Jesus de Ritinha de Miúdo
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Drones russos atingem Odessa e deixam feridos. Ataques contínuos expõem o impasse da guerra: ninguém vence, mas todos continuam jogando.
Leia o restante em CNN Brasil.
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Ataques de Israel deixam mortos no Líbano. É a nova escalada no conflito, com 9 mortos (incluindo crianças). Já não há limites, só mesmo a repetição trágica
Leia o restante em CNN Mundo (em inglês)
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Congresso analisa veto de Lula sobre redução de penas e a disputa política esquenta: veto pode beneficiar condenados por atos golpistas — e até Bolsonaro. É um jogo de forças pesadas.
Leia sobre isso em G1.
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“Apocalipse” de Medvedev e a queda de Messias no expediente; no RN, a conversa é sobre habitação e a terceira via
No estado, o dia é marcado pela tentativa da capital de equilibrar o bem-estar social com a saúde fiscal, enquanto as peças para a sucessão estadual começam a se mover no tabuleiro eleitoral. Já para além das fronteiras de Ponta Negra, o mundo lida com o fantasma da guerra e o Brasil encara uma derrota histórica no Legislativo que redesenha a relação entre os Poderes.
Dignidade sob o teto natalense
A Prefeitura do Natal anuncia a entrega de mais de mil moradias, focando na população em vulnerabilidade. É uma política habitacional que, além de reduzir o déficit, atua como um bálsamo social. Resta saber se o cimento das casas será forte o suficiente para sustentar também o capital político da gestão em ano decisivo.
O reajuste do funcionalismo: Trata-se de uma questão de contas ou contos?
O envio do projeto de reajuste de 4,44% para os servidores municipais à Câmara de Natal é o clássico exercício de equilibrismo fiscal. Retroativo a março, o índice tenta aplacar a fúria inflacionária sem implodir o orçamento. Para o servidor, é o “quase lá”; para a prefeitura, é a conta possível.
O “fator Allyson” e a tal da terceira via potiguar, liderada pelo interior
O apoio declarado do vereador Cláudio Custódio ao ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, sinaliza que a “fadiga da polarização” não é apenas um discurso, mas uma estratégia de migração. O interior avança sobre a capital, e o cenário para o Governo do Estado em 2026 ganha contornos de uma insurgência contra o tradicionalismo.
E não deu para o Messias: parece que outubro já é agora, e o Senado mostra os dentes
A rejeição de Jorge Messias para o STF — a primeira em 132 anos — é mais que um revés pessoal para o AGU; é um xeque-mate institucional no Planalto. O Senado deixou de ser um carimbador para se tornar um filtro ideológico. Lula sentiu o peso de um Congresso que não aceita mais apenas “indicações de confiança”. Veremos os próximos capítulos; trata-se de nova fase na República.
Alquimia chinesa: eletricidade sim, mas com fumaça zero
Enquanto o mundo queima, pesquisadores de Shenzhen criaram uma célula de combustível que converte carvão em energia sem combustão ou emissão de CO2. Se a tecnologia escalar, a China pode transformar o vilão do clima em herói da transição. É a ciência provando que, às vezes, o problema é o método, não o material.
O apocalipse como retórica: A ameaça de Medvedev
Dmitry Medvedev elevou o tom para o “apocalipse nuclear”, tratando o fim dos tempos como uma variável estatística real. Em Moscou, a paz é lida como um intervalo entre guerras mundiais. Se do lado do Trump reina a diplomacia do call center, ali nas hostes russas se sustenta a diplomacia do medo, onde a destruição mútua assegurada deixou de ser um conceito de Guerra Fria para virar um post diário.
Nota do editor: O expediente está aberto. Entre reajustes locais e ameaças globais, o segredo é manter o café quente e a análise fria. No Rio Grande do Norte, o cimento e o voto caminham juntos; no mundo, o petróleo e o átomo disputam quem dita o próximo século.
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O Acordo Mercosul-União Europeia (finalmente) entra em cena. E o Rio Grande do Norte com isso?
Agora está fechado: nesta sexta-feira, 1º de maio, entra em vigor o acordo que zera as tarifas de 80% das exportações brasileiras para a Europa. Para o Rio Grande do Norte, o maior exportador de frutas do país, o impacto é direto na balança comercial e no agronegócio de Mossoró ao Vale do Assu.. O Brasil ganha fôlego ao ver suas exportações desembarcarem no Velho Continente sem o peso dos impostos. É a promessa de um novo ciclo para o agro, se a logística brasileira não boicotar o próprio lucro. O que resta saber é se seremos parceiros de fato ou apenas o pomar predileto de um bloco que, entre um discurso ambiental e outro, não abre mão de proteger seus próprios agricultores. O livre mercado é lindo, até alguém mencionar subsídios.
