• Styvenson e Fátima se isolam na liderança em corrida pelo Senado

    No dia 4 de outubro do próximo ano, os mais de 2,6 milhões de eleitores do RN elegerão dois senadores da República. Eleitos em 2018, Styvenson Valentim e Zenaide Maia concorrerão à reeleição, tendo Fátima Bezerra como principal oponente.

    A governadora, que está em seu segundo mandato à frente do estado, deverá renunciar para concorrer por seu retorno ao Senado, para o qual já foi eleita em 2014.

    Os números da sondagem do Instituto Media Inteligência em Pesquisas, encomendada pelo jornal O Potengi, mostram que Styvenson larga na dianteira com boa vantagem. Fátima surge em segundo lugar, à frente da senadora Zenaide com vantagem superior à margem de erro da amostra.

    Agregado dos 1º e 2º votos para o Senado.

    Como nesta eleição cada eleitor votará duas vezes para o Senado, o resultado final das votações se dá pelo agregado dos primeiro e segundo votos de cada um.

    Desta forma, se as eleições fossem hoje, o resultado da eleição para o Senado no RN seria o seguinte:

    • Styvenson Valentim : 52,10%
    • Fátima Bezerra : 39,65%
    • Zenaide Maia : 30,85%
    • Álvaro Dias : 30,45%
    • Carlos Eduardo : 8,95%
    • Coronel Hélio : 4,80%
    • Jean Paul Prates : 1,95%
    • Luizinho Cavalcanti : 1,05%
    • Babá Pereira : 2,20%

    Primeiro voto

    O eleitor entrevistado foi apresentado a uma lista com nove possíveis candidato a senador em 2026. Os índices da primeira escolha dos potiguares foram os seguintes:

    • Styvenson Valentim : 35,65%
    • Fátima Bezerra : 18,85%
    • Zenaide Maia : 12,65%
    • Álvaro Dias : 11,40%
    • Carlos Eduardo : 3,50%
    • Coronel Hélio : 1,95%
    • Jean Paul Prates : 0,90%
    • Luizinho Cavalcanti : 0,60%
    • Babá Pereira : 0,70%
    • NS/NR: 12,05%
    • Branco/Nulo: 1,75%

    Segundo voto

    Caso o entrevistado escolha entre algum dos nomes listados, o mesmo é retirado da segunda cartela, na qual o eleitor deverá indicar sua preferência para o segundo voto ao Senado. Neste sistema, os números para o segundo voto para senador foram:

    • Fátima Bezerra : 20,80%
    • Álvaro Dias : 19,05%
    • Zenaide Maia : 18,20%
    • Styvenson Valentim : 16,45%
    • Carlos Eduardo : 5,45%
    • Coronel Hélio : 2,85%
    • Jean Paul Prates : 1,05%
    • Luizinho Cavalcanti : 0,45%
    • Babá Pereira : 1,50%
    • NS/NR : 11,75%
    • Branco/Nulo : 2,45%

    Sobre a pesquisa

    A pesquisa Instituto Media/oPotengi ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, em 72 municípios do Riao Grande do Norte, entre os dias 18 e 21 de outubro de 2025. A margem de erro da amostragem é de 2,2% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.


  • Pesquisa Media/oPotengi revela cenário acirrado
na corrida pelo governo do RN

    A mais recente pesquisa de intenção de voto para o governo do Rio Grande do Norte, realizada pelo Instituto Media em parceria com o jornal O Potengi, revela um cenário de indefinição e múltiplos empates técnicos entre os principais pré-candidatos. Embora Allyson Bezerra (União Brasil) apareça numericamente à frente em todos os cenários estimulados, os resultados mostram disputas apertadas, com outros nomes como Rogério Marinho (PL), Álvaro Dias (Republicanos), Styvenson Valentim (PP) e Cadu Xavier (PT) figurando em posições competitivas.

    O levantamento foi feito entre os dias 18 e 21 de outubro de 2025, com 2.000 entrevistas realizadas em 75 municípios do estado. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

    Cenários estimulados

    Cenário 1, com quatro possíveis candidatos.

