Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Funcionária pública de São José do Campestre é presa sob suspeita de ser integrante do PCC

    A Polícia Militar (PM) deflagrou a “Operação Renoe” em São José do Campestre, no agreste potiguar. A operação resultou na prisão de uma funcionária da Prefeitura Municipal, suspeita de ser integrante da facção criminosa primeiro Comando da Capital (PCC).

    A suspeita foi detida com uma pistola roubada e munições de uso restrito.

    As diligências ocorreram no fim da tarde desta quarta-feira (19), durante um patrulhamento das Forças Táticas do 5⁰ e 9⁰ Batalhão de Polícia Militar.

    A Operação Renoe é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e tem como foco o enfrentamento a organizações criminosas.

    Segundo PM, foi localizada com a mulher uma pistola Taurus TH380, calibre .380 mm, com queixa de roubo em João Pessoa, capital da Paraíba, além de 30 munições do mesmo calibre e um coldre. O armamento foi apreendido, e a mulher foi conduzida à 69ª Delegacia de Polícia (DP) do município para os procedimentos legais.

    As autoridades informaram que o marido da suspeita, identificado como George Gomes Crisanto, foi preso em flagrante sob suspeita de participação no roubo a uma agência bancária na cidade de Santo Antônio, no agreste do RN. Na época do assalto, George possuía um mandado de prisão preventiva por tentativa de homicídio em Santa Cruz, cidade também localizada no agreste.


  • AeC oferta mais de 235 vagas de emprego em Mossoró

    A AeC Contact Center está com mais de 235 vagas abertas para Mossoró. As vagas são para atuar no setor de atendimento ao cliente e não exigem experiência prévia na função, o que abre espaço tanto para quem busca a primeira oportunidade de emprego quanto para profissionais com mais de 50 anos que desejam retornar ao mercado de trabalho.

    Para se candidatar, é necessário ser maior de idade, ter concluído o ensino médio e conhecimentos básicos em informática. As inscrições podem ser feitas pelo site sou.aec.com.br.

    A companhia oferece contratação em regime CLT, salário compatível com o mercado, plano de saúde e odontológico, seguro de vida, auxílio creche, possibilidade de trabalho remoto em algumas cidades, entre outros benefícios, e possibilidade de ascensão de carreira.

    O horário de trabalho reduzido, de 6h20, também permite que jovens em sua primeira experiência profissional consigam conciliar o emprego com os estudos.


  • Acidente com vítima fatal é registrado na madrugada desta sexta (21), na BR-304, em Riachuelo

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou um acidente com vítima fatal na madrugada desta sexta-feira (21), na BR-304, na cidade de Riachuelo, no agreste potiguar.

    A colisão traseira envolveu um veículo modelo Renault/Kwid Zen e uma motocicleta modelo Honda XLR 125.

    Segundos os agentes da PRF, os veículos transitavam no mesmo sentido da rodovia. O condutor da motocicleta, um homem de 37 anos, não possuía habilitação e estava sem capacete,não resistindo aos ferimentos e vindo a óbito no local.

    A Polícia Civil e o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) estiveram no local para os procedimentos legais e a elaboração do laudo pericial que auxiliará na apuração das causas do acidente.


  • “Operação Sapucaia”: Polícia Civil prende 15 suspeitos de envolvimento em tráfico de cocaína no RN

    A Polícia Civil cumpriu 37 mandados de busca e apreensão e prendeu 15 pessoas durante uma operação deflagrada nesta sexta-feira (21) para combater uma facção criminosa em Jucurutu, no seridó potiguar. Os mandados são de prisão preventiva.

    De acordo com a polícia, o alvo da “Operação Sapucaia” é uma célula criminosa de uma facção envolvida em diversos delitos, principalmente o tráfico de drogas.

    Os policiais afirmam que a facção também atuaria em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São Fernando, Tangará, Caicó, Jardim de Piranhas, Florânia e Parelhas, no Rio Grande do Norte; e em João Pessoa, na Paraíba.

