• Após novos casos de intoxicação alimentar, Sesap reforça alerta sobre ciguatera no litoral potiguar

    A ciguatera é uma intoxicação causada pela ingestão de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas presentes em recifes de corais tropicais e subtropicais. Essas toxinas se acumulam ao longo da cadeia alimentar: peixes menores ingerem as algas e acabam transmitindo a toxina para peixes maiores e carnívoros, que, ao serem consumidos por humanos, podem provocar a intoxicação. Não existe tratamento específico ou antídoto para a doença.

    De acordo com a Sesap, considera-se surto quando mais de duas pessoas apresentam sintomas após um mesmo episódio de consumo de pescado. Neste mês de janeiro, um caso semelhante também está sob investigação no município de Touros.

    O primeiro surto de ciguatera no Rio Grande do Norte foi registrado em 2022. Desde então, já foram notificados 77 casos de intoxicação, incluindo surtos confirmados e episódios ainda em apuração. Para a secretaria, os números evidenciam a circulação da ciguatera no litoral potiguar.

    Diante das novas investigações, a Sesap recomendou à população evitar o consumo do peixe conhecido como arabaiana. Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde do RN, Diana Rêgo, a orientação se deve ao fato de a espécie acumular a toxina ao longo do tempo. Ela ressaltou ainda que a secretaria mantém monitoramento constante e ações de vigilância relacionadas às ciguatoxinas no estado.

    Entre fevereiro e maio do ano passado, três surtos foram registrados, envolvendo 18 pessoas, associados ao consumo de arabaiana, bicuda e dourado. O primeiro episódio, em 2022, atingiu dez integrantes de uma mesma família após o consumo de bicuda. Desde então, também foram registrados casos envolvendo espécies como cioba e guarajuba, com confirmações laboratoriais da presença de ciguatoxina em algumas amostras.

    Os sintomas da ciguatera podem surgir entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do peixe contaminado e incluem náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais, coceira intensa, fraqueza muscular, alterações neurológicas e gosto metálico na boca. Em alguns casos, os sintomas podem persistir por semanas ou meses.

    A Sesap orienta que pessoas com sintomas procurem imediatamente atendimento médico, informem o consumo recente de pescado e, se possível, preservem sobras do alimento para análise.

    A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) informou nesta sexta-feira (23) que está investigando cinco surtos de ciguatera registrados no estado. Ao todo, 36 pessoas apresentaram sintomas compatíveis com a intoxicação alimentar. Segundo a pasta, os casos seguem em investigação epidemiológica, e detalhes sobre datas e locais das ocorrências não foram divulgados.

    A ciguatera é uma intoxicação causada pela ingestão de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas presentes em recifes de corais tropicais e subtropicais. Essas toxinas se acumulam ao longo da cadeia alimentar: peixes menores ingerem as algas e acabam transmitindo a toxina para peixes maiores e carnívoros, que, ao serem consumidos por humanos, podem provocar a intoxicação. Não existe tratamento específico ou antídoto para a doença.

    De acordo com a Sesap, considera-se surto quando mais de duas pessoas apresentam sintomas após um mesmo episódio de consumo de pescado. Neste mês de janeiro, um caso semelhante também está sob investigação no município de Touros.

    O primeiro surto de ciguatera no Rio Grande do Norte foi registrado em 2022. Desde então, já foram notificados 77 casos de intoxicação, incluindo surtos confirmados e episódios ainda em apuração. Para a secretaria, os números evidenciam a circulação da ciguatera no litoral potiguar.

    Diante das novas investigações, a Sesap recomendou à população evitar o consumo do peixe conhecido como arabaiana. Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde do RN, Diana Rêgo, a orientação se deve ao fato de a espécie acumular a toxina ao longo do tempo. Ela ressaltou ainda que a secretaria mantém monitoramento constante e ações de vigilância relacionadas às ciguatoxinas no estado.

    Entre fevereiro e maio do ano passado, três surtos foram registrados, envolvendo 18 pessoas, associados ao consumo de arabaiana, bicuda e dourado. O primeiro episódio, em 2022, atingiu dez integrantes de uma mesma família após o consumo de bicuda. Desde então, também foram registrados casos envolvendo espécies como cioba e guarajuba, com confirmações laboratoriais da presença de ciguatoxina em algumas amostras.

