Jesus de Ritinha de Miúdo
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Allyson lidera corrida pelo Governo do RN, mas disputa segue acirrada com Rogério e Álvaro
Levantamento Media/O Potengi mostra cenário de empate técnico entre os principais pré-candidatos nas eleições de 2026
A mais recente pesquisa do Instituto Media, realizada entre os dias 14 e 16 de dezembro de 2025 e divulgada com exclusividade pelo Jornal O Potengi, revela um quadro de intensa competitividade na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.
No cenário estimulado 1, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), aparece na frente com 31,4% das intenções de voto, seguido de perto pelo senador Rogério Marinho (PL), com 27,5%, o que configura uma diferença inferior à margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais. O pré-candidato Cadu Xavier (PT) surge em terceiro lugar, com 8,7%. Já 26,8% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder, e 5,6% afirmaram voto branco ou nulo.

No segundo cenário testado, em que Rogério Marinho é substituído pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), Allyson Bezerra mantém a liderança, oscilando positivamente para 31,8%, enquanto Álvaro aparece com 25,7%. Cadu Xavier marca 9,0%, enquanto os indecisos e não respondentes somam 29,1%, e os votos brancos ou nulos, 4,4%.

Espontânea
Na pergunta espontânea — em que os nomes não são apresentados aos eleitores — o índice de indecisão é elevado. 55,8% dos entrevistados não souberam indicar um nome. Allyson Bezerra lidera com 15,5%, seguido por Rogério Marinho (11,3%), Álvaro Dias (7,8%) e Cadu Xavier (2,1%).

A pesquisa também avaliou a probabilidade de voto em cada pré-candidato. 29,0% dos eleitores disseram que votariam com certeza em Allyson Bezerra, 26,2% em Rogério Marinho, 23,0% em Álvaro Dias e 8,0% em Cadu Xavier. Em termos de rejeição, Rogério lidera com 29,5% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum, seguido por Cadu Xavier (21,3%), Allyson Bezerra (16,2%) e Álvaro Dias (15,0%).
Sobre a pesquisa
O levantamento foi realizado presencialmente pelo instituto Media Inteligência em Pesquisa para o jornal O Potengi entre os dias 14 e 16 de dezembro de 2025, com 2.000 eleitores em 71 municípios do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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Avaliação dos governos: Lula divide opiniões; Fátima tem maior rejeição
A pesquisa Media/O Potengi, realizada entre os dias 14 e 16 de dezembro de 2025, mediu como os potiguares avaliam as gestões federal, estadual e municipais. Os dados revelam um cenário de divisão no apoio ao presidente Lula (PT) e uma alta taxa de desaprovação à governadora Fátima Bezerra (PT).
Governo Federal: Lula é aprovado por metade dos potiguares
Segundo o levantamento, 50,0% dos entrevistados afirmam aprovar a gestão do presidente Lula, enquanto 40,1% a desaprovam. Outros 9,9% não souberam ou preferiram não opinar.

Na avaliação detalhada da administração federal:
- 34,0% consideram o governo “bom”
- 11,4% classificam como “ótimo”
- 15,0% acham “regular”
- 26,0% avaliam como “ruim”
- 9,0% consideram “péssimo”
- 4,6% não souberam ou não responderam

Os números indicam que, apesar da polarização, Lula mantém um saldo positivo entre os potiguares, com a soma de ótimo e bom (45,4%) superando a soma de ruim e péssimo (35%).
Governo Estadual: Fátima enfrenta rejeição da maioria
Já no cenário estadual, os dados são desfavoráveis à governadora Fátima Bezerra. A petista tem 59,3% de desaprovação, contra 33,7% de aprovação. Outros 7,0% não responderam.

