Jesus de Ritinha de Miúdo
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Cabotagem e navegabilidade no Rio Grande do Norte
Em 25 de novembro de 1839, o Rio Grande do Norte conhecia a navegação a vapor, quando aqui aportava o primeiro navio. O segundo foi o São Sebastião que trouxe Caxias a Natal, em 16 de janeiro de 1840. O desembargador e escritor Antônio Soares, citado por Câmara Cascudo, afirma que o primeiro vapor a entrar no Porto de Natal foi em 25 de novembro de 1829 e não em 1839, como muitos afirmam.
A Companhia Pernambucana de Navegação Costeira à Vapor foi a primeira a realizar o serviço de cabotagem no Rio Grande do Norte. Pelo Decreto Régio nº 1.113, de 31/01/1853, foi concedido o privilégio exclusivo para navegar costeiramente entre os portos de Maceió e Fortaleza. O contrato obrigava a empresa a trafegar seus vapores nos Portos de Natal e Macau.
A partir de 27 de novembro de 1857, a Província passava a subvencionar a referida empresa com 4:000$ por ano, a fim de que o porto de Mossoró fosse contemplado nas escalas do Norte. Nessa época, surgiram outros vapores, como o Pirapama e o Iguaraçu e outros.
O armazém construído no Porto de Jurema no Rio Mossoró, em janeiro de 1866, falhou com o Mamanguape. Esse armazém foi transferido para o sítio das Areias Brancas, onde em abril de 1867, chegava o barco inglês Calderbask, consignado à Casa John Ulrick Graf, Mossoró. Nessa época, o Pirapam”, vapor da Pernambucana, começava seu tráfego. Isso deu origem ao desenvolvimento comercial de Areia Branca, produtora de sal e considerada o sétimo porto do Brasil em volume de exportação no período.
Depois surgia a Companhia Brasileira de Navegação a Vapor, originando a Loyd Brasileiro. Em julho de 1875, chegava a Natal o vapor São Jacinto, fazendo a primeira viagem da escala. O acesso a Barra de Natal pelos navios, sempre foi muito difícil, já em 1647, Barléu dizia ser “dificílima”. Os barcos de grande calado, sobretudo, ficavam fora do rio.
Mais foi por intercessão e influência do cearamirinense doutor José Pacheco Dantas que o Loyd Brasileiro, fez entrar seu primeiro navio no porto de Natal, em 1902, denominado “Planeta”. Essa dificuldade de acesso até hoje existe, não na mesma dimensão, porque escavações foram feitas para facilitar o ancoramento de navios no rio Potengi. Com a inauguração do Cais da Docas, em 24/10/1932, o atracamento do “Campos Sales”, pertencente ao Loyd Brasileiro, abria-se o Porto de desembarque marítimo da cidade.
Esta continuidade ainda existe, não só apenas no canal do leito do rio, agora temos um outro impedimento, o absurdo da construção de uma ponte (Newton Navarro), deixando claro o amadorismo, ausência de planejamento e de competência, ao se construir uma ponte baixa, no acesso de um porto de uma cidade turística. Impedindo a entrada de grandes navios cargueiros e de turismo, os grandes cruzeiros.
Importante citar, que desde que a ponte Newton Navarro foi inaugurada e o trânsito liberado para o tráfego de veículos em 21 de novembro de 2007, até os dias atuais, ainda não foram construídas as defensas dos pilares da referida ponte.
A situação deixa clara a incompetência e falta de entendimento dos gestores do nosso estado do significado da palavra prioridade. E já se passaram vários gestores à frente do estado. Na verdade, acredito que estão esperando acontecer um acidente (abalroamento de um navio), com graves consequências para a ponte, para se pensar em uma medida de proteção.
Muito importante aprender com os erros cometidos no passado! O rio Potengi era navegável, escoava toda produção Macaíba, Natal e vice-versa. Mas, eis que a construção da ponte de ferro de Igapó fez o comércio de Macaíba enfrentar grandes reveses do asfixiamento de seu porto, provocado pelo bloqueio do rio com a construção da ponte baixa, o que eliminou a passagem de barcos de maiores portes.
Vale salientar que o primeiro projeto da ponte não previa o bloqueio do rio. O governador Alberto Maranhão havia previsto uma ponte móvel em 1904, que traria benefícios para a capital, mas conservava o transporte do rio.
