Jesus de Ritinha de Miúdo
-
PSOL solicita ao STF suspensão da Lei de Escolas Cívico-Militares alegando inconstitucionalidade
O PSOL solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a interrupção da lei que criou o programa de escolas cívico-militares em São Paulo, alegando inconstitucionalidade. A petição, protocolada na sexta-feira, 31, argumenta que a lei, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), viola a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e os Planos Nacional e Estadual de Educação.
A ação é uma iniciativa do deputado estadual Carlos Giannazi, da deputada federal Luciene Cavalcante e do vereador Celso Giannazi, todos do PSOL de São Paulo, além do coletivo Educação em Primeiro Lugar. Eles buscam uma liminar para suspender imediatamente o programa das escolas cívico-militares e a declaração de inconstitucionalidade da lei. Carlos Giannazi expressou sua expectativa de que o STF conceda a liminar nos próximos dias, afirmando: “Temos a expectativa de que a lei seja derrubada. Seria muito difícil o STF não dar uma liminar”.
O deputado estadual critica o programa por seu caráter doutrinador e domesticador, alegando que o ensino nas escolas cívico-militares não respeita diferentes visões de mundo e a individualidade dos alunos. Ele opina que o programa visa “doutrinar um exército de pessoas para entrar na extrema-direita”.
Questionada sobre a ação de inconstitucionalidade, a Secretaria da Educação defendeu o programa, afirmando que foi elaborado com base em proposições de grupos de trabalho e estudos técnicos das Secretarias de Estado da Educação e da Segurança Pública. A pasta afirma que o modelo de ensino segue os princípios da LDB e dos Planos Nacional e Estadual de Educação e que a implantação das escolas cívico-militares será decidida por consultas públicas à comunidade escolar.
A lei que institui as escolas cívico-militares foi aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 21, apesar de protestos de estudantes. O governo espera implementar entre 50 e 100 escolas no novo modelo em 2025, direcionando ao menos um policial militar da reserva para cada escola selecionada, com prioridade para unidades com rendimento inferior à média e em situação de vulnerabilidade social.
A responsabilidade das escolas será compartilhada entre as Secretarias da Educação e da Segurança Pública. O modelo segue um programa implementado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), revogado na gestão Lula. A Secretaria da Educação paulista afirma que o objetivo do programa é promover um ambiente escolar que melhore o processo de ensino-aprendizagem, a gestão dos processos educacionais, pedagógicos e administrativos e o fortalecimento de valores humanos e cívicos.
Contudo, especialistas em educação e segurança pública questionam a eficiência dessa abordagem no desempenho acadêmico. Outro ponto de crítica é o salário dos monitores militares, cujo piso é maior que o dos professores, com um orçamento anual de R$ 7,2 milhões provenientes dos recursos da Secretaria de Educação.
A ação do PSOL ao STF argumenta que a lei usurpa a competência privativa da União para legislar sobre educação, conforme o artigo 22 da Constituição Federal. Segundo os autores, a lei paulista cria um novo modelo educacional com orientação pedagógica cívico-militar, desrespeitando a função da Polícia Militar definida no artigo 144 da Constituição, que atribui aos policiais o papel de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública.
A petição também afirma que a lei viola a LDB, que regula o ensino militar em uma lei específica. Para o PSOL, os modelos de educação civil e militar são incompatíveis entre si. A lei afronta ainda os princípios constitucionais da valorização dos profissionais da educação, da gestão democrática e do planejamento escolar (artigos 206 e 214 da Constituição), além de impor militarização precoce aos jovens.
Finalmente, os autores da ação destacam que a lei destina recursos públicos ao programa sem estudo de impacto financeiro e orçamentário, e argumentam que, segundo a LDB, profissionais de segurança pública não podem ser remunerados com recursos da Secretaria da Educação.