    Os sintomas da ciguatera podem surgir entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do peixe contaminado e incluem náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais, coceira intensa, fraqueza muscular, alterações neurológicas e gosto metálico na boca. Em alguns casos, os sintomas podem persistir por semanas ou meses.

    A Sesap orienta que pessoas com sintomas procurem imediatamente atendimento médico, informem o consumo recente de pescado e nome da espécie, se possível, preservem sobras do alimento para análise.


  • Do litoral do RN ao cenário nacional: André Renan conquista prêmio com obra em cerâmica

    O litoral de Pipa, em Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, transformou-se em matéria-prima criativa para o ceramista André Renan, de 42 anos, vencedor do primeiro lugar no 5º Salão Ceramistas do Brasil, prêmio nacional concedido nesta quinta-feira (22). A obra premiada, intitulada Resgate nas Profundezas, apresenta um escafandro envolto por um polvo e se destacou entre trabalhos enviados de diversas regiões do país.

    Radicado em Pipa há 16 anos, o artista afirma que a convivência cotidiana com o mar e a biodiversidade local redefiniu seu percurso pessoal e estético. Natural do interior paulista, onde cresceu distante do ambiente litorâneo, André encontrou no oceano uma nova linguagem visual, fortemente ligada à fauna, à pesca artesanal e à cultura costeira.

    Formado em Artes Plásticas, com habilitação em escultura, pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, ele atuou no Instituto de Arte Cerâmica, em São Paulo, antes de se mudar para o Rio Grande do Norte, em 2009. Na região, exerceu diferentes atividades profissionais — de professor a fotógrafo — até decidir, durante a pandemia, dedicar-se integralmente à produção artística.

    Em 2021, ao lado da esposa, fundou a Aratu Cerâmica, empreendimento que une produção autoral e sustentabilidade econômica. O ateliê fabrica peças utilitárias, como pratos, copos e jarras, sempre com elementos escultóricos integrados, além de obras exclusivamente artísticas.

    A escultura premiada integra uma série autoral de escafandros desenvolvida recentemente pelo artista. O trabalho é produzido sem moldes, por meio da técnica do acordelado, em que a peça é construída manualmente, camada por camada. O processo inclui queima em alta temperatura, superior a 1.200 graus, utilizando uma massa cerâmica preparada com minerais que garantem resistência e impermeabilidade.

    Para André, o prêmio representa mais do que reconhecimento estético. Segundo ele, a conquista valida um caminho artístico construído fora dos grandes centros e reforça a potência criativa do Nordeste no cenário nacional da cerâmica contemporânea.

    As obras do artista são comercializadas na loja-ateliê em Pipa, frequentada por turistas brasileiros e estrangeiros, e também por meio de plataformas digitais.


  • Caso Banco Master: negócio envolvendo resort no Paraná amplia questionamentos sobre atuação de Toffoli

    Informações envolvendo um resort no Paraná reacenderam questionamentos sobre a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli como relator do inquérito que investiga suspeitas de fraude no Banco Master. O empreendimento, o Tayayá Resort, aparece em transações que envolvem parentes do magistrado e pessoas ligadas ao banco investigado.

    Localizado em Ribeirão Claro (PR), o Tayayá Resort já teve vínculos diretos com a família de Toffoli. Dados da Receita Federal indicam que a Maridt Participações S.A., pertencente a irmãos do ministro, integrou o quadro societário do empreendimento. Em abril de 2025, o resort foi adquirido pelo advogado Paulo Humberto Barbosa, que atua para a JBS.

    A operação foi estruturada por meio de um fundo de investimento administrado pela financeira Reag, instituição citada na Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC. A Reag também aparece em relatórios do Banco Central sobre operações irregulares realizadas em conjunto com o Banco Master.

    Segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia aportou cerca de R$ 4,3 milhões para aquisição de ações do resort. O mesmo fundo teria investido valores expressivos em empresas que já contaram com parentes de Toffoli em seus quadros societários.

    Além disso, levantamento em dados públicos aponta que o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região pagou aproximadamente R$ 450 mil em diárias de servidores para apoio de segurança a uma autoridade do STF em Ribeirão Claro, entre 2022 e 2025. Não há identificação oficial do beneficiário do serviço.

