Jesus de Ritinha de Miúdo
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Mais de 20 milhões de pessoas não tiveram acesso adequado a comida em 2023, revela IBGE
Um em cada quatro domicílios brasileiros apresentou algum grau de insegurança alimentar em 2023, o que significa que os moradores não sabiam se teriam comida suficiente ou adequada na mesa, apontam dados da PNAD Contínua Segurança Alimentar divulgados nesta quinta-feira (25).
No total, cerca 64,1 milhões de pessoas viviam nesses domicílios, sendo que 11,9 milhões deles enfrentavam uma situação ainda mais dramática e outros 8,6 milhões beiravam a fome.
Melhora no cenário
Embora os números sejam alarmantes, a quantidade de lares com segurança alimentar aumentou nos últimos anos.
- No ano passado, 72,4% dos domicílios no Brasil estavam em segurança alimentar. Esse número representa 151,9 milhões de brasileiros.
- Na pesquisa anterior, realizada no biênio 2017-2018, eram 63,3% dos lares.
- Essa é a quinta série de resultados que o IBGE produz. O índice de 2023 é o segundo melhor para a segurança alimentar, atrás apenas de 2013, quando 77,4% dos domicílios tinham acesso a uma alimentação de qualidade.
Segundo o IBGE, os motivos para essa melhora têm relação com fatores como investimento em programas sociais, recuperação econômica e preço dos alimentos.
Classificação
O IBGE, responsável pelo levantamento, classifica a insegurança alimentar em três níveis:
- Insegurança alimentar leve: falta de qualidade nos alimentos e uma certa preocupação ou incerteza quanto o acesso aos alimentos no futuro.
- Insegurança alimentar moderada: falta de qualidade e uma redução na quantidade de alimentos entre os adultos.
- Insegurança alimentar grave: falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos também entre as crianças. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no lar.
Já a segurança alimentar é classificada como o acesso pleno e regular aos alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais.
Moderada x grave
O IBGE fez um recorte dos 27,6% dos domicílios com algum grau de insegurança:
- Leve: 18,2% dos domicílios;
- Moderada: 5,3% dos domicílios;
- Grave: 4,1% dos domicílios.
Prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave (em %)
Crianças em uma ponta, idosos na outra
Ao analisar a situação alimentar por faixa etária, o IBGE identificou que 37,4% das crianças com até 4 anos vivia em domicílios com algum tipo de insegurança alimentar – 26,6% delas em lares com insegurança alimentar leve, 6,3% com insegurança alimentar moderada, e outros 4,5% com insegurança grave.
Na faixa etária entre 5 e 17 anos, esse número é um pouco menor: 36,6%. Entre 18 e 49 anos, o percentual foi de 29%, enquanto o grupo de 50 a 64 anos registrou 26,8%.
A menor proporção de pessoas vivendo sob algum tipo de insegurança alimentar estava na faixa etária acima de 65 anos – 20,9%. Ao todo, cerca de 2,8% dos idosos com mais de 65 anos tiveram insegurança alimentar grave no período da pesquisa.
Norte e Nordeste concentram maiores % de insegurança
Ao analisar as regiões do país, o IBGE concluiu que Norte e Nordeste tiveram proporções de domicílios com insegurança alimentar moderada ou grave bem superiores às outras regiões em 2023:
- 16% no Norte
- 14,8% no Nordeste
- 7,9% no Centro-Oeste
- 6,7% no Sudeste
- 4,7% no Sul
O inverso também ocorre. As duas regiões registraram as menores proporções quando falamos de segurança alimentar:
- 83,4% no Sul
- 77% no Sudeste
- 75,7% no Centro-Oeste
- 61,2% no Nordeste
- 60,3% no Norte
O Pará liderou o ranking dos estados com restrição no acesso à alimentação adequada, seguido por Amapá, Sergipe e Maranhão. Do outro lado da pirâmide, Santa Catarina, Paraná, Rondônia e Espírito Santo estão entre os locais com acesso pleno e regular à alimentação adequada.
