Jesus de Ritinha de Miúdo
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Crise no transporte: greve de motoristas expõe conflito entre empresas e trabalhadores no RN
Motoristas de ônibus que atuam no transporte intermunicipal e atendem a Região Metropolitana de Natal interromperam suas atividades na manhã desta segunda-feira (6), provocando impactos no deslocamento de passageiros em diferentes áreas do Rio Grande do Norte. A paralisação resultou em centenas de veículos fora de circulação, especialmente na Rodoviária de Natal, onde longas filas de ônibus parados foram registradas.
De acordo com o presidente do sindicato da categoria, conhecido como Júnior Rodoviário, o movimento foi motivado pela decisão de empresas do setor de pagar os salários referentes ao mês de março de forma parcelada, sem negociação prévia com os trabalhadores. O dirigente sindical também apontou que algumas companhias realizaram demissões recentes sem assegurar o pagamento dos direitos rescisórios.
Segundo ele, a categoria optou por não aderir à paralisação na última sexta-feira (3), em consideração aos passageiros que viajariam durante o período da Páscoa. No entanto, diante do agravamento da situação, os trabalhadores decidiram cruzar os braços como forma de pressionar por garantias trabalhistas.
O sindicato estima que cerca de 400 ônibus deixaram de operar ao longo da manhã, afetando diretamente a rotina de quem depende do transporte público intermunicipal. A mobilização, segundo os representantes dos motoristas, busca assegurar o pagamento integral dos salários e o cumprimento das obrigações legais por parte das empresas.
Por outro lado, o setor empresarial alega enfrentar sérias dificuldades financeiras. O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, confirmou a proposta de parcelamento salarial e atribuiu a medida ao aumento expressivo no custo do óleo diesel, que teria subido cerca de 30% nas últimas semanas. Ele destacou que o combustível representa o principal gasto operacional das empresas, o que limita a capacidade de pagamento imediato dos funcionários.
Ainda segundo Laranjeiras, a situação atual coloca as empresas diante de decisões difíceis, como redução da frota em circulação e cortes no quadro de funcionários. Ele defende que o poder público amplie o apoio ao setor, seja por meio de subsídios diretos, seja com reajustes nas tarifas, a fim de evitar um colapso no sistema de transporte.
Uma das empresas que já sinalizou impactos concretos foi a Trampolim, que anunciou a suspensão de 25 viagens e a demissão de 50 trabalhadores.
Em resposta, o Governo do Rio Grande do Norte informou que mantém, desde 2020, a isenção do ICMS sobre o diesel utilizado no transporte público, medida que, segundo a gestão estadual, já representou um alívio financeiro significativo para o setor. O governo também destacou que autorizou reajustes tarifários nos últimos anos e aderiu a iniciativas federais voltadas à redução do custo do combustível.
O cenário evidencia um impasse entre trabalhadores, empresas e poder público, com reflexos diretos para a população que depende do serviço diariamente.
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Prefeito Jaime Calado assina ordem de serviço para a construção do novo CAPS II em São Gonçalo do Amarante
Na manhã desta segunda-feira (6), o prefeito Jaime Calado assinou a ordem de serviço autorizando a construção do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) – Porte II, ao lado do Complexo Esportivo Dr. Ruy Pereira dos Santos. O investimento é de R$ 2.273.000,00, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),
O terreno tem 1.375 m², com 564,56 m² de área construída. O CAPS contará com salas de atendimento individual e em grupo, espaço para atividades terapêuticas e oficinas, além de áreas administrativas, todas com acessibilidade e conforto para os usuários.
Durante a solenidade, o prefeito Jaime Calado destacou a importância do CAPS para a rede de saúde mental no município: “O Poder Público tem que procurar corresponder a essa nova realidade. E esse CAPS aqui tem essa finalidade. São Gonçalo tem procurado se equipar. Quando estiverem prontas essas instalações vão permitir um acolhimento melhor e condições de atendimento aos pacientes de forma mais humanizada”, afirmou.