    O nome da operação faz referência à árvore Sapucaia, cujo fruto tem cor branca por dentro, em alusão à cocaína – principal substância comercializada pela facção.

    A polícia afirma que mais informações sobre a operação serão divulgadas ao longo desta sexta.


  • Quer pagar quanto?

    Olá, queridos. Como vão?

    Minha conversa com vocês hoje vai ser sobre uma reflexão que fiz, depois que uma música alugou um triplex na minha cabeça essa semana. Às vezes acontece de você já ter escutado uma música, uma história, um conselho, mas em determinado dia aquele entendimento do que se ouviu, ou leu, vai bater diferente.

    Foi assim com essa música. É uma canção do Dorgival Dantas, na qual ele pergunta à mulher amada, repetidas vezes, quanto custa estar com ela sem brigar, sem se separar e etc. Logo depois ele afirma que pagaria qualquer preço por isso, nem que tivesse que morrer devendo.

    Minha reflexão não foi sobre relacionamentos amorosos, nem mesmo se vale a pena, ou não, pagar qualquer preço para estar com alguém. Quem sabe, outro dia até poderemos falar sobre isso. O questionamento interno no qual me percebi, depois de ouvir essa música (repito, a qual já havia escutado tantas vezes), foi “Qual preço eu estaria disposta a pagar para ter algo que eu tanto quero, ou para deixar de ter algo que não quero?”

    Eu queria gerar, com esse texto de hoje, uma provocação para que vocês também se perguntem: quanto custa o que mais vale para você? E que fique claro que eu não estou falando de dinheiro.

    Quanto custa alcançar aquele seu sonho? Quanto custa, para você, a sua paz? Qual seria esse “qualquer preço” que você teria disposição de pagar, nem que tivesse que “morrer devendo”, para alcançar o que lhe é tão caro? Ou para abandonar no acostamento da estrada aquilo que já não faz mais sentido ter no seu caminho?

    Deixar para trás algo que não queremos pode parecer algo tão simples, mas não é. (Claro que é! As pessoas não continuam com aquilo que não querem!) Será mesmo? E quando esse algo que você gostaria de deixar para trás não consegue ser abandonado por estar preso a você?

    E quando esse algo é uma culpa que você carrega? Uma obrigação imposta por motivos que fazem sentido para quem impôs e não para você? Um hábito momentaneamente prazeroso, mas muito prejudicial a longo prazo? E quando isso aí que você queria deixar para trás é algo que vai deixar muita gente que você ama decepcionada contigo, caso deixe de carregá-lo?

    As pessoas que amamos são muito importantes em nossas vidas, sim! Afinal, por definição, somos seres sociáveis. Mas, por mais importantes que sejam essas pessoas, o bem estar delas não pode ser colocado acima do nosso, assim como o nosso não pode ser colocado acima do bem estar delas.

    Não faz sentido que pessoa alguma se prenda a algo para agradar, ou não desagradar, a outra pessoa, quando isso lhe causa grande incômodo. Vou tentar deixar isso mais claro.

    Existem coisas pelas quais eu não tenho a menor disposição de pagar o preço, e simplesmente não pago. Certas obrigações sociais, que somos cobrados a fazer com a justificativa de que aquilo é uma convenção, ou porque “é assim que as coisas são”, esses pesos eu venho tirando dos meus ombros há muito tempo.

    Tenho muita consideração pelos que amo, mas nem por eles faço algo que seja demasiado incômodo para mim, apenas porque querem, porque vão se chatear comigo, porque “é assim que as coisas são”. Não vou me colocar desconfortável para deixar o outro confortável. Esse preço eu não pago.

    Ao longo dos anos, venho aprendendo cada vez mais a dizer não, a colocar meus limites, e tenho pago, com muito gosto, o preço que isso me custa. No começo, não é fácil ter que lidar com as caras feias, com as pessoas chateadas com minha recusa. Mas percebi que, com o tempo, elas acabam se acostumando. E, se na hora do não, a gente fala com jeitinho, se a gente fala com firmeza, mas com educação, as pessoas vão entender que aquele seu limite agora tem demarcação nova e não vai mais recuar.