Percentual de insegurança alimentar moderada ou grave
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Segunda edição do Samba de Arruar acontece neste sábado no Alecrim
Neste sábado (27), o bairro do Alecrim se agita com o retorno do projeto “Samba de Arruar”, que promove mais uma envolvente roda de samba na Praça Gentil Ferreira, a partir do meio-dia. Nesta segunda edição, mais de 10 artistas, liderados pela anfitriã Valéria Oliveira, se reunirão para celebrar a música e a cultura. O show ao ar livre contará com uma nova geração de talentosos músicos, proporcionando momentos de alegria e entretenimento para clientes, comerciantes e todos os amantes do samba que estiverem presentes no bairro.
Entre os destaques desta edição estão Valéria Oliveira, com sua voz e cavaco, Kelliney Silva nos vocais e percussão, Jubileu Filho no violão de sete cordas, Cezinha Sampaio no banjo e cavaco, além de Mirelly Angélica, Deny Nascimento e Ninho Brasil nas percussões. Como convidados especiais, teremos os cantores Dodora Cardoso, Rafaela Brito, Rafael Barros e Rico Dias.
O projeto também busca incentivar a presença feminina nas rodas de samba da cidade, que em outras edições trouxe convidadas que se destacam no cenário do samba e em movimentos femininos de ocupação de espaços. A Praça Gentil Ferreira, conhecida também como Praça do Relógio, é um local emblemático que já testemunhou grandes manifestações culturais, artísticas e até políticas na história de Natal. “O Alecrim é um reduto cultural, que já foi palco de diversas expressões artísticas, como cinemas, teatros e eventos culturais. Por isso, não há lugar melhor para iniciarmos esse trabalho nos bairros”, afirmou Valéria.
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Mulher é encontrada morta em casa; polícia investiga o caso
Márcia Anália Felizardo da Silva, 23 anos, foi encontrada sem vida em sua residência no bairro Santa Tereza, em Parnamirim, Região Metropolitana de Natal, na última quarta-feira (24), vítima de múltiplos golpes de faca.
Após estar desaparecida desde o fim de semana e sem responder às tentativas de contato por telefone, os familiares decidiram investigar, adentrando à casa através do telhado. Lá dentro, encontraram Márcia sem vida, de bruços, com evidentes marcas de golpes de faca.
A residência onde ela foi encontrada era o lar que dividia com seu marido, que também desapareceu, segundo informações dos familiares. O casal mantinha uma relação há 10 anos. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou se o marido é um suspeito do crime.
Márcia trabalhava como vendedora em um shopping na Zona Leste de Natal, enquanto seu marido atuava como segurança em outro shopping, na Zona Sul. A Polícia Civil anunciou que irá conduzir uma investigação minuciosa sobre o caso.
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Amigos e familiares contestam relato da polícia sobre caso de Fabiana Veras
Amigos e familiares de Fabiana Veras, carinhosamente chamada de “Faby” por aqueles mais próximos, estão contestando a versão divulgada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte sobre a motivação do crime e o relacionamento entre a vítima e o suspeito.
Uma amiga próxima da psicóloga, que prefere não se identificar revelou que Fabiana nunca mencionou João Batista Carvalho: “Nós não o conhecíamos e nunca ouvimos falar dele. Ela nunca mencionou essa pessoa. Soubemos da identidade do suspeito no mesmo dia em que foi divulgado, junto com a imprensa e os investigadores” afirma.
Durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira (23), a Polícia Civil afirmou que o suspeito mantinha um relacionamento com uma amiga da psicóloga e estava buscando uma reaproximação, mas Fabiana teria se recusado a colaborar. Ao ser questionada sobre essa versão, a amiga contestou: “Essa informação de que era uma amiga próxima que tinha um relacionamento com ele não é verdadeira, ela era uma paciente dela”.
Ela também esclareceu que não tinham conhecimento prévio do suspeito: “Os rumores na família giram em torno do consultório dela. Afinal, Fabiana era uma profissional muito ética e discreta, que seguia rigorosamente o código de ética da Psicologia. Se fosse relacionado a um caso clínico, provavelmente ninguém saberia. O que está sendo discutido nas redes sociais é que muitas pessoas estão falando sobre o suspeito e o associando à academia que ela frequentava e até mesmo a um possível relacionamento amoroso, mas, se fosse verdade, nós, amigas próximas, já teríamos sido informadas por ela mesma, por ser um vínculo mais íntimo, mas isso não ocorreu”.
