Jesus de Ritinha de Miúdo
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Empresa canadense inicia exploração de ouro em Currais Novos com projeto sustentável
A mineradora canadense Aura Minerals oficializou o início das operações comerciais de extração de ouro na cidade de Currais Novos, localizada na região do Seridó potiguar. O Projeto Borborema, que demandou investimentos superiores a um bilhão de reais, representa um novo capítulo para a atividade mineradora no Rio Grande do Norte. A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades municipais e executivos da empresa.
Durante o evento, o diretor-operacional da Aura Minerals, Glauber Luvizotto, enfatizou que o empreendimento foi concluído dentro do prazo e orçamento estabelecidos, sem registrar acidentes que exigissem afastamento de trabalhadores. Ele destacou que este marco reflete a solidez do modelo estratégico da companhia, focado no desenvolvimento de operações eficientes e seguras. O executivo também reafirmou o compromisso com a cultura corporativa batizada de Aura 360, que prioriza a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento social das comunidades onde a empresa atua.
Um dos aspectos mais inovadores do projeto é a utilização exclusiva de água de reuso, proveniente do esgoto tratado do município. Esta iniciativa inédita no setor evita a competição por recursos hídricos com a população local em uma região historicamente castigada pela escassez de água. Os investimentos na infraestrutura necessária para este sistema ultrapassaram quarenta e oito milhões de reais, englobando tanto a estação de tratamento quanto a construção de uma adutora de interligação.
Fred Silva, diretor de operações da unidade Borborema, ressaltou o caráter pioneiro da iniciativa e o empenho da equipe em materializar um projeto idealizado há mais de seis décadas. Ele explicou que a empresa buscou soluções criativas para os desafios regionais, entregando uma operação que não apenas atende a rigorosos critérios ambientais, mas que também oferece uma resposta para um problema histórico ao assumir o tratamento dos efluentes sanitários da cidade.
O impacto socioeconômico do empreendimento já é significativo. A fase de construção gerou dois mil e quinhentos empregos diretos e três mil e quinhentos indiretos, enquanto a operação atual mantém aproximadamente mil postos de trabalho diretos. O prefeito Lucas Galvão classificou o projeto como um divisor de águas para o desenvolvimento sustentável do município, ressaltando a geração de emprego e renda como resultados de uma parceria que transforma a realidade local. O ex-prefeito Odon Júnior, que acompanhou a implantação da mina, testemunhou o crescimento no número de empregos formais na cidade, saltando de quatro mil e quinhentos para cerca de sete mil no auge das obras.
A atuação da Aura Minerals em Borborema já recebeu reconhecimento de órgãos estaduais, incluindo menção pelo Programa de Reposição Florestal, que promoveu o plantio de mais de dezessete mil mudas em áreas sob risco de desertificação. O projeto ainda possui potencial de expansão, com um depósito adicional localizado sob a BR-226 que poderá dobrar as reservas de ouro e ampliar os investimentos, atualmente estimados em seiscentos e quarenta e cinco milhões de reais para uma próxima fase.
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Zambelli anuncia greve de fome para impedir extradição para o Brasil
A deputada federal Carla Zambelli anunciou através de uma carta dirigida ao ministro da Justiça italiano que iniciou uma greve de fome como protesto contra o processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro. Na missiva enviada ao ministro Carlo Nordio, a parlamentar afirmou que manterá a greve de fome até que a autoridade italiana negue formalmente seu retorno compulsório ao Brasil.
Em seu manifesto, Zambelli declarou estar convencida de que o ministro não tomou a melhor decisão e que apenas ele poderia interromper seu protesto, mediante a recusa do pedido de extradição que a colocaria em liberdade. A parlamentar utilizou linguagem contundente, alegando ser vítima de perseguição política e sugerindo que a manutenção da decisão colocaria o ministro “de mãos dadas com o próprio demônio”.
O caso jurídico da deputada segue em tramitação na Corte de Cassação da Itália, onde sua defesa interpôs recurso contra decisão anterior da Corte de Apelação de Roma que manteve a prisão cautelar da brasileira. Recentemente, a Procuradoria de Justiça italiana emitiu parecer contrário à soltura de Zambelli da prisão de Rebibbia, onde se encontra detida desde o final de julho.