O equilíbrio fino de Jorge Messias, entre a toga e o Senado
O advogado-geral da União enfrentou hoje a sabatina na CCJ para uma vaga no STF. Em um movimento milimetricamente calculado para seduzir a bancada conservadora, Messias declarou-se “totalmente contra o aborto” e pregou o “aperfeiçoamento” institucional da Corte, tentando suavizar a imagem de um Supremo que muitas vezes parece legislar. Ele soube vestir o figurino de magistrado técnico para acalmar os ânimos do Senado. Entre juras de amor à Constituição e acenos à pauta de costumes, o indicado de Lula buscou convencer de que a toga não tem cor partidária. O discurso foca no fortalecimento da segurança jurídica e na autocrítica institucional. Isso nos permite escrever como em Brasília a verdade é uma construção semântica. Messias operou a “metamorfose ambulante” necessária para atravessar o corredor polonês do Senado. O caminho para o Olimpo Judiciário exige mais diplomacia do que doutrina.
O ultimato à UNICAT: a saúde potiguar sob intervenção judicial
No cenário local, a Justiça potiguar deu 90 dias para o Governo do RN regularizar a Unicat. A decisão é um soco no estômago da gestão estadual, expondo falhas estruturais graves e a falta crônica de medicamentos que atinge diretamente a população que mais depende do Estado para sobreviver. Será que eh três meses dá para consertar o que o tempo e a gestão degradaram, como teto caindo, prrateleiras vazias? A decisão exige a reposição imediata de medicamentos e reformas urgentes, sob pena de multas que o erário potiguar não pode pagar. No RN, funciona assim: gasta-se mais tempo em tribunais explicando a falta de remédios do que organizando a logística para comprá-los…
O guardião da moeda sob cerco: Jerome Powell e a independência do Fed
Jerome Powell não escondeu o desconforto com os ataques diretos do Executivo americano à autonomia do Federal Reserve (o equivalente ao Banco Central dos EUA). Enquanto Washington tenta pautar os juros pelo Twitter ou por ligações intempestivas, o xerife do dólar reafirmou que a independência da instituição é o que separa a economia real da alucinação populista.
O Estreito de Ormuz no viva-voz: Donald Trump e o persistente bloqueio Iraniano
Donald Trump elevou a voltagem geopolítica ao rejeitar a proposta de paz iraniana, mantendo o bloqueio naval até obter garantias nucleares absolutas. Com o pragmatismo de um CEO, ele agora conduz a crise “por telefone” para evitar voos longos, enquanto o mercado de petróleo observa o gargalo de Ormuz com apreensão. Ok, essa linha ele até reduz o custo das milhas, mas eleva o preço da paz, transformando a segurança global em uma negociação de call center de luxo.
O expediente formal se encerra aqui no Potengi, mas a análise continua nas entrelinhas. Amanhã, o Senado decide se o Messias da AGU se torna o Ministro do Supremo e o mercado mundial digerirá se o “viva-voz” de Trump é blefe ou estratégia. Novidades de última hora, confira no radar!
Bom descanso, Natal. Amanhã cedo o café estará fresco e as notícias, provavelmente, ainda mais quentes. Até o nosso Expresso matinal, às 6h!
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Pessimismo na indústria só cresce, e a culpa (feliz ou infelizmente) não é só dos juros
Os dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (29) parecem, à primeira vista, apenas mais um número em meio a tantos outros: 28 dos 29 setores industriais registraram falta de confiança em abril. Um dado técnico que aponta para o pessimismo da indústria. Um detalhe estatístico. Mas será que fica só nisso mesmo?
Cabe perguntar: quando quase toda a indústria perde confiança, ainda estamos falando de “setores” ou de um clima geral, uma espécie de atmosfera econômica? A resposta parece clara: não se trata mais de casos isolados. O pessimismo deixou de ser exceção e se tornou regra.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que varia de 0 a 100 pontos — sendo que valores abaixo de 50 indicam falta de confiança — revela um movimento contínuo. Em janeiro, o cenário já era ruim: 20 setores estavam sem confiança. Em fevereiro, 21. Em março, 23. Agora, em abril, 28. O que vemos aqui não é uma oscilação, mas uma tendência. Mas tendência de quê?
A explicação mais imediata, quase automática, aponta para os juros altos. A própria CNI identifica esse fator como central: a elevação da taxa básica desde o fim de 2024 teria corroído a confiança ao longo do tempo. No entanto, essa resposta, ainda que correta, talvez seja insuficiente. Temos acordo que os juros nos atuais patamares são proibitivos para um desenvolvimento industrial. Mas eles explicam tudo?
