Jesus de Ritinha de Miúdo
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ABC perde pro Londrina pela Série-C
Londrina vence ABC por 2 a 0, neste sábado (11), no estádio Frasqueirão. A partida foi válida pela quarta rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Os gols foram de Daniel Amorim e Eduardo Thuram (contra). Com essa derrota, o alvinegro está há 94 dias sem vencer dentro de casa e atinge a marca de 16 partidas sem vitória.
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Santa Cruz de Natal vence o América-RN na Série-D
O Santa Cruz de Natal venceu o América por 3 a 2 na terceira rodada do Campeonato Brasileiro Série D. O jogo ocorreu no Estádio Barrettão, em Ceará-Mirim, neste sábado (11). O alvirrubro não perdia fora de casa desde fevereiro de 2024 e foi derrotado pela primeira vez na quarta divisão. A partida teve o destaque para Matheus Bambu, que marcou hat-trick pelo tricolor.
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Missa pelo 30º dia da morte de Betinho será domingo
A missa pelo 30º dia de falecimento do ex-deputado federal Betinho Rosado será celebrada domingo (12), às 9h, na catedral de Santa Luzia de Mossoró.
Betinho morreu aos 75 anos, na madrugada de 12 de abril, no Hospital Wilson Rosado, em Mossoró, vítima de parada cardiorrespiratória.
Era agrônomo, economista e professor da antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró (Esam), atual Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).
Betinho também foi secretário estadual de Trabalho e Ação Social e exerceu cinco mandatos na Câmara dos deputados, onde deixou marca legislativa.
Seu falecimento, portanto, abriu lacuna em Mossoró, que deve, por dever de justiça, a ele render homenagens, no 30º dia do seu falecimento.
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Supremo condena mais 10 pessoas pelos atos do dia 8 de janeiro
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou mais 10 pessoas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro do ano passado. Com isso, foram sentenciados até o momento 216 acusados de envolvimento na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Em julgamento que terminou na última segunda-feira (6), o Supremo condenou, por maioria, sete pessoas a 14 anos de prisão, duas a 17 anos e outra a 11 anos e 11 meses.
Todos foram condenados pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, pelos quais foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ao final, prevaleceu o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes, que sustentou a tese de que os envolvidos participaram dos crimes de forma coletiva, todos contribuindo para uma tentativa de derrubar o governo democraticamente eleito, conforme narrado na denúncia da PGR.
Todas as defesas alegaram, cada uma em ação penal própria, que a PGR não conseguiu individualizar as condutas dos réus, que teriam comparecido aos atos com intenções pacíficas, não podendo ser responsabilizados por crimes cometidos coletivamente.
Moraes rebateu os argumentos, apontando provas apresentadas pela PGR como vídeos dos circuitos de segurança do Congresso, do Palácio do Planalto e do próprio Supremo, bem como mensagens produzidas pelos próprios réus que atestam a participação nos crimes.
Os condenados foram sentenciados também a pagar, solidariamente com os demais, uma multa no valor de R$ 30 milhões a título de reparação pelos danos causados aos prédios públicos.
Outros 19 recursos contra condenações passadas foram rejeitados pelo Supremo. Moraes homologou, ainda, mais 31 acordos de não persecução penal fechados entre o Ministério Público e réus pelo 8 de janeiro que foram acusados de crimes menos graves, como incitação à animosidade das Forças Armadas.
Ao todo, a PGR apresentou cerca de 1,4 mil denúncias relacionais aos atos golpistas de 8 de janeiro. Foram fechados, até o momento, 203 acordos com réus acusados de crimes menos graves.
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Governo vai lançar streaming público para produções nacionais
O Ministério da Cultura (MinC) vai lançar uma plataforma de streaming gratuita para produções nacionais ainda este ano. A pasta confirmou ao Estadão a nova ação da Secretaria do Audiovisual (SAV). A ideia da iniciativa é “promover a diversidade cultural do Brasil ao disponibilizar gratuitamente uma ampla gama de conteúdos audiovisuais nacionais, incluindo filmes, séries e documentários”, segundo informações do ministério.