A situação carcerária da parlamentar decorre de sua condenação no Brasil a dez anos de prisão pelos crimes de invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e inserção de documentos falsos. Com base em acordo de extradição entre os dois países, as autoridades brasileiras acionaram formalmente a Itália para que a condenada retorne ao território nacional e cumpra a pena em solo brasileiro.
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Justiça nega pedido de vice-prefeita para remover vídeo jornalístico sobre nepotismo
A Justiça do Rio Grande do Norte rejeitou o pedido da vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra, que solicitava a remoção urgente de um vídeo publicado pelo jornalista Habyner Lima em redes sociais. O conteúdo em questão abordava a nomeação do pai e da namorada da gestora para cargos comissionados na Prefeitura de Natal, caracterizando a prática como suposto nepotismo.
Em sua decisão, a magistrada Rossana Alzir Diógenes Macedo negou a tutela de urgência que pedia a retirada do material do Instagram e TikTok em 24 horas. O fundamento central reside na proteção constitucional à liberdade de imprensa e expressão, alinhando-se com precedentes do Supremo Tribunal Federal que vedam a censura prévia em matérias jornalísticas.
A vice-prefeita alegou em sua petição que as acusações constituíam campanha difamatória, argumentando que exerce suas funções com zelo e legalidade. Ela esclareceu que não mantém vínculo conjugal com a suposta namorada e que a nomeação de seu pai foi revogada poucos dias após ser realizada, sem que o ato administrativo se concretizasse.
O posicionamento judicial citou entendimento consolidado do STF e do Superior Tribunal de Justiça, que asseguram a inexistência de ilicitude quando as informações divulgadas são verídicas ou verossímeis, especialmente quando se tratam de figuras públicas e fatos de interesse coletivo. A decisão reforça que a crítica jornalística, mesmo quando severa, encontra amparo legal no contexto democrático, desde que conectada à atividade desenvolvida pela pessoa noticiada.
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Campanha oferece duas mil bolsas de estudo para profissionais negros no RN
Uma iniciativa do Movimento pela Equidade Racial está disponibilizando mais de duas mil bolsas de estudo para profissionais negros no Rio Grande do Norte. A campanha, denominada “Mover o seu Futuro”, oferece oportunidades em diversas áreas do conhecimento, com inscrições gratuitas que se encerram no próximo dia 15 de outubro.
Em abrangência nacional, o programa disponibiliza mais de sessenta mil bolsas de estudo voltadas para todas as etapas da carreira profissional. Os interessados terão acesso a um teste online que indica os cursos mais adequados ao seu perfil, permitindo a inscrição em mais de uma formação.
O Movimento pela Equidade Racial é uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivo promover e acelerar a equidade racial por meio do desenvolvimento de carreiras e da inovação inclusiva para pessoas negras. A meta da organização é gerar três milhões de oportunidades até o ano de 2030.
Entre as oportunidades oferecidas estão programas especializados em tecnologia, liderança, cursos livres em diversas áreas, ensino de idiomas e apoio ao empreendedorismo. A campanha conta com o apoio do Ministério da Igualdade Racial e de diversas organizações parceiras comprometidas com a inclusão e o desenvolvimento profissional da população negra.
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Desabamento de marquise mata trabalhador em obra na zona Norte de Natal
Um trabalhador morreu na manhã desta sexta-feira após ser atingido pelo desabamento de uma marquise no bairro Pajuçara, em Natal. O acidente ocorreu por volta das oito horas na Rua Açude de Ouro Branco, quando a estrutura que estava em reforma colapsou repentinamente.
A vítima chegava ao local para dar continuidade aos trabalhos que já se estendiam por três dias quando a marquise desmoronou, atingindo-a diretamente na cabeça. A suspeita inicial aponta que o homem sofreu um traumatismo craniano fatal. Ele faleceu ainda no local, antes mesmo da chegada do socorro médico.
Um segundo trabalhador, que se encontrava na frente do portão do imóvel, não foi atingido pelos escombros. O Corpo de Bombeiros foi acionado e, ao constatar o óbito, acionou a Polícia Científica para recolhimento do corpo. O caso agora será investigado pela Polícia Civil, que apurará as circunstâncias do acidente. O corpo será submetido a exames necroscópicos para determinar com precisão as causas da morte.