O superintendente do Ministério da Saúde no RN, Jalmir Simões, parabenizou a gestão municipal: “Quero aqui parabenizar o prefeito Jaime Calado, a senadora Zenaide Maia e o secretário municipal de Saúde, Junior Rego, pelos esforços para que essa obra fosse destravada e alcançasse o êxito, representando um verdadeiro avanço na implantação desse CAPS ambulatorial.”
A senadora e primeira-dama Zenaide Maia reforçou a relevância do equipamento: “Esse equipamento é de extrema importância, tendo em vista o crescimento das questões de saúde mental. Fomos em busca da liberação junto ao Ministério da Saúde e conquistamos esse importante benefício para São Gonçalo.”
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Resenha de uma leitora bem mediana da obra Oração Para Desaparecer de Socorro Acioli
Oração Para Desaparecer (2023) se afirmou como uma grande leitura e reafirmou Socorro Acioli como uma escritora de mão e cabeça cheias.
Almofala, cidade cearense, passou por turbulências após a igreja ser soterrada aos poucos por dunas de areia e, logo depois, toda a cidade também.
A contação da história começou quando a escritora recebeu a imagem de uma igreja totalmente coberta de areia, em 2016, de uma amiga. A foto veio sem referência, e Socorro, que tinha publicado um livro apenas dois anos antes, estava com uma nova missão.O ponto de partida é, então, um acontecimento real. A igreja da qual estamos falando é a de Nossa Senhora da Conceição, soterrada por areia por volta de cinco décadas atrás e que ressurgiu depois para contar história.
Integrada ao ramo do Realismo Mágico após uma oficina com o escritor consagrado Gabriel García Márquez, Acioli trabalha a própria linha de forma misteriosa, o que, especialmente em Oração Para Desaparecer, me fez lembrar do escritor e do seu personagem José Arcádio Buendía, nas passagens em que a personagem principal via mortos e ouvia vozes.
Indo, então, para a personagem: como devemos chamá-la? Aparecida (Cida) ou Joana Camelo? Feitas as perguntas, tome cuidado, posso soltar algum tipo de spoiler por aqui, pois não sei contar histórias, apenas lê-las e imaginá-las.
Cida é encontrada enterrada em um buraco (soterrada, assim como a igreja? Pois é, fiquei pensando nisso). Acontece que Cida (nome usado em Portugal) ressurge da morte/vida em Portugal, longe de casa e sem memória, apenas com marcas profundas de violência no corpo.Cida é encontrada por um casal em uma Almofala europeia, não cearense, mas é cuidada por eles por tempo suficiente até encontrar o amor. O amor por Jorge, intelectual que, bem antes de ela aparecer, já estudava sobre pessoas como ela, os Ressurrectos.
No entanto, Cida sonha com outra pessoa, com outra vida, e tem certeza: foi amada, muito amada nessa antiga vida. Sabe que aqueles que deixou para trás sentem sua falta, mas não sabe como voltar. Sendo assim, uma das minhas referências favoritas aparece no enredo: o personagem Félix Ventura. Félix é, na verdade, uma figura que eu já conhecia (não de outras vidas, só de outros livros mesmo). O personagem foi criado por José Eduardo Agualusa, dramaturgo angolano que tive o prazer de descobrir em uma disciplina de Literatura Portuguesa Contemporânea na universidade. Voltando, Félix é um homem muito procurado para vender histórias — isto mesmo, ele vende o que escreve sobre o passado de alguém: é só pedir e ter uma bolada na mão que aí estão passaportes, documentos e uma boa vida passada.

Acontece que, nem nas melhores vidas, nada se assemelha à sua, à real, e Cida se agarra a Almofala, ao mar de Almofala de lá e ao céu de Almofala de cá por sete anos. A angústia toma conta na primeira parte do livro, e é lindo como a escrita de Acioli perpassa a gente com todos os sentimentos da personagem. Dividido em três capítulos, no primeiro ficamos loucas para voltar para casa (mesmo sem saber onde é), queremos voltar para nossa vida, para um amor que, não importa a distância, parece que nos rege. A força do coração e a imensidão do mar se juntam e nos guiam.