    Outro preço que hoje me recuso a pagar é o tal do peso na consciência, muito menos quando é imposto por algo externo. Tomo minhas decisões e arco com elas, porque as tomo por mim.

    Um exemplo bem simples disso é a minha relação com a academia. Sabe aquele dia em que você simplesmente não tem a menor disposição de ir, mas se força pensando que é para isso que está pagando a mensalidade?

    Eu não me permito pensar assim. Eu não pago academia para me sentir presa a uma obrigação que vai me gerar peso na consciência. Pago academia para que ela esteja à minha disposição quando eu quiser ir. Quando eu vou, é uma decisão deliberada entre mim, eu mesma e a minha pessoa. O fato de eu pagar academia não faz com que ela tenha participação decisória. Nesse contexto, ela é ferramenta.

    Meu compromisso com minha saúde é quem acaba tendo voto final na quantidade de vezes que eu vou. E não se enganem pela minha fala, minha frequência está entre razoável e satisfatória. Eu sei da importância que tem, para mim, ir para a academia. Tenho algumas questões de saúde que requerem minha séria dedicação à atividade física.

    Mas quando estabeleço minha frequência de idas, me reservo o direito de ter como fator de decisão a minha vontade ponderada com minha necessidade, utilizo como incentivo o quão bem vou me sentir se mantiver esse auto cuidado. Jamais o peso na consciência vai decidir por mim. Jamais permito que esse sentimento ruim e desconfortável tenha essa influência sobre mim.

    Esse preço eu não estou disposta a pagar.

    Esse exemplo da academia é sobre algo, aparentemente, simples. Mas isso vale para qualquer peso indesejado que estejamos carregando, pelos motivos errados. Até porque, existem pesos indesejados que carregamos pelos motivos certos.

    Quando deixamos de lado atividades e hábitos que gostamos muito para economizar dinheiro para comprar algo que almejamos, ou para utilizar aquele tempo com algo que nos é mais caro. Eu adoro poder dormir mais um pouquinho de manhã, mas hoje acordei mais cedo para escrever esse texto. Escrever me dá mais prazer do que dormir um pouquinho a mais.

    Tudo bem que na hora em que acordo de madrugada o sono não me permite, ainda, sentir assim. Mas depois que vejo o texto pronto, sempre sinto que valeu a pena e sei que, se precisar, farei de novo. Esse prazer maior, pelo qual abrimos mão de um prazer momentâneo, acaba funcionando desse jeito mesmo: a princípio pode parecer um sacrifício, mas quando se alcança o resultado, a alegria de chegar lá não nos deixa duvidar de que fizemos a escolha certa.

    Tenho certeza que muitos de vocês já pagaram altos preços para alcançar o que tanto queriam. Já sacrificaram muita coisa que gostavam para poder ter o que amavam. Vocês sabem bem do que estou falando. E não é apenas sobre acordar mais cedo ou sobre academia.

    E aqui é que entra a importância do autoconhecimento bem desenvolvido e trabalhado. Nós só entendemos qual preço estamos dispostos a pagar quando nos escutamos e calamos as vozes externas, as aparentes obrigações, os “tem que”. “Tem que” nada! A única coisa que a gente “tem que” é respirar. O resto vamos avaliando à medida que for necessário.

    Desde que se respeite os limites do Código Penal, dos Direitos Humanos, de uma ética mínima que seja, de resto cada um faz o que quer e ninguém é obrigado a nada, muito menos a pagar um preço pelo qual não está disposto.

    E aquele que você está disposto a pagar, por mais caro que pareça aos outros, por mais desperdício que julguem ser, se para você vale a pena, pague! Mas pague com gosto!

    Eu já paguei, e ainda pago, altos preços por vontades que muitos julgam desnecessárias. Também por isso, pago caladinha. Minha paz é outra coisa muito cara para mim. Mas foram, e ainda são, vontades e quereres de valor incalculável para mim. O que, no fim, acabou saindo uma pechincha.