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Lula anuncia programa de habitação para classe média
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (10), que, a partir de agora, a classe média também passa a ser assistida pelos programas de habitação do país. Lula anunciou o novo modelo de crédito imobiliário, que reestrutura o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito, especialmente para essa parte da população que ganha mais de R$ 12 mil.


Durante participação no evento Incorpora 2025, em São Paulo (SP), um dos maiores do setor habitacional, Lula disse que sempre teve “uma inquietação” para atender à necessidade de moradias da classe média.
“Um trabalhador metalúrgico, um bancário, um químico, um gráfico, um trabalhador da Caixa Econômica, um professor […] Essas pessoas não têm direito a comprar casa, porque elas nem são pobres, não estão na faixa 1, nem na faixa 2 [do Minha Casa, Minha Vida]”, disse.
“Esse programa foi feito pensando nessa gente, pensando em dar àqueles que ainda não têm direito, o direito de ter a sua casinha um pouco melhor”, afirmou.
Para o presidente, a classe média pode escolher onde morar.
“Ele não quer uma casa de 40 metros quadrados, ele quer uma casa de 80 metros quadrados. Ele não quer morar no Cafundó do Judas, ele quer morar no lugar mais próximo onde ele está habituado a morar. O que nós vamos tentar fazer é adequar as dificuldades econômicas das pessoas levando em conta o respeito à dignidade humana de morar no lugar aonde pensa que é bom morar”, disse.
O novo modelo de crédito imobiliário do país reestrutura o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito.
Fim do compulsório
Após um período de transição, o total dos recursos depositados na caderneta de poupança será referência para uso no setor habitacional, com o fim dos depósitos compulsórios no Banco Central (BC). Além disso, o valor máximo do imóvel financiado no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) passará de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
Hoje, famílias com renda até R$ 12 mil são atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, com juros menores, e, desde o início do seu terceiro mandato, Lula defende alternativa de financiamento para a classe média.
A previsão é que, com essa mudança, a Caixa Econômica Federal financie mais 80 mil novas moradias até 2026.
Atualmente, 65% dos recursos captados pelos bancos da poupança precisam ser direcionados ao crédito imobiliário; 15% estão livres para operações mais rentáveis e 20% ficam com o Banco Central na forma de depósito compulsório.
Os financiamentos via SFH vinham perdendo espaço no mercado em meio a saques da caderneta de poupança, principal fonte de recursos para crédito habitacional no país
Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas da poupança foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. Em 2025, caderneta já tem resgate líquido de R$ 78,5 bilhões. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.
Transição até 2027
A reforma anunciada hoje “moderniza as regras” de direcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com o objetivo de maximizar a poupança como fonte de financiamento.
“Na medida em que mais valores são depositados em poupança, mais crédito será disponibilizado para financiamento imobiliário, o que tende a ampliar a oferta de crédito, considerando ainda as captações de mercado, por exemplo, via LCIs (Letras de crédito imobiliário) e CRIs (Certificados de recebíveis imobiliários)”, explicou o governo, em comunicado.
Após um período de transição, o direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos da poupança acabará e os depósitos compulsórios no Banco Central referentes a esse tipo de aplicação também. O total dos recursos depositados na caderneta de poupança passará a ser referência para o volume de dinheiro que os bancos devem destinar ao crédito habitacional, incluindo as modalidades do SFH e do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
Quando estiver plenamente implementado o novo modelo, se uma instituição captar no mercado, por exemplo, R$ 1 milhão e direcionar integralmente esse montante para financiamento imobiliário, ela poderá usar a mesma quantia captada na poupança, que tem custo mais baixo, para aplicações livres por um período predeterminado.
Para isso, 80% dos financiamentos habitacionais deverão ser feitos pelas regras do SFH, que têm juros limitados a 12% ao ano.
“O novo modelo aumenta a competição, pois incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários ao direcionamento, o que permite que instituições que não captam poupança também concedam crédito habitacional em condições equivalentes às demais”, argumenta o governo.
A transição será gradual, iniciando ainda este ano. O novo modelo deverá ter plena vigência a partir de janeiro de 2027. Até lá, fica valendo o direcionamento obrigatório de 65% dos recursos captados na poupança para operações de crédito habitacional.
Dos 35% restantes, pelas regras atuais, 20% são recolhidos ao Banco Central a título de depósito compulsório e 15% vão para operações livres. Durante a transição, o volume dos compulsórios será reduzido para 15% e os 5% serão aplicados no novo regime.