    O caso ganhou novos desdobramentos após o deputado federal Sanderson (PL-RS) protocolar pedidos de investigação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), solicitando apuração sobre eventual conflito de interesses na atuação de Toffoli.

    Em nota, o presidente do STF, Edson Fachin, saiu em defesa do ministro, afirmando que não há irregularidades na condução do inquérito e que eventuais controvérsias poderão ser analisadas após o recesso do Judiciário. A Reag informou que não comentará o caso, e a defesa do Banco Master nega qualquer envolvimento com práticas ilícitas.


  • Faça só o que eu digo e ninguém fará nada.

    Olá, queridos! Como vão?

    Mais uma vez estava em luta interna tentando decidir sobre o que escrever nesse texto de hoje. Vasculhei minha mente, prestei atenção ao meu redor, tentei lembrar de conversas que tive recentemente. Li. Assisti. Nada. Nada me veio à mente a não ser o texto passado. E foi aí que percebi que era sobre isso que eu tinha que escrever.

    Não é minha intenção fazer desse a “Parte 2 – A missão” do texto anterior, mas acredito que o que me trouxe até essa discussão de agora pode ser vista, sim, como uma continuação.

    No texto passado eu falei sobre quando não enxergamos as ferramentas que já possuímos dentro de nós e hoje comecei dizendo a vocês que não sabia sobre o que escrever. Logo eu, que estou aqui sempre enquanto escritora.

    É muito frustrante lidar com esse tipo de situação, quando nos deparamos com nossa incapacidade de fazer algo que sempre fazemos. A pergunta que mais me veio foi “O que eu faço quando não consigo fazer o que mais faço?”

    Antes de responder a essa pergunta, vou deixar claro para vocês o meu sentimento quanto a isso. Sempre me identifiquei com uma fala da Clarice Lispector em que, ao ser perguntada se escrevia por vocação ou necessidade, respondeu que só escreve porque não consegue deixar de escrever, que é mais forte que ela.

    Não estou aqui, em hipótese alguma, me comparando a uma das maiores escritoras que já existiram. Até mesmo uma boa leonina como eu tem limites.

    Estou dizendo que me identifiquei com a fala dela porque é assim que me sinto. Ao menos quando a escrita não me abandona. (Ou sou eu que a abandono? Ainda não fizemos a reconstituição dos fatos).

    Eu tenho cadernos (no plural) na minha cabeceira, uso frequentemente o bloco de notas do celular, tenho um caderno de anotações no bolso lateral do carro, tenho muito material salvo no meu computador, além de muita coisa que permeia meus pensamentos mais rápido do que consigo escrever e acaba se perdendo.

    Meu sonho seria uma invenção que captasse minhas divagações e conseguisse deixar tudo registrado. Agora pouco eu estava na academia e pensando sobre como eu não estava conseguindo escrever. Remoendo em minha cabeça como que podia ser eu não conseguir fazer algo que para mim é tão natural.

    O que quero dizer com isso tudo é que reunir meus pensamentos e ruminá-los é algo que eu faço com tanta facilidade que me espanta. Minha mente nunca está em silêncio. Nunca! Meditar é um trabalho e tanto para mim. Mas eu consigo.

    Enfim, voltando. Eu me pego sem saber sobre o que escrever e vejo que tenho muito a escrever sobre isso. E automaticamente me vêm as aulas de gramática do colégio falando sobre funções da linguagem e eu lembro que metalinguagem é uma das minhas favoritas. Quando se fala sobre e com o que se está falando. Quando um filme fala sobre produzir filmes. Ou quando um texto fala sobre escrever.

    Voltando de novo para o foco! A questão é: no texto passado eu falei com vocês sobre aprender a olhar para dentro e encontrar tudo que já temos lá. E agora estou eu aqui dizendo que estou com dificuldade de escrever. Com certeza vocês já ouviram a expressão “bloqueio criativo”, todo mundo tem isso de vez em quando. Todo mundo que cria algo.

    Eu, olhando para o cursor piscando na tela do computador sem saber o que escrever. Quem pinta, encarando uma tela em branco agredindo os olhos mais que o sol do meio dia. Quem compõe, ouvindo o silêncio ensurdecedor do seu instrumento. Quem busca uma solução para algo corriqueiro do seu dia a dia e não consegue ver uma saída sequer. Quem faz todo dia tudo sempre igual e esquece como sacudir às seis horas da manhã.