    Cenário 1

    • Allyson Bezerra (UB): 26,4%
    • Rogério Marinho (PL): 21,2%
    • Álvaro Dias (REP): 17,5%
    • Cadu Xavier (PT): 7,1%
    • NS/NR: 22,7%
    • Branco/Nulo: 5,1%

    Cenário 2

    • Allyson Bezerra: 33,2%
    • Rogério Marinho: 31,3%
    • Cadu Xavier: 12,3%
    • NS/NR: 18,7%
    • Branco/Nulo: 4,5%

    Cenário 3

    • Allyson Bezerra: 33,5%
    • Álvaro Dias: 28,85%
    • Cadu Xavier: 11,45%
    • NS/NR: 20,8%
    • Branco/Nulo: 5,4%

    Cenário 4

    • Styvenson Valentim (PP): 42,58%
    • Allyson Bezerra: 25,96%
    • Cadu Xavier: 8,90%
    • NS/NR: 18,35%
    • Branco/Nulo: 4,20%

    Cenário espontâneo

    Na pesquisa espontânea — modalidade em que os entrevistados respondem livremente, sem receber uma lista de nomes — o nível de incerteza se destaca. Quase metade dos eleitores não sabe ou não responde em quem votaria.

    Quando se incluem os votos brancos e nulos o percentual dos que não declaram voto em qualquer candidato sobe para 51,75%. Esse quadro revela o grande desafio que os pré-candidatos enfrentarão para conquistar a maioria em 2026.
    Os números da espontânea

    • NS/NR: 44,70%
    • Allyson Bezerra: 17,3%
    • Rogério Marinho: 11,4%
    • Álvaro Dias: 9,2%
    • Cadu Xavier: 4,05%
    • Walter Alves: 3,1%
    • Styvenson Valentim: 2,1%
    • Natália Bonavides: 1,25%
    • Carlos Eduardo: 1,05%
    • Thabatta Pimenta: 0,9%
    • Branco/Nulo: 7,05%

    Sobre a pesquisa

    A pesquisa Instituto Media/oPotengi ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, em 72 municípios do Rio Grande do Norte, entre os dias 18 e 21 de outubro de 2025. A margem de erro da amostragem é de 2,2% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.


  • A liga do amor e do ódio

    É interessante perceber como as pessoas se conectam umas às outras por meio de alguns rituais que ninguém sabe lá muito bem quando nascem e de onde vêm, mas que moldam os seus relacionamentos de maneira fundante. Isso acontece na relação entre casais, familiares, grupos esportivos e em todo um catatau de vínculos que o ser humano é capaz de manter.

    O curioso é que essa interconexão pode acontecer tanto em torno de algo bom quanto de coisas bastante disruptivas. Se algumas famílias se unem para confraternizar nos almoços de domingo, outras se entrelaçam através de brigas que acontecem quase sempre quando se encontram. Existem casais que se ligam a partir da admiração mútua, e outros que apenas conseguem encontrar sintonia diante de um constante estado de tensão burilado na tríade ciúme – briga – reconciliação.

    Até em grupos musicais parece existir algo do gênero. Kim Gordon, ex-vocalista do Sonic Youth, já andou falando por aí de como os membros da banda pareciam estar unidos em torno de uma espécie de psicose grupal. Em outras palavras, eles se encontravam vinculados porque compartilhavam das mesmas loucuras, e essa força causada pela união na insanidade fazia tudo funcionar.

    A neurociência também tem se debruçado sobre fenômenos parecidos. Miguel Nicolelis realizou alguns estudos mostrando que grupos de pessoas, ao agirem coletivamente entorno dos mesmos interesses, ativaram simultaneamente as mesmas zonas cerebrais. Em um de seus experimentos com o time do Palmeiras, ao mapearem os cérebros dos jogadores, constatou-se que eles acionavam idênticas áreas mentais quando ouviam as palavras do técnico – algo que simplesmente não acontecia quando a preleção saia da boca de outra pessoa.

    Claro, tudo isso não é lá uma grandíssima novidade, já que parece ecoar a teoria do inconsciente coletivo de Jung, segundo a qual nossas reações e percepções são moldadas por padrões ancestrais, os chamados arquétipos.

    É intrigante notar, de todo modo, como o assunto pode servir de lente para observarmos o cenário político atual, em que ideias extremistas têm conquistado um número crescente de adeptos por meio das redes sociais. Memes, fake news e narrativas simplificadas têm funcionado como cimento de uma liga emocional entre pessoas que se reconhecem, não pela razão, mas pelo ódio compartilhado.

    No final das contas, talvez sejamos menos racionais do que imaginamos e mais movidos por correntes invisíveis que nos arrastam uns para os outros, pelo amor ou pelo ódio.


