• Professora Nilda anuncia membros da Equipe de Transição de Governo

    Nesta terça-feira (15), a prefeita eleita de Parnamirim, Professora Nilda (SDD), divulgou oficialmente os nomes que irão compor a Equipe de Transição de Governo. O grupo, formado por 23 integrantes, reúne especialistas de diferentes áreas e conta com representação dos partidos que integraram a coligação eleitoral vencedora. A equipe é composta por uma ala técnica e outra política, refletindo o compromisso da nova administração em unir competência técnica e visão estratégica.

    Os nomes da comissão foram entregues à atual administração nesta terça-feira, para que sejam autorizados a iniciar os trabalhos. Após a formalização, a equipe terá a responsabilidade de analisar os dados da gestão atual, elaborar relatórios e definir estratégias para as primeiras medidas do novo governo, que tomará posse no dia 1º de janeiro de 2025.

    Primeira reunião e orientações da prefeita eleita

    Ainda nesta terça-feira, a equipe se reunirá pela primeira vez sob a liderança da prefeita eleita, que dará as orientações iniciais para o trabalho de transição. Durante o anúncio dos nomes, Nilda destacou a importância do foco na coleta de dados e afirmou que a prioridade é obter um diagnóstico claro e preciso da atual situação da cidade, especialmente no que diz respeito às finanças.

    “Formamos uma Equipe de Transição com pessoas capacitadas e com perfil técnico, mas também político, com representação dos partidos que acreditaram no projeto de mudança para Parnamirim. Desejo um excelente trabalho a todos e colaboração da atual gestão, para que possamos ter um bom diagnóstico inicial. Assim, tomaremos as primeiras medidas da nossa administração. Queremos saber verdadeiramente como estão as finanças da nossa cidade, para depois a gente tomar as medidas cabíveis”, afirmou Nilda.

    A prefeita eleita enfatizou que o processo de transição será marcado pela transparência e responsabilidade. Ela destacou que a equipe não fará um “caça às bruxas”, mas precisa de acesso a informações estratégicas para planejar os próximos passos. “Queremos a verdade em relação à gestão da nossa cidade. A gente não pode começar uma gestão sem ter esse conhecimento prévio, saber quanto realmente temos em caixa no município de Parnamirim. Então, nós vamos fazer um momento de transição. Com muita responsabilidade e transparência”, declarou.

    Equipe de Transição de Governo – Áreas e membros

    A comissão é composta por profissionais de diferentes áreas, como direito, gestão pública, educação, saúde, tecnologia da informação e segurança. Veja abaixo a lista completa dos membros e suas respectivas áreas de atuação:

    • Airene José Amaral de Paiva – Direito Imobiliário (Coordenador)
    • Kelps de Oliveira Lima – Mestre em Gestão Pública
    • Thiago Cortez Meira de Medeiros – Direito Público
    • Fativan Alves Moura de Paiva – Gestão Pública
    • Gilney Michell Delmiro de Góis – Administração
    • Eliza Christina Toscano de Mendonça Brito – Educação Pública
    • Caio César Varela da Silva – Gestão Pública
    • Raquel Andrade Lopes Padilha – Administração
    • Anderson Quirino Oliveira de Lima – Mestre em Gestão Pública
    • Tania Mara da Silva Gouveia – Gestão e Saúde
    • Felipe Medeiros de Queiroz – Contabilidade
    • Mácia Regina Vieira de Morais – Educação Pública
    • Fábio Falcão de Miranda – Arquitetura e Urbanismo
    • Charleane Vaneska Estevam Falcão Souza – Comunicação e Gestão Pública
    • Tarcísio José Ribeiro de Lara Andrade Júnior – Gestão Pública
    • Maurício Marques dos Santos – Administração
    • Antônio Vinicius da Costa Barros – Gestão Pública
    • Alyne Iasmyn Ferreira Fernandes – Direito Previdenciário
    • Dario Cândido de Medeiros – Tecnologia da Informação
    • Hitiara Shirley Alves de Oliveira Lopes – Saúde Pública
    • José Carlos Melo de Brito – Segurança Pública
    • Marilia Gabriela de Azevedo Araújo Santos – Saúde Pública
    • Jonas Martins da Cruz – Oficial Superior da Marinha


  • Incêndio atinge UTI do Hospital São Luiz em Mossoró e pacientes são transferidos para outras unidades

    Na madrugada desta terça-feira (15), um incêndio atingiu a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Luiz, em Mossoró, causando a transferência de pacientes para outras unidades de saúde. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo se concentrou em uma área específica da UTI e, apesar do susto, não houve registro de feridos.