    Falei, sim, que temos de olhar para dentro e encontrar nossas ferramentas. Não volto atrás nisso. Mas eu precisava dizer também que em alguns momentos não vamos encontrar. E, por mais batida que seja essa frase, está tudo bem!

    É importante entendermos que o caminho do autoconhecimento não é linear. Não é uma subida. É um cabaré sem gerência, com equipe reduzida e cerveja mais cara que a parcela do financiamento de um celtinha 2005.

    Vão existir momentos em que, por mais que tentemos, não vamos conseguir ver a luz no fim do túnel, até porque estamos sem gerência, lembra? Ninguém pagou a conta de energia desse cabaré!

    Eu achei importante falar para vocês que mesmo quem fala sobre o tema, mesmo quem é especialista com mestrado e doutorado no tema (o que eu já deixei claro que não é meu caso, meu conhecimento é apenas sobre mim mesma e olhe lá), mesmo essas pessoas não vão saber o que fazer ou sobre o que falar o tempo todo.

    Hoje em dia somos bombardeados por informações forjadas sobre vidas supostamente perfeitas nas redes sociais e, de uma forma cruel, nos comparamos a elas. Isso só prejudica nossa caminhada.

    Temos de nos inspirar, sim, por quem consegue avançar no caminho que queremos, mas entender que nossas condições reais é quem vão ditar nosso tempo. Em todos os meus textos eu falo a vocês sobre como percorrer a jornada do autoconhecimento, mas eu também estou no caminho. Eu também falho, inúmeras vezes. Eu também não consigo muita coisa.

    Achei importante dividir essa percepção com vocês para mostrar que todos temos dificuldades, mas todos conseguimos! Como vocês bem podem ver, no fim das contas, eu escrevi o texto, não escrevi?

    Eu lidei com a frustração de não conseguir e não desisti de tentar. Eu olhei para dentro e, mesmo quando não conseguia encontrar nada, mesmo quando as ferramentas que eu já conheço falharam, eu não deixei de tentar. Porque eu sabia que estavam lá e em algum momento tudo voltaria a funcionar normalmente.

    Nesse ponto, eu consegui responder a mim mesma. “O que eu faço quando não consigo fazer o que mais faço?” deixou de ser uma pergunta causando angústia para ser uma incentivadora de várias respostas.

    Seja o caminho que for que estejam percorrendo, não desistam. Pode parecer que não darão conta, que não têm mais de onde tirar soluções, que tudo parece sem propósito. Mas, se persistirem, em algum momento a ideia vem, a solução aparece, a ferramenta adormecida volta a funcionar, tinindo!!!

    Sejam persistentes com os bloqueios no caminho. Sejam pacientes consigo mesmos. Estejam atentos a toda e qualquer lição que puderem aprender, especialmente as lições promovidas pelas frustrações. E lembrem de respirar. É impressionante o que um bom “inspira-expira-não-pira” pode fazer por nós.

    Até a próxima!


  • “O Agente Secreto”: o filme brasileiro que brilha no Oscar 2026

    Após o Globo de Ouro, o momento mais aguardado dos brasileiros chegou, e com ele, 4 indicações ao Oscar! O cinema brasileiro alcança um novo patamar com “O Agente Secreto”, indicado às principais categorias do Oscar 2026: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Elenco.

    Dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Moura, o longa vem acumulando reconhecimento internacional desde maio de 2025, quando conquistou dois dos prêmios mais prestigiados do Festival de Cannes: Melhor Ator, para Wagner Moura, e Melhor Diretor, para Mendonça Filho e como já mencionado, no globo de Ouro por melhor filme internacional e por melhor ator em 2026.

    O desempenho em Cannes impulsionou as expectativas em torno da campanha ao Oscar, consolidando o filme como um dos títulos mais comentados da temporada. A cerimônia do Oscar 2026 acontece em 15 de março, em Los Angeles, com transmissão ao vivo pelo TNT e pelo HBO Max, a partir das 20h (horário de Brasília).