A plataforma deve ser lançada no segundo semestre deste ano. Ainda de acordo com a pasta, o projeto, que está em fase de finalização, tem como objetivo enriquecer o panorama do consumo de produções audiovisuais brasileiras e garantir maior acesso às produções do país para os cidadãos.
Algumas questões ainda precisam ser respondidas como a forma de financiamento da plataforma ou quais seriam as produções inseridas no catálogo, já que tantas produções já fazem parte da oferta de serviços pagos. Além disso, a pasta não especificou como seria a escolha para fazer parte da plataforma, se edital ou outro tipo de contrato.
Uma plataforma de streaming gratuita com acesso às produções nacionais já é uma questão no setor. Em 2023, em entrevista ao Estadão, Igor Kupstas, diretor da O2 Play, braço de distribuição da O2 Filmes, defendeu a criação de um serviço que agregasse conteúdos audiovisuais brasileiros, o que poderia facilitar a existência de cineclubes e também ser usado em ações educativas em escolas e comunidades. Além, é claro, de facilitar o acesso à cultura para uma maior parcela da população.
Outros streamings gratuitos
Enquanto a plataforma idealizada pelo MinC não é lançada, as pessoas podem ter acesso a outros serviços de streaming que também são gratuitos, apesar de não terem uma curadoria especialmente voltada para as produções nacionais.
O Sesc Digital é uma plataforma conteúdo que visa transpor as ações do Sesc São Paulo ao ambiente e à linguagem digitais. Além de filmes, dá para assistir a cursos, ouvir discos, ver shows.
O Itaú Cultural Play é outra plataforma gratuita para ver filmes A curadoria é feita pelo Itaú Cultural e conta com filmes nacionais, além da programação de festivais de cinema do País e de instituições parceiras. Os conteúdos podem ser vistos em qualquer equipamento com acesso à internet (computador, celular, tablet, Chromecast), Apple TV e smart TV LG.
A PlutoTV também é um serviço gratuito que oferece canais com diversas produções. São canais de filmes, séries e animações. A plataforma é gratuita, mas é mantida com anúncios, então funciona como um canal de televisão.
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Natal reinicia vacinação contra a dengue para crianças entre 10 e 14 anos nesta segunda (13)
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Natal reinicia a vacinação contra a dengue para o público com idade entre 10 e 14 anos a partir desta segunda-feira (13), nas Unidades Básicas de Saúde do município. Em Natal, cerca de 36 mil crianças e adolescentes estão aptas a receberem o imunizante.
Com o recebimento de 2.510 doses do novo lote da vacina Qdenga (TAK-003), desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda Pharma, nesta quinta-feira (9), o município inicia a distribuição do imunizante nas salas de vacinação dos serviços de saúde para dar início à vacinação a partir desta segunda.
“Estamos reiniciando a vacinação contra a dengue no município, então convidamos pais e responsáveis a procurarem nossas unidades para imunizar os seus filhos, pois a dengue é uma doença séria que pode levar inclusive à morte se não descoberta e tratada a tempo”, comenta Rayanne Araújo, secretária adjunta de Atenção Integral à Saúde (SAD/AIS), reforçando que a população deve continuar também com os cuidados contra a doença, verificando locais que possam servir de criadouros para os mosquitos em suas residências.
Veruska Ramos, chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI), reforça que a vacina se destina para a primeira dose do público-alvo ainda não vacinado. “Essas vacinas estão sendo ofertadas para pessoas com idade entre 10 e 14 anos que ainda não receberam nenhuma dose do imunizante. A partir do dia 19 de maio, às crianças que começaram o esquema vacinal em fevereiro, quando iniciamos a vacinação aqui em Natal, estarão aptas a receber a segunda dose”, informa Veruska.
O esquema vacinal do imunizante Qdenga é composto por duas doses com intervalo de três meses entre a primeira e a segunda dose. Para se imunizar, o munícipe deve ter entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, e deve procurar uma das Unidades Básicas de Saúde mais próximas da sua residência, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e de 13h às 15h, portando documento de identificação, cartão de vacinação e comprovante de residência de Natal em nome dos pais da criança.