    O incêndio ocorreu por volta das 2h30 e mobilizou equipes de combate a incêndio que chegaram rapidamente ao hospital. Os pacientes que estavam na UTI foram imediatamente evacuados e levados para uma área protegida dentro do próprio hospital enquanto as chamas eram controladas. No total, oito pacientes estavam internados na ala no momento do incidente.

    Após o combate ao fogo, a área atingida foi isolada para inspeção e avaliação dos danos, e as causas do incêndio seguem em investigação.

    A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) informou que os pacientes afetados foram transferidos para quatro hospitais diferentes em Mossoró: Hospital Regional Tarcísio Maia, Hospital Rafael Fernandes, Hospital Maternidade Almeida Castro e para a Liga.

    Inaugurado em 2016, o Hospital São Luiz está localizado no bairro Nova Betânia, em Mossoró, e oferece serviços como exames, cirurgias e leitos de UTI. O hospital atende tanto pela rede particular quanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


  • Governo do RN publica edital de concurso público com 598 vagas para professores e especialistas em educação

    O governo do Rio Grande do Norte anunciou a abertura de um concurso público com 598 vagas para cargos efetivos de professores e especialistas em educação. O edital foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) nesta terça-feira (15), Dia dos Professores.

    As inscrições estarão abertas de 21 de outubro a 21 de novembro e deverão ser realizadas no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela organização do certame. O valor da taxa de inscrição é de R$ 150 para todos os cargos.

    As vagas ofertadas contemplam todas as 16 Diretorias Regionais de Educação e Cultura (DIRECs) do estado, abrangendo diversas áreas de ensino e também uma vaga específica para especialista em educação.

    O anúncio foi feito pela governadora Fátima Bezerra (PT) por meio das redes sociais, acompanhada da secretária de Educação, Socorro Batista, e do secretário de Administração, Pedro Lopes. “Neste Dia dos Professores, estamos publicando o tão aguardado concurso público com 598 vagas para professores em diversas áreas, além de uma vaga para especialista em educação”, destacou a governadora.

    Candidatos que são doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde, assim como aqueles inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), poderão solicitar isenção da taxa de inscrição até o dia 23 de outubro.

    Além da publicação do edital do concurso, o governo também promoveu, nesta edição extra do DOE, a promoção de mil professores que concluíram seus mestrados e doutorados em 2023. Essa medida faz parte do cumprimento da Lei estadual nº 322, que regula o estatuto e o plano de cargos, carreira e remuneração do magistério público estadual.


  • Prefeitura de Natal promove mamografias gratuitas na Zona Norte de Natal

    A Prefeitura de Natal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está realizando mamografias gratuitas em unidades de saúde da cidade durante todo o ano. A iniciativa, em parceria com o Grupo Reviver, visa facilitar a detecção precoce do câncer de mama entre as moradoras do município.

    Até o dia 17 de outubro, os exames estão sendo realizados na Unidade de Saúde Gramoré, localizada na Avenida Guaratinguetá, n.º 3, no Conjunto Gramoré, bairro Lagoa Azul. O atendimento ocorre das 7h30 às 16h30, voltado para mulheres a partir dos 40 anos de idade. Para ser atendida, a paciente deve apresentar RG, CPF, Cartão do SUS e comprovante de residência. Não é necessária requisição médica para o exame.

    O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, depois do câncer de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), há uma estimativa de 74 mil novos casos da doença por ano no Brasil até 2025. O Sistema Único de Saúde (SUS) recomenda a realização de mamografias de rastreamento a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos, mesmo na ausência de sintomas. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.

    Após a programação na Unidade de Saúde Gramoré, a ação itinerante seguirá para outras localidades de Natal:

    • 21 a 25 de outubro: Unidade de Saúde Vista Verde, Rua Linda Batista, 18, Pajuçara.
    • 28 a 31 de outubro: UBS Bom Pastor, Rua Augusto Calheiros, n.º 1, Bom Pastor.

