• Provas do Enem serão nos dias 3 e 10 de novembro; veja data de inscrição

    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou o cronograma completo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o ano de 2024. De acordo com o edital publicado no Diário Oficial da União, as provas serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro.

    As inscrições para o Enem estarão disponíveis entre os dias 27 de maio e 7 de junho, conforme orientação do Inep. Os candidatos poderão se inscrever no site oficial do exame, acessando a Página do Participante.

    Para concluir a inscrição, é necessário efetuar o pagamento da taxa no valor de R$ 85, que poderá ser realizado entre os dias 27 de maio e 12 de junho. As opções de pagamento incluem boleto, PIX ou cartão de crédito. É importante destacar que mesmo os candidatos isentos da taxa, como os alunos da rede pública, precisam realizar a inscrição para garantir a participação no exame.

    O Enem é reconhecido como a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, sendo utilizado como critério de seleção por diversas instituições públicas e privadas. Além disso, é requisito para programas governamentais de auxílio estudantil, como Sisu, Prouni e Fies.

    As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos. No primeiro dia, em 3 de novembro, os candidatos resolverão 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol), 45 questões de ciências humanas, além da redação. Já no segundo domingo, em 10 de novembro, enfrentarão 45 questões de matemática e 45 questões de ciências da natureza.

    Os horários de aplicação das provas seguirão o fuso de Brasília, com abertura dos portões às 12h, fechamento às 13h, início das provas às 13h30, término às 19h no primeiro dia e às 18h30 no segundo dia.


  • Estudo do Firjan aponta que RN tem o maior percentual de gastos com funcionalismo e juros da dívida entre os Estados

    Um estudo recente realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) revelou uma preocupante realidade financeira enfrentada por grande parte das unidades federativas do Brasil. De acordo com a pesquisa, o funcionalismo público e os juros da dívida consomem mais da metade dos gastos de 26 das 27 unidades da Federação.

    O Rio Grande do Norte, sob a gestão da governadora Fátima Bezerra, do Partido dos Trabalhadores (PT), lidera a lista com o maior percentual de gastos direcionados a pessoal e amortização da dívida, atingindo a impressionante proporção de 77,7%. Contrariando a tendência, o Espírito Santo é o único estado que destina menos da metade de seu orçamento para esses fins.

    O relatório da Firjan alerta para um risco iminente de “insustentabilidade fiscal” nos Estados, devido ao crescimento acelerado das despesas em relação à arrecadação.

    Ainda segundo o relatório, a rigidez orçamentária torna os orçamentos “vulneráveis” diante da queda das receitas. Os Estados são responsáveis por custear temas prioritários, como educação e saúde, por exemplo. Em função do desequilíbrio no orçamento, alguns Estados ampliaram as alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o principal tributo dos governos regionais. Das 27 unidades da Federação, 18 aumentaram a alíquota em relação a 2022.

    Os números revelam uma situação preocupante: os 27 Estados e o Distrito Federal estimam um déficit orçamentário de R$ 29,3 bilhões para o ano de 2024, representando uma piora de R$ 46,1 bilhões em relação a 2023.

    Apenas quatro Estados, segundo o levantamento da Firjan, não preveem saldo negativo nas contas para o ano em curso: São Paulo, Amapá, Espírito Santo e Mato Grosso.

    O relatório da Firjan mostra que os Estados pedem socorro à União para financiar o crescimento dos gastos. Em 2023, 4 Estados deviam mais de R$ 100 bilhões para a União cada: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

    Com informações de Poder 360


  • Sem Pablo, federação Brasil da Esperança vê 3ª cadeira mais distante

    O vereador de Mossoró, Pablo Aires (PV), anunciou no último dia 10 que não buscará a renovação de seu mandato.

    A desistência de Aires, que não foi previamente comunicada ao Partido Verde (PV), é um duro golpe nos planos da federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB), que poderia eleger até 3 cadeiras ao Legislativo mossoroense.

    Sem Pablo, um 3º assento se torna remoto, haja vista que as nominatas da base do prefeito Allyson Bezerra (UB) vêm fortes para o pleito proporcional.

    Pablo disse que não seria candidato para poder enfrentar tratamento contra a depressão, quadro de saúde que vem afastando o edil da Câmara Municipal há alguns meses.

