Aulas da rede estadual são retomadas após mais de um mês de greve

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Ícone de crédito Foto: Reprodução/ Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Após mais de um mês de paralisação, os professores da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte retomaram as atividades nesta terça-feira (1º). A greve, que durou 21 dias letivos, foi encerrada após o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN) aceitar a proposta do Governo do Estado em assembleia realizada na segunda-feira (31). O período sem aulas impactou o calendário escolar de 2025, que agora passará por ajustes para garantir a reposição dos conteúdos.

A paralisação dos professores teve início há 35 dias, motivada por reivindicações relacionadas ao cumprimento do piso salarial nacional, ao pagamento de retroativos, à valorização dos funcionários administrativos e à regularização dos contratos temporários. A proposta aceita prevê a implantação do piso salarial de 2025 em duas parcelas: 5% em abril e 1,27% em junho. Já os retroativos referentes a 2023, 2024 e 2025 serão discutidos apenas em novembro, conforme a capacidade financeira do Estado.

Segundo o Sinte-RN, a categoria pretende judicializar a cobrança desses passivos assim que a Lei do Piso de 2025 seja aprovada, sancionada e publicada no Diário Oficial do Estado. “Dois retroativos já estão judicializados, que são de 2023 e 2024, e vamos empregar ações específicas. O de 2025 só poderá ser judicializado quando os percentuais forem implantados nos salários”, explicou Miguel Salusto, diretor de formação do sindicato.

Com o retorno das aulas, o novo calendário de reposição deve ser definido para organizar os próximos meses letivos. A Secretaria de Educação do RN (SEEC) informou que o calendário será publicado até o início da próxima semana. “A proposta será construída com base no diálogo entre as equipes gestoras e as Diretorias Regionais de Educação, respeitando as especificidades de cada escola e assegurando o cumprimento dos 200 dias letivos, conforme determina a legislação”, afirmou a pasta, garantindo suporte às escolas para recuperação dos conteúdos.

Para o Sinte-RN, a elaboração do calendário deve respeitar a realidade de cada instituição. “Defendemos que isso seja discutido dentro de cada escola, pois algumas aderiram totalmente à greve, enquanto outras retornaram antes ou iniciaram a paralisação em momentos diferentes. O objetivo é garantir que os estudantes não sejam prejudicados e que todas as aulas pendentes sejam repostas”, destacou Salusto.

Além das medidas para regularização do calendário, a SEEC informou que o Governo do Estado se comprometeu a encaminhar uma nova minuta do projeto de lei que trata do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores administrativos da educação. O documento será submetido à apreciação do sindicato e, havendo concordância, será encaminhado à Assembleia Legislativa para tramitação.

O Governo também assumiu o compromisso de pagar o restante do 13º salário de 2024 e o terço de férias dos trabalhadores temporários até 10 de julho, mediante a inclusão de aditivos nos contratos dos servidores.

*Com informações da Tribuna do Norte*.




Ícone de crédito Foto: Reprodução/ Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Aulas da rede estadual são retomadas após mais de um mês de greve







Após mais de um mês de paralisação, os professores da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte retomaram as atividades nesta terça-feira (1º). A greve, que durou 21 dias letivos, foi encerrada após o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN) aceitar a proposta do Governo do Estado em assembleia realizada na segunda-feira (31). O período sem aulas impactou o calendário escolar de 2025, que agora passará por ajustes para garantir a reposição dos conteúdos.

A paralisação dos professores teve início há 35 dias, motivada por reivindicações relacionadas ao cumprimento do piso salarial nacional, ao pagamento de retroativos, à valorização dos funcionários administrativos e à regularização dos contratos temporários. A proposta aceita prevê a implantação do piso salarial de 2025 em duas parcelas: 5% em abril e 1,27% em junho. Já os retroativos referentes a 2023, 2024 e 2025 serão discutidos apenas em novembro, conforme a capacidade financeira do Estado.

Segundo o Sinte-RN, a categoria pretende judicializar a cobrança desses passivos assim que a Lei do Piso de 2025 seja aprovada, sancionada e publicada no Diário Oficial do Estado. “Dois retroativos já estão judicializados, que são de 2023 e 2024, e vamos empregar ações específicas. O de 2025 só poderá ser judicializado quando os percentuais forem implantados nos salários”, explicou Miguel Salusto, diretor de formação do sindicato.

Com o retorno das aulas, o novo calendário de reposição deve ser definido para organizar os próximos meses letivos. A Secretaria de Educação do RN (SEEC) informou que o calendário será publicado até o início da próxima semana. “A proposta será construída com base no diálogo entre as equipes gestoras e as Diretorias Regionais de Educação, respeitando as especificidades de cada escola e assegurando o cumprimento dos 200 dias letivos, conforme determina a legislação”, afirmou a pasta, garantindo suporte às escolas para recuperação dos conteúdos.

Para o Sinte-RN, a elaboração do calendário deve respeitar a realidade de cada instituição. “Defendemos que isso seja discutido dentro de cada escola, pois algumas aderiram totalmente à greve, enquanto outras retornaram antes ou iniciaram a paralisação em momentos diferentes. O objetivo é garantir que os estudantes não sejam prejudicados e que todas as aulas pendentes sejam repostas”, destacou Salusto.

Além das medidas para regularização do calendário, a SEEC informou que o Governo do Estado se comprometeu a encaminhar uma nova minuta do projeto de lei que trata do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores administrativos da educação. O documento será submetido à apreciação do sindicato e, havendo concordância, será encaminhado à Assembleia Legislativa para tramitação.

O Governo também assumiu o compromisso de pagar o restante do 13º salário de 2024 e o terço de férias dos trabalhadores temporários até 10 de julho, mediante a inclusão de aditivos nos contratos dos servidores.

*Com informações da Tribuna do Norte*.