-
Praias de Natal possuem poluição elevada por coliformes fecais
A beleza natural das praias em Natal enfrenta um sério desafio ambiental. Segundo um relatório recente do programa Água Azul, coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), a praia de Areia Preta ultrapassou em 92 vezes o limite aceitável de coliformes fecais estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Este alarmante índice de contaminação coloca a saúde pública em risco, já que a exposição a águas contaminadas pode causar diversas doenças. O boletim de balneabilidade apontou que, além de Areia Preta, há outros pontos em Natal e regiões vizinhas considerados impróprios para banho. A pesquisa realizada pelo Idema revelou que, apenas nesta última semana, foram identificados 92.000 coliformes fecais por amostra de 100 ml de água na praia de Areia Preta. As fontes de esgoto não tratado despejadas no mar, muitas vezes por meio de instalações irregulares e ilegais, estão contribuindo para a deterioração da qualidade da água.
A situação é crítica em diversas partes da capital potiguar, incluindo locais populares como Ponta Negra e o próprio Areia Preta, onde as amostras mostraram níveis extremamente elevados de poluição. A contaminação das praias não só impede o lazer dos moradores e turistas, como provoca também uma série de repercussões ambientais e de saúde pública. Especialistas alertam para o risco de doenças, como gastroenterites e infecções de pele, além de impactar negativamente a vida marinha local.
O coordenador do projeto, Ronaldo Diniz, tem conduzido análises semanais e aponta a infraestrutura inadequada de saneamento como uma das principais causas do problema. Em abril, foi revelado que pelo menos 83 imóveis em Natal possuíam conexões clandestinas de esgoto, contribuindo diretamente para as altas concentrações de poluentes nas águas.
A mancha escura visível na areia de Areia Preta, apelidada de “língua negra”, é um triste símbolo do problema continuado de poluição. Resta agora aos órgãos competentes tomar as medidas necessárias para lidar com essa crise ambiental e de saúde pública, garantindo a segurança e o bem-estar da comunidade e visitantes.
Locais impróprios para banho
- Nísia Floresta / Foz do Rio Pirangi
- Parnamirim / Rio Pirangi (Ponte Nova)
- Parnamirim / Pirangi do Norte (APURN)
- Parnamirim / Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium)
- Natal / Ponta Negra (Morro do Careca)
- Natal / Ponta Negra (Acesso principal)
- Natal / Ponta Negra (Rua M.S. Medeiros)
- Natal / Via Costeira (Cacimba do Boi)
- Natal / Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza)
- Natal / Forte
- Natal / Redinha (Rio Potengi)
- Natal / Redinha (Igreja)
-
Mossoró Cidade Junina atraí mais de 230 Mil pessoas “Pingo da Mei Dia”
O “Pingo da Mei Dia”, evento de abertura do “Mossoró Cidade Junina” (MCJ) 2024, reuniu mais de 230 mil pessoas neste sábado, dia 1º de junho, no Corredor Cultural de Mossoró. O ponto alto da festa ocorreu por volta das 19h, quando Bell Marques subiu ao palco e contagiou o público com sua energia. Além dele, os cantores Zé Vaqueiro e Tarcísio do Acordeon, entre outros artistas, garantiram a animação dos presentes.
Organização e Contagem de Público
A organização do evento contabilizou o número de participantes com a ajuda de drones ao longo do percurso, cujas imagens aéreas foram analisadas por engenheiros da Prefeitura em conjunto com as equipes de comunicação. Esta metodologia permitiu uma contagem precisa do público.
Segurança do Evento
O “Pingo da Mei Dia” foi considerado um sucesso total, não registrando nenhum incidente grave de violência. O evento contou com a presença de 1.420 agentes de segurança, incluindo membros da Polícia Militar, Civil, Polícia Penal, Bombeiros Militares e Civis, brigadistas, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Federal, agentes de trânsito, ITEP, Guarda Civil Municipal e segurança privada.