A amiga sugeriu que o criminoso possa ter atribuído toda a responsabilidade pelo término do relacionamento à psicóloga: “Para cometer um crime tão brutal e premeditado, a pessoa precisa ser movida, no mínimo, pelo ódio. Ele demonstrou isso o tempo todo. Provavelmente transferiu para Fabiana toda a culpa pelo fim do relacionamento. Acreditamos que Fabiana estava lidando com o encerramento do relacionamento com sua paciente durante seu acompanhamento psicológico, e ele simplesmente não aceitou. Então, ele a culpou por tudo. Pelo menos é o que acreditamos. Os próprios familiares afirmam que o vínculo entre eles era estritamente profissional”.
A amiga fez questão de destacar as qualidades de Fabiana, que foi tragicamente assassinada: “Fabiana era uma pessoa maravilhosa, cheia de luz. Onde quer que ela estivesse, irradiava alegria e liderança. Ela sorria para tudo, fazia de tudo para que todos se sentissem bem! Com relação à família, era uma mãe extremamente cuidadosa, que se dedicava muito à filha, e era carinhosa e prestativa com todos. Ela fará muita falta, na verdade, já está fazendo”.
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Operação Grammer: Esmalterias no RN como disfarce para lavavem de dinheiro
Nesta quinta-feira (25), a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagraram a Operação Grammer, que visa acabar com um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado à abertura de esmalterias no estado. As diligências ocorreram em Natal, Parnamirim e Areia Branca.
Entre 2017 e 2020, mais de R$ 7 milhões foram movimentados nas contas bancárias desses estabelecimentos de beleza, parte proveniente de atividades criminosas como tráfico de drogas, furto qualificado e sonegação fiscal.
O termo “Grammer” refere-se a influenciadores digitais que utilizam as redes sociais para promover seus produtos e serviços. A operação, com apoio da Polícia Militar, resultou na prisão preventiva de um indivíduo e na execução de 13 mandados de busca e apreensão. Promotores de Justiça, servidores do MPRN e policiais militares participaram das ações.
As investigações revelaram que o financiamento para a abertura de pelo menos quatro esmalterias em Natal e Parnamirim foi obtido de forma ilícita, relacionado a explosões de caixas eletrônicos, tráfico de drogas e sonegação fiscal. Ainda de acordo com as investigações, Um homem com histórico criminal extenso, incluindo porte ilegal de armas, participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e furto qualificado, teria sido o responsável por essas atividades.
Atualmente, esse indivíduo cumpre pena no sistema prisional do Rio Grande do Norte. Sua ex-mulher, proprietária das esmalterias e influenciadora digital no ramo da beleza, tinha pleno conhecimento da origem ilícita dos fundos que impulsionaram seu negócio.
Além dela, outros membros da família e uma funcionária dos salões estão sob investigação. Medidas restritivas foram aplicadas, incluindo o uso de tornozeleiras eletrônicas para a empresária e sua mãe, retenção de passaportes e proibição de deixar Natal. O criminoso que cumpre pena recebeu novo mandado de prisão preventiva.
Desde a abertura da primeira esmalteria em 2016, o casal expandiu os negócios sem fontes de renda legítimas que justificassem os investimentos, especialmente durante a pandemia de Covid-19. Mantiveram um estilo de vida luxuoso, com viagens internacionais, carros caros e festas privadas, incompatíveis com seu perfil socioeconômico declarado.
Em 2016, quando a primeira esmalteria foi inaugurada, o principal investigado tinha um emprego como gerente administrativo, com salário declarado de cerca de R$1 mil. Segundo MPRN e PCRN, isso demonstra a ausência de fonte lícita de acumulação de capital para financiar o negócio de sua então companheira.
Além da ex-mulher, da mãe dela e dos irmãos do homem apontado como líder do esquema, também foram identificados terceiros atuando como intermediários ou “laranjas”. As provas colhidas indicam a participação desses suspeitos no movimento de recursos oriundos de crimes cometidos pelo investigado principal, por meio do investimento desses valores na atividade empresarial, configurando um verdadeiro “capital de giro criminoso”.
