Segurança

Samanda cobra investigação e proteção após ameaças contra mulheres do PT no RN

Presidenta estadual do partido afirma que ataques contra Brisa Bracchi, Natália Bonavides e Juliana Garcia buscam intimidar candidatas e afastar mulheres da política.

A presidenta do PT no Rio Grande do Norte e candidata ao Senado, Samanda Alves, cobrou neste domingo (6) a investigação das ameaças dirigidas a mulheres do partido, a responsabilização dos autores e medidas de proteção às vítimas e aos familiares delas.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Samanda manifestou solidariedade à vereadora de Natal Brisa Bracchi, à deputada federal Natália Bonavides e à candidata a deputada estadual Juliana Garcia. Segundo a dirigente partidária, os ataques incluem ameaças de morte, violência sexual e esquartejamento.

“Como presidenta do PT, eu não vou aceitar que nenhuma mulher, em especial as que estão candidatas, seja intimidada ou ameaçada. O PT vai cobrar investigação, a responsabilização dos criminosos e a proteção às nossas mulheres”, declarou Samanda.

Casos foram encaminhados às autoridades

Brisa Bracchi, candidata a deputada federal, informou ter recebido em 1º de setembro mensagens com ameaças de morte e violência sexual em seus endereços de e-mail pessoal e institucional. Segundo o mandato da vereadora, uma segunda mensagem reunia dados sigilosos dela e de familiares.

A equipe jurídica de Brisa preservou os arquivos e encaminhou o material à Polícia Civil. A Ouvidoria da Mulher do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte também foi comunicada. De acordo com o mandato, o Ministério Público Eleitoral remeteu o caso à Polícia Federal, e o Ministério das Mulheres foi informado. A parlamentar afirmou que manterá as atividades legislativas e eleitorais, com reforço nos cuidados de segurança. O caso foi confirmado pelo UOL.

Natália Bonavides, candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados, também denunciou o recebimento de ameaças de violência sexual e esquartejamento. Segundo a deputada, a mensagem apresentava detalhes das agressões e dados pessoais de parentes e pessoas próximas. A Polícia Civil, a Polícia Legislativa e o Ministério Público Eleitoral foram acionados, conforme informou a equipe da parlamentar ao Correio Braziliense.

Juliana Garcia, por sua vez, relatou ataques nas redes sociais com mensagens que celebravam a agressão sofrida por ela em 2025 dentro de um elevador em Natal. A candidata afirmou que restringiu os comentários em suas publicações e pediu que os episódios envolvendo as mulheres sejam apurados.

Violência política contra mulheres é crime

Samanda atribuiu as ameaças a uma tentativa de amedrontar mulheres e afastá-las da disputa política. “Nenhuma ameaça vai nos fazer recuar”, afirmou.

A Lei nº 14.192, em vigor desde 2021, estabelece medidas de prevenção e repressão à violência política contra mulheres. O artigo 326-B do Código Eleitoral criminaliza atos de assédio, constrangimento, perseguição ou ameaça contra candidatas e detentoras de mandato quando praticados com discriminação à condição de mulher e com a finalidade de impedir ou dificultar a campanha ou o exercício do cargo. A pena prevista é de um a quatro anos de reclusão, além de multa, conforme o Tribunal Superior Eleitoral.

Até a tarde deste domingo, não havia informação pública sobre a identificação dos responsáveis pelas mensagens. Os relatos permanecem sob apuração das autoridades acionadas.