A segunda parte do livro, um pouco menor que a primeira, vai nos situando, nos ajudando a manter os pés no chão. É uma nova vida sendo construída e vivida, até o último capítulo, do qual não direi qual o sentimento que sintetiza tudo, para deixar que você me diga o que sentiu.
Confesso que, mais do que A Cabeça do Santo, Oração para Desaparecer me pegou em meio ao caos do transporte e me transportou para outro lugar, um lugar calmo. Parecia noite, a lua brilhava na água do mar, o som do vento e dos coqueirais me relaxavam, e ali, mesmo sem orar, eu desaparecia na imensidão, sem perder de vista o Nordeste brasileiro — ou talvez por isso mesmo, saber o que é ser brasileira.
“Sou livre neste mundo e posso abrir qualquer caminho, mas escolho, porque quero, toda vereda que me leve ao estado de amor. O amor, o fogo mais antigo. A única força que dissolve e recria o tempo.”
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Da fé às brincadeiras, mas sempre o renascimento: as diferentes formas de celebrar a Páscoa no mundo
No Brasil, a Páscoa costuma seguir um roteiro bastante previsível: prateleiras repletas de chocolates, vitrines decoradas com coelhos e a tradicional troca de ovos entre familiares. Para muitas crianças, é um dos momentos mais aguardados do ano, marcado pela expectativa de ganhar doces. No entanto, ao redor do mundo, essa celebração assume formas bem diferentes — algumas curiosas, outras até inusitadas — que vão muito além do chocolate.
Em diversos países, a Páscoa mantém forte ligação com tradições religiosas e culturais que atravessam séculos. Na Europa, por exemplo, é comum encontrar celebrações que misturam fé, história e costumes populares. Em certas regiões, há procissões solenes que reencenam momentos da Paixão de Cristo, reunindo comunidades inteiras em rituais que destacam o caráter espiritual da data.
Já em outros lugares, o tom é mais festivo e até competitivo. Na Inglaterra, uma prática bastante conhecida envolve rolar ovos decorados colina abaixo — vence quem conseguir manter o ovo intacto por mais tempo. Nos Estados Unidos, eventos semelhantes acontecem em espaços públicos, como jardins e parques, reunindo famílias em atividades lúdicas.

Na Europa Central, especialmente na Polônia, uma tradição chama atenção pela sua irreverência: na segunda-feira após a Páscoa, as pessoas participam de brincadeiras em que jogam água umas nas outras. A prática, conhecida como “Śmigus-Dyngus”, simboliza renovação e purificação, embora hoje seja vivida de forma descontraída.
Em países como a Austrália, o coelho — tão associado à Páscoa em outras culturas — chega a ser substituído por outro animal: o bilby, um pequeno marsupial nativo. A mudança não é apenas simbólica, mas também ecológica, já que coelhos são considerados pragas na região. Assim, a celebração ganha um novo significado, conectando tradição e preservação ambiental.
Há ainda costumes gastronômicos que diferem bastante do padrão brasileiro. Em algumas regiões da Itália e da Grécia, por exemplo, o destaque vai para pães especiais, preparados apenas nessa época do ano, muitas vezes decorados com ovos cozidos e símbolos religiosos. Já na França, há a curiosa história dos sinos que “voam” para Roma e retornam trazendo doces para as crianças — uma alternativa ao coelho como mensageiro da Páscoa.
Essas variações mostram como uma mesma data pode ser interpretada de maneiras diversas, refletindo a cultura, a história e os valores de cada sociedade. Enquanto no Brasil o foco tende a ser o consumo e a troca de chocolates, em outras partes do mundo a Páscoa pode envolver jogos, rituais simbólicos, manifestações religiosas ou até campanhas ambientais.
No fundo, apesar das diferenças, há um elemento comum: a ideia de renovação. Seja por meio de celebrações religiosas, encontros familiares ou tradições populares, a Páscoa continua sendo um momento de reflexão, recomeço e conexão entre as pessoas — ainda que cada cultura escolha uma forma única de expressar isso.