    Fontes do PV disseram que apesar de não terem sido comunicadas previamente da desistência do parlamentar, informaram que não foram pegas de surpresa, já que a decisão era esperada. A legenda vai analisar uma possível substituição ao nome de Pablo para composição da lista da federação.

    Pablo se encaminha para apoiar Plúvia Oliveira (PT), 1ª suplente de vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT), e assessora da deputada estadual Isolda Dantas (PT).


  • Gean Paraibano denuncia preço dos combustíveis no RN

    Em suas redes sociais, o empresário postou um vídeo em um posto de combustível na divisa do RN e PB, relatando que no dia anterior havia abastecido seu carro em um dos postos da Zona Norte de Natal, considerado um dos mais baratos da capital potiguar.

    Durante o vídeo, o empresário questiona os motivos pelos quais o combustível no RN é mais caro do que nos postos da Paraíba, se a taxa de impostos que os potiguares pagam é maior do que a do estado paraibano.

    Confira o vídeo


  • Impopularidade de Fátima a afasta dos palanques municipais

    A alta reprovação da governadora Fátima Bezerra (PT) vai a afastando dos palanques das eleições municipais de outubro.

    A governadora virou sinônimo de implosão administrativa, e os pré-candidatos certamente não irão querer vincular seus nomes a uma governante em frangalhos popular.

    O governo de Fátima entrou numa espiral negativa, em que até mesmo notícias positivas agem contra a governante.

    Reeleita em 1º turno com 60% dos votos válidos, a petista só não está numa situação pior, porque o oposicionismo potiguar, que apesar de ter muitos quadros, tem se mostrado organicamente frágil.

    A governadora, a exemplo de 2020, vai chegando às portas das municipais sem ter forças para fazer seu Partido dos Trabalhadores (PT) eleger um bom quantitativo de prefeitos e bancadas legislativas.

    Se em 2020 Fátima ainda podia subir nos palanques cidades afora, em 2024 sua presença é um fardo que nenhum candidato irá querer por perto.


  • Aplausos para Natália; vaias para Natália – Parte 2

    A parte 2 de nossa matéria que tem como base o vídeo que circula nas nas redes sociais, onde a deputada Natália Bonavides (PT) e a vereadora de Natal, Brisa Brachi (PT), dão um confere em uma escola municipal, vai te levar para um luxo para poucos: a sauna na escola.

    O vídeo mostra a visita que as parlamentares fizeram à Escola Municipal  Luiz Maranhão Filho, no bairro de Cidade Nova, na capital potiguar. Uma das pautas foi o calor que os alunos passam, em salas de aula sem ventiladores.

    O vídeo denuncia que a gestão municipal deixou centenas de alunos em salas de aula, passando calor. “Com calor e com fome, não dá pra ficar na escola”, comentaram as parlamentares, ao se referirem ao atraso na entrega da merenda. Confira a parte 1 desta matéria.

    Calor acima da média na capital

    De acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Natal teve temperaturas acima da média. Só para se ter uma ideia, em março deste ano, a temperatura máxima média foi de 31,4°C, ficando 0,7°C acima da climatologia da estação convencional. A maior temperatura do mês de março foi de 32,9°C. Imaginem salas de aula sem ventiladores em temperaturas tão altas.

    A deputada Natália, como bem cita no vídeo, é membra da comissão de educação da Câmara Federal. Ela está de parabéns por sua atuação fiscalizadora, ao cobrar o que é direito dos estudantes.

    Nossa redação aproveita o ensejo para sugerir à deputada que prossiga em seu papel fiscalizador em outras instituições, como a Escola Estadual Professora Dulce Wanderley, a mais tradicional da Redinha, na zona Norte da capital.

    Os mais de 500 matriculados, dividem as salas de aulas com outros 35 a 40 alunos, como determina o governo do estado. Sim, as turmas de ensino fundamental têm cerca de 35 alunos e as de ensino médio, no mínimo 40. “É lei que seja assim”, nos conta uma servidora.

    Algumas salas não têm ventiladores, outras possuem ventiladores quebrados, antigos, doados por outras unidades escolares. Para piorar a situação, não há ventilação natural em algumas salas de aula e as janelas de madeira ficam fechadas para proteger os alunos do sol. A sensação de sauna é sentida por alunos, professores e servidores.

