• Artesãos do Rio Grande do Norte Podem se Inscrever na 24ª Fenearte a Partir de Hoje

    Os artesãos do Rio Grande do Norte já podem dar o primeiro passo para participar da 24ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que ocorrerá de 3 a 14 de julho. As inscrições estão oficialmente abertas a partir desta terça-feira, 28 de maio, conforme anunciado pelo Governo do Estado através do Diário Oficial (DOE).

    O edital publicado destina sete oportunidades, distribuídas da seguinte forma: quatro para profissionais individuais, duas para entidades representativas do artesanato e uma para a Casa do Artesão do Seridó (Carts). O evento será sediado no Pavilhão de Feiras e Eventos do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

    As categorias contempladas pelas vagas abrangem Fios, Fibras, Ferro, Couro, Tecido, Argila e Madeira. Dentre os pré-requisitos para participação, os interessados devem:

    • Ser maiores de 18 anos;
    • Residir no Rio Grande do Norte;
    • Estar cadastrados no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab) e possuir a Carteira Nacional do Artesão dentro do prazo de validade;
    • No caso das entidades representativas, os associados também devem estar cadastrados no Sicab e possuir a Carteira do Artesão em dia.

    O prazo para inscrições se estende até o dia 7 de junho. O processo pode ser realizado presencialmente na sede do Proarte/Sethas, na zona Sul de Natal, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

    Os interessados também podem optar pela inscrição via e-mail, enviando os anexos preenchidos em formato Word e os documentos exigidos para o e-mail proarte.editais@gmail.com, entre as 6h do dia 28 de maio e as 23h59 do dia 7 de junho. O assunto do e-mail deve conter o nome da feira e o nome completo do interessado.

    Esta é uma excelente oportunidade para os artesãos do Rio Grande do Norte apresentarem seus trabalhos e conquistarem novos mercados, participando de um dos maiores eventos de artesanato do Brasil.


  • Grupo de bordadeiras critica falta de tributação em sites estrangeiros

    Um grupo de bordadeiras responsável pelos vestidos usados pela primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, em eventos importantes, como seu casamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a posse presidencial, está expressando preocupação com a falta de tributação em compras realizadas em sites estrangeiros, como Shein e Shopee. Elas afirmam que essa falta de tributação está causando desemprego no setor e prejudicando a economia local.

    As bordadeiras, que fazem parte do grupo Timbaúba dos Bordados da cidade de Timbaúba dos Batistas, no interior do Rio Grande do Norte, destacam que a concorrência desleal das plataformas estrangeiras está impactando negativamente seus negócios. Alcilene Medeiros da Conceição, uma das bordadeiras, enviou um recado direto para Janja, destacando o trabalho do grupo na confecção dos vestidos e solicitando um posicionamento da primeira-dama sobre a taxação e participação em uma audiência pública no Congresso.

    Elas argumentam que a falta de tributação é um privilégio para as plataformas estrangeiras e que a taxação dos produtos importados valorizaria os produtos brasileiros, protegendo assim os empregos no setor. Salmira Torres, outra integrante do grupo, enfatizou que o município depende fortemente da indústria de bordados e que a entrada de produtos estrangeiros sem impostos ameaça a economia local.

    O grupo Timbaúba dos Bordados, em parceria com a estilista Helô Rocha, foi responsável pela produção dos vestidos usados por Janja em eventos importantes. No entanto, a questão da taxação das plataformas estrangeiras tem gerado discordâncias entre diferentes grupos políticos no Brasil, com resistências que vão desde o PT, de Lula, até o PL, de Jair Bolsonaro. O presidente Lula indicou que, se a taxação for aprovada pelo Congresso, ele pode vetá-la, mas também está aberto a negociações sobre o assunto.


  • Câmara anuncia acordo com planos de saúde para suspender cancelamentos sem citar com quais operadoras aceitaram

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta terça-feira (28/5) que chegou a um acordo com representantes de planos de saúde para suspender os recentes cancelamentos relacionados a algumas doenças e transtornos. Lira recebeu os planos de saúde na Residência Oficial da Câmara nesta manhã.

    “Uma boa notícia para os beneficiários dos plano de Saúde: em reunião realizada agora há pouco com representantes do setor, acordamos que eles suspenderão os cancelamentos recentes relacionados a algumas doenças e transtornos”, disse o presidente da Câmara na rede social X (ex-Twitter).