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Não era sabedoria, era… cilada!

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Olá, queridos! Como vão?
Esses dias eu tive uma conversa, totalmente despretensiosa. Falávamos apenas amenidades e, de repente, uma opinião daquela pessoa sobre um determinado assunto me fez perceber algo muito importante. Da mesma forma como alcançamos muitos dos maiores entendimentos da vida.
Nós já conversamos aqui, nesse nosso processo de se conhecer, sobre entender nossas qualidades e assumir cada uma delas. Sobre não ter receio de ser rotulado de “convencido” por se assumir quem se é e valorizar suas qualidades.
Ratifico esse posicionamento e continuo defendendo o quanto isso é importante!
Mas, puxei esse gancho para falar sobre a tal conversa que tive, pois, como tudo na vida, valorizar nossas próprias qualidades também tem medida certa e equilíbrio. Ainda que essa prática seja de grande importância, não podemos nos deixar cair na cilada de nos valorizar demais.
(Oi?)
É, é isso mesmo! Existe essa cilada em que a gente pode cair na vida quando somos confiantes, quando acreditamos em nosso potencial, quando sabemos nossas qualidades, além da conta, seja desde sempre ou quando passamos a aprender a reconhecer isso.
A cilada de deixar que isso tudo fale mais alto do que a nossa necessidade de estar em constante de aprendizado. De achar que, porventura onde já somos excelentes, não teríamos mais nada a aprender. O problema não é “se achar”, é não achar mais nada. É se cegar para as oportunidades de crescimento com as quais podemos nos deparar em qualquer lugar, com qualquer pessoa.
Por vezes, das fontes menos esperadas, podemos aprender lições para a vida. Pessoas que, aparentemente, têm muito menos conhecimento pelo pouco tempo de vida, podem nos surpreender se nos permitirmos escutar receptivamente.
Como por exemplo nessa conversa que mencionei no início do texto. Eu não esperava ouvir o que ouvi, especialmente por não esperar algo tão significativo de alguém que desperta em mim uma pré concepção bastante errada.
Sendo bem direta e transparente, como eu sempre sou em meus textos, eu tenho, sim, um pré conceito ao encarar o choque de gerações que me toma quando observo essa galerinha recém saída do forno.
Fui criada valorizando a experiência, a vivência, a sabedoria dos anos. Tanto que um dos meus maiores prazeres, no contato com meus avós, é ouvir suas histórias. Fico horas escutando, e perguntando também. Claro!
Mas para os mais jovens, eu nunca olhei dessa forma. Primeiro porque acredito que não faz muito tempo que me enxergo como alguém distante o bastante, em anos de vida, para notar essa diferença de idade.
(Por mais que repita algumas vezes “Ah, essa geração de hoje”, no fundo ainda me sinto muito jovem para isso, mesmo aos 40).
Segundo, porque uma coisa que essa geração sempre me passou foi algo que, para mim, chegava como falta de comprometimento, mas que na verdade vem do desprendimento com coisas que eu tenho como essenciais para me trazer segurança, estabilidade, e até mesmo, liberdade.
Por não valorizar essa forma de enxergar a vida, não valorizava muitos outros aspectos vindos dessas pessoas de pouca idade.
Mas, como a vida é uma excelente professora, esse tapa na cara me acordou para isso também. E eu agradeço por isso, de verdade!
Conversando com essa pessoa bastante novinha percebi que, apesar da sua pouca idade, já tem conhecimento de vida, entendimento e auto percepção que eu demorei muito para desenvolver.
O que essa pessoa já sabe hoje aos 20, eu, na minha posição de mais velha e, supostamente, mais sábia (para não usar a palavra ‘arrogante’), só fui aprender muito depois dos 35. E sei bem que ainda tem muita gente que aos 50 ainda sequer percebeu.
Não digo isso como uma competição de quem aprende mais cedo as coisas importantes da vida, mas como uma lição de que qualquer pessoa pode ter algo a nos ensinar.
Sempre digo que estamos em constante aprendizado, que vamos aprender coisas até o nosso último suspiro. E acredito nisso mesmo! Só não tinha me permitido ver que qualquer um pode ensinar.
Tudo pode ser fonte de aprendizado, inclusive aquelas que imaginávamos não ter nada para nos acrescentar.