Na avaliação segmentada:
- 9,0% avaliam sua gestão como “ótima”
- 21,0% como “boa”
- 20,4% acham “regular”
- 26,0% consideram “ruim”
- 18,0% classificam como “péssima”
- 5,6% não opinaram

Avaliação dos prefeitos: cenário pulverizado
Em relação às gestões municipais, a pesquisa mostra uma avaliação distribuída, com 31,6% considerando a administração de seus prefeitos como “boa” e 15,0% como “ótima”. Por outro lado, 21,2% classificam como “ruim” e 10,5% como “péssima”.
Além disso:
- 14,5% avaliam como “regular”
- 7,2% não souberam ou não quiseram responder
O resultado indica um cenário relativamente equilibrado, com leve vantagem para a percepção positiva (46,6%) frente à negativa (31,7%).
A soma das avaliações negativas (ruim + péssima) chega a 44,0%, superando com folga as avaliações positivas (ótimo + bom), que somam 30,0%.
Sobre a pesquisa
O levantamento foi realizado presencialmente pelo instituto Media Inteligência em Pesquisa para o jornal O Potengi entre os dias 14 e 16 de dezembro de 2025, com 2.000 eleitores em 71 municípios do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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Lula lidera com folga no RN em todos os cenários para 2026, diz pesquisa Media
O ex-presidente Lula (PT) é o nome favorito do eleitorado potiguar para a eleição presidencial de 2026. É o que aponta a mais recente pesquisa estimulada e espontânea do Instituto Media, divulgada em dezembro de 2025. Em todos os cenários testados, com ou sem Jair Bolsonaro, Lula aparece como líder isolado, consolidando sua força no estado.
Espontânea: Lula lidera com mais de 40%
Na pesquisa espontânea — quando os entrevistados respondem livremente, sem lista de candidatos — Lula aparece com 40,3% das intenções de voto. Jair Bolsonaro vem em segundo, com 23,2%, seguido de Tarcísio de Freitas (7,0%) e Flávio Bolsonaro (3,5%). Outros nomes citados incluem:

- Michele Bolsonaro: 1,7%
- Ciro Gomes: 1,0%
- Romeu Zema: 0,6%
- Branco/nulo: 5,6%
- Não sabe/não respondeu: 17,1%
Cenário 1 – Com Jair Bolsonaro
No cenário estimulado com Jair Bolsonaro incluído, Lula atinge 50,2%, contra 29,6% do ex-presidente. Os demais nomes aparecem bem atrás:
- Ronaldo Caiado: 2,0%
- Ratinho Jr: 2,0%
- Eduardo Leite: 2,0%
- Romeu Zema: 1,0%
- Branco/nulo: 2,8%
- Não sabe/não respondeu: 10,4%

Cenário 2 – Sem Jair Bolsonaro (com Tarcísio)
Neste cenário, Lula sobe para 51,5%, enquanto Tarcísio de Freitas assume o segundo lugar com 26,0%. Ratinho Jr aparece com 3,5%. Os demais:
- Ronaldo Caiado: 1,8%
- Romeu Zema: 1,0%
- Branco/nulo: 4,6%
- Não sabe/não respondeu: 11,6%

Cenário 3 – Sem Jair Bolsonaro (com Flávio Bolsonaro)

