Jesus de Ritinha de Miúdo
-
Incêndio atinge prédio principal da Assembleia Legislativa do Ceará
No início da tarde desta quinta-feira (20), um incêndio atingiu o prédio principal da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), localizado no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. A instituição informou que as chamas já foram controladas, mas algumas pessoas precisaram de atendimento médico após inalar fumaça. Felizmente, não houve vítimas graves.
Segundo a Casa Legislativa, a companhia de Bombeiros local reagiu rapidamente às chamas, evacuando o prédio de forma ágil. O Corpo de Bombeiros enviou outras sete viaturas de combate a fogo e de salvamento ao local. Atualmente, os agentes estão realizando o rescaldo da estrutura, um processo minucioso de resfriamento do ambiente para evitar o reacendimento das chamas.
Equipes especializadas continuam trabalhando para avaliar a extensão dos danos causados pelo incêndio. A Alece informou que as causas do incidente serão investigadas pelos órgãos competentes.
Informações preliminares, ainda não confirmadas oficialmente, indicam que o fogo teria começado em uma cantina dentro da Assembleia. Testemunhas relataram que não estava ocorrendo nenhuma sessão plenária no momento do incêndio.
O vice-presidente da Casa Legislativa, deputado Fernando Santana (PT), que estava no Palácio da Abolição para acompanhar um evento com o presidente Lula (PT), deixou o local imediatamente para acompanhar de perto o combate às chamas. Em entrevista ao Diário do Nordeste, ele afirmou que algumas pessoas inalaram fumaça e passaram mal.
“Ainda tem umas chamas com uma situação grave, mas não sabemos ainda, precisamos entender o que foi que aconteceu. Então tô indo para lá para prestar solidariedade a quem tá precisando, dar todo atendimento e entender o que foi que aconteceu. Muita gente passou mal na hora, até assustada com o episódio. Algumas pessoas que inalaram fumaça, mas até então, controlado.”, declarou Fernando Santana.
-
Acidente grave na Rota do Sol mobiliza equipes de resgate
Na manhã desta quinta-feira (20), um grave acidente na Rota do Sol mobilizou diversas equipes de resgate. Uma mulher de 35 anos, que dirigia no sentido Pium/Natal, perdeu o controle do veículo, colidindo com um poste e uma árvore.
O impacto foi tão forte que o veículo ficou bastante danificado, prendendo a motorista nas ferragens. Imediatamente, o Corpo de Bombeiros e o CPRE foram acionados e rapidamente chegaram ao local para realizar o resgate.
Nossa equipe de reportagem esteve presente e acompanhou de perto o trabalho das equipes de resgate. A vítima foi retirada consciente das ferragens e encaminhada ao Hospital Walfredo Gurgel, onde está recebendo os cuidados médicos necessários.
De acordo com a Polícia Militar, a mulher estava usando o cinto de segurança no momento do acidente, o que ajudou a evitar lesões graves.
-
Mais de 47 mil famílias no Agreste do RN podem obter até 65% de desconto na conta de luz
Mais de 47 mil famílias na região Agreste do Rio Grande do Norte têm a oportunidade de reduzir significativamente suas contas de energia elétrica através da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), que oferece descontos de até 65%. No entanto, muitas dessas famílias ainda não estão inscritas no programa, segundo informações da Neoenergia.
O benefício, concedido pelo governo federal, visa auxiliar grupos vulneráveis, como indígenas, quilombolas e consumidores de baixa renda cadastrados nos programas sociais. Para solicitar a TSEE, é necessário que o consumidor tenha o Número de Identificação Social (NIS) em mãos, que é obtido através do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
Quem pode solicitar a Tarifa Social de Energia Elétrica?
Famílias de baixa renda que esteja inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, ou seja, ter NIS – Número de Identificação Social, com renda familiar mensal por pessoa menor ou igual a meio salário-mínimo nacional, independente de possuir ou não o benefício do Bolsa Família;
Famílias de baixa renda que esteja inscrita no Cadastro Único da Prefeitura, com renda familiar mensal de até três salários-mínimos, que tenha alguém com doença ou patologia que precise do uso continuado de aparelhos ou equipamentos elétricos;
Famílias de baixa renda que tenha idoso ou pessoa com deficiência que receba o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC, Lei LOAS, com seu respectivo NB – Número do Benefício. Cada família tem direito ao benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica – TSEE em apenas uma unidade consumidora.