Continuo firme no meu conselho anterior de valorizar nossas próprias qualidades e reconhecer nossa condição de pessoas incríveis, merecedoras, evoluídas, ou que estão no caminho da evolução.
Porém, o que estou querendo trazer à atenção aqui é que também devemos ter a humildade de perceber que as maiores lições podem vir dos lugares que menos esperamos, ou que não esperamos nada.
Saber se conhecer e evoluir no caminho do autoconhecimento requer também humildade para enxergar que o que eu aprendo sobre mim vai além do que está aqui dentro. Autoconhecimento requer não só auto observação, mas observação com “O” maiúsculo.
Não é uma questão de comparação, isso é algo que nos adoece por achar que temos de ser como o outro. É uma questão de olhar para tudo e todos como fonte de aprendizado e praticar isso como um exercício constante, assim como o autoconhecimento, que é um caminho sem fim.
Afinal, como a vida, o que importa é a jornada. Torço sempre para que a jornada de vocês seja proveitosa e cheia de aprendizados!
Até a próxima!
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Brasil mostra evolução sob comando de Ancelotti e goleia Coreia do Sul
A seleção brasileira goleou a Coreia do Sul por 5 a 0 em partida amistosa, e mostrou que começa a evoluir sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti quando falta pouco menos de um ano para o início da próxima Copa do Mundo. A principal virtude do Brasil, na partida disputada nesta sexta-feira (10) no Estádio da Copa do Mundo de Seul, em Seul, foi o bom entendimento do quarteto ofensivo formado por Estêvão, Matheus Cunha, Vinicius Júnior e Rodrygo.

No aspecto individual as boas notícias são o bom futebol apresentado por Rodrygo, que no Real Madrid (Espanha) vive um momento de incerteza desde a chegada do técnico espanhol Xabi Alonso, e o maior protagonismo de Estêvão, que coroou sua boa atuação com dois gols.
Atitude da seleção
Mesmo sob chuva fina e baixas temperaturas, o Brasil mostrou desde os primeiros minutos de bola rolando a atitude que o técnico Carlo Ancelotti falou, em entrevista coletiva, que seria necessária para compensar a falta de treinos para alcançar as vitórias.
Assim, a seleção brasileira abriu o placar logo aos 12 minutos do primeiro tempo. Após boa trama coletiva, Bruno Guimarães deu passe de qualidade para Estêvão, que precisou de apenas um toque para superar o goleiro Jo Hyeon-Woo. Com o bom futebol apresentado o Brasil conseguiu ampliar antes do intervalo. Aos 40 minutos, Vinicius Júnior deu passe para o meio da área, onde Rodrygo fez corta-luz e Casemiro dominou e tocou para o camisa 10, que se livrou da marcação com um drible antes de bater colocado para marcar.
Mesmo com a boa vantagem construída no primeiro tempo, a equipe canarinho manteve o controle das ações após o intervalo. E o Brasil precisou de apenas um minuto para chegar ao terceiro gol. E o lance nasceu do comprometimento de Estêvão, que roubou a bola na entrada da área e bateu cruzado para marcar pela segunda vez na partida.
A seleção brasileira precisou de apenas mais dois minutos para ampliar sua vantagem graças a uma nova falha da defesa adversária. Casemiro aproveitou o vacilo e encontrou Vinicius Júnior, que serviu Rodrygo, que não perdoou. Mas ainda faltava o gol de Vini. E o jogador do Real Madrid deu números finais ao marcador aos 32 minutos, quando, em jogada de contra-ataque, Matheus Cunha lançou em profundidade para camisa sete do Brasil, que, com grande liberdade, partiu em velocidade para bater na saída do goleiro adversário.
Após medir forças com os sul-coreanos, o Brasil encarará o Japão, na próxima terça-feira (14) a partir das 7h30 no Estádio Ajinomoto, em Tóquio.
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Reservas hídricas do RN acumulam 43,39% da capacidade total
O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) atualizou, nesta quinta-feira (09), o balanço das reservas hídricas do estado. Atualmente, os mananciais potiguares acumulam um total de 2.295.436.606 m³, o que corresponde a 43,39% da capacidade total de armazenamento, que é de 5.290.123.351 m³.