    Acho que, com isso tudo, o que eu quero dizer para vocês é que façam o que quiserem e não façam o que não quiserem. Simples assim. Desde que seja algo pelo qual, no fundo do seu coração, no mais íntimo da sua consciência, valha a pena qualquer esforço, pelo qual valha a pena fazer-se de surdo para o julgamento alheio, pelo qual seus olhos brilhem e no canto da boca surja um sorriso involuntário, só de imaginar fazer, ou abster-se de fazer, algo exatamente como deseja.

    Até a próxima!


  • Apamim inicia construção do Hospital Infantil de Mossoró

    A Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Mossoró (Apamim) inicia, oficialmente, às 16h desta sexta-feira (21) a construção do Hospital Infantil de Mossoró, com investimento de R$ 15 milhões e previsão de conclusão até o final de 2025.

    Os recursos para construir a unidade hospitalar foram destinados pelo senador Styvenson Valentin (PSDB), que vem pessoalmente oficializar o início da construção ao lado da diretora geral da Apamim, Larizza Queiroz, no final da tarde desta sexta.

    Dos R$ 15 milhões, o senador Styvenson já enviou R$ 11 milhões, através do Fundo Municipal de Saúde. Estes recursos chegaram no dia 13 de dezembro, superou a questão burocrática e chegou as contas da Apamim para dar início a obra.

    O prédio, que terá quatro andares, será erguido em aço e concreto armado na Av. Rio Branco, em frente à Praça da Criança, no Centro de Mossoró.

    Serão pelo menos 30 leitos de Terapia Intensiva neonatal e pediátrica, além de pronto socorro 24 horas.

    Histórico

    Larizza Queiroz, o advogado Gustavo Lins e o jornalista Cézar Alves apresentaram o quadro de carência de um hospital infantil, com pronto socorro 24 horas e suporte UTI Pediátrica em Mossoró ao senador Styvenson Valentin, em Brasília-DF, no segundo semestre de 2023.

    De imediato, o senador ordenou que sua equipe técnica iniciasse os procedimentos para destinar os recursos necessários para sanar esta deficiência em Mossoró, enquanto que a equipe da Apamim trabalhava na construção do projeto arquitetônico.

    Para Larizza Queiroz, a construção do hospital infantil simboliza um avanço significativo para a região Oeste do Estado, oferecendo atendimento especializado e reduzindo a sobrecarga de outras unidades de saúde de Mossoró e também da capital do Estado.


  • Homem preso pela PM confessa ter matado empresário com tesoura em Mossoró

    Do Fim da Linha

    Francisco Antônio de Melo Gonçalves, o Pernalonga, de 41 anos, foi preso na tarde de quinta -feira (20), na Praça da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Centro de Mossoró, em uma ação rápida da Polícia Militar.

    Ele foi levado à 15ª Delegacia de Homicídios e durante o depoimento ao delegado Caio Fábio, confessou ter assassinado o empresário Christian Noronha Lopes dos Santos, de 47 anos, com um golpe de tesoura.

    O crime ocorreu na parte da manhã em frente a loja da vítima, na Rua Meira e Sá, no Centro de Mossoró. A informação foi confirmada pelo delegado Caio Fábio, que lavrou o auto de prisão em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil.

    O crime

    Segundo informações de familiares, Christian Noronha estava em sua loja de calçados Sport, localizada no Centro de Mossoró, quando o elemento chegou pedindo dinheiro. Diante da recusa do empresário, o suspeito começou a causar tumulto no estabelecimento.

    Após troca de insultos, Pernalonga teria desferido um golpe de tesoura na altura do coração do empresário, que após ser ferido foi socorrido imediatamente, pelo filho e levado ao Hospital Wilson Rosado. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu aos ferimentos.

    Prisão do suspeito

    Após o crime, Pernalonga permaneceu no centro da cidade e foi detido por populares na Praça da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A Polícia Militar foi acionada e conduziu o suspeito à DHPP, onde ele confessou o homicídio ao delegado Caio Fábio.