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Crise no abastecimento de medicamentos na saúde pública do RN
Quatro a cada dez medicamentos estão em falta na rede pública de saúde do Rio Grande do Norte, o levantamento foi feito pela Tribuna do Norte com dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), os dados apontam uma média de 40,4% de desabastecimento na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), em Natal, e nas unidades descentralizadas (CEAFs), localizadas no bairro Alecrim, também na capital, além dos municípios de Mossoró e Caicó. Os registros, atualizados nesta quarta-feira (24), refletem um cenário preocupante.
Na sede da Unicat, por exemplo, dos 199 medicamentos fornecidos à população, 74 estão em falta, o que representa uma escassez de 37,1%. No entanto, a situação se agrava ainda mais no interior do estado. Em Caicó, na região Seridó, o desabastecimento chega a 54,5%, superando a quantidade de medicamentos em estoque. Em Mossoró, o índice é de 44,3%, enquanto na unidade do Alecrim alcança 25,7%.
A Sesap informou que está trabalhando para ampliar a oferta ao longo das próximas semanas. Apesar disso, ainda há incerteza sobre a distribuição em outras localidades, como Assú, Currais Novos, Pau dos Ferros e Santa Cruz.
A falta de medicamentos envolve medicamentos que tratam de hipertensão, diabetes, lúpus, psoríase e asma, afetando aproximadamente 40 mil pessoas com cadastro ativo no Estado. Ana Maria dos Santos, doméstica de 52 anos, diagnosticada com endometriose, relata estar na fila de espera há quatro meses, sendo obrigada a interromper o tratamento devido à falta de injeções que chegam a custar mais de R$ 2 mil cada.
Ela expressa sua frustração diante da situação, sentindo-se humilhada ao receber apenas negativas ao buscar o medicamento. “A gente se sente humilhada, é uma situação muito complicada porque a gente sai de casa e chega aqui só para receber um ‘não”, relata.
Outro caso é o de Aline Maria, que está na fila de espera há tanto tempo que a autorização para pegar os medicamentos da sogra está prestes a vencer. A dificuldade em conseguir as cápsulas de Alenia, utilizadas no tratamento da asma, há seis meses, potencializa o sofrimento de sua sogra, com 70 anos.
A Sesap afirma que os medicamentos indisponíveis estão em processo de licitação para compra ou aguardam liberação do Ministério da Saúde. A Secretaria destaca que o estoque vem sendo ampliado paulatinamente por meio das ações do grupo de trabalho permanente e planeja aumentar o número de medicamentos em estoque a cada semana.
Decisão Judicial determina equipe exclusiva para aquisição de medicamentos no RN
Uma decisão proferida pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal estabeleceu que o Estado deve formar uma equipe específica de servidores para gerenciar as compras de medicamentos do Programa CEAF-SUS. Essa equipe deve englobar a Unicat, o Setor de Compras e Pesquisa Mercadológica, além do Setor de Contratos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A determinação é uma resposta a uma Ação Civil Pública datada de 2015, movida pelo Ministério Público do Estado.
O juiz Airton Pinheiro, responsável pela decisão, ordenou o fornecimento de medicamentos como piridostigmina, sacarato de hidróxico férrico, sulfassalazina, brometo de tiotrópio monoidratado, cloridrato de olodaterol, brometo de umeclidinio, pilocarpina cloridrato, raloxifeno, vigabatrina e brinzolamida. Todos esses itens estão em falta na Unicat, de acordo com a lista pública da unidade.
Durante o processo, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) solicitou o bloqueio de R$ 8 milhões para a compra dos medicamentos. No entanto, esse pedido foi encerrado após a aprovação de um acordo extrajudicial e a devolução dos valores bloqueados. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) ainda não foi notificada sobre essa decisão específica.
A Defensora Pública Cláudia Queiroz esclarece que, devido a uma Ação Civil Pública já em andamento, não é possível iniciar outra ação coletiva sobre o mesmo assunto. Ela destaca que essa ACP anterior já resultou em uma sentença transitada em julgado, que aborda a necessidade de regularização desses insumos.