    Imaginem a sensação térmica de uma sala de aula sem ventilação, sem ventiladores, com 40 alunos em dias de temperatura de mais de 30°C.

    Por parte da deputada, não houve visita, protesto ou menção à situação lamentável dos alunos. Vaias para Natália.


  • Lawrence, a princípio, tem condições de unir a oposição

    O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (PSDB), é oficialmente pré-candidato ao Executivo.

    O tucano rompeu com o prefeito Allyson Bezerra (UB), e de imediato já se lançou à corrida majoritária.

    Amorim, que já foi cortejado pelo petismo e pelo rosalbismo, pode unificar o sonolento oposicionismo em torno de sua pré-candidatura.

    Tanto o Partido dos Trabalhadores (PT), quanto o grupo da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), já chegaram a sondar Lawrence anteriormente, quando o edil ainda era aliado de Allyson. Sem querer botar candidaturas de seus agrupamentos nas ruas, o nome do vereador volta a ser sedutor para o PT e o rosalbismo.

    A questão é saber se o bolsonarismo largaria o osso de sua pré-candidatura, representada pelo ex-vereador Genivan Vale (PL), e embarcaria no projeto de Lawrence.

    Tudo vai depender do oportunismo que o senador Rogério Marinho (PL) vai encontrar no nome de Lawrence nos próximos meses, haja vista que a pré-candidatura de Genivan Vale não pontua sequer 5% das intenções de votos, segundo as mais recentes pesquisas.

    Lawrence periga não levar, dificilmente Allyson será derrotado, mas se conseguir unir o anestesiado oposicionismo mossoroense, o presidente da Câmara pode projetar seu nome para as próximas eleições na cidade.


  • Bombeiros foram acionados durante incêndio em Mossoró

    Um restaurante situado no bairro de Nova Betânia, em Mossoró, região Oeste do Rio Grande do Norte, foi alvo de um incêndio no domingo (12) à tarde. Felizmente, não havia clientes no local no momento do incidente. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) agiu prontamente, levando cerca de uma hora para controlar as chamas. No entanto, os estragos foram significativos, afetando a estrutura do estabelecimento, móveis e equipamentos.

    O fogo começou por volta das 14h15, e as evidências apontam para um curto-circuito na cozinha como a causa provável. O restaurante, em comunicado, anunciou seu fechamento temporário para reorganização e reparos, garantindo que, apesar dos danos materiais, ninguém tenha ficado ferido.

    Confira a nota:

    “Infelizmente, neste domingo, fomos surpreendidos por um incêndio acidental em nosso restaurante. O Corpo de Bombeiros foi acionado rapidamente e conseguiu conter as chamas com eficácia. Os danos foram apenas materiais, e nenhum indivíduo sofreu ferimentos. Por esse motivo, o Bambinos Nova Betânia ficará fechado temporariamente para reestruturação, prometendo um retorno impactante para nossos estimados clientes. Agradecemos todas as mensagens de apoio e reconhecemos o excelente trabalho dos bombeiros.”

    Em situações de incêndio, os Bombeiros enfatizam a urgência de ligar para o número de emergência 193.


  • Petismo errou ao apostar na manutenção da polarização

    O presidente Lula da Silva (PT), com queda na popularidade constatada em diversas pesquisas, errou ao querer manter a polarização do pleito presidencial de 2022.

    Eleito com uma estreita maioria de quase 51% dos votos válidos, a permanência efusiva da polarização já se mostrava dum alto risco. E agora, se comprova que a aposta nessa estratégia foi um grave erro de cálculo político.

    A esquerda não sabe manusear as plataformas digitais, que são usadas com maestria pela direita, conectada como ninguém na pegada digital.

    O cenário econômico é bom, a inflação está controlada, apesar de seu peso ser sentido com força pelas classes baixas, haja vista que a inflação dos alimentos está alta.

    O presidente empreendeu uma série de medidas econômicas e sociais, como a reformulação do bolsa família, o aumento da faixa de isenção do imposto de renda e o programa desenrola Brasil, mas nada disso serviu para colher os louros na popularidade presidencial.

    De nada adianta executar boas políticas se elas não forem transformadas em discursos e estratégias nas plataformas digitais.

    Mesmo não estando no comandado de Brasília, o bolsonarismo continua robusto nas redes sociais, dando de lavada na esquerda.