Se explicassem, bastaria uma leve redução para reverter o quadro. Só que não é o que ocorre. A recente queda de apenas 0,25 ponto percentual mostrou-se incapaz de alterar o humor do empresariado. Parece então que o problema não está apenas no nível dos juros, mas numa percepção de instabilidade mais ampla.
O pessimismo afeta todo mundo. Pequenas, médias e grandes empresas — todas apresentam falta de confiança. Regionalmente, o cenário é igualmente homogêneo: o Nordeste, por exemplo, caiu abaixo da linha dos 50 pontos pela primeira vez desde 2020. Com isso, todas as regiões do país passam a compartilhar o mesmo diagnóstico: desconfiança. Então, a pergunta muda de forma: não é mais “por que alguns setores estão pessimistas?”, mas “o que aconteceu para que quase ninguém esteja otimista?”.
Alguns setores ilustram esse quadro de forma particularmente intensa. Produtos de material plástico, celulose e papel, máquinas e equipamentos e metalurgia aparecem entre os mais afetados, todos com índices próximos ou abaixo de 43 pontos. Em contraste quase irônico, apenas o setor farmoquímico e farmacêutico permanece acima da linha de confiança, com 52 pontos — como se, em meio à incerteza generalizada, a saúde (ou a necessidade dela) ainda oferecesse alguma estabilidade.
Mas há algo mais aqui. A confiança, ao contrário do que se pensa, não é apenas uma variável econômica. Ela é também uma construção simbólica. Empresários não reagem apenas a números, mas a expectativas, narrativas, sinais difusos. Quando essa confiança cai, não é apenas porque o presente é ruim, mas porque o futuro parece opaco.
Pode ser esse, então, o ponto central: a indústria não está apenas reagindo ao que é, mas ao que pode vir a ser.
O índice de condições atuais permanece abaixo de 50 pontos, indicando que os empresários avaliam o presente como pior do que seis meses atrás. Já o índice de expectativas, que chegou a esboçar uma leve recuperação no início do ano, não conseguiu sustentar esse movimento. Isso nos põe diante de um paradoxo: mesmo quando há pequenos sinais de melhora, eles não são suficientes para produzir confiança. A questão é: por que não?
Ora, a confiança não se constrói apenas com dados positivos pontuais. Ela exige consistência, previsibilidade, projeto — artigos escassos no Brasil em que mercado, políticos e imprensa vivem sob a ditadura do curto prazo. No fim das contas, talvez a indústria brasileira não esteja pessimista por causa da economia — talvez seja precisamente a economia que esteja començando a refletir um pessimismo mais profundo da própria sociedade.
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Com marcha de 200 vereadores, gabinete de Zenaide vira posto avançado do RN em Brasília
Parlamentar municipalista, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) recebeu cerca de 200 vereadores e vereadoras do Rio Grande do Norte ao longo de toda esta semana, em seu gabinete no Senado Federal, em Brasília. Os parlamentares participaram de uma Marcha Nacional dos legislativos municipais e, ao pleitearem novas emendas orçamentárias de Zenaide para suas respectivas cidades, reafirmam, junto à senadora, a parceria política pela continuidade de repasses federais para obras e investimentos nos municípios potiguares.
“Sempre com portas abertas para todas e todos, trabalho para que nosso mandato seja, na capital federal, um posto avançado para solução de desafios do Rio Grande do Norte. Receber os vereadores é parte dessa vontade de trabalhar coletivamente pela nossa população, com união e sem divisão. Ao longo de meu trabalho parlamentar em Brasília, tenho feito questão de apoiar os municípios. Por uma razão simples: é no município que as pessoas vivem, trabalham, estudam, precisam de serviços públicos para ter saúde, segurança, educação de graça e com qualidade. Isso não é favor, gente: é direito”, assinalou Zenaide.
A senadora já destinou mais de R$ 500 milhões em emendas parlamentares ao Rio Grande do Norte, valor que contempla todos os nossos 167 municípios. Atendendo dezenas de grupos de diversas cidades desde a manhã de segunda-feira (27), em dezenas de reuniões, Zenaide ressaltou a prioridade de destinar verbas federais, a que tem direito legal todo ano no Orçamento Geral da União, para financiar saúde, educação, assistência social, esporte, turismo, infraestrutura, crescimento econômico e diversas outras áreas nos 167 municípios potiguares.
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Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra no Oriente Médio. É a diplomacia no modo “não, obrigado”.
Leia sobre isso no G1.
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MP investiga eutanásias em massa de animais para “liberar espaço” em abrigo em SC. Mas o que é isso: gestão de crise ou colapso ético?
Leia a matéria no G1
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América entra em campo hoje com apenas 5% de chance de classificação na Copa do Nordeste. Quando torcedor começa a fazer conta matemática, é porque o negócio já degringolou.
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