  • Sinduscon/RN e Senai realizam primeiro workshop de projeto que capacita mão de obra para construção civil no estado


    Evento marcou o início da operacionalização da parceria entre as instituições para combater escassez de mão de obra no setor

    O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/RN) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), realizaram nesta terça-feira (15), no Hub de Inovação Tecnológica do Senai, em Natal, o I Workshop de Construção Civil. O evento marcou o lançamento do projeto “Valorizando o Futuro da Construção Civil”, uma iniciativa inédita no estado que busca enfrentar a escassez de profissionais qualificados, um dos principais desafios do setor.

    Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), apontam que mais de 60% das construtoras no país relatam dificuldades para contratar trabalhadores capacitados. De acordo com Amora Vieira, diretora dos Centros de Educação e Tecnologias do Senai/RN, a parceria entre as instituições nasceu justamente com o objetivo de unir forças para preparar profissionais para o mercado e enfrentar essa dificuldade.

    “A nossa intenção e propósito é conectar parceiros da indústria de construção civil e instituições que agreguem valor à formação profissional, que consigam viabilizar a inserção no mercado do trabalho para homens, e para mulheres também. Então, é um momento que a gente está reinventando o portfólio do Senai para a construção civil, entendendo qual é a demanda do mercado para que possamos formar pessoas aderentes à necessidade da indústria”, explicou.

    Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon/RN, ressaltou também a importância de iniciativas como essa para atrair as novas gerações. “Percebemos que o filho do pedreiro não queria ser pedreiro, o filho do eletricista não queria ser eletricista, o filho do mestre de obras não queria ser mestre de obra. Muitos jovens acabam sendo atraídos pela facilidade do mercado digital. Nosso papel é resgatar o interesse por essa profissão essencial e mostrar o quanto ela pode ser promissora, que existem formas de trilhar uma carreira de sucesso dentro da construção civil”, afirmou.

    Durante o workshop, quatro palestras trouxeram diferentes perspectivas sobre temas técnicos, liderança e oportunidades no setor. Um dos palestrantes, Juliel Gomes, analista de pessoal da Moura Dubeux Engenharia, compartilhou sua trajetória inspiradora — ele começou como servente de pedreiro em 2009 e destacou que a qualificação profissional foi essencial para o seu crescimento. “Foi desafiador percorrer esse caminho até chegar onde cheguei. Da mesma forma que eu consegui, muitos jovens também podem conseguir”, disse.

    Entre os participantes do evento, a jovem Larissa Félix do Nascimento, 20, saiu inspirada com o que viu e ouviu. “Fiquei sabendo do evento pela TV e resolvi vir. Sempre tive curiosidade sobre engenharia civil e queria entender se é isso que eu quero seguir. Gostei muito de tudo o que ouvi e quero continuar participando. Acredito que a mulher tem tanta capacidade quanto qualquer um — eu espero ser inspiração para outras nessa área”, contou.

    O evento também atraiu profissionais experientes em busca de atualização e novas oportunidades, como Joaquim Teófilo, 48, que atua na área de construção civil desde 2011. “Essa iniciativa é excelente — junta talento, qualificação e empresas. Quanto mais eventos assim houver, melhor para os profissionais e para a sociedade”, pontuou.

    Atualmente disponível no mercado, Joaquim viu no workshop uma oportunidade de se reconectar com o setor. “Vim para fazer networking e conhecer novas oportunidades. Pretendo fazer um curso técnico em eletrotécnica para, no futuro, atuar na operação e manutenção de parques solares. Esse é o caminho”, completou.

    Sobre o projeto

    O projeto oferecerá cursos gratuitos ou com descontos do Senai/RN, todos com certificação, voltados tanto a jovens que buscam o primeiro emprego quanto a profissionais que desejam se reposicionar no mercado. Além das formações técnicas, os participantes terão acesso a encaminhamento para vagas, atualização profissional e ações voltadas à inclusão e diversidade, ampliando as oportunidades para mulheres e grupos sub-representados no setor.

    De acordo com Amora Vieira, o projeto já nasce com o objetivo de crescer e alcançar outras regiões do estado. “A ideia é levar essa proposta para diferentes polos do RN, ampliando o alcance e criando uma rede de formação e oportunidades em todo o território potiguar”, destacou.

    As inscrições seguem abertas no site lp.sindusconrn.com.br, onde os interessados podem obter mais informações e garantir sua participação.