    Além disso, durante o mês de Outubro Rosa, a unidade móvel Sesc Saúde Mulher também estará oferecendo mamografias na Praça Sete de Setembro, na Rua da Conceição, S/N, nas proximidades da Prefeitura de Natal. Os exames serão realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 12h às 16h. As mulheres entre 50 e 69 anos interessadas devem apresentar documento de identidade, comprovante de residência e cartão do SUS. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (84) 3133-0360.


  • Erros nas pesquisas de 2024 recomendam a prévia certificação de qualidade dos estudos para fins de divulgação

    Por Breno Tavares, Gláucio Tavares Costa e José Herval Sampaio Júnior

    Os erros das pesquisas eleitorais tiveram bem mais destaque na campanha de 2024 do que nas eleições anteriores, sendo um fato inconteste e de uma notoriedade irrefutável. Os mais diversos apontamentos da preferência do eleitorado obtidos de uma mesma realidade pelos institutos de pesquisa, especialmente às vésperas do dia da votação, revelaram inconsistências metodológicas sobre as consultas populares realizadas, culminando com a corrosão da credibilidade das pesquisas eleitorais, além de acentuar a suspeita de fraudes, de forma a utilizá-las como peças de propaganda eleitoral enganosa, com o intuito de iludir o eleitorado e induzir o voto artificiosamente, caracterizando-se, na essência, como uma “fake news” institucionalizada.

    A Justiça Eleitoral não realiza nenhum controle prévio sobre o resultado das pesquisas, nem gerencia ou cuida da sua divulgação. Isto é o que preconiza a Resolução n° 23.600/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dispõe sobre pesquisas eleitorais, com redação atualizada pela Resolução n° 23.727 do TSE, de 27/02/2024.

    O arcabouço normativo das pesquisas eleitorais articulado na Resolução n° 23.600/2019 do TSE exige que, a partir do dia 1° de janeiro do ano da eleição, as entidades que fazem pesquisas eleitorais registrem os estudos de opinião pública realizados até cinco dias antes da divulgação, previsão que tão somente replica os ditames do art. 33 da Lei n° 9.504/1997:

    “Art. 33. As entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos, para conhecimento público, são obrigadas, para cada pesquisa, a registrar, junto à Justiça Eleitoral, até cinco dias antes da divulgação, as seguintes informações:

    I – quem contratou a pesquisa;

    II – valor e origem dos recursos despendidos no trabalho;

    III – metodologia e período de realização da pesquisa;

    IV – plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área física de realização do trabalho a ser executado, intervalo de confiança e margem de erro; (Redação dada pela Lei nº 12.891, de 2013)

    V – sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do trabalho de campo;

    VI – questionário completo aplicado ou a ser aplicado;

    VII – nome de quem pagou pela realização do trabalho e cópia da respectiva nota fiscal. (Redação dada pela Lei nº 12.891, de 2013)

    (…)

    Abdicando de qualquer controle antecipado, a atual legislação eleitoral dispõe de mecanismo a posteriori para combater eventuais abusos na divulgação de pesquisas eleitorais, e de forma muito tímida, sancionando os responsáveis pela divulgação de pesquisa sem o prévio registro com multa no valor de cinquenta mil a cem mil UFIR, além de tipificar como crime a conduta de divulgar pesquisa fraudulenta, sujeita a reprimenda de detenção de seis meses a um ano e multa no valor de cinquenta mil a cem mil UFIR, consoante conteúdo dos terceiro e quarto parágrafos do artigo 33 da Lei das Eleições. Contudo, tais consectários estão sendo insuficientes, pois infelizmente estamos vendo uma propagação de pesquisas com caráter de indução de votos como nunca visto, o que tem assustado a sociedade.