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Casa da Mulher Brasileira: o anúncio, o reanúncio, as promessas e o aumento nos índices de violência contra a mulher no RN
A Casa da Mulher Brasileira é considerada uma inovação no atendimento humanizado às mulheres vítimas de violência. Ela oferece serviços especializados para diversos casos, além de apoio psicossocial e jurídico, promoção de autonomia econômica e cuidado das crianças.
Deixando milhares de mulheres potiguares à mercê da violência que tem subido a cada ano, contudo, a Casa não passa de uma promessa feita por governos de todas as siglas e cores.
A Casa foi lançada em 2013, por Dilma Rousseff, durante as “comemorações” alusivas ao Dia Internacional da Mulher, quando foi anunciada a meta de construir as 27 primeiras unidades até o final de 2014. Em fevereiro de 2015, ela foi relançada, desta vez sem sequer dizer quantas Casas seriam construídas, nem quando.
Aqui no Rio Grande do Norte, a instalação da Casa da Mulher Brasileira foi alvo de debate em 2015, na reunião do Tribunal de Justiça do estado – TJRN – com a subsecretária de enfrentamento à violência contra a mulher, Aparecida Gonçalves.
Naquela ocasião, a secretária estadual de políticas para a mulher, Teresa Freire, chegou a declarar que o governo do RN já teria um terreno à disposição do governo federal para a instalação do aparelho social.
Da promessa de uma Casa da Mulher Brasileira para cada estado, o que restou ao final do governo de Michel Temer, em 2018, foram seis Casas implementadas. Durante o governo Jair Bolsonaro, apenas uma foi criada em todo o país, chocando um total de zero pessoas.
Cabe mencionar que a Casa da Mulher Brasileira já foi também anunciada em agosto de 2021, pelo prefeito de Natal, Álvaro Dias, com a participação da então ministra da mulher, família e direitos humanos, Damares Alves.
A Casa ainda foi prometida e garantida, tanto para Natal quanto para Mossoró, por parlamentares de diversas esferas, partidos e ideologia, sob diferentes holofotes.
Já em maio de 2023, foi novamente (e outra vez de novo) anunciada a construção de duas unidades no estado do Rio Grande do Norte, uma em Mossoró e outra na capital.
O anúncio pomposo foi feito pela ministra de estado das mulheres, Aparecida Gonçalves, e pela governadora Fátima Bezerra, durante a Marcha Nacional contra a Misoginia. O anúncio foi divulgado amplamente tanto pela imprensa estadual quanto pelos sites oficiais de informação dos governos federal e estadual.
As duas Casas da Mulher Brasileira em nosso estado, de acordo com o site Agência Brasil, fariam parte de um conjunto de outras 38, dispostas em todas as capitais do país e em outros municípios.
Pouco antes de a notícia fazer aniversário, em 23 de abril, a construção da Casa da Mulher Brasileira foi reanunciada (alguém contou quantos anúncios já foram?) para Natal, por ninguém menos do que as anunciantes anteriores, a governadora Fátima Bezerra e a ministra Aparecida Gonçalves.
O anúncio deste ano, com ares de déjà vu, foi feito tão somente para noticiar que, em junho de 2024, será assinado o convênio entre os governos federal e estadual para a construção da Casa, sem previsão de início para as obras.
Desta vez, Mossoró já nem não estava entre os municípios citados e a data para o início das obras não foi revelada. E, como sempre, tudo foi celebrado como se fosse novidade.
Leis bonitas e políticas públicas ineficazes
A novela da Casa da Mulher Brasileira, claro, não é o maior entrave para a redução dos índices de violência contra a mulher. Mas faz parte de um grande conjunto de marcos legais e políticas públicas de nomenclatura eficazes, mas de pouca aplicação.
Em novembro de 2023, o Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) divulgou o relatório de uma auditoria que apontou que mais de 50% das leis aprovadas para o combate da violência contra a mulher, que dependem de ações do estado para sua implementação ou acompanhamento, mal saem do papel.