  • Só sei que nada sabemos.

    Olá, queridos! Como vão?

    Esses dias eu me peguei refletindo sobre a influência das pessoas ao meu redor na construção da minha identidade. Sim porque, mesmo que a gente aprenda a se conhecer e entender quem somos, do que gostamos e o que queremos, é inegável que as pessoas ao nosso redor, ao menos as mais importantes, têm, sim, influência na nossa formação enquanto indivíduos.

    E percebendo a formação do meu caráter, e quem fui por grande parte da minha vida, eu me dei conta de algo que parecia subentendido, mas que depois que enxerguei se mostrou tão oculto quanto um letreiro de 3×3 em neon em uma cidadezinha do interior.

    Eu percebi que sempre tive uma figura autoritária na qual me agarrar. E isso não é tão ruim quanto parece. É ruim, mas não tanto. Ao menos no passado não foi. Deixa eu explicar melhor.

    Para mim, a parte autoritária dessa figura reside muito mais no fato da pessoa falar com autoridade, porém não isenta da imposição. Uma autoridade emocional, digamos assim. Alguém como eu, que viveu a maior parte da vida sem saber quem era, sem saber do que gostava ou o que queria, ter alguém que lhe dissesse o que fazer/gostar/ser, e o fizesse com tanta certeza e autoridade do que falava, era um alento.

    Eu era quase uma Alice, num país sem tantas maravilhas, mas para quem qualquer estrada servia, já que eu não sabia para onde ir. Por muitos e muitos anos essa figura foi o meu pai. Indiscutivelmente aceitável essa figura ser projetada em um pai. Afinal, pais sabem tudo (e ele dizia exatamente isso, mesmo que brincando, quando éramos crianças).

    Além de saber tudo, ele agia de acordo, falava com segurança, não deixava margem para dúvida, colocava seus pontos com embasamentos, referências e opiniões seguras. E ainda colocava, às vezes explícito, às vezes implícito, que por ser homem, ele sabia mais.

    (Aqui sem julgamentos, ok. A época era outra).

    E eu, nova, insegura, tendo como traço característico a necessidade de agradar, segui essa toada e o tinha nesse lugar de figura autoritária. E ainda feliz por ter quem me guiasse.

    Sempre me achei privilegiada por ter alguém tão inteligente que cuidasse de mim, que fizesse por onde eu fazer as melhores escolhas. Até porque eu sozinha não saberia fazê-las. (Claro, nunca tinha praticado essa arte. Como dominá-la?)

    Porém, sempre chega o tempo em que nossos pais ficam mais humanos aos nossos olhos e descobrimos que não, eles não sabem de tudo. Como manter no posto de figura autoritária aquele que não mais se mostra com tanta autoridade assim?

    Percebi, depois de anos, que outras pessoas ocuparam esse lugar. No plural, mas em ínfima quantidade, ainda assim. Pessoas do meu convívio próximo e que partilhavam muitas similaridades com meu pai. Especialmente na certeza sobre as coisas, nos planejamentos precisos e executados e na auto confiança.

    Não sei quando operei essa substituição, mas sei que quando a primeiro percebi, muitos anos já tinham se passado.

    Acontece que já há muito tempo vejo essas pessoas caindo no mesmo comportamento do meu pai: perdendo essa autoridade emocional.

    Em uma eu percebia coisas que essa pessoa afirmava com extrema convicção que jamais faria, lá estava fazendo. Palavras que me dirigia, conselhos que me reservava, vivências que me partilhava, tudo dito com autoridade de quem já viveu muitos e sábios anos. Tudo isso se mostrava um paradoxo quando eu via essa pessoa fazendo o contrário.

    Outra, recentemente, ao trocarmos mensagens longas e acaloradas, (ainda sem hostilidade), percebi outro comportamento igual a um dos que percebi em meu pai em seus momentos derradeiros de minha figura autoritária, que foi apontar como equivocado comportamento meu que também estava fazendo, inclusive no mesmo momento em que me criticava.

    Em outra ainda, percebi que a demonstração de tanta certeza de tudo, externada de uma forma muito forte precisa, não passava de uma atitude de extrema insegurança. E que, em um caso específico, sabia até menos que eu, que por vezes me senti intimidada pela certeza que essa pessoa demonstrava.