Estrutura e Apresentações
Seis trios elétricos percorreram o Corredor Cultural, com o percurso deste ano ampliado até a Praça de Esportes. Além de Bell Marques, Zé Vaqueiro e Tarcísio do Acordeon, a festa teve apresentações de Guto Fortunatto, Nataly Vox, Caroline Melo, Darlan Dias, André Luvi, Aline Reis, Forró dos 3, Nilson Viana, Banda Inala e Dan Ventura.
O sucesso do “Pingo da Mei Dia” marca o início dos festejos do Mossoró Cidade Junina 2024, prometendo muitas outras atrações e momentos memoráveis ao longo do mês de junho.
-
Quem pode aproveitar os dias de sol na praia? PEC das Praias que vai decidir…
Nós vamos invadir sua praia! Quando a banda Ultraje a Rigor lançou esta música, em 1985, estava celebrando a liberdade de todos ao usufruir de espaços públicos.
“Daqui do morro dá pra ver tão legal o que acontece aí no seu litoral”.
A música, sem sombra de dúvidas, era um hino da miscigenação na realidade da época, quando no Rio de Janeiro, uma linha de ônibus que ligava a Zona Norte à Zona Sul foi criada, causando indignação das classes médias e das elites cariocas. A letra avisava: “Mais do que um bom bronzeado, nós queremos estar do seu lado”.
Como assim, gente? Arruinar a segregação e permitir que pobres venham à praia pagando apenas uma passagem? Um vídeo da época emoldura a indignação de uma jovem com a presença de pessoas de “outro nível” na praia. “Tem que privatizar”, ela dizia. “Não pode tirar o pessoal do Meyer, do mangue e botar em Copacabana”. Outro entrevistado, mais comedido disse:
“Não sou contra pobre, nem nada, mas…”
Mas em 2024, como numa realidade paralela, o sonho de uma praia sem pobres ou sem farofa ou com classes sociais e geográficas diferentes, voltou à pauta daqueles, para quem o sol sempre brilha.
O debate em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 03/2022, que tem sido chamada de PEC das Praias, tem gerado intensa discussão entre políticos, especialistas, sociedade civil e celebridades.
Nas redes sociais e veículos de imprensa, a população tem acompanhado desde as rinhas entre Neymar e Luana Piovani, apelos de surfistas e ambientalistas contrários ao projeto e até o relator da proposta, Flávio Bolsonaro, dizendo em um vídeo que não é bem assim. Alerta de spoiler: é bem assim, sim.
Mas vamos por partes?
A proposta apresentada no Congresso Nacional tenta revisar o artigo da Constituição Federal que trata da demarcação e utilização das áreas de praia no Brasil. O tema tem sido chamado popularmente de privatizar as praias, por prever a entrega de terrenos costeiros a estados, municípios e à iniciativa privada, para fins imobiliários.
Estas áreas de praia, os terrenos de marinha, ficam ao longo da costa que pertence à União, estendendo-se desde uma linha imaginária da costa até cerca de 33 metros para o interior do continente. Essas terras são consideradas estratégicas pelo governo. Além disso, são classificadas como áreas de preservação ambiental e possuem restrições quanto a sua ocupação e uso.
Em outras palavras, boa parte desta área é aquela que frequentamos nos dias de folga, feriados, caminhadas matinais, fins de tarde com caipirinha. Lá mesmo onde todos se misturam nos mesmos sol, mar e areia.
“Não é bem assim!” Há controvérsias…
Entre os pontos mais controversos da proposta está a possibilidade de flexibilização das restrições à construção civil em faixas de terrenos próximas ao mar. Sim… construir nos terrenos da marinha. E sim, talvez (talvez?) os novos empreendimentos, resorts de luxo exclusivíssimos, hotéis pé na areia e restaurantes com uma vista inigualável e, agora particular, não permitam seu acesso à praia.
Os especialistas em meio ambiente alertam para os possíveis impactos negativos que a flexibilização das regras de ocupação do litoral pode causar. O aumento da urbanização e a construção desenfreada em áreas sensíveis podem resultar em danos irreparáveis aos ecossistemas costeiros, incluindo a destruição de habitats naturais e a erosão das praias.