    Na publicação, Lira não especificou quais planos de saúde fizeram o compromisso de revogar os cancelamentos. Participaram do encontro representantes da Amil, Bradesco Saúde e Unimed. O relator da proposta que renova a política de planos de saúde, deputado Duarte Júnior (PSB-MA), também participou da reunião.

    Recentemente, cresceu o número de denúncias e cancelamentos de planos de saúde de forma unilateral pelas operadoras para algumas doenças e transtornos, incluindo o de pacientes com autismo.

    Na semana passada, a Justiça do Distrito Federal concedeu uma liminar que proíbe os planos de saúde de excluírem pacientes autistas do serviço, exceto em casos de inadimplemento, sob pena de multa diária no valor de R$ 59 mil.

    Leia aqui sobre o menino potiguar Davi e sua família que enfrentam sérios problemas com as operadoras de plano de saúde.


  • RN tem alerta de acumulado de chuva para quase 70 cidades

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta terça-feira (28) dois alertas – um amarelo e outro laranja – de perigo e perigo potencial – por causa das chuvas no litoral do Rio Grande do Norte. Os avisos abrangem Natal e outras 68 cidades, principalmente do litoral, e valem até às 10h da quarta-feira (29).

    O alerta laranja atinge a capital potiguar e outras 14 cidades do Litoral Sul do estado, com previsão de acumulado de chuva entre 30 a 60 mm por hora ou até 100 mm por dia, além de risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios, em cidades com tais áreas de risco.

    As recomendações envolvem: evitar enfrentar o mau tempo; observar alteração nas encostas; se possível, desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

    “Em caso de situação de inundação, ou similar, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos”, recomendou o Inmet.

    Cidades em alerta laranja
    Arês
    Baía Formosa
    Canguaretama
    Ceará-Mirim
    Extremoz
    Goianinha
    Macaíba
    Natal
    Nísia Floresta
    Parnamirim
    São Gonçalo do Amarante
    São José de Mipibu
    Senador Georgino Avelino
    Tibau do Sul
    Vila Flor

    Cidades em alerta amarelo
    Já em 54 cidades do Litoral Norte e da região Agreste, a previsão é de um volume de chuvas menor, variando entre 20 a 30 mm por hora ou até 50 mm por dia. Ainda assim, há baixo risco de alagamentos e pequenos deslizamentos, em cidades com áreas de risco. As recomendações do Inmet são as mesmas para as cidades em alerta laranja.

    Areia Branca
    Arês
    Bento Fernandes
    Bom Jesus
    Brejinho
    Caiçara do Norte
    Canguaretama
    Carnaubais
    Ceará-Mirim
    Espírito Santo
    Extremoz
    Galinhos
    Goianinha
    Grossos
    Guamaré
    Ielmo Marinho
    Jandaíra
    Januário Cicco
    João Câmara
    Jundiá
    Lagoa de Pedras
    Lagoa Salgada
    Macaíba
    Macau
    Maxaranguape
    Montanhas
    Monte Alegre
    Mossoró
    Nova Cruz
    Parazinho
    Parnamirim
    Passagem
    Pedra Grande
    Pedro Avelino
    Pedro Velho
    Pendências
    Poço Branco
    Porto do Mangue
    Pureza
    Rio do Fogo
    Santa Maria
    Santo Antônio
    São Bento do Norte
    São Gonçalo do Amarante
    São José de Mipibu
    São Miguel do Gostoso
    São Pedro
    Serra do Mel
    Serrinha
    Taipu
    Tibau
    Touros
    Várzea
    Vera Cruz


  • Desconstruindo o belo

    Nunca tinha pensado nisso, mas sempre achava esquisito a arte sem estética, despertando emoções negativas, mas quem sou eu para questionar? Até que, conversa vai, conversa vem, me encontro no meio do debate. É uma forma de doutrinação, desconstroem o belo. E por que? Pergunto. Uma das respostas está nesse pequeno trecho

    “Para os antigos, como Platão e Platino, o belo era um fim em si mesmo, um valor final, um absoluto – ou seja, razão suficiente para que busquemos alguma coisa, assim como buscar o que é verdadeiro e buscar o que é bom.”