Como solicitar?
Para acessar a Tarifa Social, é essencial que o NIS ou NB esteja atualizado. Caso não esteja, a pessoa deve procurar o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) mais próximo para regularizar a situação no Cadastro Único do governo federal.
É importante destacar que o benefício não é cumulativo: caso duas pessoas na mesma residência possuam o NIS ou NB elegível, apenas uma delas poderá se inscrever na Tarifa Social.
Não há prazo limite para solicitação do benefício, desde que o consumidor atenda aos critérios de elegibilidade, apresente a documentação necessária e a concessão do benefício seja validada pela concessionária de energia elétrica.
-
São João em Natal começa nesta quinta-feira
O São João de Natal começa nesta quinta-feira (20) com diversas atrações locais, regionais e nacionais. Os show são gratuitos e ocorrem na Praça Pedro Velho, em Petrópolis, a partir das 18h. Nesta noite, sobem ao palco Melissa Farias, Arnaldinho Neto, Edyr Vaqueiro e Circuito Musical.
De acordo com a prefeitura, o investimento total pra o evento é na ordem de R$ 3 milhões. A expectativa do prefeito é de que Natal tenha um grande São João com a participação popular, fazendo valer a história, a cultura e a tradição do povo nordestino, mantendo todas as modalidades as quais a Prefeitura está apoiando. “Nós estamos apoiando as quadrilhas e os arraiás, além dos shows em uma parceria público-privada, mesmo a despeito de todas as dificuldades e obstáculos que tivemos de superar, em especial na área financeira. Realço também a parceria da Prefeitura com a Liga Independente de Quadrilhas Juninas do Rio Grande do Norte e também dos arraiais de rua do município, que somam 40 englobando as quatro regiões administrativas da cidade”.
Programação São João de Natal
Quinta (20/06)
Melissa Farias
Arnaldinho Neto
Edyr Vaqueiro
Circuito Musical
-
Flávio Azevedo assume temporariamente vaga de Rogério Marinho no Senado
Na tarde da última quarta-feira (19), o empresário Flávio Azevedo (PL) tomou posse como senador suplente pelo estado do Rio Grande do Norte, em uma sessão plenária do Senado Federal. Ele substitui temporariamente o senador Rogério Marinho (PL), que se afasta do cargo por quatro meses para cumprir compromissos durante o período eleitoral.
Em seu discurso de posse, Flávio Azevedo destacou seu compromisso com o fortalecimento do setor produtivo, empreendedorismo e geração de emprego e renda. “Serão meses de muita dedicação ao Rio Grande do Norte, buscando contribuir com projetos que garantam segurança jurídica e incentivem novos investimentos, essenciais para o desenvolvimento econômico de nosso estado e do país”, afirmou o novo senador.
Azevedo, que é empresário do ramo da construção civil e possui vínculos estreitos com entidades empresariais, recebeu saudações calorosas de diversas autoridades presentes, incluindo líderes da indústria e do agronegócio potiguar. Roberto Serquiz, presidente da Fiern, destacou a trajetória de Flávio Azevedo como um ativo para o debate sobre políticas industriais. “Ele conhece profundamente os desafios do setor produtivo e trará um cenário de otimismo para as discussões no Senado”, afirmou RobertoSerquiz.
José Vieira, presidente da Faern, ressaltou a expectativa do setor agropecuário com a posse de Azevedo. “Flávio tem familiaridade com as necessidades e os desafios do nosso setor e estamos confiantes de que ele defenderá pautas importantes para o desenvolvimento rural do Rio Grande do Norte”, declarou.