Um importante aspecto apontado pelo relatório é que a maioria das normas foi criada após 2019, resultando em um marco pouco glorioso para a gestão de Fátima Bezerra, como a grande aprovadora de leis teoricamente eficientes, mas sem implementação.
De acordo com o relatório, entre as leis não implementadas estão a que cria o Dossiê da Mulher Potiguar e o aplicativo SOS Mulher.
Já as leis que criam o Programa Estadual de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar e o Fórum Estadual de Enfrentamento, o Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres, têm sua efetivação cobrada.
O relatório aponta ainda a necessidade do monitoramento de outras diversas leis, como as que a que obriga bares, restaurantes e casas noturnas a adotarem medidas de auxílio e segurança à mulher que se sinta em risco e a que obriga condomínios residenciais informarem casos de violência doméstica em suas dependências aos órgãos de segurança pública, dentre outras.
O relatório aponta ainda que a falta da implementação de tais políticas provoca a perda de credibilidade na gestão. Enquanto isso, os índices de violência só crescem no RN.
Enquanto a Casa é reanuciada e as leis não saem do papel, a violência cresce
A notícia desta obra tão importante, a construção da Casa da Mulher Brasileira, parecia, em todos os seus anúncios, um sopro de alívio em meio a tanta violência. As estatísticas da violência contra as mulheres no RN, retratam uma realidade alarmante, refletindo um problema profundo que permeia toda a sociedade potiguar.
No RN, as mulheres enfrentam uma série de desafios, desde agressões físicas, psicológicas e sexuais, além de ameaças e feminicídios, sendo vítimas de mortes violentas. Muitas não têm acesso a serviços de apoio e proteção, e aquelas que buscam ajuda muitas vezes enfrentam obstáculos burocráticos e falta de sensibilidade por parte das autoridades. As estatísticas alarmantes são amplamente divulgadas, mas pouco se faz para combater este mal.
Em março de 2021, a Rede Observatório da Violência – Obvio da UFRN, que é formada por professores e pesquisadores e alunos de diversos departamentos, divulgou uma pesquisa sobre a violência contra a mulher no estado do RN.
De acordo com os dados levantados pela pesquisa, entre os anos de 2011 e 2020, uma mulher foi assassinada a cada três dias no estado. As principais vítimas, 83,7%, tinham entre 15 e 49 anos, em sua maioria, negras.
Um dado que torna o quadro mais desolador: 74,8% das mulheres que foram mortas de forma violenta no RN estudaram somente no nível fundamental.
De acordo com a epidemiologista Karina Cardoso Meira, professora do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN e membra do Grupo de Trabalho de Violência e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, há uma profunda relação entre baixa escolaridade e falta de oportunidades com o elevado risco de violência.
“A baixa escolaridade dificulta o acesso ao emprego e a renda, e a falta de autonomia financeira dificulta as mulheres romperem com relações abusivas. Devido à ausência de uma política de estado que garanta casas abrigo, proteção e renda para essas mulheres, muitas não têm para onde ir ou a quem recorrer em situação de violência doméstica.”, comenta Karina.
De acordo com o relatório Obvio, “No total, ao longo da última década, foram 1.050 vidas de mulheres norte-rio-grandenses perdidas por causas totalmente evitáveis.”
Se as estatísticas forem especificamente sobre os anos de 2021 e 2022, o número de mulheres assassinadas é de 135. Foram 75 no primeiro ano e 60 em 2022, entre feminicídios e homicídios contra mulheres. Apesar da queda no número de mortes, o quadro real é bem desanimador: as tentativas cresceram neste mesmo período.
Segundo Karina Meira, a situação vai além da violência de gênero. “O Atlas da Violência do IPEA tem mostrado que enquanto há redução nas taxas de homicídios nas mulheres brancas, ocorre aumento nas mulheres negras.”
Aqui no RN, entre os anos de 2021 e 2022, foram registradas 641 tentativas de assassinato de mulheres e 68 de feminicídio no RN, isso sem citar as lesões corporais dolosas, resultado da violência doméstica e as mais de 7.600 ameaças, 1.200 perseguições, importunações sexuais e divulgação de imagens íntimas de mulheres.