Já os defensores dos direitos das comunidades locais e dos frequentadores das praias expressam preocupação com a possível restrição do acesso público às áreas litorâneas. Há ainda a garantia do direito de ir e vir, que é fundamental para a democracia e o bem-estar social, e qualquer mudança na legislação deve assegurar o acesso livre e irrestrito às praias para todos os cidadãos.
Venha para o Caribe Brasileiro
O jogador Neymar Júnior, que negou em suas redes sociais ter qualquer interesse ou relação com a PEC, também declarou nas mesmas redes:
“Estou junto com a Due na criação da ‘rota Due Caribe Brasileiro’. Vamos transformar o litoral nordestino e trazer muito desenvolvimento social e econômico para a região”.
O tal Caribe Brasileiro ao qual ele se refere, é um projeto da Due Incorporadora que prevê a construção de 28 imóveis, claro, de alto padrão, entre os litorais de Pernambuco e Alagoas. Corre à boca miúda que o faturamento é estimado em 7,5 bilhões de reais.
O que dizem os apoiadores da proposta
Alguns setores argumentam que a flexibilização das regras pode estimular o desenvolvimento econômico das regiões costeiras, gerando empregos e oportunidades de investimento. A promoção do turismo e a construção de infraestrutura podem impulsionar a economia local, claro, realizadas de maneira sustentável e responsável.
À medida que o debate sobre a PEC das Praias continua, é fundamental que as implicações sociais e ambientais sejam cuidadosamente consideradas e respeitadas. A proposta levanta preocupações legítimas sobre o acesso público e a preservação dos ecossistemas costeiros.
Em um momento em que a inclusão e a sustentabilidade são mais importantes do que nunca, a possibilidade de privatização coloca em risco os direitos e os bens naturais que pertencem a todos.
-
Operação intocáveis: Polícia Civil do RN prende dez suspeitos ligados ao tráfico interestadual de drogas
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, através da Delegacia Especializada em Narcóticos de Natal (DENARC/Natal), deflagrou a “Operação Intocáveis”, que resultou na prisão de dez suspeitos envolvidos no tráfico interestadual de drogas. A operação, iniciada na última terça-feira (28) e divulgada nesta segunda-feira (03), também obteve judicialmente o bloqueio de valores que superam R$35 milhões, além do sequestro de cinco imóveis de alto padrão, duas lanchas, joias, armas e dois veículos de luxo.
Detalhes da Operação
As investigações, que começaram há mais de seis meses, visam apurar crimes de tráfico de drogas interestadual, organização criminosa, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro. Até o momento, foram realizadas dez prisões preventivas, três prisões em flagrante e cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram simultaneamente no Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Paraíba e São Paulo.
Entre os presos, destaca-se um casal milionário, responsável pela distribuição de drogas e liderança da organização criminosa, detido em Santa Catarina. Além deles, outro traficante foi preso na Paraíba, enquanto sete traficantes ligados a uma facção criminosa foram capturados em diversos bairros de Natal e em cidades vizinhas, como Macaíba e São Gonçalo do Amarante.
Bens Apreendidos
Além do bloqueio de aproximadamente R$36 milhões, a operação resultou no sequestro de cinco imóveis de alto padrão (três em Santa Catarina, um em São Paulo e um no Rio Grande do Norte). Também foram apreendidas duas lanchas, cada uma avaliada em cerca de R$800 mil reais, joias, artigos de luxo e dois carros de alto padrão (uma Land Rover e um Mitsubishi).
Força-Tarefa Envolvida
A operação contou com a participação de mais de 100 policiais da Diretoria de Polícia da Grande Natal (DPGRAN), da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (DEICOR), do Núcleo de Operações com Cães (NOC/PCRN), do Grupo Penitenciário de Operações com Cães (GPOC da Polícia Penal/RN), do Comando de Policiamento da Capital (CPC/BPAmb) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER/SESED). As Polícias Civis de Santa Catarina, Paraíba e São Paulo, junto com o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP) e a Receita Federal, também deram apoio à operação.