A ponte de ferro de Igapó era o principal símbolo do confronto entre os dois meios de transportes, ferroviário e fluvial, por ter bloqueado a passagem de barcos naquele ponto do rio.
A ponte marcava o fim de uma era no rio Potengi. O transporte intenso que acontecia no estuário é bruscamente interrompido pela altura da ponte, que bloqueava o acesso para um grande número de barcos que iam e vinham à Macaíba e ao porto de Guarapes.
Isso mostra que a ausência de planejamento e estratégias entre as gestões governamentais em nosso estado é antiga e não nos deixa ensinamentos.
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Greve dos motoristas de ônibus de Natal esta suspensas até quinta-feira (6)
Os motoristas de ônibus de Natal decidiram suspender a greve que começaria nesta segunda-feira (3). A decisão aconteceu ontem, após uma nova rodada de negociação com empresários na superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na capital potiguar.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sintro–RN), a paralisação está suspensa pelo menos até quinta-feira (6), quando acontecerá uma nova reunião com os representantes dos empresários (Seturn).
Na reunião desta segunda-feira, motoristas e empresários não chegaram a um consenso. Diante do impasse, o superintendente do MTE-RN, Cláudio Gabriel, apresentou uma proposta, que será avaliada pelas duas partes. Na quinta-feira, a nova reunião dará um desfecho ao caso.
A contraproposta do MTE é de um aumento real (acima da inflação) de 1% para a categoria. A categoria vinha cobrando 5%. Já os empresários vinham propondo repor apenas parte da perda inflacionária.
O assessor do Sintro-RN Carlos Silvestre diz que a categoria vê a proposta do MTE com “bons olhos” e que agora caberá ao Seturn definir se concorda.“Se tiver acordo, o movimento grevista vai acabar na quinta-feira. Caso na quinta-feira os empresários não concordem com a proposta de mediação, na sexta-feira iniciará a nossa greve por tempo indeterminado. Estamos tentando negociar até o limite”, afirmou Silvestre.
Entenda a greve
Os rodoviários do sistema de transporte público de Natal aprovaram um indicativo de greve na última terça-feira (28). Quando a paralisação é deflagrada, as entidades sindicais ou trabalhadores são obrigados a comunicar com antecedência mínima de 72 horas, conforme a lei de greve, como aconteceu nesta sexta (31).
Os trabalhadores rodoviários reivindicam aumento salarial acima da inflação de no mínimo 5%, garantia de R$600 de vale alimentação, plano de saúde pago integralmente pelas empresas e renovação da carteira de habilitação dos motoristas também paga integralmente pelas empresas, além da manutenção de todas as cláusulas que já estão na convenção coletiva.
Já o anúncio da greve surgiu após rodadas de negociação sem avanço com as empresas de transporte público que operam na capital. De acordo com o Sintro-RN, a proposta dos empresários, apresentada na última quarta-feira (29), não atende às reivindicações dos trabalhadores. Ainda de acordo com a categoria, no encontro da quarta (29), as empresas apresentaram proposta de reajuste salarial de 3% – abaixo da inflação -, dividido em 1,5% no mês de maio e a outra parcela em novembro. Além disso, foi proposto o reajuste de 3% para o vale alimentação dos trabalhadores.
No último dia (23), representantes do Seturn pediram à Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) um reajuste no valor da passagem de ônibus, justificando que estavam operando com um déficit de R$ 0,45 em cada passagem e que o problema seria agravado pelo aumento de salário dos motoristas de ônibus, que ainda está em fase de negociação.
Acontece que, em 2023, a Prefeitura do Natal concedeu aumento de 14,47% na tarifa de ônibus, que passou de R$ 3,90 para R$ 4,50.
No último dia (24), os motoristas e empresários de ônibus não conseguiram entrar em um acordo durante a reunião de negociação para debater o reajuste de salário da categoria. De acordo com Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn), os motoristas de ônibus pedem reajuste de 8,3% na remuneração atual, aumento de 50% no vale-transporte, de 20% no plano de saúde, além de benefício para custeio da renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
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Rodovia estadual Olavo Montenegro é interditada devido a fortes chuvas
As intensas chuvas que desabaram entre a madrugada e a manhã desta terça-feira (4) provocaram um alagamento desastroso na Rodovia Estadual Olavo Montenegro, em Parnamirim, região metropolitana de Natal. Testemunhas relataram que a via ficou completamente inundada, obrigando seu fechamento por aproximadamente duas horas.