Quando se isolam os dados de 2022 na lamentável conta dos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o RN registrou um aumento de 37% nos índices de violência doméstica, quando comparado ao ano de 2021. Em proporção semelhante, 30%, cresceram também o número de medidas protetivas concedidas. Quando se fala no crime de estupro, foram registrados 184 boletins em 2021 e 234 e 2022.
Para 2023, as notícias não foram melhores: a coordenadoria de informações estatísticas e análises criminais (Coine) do RN, em relatório divulgado, constatou um aumento de 31,7% no número de registros de violência contra mulher, se comparados os primeiros semestres de 2022 e o de 2023.
O descumprimento de medidas protetivas, por exemplo, aumentou 61,2% no comparativo. Para os casos de agressão física, houve um crescimento de 56,5%. Para todas estas estatísticas existem ainda casos subnotificados.
Estes dados alarmantes ainda escondem uma faceta, comenta Karina:
“A falta de dispositivos de proteção terá impacto direto na denúncia. Como denunciar se terei que retornar ao ambiente no qual o agressor mora? Como denunciar se eu não tenho renda o suficiente para me manter e os meus filhos? Como denunciar se o agressor é influente na sociedade e receberá todo acolhimento possível?”
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Fim de semana será de Sol e baixa probabilidade de chuva no RN
O fim de semana será marcado de muito sol e sem chuvas para grande parte do Rio Grande do Norte. O sábado (11) e domingo (12) será de calor, pois, nas quatro regiões do estado potiguar, as temperaturas superam os 30ºC e com baixa probabilidade de chuva. Os dados são do portal Climatempo.
Em Natal, a previsão do tempo para sábado é de Sol com algumas nuvens. Não chove. As temperaturas oscilam entre a mínima de 24ºC e máxima de 30ºC. Já no domingo, a previsão é de Sol com algumas nuvens, também. No entanto, pode chover rápido durante o dia e à noite. A temperatura mínima atinge os 25ºC e a máxima chega aos 31ºC
Em Currais Novos, no Seridó potiguar, o sábado será marcado de Sol com algumas nuvens, mas sem chuva. As temperaturas oscilam entre a mínima de 21ºC e máxima de 32ºC. No domingo, a previsão do tempo é de Sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde. À noite o tempo fica aberto. A temperatura mínima atinge os 21ºC e a máxima chega aos 33ºC.
No Oeste potiguar, em Mossoró, a previsão do tempo para sábado é de Sol com algumas nuvens e sem chuva. As temperaturas oscilam entre 23ºC e 33ºC. Já no domingo, terá Sol e aumento de nuvens de manhã, pancadas de chuva à tarde. À noite o tempo fica aberto. Há 33% de chance de chuva, com temperaturas entre 24°C e 33°C.
Já em Pau dos Ferros, a previsão do tempo para sábado é de Sol com algumas nuvens e chuva passageira durante o dia. À noite o tempo fica firme. A temperatura mínima atinge os 24ºC e a máxima chega aos 33ºC. No domingo, a previsão é de Sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde. À noite o tempo fica aberto. A chance de chuva é de 26%, com temperaturas entre 23°C e 34°C.
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Associações dizem que estoque de arroz para o Brasil está garantido
Produtores de arroz e supermercados informam que não há risco de desabastecimento do grão no Brasil, apesar das enchentes no Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção nacional. A garantia é da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).
Diante do risco de haver especulação – e aumento da procura pelo produto, por consumidores preocupados em estocar arroz, para o caso de uma eventual falta nos mercados – o governo federal publicou, no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10), uma medida provisória que autoriza a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a importar até 1 milhão de toneladas de arroz beneficiado ou em casca, por meio de leilões públicos, para recompor os estoques públicos.
De acordo com a MP, os estoques terão, como destino preferencial, pequenos varejistas das regiões metropolitanas, “dispensada a utilização de leilões em bolsas de mercadorias ou licitação pública para venda direta”.
A expectativa é de que, na primeira etapa, sejam compradas 200 mil toneladas de arroz, que devem ser importados dos países vizinhos do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, e eventualmente da Bolívia.