    Além do mais, a própria legislação supracitada traz no § 7º-B, do art. 2º, um elemento que carece de aperfeiçoamento, posto que carrega em si o condão de colaborar de forma mais efetiva para o adequado controle social dos levantamentos registrados, in verbis:

    “Art. 2º …

    § 7º-B. A publicização dos relatórios completos com os resultados de pesquisa a que se refere o parágrafo anterior ocorrerá, salvo determinação contrária da Justiça Eleitoral, depois das eleições. (Incluído pela Resolução nº 23.727/2024)

    Tal dispositivo, se ajustado em sua redação original para possibilitar o acesso público aos resultados já no dia subsequente à divulgada da pesquisa, pode oferecer à sociedade, à justiça, aos partidos e aos candidatos a condição de avaliar e, eventualmente, agir em face daquilo que possa haver de inconsistências não apenas metodológicas, mas também nos resultados auferidos, constantes dos relatórios entregues pelos institutos aos seus contratantes e à justiça eleitoral, mas como estamos falando há algum tempo, tudo ainda de forma muito tímida e sem qualquer eficácia contra os disparates realizados.

    Não obstante a existência de tais mecanismos normativos com o desiderato de resguardar o sufrágio popular da influência das pesquisas eleitorais falseadas, é forçoso reconhecer a insuficiência do referido sistema de proteção da lisura das eleições, consoante outrora já havíamos advertido no artigo: “A imperiosa necessidade de revisão normativa das pesquisas eleitorais!” (COSTA e SAMPAIO JR., 2022) (https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-imperiosa-necessidade-de-revisao-normativa-das-pesquisas-eleitorais/1663039602), publicado após a campanha eleitoral de 2022.

    Com efeito, o controle posterior das pesquisas eleitorais não tem a força de afastar o emprego fraudulento de supostos estudos de preferência do eleitorado com estratégia de marketing eleitoral e direcionar insidiosamente a escolha de parte dos eleitores em benefício do candidato fraudador.

    Não é difícil antever que numa eleição concorrida, dentre perder a eleição ou divulgar uma pesquisa fraudulenta como último recurso para vencer o pleito, escolher-se-á o risco de ganhar iludindo o eleitorado, mesmo que posteriormente dado o candidato seja submetido ao pagamento de multa e a condenação criminal. Essa escolha está sendo feita de forma descarada e sem nenhum pudor!

    Diante disso, é necessária uma reflexão sobre o controle prévio de pesquisas eleitorais, de forma a permitir a divulgação somente de pesquisas eleitorais submetidas a um controle de qualidade certificada por instituições científicas independentes, como departamentos estatísticos de universidades públicas ou órgão especializado atrelado à Justiça Eleitoral.

    Neste ponto, é oportuno mencionar a advertência da deputada Cristiane Dantas (SDD/RN), feita em sessão da Assembleia Legislativa do RN em 10/10/2024: “É preciso a justiça eleitoral ter um olhar de atenção sobre os institutos fajutos, criados para tentar convencer o eleitor com dados irreais e pesquisas sem critério de confiabilidade”.

    Há uma certeza de nossa parte: o sistema de controle das pesquisas eleitorais vigente não tem desempenhado a contento a sua importante missão de afastar das campanhas eleitorais a desconfiança de que os estudos de intenções de voto estão sendo utilizados para manipular os eleitores e violar a higidez das campanhas eleitorais, verificando-se, na prática, o uso do instituto como uma “fake news” devidamente institucionalizada e com potencial eleitoreiro esmagador da própria democracia.

    Resultados nas urnas colocam pesquisas em xeque

    Encerrado o 1º turno das eleições, a comparação inevitável entre os resultados erigidos das urnas com as pesquisas publicadas em blogs, sites, rádios e tvs no Rio Grande do Norte revelou um panorama de acentuado desencontro dos números, sobretudo no recorte temporal da semana que antecedeu ao pleito, entre 03/09 a 05/10, não se podendo aceitar tantos descalabros calados e sem propor algo para mudança desse quadro.

