incomoda com a situação e tem receio de que o esgoto e a sujeira contribua pra doenças.
Jesus de Ritinha de Miúdo
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