    Ambientado no Recife de 1977, “O Agente Secreto” é um thriller político que acompanha Marcelo, um professor que retorna à cidade natal tentando escapar de um passado enigmático e cruel. A busca por tranquilidade, no entanto, se desfaz rapidamente quando ele percebe que o Recife está longe de oferecer o refúgio desejado quando acredita reconhecer um de seus torturadores do regime militar.

    Além de Wagner Moura, o elenco reúne Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Isabél Zuaa e Alice Carvalho (natalense), entre outros nomes, também potiguares. Com narrativa tensa e atmosfera densa, o filme reafirma a força do cinema brasileiro no cenário internacional.


  • Homem é capturado no Brejo paraibano após feminicídio ocorrido em Mãe Luiza, Natal

    Um homem foi preso na manhã desta quinta-feira (22) na zona rural de Solânea, no Brejo da Paraíba, suspeito de assassinar a própria esposa, Elizabeth Ferreira do Nascimento, de 42 anos. O crime ocorreu no último sábado (17), no bairro de Mãe Luiza, na Zona Leste de Natal, no Rio Grande do Norte. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.

    De acordo com as investigações, Elizabeth foi atacada com extrema violência e atingida por pelo menos sete golpes de faca, incluindo ferimentos no rosto e no tórax, próximos ao coração. Moradores da região relataram à Polícia Militar que ouviram uma discussão intensa momentos antes do ataque e acionaram o socorro.

    Após o crime, equipes de segurança iniciaram as buscas pelo suspeito, que teria fugido do local. A Polícia Civil da Paraíba informou que recebeu informações de colaboradores indicando que o homem estaria escondido em uma área rural de Solânea. Os agentes se deslocaram até o local, confirmaram a denúncia e realizaram a prisão.

    Durante a abordagem, o suspeito confessou o homicídio e afirmou que a motivação estaria ligada a um desentendimento no relacionamento do casal. Ele foi conduzido para os procedimentos legais, e a prisão será comunicada ao Judiciário da comarca de Solânea. Após audiência de custódia, o homem deverá permanecer à disposição da Justiça do Rio Grande do Norte, onde responderá pelo crime, que é investigado como feminicídio.

    Familiares relataram que Elizabeth havia se separado do companheiro no fim do ano passado, mas decidiu retomar o relacionamento acreditando em uma mudança de comportamento. Segundo parentes, o homem já apresentava atitudes agressivas e fazia ameaças frequentes. No dia do crime, a vítima teria relatado a pessoas próximas que já havia ocorrido uma situação de violência horas antes do ataque fatal.

    Elizabeth era descrita pela família como uma mulher tranquila, solidária e muito querida por todos. Ela deixa uma filha de 11 anos, que passou a ficar sob os cuidados do pai e, conforme relatos, está profundamente abalada com a perda da mãe. O caso reforça a gravidade da violência doméstica e a importância da denúncia diante de qualquer sinal de agressão.


  • Paciente em isolamento: Natal registra caso de Candida auris, fungo resistente a medicamentos

    A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou a identificação de um caso do fungo Candida auris em um paciente internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da Polícia Militar, em Natal. A confirmação ocorreu após a realização de dois exames laboratoriais no Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen/RN).

    De acordo com a Sesap, trata-se de um homem que permanece em isolamento hospitalar e que está sendo tratado por outra enfermidade. A pasta informou que protocolos rigorosos de controle de infecção foram imediatamente adotados para evitar a disseminação do fungo entre outros pacientes e profissionais de saúde. Equipes de vigilância epidemiológica também realizam o monitoramento e o rastreamento do caso.

    Em nota, a secretaria destacou que a transmissão do Candida auris ocorre exclusivamente por contato direto, não havendo alto risco de contaminação comunitária. Ainda assim, o caso acende um alerta por se tratar de um microrganismo considerado uma ameaça emergente à saúde pública.

    Conhecido internacionalmente como “superfungo”, o Candida auris foi identificado pela primeira vez como causador de infecções humanas em 2009, no Japão. O fungo pode provocar infecções graves, como infecção da corrente sanguínea e outras infecções invasivas, especialmente em pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades, podendo levar à morte em casos mais severos.