    Tomando como referentes algumas cidades da região metropolitana, em que os registros de pesquisas foram mais acentuados (165 dos 723), como Natal, Parnamirim, São Gonçalo, São José de Mipibu, o comparativo é alarmante: nenhum instituto sério se aproximou nem mesmo dentro das margens de erro dos resultados, nos 9 levantamentos divulgados na capital às vésperas da votação, e apenas 1 (AtlasIntel) acertou os 2 candidatos que irão ao 2º turno; em Parnamirim, nenhuma das 3 pesquisas conseguiram tangenciar os números saídos das urnas; em São Gonçalo os 6 levantamentos publicizados também não lograram êxito, e ainda houve pesquisas com intenções de voto diametralmente opostas entre os 2 candidatos principais; em São José de Mipibu, por seu turno, apenas 1 (Consult) dos 3 levantamentos se aproximou do resultado, mas como ocorrido em São Gonçalo, também foram apontados cenários opostos de intenção de votos dos principais oponentes. Será que podemos aceitar tantos erros calados, como se tudo tivesse dentro da propalada margem de erro? Será que os institutos simplesmente não conseguiram captar a vontade dos eleitores que mudou da “água pro vinho” como se diz sem que ninguém pudesse aferir?

    O padrão dos números verificados nessas cidades é simbólico e sintomático do que parece ser a utilização das pesquisas eleitorais como peça de marketing, ao invés de elemento estratégico de direcionamento das ações de campanha, por parte dos candidatos, como originalmente fora o objetivo.

    Nesta perspectiva, impõe-se a necessidade dos atores sociais envolvido no processo eleitoral, sobretudo a própria justiça especializada, de enfrentar esse fenômeno e oferecer alternativas concretas capazes de mitigar os efeitos que hoje corroem a credibilidade das pesquisas, deturpando a expressão fidedigna da opinião pública e, por consequência, fragilizar a nossa democracia.

    Em razão dessa indiscutível realidade, vamos propor e lutar para mudar esse quadro corrosivo de nossa democracia, para tanto entendemos que as Universidades do Rio Grande do Norte, UERN, UFRN E UFERSA podem formar um pool, mediado, a partir de uma parceria com a Justiça Eleitoral, implementando uma espécie de ‘laboratório’ e modelo a ser seguido por todo o Brasil, retirando o caráter mercantilista que infelizmente se propagou nos últimos anos, e os institutos sérios somente serão contratados para divulgação de pesquisas internas ou parcerias com a própria Justiça Eleitoral, mediante credenciamento com as Universidades que estarão a frente desse processo, afastando qualquer tipo de interesse além do que deve ter uma pesquisa, informar a população a atual situação de dado momento e dentro dos padrões técnicos e rígidos que envolvem a ciência da Estatística.

    Referências:

    1. Brasil. Tribunal Superior Eleitoral – TSE (2024). Resolução TSE n° 23.600/2019. Recuperado de https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2019/resolucao-no-23-600-de-12-de-dezembro-de-2019#art12

    2. Brasil. Tribunal Superior Eleitoral – TSE (2024). Resolução TSE n° 23.727/2024. Recuperado de https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2024/resolucao-no-23-727-de-27-de-fevereiro-de-2024

    3. Costa, Gláucio Tavares e Sampaio Júnior, José Herval (2022). A imperiosa necessidade de revisão normativa das pesquisas eleitorais! Jusbrasil. Recuperado de https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-imperiosa-necessidade-de-revisao-normativa-das-pesquisas-eleitorais/1663039602

    4. Costa, Kátia (2024). Cristiane Dantas alerta sobre falta de credibilidade de institutos de pesquisa. Blog do Pássaro. Recuperado de https://blogdopassaro.com.br/cristiane-dantas-alerta-sobre-falta-de-credibilidade-de-institutos-de-pesquisa/

    5. Tribunal Superior Eleitoral – TSE (2024). TSE define regras para as pesquisas eleitorais nas Eleições 2024. Recuperado de https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2024/Marco/tse-define-regras-para-as-pesquisas-eleitorais-nas-eleicoes-2024

    *Autores:

    Breno Tavares Nunes é consultor em gestão pública, mestre em Gestão de Processos Institucionais pela UFRN e doutorando em Jornalismo pela UFSC.

    Gláucio Tavares Costa é analista judiciário do TJRN, mestrando em Direito pela Universidad Europea del Atlántico e graduado em Farmácia pela UFRN.

    José Herval Sampaio Júnior é Juiz de Direito TJRN, Mestre e Doutor em Direito Constitucional pela UFPR e Professor da UERN.