    Dessa maneira, querem que sigamos num caminho por onde não chegaremos à verdade e ao que é bom. A pauta é para que nos tornemos seres sem objetivos, marionetes mesmo, que vivamos no coletivo, sem desejos individuais, enfim, sem esperança. Há método nisso tudo? Há objetivo real? A desconstrução da beleza é um movimento espontâneo ou imposto?

    Em busca dessas respostas ando caminhando e li um pouco sobre isso dias atrás. Impera atacar particularmente a beleza, capaz de levar o homem à contemplação, ao espiritual, até seu Deus. Não seria possível levar adiante o igualitarismo sem tirar o poder de atração ao bem e uma das formas de fazê-lo seria através da desconstrução estética para mudar a ética. Uma arte cheia do horrendo muda uma mentalidade.

    Mensagens subliminares ou slogans patentes para veicular uma ideologia e edificar a utopia. A visualização da beleza traz o ser humano para cima, para o transcendente, e o faz consciente da sua “feiura”, seus defeitos e o insta a melhorar.

    A sociedade “moderna”, não querendo sair do lamaçal que vem chafurdando, termina por atacar e destruir a beleza para que não se sinta obrigada a mudar. Entendo isso também pelo lado político: quanto mais sem objetivos, sem sentido, sem desejos, sem alvos estiver uma sociedade, mais facilmente será ela manipulada. Eis algumas respostas, pensemos sobre isso!


  • Prefeitura de Natal entrega 26 apartamentos em Mãe Luíza

    A Prefeitura de Natal entregou 26 apartamentos para os atingidos pelos desmoronamentos em Mãe Luiza no ano de 2014, quando fortes chuvas destruíram a rua Guanabara. A entrega das chaves dos apartamentos foi realizada pelo prefeito Álvaro Dias, juntamente com a secretária Municipal de Habitação (Seharpe), Shirley Cavalcanti e outros auxiliares. O Residencial Mãe Luíza está localizado numa das principais vias do bairro, na Rua João XXIII. “Para nós, é motivo de orgulho, de satisfação, de alegria e de uma honra muito grande poder ter realizado com recursos próprios a construção dessas moradias para restituir a dignidade, a tranquilidade da moradia dessas famílias”, disse o prefeito.


    Ele destacou que os moradores permanecerão no bairro, próximos às suas histórias, amigos, familiares e aos equipamentos públicos que já conhecem. “Vão ocupar o seu espaço, seu local, no mesmo bairro, nas proximidades de onde ocorreu o desastre”, enfatizou. A tragédia em Mãe Luiza começou no dia 13 de junho de 2014, quando fortes e intensas chuvas provocaram até o dia seguinte o deslizamento da encosta entre a Rua Guanabara e a Avenida Sílvio Pedroza.

    Com o deslizamento, 26 imóveis caíram ou foram demolidos pelos órgãos públicos porque ficaram comprometidos. Cerca de 20 outros imóveis precisaram de reformas. A gigante cratera que se abriu entre Mãe Luíza e o bairro de Areia Preta foi fechada e a área, juntamente com o sistema de drenagem e esgotamento, foi revitalizada, dando lugar a uma grande escadaria, hoje ponto turístico, ligando as duas principais vias atingidas. Contudo, a situação da moradia das famílias permaneceu indefinida por quase dez anos. Agora, a Prefeitura concluiu as casas.

    Ao todo foram erguidas 29 unidades habitacionais de interesse social no empreendimento. A gestão municipal investiu ao todo R$ 4,5 milhões em recursos próprios nas unidades habitacionais, que possuem 49,89m² e contam com dois quartos, sala, banheiro, cozinha e acessibilidade para pessoas com deficiência.


  • Indicativo de greve de ônibus em Natal é aprovada hoje

    O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN) aprovou, em assembleia geral realizada nesta terça-feira, a greve dos motoristas de ônibus em Natal. A decisão foi anunciada após deliberação da categoria.

    Embora não haja paralisação programada para hoje, o sindicato informou que ao longo do dia serão realizadas reuniões para definir os próximos passos da greve. As principais reivindicações incluem a data-base salarial, as perdas inflacionárias e a manutenção do plano de saúde dos trabalhadores.

    O Sintro também comunicou que está prevista mais uma rodada de negociações e a definição do calendário da greve para esta quarta-feira 29.