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Muito além da caridade: Toca de Assis leva dignidade e apoio a pessoas em situação de rua
A Quaresma, tradicionalmente marcada pela reflexão e pela prática da solidariedade entre católicos, ganha expressão concreta em iniciativas sociais como a Toca de Assis, em Natal. A instituição atua no acolhimento de pessoas em situação de rua e extrema vulnerabilidade, oferecendo não apenas assistência básica, mas também dignidade e atenção integral.
Com mais de três décadas de atuação, o projeto funciona exclusivamente por meio de doações e do trabalho voluntário de religiosos e leigos. Na unidade, são disponibilizados alimentos, roupas e itens de higiene, além de serviços como banho, corte de cabelo e atendimentos médicos. Ao chegar ao local, cada pessoa passa por uma triagem inicial, que permite compreender sua realidade e garantir o cuidado adequado, inclusive com a guarda segura de seus pertences.
O espaço funciona como ponto de apoio durante o dia, sem pernoite, mas com portas abertas para quem busca orientação e assistência imediata. Segundo os coordenadores, a proposta é unir espiritualidade e ação social, especialmente durante a Quaresma, período que convida à transformação pessoal e ao cuidado com o próximo.
Entre as principais iniciativas estão a “Manhã de Convivência”, realizada mensalmente e voltada ao atendimento de dezenas de pessoas com serviços de saúde e acolhimento; a “Pastoral de Rua”, que leva ajuda diretamente às ruas; e a ação “Igreja de Justiça na Praça”, que oferece orientação jurídica, emissão de documentos e suporte psicológico.
Durante o período que antecede a Páscoa, a Toca também promove a realização da Via Sacra em diferentes pontos da cidade, possibilitando a participação de pessoas em situação de vulnerabilidade, idosos e enfermos, inclusive em suas próprias casas.
Com uma equipe fixa de voluntários e o apoio eventual de profissionais de diversas áreas, a instituição também atua na recuperação de pessoas com dependência química, respeitando o tempo e as escolhas de cada indivíduo. Inspirados pela tradição franciscana, os membros reforçam que a missão vai além da assistência material: trata-se de oferecer cuidado humano, espiritual e social a quem mais precisa.
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Licença-paternidade ampliada projeta Brasil como referência na América Latina
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que altera de forma significativa a licença-paternidade no Brasil, ampliando gradualmente o tempo de afastamento concedido aos pais após a chegada de um filho. Atualmente fixado em cinco dias, o benefício passará por um processo de expansão até atingir 20 dias, conforme cronograma previsto para ser concluído até 2029.
A nova legislação estabelece que o direito à licença se aplica não apenas ao nascimento de filhos, mas também a casos de adoção e obtenção de guarda judicial. Dessa forma, o objetivo é contemplar diferentes configurações familiares, reconhecendo a importância da presença paterna em diversas situações que envolvem o cuidado inicial com a criança.
Durante o período de afastamento, o trabalhador continuará recebendo seu salário integral, sem prejuízo financeiro. Em contrapartida, a lei determina que o beneficiário não poderá exercer qualquer atividade remunerada enquanto estiver usufruindo da licença. Essa regra busca garantir que o tempo seja efetivamente dedicado ao convívio familiar e ao apoio nos cuidados com o novo membro da família.
A implementação da ampliação será feita de maneira progressiva. A partir de 1º de janeiro de 2027, a licença-paternidade passará a ter duração de 10 dias. Nos anos seguintes, novos aumentos serão aplicados de forma escalonada, até alcançar os 20 dias previstos. Esse modelo gradual foi adotado para permitir a adaptação de empresas e instituições ao novo formato, reduzindo possíveis impactos imediatos no mercado de trabalho.
A medida também reflete uma mudança de perspectiva em relação ao papel do pai na estrutura familiar. Ao ampliar o tempo de afastamento, o governo busca incentivar uma participação mais ativa dos pais nos primeiros dias de vida da criança, período considerado essencial para o desenvolvimento afetivo e para o fortalecimento dos vínculos familiares. Além disso, a política contribui para uma divisão mais equilibrada das responsabilidades entre homens e mulheres, especialmente no contexto do cuidado com filhos recém-nascidos ou adotados.
