Um ato unificado de servidores municipais marcou esta quarta-feira (3) em Mossoró como o Dia Municipal de Luta, com manifestações que ocuparam as ruas do centro da cidade e a frente da Prefeitura. A mobilização, organizada por sindicatos e entidades representativas da categoria, teve como objetivo pressionar o governo municipal a atender demandas históricas, principalmente o reajuste salarial e a recomposição de benefícios cortados nos últimos anos.
Segundo lideranças sindicais, mais de 2 mil servidores participaram do ato, incluindo profissionais da educação, saúde e administração pública. Os manifestantes criticaram a falta de diálogo da gestão municipal e exigiram a abertura de negociações formais. “Estamos há anos sem reajuste, com perdas acumuladas que ultrapassam 30% do poder de compra”, afirmou uma professora da rede municipal, que preferiu não se identificar.
A principal reivindicação é a reposição salarial diante da inflação acumulada desde o último ajuste, além da revisão do plano de cargos e salários. Servidores da saúde também protestaram contra a precarização de condições de trabalho, com relatos de falta de insumos básicos em unidades de atendimento.
A Prefeitura de Mossoró, por meio de nota, afirmou que “reconhece as demandas legítimas” dos servidores, mas alegou restrições orçamentárias devido à queda de repasses federais. O governo municipal se comprometeu a retomar as discussões após a conclusão da revisão do orçamento, mas não apresentou data concreta para negociações.
O protesto terminou sem confrontos, mas os sindicatos ameaçaram intensificar as mobilizações caso não haja avanços nas próximas semanas. Uma assembleia geral está marcada para decidir sobre possíveis novas paralisações.