  • Hospital de Oncologia Pediátrica da Liga tem obras 60% concluídas

    As obras de infraestrutura do Hospital de Oncologia Pediátrica da Liga Contra o Câncer já ultrapassaram os 60% de conclusão. A nova unidade, que está localizada no bairro do Alecrim, em Natal, vai contar com 40 leitos de enfermaria e 10 de UTI, além de um setor exclusivo para Transplante de Medula Óssea. Instituição de caráter filantrópico, a Liga contou com recursos de doações para o financiamento da obra.

    De acordo com levantamento feito pela entidade, até o fim de abril, mais da metade dos recursos foi originária do Ministério Público do Trabalho (MPT), que desde 2019 destina parcelas oriundas de processos de multas trabalhistas. Esses valores são destinados aos projetos, obras e compra de equipamentos de grande e pequeno porte, além de materiais permanentes, mobiliário, elevador, climatização e piso.

    O projeto do hospital também conta com destinação de recursos para a Liga através de emenda individual do senador Styvenson Valentim no ano de 2023, que possibilitou que a instituição pudesse investir na obra. Além disso, a Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva doou recursos para a aquisição de dois elevadores e elaboração do projeto de instalação de energia solar na unidade.

    Além da estrutura de leitos, consultórios e UTI, o hospital ainda terá espaços destinados para brinquedoteca e lazer dos pacientes e acompanhantes.

    “São graças às doações e a parceria com a sociedade e a classe política que a Liga consegue atender tão bem os pacientes que chegam em nossa instituição”, afirma o médico Roberto Sales, superintendente da Liga.


  • Ronnie Lessa: não matei Marielle por mixaria

    O ex-policial militar Ronnie Lessa confessou os assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes em depoimento à polícia veiculado no domingo (26) pelo programa Fantástico, da TV Globo.

    Segundo Lessa, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão ofereceram a ele e um de seus comparsas, conhecido como Macalé (o também ex-PM Edmilson de Oliveira, assassinado em 2021), um loteamento clandestino na zona oeste do Rio de Janeiro como forma de pagamento pela morte de Marielle.

    “Era muito dinheiro envolvido. Na época, ele falou em R$ 100 milhões que, realmente, as contas batem. R$ 100 milhões seria o lucro do loteamento. São 500 lotes de cada lado. Na época, daria mais de US$ 20 milhões”, disse Lessa.

    Moraes manda PF ouvir delegado preso por suposto envolvimento na morte de Marielle

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (27) o depoimento do delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob acusação de participar do plano que levou ao assassinato da vereadora carioca.

    A Polícia Federal tem cinco dias para ouvir o delegado. Moraes ressaltou no despacho que os investigadores deverão assegurar o direito ao silêncio e a garantia de não incriminação. O ministro do STF tomou a decisão após Barbosa manifestar sua vontade de depor.

    Na semana passada, o delegado fez um pedido escrito à mão para ser ouvido pela PF. Ao ser intimado a responder à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Rivaldo pediu “pelo amor de Deus” e “por misericórdia” para prestar depoimento. Ele está preso no presídio federal em Brasília.

    Barbosa foi preso na mesma operação que levou à cadeia o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão e o deputado federal (sem partido-RJ) Chiquinho Brazão. Irmãos, eles foram denunciados ao Supremo pela PGR por homicídio e organização criminosa. 

    Segundo as investigações, o ex-chefe da Polícia Civil deu orientações, a mando dos irmãos Brazão, para a realização dos disparos contra Marielle e o motorista Anderson Gomes, morto ao lado da vereadora em março de 2018, após um pequeno evento político.

    Após a apresentação da denúncia, a defesa de Rivaldo Barbosa questionou a credibilidade dos depoimentos de delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, réu confesso do assassinato e que apontou o delegado e os irmão Brazão como participantes do crime.

    Delegado teria se comprometido a proteger irmãos Brazão

    Parte da delação de Lessa foi tornada pública pelo programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo (26). Entre outras coisas, Lessa confirmou que Chiquinho Brazão e Domingos Brazão foram os mandantes do assassinato. 

    O ex-policial militar apontou que eles tiveram ao menos três encontros próximo a um hotel na Barra da Tijuca, sempre à noite. Conforme o delator, foram nessas ocasiões que eles citaram que Marielle “era uma pedra no caminho”.

    Lessa afirmou ainda que, durante esses encontros, os irmãos Brazão falaram que o delegado Rivaldo Barbosa, então chefe da Delegacia de Homicídios do Rio, participava do plano e iria protegê-los da investigação depois do assassinato.