    Assim como eu mesma, em alguns momentos, fui uma pessoa com muitas certezas tolas e que hoje percebo que sei cada vez menos e tenho cada vez mais a aprender.

    Ao entender isso, ao enxergar esse lado perfeitamente, e esperadamente, humano de cara uma dessas pessoas, percebi tão claramente como se tivesse acendido uma lâmpada, que a opinião que eu recebia como certa, seria apenas mais uma opinião que eu ouviria com amor, com respeito, mas ainda assim apenas uma opinião. E que tinham perdido, consideravelmente, o peso de autoridade que ocupavam.

    Diferente da derrocada do reinado do meu pai, hoje, na queda dessas autoridades, eu já tenho força, conhecimento, confiança e sabedoria suficientes para entender que esse lugar não pode ser ocupado por eles, nem por ninguém mais. Nem mesmo por mim.

    Primeiro porque ninguém tem, nem nunca terá, certeza de tudo o tempo todo. Ninguém é isento de mudar de ideia/opinião/gosto/vontade. Nem mesmo eu. Nem mesmo sobre minha própria vida. Ninguém sabe como ser e viver sendo a Fernanda que sou hoje, com a idade que tenho hoje. Nem eu sei. Mas se alguém pode aprender isso, esse alguém sou só eu. Ninguém mais.

    Segundo porque a ausência da figura autoritária me deixa livre para fazer tudo aquilo que eu quiser, inclusive errar. Errar enquanto aprendo. Errar sem temer o resultado. Errar enquanto descubro qual a forma mais certa, qual o mais próximo de certeza posso alcançar sobre o meu próprio caminho.

    Confesso que sempre tive uma fantasia na qual eu me mudaria para um lugar onde não tivesse vínculos, e aí absolutamente todas as minhas decisões seriam livres. Não teria que me explicar a ninguém, nem justificar meus atos. Seria livre para ser exatamente quem eu sou. Eu tenho paixão por liberdade. Liberdade, para mim, é valor inegociável. Sempre foi! E essa ideia de viver livremente minha essência sempre me foi muito cara.

    Acredito que quando me percebi livre dessas autoridades emocionais, testemunhei mais um resultado de tantas mudanças que operei em mim. Testemunhei, não a queda de um governante, mas a queda de um regime inteiro!

    E sem esse regime, me mudei para uma cidade sem vínculos, uma cidade que no mundo real seria utópica, mas que no meu mundo ela é real. A minha cidade que não tem lei, não por ignorá-las, mas sim por não precisar delas.

    Uma cidade em que a busca pela constante melhora, o auto perdão e o reconhecimento da própria humanidade, da própria imperfeição, vivem em simbiose.

    E acho que essa cidade habita em algum lugar entre meu coração e meus pulmões, mais precisamente a 3 metros do chão, porque toda vez que meu cérebro comanda “respira” a minha leveza se infla e me leva até a minha cidade sem vínculos. Com muros anti julgamentos, população acolhedora e portões seletivos.

    E quanto a vocês? Depois de todo esse relato, conseguiram identificar se na vida de vocês existe alguma figura ocupando espaço de autoridade emocional? Espero que, se sim, consigam se libertar dela também. Afinal, construir e cultivar nossa liberdade de ser quem somos é mais uma parte deliciosa do caminho de nos conhecermos. Pois, jamais nos conheceremos de verdade se escondermos nossa verdade atrás da verdade de outros.

    Desejo reflexões repletas de verdades interiores e liberdades transbordadoras a vocês!

    Até a próxima!


  • Fecomércio e UFRN firmam parceria para análise de bebidas destiladas no RN

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte estabeleceram uma cooperação técnica para realização de testes em bebidas destiladas comercializadas no estado. O acordo, que será formalizado na próxima segunda-feira, tem como objetivo principal detectar possíveis contaminações por metanol em produtos vendidos em supermercados e distribuidoras potiguares.

    A cerimônia de assinatura contará com a presença do presidente da Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, e do reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, além de representantes dos sindicatos do comércio varejista e atacadista. As análises laboratoriais serão realizadas por amostragem, integrando esforços entre o setor produtivo e a instituição acadêmica para fortalecer os mecanismos de controle de qualidade e garantir a segurança do consumo de bebidas no território estadual.

    A iniciativa surge em um contexto de alerta nacional sobre casos de intoxicação por metanol, representando uma ação preventiva para monitorar a qualidade dos produtos disponíveis no mercado potiguar. A parceria reforça o compromisso das entidades com a saúde pública e a adoção de medidas concretas para prevenção de riscos à população consumidora.