    As fake news criadas pela extrema-direita não são rebatidas com destreza pelo petismo, que vai acumulando uma pilha de pechas que atentam contra a imagem da agremiação.

    O petismo precisa distender a polarização e procurar apoio em segmentos importantes que formam a base política do bolsonarismo, como os evangélicos e a miríade de trabalhadores informais e uberizados. Para tanto, precisará fazer concessões a esses grupos que vão de encontro a mentalidade político-ideológico que domina a legenda.

    O Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados de centro perigam perderem importantes colégios eleitorais nas eleições municipais de outubro. Está faltando tino na compreensão do Brasil real e da mudança de comportamento social gerada pelo deslocamento da política para o mundo digital.


  • Associação Anthony Esperança: uma luz para famílias atípicas

    Histórias marcadas pelo desafio diário da superação 

    No Brasil, onde uma a cada 36 crianças é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), as famílias enfrentam uma jornada repleta de desafios e obstáculos. Diante dessa realidade, Márcia e André, pais de Anthony – uma criança de sete anos portadora de autismo, déficit de atenção e cardiopatia – decidiram transformar sua própria luta em um farol de esperança para outras famílias.

    Quando Anthony nasceu, os médicos acharam que ele não iria resistir e lhe deram 24 horas de vida, o menino lutou incansavelmente pela sobrevivência, surpreendendo a todos, mas sua mãe sabia que a luta não acabava ali. Para a família, a busca por assistência e suporte como pais de uma criança atípica, era repleta de dificuldades.

    “Pra onde a gente ia nunca tinha médico, nunca tinha disponibilidade, nunca tinha vaga e pensamos: Meu Deus do céu, onde essas mães vão conseguir apoio e alguém que realmente abrace essa causa?”, relembra Márcia.

    Anthony e Márcia – Foto: Anderson Régis

    Os desafios não abalaram a família e motivou-os a se tornarem aquilo que buscavam, Márcia então passou a estudar e se especializou na área da psicologia para atender ao seu filho e as mães que necessitavam, assim, o que viria a se tornar a Associação, teve seus primeiros passos.

    A Associação Anthony Esperança surgiu em 2018, como um feixe de luz em meio às dificuldades enfrentadas por crianças autistas e suas famílias. Mas somente em 2020 o projeto conseguiu inaugurar sua sede física, localizada em Felipe Camarão, criando um espaço acolhedor onde oferece suporte afetivo e social.

    Nas instalações da Associação, as famílias encontram apoio psicológico, assistência social, fisioterapia motora e fonoaudiologia. Mas a missão da Anthony vai além do tratamento clínico, oferecendo também suporte jurídico, lutando pelos direitos das pessoas assistidas pelo projeto.

    Associação Anthony Esperança

    O processo de cadastramento é meticuloso, onde é realizada uma triagem para assim iniciar um acompanhamento, garantindo que cada pessoa receba o suporte necessário. O acompanhamento é realizado quinzenalmente. Mas Márcia enfatiza a presença diária da assistência social.

    “A família chega, entrega o nome, a carteirinha e diz que quer falar com o serviço social, às vezes é uma questão de abuso, vem uma questão de sofrimento social ou de racismo, ou de bullying ou de necessidades alimentares” afirma.

    Amor acima dos desafios

    Ao longo destes anos, a Associação vem sendo um porto seguro para centenas de famílias, mas os bastidores de manter o projeto não é tão bonito quanto o impacto que ele causa. Sem apoio financeiro, Márcia e André vão em busca de mobilizações em redes sociais ou de parcerias com comerciantes locais para conseguir suprir as necessidades alimentares de quem frequenta o local.

    “A gente senta aqui e não pode ouvir uma criança lá fora perguntando se tem biscoito, se tem suco, e todos chegam perguntando, são pessoas que vêm de comunidades, favelas, então muitas delas vêm a pé. Tem gente de São Gonçalo que chega aqui muito cedo, então quando chega a gente tem que ter um cuscuz pronto, um café e tudo isso é através de recursos que a gente não tem”

    A Associação funciona na casa alugada onde a família mora. O espaço que era de um lar foi abrindo margem para o conforto de outras famílias. Além do aluguel, há despesas constantes, como água, luz e manutenção.