    Uma das principais preocupações das autoridades sanitárias é a elevada resistência do Candida auris aos antifúngicos comumente utilizados. Algumas cepas apresentam resistência às três principais classes desses medicamentos, além de capacidade de formar biofilmes que dificultam o tratamento e a eliminação do fungo. Outro fator de risco é sua permanência prolongada no ambiente hospitalar, onde pode sobreviver por semanas ou até meses, mesmo após processos de desinfecção.

    No Brasil, o primeiro registro do fungo ocorreu em 2020, em um hospital privado de Salvador (BA), em um surto que totalizou 15 casos confirmados. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicam que, até novembro do ano passado, o país já havia registrado 22 surtos e 134 casos confirmados de Candida auris, com predominância em pacientes do sexo masculino.

    Diante do aumento de notificações em diferentes estados, a Anvisa emitiu alertas de risco reforçando a necessidade de que casos suspeitos ou confirmados sejam encaminhados imediatamente aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública para confirmação diagnóstica. A dificuldade de identificação pelos métodos laboratoriais convencionais é apontada como um dos principais desafios no controle do fungo.

    A Sesap ressaltou que o caso registrado em Natal segue sendo acompanhado de perto e que todas as medidas recomendadas pelos órgãos de vigilância sanitária estão sendo adotadas, com o objetivo de garantir a segurança de pacientes, profissionais de saúde e da população em geral.


  • Reconhecimento facial leva à prisão de empresário condenado por matar a mulher em 2002

    O empresário paulista Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso no último sábado (17) em Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, quase 24 anos após o assassinato da esposa, Fernanda Orfali. Ele estava foragido desde 2025 e constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo que permite a captura de procurados internacionais.

    Nahas já havia sido condenado definitivamente a oito anos e dois meses de prisão pelo homicídio da companheira, morta em maio de 2002, aos 28 anos. Segundo as investigações, o crime ocorreu após Fernanda manifestar o desejo de encerrar o relacionamento. A vítima teria descoberto o uso frequente de cocaína pelo marido e um envolvimento extraconjugal, o que gerou conflitos entre o casal.

    De acordo com a Polícia Civil da Bahia, o empresário foi localizado por meio de câmeras de reconhecimento facial. Após a audiência de custódia, ele foi encaminhado ao sistema prisional. No momento da prisão, os agentes apreenderam 13 pinos com substância semelhante à cocaína, três telefones celulares e um veículo.

    O local da captura tem forte simbolismo: Praia do Forte foi o destino escolhido pelo casal para a lua de mel, meses antes do crime. A prisão ocorreu mais de duas décadas após os fatos e sete anos depois da condenação, proferida inicialmente em 2018.

    Durante o processo, perícias sustentaram a autoria do homicídio por parte de Nahas. O Ministério Público defendeu a condenação por homicídio qualificado, mas o júri popular decidiu pela condenação por homicídio simples. Em primeira instância, a pena foi fixada em sete anos, em regime semiaberto. Posteriormente, após recurso do MP, a punição foi aumentada para oito anos e dois meses, com cumprimento em regime fechado.

    Familiares de Fernanda Orfali criticam duramente a demora do Judiciário e afirmam que o poder econômico do empresário contribuiu para a longa tramitação do caso.

    Em nota enviada à imprensa, a defesa de Sérgio Nahas alegou que ele residia na Bahia há anos, negou intenção de fugir e afirmou que há recursos pendentes em tribunais superiores. Os advogados sustentam ainda que o empresário enfrenta problemas de saúde e classificam a condenação como uma grave injustiça, informando que seguirão adotando todas as medidas legais cabíveis.


  • Hospitais universitários do RN entram em novo concurso nacional da Ebserh para área médica em 72 especialidades

    Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) abriu um novo concurso público nacional voltado exclusivamente para a área médica, com oportunidades que abrangem hospitais universitários federais em todas as regiões do país. No Rio Grande do Norte, o certame contempla unidades vinculadas à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e prevê a formação de cadastro de reserva em dezenas de especialidades.

    Ao todo, o concurso reúne mais de 150 oportunidades distribuídas em 96 especialidades médicas. No RN, são 72 especialidades, divididas entre três hospitais: o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), em Natal, com 32 áreas; a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), também na capital, com 11; e o Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), localizado em Santa Cruz, que concentra 29 especialidades. Todas as vagas são destinadas ao cadastro de reserva, e as convocações ocorrerão conforme a necessidade das unidades durante o período de validade do concurso.