O volume impressionante de água causou um congestionamento deixando os moradores dos bairros vizinhos, como Parque das Nações (Coopbhab) e Parque das Árvores, praticamente isolados, sem acesso viável à capital potiguar.
Os relatos apontam que os moradores se viram obrigados a agir, quebrando parte do canteiro central e de um muro para ajudar na drenagem da água. Somente com o término das chuvas e a redução do nível da água foi possível restabelecer o tráfego na região.
“Graças a Deus isso aconteceu, senão o caos estaria ainda pior. Com isso, a água está começando a drenar e aliviando para as pessoas conseguirem passar. Aqui, nós não tínhamos direito de ir nem de vir para Natal. Ficamos todos ilhados. Em uma emergência, alguém poderia ter perdido a vida. Não havia como sair daqui. Esta foi a pior vez, de todos esses anos. Foi o maior caos que já enfrentamos”, desabafou o aposentado Fábio Sena.
O alagamento também causou transtornos aos motoristas, com vários carros se aventurando pelo trecho alagado e, como resultado, quebrando e precisando ser rebocados.
“Sempre que chove, a água desce das ruas do Parque das Árvores e acaba formando lagoas aqui. A prefeitura esteve aqui há poucos dias, deixou muita areia na beira da estrada e acabou entupindo os bueiros”, lamentou o pedreiro Joelson Pessoa.
Pessoa ainda destacou que muitos motoristas desconhecem a região e, por isso, preferem arriscar passar pelo alagamento ao invés de entrar nas ruas do Parque das Árvores, a maioria delas de terra.
“Já quebraram vários carros, que tiveram que ser rebocados, porque a poça é muito funda”, concluiu o morador.
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Taxação da Shein pode ser votada hoje
Nesta terça-feira (4), a partir das 14h, o Senado Federal pode votar o Projeto de Lei (PL) 914/2024, que institui o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover). O projeto, vindo da Câmara dos Deputados, visa incentivar a produção de veículos menos poluentes por meio de incentivos financeiros, mas também inclui a taxação de produtos importados até US$ 50.
A votação do projeto estava inicialmente prevista para a última quarta-feira (29), mas foi adiada para que os senadores tivessem mais tempo para analisar o tema. O projeto tem pedido de urgência de líderes partidários, o relator na Câmara, deputado Átila Lira (PP), justificou a inclusão da taxação como uma medida para atender a demanda do varejo nacional por isonomia tributária.
Lira (PP), incluiu o fim da isenção do imposto de importação como um “jabuti” — no jargão do Legislativo, quando um tema é incluído em proposta de assunto diferente — com a justificativa que a medida atende uma demanda do varejo nacional em relação a isonomia tributária. O texto define uma uma alíquota de 20% sobre o valor de produtos de sites estrangerios como Shein e AliExpress.
o varejo nacional defende o fim da isenção para garantir um equilíbrio entre a carga tributária cobrada de empresas nacionais e estrangeiras. Setores afirmam que a manutenção da medida pode levar a demissões.
Polêmica da taxação das “blusinhas”
Um dos pontos no projeto, conhecido como “taxação das blusinhas”, estabelece uma alíquota de 20% para a importação de mercadorias até US$ 50. Esta inclusão foi feita pela Câmara e é considerada um “jabuti” — um tema estranho ao objetivo principal da proposta. Em agosto de 2023, no âmbito do programa Remessa Conforme, o governo federal havia isentado essas compras do Imposto de Importação, que era de 60%.
Atualmente, empresas que aderiram ao programa, como Amazon, Shein e Shopee, cobram apenas 17% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A mudança na alíquota no imposto de importação afeta também outras cobranças, como a do ICMS.
“O valor exato de quanto o consumidor pagará a mais estará condicionado ao acréscimo de 20% do valor aduaneiro da mercadoria”, diz João Casalatina, sócio da Simões Pires Advogados.
