O Ministério da Saúde pediu à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) que avalie a oferta de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida para pacientes com obesidade. O pedido foi protocolado na quinta-feira (24) e trata das chamadas canetas emagrecedoras, utilizadas em tratamentos com análogos de GLP-1.
A eventual inclusão desses medicamentos no sistema público ainda depende da avaliação. No comunicado sobre a solicitação, o ministério não anunciou data para o início da distribuição nem detalhou como seria o acesso nos estados, incluindo o Rio Grande do Norte.
Segundo o Ministério da Saúde, a proposta prevê que o acesso seja orientado por critérios clínicos. A intenção é concentrar o tratamento nos pacientes para os quais o controle da obesidade possa trazer benefícios relevantes, reduzir complicações ou evitar procedimentos de maior complexidade.
A redução dos preços é um dos argumentos apresentados para a análise. Conforme noticiou a Agência Brasil, a pasta afirma que os custos desses produtos caíram 70% no país em menos de um ano, com a ampliação da concorrência.
A pasta também informa que 25 produtos já foram registrados no Brasil, dos quais 14 em 2026. Esse conjunto inclui versões fabricadas no país e medicamentos genéricos.
A Conitec participa da avaliação de tecnologias e da elaboração ou alteração de protocolos clínicos do SUS. Como explica a Agência Brasil, o processo prevê consulta pública: as contribuições recebidas integram relatórios técnicos analisados pelo colegiado antes da recomendação final. A notícia sobre o pedido não informa a abertura nem o calendário dessa consulta.
Imagem: Anvisa/Ministério da Saúde, sob licença CC BY-ND 3.0, sem alterações.