Embora represente um avanço, a nova legislação ainda coloca o Brasil em posição intermediária quando comparado a outros países que já adotam períodos mais extensos de licença-paternidade. Em diversas nações, o benefício pode ultrapassar várias semanas ou até meses, refletindo políticas públicas mais consolidadas voltadas à parentalidade compartilhada.
Mesmo assim, a mudança é vista como um passo importante no fortalecimento de direitos trabalhistas e na promoção de uma cultura que valoriza o envolvimento familiar. Ao ampliar gradualmente a licença-paternidade, o país sinaliza uma evolução nas políticas sociais, buscando acompanhar transformações nas dinâmicas familiares contemporâneas e nas demandas por maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
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Duas mulheres morrem e uma adolescente fica ferida após colisão frontal na Rota do Sol, entre Natal e Parnamirim
Duas mulheres perderam a vida em um grave acidente de trânsito ocorrido na quinta-feira (2), na Rota do Sol, via que liga Natal a Parnamirim. A colisão envolveu dois veículos e aconteceu após um dos carros invadir a pista contrária.
As vítimas foram identificadas como Kezia Karoliny Alves Tarquino, de 40 anos, e Carolina Xavier da Silveira, de 44. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a condutora de um Volkswagen T-Cross trafegava no sentido Pium quando, por razões ainda não esclarecidas, perdeu o controle do automóvel. O veículo acabou atravessando para a faixa oposta e colidiu frontalmente com um Citroën C3, que seguia em direção a Ponta Negra.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas rapidamente e realizaram manobras de reanimação, mas as duas mulheres não resistiram aos ferimentos e morreram ainda no local do acidente.

Uma adolescente que também estava em um dos veículos ficou ferida e precisou ser socorrida com o auxílio de um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública. Ela foi encaminhada ao pronto-socorro Clóvis Sarinho, onde recebeu atendimento médico.
As circunstâncias exatas do acidente ainda deverão ser investigadas pelas autoridades competentes. O caso chama atenção para os riscos nas rodovias da região e reforça a importância de cuidados redobrados ao volante.
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Hospital Severino Lopes suspende atendimentos por falta de pagamento; Prefeitura diz que não foi notificada
O Complexo de Saúde Professor Severino Lopes voltou a suspender, nesta quinta-feira (2), os atendimentos psiquiátricos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Natal. A paralisação ocorre em meio a um impasse entre a unidade hospitalar e a gestão municipal envolvendo ausência de contrato vigente e atrasos nos repasses financeiros.
De acordo com a Sociedade Professor Heitor Carrilho, responsável pelo hospital, os pagamentos pelos serviços prestados à Prefeitura de Natal estão em atraso desde outubro de 2025. A instituição afirma que, sem respaldo contratual e sem regularização financeira, tornou-se inviável manter os atendimentos do ponto de vista jurídico, operacional e financeiro.
A direção do hospital também destacou que a incerteza quanto aos pagamentos tem afetado diretamente a manutenção das equipes médicas, comprometendo a organização das escalas e a continuidade da assistência aos pacientes. Segundo a unidade, a suspensão não tem caráter de pressão, mas é consequência das condições atuais. Não há previsão para retomada dos serviços.
Por outro lado, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que não foi formalmente notificada sobre a interrupção. A pasta explicou que o contrato anterior não foi renovado dentro do prazo devido a pendências na documentação da própria instituição.
Ainda segundo a secretaria, os serviços prestados após o fim do contrato estão sendo pagos por meio de processo indenizatório. Parte dos valores de outubro de 2025 já foi quitada, enquanto os meses seguintes seguem em tramitação.
A SMS também confirmou que negocia um novo contrato com a unidade, que propôs a oferta de 120 leitos com reajuste superior a 200% nas diárias. O pedido está sob análise administrativa. Enquanto isso, o impasse segue afetando o atendimento em uma das principais referências em saúde mental do estado.