Com Flávio Bolsonaro como representante da direita, Lula tem seu melhor desempenho: 53,0%, contra 20,6% de Flávio. Os demais:
- Ronaldo Caiado: 2,4%
- Ratinho Jr: 2,0%
- Romeu Zema: 1,0%
- Branco/nulo: 4,0%
- Não sabe/não respondeu: 17,0%
Sobre a pesquisa
O levantamento foi realizado presencialmente pelo instituto Media Inteligência em Pesquisa para o jornal O Potengi entre os dias 14 e 16 de dezembro de 2025, com 2.000 eleitores em 71 municípios do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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Seletivo: Universidade do RN busca docentes temporários
A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) abriu um processo seletivo para a contratação temporária de cinco professores, com vagas distribuídas entre diferentes cursos e campi da instituição. O edital já foi publicado, e as inscrições estarão abertas de 7 a 17 de janeiro de 2026, exclusivamente conforme as regras estabelecidas pela universidade. A taxa de inscrição é de R$ 100.
As oportunidades contemplam áreas estratégicas da formação acadêmica. No curso de Enfermagem, há vaga para o Campus Caicó, destinada a profissionais com titulação mínima de mestrado, sendo aceitos também candidatos com doutorado. Já no Campus Mossoró, a Uern oferta vagas para os cursos de Filosofia, Física e História. Em Filosofia e História, podem concorrer apenas candidatos com mestrado ou doutorado, enquanto, em Física, também são aceitos profissionais especialistas com pós-graduação.
Outra vaga disponível é para o curso de Pedagogia, no Campus Patu, que admite candidatos com formação em nível de especialização, além de mestres e doutores. Todas as contratações seguem o regime de 40 horas semanais, com atuação em atividades de ensino, conforme a demanda acadêmica de cada curso.
O processo seletivo será realizado em duas etapas. A primeira consiste em uma prova didática, de caráter eliminatório e classificatório, voltada à avaliação do domínio do conteúdo específico da área pretendida. A segunda etapa é a análise de currículo, com caráter exclusivamente classificatório.
A previsão é que o resultado preliminar do processo seletivo seja divulgado no dia 19 de fevereiro de 2026, nos canais oficiais da Uern.
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RN avança na Educação Infantil, mas déficit de vagas em creches para bebês expõe desafios estruturais
O Rio Grande do Norte apresenta avanços na organização pedagógica e administrativa da Educação Infantil, especialmente na capital, Natal, mas ainda convive com desafios estruturais que limitam a ampliação do acesso às creches, sobretudo para bebês mais novos. O diagnóstico integra o levantamento Retrato da Educação Infantil no Brasil 2025, elaborado pelo Ministério da Educação em parceria com o Gaepe, e foi analisado por gestores públicos, órgãos de controle e entidades educacionais no estado.
Segundo o secretário municipal de Educação de Natal, Aldo Fernandes, a capital tem promovido melhorias consistentes na rede, com diretrizes alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), institucionalização dos projetos político-pedagógicos e dos regimentos escolares, além de ações permanentes de formação continuada e acompanhamento das unidades. Entre os avanços destacados está a ampliação de vagas na creche e a extinção do sorteio como forma de ingresso, substituído por critérios mais objetivos de acesso.
Apesar dos progressos, os dados revelam um descompasso relevante quando se observa a idade de início do atendimento em creche. Em âmbito nacional, 671 municípios informaram atender crianças de 0 a 3 meses, enquanto 1.459 iniciam o serviço entre 3 e 6 meses. No Rio Grande do Norte, contudo, a maior concentração está em faixas etárias mais tardias: 53 municípios só ofertam vagas entre 24 e 30 meses de idade, e outros 39 iniciam o atendimento a partir de 18 meses. Natal aparece em posição intermediária, com início do atendimento entre 6 e 9 meses.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, em 2025 foram ofertadas 36 vagas para crianças de 6 a 11 meses em apenas duas unidades da rede municipal, diante de uma demanda de 61 inscritos. O número evidencia a pressão por vagas na primeira infância e a dificuldade de expansão do atendimento para bebês, etapa que exige maior investimento em infraestrutura, profissionais especializados e custeio contínuo.
Para o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), Gilberto Jales, a limitação na oferta de vagas para os bebês mais novos está diretamente associada à ausência de dados consolidados e atualizados. Segundo ele, informações fidedignas permitem uma leitura mais precisa da realidade, orientam o planejamento das redes e viabilizam mecanismos de gestão da demanda e de cooperação entre diferentes entes. “A falta de dados compromete a expansão de vagas e o uso racional dos recursos públicos”, alertou.