Além das lideranças empresariais, a cerimônia contou com a presença de políticos locais, como o prefeito de Natal Álvaro Dias, deputados federais e senadores de outros estados, que destacaram a importância da presença de Flávio Azevedo em um momento crucial para discussões como a reforma tributária.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) enfatizou a relevância de Azevedo para os debates sobre a reforma tributária, considerando sua experiência no setor industrial. “Flávio saberá contribuir significativamente para melhorar o ambiente de negócios e fortalecer a indústria brasileira”, afirmou.
A posse ainda contou com as presenças do senador Styvenson Valentim (Podemos), dos deputados federais Paulinho Freire (União), Benes Leocádio (União), general Girão (PL) e Robinson Faria (PL), do presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, do prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos) e do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, entre outras autoridades, amigos e familiares.
Histórico
Flávio Azevedo tem 78 anos e mais de cinco décadas dedicadas à Engenharia. Como empresário da construção civil, foi responsável por projetos em diversos estados brasileiros e também fora do país. Chegou a ser professor de Mecânica dos Solos da Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte (1967-1968); presidente da Caern (1971-1973); presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil – Sinduscon-RN (1997-2000); conselheiro do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (1997-2000); e conselheiro da Potigás (2003-2007).O agora senador também esteve à frente da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte (FIERN) por dois mandatos, de 2003 a 2011. O empresário ainda foi presidente do Conselho Superior do Centro de Tecnologia do Gás Natural e Energia Renováveis (2003-2018); presidente dos Conselhos Regionais do Sesi/Senai/IEL do Rio Grande do Norte (2003-2011); Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (2015-2018); e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria – CNI (2008-2011).
Em 2015, foi condecorado com a Medalha do Mérito “Governador Dinarte Mariz”, comenda outorgada pelo Tribunal de Contas do Estado para homenagear personalidades que, ao longo de sua existência e atuação profissional, prestaram relevante contribuição ao desenvolvimento da sociedade.
-
CCJ aprova legalização de cassino, jogo do bicho e corrida de cavalo
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por 14 votos a 12, o projeto de lei que legaliza os jogos de azar no Brasil. O texto segue, agora, para análise no plenário da Casa. Não há previsão de quando isso acontecerá.
O texto do relator permite a instalação de cassinos em polos turísticos e legaliza o jogo do bicho.
O relator, senador Irajá (PSD-TO), argumenta que os jogos de azar já são uma realidade no Brasil e a regulamentação poderá significar mais dinheiro nos cofres públicos e a possibilidade de investimentos privados com a construção de cassinos.
Na estimativa no senador, os jogos de azar movimentaram de R$ 14 bilhões a R$ 31 bilhões em 2023. Irajá estima que cerca de R$ 40 bilhões podem entrar nos cofres públicos com a regulamentação das apostas e dos cassinos.
No caso dos cassinos, serão liberadas uma licença para cada Estado de até 15 milhões de habitantes, duas licenças para Estados de 15 milhões a 25 milhões de habitantes e três licenças para os que tiverem mais de 25 milhões de habitantes.
No caso do jogo do bicho, será concedida uma licença para cada 700 mil habitantes no Estado. No caso do bingo, o cálculo é a partir de cada 100 mil habitantes no município.
As licenças serão liberadas pelo Ministério da Fazenda. Os cassinos em embarcações precisarão ter ao menos 50 quartos, além de espaço para eventos, bares e restaurantes, por exemplo. O texto permite a concessão para cassinos em embarcações para até 10 estabelecimentos.
Fonte: Estadão Conteúdo
-
Falta de médicos compromete atendimento do Hospital Pediátrico Maria Alice
O Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, situado no conjunto Parque dos Coqueiros, zona Norte de Natal, está com problemas na cobertura das escalas médicas da sua unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica. A dificuldade principal, segundo a Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap), decorre da saída de vários profissionais da escala da empresa terceirizada responsável pelos plantões.
A Sesap informou que está programando reuniões nos próximos dias para elaborar estratégias que assegurem o pleno funcionamento da UTI pediátrica, fundamental para atender a demanda mensal de aproximadamente 25 internações de crianças e adolescentes. A unidade, que dispõe de dez leitos, conta majoritariamente com profissionais terceirizados via cooperativa, à exceção da coordenadora da seção, que é servidora efetiva.
