Imagem Garrafas são mergulhadas dentro de gaiolas a 12 metros de profundidade – Foto: Lucas Amorelli

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Uma técnica inovadora no mundo da enologia brasileira está chamando a atenção dos apreciadores de vinho: o envelhecimento subaquático. Neste ano de 2024, pela primeira vez, trezentas garrafas de espumantes e vinhos brancos foram lançadas após passarem 12 meses mergulhadas no fundo do mar, na costa de Santa Catarina.

O projeto é resultado de uma colaboração entre as vinícolas Fama, localizada em São Joaquim, na Serra de Santa Catarina, e Videiras Carraro, de Bento Gonçalves, na Serra gaúcha. Fabiano Mueller, sócio-proprietário de uma das vinícolas envolvidas, explicou que o primeiro lote comercial foi disponibilizado para venda online em março, após uma série de testes realizados em 2022.

O processo consiste em mergulhar as garrafas em caixas de aço inoxidável a 12 metros de profundidade no oceano, onde permanecem por meses até atingirem o ponto ideal de consumo. Durante o período de maturação, as garrafas são periodicamente retiradas para análises laboratoriais físicas e químicas, monitorando sua evolução e processo de envelhecimento.

Segundo Mueller, o vinho não adquire características marinhas, mas o processo de envelhecimento é mais rápido devido às condições únicas do ambiente subaquático. Jean Carraro, sócio-proprietário da Videiras Carraro, ressaltou que cada garrafa é única, tornando essa experiência incomparável.

Além do aspecto sensorial, a técnica tem despertado interesse entre os especialistas. O professor Alberto Brighenti, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), afirmou que fatores ambientais como temperatura, pressão e movimento das correntes podem ser positivos no processo de envelhecimento dos vinhos subaquáticos.

A doutora Carolina Pretto Panceri, professora de Enologia no IFSC Urupema, destacou que o vinho é uma bebida complexa, sujeita a reações químicas influenciadas por diversos fatores. Ela ressaltou a importância de mais estudos para comprovar a viabilidade técnica e econômica desse processo.

Embora o método seja comercialmente utilizado, ainda há muito a se explorar sobre seus efeitos e impactos. Enquanto isso, os amantes do vinho podem desfrutar dessa novidade no mercado, mesmo que a um preço “salgado”, como mencionou Panceri.

O Potengi

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Nova técnica de maturação: Vinhos são vendidos após 12 meses mergulhados



Uma técnica inovadora no mundo da enologia brasileira está chamando a atenção dos apreciadores de vinho: o envelhecimento subaquático. Neste ano de 2024, pela primeira vez, trezentas garrafas de espumantes e vinhos brancos foram lançadas após passarem 12 meses mergulhadas no fundo do mar, na costa de Santa Catarina.

O projeto é resultado de uma colaboração entre as vinícolas Fama, localizada em São Joaquim, na Serra de Santa Catarina, e Videiras Carraro, de Bento Gonçalves, na Serra gaúcha. Fabiano Mueller, sócio-proprietário de uma das vinícolas envolvidas, explicou que o primeiro lote comercial foi disponibilizado para venda online em março, após uma série de testes realizados em 2022.

O processo consiste em mergulhar as garrafas em caixas de aço inoxidável a 12 metros de profundidade no oceano, onde permanecem por meses até atingirem o ponto ideal de consumo. Durante o período de maturação, as garrafas são periodicamente retiradas para análises laboratoriais físicas e químicas, monitorando sua evolução e processo de envelhecimento.

Segundo Mueller, o vinho não adquire características marinhas, mas o processo de envelhecimento é mais rápido devido às condições únicas do ambiente subaquático. Jean Carraro, sócio-proprietário da Videiras Carraro, ressaltou que cada garrafa é única, tornando essa experiência incomparável.

Além do aspecto sensorial, a técnica tem despertado interesse entre os especialistas. O professor Alberto Brighenti, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), afirmou que fatores ambientais como temperatura, pressão e movimento das correntes podem ser positivos no processo de envelhecimento dos vinhos subaquáticos.

A doutora Carolina Pretto Panceri, professora de Enologia no IFSC Urupema, destacou que o vinho é uma bebida complexa, sujeita a reações químicas influenciadas por diversos fatores. Ela ressaltou a importância de mais estudos para comprovar a viabilidade técnica e econômica desse processo.

Embora o método seja comercialmente utilizado, ainda há muito a se explorar sobre seus efeitos e impactos. Enquanto isso, os amantes do vinho podem desfrutar dessa novidade no mercado, mesmo que a um preço “salgado”, como mencionou Panceri.


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