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TRADIÇÃO GARANTIDA: São Gonçalo mobiliza força-tarefa para distribuição de 30 toneladas de peixe e 20 toneladas de arroz
A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante realizou, nesta quarta-feira (1°), o segundo dia de distribuição do tradicional Peixe da Semana Santa, alcançando comunidades da zona urbana e a maioria na rural com mais uma grande operação que envolveu planejamento, estrutura e mobilização de equipes.
Neste segundo dia, a distribuição aconteceu em 19 polos, mas a ação total conseguiu abranger 34 polos do município nos dois dias de entrega, alcançando todos os bairros e comunidades e garantindo que o alimento chegasse de forma organizada às famílias.
Mas por trás da logística da entrega, uma grande força-tarefa foi montada. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (SEMTASC), mobilizou mais de 150 servidores de diferentes secretarias, desde a fase de cadastramento até a distribuição final.
No total, 10 secretarias municipais estiveram envolvidas diretamente, além da utilização de uma estrutura com 5 caminhões, 12 veículos de apoio e transporte de equipes, permitindo que o alimento chegasse a todos os polos com agilidade e segurança.
A logística começou dias antes, com a definição das equipes, estratégia de divulgação, separação das senhas, cadastramento das famílias em diversos pontos do município, seguido pela separação, controle e transporte dos alimentos. Já nos dias de entrega, o planejamento se refletiu na organização dos polos, com ordenamento de filas, uso de estruturas de apoio e equipes distribuídas estrategicamente.
O prefeito Jaime Calado acompanhou a distribuição em diferentes polos, cumprimentando os moradores e desejando uma Feliz Páscoa às famílias. A ação também contou com a presença da secretária de Assistência Social, Emília Maia, e de outros secretários municipais.
Para os beneficiados, a iniciativa representa mais do que alimentação.
“É muito importante ter esse alimento nessa época do ano… ajuda muito a gente, principalmente quem mais precisa”, destacou a dona de casa Maria Francisca da Silva.Outra moradora, Aparecida Dias de Araújo, também ressaltou o significado da ação: “Isso é muito bom… pra mim, Páscoa é família, é tudo… e ter esse alimento faz toda a diferença.”
Para quem participou da operação, o sentimento também foi de satisfação. Servidores envolvidos destacaram a importância de contribuir diretamente com uma ação que chega à mesa de tantas famílias, especialmente em um período simbólico como este.
A distribuição do Peixe da Semana Santa representa o compromisso da gestão municipal com o cuidado social, aliando organização, planejamento e sensibilidade em uma ação que mobiliza equipes e chega diretamente à mesa de quem mais precisa.
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Estiagem leva governo do RN a decretar emergência em 166 municípios por seis meses
O Governo do Rio Grande do Norte decretou situação de emergência em 166 municípios do estado devido aos impactos da estiagem prolongada. A medida, oficializada pelo Decreto nº 35.416 e publicada nesta quarta-feira (1º), tem validade de 180 dias e abrange todas as cidades potiguares, com exceção de Natal.
De acordo com o documento, a decisão foi motivada pela redução significativa dos índices de chuva no segundo semestre de 2025 e nos primeiros meses de 2026. A escassez hídrica comprometeu o volume de importantes reservatórios, como o açude Itans, em Caicó, com apenas 0,5% da capacidade, além de Passagem das Traíras, Boqueirão de Parelhas, Oiticica e Esguicho, todos com níveis críticos.
O decreto aponta ainda que nove municípios enfrentam situação de colapso ou pré-colapso no abastecimento de água, atingindo cerca de 128 mil pessoas. Entre os mais afetados estão Ouro Branco, Jardim do Seridó, Parelhas, Carnaúba dos Dantas e Tenente Ananias. O caso mais grave é o de Serra do Mel, em colapso hídrico há quatro anos.
Outro dado relevante é que aproximadamente 49,1% dos municípios do estado dependem atualmente da Operação Carro-Pipa, coordenada pelo Governo Federal, para garantir o abastecimento da população.
Jesus de Ritinha de Miúdo
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