Para o presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Norte (Sopern), Reginaldo Holanda, a localização do hospital é um dos principais fatores que contribuem para a escassez de pediatras interessados nos plantões. Além disso, Holanda aponta que os pagamentos aos médicos não são feitos de maneira regular, o que desestimula a continuidade dos serviços.
“Se fecharmos dez leitos de UTI pediátrica por falta de acordo ou ajustes, isso resultará em um aumento da mortalidade entre crianças e adolescentes, especialmente nesta época do ano, quando há uma demanda intensa devido aos problemas respiratórios”, alerta Holanda.
Diante da gravidade da situação, o Sindicato dos Médicos do Estado do RN (Sinmed RN) tem acompanhado de perto o cenário das UTIs pediátricas e neonatais do Maria Alice Fernandes, um ponto de referência crucial para emergências pediátricas na região. O presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, destaca que as ameaças de fechamento das UTIs são recorrentes, devido à falta de concursos públicos e aos problemas relacionados ao pagamento dos profissionais cooperados.
Ferreira ressalta a necessidade urgente de medidas por parte do estado para evitar o colapso dos serviços de saúde infantil: “O Estado deve agir de forma decisiva para evitar o fechamento dessa unidade, pois seria uma negligência com a saúde das crianças e adolescentes do Rio Grande do Norte”.
Segundo ele, o Sinmed/RN propõe buscar associados para atender de forma emergencial, mas, ainda assim, é difícil. “Nós atuaremos de todas as formas, junto às promotorias e aos canais competentes do Legislativo para, se for necessário, abrir exceção para concurso, valorização salarial, permitir a terceirização com pagamento diferenciado”, completou.
-
Ufersa recebe investimento de R$ 24,7 milhões do novo PAC para expansão e melhorias
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) foi agraciada com um investimento significativo de R$ 24,7 milhões por meio do Programa de Aceleração de Crescimento (Novo PAC) do governo federal. Este aporte faz parte de um amplo pacote de R$ 5,5 bilhões destinados à expansão e fortalecimento das universidades federais e hospitais federais em todo o território nacional.
A reitora da Ufersa, professora Ludimilla de Oliveira, destacou que “essa conquista é resultado de um trabalho árduo da gestão, que apresentou as demandas ao MEC e foi prontamente atendida”. Ela expressou sua satisfação e gratidão, salientando que “os valores aprovados terão um impacto significativo na instituição”.
Os recursos alocados à Ufersa serão direcionados para seis grandes obras, beneficiando tanto os cursos de graduação quanto os de pós-graduação e abrangendo os campi em Mossoró, Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. As obras autorizadas incluem:
- Construção do Centro de Inovação Tecnológica e Empreendedorismo do Semi-Árido: R$ 7,3 milhões.
- Construção de um novo prédio de salas de aula para o ensino da pós-graduação: R$ 3,9 milhões.
- Construção de um novo prédio para salas de aula e docentes: R$ 3,9 milhões.
- Construção do Instituto de Popularização de Ciências do Semi-Árido: R$ 2,5 milhões.
- Construção da Residência Universitária no Campus Angicos: R$ 3,5 milhões.
- Construção do Prédio Multiusuário de laboratórios para os campi fora da sede – Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros: R$ 3,6 milhões.
-
Ocupações em prédios abandonados se intensificam em Porto Alegre
As ocupações de prédios abandonados ganharam força após as enchentes em Porto Alegre. Ao menos quatro ocupações realizadas por famílias atingidas pelas chuvas ocorreram no centro da capital gaúcha desde a histórica enchente de maio. A última ocupação, feita nesse domingo (16) por cerca de 200 pessoas, foi despejada, debaixo de chuva, no mesmo dia pela Polícia Militar (PM) do estado.
A Agência Brasil visitou uma dessas ocupações que abriga hoje cerca de 48 famílias, com mais de 120 pessoas. Fica no centro histórico, em um prédio abandonado há mais de dez anos, onde era o antigo Hotel Arvoredo, apelidada de Ocupação Desalojados pela Enchente Rio Mais Grande do Sul.