    Além de Lessa, o Macalé (apelido do ex-PM Edimilson de Oliveira), participava das negociações. Apontado como responsável por fornecer a arma para o crime, ele foi assassinado em novembro de 2021.

    “Falaram o tempo todo que o Rivaldo estava vendo, que o Rivaldo do já está redirecionando e virando o canhão para outro lado, que ele teria de qualquer forma que resolver isso, que já tinha recebido pra isso no ano passado, no ano anterior, ele foi bem claro com isso: ‘Ele já recebeu desde o ano passado, ele vai ter que dar um jeito nisso’”, relatou.

    Rivaldo Barbosa se tornou o chefe de polícia do Rio de Janeiro um dia antes do assassinato. E, no dia posterior ao crime, ele nomeou o delegado Giniton Lajes para comandar a Delegacia de Homicídios. Para a PF, a escolha de uma pessoa de confiança para o cargo serviu para que os trabalhos de sabotagem se iniciassem no momento mais sensível da apuração do crime. 

    Lessa afirma que lucraria R$ 100 milhões com a morte de Marielle

    Ronnie Lessa afirmou ainda que, ao executarem o plano de assassinato da vereadora, ele e seus comparsas iriam receber um loteamento clandestino em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, avaliado em R$ 100 milhões. O local seria explorado pela milícia. Segundo Lessa, o valor alto contribuiu para que ele aceitasse fazer parte do esquema.

    “Não era uma empreitada, para você chegar ali, matar uma pessoa, ganhar um dinheirinho. Era muito dinheiro envolvido. Lá na época, ele falou em R$ 100 milhões, e as contas batem porque é o lucro dos dois loteamentos – 500 lotes de cada lado. Na época, acho que daria mais de US$ 20 milhões. A gente não está falando de pouco dinheiro. Isso foi um impacto. Ninguém recebe uma proposta de US$ 10 milhões simplesmente para matar uma pessoa. É impactante”, afirmou.

    A PF afirma em relatório que mesmo após buscar informações por meio de fontes abertas, fontes humanas, material apreendido no curso das apurações e investigações-satélites, não foi possível encontrar evidências concretas de planejamento para ocupar a área. Na delação, Lessa não detalha quando o plano seria colocado em prática.

    “A gente ia assumir e criar uma nova milícia. Então ali já teria a exploração de gatonet, a exploração de cones, a exploração de… qualquer outra coisa que a milícia explora. Venda de gás. A questão valiosa ali é o que? É depois. É a manutenção da milícia porque a manutenção da milícia vai trazer voto. Então, na verdade, eu não fui contratado para matar a Marielle como assassino de aluguel. Eu fui chamado com a sociedade, tá?”, contou o ex-policial.

    Irmãos Brazão teriam infiltrado casal de milicianos no PSOL 

    Ronnie Lessa também contou em depoimento à PF que, além de Marielle Franco, monitorava outros políticos do PSOL no Rio de Janeiro que incomodam um grupo miliciano de Rio das Pedras, na Zona Oeste da cidade. 

    De acordo com Lessa, Chiquinho Brazão e o irmão dele, o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão, infiltraram o miliciano Laerte Silva de Lima e a mulher, Erileide Barbosa da Rocha, no PSOL. A filiação do casal ao partido ocorreu em abril de 2017 – eles foram expulsos da sigla em dezembro de 2020 “em função da real atuação de ambos”. 

    “O Domingos, por exemplo, não tem papas na língua. Ele simplesmente fala que… ele colocou, digamos assim, um espião no PSOL, no partido da Marielle. E o nome desse espião seria Laerte, que é uma pessoa do Rio das Pedras, que depois eu soube se tratar de um miliciano. Uma pessoa responsável por várias atividades da milícia lá. E essa pessoa trazia informações para os irmãos com relação ao PSOL em si”, disse Ronnie aos investigadores.

    “Não somente em relação à Marielle. Ele falava sempre do Marcelo Freixo. Falava do Renato Cinco. Tarcísio Motta… Falava dessa pessoa. E demonstrava, assim, um interesse diferenciado por essas pessoas, pelas pessoas do Psol”, completou o ex-policial. 