    O acusado foi autuado em flagrante e encaminhado à Cadeia Pública de Mossoró, após passar por exames no Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP). Ele será submetido à Audiência de Custódia nesta sexta-feira (21).

    Velório e sepultamento

    O corpo de Christian Noronha passou por exames no ITEP e foi liberado para velório no Centro de Velório Sempre, próximo ao Tiro de Guerra. O sepultamento está marcado para as 16h desta sexta-feira (21), no Cemitério São Sebastião, no Centro de Mossoró.


  • Prefeitura de Natal pode pagar multa de R$ 181 mil por descumprir decisão judicial sobre drenagem em Capim Macio

    O Ministério Público Federal (MPF) cobra da Prefeitura de Natal o cumprimento da sentença que determina a obtenção da licença de operação do sistema de drenagem do bairro de Capim Macio. Além da regularização, o município pode ser obrigado a pagar uma multa que já soma R$ 181 mil pelo descumprimento da decisão judicial.

    A sentença transitou em julgado em 2020, ou seja, não há mais possibilidade de recurso. No entanto, segundo o MPF, a prefeitura ainda não tomou as medidas necessárias para conseguir a licença, além de propor modificações no projeto que podem comprometer a segurança do sistema de drenagem.

    Em primeira instância, a Justiça determinou que o município deveria cumprir todas as fases do licenciamento ambiental. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) reforçou essa decisão ao estabelecer que a prefeitura deveria garantir a viabilidade ambiental e eficiência do sistema de drenagem.

    Apesar das sucessivas intimações da Justiça desde 2020, a administração municipal tem solicitado prorrogações de prazo para apresentar a licença de operação. A prefeitura informou que requisitou o licenciamento ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema) em setembro de 2022, mas ainda não obteve retorno. Segundo o MPF, o órgão ambiental repassou, ainda naquele ano, uma lista de pendências que deveriam ser solucionadas para a emissão da licença.

    Mudanças no projeto 

    Em outubro de 2024, a prefeitura apresentou um pedido de alteração do projeto de drenagem. Entre as modificações propostas, está a exclusão da instalação de uma estação elevatória, cujo custo foi estimado em pouco mais de R$ 2 milhões. O MPF rejeitou a justificativa financeira, ressaltando que o município gastou R$ 8,8 milhões apenas com publicidade e propaganda em 2024, ultrapassando R$ 35 milhões desde 2021, período em que a sentença já estava em vigor.

    Outro ponto de preocupação para o MPF é a proposta de reduzir o chamado Tempo de Retorno (TR) do sistema de drenagem, que passaria de 50 anos para 25 anos. Esse parâmetro define o tempo estimado para a ocorrência de chuvas intensas que superem a capacidade do sistema. A mudança, segundo o órgão, pode aumentar o risco de inundações, especialmente considerando que os índices pluviométricos da cidade têm crescido nos últimos anos.

    Além disso, o MPF destaca que a prefeitura deseja retirar do projeto a estação elevatória, equipamento essencial para bombear volumes de água superiores ao que o sistema suporta naturalmente. O órgão alerta que a exclusão do dispositivo pode comprometer a eficiência do sistema e contrariar o Plano Diretor de Drenagem de Natal.

    O procurador da República Camões Boaventura destacou que o Ministério Público não se opõe a mudanças no projeto, desde que sejam detalhadas e garantam a segurança da drenagem na região.

    A ação tramita na Justiça Federal sob o número 0011450-03.2008.4.05.8400.


  • Bebê de 1 ano morre eletrocutado ao tocar em fio desencapado em Extremoz

    Um bebê de apenas 1 ano, identificado como Joabe Kauê, morreu na tarde desta quinta-feira (20) após sofrer um choque elétrico ao entrar em contato com um fio desencapado dentro de casa, na comunidade de Estivas, em Extremoz, na Grande Natal.