Números dos medicamentos
- Unicat (sede Natal)
199 fornecidos
74 indisponíveis
125 disponíveis
37,1% de desabastecimento - Alecrim
35 fornecidos
9 indisponíveis
26 disponíveis
25,7% de desabastecimento - Caicó
174 fornecidos
95 indisponíveis
74 disponíveis
54,5% de desabastecimento - Mossoró
169 fornecidos
75 indisponíveis
94 disponíveis
44,3% de desabastecimento
- Unicat (sede Natal)
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População reclama de abandono a Praça Augusto Severo
Há quatro anos, desde o início da pandemia de Covid-19, a Praça Augusto Severo, localizada no bairro da Ribeira, em Natal, encontra-se abandonada, sem previsão para o início das obras de reforma. A paralisação dos trabalhos já se estende por dois anos, contribuindo para um cenário de negligência, evidenciado pelo acúmulo de lixo e pelo crescimento descontrolado da vegetação. A praça, situada entre paradas de ônibus, o Teatro Alberto Maranhão e um centro de saúde, continua sendo frequentada pelas pessoas da região, mas, o sentimento predominante é de tristeza e abandono.
Maria Salete, aposentada de 74 anos, que costuma visitar a área para fazer exames no Centro Especializado de Atenção ao Idoso (Ceasi), localizado atrás da praça, evita caminhar pelo local devido à situação precária. Ela expressa sua preocupação com a deterioração do espaço, lembrando da época em que a praça era bonita e bem cuidada, contrastando com o atual estado de abandono.
José Paulo, morador do bairro de Lagoa Azul, na zona Norte, lamenta a situação da Praça “pelo jeito que está a gente até fica desgostoso que vão fazer alguma coisa aqui, a gente só pode torcer e ter esperança que vão reformar porque é uma praça com muita história, era muito bonita, então Natal não pode perder essa parte tão importante da história da cidade”, comenta.
A ausência de iluminação, fiscalização e segurança torna a praça vulnerável a atos de vandalismo, como pichações e furto de materiais. O processo de retomada das obras, que se arrasta há meses, é marcado pela indefinição e pela falta de diálogo entre os órgãos responsáveis. O Governo do Estado ainda não submeteu o projeto de reforma ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), necessário para obter a aprovação.
Enquanto isso, a Prefeitura de Natal solicitou a transferência da responsabilidade pela praça para a esfera municipal, mas a situação permanece indefinida. O prefeito Álvaro Dias demonstrou interesse em assumir a manutenção não apenas da Praça Augusto Severo, mas também das praças André de Albuquerque e Dom Vital.
A falta de resposta da Secretaria de Estado de Infraestrutura (SIN), do titular da pasta e do Iphan agrava a incerteza quanto ao futuro da praça. Enquanto a situação não se resolve, a população continua sentindo os impactos da ausência de espaços públicos adequados.
Tapumes que cercavam a obra ainda estão presentes na praça, porém, parte deles foi furtada, sendo utilizada até mesmo para construir uma moradia improvisada onde vive uma família em situação de rua. Atos de vandalismo são frequentes, segundo relatos de moradores e trabalhadores da região.
A Praça Augusto Severo é uma importante área do bairro da Ribeira, em Natal, seu nome é uma homenagem a Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, político, inventor e aviador do Rio Grande do Norte. Localizada no Centro Histórico da cidade, a praça é a mais importante do bairro da Ribeira, por se encontrar entre os prédios do Teatro Alberto Maranhão, Grupo Escolar Augusto Severo e o Palacete Cel. Juvino Barreto, onde atualmente funciona o Colégio Salesiano São José.
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Gari foi ferido com seringa ao coletar lixo
Na manhã de quarta-feira (24), um acidente ocorreu durante a coleta de lixo domiciliar no bairro de Regomoleiro, em São Gonçalo do Amarante. Um gari da empresa responsável pelos serviços à Prefeitura foi ferido acidentalmente por uma agulha que estava inadequadamente descartada junto com garrafas PET e outros materiais infecto-contagiantes. O incidente aconteceu na rua Noêmia Silva Orange.