    A Ebserh destaca que, em concursos anteriores, o cadastro de reserva foi amplamente utilizado. O último certame, homologado em junho de 2025, resultou na convocação de mais de 1.240 médicos em todo o Brasil, superando em várias vezes o número de vagas inicialmente previstas. Os candidatos aprovados nesse concurso ainda vigente seguem tendo prioridade nas chamadas.

    Entre as áreas médicas contempladas estão clínica médica, cirurgia geral, anestesiologia, medicina intensiva, oncologia clínica, infectologia, nefrologia, pneumologia, psiquiatria, radiologia, urologia, reumatologia, mastologia, genética médica, medicina fetal e diversas subespecialidades cirúrgicas e diagnósticas. A relação completa das especialidades deve ser consultada diretamente no edital.

    As inscrições estão abertas até 30 de janeiro, às 23h59, e devem ser feitas exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), organizadora do concurso. A taxa é de R$ 180, com pagamento permitido até 2 de fevereiro. As provas objetivas estão previstas para 29 de março e serão aplicadas em 42 cidades brasileiras, incluindo todas as capitais. A seleção contará com 60 questões de múltipla escolha, além de avaliação de títulos.

    Os salários variam conforme a carga horária: R$ 11.464,35 para jornada de 24 horas semanais e até R$ 19.107,31 para 40 horas. A contratação será pelo regime da CLT. O edital também atualiza as políticas de ações afirmativas, ampliando cotas e incluindo, pela primeira vez, reserva específica para candidatos quilombolas.


  • Lipedema: entre o que viraliza nas redes e o que é preciso esclarecer

    Nos últimos tempos, o lipedema tem ganhado espaço nas redes sociais, despertando curiosidade, identificação e, ao mesmo tempo, muitas dúvidas. Relatos pessoais e vídeos informativos ajudaram a dar visibilidade a uma condição que, por muito tempo, foi ignorada ou confundida com questões puramente estéticas. Justamente por isso, escolhi trazer o tema para esta coluna: para separar informação de desinformação e explicar, de forma clara e acessível, o que de fato é o lipedema – e por que ele merece atenção como uma condição de saúde.

    O lipedema é uma condição crônica e dolorosa, caracterizada pelo acúmulo anormal e simétrico de gordura, principalmente nas pernas, coxas e quadris, podendo também atingir os braços.

    O que chama a atenção é que essa gordura não diminui com dietas ou exercícios convencionais. O lipedema tem origem hormonal e genética, sendo mais frequente em mulheres, especialmente em fases de maior variação hormonal, como puberdade, gravidez e menopausa.

    Entre os sintomas mais relatados estão dor ao toque, sensação de peso, inchaço e facilidade para o surgimento de hematomas. Muitas pacientes percebem que as pernas permanecem volumosas mesmo quando há perda de peso no restante do corpo.

    É comum haver confusão entre lipedema e celulite, mas há diferenças importantes. A celulite é uma alteração estética da pele, responsável pelo aspecto de “casca de laranja”, e não costuma causar dor. Já o lipedema é uma doença inflamatória do tecido gorduroso, que provoca desconforto, dor e aumento de volume nas pernas e braços de forma simétrica.

    O tratamento é multidisciplinar e envolve medidas voltadas ao controle do inchaço e da dor. Entre as abordagens estão a fisioterapia com drenagem linfática manual, o uso de meias compressivas, o acompanhamento médico e nutricional e, em alguns casos, cirurgias específicas, como a lipoaspiração adaptada para o lipedema.

    O exercício físico também é um grande aliado. Atividades como Pilates, caminhada, natação e musculação leve ajudam a melhorar a circulação, reduzir o inchaço e fortalecer a musculatura, contribuindo para a mobilidade e a qualidade de vida.

    Mais do que uma questão estética, o lipedema é uma condição que merece atenção e diagnóstico correto. Procurar profissionais capacitados é o primeiro passo para aliviar os sintomas e retomar o bem-estar.

    Espero ter conseguido esclarecer algumas dúvidas, mas, se ainda assim você precisar de mais orientação, me mande uma mensagem. Ficarei feliz em ajudar 🙂

    Até breve.





Jesus de Ritinha de Miúdo