    Por dia, o projeto atende de 40 a 60 jovens, dando suporte não somente a população de Natal, mas da região metropolitana e do interior potiguar. E é nesse emaranhado de histórias e emoções que se encontra a verdadeira essência desse trabalho, a dedicação incansável às crianças e suas famílias.

    O atendimento vai além do paciente, fornecendo também um consolo a mais para os familiares, o diálogo, o apoio, pequenas atitudes que fazem diferença na vida de muitos. E é a gratidão deles que dão forças para a Associação continuar nessa jornada.

    “É o choro de uma mãe agradecendo por seu filho ter sido bem recebido, bem acolhido, e isso é o mais gratificante. Esse apoio, essa gratidão é o que nos motiva”, comenta Márcia.

    Dificuldades governamentais 

    Mesmo com poucos recursos, a Associação atualmente consegue dar suporte a quase mil famílias. O amor e empatia sobre a dor do outro sobrepõe os limites financeiros.

    Em termos governamentais, existem instituições que também dão suportes aos quê precisam, como o Centro Estadual de Reabilitação e Atenção Ambulatorial Especializada (CERAE) – uma das maiores referências globais – no entanto, tentar conseguir uma vaga só aumenta a falta de esperança.

    “Tem centros que podem sim receber essas crianças, mas que infelizmente dependem de uma lista enorme, de uma fila de espera imensa, que chega a ser desumano”, comenta Márcia.

    Durante a longa espera, que pode durar anos, tragédias podem acontecer antes mesmo da chance de passar pela triagem. “Eu já vi crianças chegarem a falecer, ainda na fila de espera para passar na avaliação global”, completa.

    Equipe da Associação Anthony Esperança

    A maioria das pessoas que vão até a Associação em busca de ajuda são autistas ou pessoas com Transtorno Desafiador de Oposição (TOD) e déficit de atenção, que segundo Márcia, são as condições que as escolas têm mais dificuldades de lidar.

    Alguns dos jovens assistidos, inclusive o próprio Anthony, não estão matriculados porque as escolas não aceitam, seja por falta de profissionais para acompanhar estes alunos ou por não querer lidar com o diferencial destes jovens.

    Mas o problema da rede pública não acaba por aí, muitas das famílias assistidas vão em busca de apoio psicoterapêutico, porque não conseguem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A dificuldade pelo suporte psicológico também afeta a rede privada.

     “O autismo hoje em dia tem uma porcentagem onde a cada 10 autistas, só um consegue a terapia completa. Então é uma grande dificuldade pela rede pública, e também pelo particular, que hoje não se encontra dando a assistência que é de lei. A mãe está pagando pelo plano onde as terapias não são concedidas, mas que é obrigação do plano conceder”, afirma Márcia.

    O legado

    O rapazinho que deu origem a Associação, auxilia os pais nos atendimentos e leva as crianças para o espaço da brinquedoteca. Ele une a pequena responsabilidade à uma diversão diária.

    Espera-se que o projeto consiga mais recursos, possibilitando mudar a vida de mais pessoas e que Anthony, no futuro, esteja a frente do que ele inspirou a acontecer.

    “A gente que é mãe atípica sempre imagina se amanhã estaremos aqui, quem será que vai dar continuidade ao Anthony? Então, nada melhor do que o Anthony como pessoa e a esperança para poder trazer aquilo que se apaga a cada dia na família atípica”, pontua Márcia.

    Apesar de todos os avanços, o olhar do próximo ainda é de preconceito, como relata André. “Não é fácil você ter um filho e as pessoas olharem com outros olhos, achar que a criança é malcriada, mas, na verdade, ela só é autista”.

    E nada como o conhecimento para quebrar tabus, “a gente trabalha muito isso através de palestras em escolas, nas UBSs e assim a gente vai buscando levar um pouquinho do conhecimento para um pouco da comunidade, para que ela possa assistir e compreender quando um PcD (pessoas com deficiência) tiver diante deles.” comenta Márcia.

    Os dias difíceis, os fáceis, as emoções, a gratidão e tudo que move a Associação Anthony, se resumem em um objetivo.

    “A sociedade em geral deve saber que o autista tem o seu espaço, não nosso espaço, mas o espaço deles”, conclui André





Jesus de Ritinha de Miúdo