  • O erro na escolha
dos ministros do Supremo

    por Daniel Costa

    Com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, abre-se mais uma vaga para o STF. Na Praça dos Três Poderes a escolha do seu sucessor é assunto que já toma conta das rodas de conversa. Até agora, os nomes mais cotados para substituí-lo são os de Jorge Messias, advogado-geral da União; Bruno Dantas, Ministro do Tribunal de Contas da União; e Rodrigo Pacheco, senador pelo PSD-MG.

    O presidente Lula já andou dizendo por aí que não vai indicar um amigo, e que quer sugerir alguém com a “função específica de cumprir a Constituição brasileira”. Soa bem, mas a história recente recomenda cautela. Na prática, as exigências constitucionais do notório saber jurídico e da reputação ilibada têm sido frequentemente colocadas no bolso mais fundo do paletó.

    Em quadras anteriores, Bolsonaro, Dilma Roussef e Lula cometeram o mesmo desatino agindo com idêntico desapego a alguns dos ditames da Carta Maior. André Mendonça foi escolhido por ser “terrivelmente evangélico”; Dias Toffoli por sua ligação com o PT; e Rosa Weber, pela amizade com Dilma.

    Surge então a pergunta essencial: por que continuar aceitando esse estado de coisas? Não existiria outro critério minimamente eficiente para a nomeação de ministros do STF?
    Antes de tudo, deve-se entender que essa possibilidade de escolha, desatrelada dos requisitos constitucionais para investidura, ocorre porque o modelo brasileiro permite que isso aconteça. O artigo 101 da CF prevê que o selecionado deverá ter mais de trinta e cinco anos de idade e menos de sessenta e cinco, com notável saber jurídico e reputação ilibada. Ele será nomeado pelo presidente da República, depois de aprovada a sua escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.

    Essa sistemática, que em tese poderia funcionar bem, já que abarca o controle entre os poderes, nos moldes da clássica teoria da separação de Montesquieu, na prática se mostra um navio furado simplesmente porque não existe fiscalização recíproca. O que vigora é o velho jogo do toma lá, dá cá. No final das contas, tem-se uma sabatina de fachada, com o nome já definido nos bastidores, sem que exista uma séria discussão pública a respeito das credenciais dos juristas que disputam a vaga.
    Para contornar esse imbróglio, algumas pessoas entendem que a saída seria por meio da realização da eleição do magistrado. A população escolheria o ministro do STF através do voto, como acontece no caso do presidente da República e dos senadores, estabelecidas condições mínimas para o exercício da função. Simples assim.
    Já outra turma, acha que a nomeação pelo presidente deveria se dar a partir de uma lista tríplice, em que o ministro seria escolhido por uma comissão formada por sete instituições, dentre as quais se encontrariam a OAB, o MP e o próprio Supremo.

    Mas a verdade sem roupa é que tanto o sistema da eleição, quanto o modelo da lista tríplice, não parecem ser o melhor caminho. No primeiro caso, o critério do saber jurídico seria completamente fulminado. Existiriam passeatas e debates em horário eleitoral. Ao final, ocuparia o cargo o jurista mais sagaz (sabe-se lá com o apoio de quantos políticos e empresários). Já o critério da lista tríplice, também não resolveria o nó górdio. A escolha do nome do ministro se daria na base do lobby, que encontraria fértil terreno entre os representantes das tais sete instituições.
    Dentre tantas outras propostas, a melhor saída parece estar naquela que acrescentaria mais dois requisitos aos já previstos na Constituição. Isto é, além dos critérios da idade, do notório saber, da reputação ilibada, de ser brasileiro nato e de estar no gozo dos direitos políticos, seriam adicionados os requisitos do exercício do cargo por tempo determinado e a exigência de que o escolhido seja proveniente da magistratura. Nesse segundo ponto, ficariam as vagas restritas aos juízes de carreira. Com isso, o lobby seria fragilizado, o nível jurídico e a independência estariam minimamente preservados, haveria o prestígio do know how de quem passou a vida julgando processos, e as más escolhas não permaneceriam desfiando desserviços ao país, por tempo indeterminado.
    Talvez essa seja a estrada menos pedregosa, aquela que teria poupado o país de escolhas equivocadas e preservado o prestígio da Suprema Corte. Mais do que discutir nomes, portanto, é hora de repensar o sistema. O Supremo não precisa de ministros leais a presidentes, mas de juízes leais à Constituição.