Diferentemente das outras três ocupações que ocorreram nos últimos dias, essa não foi liderada por um movimento social organizado, mas por famílias que, sem querer ficar em abrigos, procuraram outra saída para a falta de moradia e entraram no prédio no último dia 24 de maio.
A faxineira Liziane Pacheco Dutra, de 37 anos, foi viver com o marido, a filha e o enteado, além do pai, da mãe e do sogro, nessa ocupação depois que a casa deles, no bairro Rio Branco, ficou com água até o telhado.
“Aqui em Porto Alegre tem vários prédios ociosos, sem utilidade social nenhuma. O presidente falou que ou ia construir casas, ou comprar casas em leilão. Então, por que não aproveita todos esses prédios que estão ociosos, compra, reforma e dá pra população que perdeu tudo? Não adianta reformar minha casa. Se eu voltar pra lá, a primeira chuva forte que der, enche tudo”, afirmou.
As novas ocupações são sintomas do agravamento da falta de moradia na capital gaúcha. Segundo pesquisa da Fundação João Pinheiro, em 2019 existia um déficit habitacional de mais de 87 mil habitações em Porto Alegre, situação que piorou com as enchentes que desalojaram, em todo o estado, mais de 388 mil pessoas, de acordo com o último boletim da Defesa Civil.
O pedreiro e técnico de celulares Carlos Eduardo Marques, de 43 anos, vive com os quatro filhos e a esposa na ocupação. Ele conta que a família perdeu tudo no bairro Sarandi e, sem ter para onde ir, resolveu conversar com outras famílias insatisfeitas nos abrigos para entrar no prédio abandonado.
“Quando as pessoas começaram a perder tudo e ir para abrigos foi que começou uma explosão. Elas não queriam ir para os abrigos. Eu falei com a minha mãe, com as minhas irmãs, elas conheciam uma família que não estava sendo bem acolhida nesses locais e que aceitou fazer a ocupação. E a gente entrou. Então, nós estamos lutando e acolhendo famílias”, explicou.
Carlos disse que a empresa dona do prédio entrou contra eles na Justiça e que receberam um ultimato de 60 dias para sair, que termina em 12 de agosto. As famílias com quem a Agência Brasil conversou não querem ir para as cidades temporárias ou abrigos.
“Bah, tá louco! Pegam a gente e botam num abrigo, ou botam na cidade temporária. E depois? Daqui a pouco todo mundo esqueceu de nós. Vamos lutar por uma coisa digna para nós”, comentou.
Outras ocupações
Antes dessa ocupação, houve outra em antigo prédio abandonado da prefeitura de Porto Alegre, também no centro da cidade, onde funcionava uma companhia de arte. O Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) entrou no edifício no dia 31 de maio para abrigar famílias atingidas pela enchente.
Eles estão em processo de negociação com a prefeitura e apresentaram proposta para que o prédio seja usado para moradia popular, além de manter um teatro como espaço cultural e uma cozinha solidária.
Outra ação, feita no dia 8 de junho, foi liderada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e chamada ocupação Maria da Conceição Tavares, em homenagem à economista que morreu no mesmo dia.
Famílias afetadas pelas chuvas estão vivendo em antigo prédio do INSS, no centro de Porto Alegre, que era usado apenas como depósito pelo órgão. Nesse caso, há um processo de negociação com o governo federal e o próprio INSS para encontrar uma solução de moradia para as famílias nesse prédio ou em outro local.
Reintegração
Situação oposta ocorreu com a ocupação Sarah Domingues, no último domingo, que foi imediatamente desocupada por uma reintegração de posse comandada pela Polícia Militar gaúcha. Famílias lideradas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) ocuparam por algumas horas um prédio de propriedade do governo do estado abandonado há anos.
Uma das lideranças do movimento, Luciano Schafer, acusa o governo estadual de promover a reintegração sem decisão judicial e de impedir o acesso dos advogados do grupo. “Foi uma ação ilegal e terrorista do governo de Eduardo Leite para colocar medo na população e impedir que novas ocupações ocorram”, denunciou.
A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do estado para comentar o caso, mas não obteve retorno.