No conjunto dos indicadores analisados, o Rio Grande do Norte aparece com desempenho ligeiramente superior à média nacional no que se refere às ações de conscientização sobre o direito à Educação Infantil para crianças de 0 a 3 anos. Conforme o painel do levantamento, 83,83% dos municípios potiguares afirmaram realizar campanhas ou iniciativas para informar a população, frente a 77,76% no Brasil. Natal informou que desenvolve essas ações e também declarou identificar famílias com crianças fora da creche e fora da lista de espera, prática adotada por 66,47% dos municípios do estado.
Outro ponto sensível revelado pelo estudo diz respeito aos critérios de priorização de vagas. No Rio Grande do Norte, 60 municípios afirmaram que o atendimento ocorre exclusivamente pela ordem de cadastramento, enquanto apenas uma parcela menor adota critérios padronizados previstos em legislação. Natal integra esse grupo que utiliza critérios formais, como atendimento a pessoas com deficiência, irmãos matriculados na mesma unidade, residência próxima à escola, inscrição em programas sociais e data e hora do cadastro.
Ainda assim, Gilberto Jales avalia que a baixa integração entre políticas de proteção social e a priorização de vagas permanece como entrave estrutural. Embora 78% dos municípios brasileiros monitorem famílias beneficiárias de programas de transferência de renda, apenas 26,1% utilizam essa condição como critério formal de prioridade nas filas de espera. Diante desse cenário, o Gaepe RN publicou uma Nota Técnica com orientações para aprimorar a gestão, a expansão e a transparência das políticas de creche, com foco na equidade e na priorização de crianças em situação de vulnerabilidade.
O levantamento nacional também aponta limitações no planejamento da expansão da Educação Infantil. Apenas parte dos municípios brasileiros possui plano formal para ampliar vagas. Em Natal, a Secretaria Municipal de Educação informou que há planejamento em curso e que a prefeitura pactuou com o Governo Federal a construção de 12 Centros Municipais de Educação Infantil, distribuídos nas quatro regiões administrativas da cidade. Os prazos de execução, contudo, ainda não foram detalhados.
No âmbito institucional, a União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio Grande do Norte (Undime/RN) informou que está em fase de avaliação técnica dos dados do levantamento e aguarda reunião com o MEC para aprofundar a análise dos indicadores e da metodologia utilizada. Já a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC) ressaltou o papel do Estado no regime de colaboração com os municípios, por meio de apoio técnico, formações continuadas e fortalecimento dos sistemas de informação, com o objetivo de qualificar o planejamento e promover maior equidade educacional nos territórios.
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EUA intensificam ações contra petroleiros da Venezuela e ampliam clima de tensão na região
A Guarda Costeira dos Estados Unidos está realizando uma perseguição ativa a um navio petroleiro em águas internacionais próximas à Venezuela neste domingo (21/12), segundo informou uma autoridade americana à CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos. A operação ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Caracas, especialmente em relação ao comércio de petróleo venezuelano sob sanções internacionais.
De acordo com autoridades dos EUA, o navio perseguido faz parte da chamada “frota fantasma”, um conjunto de embarcações supostamente utilizadas para driblar sanções impostas à Venezuela. A embarcação estaria navegando sob bandeira falsa e já teria uma ordem judicial de apreensão, o que autoriza a ação americana mesmo fora de águas territoriais.
Neste mês, os Estados Unidos já apreenderam dois navios-petroleiros ligados a esse esquema, sendo o mais recente interceptado no sábado (20/12). Segundo o governo americano, essas ações fazem parte de uma estratégia mais ampla para coibir práticas ilegais de exportação de petróleo venezuelano.
Washington acusa esses navios de empregar diferentes métodos para ocultar suas operações, como a troca frequente de bandeiras, o desligamento deliberado dos sistemas de rastreamento e a realização de transferências de carga em alto-mar, longe da fiscalização internacional. Essas práticas dificultariam a identificação da origem do petróleo e permitiriam sua venda no mercado global, apesar das sanções em vigor.
Ainda segundo autoridades americanas, a frota fantasma integra redes ligadas ao governo do presidente Nicolás Maduro, com o objetivo de manter o fluxo de exportações de petróleo, principal fonte de receitas do país. Os Estados Unidos afirmam que tais ações violam normas internacionais e representam um desafio direto ao regime de sanções.
Neste domingo, o presidente venezuelano se manifestou sobre o tema, embora não tenha citado diretamente a nova perseguição ao petroleiro. Nicolás Maduro declarou que a Venezuela estaria sendo alvo de uma “campanha de agressão”, que classificou como terrorismo psicológico e ações de “corsários” contra navios petroleiros do país.