  • Doceria Erótica comemora 2 anos com trio elétrico pelas ruas de Natal e atrações especiais

    Pirokaria celebra aniversário com banda, DJs, performances e promoção de 20% em todos os produtos.

    A Pirokaria está prestes a completar dois anos de atividades e promete celebrar a data com irreverência, música e muito alto astral. Neste sábado (18), a marca realiza sua já tradicional festa com trio elétrico, que vai percorrer pontos estratégicos da cidade de Natal ao som dos DJs Caroço e do cantor John Abravanel, além de performances sensuais com Go Go Boys e Go Go Girls.

    O trio parte da Zona Norte, em frente ao Partage Norte Shopping, a partir das 17h, e segue por vias importantes da cidade, como as avenidas Nevaldo Rocha e Prudente de Morais, até a sede da Pirokaria, na Avenida Engenheiro Roberto Freire, um dos endereços mais movimentados e icônicos da capital potiguar.

    “É uma felicidade imensa comemorar esses dois anos. Começamos como uma proposta ousada, quebrando tabus e trazendo uma nova forma de expressão e prazer através da confeitaria. Hoje, ver o sucesso e o carinho das pessoas com a marca é motivo de orgulho”, celebra Gisele Soares, fundadora da Pirokaria.

    Durante todo o mês de outubro, a doceria erótica também oferece 20% de desconto em todos os produtos nas compras presenciais, como forma de agradecer ao público que ajudou a transformar a marca em sinônimo de liberdade, sabor e atitude.

    Com suas criações inusitadas e temáticas, de crepes doces e salgados a sobremesas provocantes, a Pirokaria já se tornou um fenômeno da cena alternativa de Natal. Mais do que uma doceria, é um espaço de expressão, onde o prazer é levado a sério e a diversão é servida com criatividade.

    A celebração dos dois anos reforça o propósito que fez a marca nascer: inspirar pessoas a viverem sem medo do próprio desejo, com autenticidade, leveza e sabor.


  • Polícia Militar apreende cigarro eletrônico com alunos em escola de Currais Novos

    Um policial militar que realizava ação educativa em uma escola municipal de Currais Novos foi acionado pela direção da unidade para intervir em situação envolvendo estudantes. Adolescentes foram flagrados utilizando cigarros eletrônicos nos corredores da instituição de ensino durante a tarde de quinta-feira.

    O militar, que atua como coordenador do Programa Polícia Mirim em município vizinho, prestou suporte à equipe gestora na apuração dos fatos. Sua atuação permitiu identificar dois alunos considerados responsáveis por introduzir e incentivar o uso dos dispositivos eletrônicos no ambiente escolar.

    O material apreendido foi entregue à gestão da escola, que imediatamente acionou o Conselho Tutelar para as providências legais cabíveis em relação aos menores envolvidos. A medida busca garantir a responsabilização adequada e preservar a segurança do espaço educacional, reforçando o compromisso com o desenvolvimento saudável dos estudantes.


  • Todos sabem minha posição sobre mulheres no STF, diz Cármen Lúcia

    A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia evitou fazer um pedido direto ao presidente da República em relação à escolha do novo membro da Corte, em razão da aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Ela disse que todos sabem a sua posição em relação à necessidade de mais mulheres no STF, mas que não falaria especificamente sobre o caso. 

    “Eu não posso me manifestar por uma coisa que é da minha casa. Se eu fizer um pedido dirigido ao presidente da República, amanhã ele pode pedir alguma coisa à juíza”, disse na noite dessa quinta-feira (16), no Sesc Pinheiros, na capital paulista, no evento Sempre Um Papo.

    “Todos sabem a minha posição sobre a questão das mulheres [no STF], mas não [falo] em específico. Juiz não pede porque não pode receber, na minha compreensão”, acrescentou.

    As declarações da ministra foram dadas após ser questionada sobre a possibilidade de a vaga aberta no STF ser ocupada por uma mulher. 

    A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi publicada quarta-feira (15) no Diário Oficial da União. Com a publicação do documento, Barroso deixará o cargo neste sábado (18). Caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um novo ministro para a Corte. Não há prazo para a indicação.

    Fonte: Agência Brasil





Jesus de Ritinha de Miúdo