As regiões com melhor situação hídrica são o Médio Oeste, com 552.428.956 m³ (60% da capacidade de 925.829.608 m³), e o Baixo Açu, com 1.274.553.275 m³ (52% da capacidade total de 2.465.683.629 m³). Já a região do Seridó apresenta o menor percentual de armazenamento, com 176.480.543 m³, equivalentes a apenas 15% da capacidade total, que é de 1.192.646.324 m³.
Entre os principais reservatórios do estado, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior do Rio Grande do Norte, acumula 1.230.564.093 m³, o que representa 51,86% da sua capacidade total de 2.373.066.000 m³.
A barragem Oiticica, que recebe as águas da Transposição do Rio São Francisco, registra 108.866.553 m³, correspondentes a 14,66% da sua capacidade total (742.632.840 m³).
Já o açude Santa Cruz do Apodi, terceiro maior do estado, está com 361.778.550 m³, o que equivale a 60,33% da sua capacidade de 599.712.000 m³.
Em termos percentuais, o RN possui quatro mananciais com volumes acima de 80% da capacidade: as lagoas do Jiqui (Parnamirim) e Pium (Nísia Floresta), ambas com 100%; a lagoa do Boqueirão, em Touros, com 93,16%; e a lagoa de Extremoz, com 85,22%.
Por outro lado, 13 reservatórios monitorados encontram-se com volumes inferiores a 10% da capacidade total. São eles: Itans (Caicó) – 0,10%; Passagem das Traíras (São José do Seridó) – 0,03%; Sabugi (São João do Sabugi) – 3,13%; Esguicho (Ouro Branco) – 1,67%; Carnaúba (São João do Sabugi) – 4,05%; Japi II (São José do Campestre) – 7,26%; Gangorra (Rafael Fernandes) – 8,50%; Jesus Maria José (Tenente Ananias) – 0,99%; Tourão (Patu) – 4,70%; Brejo (Olho D’Água do Borges) – 1,68%; São Gonçalo (São Francisco do Oeste) – 7,79%; Mundo Novo (Caicó) – 1,69%; e Lulu Pinto (Luís Gomes) – 1,78%.
O monitoramento das reservas hídricas é realizado periodicamente pelo Igarn com o objetivo de subsidiar a gestão dos recursos hídricos, o planejamento das políticas públicas e o uso racional da água em todas as regiões do Rio Grande do Norte.
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Itamaraty confirma reunião de chanceleres do Brasil e dos EUA
O secretário de Estados dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, devem se encontrar em Washington, em breve, para tratarem sobre taxação extra aos produtos brasileiros exportados para aquele país.


Em comunicado, o Itamaraty informou que os dois conversaram nesta quinta-feira (9), por telefone.
“Após diálogo muito positivo sobre a agenda bilateral, acordaram que equipes de ambos os governos manterão reunião proximamente em Washington, em data a ser definida, para dar seguimento ao tratamento das questões econômico-comerciais entre os dois países, conforme definido pelos presidentes”, diz a nota.
“O Secretário de Estado convidou o Ministro Mauro Vieira para que integre a delegação, de modo a permitir uma reunião presencial entre ambos, para tratar dos temas prioritários da relação entre o Brasil e os Estados Unidos”, acrescenta o Itamaraty.
Lula e o presidente estadunidense, Donald Trump, conversaram por videoconferência na segunda-feira (6) e, segundo Lula, as negociações, agora, entram em um outro momento.
Os dois presidentes trocaram seus números de telefone para estabelecer uma via direta de comunicação e, também, devem se encontrar pessoalmente em breve.
Trump ainda designou Marco Rubio para dar sequência às negociações.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil vai oferecer os melhores argumentos econômicos para os Estados Unidos, para reverter o tarifaço ao Brasil. O principal deles, segundo o ministro, é que a medida está encarecendo a vida do povo estadunidense.
Haddad lembrou ainda que os Estados Unidos já têm superávit comercial em relação ao Brasil e muitas oportunidades de investimento no país, sobretudo voltado para transformação ecológica, terras raras, minerais críticos, energia limpa, eólica e solar.
Tarifaço
O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas.
No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação.
Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%.
Porém, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.
Entre os produtos tarifados pelos Estados Unidos estão café, frutas e carnes. Inicialmente, cerca de 700 itens (45% das exportações do Brasil aos EUA) como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes ficaram de fora da taxação.
Depois, outros produtos também foram livrados das tarifas adicionais.