  • Escritor potiguar analisa a pornografia e sua forte presença na sociedade em seu novo livro “Pornofilia”

    “Muita gente consome pornografia. Muitos, por outro lado, a condenam. Aliás, às vezes os mesmos que a criticam em público a utilizam em privado.” O escritor e cientista social potiguar Wagner Uarpêik, em seu mais novo livro, busca compreender o grande consumo de pornografia, abordando questões morais, culturais e históricas ligadas a essa prática, que frequentemente envolve tabu e segredo. “Pornofilia: Sobre a Natureza Moral e Cultural da Sexualidade Ocidental” será lançado no próximo dia 25 de outubro, às 19h, na Livraria Nobel do Praia Shopping, com bate-papo com o autor.

    Para o escritor, explicar a alta procura por pornografia é uma tarefa complexa que desafia muitas ideias acadêmicas e populares sobre sexo, ética e liberdade sexual. Uarpêik percorre um caminho interdisciplinar, combinando filosofia, antropologia, história e sociologia para abordar o tema polêmico com a profundidade que ele exige.

    Longe de atacar ou defender a pornografia, Pornofilia busca compreender um fenômeno que, segundo o autor, embora cada vez mais comum e familiar, ainda é pouco analisado. “Poucas pessoas tentaram estudar friamente o pornô, sem focar em criticá-lo ou elogiá-lo. Eu mergulhei na aventura de tentar compreender por que o consumo de pornografia é tão alto. E o resultado do estudo com certeza vai surpreender muita gente!”, disse.

    Munido de estatísticas segundo as quais 22 milhões de brasileiros consomem pornografia, Pornofilia desafia o leitor a ir além da superfície e refletir sobre as raízes culturais e morais desse hábito. A obra levanta questões como: “O que devemos realmente chamar de pornografia?”; “O que o pornô revela sobre nossa sexualidade?”; “Quais são as relações entre liberação sexual, indústria do sexo e pornografia?”.

    Wagner Uarpêik argumenta que o pornô ocidental transcende o mero entretenimento, expressando padrões e desejos profundamente ligados à nossa maneira de ver o sexo, a vida e a realidade. Publicada pela editora Espreita, a obra é fruto de uma pesquisa acadêmica ancorada no exame de centenas de filmes, revistas e fotos pornográficas publicados nas últimas décadas.

    Baixe uma amostra do livro clicando aqui: https://linktr.ee/uarpeik

    Sobre o autor

    Wagner Uarpêik é cientista social, escritor e nasceu em Natal/RN. Seus trabalhos trafegam pela filosofia, literatura e ciências humanas. “Pornofilia” é seu sexto livro. O anteriores incluem “Nomadeia: jornada de 994 dias pela América do Sul e Caribe”; “Rebeliões Estudantis: Passe Livre, movimento independente, geração subterrânea, e outras notas sobre política e universidade”, e “Corona de flores e espinhos: a pandemia de covid-19 como karma, álibi, dádiva, e fonte de conversa”.

    Acompanhe o autor no instagram e fique por dentro de mais conteúdos sobre a obra: https://www.instagram.com/wagneruarpeik/ .

    Serviço

    Lançamento do livro “Pornofilia: sobre a natureza moral e cultural da sexualidade ocidental” – Wagner Uarpêik e bate-papo com o autor.

    Data: 25 de outubro de 2024

    Horário: 19h

    Local: Livraria Nobel, Praia Shopping, Natal/RN

    Entrada: Gratuita


  • Natália venceu debate da Band por nocaute já no primeiro round

    O único a encaixar – dos muitos golpes que Paulinho Freire (UB) ensaiou contra sua adversária na noite de ontem – foi referente aos repasses irregulares da saúde estadual para os municípios e entidades conveniadas. Ponto alto de Paulinho, e só.

    A campanha de Paulinho tem explorado no dia de hoje uma suposta agressividade de Natália Bonavides (PT) durante o debate. Natália seguiu o manual de debates no estilo americano – estratégia parecida com o básico do xadrez: ocupe o centro do tabuleiro.

    Mas não foi apenas no tabuleiro que Natália acuou Paulinho. Em sua primeira pergunta, confrontou diretamente o adversário sobre a falsa polêmica da liberação de furtos de celular. Uma fraude intelectual que tem movido ânimos no 2º turno.

    Natália alternou ataques certeiros e concretos, diretamente vinculados à estratégia errática do marketing de Paulinho, com a defesa de sua atuação parlamentar e a exposição de pontos-chave de seu programa.