Abastecimento garantido
Segundo a Federarroz, a colheita no RS abrange, até o momento, 83% do total da área prevista para a safra. A entidade acrescenta que o produto colhido apresenta “boa qualidade e produtividade, o que garante o abastecimento dos brasileiros”.
Presidente da entidade, Alexandre Velho disse que as áreas onde a colheita já foi feita apresentam boas médias de produtividade. “Já temos um bom volume de arroz e mesmo que a gente tenha dificuldades na colheita deste saldo que falta colher, certamente o Rio Grande do Sul tem plenas condições de colher uma safra bem acima dos sete milhões de toneladas”, disse.
“Embora tenhamos este grande problema com relação à colheita do que falta, nós temos plenas condições de afirmar que nós não temos problemas com relação ao abastecimento do mercado interno”, acrescentou.
Segundo ele, há um “problema momentâneo de logística”, principalmente na ligação com o interior do estado, mas a ligação com os grandes centros, por meio da BR-101, está normal. “Temos bastante arroz para deslocar para as regiões centrais do Brasil. Então não existe qualquer problema com relação ao abastecimento ou uma necessidade urgente de importação”, complementou.
Supermercados
Na mesma linha dos rizicultores, a Associação Brasileira de Supermercados informou estar normalizado o abastecimento no varejo, “com diversas marcas, preços e promoções para atender à demanda de consumo tanto nas lojas físicas quanto pelo e-commerce”.
A entidade, no entanto, recomenda, aos consumidores, que não façam estoques em casa para que todos tenham acesso contínuo ao produto.
Em caráter preventivo, a Abras manifestou apoio à abertura da importação anunciada pelo governo federal para completar o abastecimento da população brasileira.
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Papa Francisco doa 100 mil euros para vítimas de enchentes do Rio Grande do Sul
O Papa Francisco demonstrou seu apoio às vítimas das fortes chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul, destinando 100 mil euros (aproximadamente R$ 550 mil) para auxílio humanitário. A informação foi oficialmente divulgada nesta quinta-feira (9) pelo jornal do Vaticano e confirmada pelo arcebispo de Porto Alegre e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Jaime Spengler.
“Fomos informados através da Nunciatura Apostólica que o Santo Padre destinou um valor substancial, através da Esmolaria Apostólica, para auxílio dos desabrigados. Este valor, em torno de 100 mil euros, será repassado para a Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que abrange todo o Rio Grande do Sul, para ajudar no que for possível“, afirmou Dom Jaime Spengler.
O gesto do Papa Francisco vem em resposta às graves consequências das chuvas que já causaram 107 mortes e afetam 428 municípios do estado. Em uma manifestação anterior de solidariedade, o pontífice expressou suas condolências às vítimas, declarando: “Quero assegurar a minha oração pelas populações do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, atingidas por grandes inundações: que o Senhor acolha os mortos e conforte os familiares e quem teve que abandonar suas casas”.
Atualmente, os números divulgados pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul apontam para um cenário desafiador:
- 67.563 pessoas estão em abrigos,
- 165.112 mil estão desalojados,
- 1,4 milhão de pessoas afetadas pelas chuvas,
- 428 municípios impactados,
- 107 óbitos confirmados,
- 136 desaparecidos,
- 374 feridos.
Diante dessa situação, uma força-tarefa está em operação, coordenada pelo governo federal, envolvendo 17 ministérios e mais de 15 mil profissionais. Essa mobilização abrange integrantes das Forças Armadas, das Forças de Segurança, servidores da área de saúde, defesa civil, assistência social, transporte, comunicações, energia elétrica e fornecimento de água. O esforço conjunto com o Governo do Rio Grande do Sul e as prefeituras municipais busca mitigar os impactos das chuvas e prestar assistência às comunidades afetadas.
Desde o início dos trabalhos, mais de 60 mil pessoas e mais de cinco mil animais domésticos foram resgatados. A solidariedade nacional também se manifesta através do envio de mais de 800 toneladas de donativos, incluindo itens de primeira necessidade, colchões, água potável, purificadores de água, roupas e ração para animais domésticos, enviados pela sociedade civil via Correios.