Resumidamente, isso significa que a carga tributária total tende a ser ainda maior, pois o cálculo do ICMS incide sobre o valor total do produto, depois de já incluído o ‘novo’ Imposto de Importação.
Por exemplo, ao adquirir um item que custa R$ 200, com a nova tributação, o consumidor teria o Imposto de Importação de 20% do valor do produto, o que resultaria em R$ 40 adicionais. Já o ICMS seria de 17% sobre o valor total, considerando o imposto de importação.
Assim, de acordo com Luísa, do Grupo Nimus, a lógica passa a ser:
- 17% de (R$ 200 + R$ 40) de iCMS
- Isso resultaria em R$ 34 de ICMS e R$ 6,80 adicionais
- Assim, o custo total do item, com impostos, seria:
- R$ 200 (preço do produto) + R$ 40 (imposto de importação) + R$ 40,80 (ICMS)
- O valor total seria de R$ 280,80
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RN registra chuvas de quase 100 mm em 24 horas e pontos de Natal ficam alagados
Nas últimas 24 horas, o Rio Grande do Norte recebeu intensas chuvas, com acumulados que chegaram a quase 100 mm em algumas localidades. Segundo o boletim pluviométrico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado (Emparn), o maior registro foi em Vila Flor, na região Leste do Estado, com 92,4 mm. Canguaretama, Nísia Floresta e Natal também registraram altos índices, com 69,8 mm, 64,2 mm e 64 mm, respectivamente.
A coleta de dados compreendeu o período das 7h da segunda-feira (3) até às 7h desta terça-feira (4). Na região metropolitana de Natal, outras cidades também tiveram acumulados significativos. Parnamirim registrou 56,7 mm e São Gonçalo do Amarante, 49,8 mm. Em contraste, Macaíba e Ceará-Mirim apresentaram baixos acumulados.
Devido às chuvas intensas, diversas avenidas em Natal ficaram alagadas, causando transtornos para os moradores. A Defesa Civil, em conjunto com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), emitiu um alerta de risco moderado para alagamentos em Natal e na região Leste do Estado, válido para esta terça-feira (4).
Além do alerta de alagamentos, a Defesa Civil também notificou sobre o risco hidrológico, incluindo inundações e enchentes. Conforme o Cemaden, há previsão de chuvas ao longo do dia, com possibilidade de pancadas de forte intensidade. Estas condições podem resultar em enxurradas em áreas com maior declividade, inundações bruscas de pequenos córregos e alagamentos urbanos em locais com drenagem deficiente.
Confira os pontos de alagamento em Natal, segundo a STTU:
- Ponto de alagamento parcialmente transitável na avenida Prudente de Morais x Av Nascimento de Castro.
- Ponto de alagamento transitável na avenida Prudente de Morais x Av Alexandrino de Alencar.
- Ponto de alagamento intransitável na avenida Presidente Sarmento, em frente ao mercado da avenida quatro, Alecrim.
- Ponto de alagamento parcialmente transitável na avenida Nevaldo Rocha, em frente a antiga sede da Semtas.
- Ponto de alagamento parcialmente transitável na avenida Capitão Mor Gouveia x rua Adolfo Gordo, Cidade da Esperança.
- Ponto de alagamento intransitável na avenida Solange Nunes, próximo ao posto de combustível de Nova Cidade.
- Ponto de alagamento transitável na avenida Coronel Estevam, próximo a avenida Antônio Basílio.
- Ponto de alagamento parcialmente transitável na rua Almino Afonso, próximo à Igreja Bom Jesus.
- Ponto de alagamento parcialmente transitável na avenida Nevaldo Rocha x av Coronel Estevam.
- Ponto de alagamento transitável na Avenida Amintas Barros, entre a rua dos Caicos e avenida Interventor Mário Câmara.
- Ponto de alagamento parcialmente transitável na avenida Paulistana, próximo a lagoa de captação.
- Ponto de alagamento transitável na avenida Itapetinga, próximo ao complexo penitenciário.
- Ponto de alagamento parcialmente transitável na rua José Gonçalves.
- Ponto de alagamento transitável na avenida Afonso Pena X rua Mossoró.