    Lessa afirmou que antes de planejar o crime contra Marielle, os irmãos Brazão haviam citado outro político do PSOL do Rio de Janeiro como alvo: Marcelo Freixo. Atual presidente da Embratur, ele foi deputado estadual e presidiu uma CPI que investigou as milícias no Estado. “Em determinado momento, já em 2017, se eu não me engano, ele veio com um assunto relacionado ao Marcelo Freixo”.

    Um dos entraves, conforme o delator, era conseguir atirar no político sem errar e sair ilesos, uma vez que Freixo sempre andava rodeado de seguranças. “No meio de 20 seguranças… Eu acho que não vou ali provocar uma pessoa qualquer, a gente está provocando o Marcelo Freixo. Fui tirando isso da cabeça dele. Aí ele aceitou, não cobrou mais. Ali foi a nossa primeira entrada com relação a crimes”, declarou Lessa.

    De acordo com a PF, foi confirmado que antes do plano de matar Marielle, o ex-policial militar fez pesquisas sobre o PSOL, incluindo Freixo. O presidente da Embratur chamou Lessa de “psicopata” e “covarde” por ter feito a escolha de assassinar a então vereadora do Rio de Janeiro. “O Lessa é um psicopata. É uma pessoa que não tem qualquer respeito pela vida. Respeito por ninguém”.

    “É um verdadeiro psicopata. Mas quantas pessoas ele matou antes da Marielle? Foram centenas. Todo mundo sabe disso no Rio de Janeiro. A psicopatia dessa pessoa somada à covardia – porque ele escolhe a Marielle porque é covarde – se soma ao Rio de Janeiro onde polícia e política não se separam ”, declarou Freixo ao Fantástico. 

    Conforme o delator, a insatisfação com Marielle teria ocorrido por causa da votação de um projeto que flexibilizava as regras de regularização fundiária na Zona Oeste. Na época, Chiquinho era vereador e se irritou com a bancada do PSOL que votou contra o texto. A lei foi aprovada, mas depois vetada pelo então prefeito Marcelo Crivella. Por fim, o Tribunal de Justiça julgou a matéria inconstitucional. 

    Advogados dizem não haver provas contra os acusados

    Ao Fantástico, a defesa de Domingos Brazão afirmou que não há elementos que sustentem a versão de Lessa e que não há provas da narrativa apresentada. Já os advogados de Chiquinho afirmaram que a delação de Lessa “é uma desesperada criação mental na busca por benefícios, e que são muitas as contradições, fragilidades e inverdades”.

    A defesa de Rivaldo Barbosa, por sua vez, alegou que ele nunca teve contato com supostos mandantes do crime e que não há registro de recebimento de valores provenientes de atos ilícitos. Também criticou a atuação da PF, dizendo que o relatório da investigação se baseia só nas palavras de um assassino, sem provas concretas.

    Já os advogados de Giniton Lajes disse que a delação de Lessa é uma “infâmia grosseira”, e afirmou ainda que ele é o responsável por descobrir a autoria do crime e não a Polícia Federal. “Ele é o herói, e não o bandido”, declarou a defesa. 


  • Bruno do Munck fala de pré-campanha e proposições públicas

    Pré-candidato a vereador pelo REDE Sustentabilidade, Bruno Fernandes, popularmente conhecido como Bruno do Munck, é apontado com potencial para ser uma das renovações no Legislativo de Mossoró.

    Com trabalho no Grande Santo Antônio, na zona Norte, Munck fala o que o motivou a se lançar pré-candidato, “minha motivação vem do exemplo do meu pai, Ailton do Munck, uma figura respeitada na comunidade. Meu pai serviu de inspiração, me estimulando a ajudar as classes sociais que mais precisam de ajuda.”

    Sobre a fase da pré-campanha, Bruno fala como está a organização de sua pré-candidatura, “venho conversando com lideranças do Santo Antônio e com os moradores, tenho compromisso com nosso bairro, do qual sou morador há 31 anos e sem em que precisamos melhorar.”

    Com as bandeiras da saúde e da participação popular, Bruno está trabalhando em suas propostas, e apresenta os eixos temáticos que irão nortear sua plataforma, “na saúde vamos defender a melhoria do acesso aos serviços de saúde, a implementação de programas de saúde mental e parcerias com as universidades para oferecer atendimento médico gratuito à população.”

    Na participação popular, Bruno propõe o fortalecimento dos conselhos comunitários, a execução de programas de orçamento participativo e a melhoria da transparecia e comunicação do governo através das plataformas digitais.





Jesus de Ritinha de Miúdo