Contexto da Operação
O nome “Operação Intocáveis” faz referência aos líderes da organização criminosa que acreditavam estar acima do sistema punitivo estatal. Os líderes, que levavam uma vida de luxo em Santa Catarina, financiavam suas extravagâncias com os lucros do tráfico de drogas praticado no Rio Grande do Norte.
A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações de forma anônima através do Disque Denúncia 181, ajudando assim no combate ao crime organizado.
-
Passos que contam histórias: a quadrilha junina como guardiã das tradições
Entre danças, desafios e tradições, uma comunidade escreve sua história nas cores e passos vibrantes das festas juninas.
O período de festejos juninos está chegando e com ele uma das tradições mais marcantes e encantadoras do Brasil, trazendo toda sua vivacidade e alegria: as quadrilhas juninas. Essas apresentações folclóricas, que misturam dança, música e teatro, têm suas raízes profundamente fincadas na cultura popular nordestina e hoje são celebradas em todo o país, encantando pessoas de todas as idades.
É isso o que faz a quadrilha Junina Jabuti, de Tangará-RN.
Criada há 11 anos, começou como brincadeira e se tornou uma representação de força e resiliência.Sobre os paralelepípedos do município de Tangará, um grupo de vizinhos e amigos dançavam de forma improvisada durante o São João. Nessas ocasiões, a rua Aluísio Bezerra tornava-se uma verdadeira festança junina, com tudo que se tem direito: fogueira, quadrilha e muita comida típica.
A brincadeira, que se repetiria por anos, chegou ao fim. Só que não. Uma daquelas pessoas que se divertiam na Aluísio Bezerra, seu João Morais, resolveu dar o próximo passo: convidou amigos e vizinhos para fundarem a Junina Jabuti.O nome da quadrilha faz referência à praça pública, na época recém-criada, em frente à residência de seu João. Ao longo dos anos, a Junina Jabuti cresceu e expandiu suas apresentações para outras cidades, agregando novos membros e conquistando o coração do público com sua energia contagiante.
Além de ser uma fonte de entretenimento, a quadrilha Junina Jabuti desempenha um papel fundamental na preservação da cultura nordestina em Tangará. O grupo busca manter vivas as tradições juninas em meio a um cenário de constantes mudanças. No entanto, o processo de preparação das apresentações não é isento de desafios. A falta de estrutura local, a dificuldade de obter apoio municipal e a busca por patrocínios são obstáculos enfrentados por eles.
Emerson Alves, diretor da Junina, relata os obstáculos que existem para manter a Jabuti viva. Ele diz que há “falta de estrutura local e de apoio municipal. Por sermos um grupo livre e sem fins lucrativos, nos mantemos com recursos próprios, que são poucos. Temos também a dificuldade de alcançar patrocínios e apoios dos comerciantes locais”.
“É bem gratificante fazer parte desse grupo e avivar na cidade essa cultura que aos poucos está se acabando. O que desejamos é manter viva essa tradição, principalmente em Tangará, onde nosso festival é muito conhecido”, diz Emerson.
Apesar dos desafios, a Junina já participou de diversos eventos importantes, incluindo festivais culturais em cidades circunvizinhas e o festival de quadrilhas de Tangará, que é considerado a raiz do grupo. Nas apresentações, a quadrilha preserva as principais tradições juninas, destacando-se pela dança folclórica, coreografias marcadas e um cenário de fantasias, euforia e encanto.
A cada passo, a quadrilha convida o público a mergulhar em histórias contadas, onde dança e teatro se tornam um só. Um espetáculo!
Fotos: Ana Paula
-
ABC volta a vencer no Frasqueirão e emenda terceiro jogo sem derrota na Série C
O ABC quebrou o jejum de vitórias em casa ao derrotar o lanterna Floresta por 1 a 0 na noite deste domingo, em partida válida pela Série C do Campeonato Brasileiro. O gol da vitória foi marcado pelo atacante Jenison, logo aos três minutos do primeiro tempo.