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“Drive-thru do Lixo Eletrônico” promove recolhimento de equipamentos eletrônicos em Natal RN
A ação “Drive-thru do Lixo Eletrônico”, integrante das atividades em comemoração à Semana do Meio Ambiente 2024 em Natal, terá início nesta terça-feira (4). O principal objetivo é incentivar o recolhimento de equipamentos eletrônicos que não são mais úteis para a população, evitando que sejam descartados de forma inadequada. O projeto contará com quatro pontos de descarte na capital e acontecerá até sexta-feira (7).
Os equipamentos de uso doméstico de pequeno e médio porte, como computadores, impressoras, telefones, carregadores e eletrodomésticos, serão coletados durante a ação. A Prefeitura do Natal, responsável pela iniciativa, destaca que o descarte adequado desses materiais possibilita o seu desmonte e reutilização como matéria-prima em novas produções, contribuindo para a redução da extração de recursos naturais.
Pontos de Coleta:
- Terça-feira (4), das 10h às 13h – Partage Norte Shopping;
- Quarta-feira (5), das 9h às 12h – Estacionamento do CCAB-SUL, em Capim Macio;
- Quinta-feira (6), das 9h às 12h – Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, em Nossa Senhora de Nazaré;
- Sexta-feira (7), das 9h às 12h – Shopping 10, localizado no Alecrim.
Essa iniciativa visa não só promover a conscientização sobre a importância do descarte adequado de resíduos eletrônicos, mas também proporcionar à população uma maneira prática de contribuir para a preservação do meio ambiente.
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Sebrae-RN inicia semana de renegociação de dívidas para micro e pequenas empresas
Começou nesta segunda-feira (3) a Semana de Renegociação de Dívidas no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN). O evento, que acontece até o dia 6 de junho, está sendo realizado em todas as agências do Sebrae no estado, das 9h às 17h.
Durante a ação, equipes de consultores especializados estarão disponíveis para auxiliar os empresários na análise de suas dívidas e na elaboração de estratégias personalizadas de renegociação junto às instituições financeiras. Os consultores combinarão análises da capacidade financeira da empresa com a capacidade de pagamento para ajudar os empresários a construir propostas de quitação conforme a realidade do seu negócio.
“Com essa ação, o Sebrae-RN se dispõe a contribuir com os empresários na construção de uma proposta para renegociar a dívida junto à instituição financeira com mais segurança, dentro da realidade financeira da sua empresa e prevenir inadimplências futuras”, comentou a gestora de Crédito do Sebrae-RN, Ruth Maia.
A Semana de Renegociação de Dívidas visa oferecer um suporte essencial para os micro e pequenos empresários que enfrentam dificuldades financeiras, ajudando-os a estabilizar suas finanças e assegurar a sustentabilidade de seus negócios a longo prazo.
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Governo do RS estima em R$ 10 Bilhões para adequação de rodovias
O governo do Rio Grande do Sul estima que precisará de pelo menos R$ 3 bilhões para consertar os estragos que os temporais do último mês causaram em parte das rodovias e pontes sob responsabilidade do estado. O governador Eduardo Leite não descarta, contudo, a hipótese de o estado destinar até R$ 10 bilhões para adaptar estradas e pontes às mudanças climáticas em curso.
Segundo Leite, requalificar a infraestrutura, tornando-a mais resistente, é uma forma de tentar evitar que volte a ser destruída por chuvas fortes e deslizamentos de terra. “Analisando as rodovias estaduais atingidas pelos eventos climáticos, temos dois cenários. Se trabalharmos [somente] com a correção dos trechos, para liberá-los, estimamos em cerca de R$ 3 bilhões o investimento [necessário] para os deixarmos nas condições anteriores, com algum grau de melhoria”, disse o governador ao detalhar, nesta segunda-feira (3), o plano estadual de reconstrução de rodovias.

“Já, se projetarmos a reconstrução de forma resiliente, com a adaptação para mudanças climáticas, fazendo as intervenções [necessárias] e reforçando a estrutura para evitar novas intercorrências, podemos chegar a R$ 10 bilhões em intervenções”, acrescentou Leite. “Vamos buscar viabilizar todo o investimento possível. Não temos condições de asseverar que todos eles serão feitos, mas, seguramente, ao menos R$ 3 bi estamos estimando investir.”