A coordenadora do MLB, Tâmisa Fleck, contou que a ação foi realizada por cerca de 200 pessoas desalojadas pelas enchentes em diferentes pontos da capital. Segundo ela, as fortes chuvas impulsionaram o movimento por moradia.
“Entramos num momento em que não tinha como não fazer uma ocupação. Então, nos organizamos. Fizemos reuniões em bairros, porque a gente trabalha de bairro em bairro, conversa com as pessoas, se reúne. Foram várias etapas até resolvermos de forma coletiva fazer a ocupação”, contou.
Após a reintegração, o grupo fez uma plenária nessa terça-feira (18) para discutir os próximos passos. Eles prometem denunciar a ação do governo do estado na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (19) e promover uma reunião na Secretaria de Habitação na próxima segunda-feira (24), para discutir saídas para as famílias desalojadas pelas chuvas.
Déficit habitacional
O pesquisador do Observatório das Metrópoles André Augustin destacou que a política habitacional da região metropolitana de Porto Alegre não tem apresentado soluções de moradias populares.
“De 2010 a 2022, quase dobrou o número de domicílios vagos em Porto Alegre. Há uma política de incentivo à construção de novos prédios, mas é para o mercado, voltado principalmente para a população de alta renda. Por outro lado, houve o abandono da política de habitação de interesse social. É uma política que tem que ser mudada, e agora a enchente mostrou isso de forma mais acentuada”.
De acordo com o Censo do IBGE de 2022, existem mais de 223 mil domicílios não ocupados em toda a região metropolitana da capital. Para Augustin, o uso dos imóveis públicos abandonados é uma solução de curto prazo para essa população.
“Tanto as prefeituras quanto o governo do estado e o governo federal têm muitos imóveis que não estão sendo usados. Eles estão mapeados, já são públicos, não precisariam passar por um processo de desapropriação. No curto prazo, a melhor política seria usar esses imóveis que são públicos. Mas, no médio e longo prazo, é preciso repensar toda a política habitacional e se voltar mais para a habitação social”, completou.
Ações governamentais
Nessa terça-feira (18), o governo federal editou medida provisória (MP), com R$ 2,18 bilhões, para moradia popular dos atingidos pelas enchentes. Ao todo, espera-se alcançar com esses recursos 12 mil moradias, sendo 10 mil urbanas (com valor médio de R$ 200 mil) e 2 mil rurais (com valor médio de R$ 90 mil).
Também ontem começou a construção dos centros humanitários de Acolhimento em Canoas (RS) e Porto Alegre (RS), uma parceria dos governos federal, estadual, municipais e a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).
O órgão cedeu 208 estruturas com capacidade para receber cerca de 700 pessoas desabrigadas pelas enchentes em Canoas. Mais mil pessoas devem ser acomodadas nessas estruturas temporárias em Porto Alegre.
Fonte: Agência Brasil
-
Instituto Neoenergia abre inscrições para edital de incentivo ao esporte feminino no RN
O Instituto Neoenergia, em colaboração técnica com a Auíri, abriu inscrições para o Edital Jogando Juntas, que visa promover o esporte feminino no Rio Grande do Norte. O programa selecionará projetos esportivos exclusivamente voltados para mulheres, de qualquer modalidade, oferecendo um apoio financeiro de até R$ 500 mil aos projetos aprovados.
As inscrições devem ser realizadas no site do Instituto Neoenergia (www.neoenergia.com/web/instituto-neoenergia) até o dia 31 de julho. Podem participar organizações da sociedade civil que estejam enquadradas na Lei Federal do Esporte (11.438/2006) ou na Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (13.918/2009). Os projetos inscritos devem atender a pelo menos um dos três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU): erradicação da pobreza, igualdade de gênero ou redução das desigualdades.
Renata Chagas, diretora-presidente do Instituto Neoenergia, enfatiza o compromisso da companhia com o desenvolvimento do esporte feminino no Brasil. “O Jogando Juntas é mais um edital que reforça nosso propósito de inclusão da mulher dentro e fora dos gramados e das quadras”, afirmou Renata, destacando que, no ano passado, a instituição investiu mais de R$ 15,5 milhões em programas por meio de leis de incentivo.