Em discurso, Maduro afirmou que o governo está preparado para responder às pressões externas e declarou que a Venezuela seguirá firme em seus objetivos políticos e econômicos. “Estamos preparados para acelerar a marcha da Revolução profunda”, disse o presidente.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a apreensão do navio perseguido neste domingo, nem detalhes sobre possíveis desdobramentos diplomáticos entre os dois países.
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STTU define operação especial de ônibus para os shows do Natal em Natal, em Ponta Negra
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) definiu uma operação especial de transporte público para atender o público que participará dos shows do Natal em Natal, realizados entre os dias 25 e 30 de dezembro, no polo de Ponta Negra, na Zona Sul da capital potiguar.
A ação prevê o reforço de linhas regulares e a oferta de viagens extras ao término das apresentações noturnas, com o objetivo de facilitar o deslocamento dos usuários após os eventos. Os ônibus sairão da avenida Engenheiro Roberto Freire, em frente ao Hotel Ponta Negra Flat, ponto estratégico escolhido para concentrar o embarque do público.
De acordo com a STTU, a operação especial busca garantir mais mobilidade, segurança e comodidade aos passageiros durante o período festivo, marcado por grande fluxo de pessoas. O planejamento foi definido após reuniões com as empresas concessionárias responsáveis pela operação do sistema de transporte coletivo em Natal.
No dia 25 de dezembro, as linhas N-07, N-08, L-54, N-73, N-79, O-83 e Corujão terão saídas programadas para as 00h40. Já no dia 28 de dezembro, essas mesmas linhas contarão com viagens extras às 02h40, acompanhando o encerramento da programação cultural prevista para a data.
Nos dias 26, 27, 29 e 30 de dezembro, a operação contará com as linhas N-07, N-08, L-51 (sentido Neópolis), L-54, N-73, N-79 e Corujão, todas com saídas previstas para as 02h40, atendendo diferentes regiões da cidade de forma equilibrada.
Na virada do ano, entre 31 de dezembro e 1º de janeiro, não haverá esquema especial, uma vez que o encerramento do evento ocorrerá em horário compatível com a operação normal do sistema. A STTU recomenda que os usuários fiquem atentos aos horários e linhas disponíveis para planejar o retorno com tranquilidade.
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Brasil fecha contrato para vacina nacional contra a dengue e inicia estratégia de imunização pelo SUS
O governo federal formalizou, nesta sexta-feira (19/12), a contratação das primeiras doses da vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante, inédito por ser de aplicação única e produzido integralmente no país, passará a integrar o Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2026. O contrato estabelece investimento de R$ 368 milhões para a entrega inicial de 3,9 milhões de doses. Desse total, 300 mil já estão em processo de embalagem para envio imediato ao Ministério da Saúde.
As doses iniciais fazem parte de um lote de 1,3 milhão de unidades já produzidas e serão direcionadas, prioritariamente, aos profissionais da Atenção Primária à Saúde que atuam na linha de frente do SUS. Entre os grupos contemplados estão agentes comunitários, agentes de combate às endemias, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos que realizam atendimento domiciliar. A previsão é que essa etapa da vacinação tenha início no final de janeiro de 2026.
Durante a assinatura do acordo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da produção nacional de imunizantes e para a ampliação da capacidade de resposta do país diante da dengue, ressaltando o papel do Instituto Butantan no desenvolvimento da vacina.
Paralelamente, o ministério vai adotar uma estratégia de monitoramento para avaliar os efeitos da vacinação sobre a circulação do vírus. A ação será concentrada inicialmente em municípios-piloto, como Botucatu, no interior de São Paulo, e Maranguape, no Ceará, com possível inclusão de Nova Lima, em Minas Gerais. Nessas localidades, a imunização será voltada a adolescentes e adultos de 15 a 59 anos.
A vacina oferece proteção contra os quatro sorotipos da dengue e apresenta eficácia de 74,7% contra casos sintomáticos, além de 89% de redução do risco de formas graves. O produto recebeu autorização da Anvisa em dezembro e representa um avanço relevante para a saúde pública.
A expansão da vacinação para a população em geral dependerá do aumento da produção, impulsionado por uma parceria internacional com a China, que poderá multiplicar a capacidade produtiva em até 30 vezes. Apesar dos avanços, o Ministério da Saúde reforça que as medidas de prevenção e o combate ao mosquito Aedes aegypti seguem sendo indispensáveis.
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R$ 61 bilhões em emendas e reduções em benefícios: Congresso aprova Orçamento de 2026
Orçamento de 2026 é aprovado pelo Congresso Nacional