Situação na Tabela
Com o triunfo, o ABC chega aos oito pontos, ocupando a 11ª posição na tabela. O Floresta, por sua vez, permanece na lanterna, acumulando sete derrotas em sete rodadas.
Fim de Jejum
A última vitória do ABC no Frasqueirão havia sido em 7 de fevereiro, quando venceu o Potiguar de Mossoró por 1 a 0 no encerramento da primeira fase do Campeonato Potiguar. Desde então, foram quase quatro meses sem vitórias em casa, com um jejum de nove jogos, incluindo seis empates e três derrotas.
Próximos Compromissos
Na próxima rodada, o ABC enfrenta o Figueirense no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, no sábado. O Floresta, por sua vez, recebe o Confiança no Presidente Vargas, em Fortaleza, na segunda-feira, dia 10.
Análise do Jogo
O ABC abriu o placar cedo, aos três minutos, quando Jenison aproveitou um erro do zagueiro Alisson Santana e marcou na saída do goleiro Luiz Daniel. O gol trouxe tranquilidade aos donos da casa, que quase ampliaram o placar com um chute de Ruan. No segundo tempo, Richardson também teve uma chance clara, mas cabeceou para fora.
Desesperado, o Floresta tentou atacar, mas não conseguiu criar chances reais de gol. O ABC teve oportunidades para marcar o segundo gol, mas hesitou nas finalizações, criando um clima de tensão até o apito final. A torcida só pôde respirar aliviada quando o árbitro encerrou o jogo, confirmando a importante vitória do Alvinegro.
-
Corpo de Bombeiros, Associação Médica e Centro de Tratamento de Queimados do Walfredo Gurgel promovem campanha contra queimaduras no RN
Na próxima quinta-feira, 06 de junho, às 8h, na Associação Médica, acontece a abertura da Campanha Junho Laranja no Rio Grande do Norte. A ação tem o objetivo de combater e prevenir acidentes com queimaduras, apontando políticas necessárias para melhoria e oferta de atenção que este trauma requer.Na ocasião, estarão presentes médicos especializados no tema, como o cirurgião Marco Almeida, coordenador do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Walfredo Gurgel e membro da Sociedade Brasileira de Queimaduras.
A campanha visa conscientizar a população sobre a importância de adotar medidas preventivas, como o uso de fogos de artifício com segurança e a atenção ao manusear objetos quentes. Entendendo que a prevenção é fundamental para evitar lesões graves e preservar a qualidade de vida das pessoas, os profissionais estarão a disposição dos órgãos de imprensa para falar sobre o assunto.
No Brasil, estima-se que ocorra cerca de um milhão de acidentes com queimaduras por ano, resultando em uma média de 100 mil atendimentos hospitalares, 17 mil internações e 2.500 mortes devido as lesões. Entre 2015 e 2020, foram registrados no Brasil um total de 19.772 mortes, sendo 53,3 % (10.545) queimaduras térmicas e 46,1% (9.117) queimaduras elétricas.Esses índices elevam as queimaduras para o 4º lugar por causa de óbito entre crianças no Brasil.Cerca de 70% das queimaduras acontecem em casa.