Durante o anúncio, Leite e o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, afirmaram que ainda há, no estado, 95 pontos bloqueados ao tráfego de veículos, dos quais 65 são de responsabilidade estadual, e 30 federais. Das rodovias e pontes estaduais bloqueadas, ao menos 40 sofreram o que o governo gaúcho classifica como “grandes impactos”. E a reparação de 30 delas são consideradas “prioritárias”.
“Estamos falando de pontes ou trechos [de rodovias] rompidos, onde é preciso restabelecer a passagem. Para [parte disso], estamos dando soluções com editais que estão sendo publicados hoje”, informou Leite, garantindo que, ainda hoje, serão publicados seis editais para contratação de reparos em pontes de rodovias estaduais do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), e que mais dois editais serão publicados “nos próximos dias”.
As oito pontes ficam nas rodovias estaduais ERS-441, em Vista Alegre do Prata; 417 (Itati); 530 (Dilermando); 433 (Relvado) e nos quilômetros 32 e 35 da ERS-348, em Faxinal do Soturno, além da rodovia vicinal VRS-843 (Feliz) na RSC-471 (Sinimbu). Além destas, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e a Engedal Construtora de Obras Ltda. assinam hoje o contrato para a construção da nova ponte sobre o Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado, no Vale do Taquari – a estrutura anterior, de cerca de 150 metros, foi danificada pelas chuvas intensas, forçando o Exército a instalar passarelas flutuantes (ou passadeiras) para permitir acesso aos municípios. Só a ponte do Rio Forqueta está orçada em cerca de R$ 14 milhões.
“Sabemos que há muitos trechos comprometidos que vão ensejar liberação de recursos para, via contratos existentes de conserva, fazer a recomposição geral dessas pistas. É isso que chega até R$ 3 bi e que estamos projetando que o estado vai promover de investimentos para recomposição dos trechos emergenciais”, explicou o governador, destacando que parte do dinheiro necessário à reconstrução das oito primeiras pontes de responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) já foi disponibilizada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
“É importante mencionar que todas essas obras contemplam os estudos do IPH/UFRGS [Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul], com o qual nos reunimos na semana passada e que nos apontaram seus estudos, suas projeções de mudanças climáticas. Tudo isso está constando desses editais. Ou seja, as empresas contratadas deverão contemplar esses estudos sobre o comportamento climático para que não tenhamos, depois, outros problemas com essas pontes em função de novos eventos climáticos”, finalizou Leite.
Fonte: Agência Brasil
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Construção de moradias na Ribeira pode contribuir para revitalização do bairro
A construção de unidades habitacionais na Ribeira pode ser um importante vetor para a recuperação econômica, social e cultural do bairro histórico de Natal. A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) da capital apresentou uma proposta à Prefeitura de Natal para incluir essa demanda no projeto de revitalização da Ribeira. A ideia é estimular a moradia no bairro para as pessoas que trabalham no Centro Histórico, contribuindo para o adensamento da região e evitando grandes deslocamentos para a população.
A proposta ainda está na fase inicial, foi apresentada ao prefeito Álvaro Dias (Republicanos) e, em breve, deverá ser discutida com associações comerciais e trabalhadores da Ribeira, Cidade Alta e Alecrim, ressalta José Lucena, presidente da CDL Natal. “Muitos colaboradores nossos foram morar até fora de Natal e acontece que esse trabalhador gasta duas horas para vir e duas horas para voltar, então a qualidade de vida que essa pessoa está tendo é nenhuma. Pretendemos discutir o assunto com todos”, afirma Lucena.
Além de discutir, Lucena diz que o momento é de buscar parcerias para viabilizar o projeto. “Estamos querendo juntar Prefeitura, Caixa Econômica, construtoras e tudo mais para fazer alguma coisa nesse sentido para colocar o comerciário morando na Ribeira. Faz 20 dias que conversamos com o prefeito e estamos buscando soluções, buscando terreno e o prefeito se mostrou interessado e eu acredito que a gente consiga fazer alguma coisa. Estamos confiantes”, acrescenta José Lucena.
Por se tratar de uma ideia recente, ainda não há estimativas de custos ou prazos. A CDL diz que vai conversar com os comerciantes para saber o interesse no projeto. Representantes do comércio da Cidade, do Alecrim e da Ribeira apoiam a ideia, mas ainda com desconfiança. “Acho uma boa, mas se isso for para frente é negócio de anos e anos”, diz Daniele Bezerra, que mora na Redinha, na zona Norte de Natal, e trabalha em um armarinho na Cidade Alta. “Seria bom porque gasto quase uma hora para chegar”, completa.