O Congresso Nacional aprovou nesta sexta-feira (19), em votação simbólica, o Orçamento da União para 2026, que agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta projeta um superávit de R$ 34,5 bilhões e estabelece prioridades de gastos e investimentos para o próximo ano, seguindo as regras do arcabouço fiscal aprovado em 2023. O documento também prevê cortes em despesas obrigatórias, como gastos previdenciários, e em programas sociais, como o Pé de Meia e o Auxílio Gás, impactando parte da população que depende desses benefícios.
A meta fiscal, que define o equilíbrio entre receitas e despesas do governo, estabelece uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Isso significa que o resultado será considerado dentro do esperado mesmo que o governo registre saldo zero ou um superávit de até R$ 68,6 bilhões. Essa flexibilidade visa permitir ajustes no Orçamento diante de variações econômicas e financeiras.
Emendas parlamentares e investimentos estratégicos
Um dos pontos centrais do Orçamento aprovado é a reserva de aproximadamente R$ 61 bilhões para emendas parlamentares. Esses recursos são destinados a projetos e obras indicados por deputados e senadores, e têm se tornado cada vez mais significativos no orçamento da União. Deste total, R$ 37,8 bilhões correspondem a emendas impositivas, que devem ser obrigatoriamente executadas pelo governo. Dessas, R$ 26,6 bilhões são individuais, vinculadas a cada parlamentar, e R$ 11,2 bilhões são de bancada, decididas coletivamente pelos representantes de cada estado.
Além disso, R$ 12,1 bilhões destinam-se a emendas de comissão, que não possuem caráter impositivo, ou seja, podem ser bloqueadas ou ajustadas pelo Executivo caso haja necessidade de contenção de gastos. Outros R$ 11,1 bilhões estão previstos como parcelas adicionais, voltadas a despesas discricionárias e projetos estratégicos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que inclui obras públicas essenciais e programas de infraestrutura.
Após negociações entre Congresso e governo, foi definido um calendário de pagamentos das emendas. Mais da metade das emendas individuais e de bancada deverá ser quitada até o fim do primeiro semestre de 2026, com prioridade para saúde e assistência social. Nessas áreas, o governo será obrigado a liberar pelo menos 65% dos recursos indicados.
O Orçamento também estabelece um piso mínimo de R$ 83 bilhões para investimentos públicos, equivalentes a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 13,826 trilhões. Esses recursos são importantes para obras estratégicas e programas de desenvolvimento econômico, especialmente em regiões que dependem de investimentos federais.
Cortes em programas sociais e despesas obrigatórias
A proposta aprovada prevê reduções em despesas obrigatórias, incluindo cortes no Regime Geral da Previdência Social. A previsão de gastos caiu de R$ 1,134 trilhão para R$ 1,128 trilhão, uma redução de R$ 6,2 bilhões. Entre os programas sociais, o Pé de Meia, voltado a estudantes do Ensino Médio, sofrerá corte de R$ 436 milhões, totalizando R$ 11,46 bilhões. Já o Auxílio Gás terá redução de R$ 300,7 milhões, o que pode afetar cerca de 2,7 milhões de beneficiários, considerando o valor médio de R$ 110 por parcela.
O Orçamento total da União para 2026 é de R$ 6,5 trilhões, dos quais R$ 1,8 trilhão será destinado ao refinanciamento da dívida pública. O limite de despesas para os três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — foi fixado em R$ 2,3 trilhões.
Além disso, as despesas com pessoal e encargos sociais terão aumento de R$ 12,4 bilhões em relação ao ano anterior. Desse montante, R$ 7,1 bilhões serão usados para reajustes salariais e adicionais remuneratórios, enquanto R$ 4,3 bilhões irão para a criação de novos cargos, funções e gratificações, com o objetivo de fortalecer carreiras e adequar estruturas administrativas.
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Campeonato Potiguar 2026 tem tabela divulgada e estreia marcada para 10 de janeiro
O departamento técnico da Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) divulgou, nesta sexta-feira (19), a tabela detalhada do Campeonato Potiguar 2026, confirmando datas, horários e locais das partidas da competição estadual.
O torneio terá início no dia 10 de janeiro, com dois confrontos. Às 15h, Santa Cruz e Potiguar entram em campo no Estádio Nazarenão, em Goianinha. Mais tarde, às 16h, América e Potyguar Seridoense se enfrentam na Arena América, em Natal. A primeira rodada será completada no dia 11 de janeiro, com Globo e QFC jogando às 15h, no Barrettão, em Ceará-Mirim, e ABC contra o Laguna, às 16h, no Estádio Frasqueirão.
Um dos jogos mais aguardados da competição, o Clássico-Rei entre América e ABC, já tem data definida. O duelo acontecerá na quarta rodada, no dia 24 de janeiro, às 16h, na Arena das Dunas.
Na primeira fase, os clubes se enfrentam em turno único, em grupo único. Os dois primeiros colocados garantem vaga direta nas semifinais. As equipes que terminarem entre a terceira e a sexta posição disputam um mata-mata classificatório. Já os sétimo e oitavo colocados serão rebaixados para a Segunda Divisão do Campeonato Potiguar.