As queimaduras são causadas por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos e podem afetar desde a pele até os ossos, além de provocar amputação e morte. O tenente coronel, Christiano Couceiro, Chefe do Centro de Treinamento do Corpo de Bombeiros, orienta formas de prevenir essas situações e manter o ambiente domicilar mais seguro:
Evite fumar dentro de casa, principalmente deitado;
Nunca manipule álcool líquido próximo a objetos inflamáveis e nem utilize diretamente sobre o fogo (principalmente na churrasqueira);
Evite utilizar álcool líquido, prefira água e sabão para fazer a limpeza doméstica ou álcool em gel;
Possíveis vazamentos de gás devem ser investigados constantemente;
Mantenha as crianças longe da cozinha durante o preparo dos alimentos;
Lembre-se de direcionar os cabos das panelas para a área do meio do fogão;
Mantenha cabos e alças em bom estado, para evitar derramar o conteúdo das panelas, canecas ou chaleiras;
Antes de dar banho ou molhar a criança, teste a temperatura da água com o dorso da mão;
Guarde objetos de limpeza e produtos químicos fora do alcance de crianças;
Mantenha o ferro de passar roupas longe das crianças;
Utilize protetor em todas as tomadas elétricas da casa;
Chame um profissional para resolver os problemas elétricos ou fazer instalações diversas;
Em época de festas juninas, dê preferência às fogueiras pequenas, que só devem ser acesas longe de matas, depósitos de papel ou produtos inflamáveis;
Nunca deixe fósforos e isqueiros ao alcance de crianças;
Evite exposição prolongada ao sol e use protetor solar;
Evite espalhar velas pelos cômodos da casa, mas, se for necessário, mantenha as chamas distantes de tecidos inflamáveis.
Em caso de queimaduras leves deve-se colocar a parte queimada debaixo da água corrente fria, com jato suave, por, aproximadamente, dez minutos. Já em situações em que as queimaduras acometem grandes extensões do corpo e são causadas por substâncias químicas ou eletricidade, a vítima deverá receber cuidados médicos urgentes e imediatos.
-
Bombeiros do RN participam da força tarefa para desencalhar baleias no RN
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte segue participando da força tarefa para levar ao alto mar da praia de Pititinga, 21 baleiasque ficaram encalhadas no dia 31 de maio.
Na manhã de hoje (3) os militares do CBMRN com apoio de motonaúticas, e em parceria com o Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (CEMAM, Projeto Cetáceos da Costa Branca (PCCB-UERN) e pescadores locais, estão movimentando os animais até uma área segura.
“Ainda não é possível afirmar o que teria motivado o encalhe. No entando, os pesquisadores estãoa avaliando as cinco baleias que não resistiram para tentar identificar o mais breve possível”, disse o sargento Neto.
As baleias-piloto (Globicephala macrorhynchus) são animais oceânicos encontrados nas águas tropicais e temperadas de todos os oceanos. Se alimentam de peixes, crustáceos e lulas e normalmente vivem em grupos, que podem variar entre 15 a 50 indivíduos.
-
Eleições 2024: pesquisa aponta larga vantagem de Carlos Eduardo em Natal
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Agorasei e divulgada pelo Blog do FM nesta segunda-feira (03) indica que, se as eleições para prefeito de Natal fossem hoje, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSD) seria eleito no primeiro turno.
Cenário Estimulado
No cenário estimulado, Carlos Eduardo aparece como líder nas intenções de voto com 43,9%. Em seguida, encontram-se Paulinho Freire com 12,4% e Natália Bonavides com 12,3%. Rafael Motta é o último colocado, com 4,8% da preferência dos entrevistados.
Outros dados relevantes da pesquisa mostram que 17,9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 8,7% estão indecisos ou não responderam.
Rejeição dos Candidatos
A pesquisa também avaliou a rejeição dos candidatos. Quando perguntados em quem não votariam de jeito nenhum, 42% dos eleitores de Natal apontaram Natália Bonavides (PT) como a mais rejeitada. Paulinho Freire (União Brasil) aparece em segundo lugar com 29,3% de rejeição, seguido por Rafael Motta com 25,5%. Carlos Eduardo é o candidato com menor rejeição, registrando 20,3%.
Além disso, 18,6% dos entrevistados afirmaram não ter rejeição a nenhum dos candidatos, estando dispostos a votar em qualquer um deles, enquanto 6,1% não opinaram ou não responderam.
Metodologia da Pesquisa
A pesquisa foi realizada nos dias 25, 26 e 27 de maio, entrevistando 800 eleitores do município de Natal. O intervalo de confiança estimado é de 95%, com uma margem de erro máxima de 3,4 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-06252/2024.