    Segundo relatos, a criança estava no quarto quando tocou no fio e recebeu a descarga elétrica. Ao ouvir o grito do filho, a mãe correu até o local e o encontrou ferido. Desesperada, ela o levou imediatamente ao hospital, mas Joabe Kauê não resistiu.

    A Prefeitura de Extremoz divulgou uma nota de pesar lamentando o falecimento da criança e prestando solidariedade à família.

    “É com muita tristeza que recebemos a notícia do falecimento de Joabe Kauê. Neste momento de dor, desejamos a todos os familiares e amigos nossos profundos sentimentos, que o nosso bom Deus conforte o coração de todos.”

    O caso reacende a necessidade de atenção redobrada com fiações elétricas dentro de casa, especialmente em residências com crianças pequenas. Especialistas alertam para a importância da manutenção das instalações elétricas e do uso de dispositivos de segurança, como protetores de tomadas e fios devidamente isolados, para evitar acidentes como esse.


  • Crédito do Trabalhador começa a valer nesta sexta, saiba como funciona a nova linha de empréstimo consignado

    A partir desta sexta-feira (21), trabalhadores formais, incluindo empregados domésticos, rurais e microempreendedores individuais (MEIs), terão acesso ao Crédito do Trabalhador, nova modalidade de empréstimo consignado com juros reduzidos e contratação digital. A medida busca oferecer uma alternativa mais acessível para quem precisa de crédito sem recorrer a opções mais caras do mercado financeiro.

    O Crédito do Trabalhador foi instituído por meio de uma Medida Provisória editada pelo governo federal no último dia 12 de março. A iniciativa foi desenvolvida pelo Ministério do Trabalho e Previdência em parceria com o sistema financeiro para oferecer uma alternativa de crédito com juros mais baixos e condições favoráveis. Após a publicação da MP, as instituições financeiras tiveram um prazo de 10 dias para se adequar e disponibilizar a nova modalidade de consignado aos trabalhadores.

    O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, explicou que a medida busca aliviar o endividamento dos trabalhadores ao permitir que troquem dívidas com juros altos por um crédito mais barato. “Se você está endividado, tem agora a oportunidade de trocar essa dívida cara por uma mais barata e, portanto, aliviar sua situação. É como se você fizesse um grande acordo salarial e tivesse um aumento real de salário”, destacou.

    Como vai funcionar?

    O Crédito do Trabalhador poderá ser solicitado diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital). O trabalhador autoriza os bancos habilitados a acessar informações como nome, CPF, margem consignável e tempo de empresa. Em até 24 horas, as instituições enviam propostas, permitindo que o usuário escolha a melhor oferta diretamente pelo canal eletrônico do banco.

    As parcelas serão descontadas automaticamente na folha de pagamento, respeitando a margem consignável de 35% do salário. Como garantia, o trabalhador pode utilizar até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória em caso de demissão.

    Quem pode acessar?

    • Trabalhadores com carteira assinada, incluindo rurais e domésticos;
    • Microempreendedores Individuais (MEIs).

    E se já tiver um empréstimo consignado?

    Quem já possui um consignado poderá migrar para a nova modalidade a partir de 25 de abril, caso encontre condições mais vantajosas. A partir de junho, será possível realizar a portabilidade do crédito para outro banco que ofereça taxas menores.

    E se o trabalhador for demitido?

    As parcelas pendentes serão descontadas das verbas rescisórias, respeitando os limites legais.

    Bancos terão acesso a todos os dados do trabalhador?

    Não. As instituições financeiras habilitadas terão acesso apenas às informações necessárias para oferecer propostas, conforme previsto na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Mais de 80 bancos devem operar a modalidade.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a linha de crédito deve ser usada com responsabilidade. “O banco que cobrar menos, vá lá e faça a mudança, mas não é para gastar o que não tem”, alertou.

    O governo espera que a iniciativa amplie o acesso ao crédito e ajude trabalhadores a saírem do endividamento excessivo, garantindo melhores condições financeiras.





Jesus de Ritinha de Miúdo





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