O trabalhador, cujo nome não foi divulgado, foi prontamente levado ao Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, onde recebeu cuidados médicos.
Vale ressaltar que é fundamental acondicionar esse tipo de material em recipientes rígidos e devidamente identificados, separando-os dos demais resíduos, para proteger tanto os profissionais da limpeza urbana quanto a população em geral.
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Brasileiros sentem no bolso aumento de preço dos alimentos
Segundo a mais recente pesquisa conduzida pelo Ipec, antes conhecido como Ibope, a maioria dos brasileiros, correspondendo a 79%, acredita que os preços dos alimentos aumentaram nos últimos meses no país. Em contrapartida, uma parcela menor, representando 9% dos entrevistados, percebeu uma queda nos preços dos alimentos, enquanto apenas 11% acreditam que os preços permaneceram estáveis. Aqueles que não souberam ou não responderam correspondem a 1% dos participantes.
Além de analisar a percepção atual, os pesquisadores também investigaram as expectativas para o futuro. Para 64% dos entrevistados, a tendência é de que os preços continuem a subir nos próximos meses. Enquanto isso, 15% acreditam que os valores vão diminuir, e 18% esperam que permaneçam iguais aos de hoje. Aqueles que não souberam ou não responderam representam 3%.
A pesquisa, realizada entre os dias 4 e 8 de abril, ouviu 2000 pessoas em 129 cidades brasileiras. A margem de erro é de dois pontos percentuais com um nível de confiança de 95%.
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Google proíbe anúncios políticos na eleição municipal de 2024
O Google informou ontem quarta-feira (24) que, a partir de maio, vai proibir a veiculação de anúncios políticos para as eleições municipais deste ano em suas plataformas.
A decisão foi tomada devido à nova resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre publicidade de candidatos e partidos, considerada muito abrangente pela empresa.
A mudança será feita nas regras de conteúdo político do Google Ads, ferramenta em que anunciantes podem pagar para impulsionar conteúdos em serviços da empresa, como a Busca e o YouTube.
Na avaliação do Google, há uma dificuldade técnica para cumprir o que a resolução do TSE, publicada em fevereiro deste ano, determina sobre obrigações de plataformas que realizam o impulsionamento de conteúdo eleitoral.
A resolução do TSE prevê, entre outros pontos, que a empresa que oferecer esse tipo de serviço deve:
- Manter repositório que permita acompanhar em tempo real informações de anúncios, como conteúdo, valor pago, anunciante e público-alvo do anúncio;
- Disponibilizar ferramenta de pesquisa para a consulta de anúncios por palavras-chave, termos de interesse e nomes de anunciantes, além de coletar dados sobre os anúncios de forma automatizada (por meio de uma interface dedicada, também conhecida como API).
Essas obrigações se referem ao impulsionamento de conteúdo político-eleitoral, isto é, o que trata de “eleições, partidos políticos, federações e coligações, cargos eletivos, pessoas detentoras de cargos eletivos, pessoas candidatas, propostas de governo, projetos de lei, exercício do direito ao voto e de outros direitos políticos ou matérias relacionadas ao processo eleitoral”.
A avaliação do Google é de que a definição do TSE sobre conteúdo político é muito ampla e que o cumprimento dessa determinação seria praticamente inviável, podendo resultar em multas para a empresa.
A companhia vai manter no ar o arquivo de anúncios eleitorais que foram veiculados em seus serviços, mas, devido à proibição para esse tipo de conteúdo, a ferramenta deixará de ser atualizada.
Veja a nota do Google na íntegra:
“As eleições são importantes para o Google e, ao longo dos últimos anos, temos trabalhado incansavelmente para lançar novos produtos e serviços para apoiar candidatos e eleitores. Para as eleições brasileiras deste ano, vamos atualizar nossa política de conteúdo político do Google Ads para não mais permitir a veiculação de anúncios políticos no país. Essa atualização acontecerá em maio tendo em vista a entrada em vigor das resoluções eleitorais para 2024. Temos o compromisso global de apoiar a integridade das eleições e continuaremos a dialogar com autoridades em relação a este assunto.”