    Paulinho se apequenou. O conheço e sei que possui atributos intelectuais em muito superiores aos que vem demonstrando nos debates, o que não o salvará aos olhos da maioria dos eleitores, que apenas agora passou a conhecê-lo.

    O próprio Paulinho ficou constrangido quando a mediadora do debate pediu que Natália se afastasse do oponente. Pareceu a tia do colégio protegendo um frágil favorito. Aquela cena ( com o desconforto de Paulinho diante de sua impotência ao tentar defender a narrativa furada de seu marketing) resumiu o debate.

    A Band deveria ter encerrado o confronto já no primeiro round, por questões de humanidade. Foi nocaute técnico dos primeiros 15 segundos às considerações finais. E sobre os pontos do debate de ontem, teremos muito o que falar a semana inteira.


  • Rádio 96 FM entra na Justiça para derrubar inserção da campanha de Natália

    A rádio 96 FM entrou na Justiça para tirar do ar uma inserção da campanha de Natália Bonavides, candidata a prefeita de Natal.

    A emissora acionou o Poder Judiciário na noite desta segunda-feira (14), antes do material ir ao ar, o que sugere que a rádio teve acesso privilegiado ao conteúdo.

    A Justiça Eleitoral ainda não se posicionou sobre o pedido da 96 FM.

    Confira o conteúdo da inserção na íntegra:

    “Aqui, nesta rádio, você pode ter ouvido posicionamentos de apresentadores com distorções e até mesmo mentiras para tentar influenciar opiniões em pleno período eleitoral. Lembramos que Rádio é concessão pública e não partido político. E que o jogo eleitoral deve ser respeitado dentro das regras. As consequências jurídicas serão tomadas. Todos queremos eleições limpas”.


  • Lawrence e Walter se afinam de olho em 2026

    O vereador Lawrence Amorim (PSDB), 2º colocado no pleito majoritário de Mossoró, está estreitando laços com o vice-governador e presidente estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) Walter Alves.

    Amorim, atual presidente da Câmara Municipal, não contou com o apoio esperado do presidente estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), deputado estadual Ezequiel Ferreira.

    Notícias de bastidores dão conta que Ezequiel fez corpo mole de propósito para não investir na campanha de Lawrence nos momentos cruciais da reta final, em que o parlamentar lutava para alcançar a marca de 18 mil votos, terminou conquistando 16.115 sufrágios (11,11%).

    A campanha de Lawrence, que teve como vice a vereadora Carmem Júlia (MDB), foi custeada basicamente com os recursos enviados pelo MDB, conseguidos diretamente com a atuação de Walter.

    O atual presidente do MDB de Mossoró, vice-prefeito dissidente Fernandinho das Padarias, é uma figura em declínio na política mossoroense.

    Walter planeja dar um cargo a Lawrence na estrutura administrativa do Governo do Estado, e com isso ter o edil para organizar o MDB no 2º maior colégio eleitoral do RN, já que Lawrence tem pretensões de disputar o cargo de deputado estadual na eleição de 2026.


  • Homem é preso suspeito de cometer série de estupros de vulnerável; uma das vítimas está grávida

    Um homem de 35 anos foi preso nesta segunda-feira (14) na cidade de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, suspeito de cometer uma série de crimes de estupro de vulnerável. De acordo com a Polícia Civil, uma das vítimas está grávida de sete meses. A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de São Gonçalo do Amarante (Deam/SGA), com o apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP/SGA).

    Segundo as investigações, o suspeito já havia sido preso em 2014, em Natal, pelo mesmo crime, mas estava em regime aberto após progressão de pena. No entanto, ele voltou a ser investigado por dois novos estupros, cometidos entre agosto e setembro deste ano. As autoridades apontam que ele atraía as vítimas — jovens em situação de vulnerabilidade — com falsas promessas de emprego, oferecendo a elas uma remuneração de R$ 800 para contar dinheiro para um agiota.

    O suspeito contava com a ajuda de um comparsa, que atuava como motorista de aplicativo. Juntos, eles buscavam as vítimas e as levavam para locais isolados, onde os crimes ocorriam.





Jesus de Ritinha de Miúdo