A ideia também tem aceitação positiva da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA). Matheus Feitosa, presidente da instituição, diz que a ideia já teve efeitos práticos no Alecrim. “O Alecrim é um exemplo bem sucedido de que quanto mais habitado for um bairro, melhor ele funciona. Boa parte das pessoas que trabalham nas empresas do comércio do Alecrim são moradores do bairro. Além dos colaboradores, temos também proprietários que residem no bairro, seja em cima da sua loja ou em outra rua próximo do comércio”, comenta.
O vendedor Isaac Daniel, que trabalha em uma loja de tintas na Ribeira, um dos poucos comércios que ainda se mantém no bairro, demonstra descrença no projeto de revitalização e construção de moradias na região, mas torce para que as propostas se concretizem. “Estou aqui há três anos e é triste nossa situação, sem infraestrutura, sem iluminação, sem segurança, aqui mesmo na loja nós chegamos a ser assaltados duas vezes em dois meses. Tem um prédio aqui na frente que em um ano mudou de dono umas quatro vezes porque não se sustenta”, relata.
Para a CDL, a demanda por casas na região vai ao encontro das obras do projeto de revitalização da Ribeira, que está em andamento e tem conclusão prevista para até o fim deste ano. “Não tem como revitalizar uma área se não tiver pessoas. Se não tiver fluxo, não vai haver mercearia, cabeleireiro. Por isso que a gente só quer fazer o projeto se juntar todo mundo para ter, por exemplo, creche, posto de saúde, enfim”, diz o presidente da CDL. A reportagem não conseguiu contato com representantes da Prefeitura.
Fecomércio vê urgência na revitalização
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio), Marcelo Queiroz, considera que a requalificação da Ribeira é “urgente e extremamente necessária”. Queiroz ressalta que retomar o protagonismo comercial da área, que teve um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico da capital, é desafiante. Contudo, ele avalia que é possível, pelo menos, aproximar-se do cenário de destaque do passado. “Esperamos que o pacote de obras que está em andamento, aliado a outras ações urbanísticas e de atração de novas empresas e investimentos, possa nos aproximar desta realidade, recuperando também o grande apelo turístico que a Ribeira, enquanto bairro histórico, deixa de aproveitar pela atual falta de estrutura”, pontua Queiroz.
Apegado à nostalgia e esperançoso com o futuro, o aposentado Márcio Gomes, que trabalhou por 35 anos no Porto de Natal e continua visitando o bairro, avalia que somente quando a Ribeira for estruturada como bairro é que a região será revitalizada. “Falta estrutura básica, rede de esgoto, saneamento, vias, esse tipo de coisa… Passei a minha vida toda aqui e tenho muito carinho e é triste perceber o que a Ribeira virou”, comenta.
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Começa hoje em Mossoró o I Festival Gastronômico em comemoração ao dia do Gastrônomo
No âmbito das atividades formativas do Curso de Graduação em Gastronomia da UniCatólica do Rio Grande do Norte, os alunos do terceiro período estão promovendo o aguardado I Festival Gastronômico da instituição. Este evento, que celebra o Dia do Gastrônomo, destaca o papel crucial desempenhado por esses profissionais nos setores de alimentos e bebidas.
O festival é uma oportunidade para os estudantes compartilharem suas habilidades culinárias e conhecimentos adquiridos ao longo do curso, além de interagir com profissionais renomados da área. Palestrantes experientes foram convidados a contribuir com suas visões e insights sobre o universo gastronômico.
O fetival contará com palestrantes, no qual cada um trará sua expertise e experiência para enriquecer o festival, proporcionando aos participantes uma visão abrangente das tendências, desafios e oportunidades na indústria gastronômica.
O I Festival Gastronômico da UniCatólica do Rio Grande do Norte promete ser um evento marcante, reunindo estudantes, profissionais e entusiastas da gastronomia para celebrar e aprender juntos.
Para mais informações sobre o festival e sua programação, os interessados podem contatar a coordenação do curso de Gastronomia da UniCatólica.

