• Operação Sossego apreende motocicletas irregulares em Parnamirim

    O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio do Batalhão Rodoviário, realizou na noite desta quinta-feira (30) e início da madrugada desta sexta-feira (31) mais uma ação da Operação Sossego, na cidade de Parnamirim.

    Durante a ação, onze motocicletas foram removidas ao depósito por apresentarem escapamentos irregulares. Segundo o CPRE, as infrações encontradas incluíam ausência de filtros, escapes deteriorados e falta de silenciadores, entre outros problemas mecânicos.

    A operação teve como objetivo garantir a tranquilidade pública e coibir o uso de veículos que provoquem poluição sonora, especialmente em áreas residenciais.

    De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor com descarga livre constitui infração de natureza grave, sujeita às penalidades previstas em lei, incluindo multa e retenção do veículo.


  • PF apreende mais de 6 kg de haxixe em mala com fundo falso no Aeroporto de Natal

    Na última quinta-feira (30/10), a Polícia Federal apreendeu 6,45 quilos de haxixe durante uma operação de rotina no Aeroporto Internacional de Natal/RN. A droga foi localizada com o auxílio de um cão farejador, no interior de uma mala que possuía um fundo falso.

    De acordo com a PF, a bagagem pertencia a uma passageira oriunda da Europa e que tinha como destino final o Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP. A mulher foi presa em flagrante e conduzida à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio Grande do Norte, onde foi autuada por tráfico internacional de drogas.

    O entorpecente, identificado como haxixe — uma substância derivada da resina da planta da maconha —, foi encaminhado para perícia técnica, que deverá confirmar sua pureza e origem. A prisão ocorreu durante procedimentos de fiscalização de rotina realizados em voos internacionais, parte das ações permanentes da PF de combate ao tráfico de drogas e crimes transnacionais nos aeroportos brasileiros.

    A suspeita permanecerá à disposição da Justiça Federal. Caso condenada, poderá cumprir pena de até 15 anos de reclusão, além de multa.

    Segundo a Polícia Federal, apreensões como essa reforçam o papel estratégico dos aeroportos nordestinos nas rotas do tráfico internacional e a importância da vigilância permanente em terminais aéreos.


  • Candidata denuncia plano golpista e pede ação urgente antes das eleições em Honduras

    A candidata à Presidência de Honduras, Rixi Moncada, do partido de esquerda Liberdade e Refundação (Libre), denunciou nesta quinta-feira um suposto “plano golpista da direita” para alterar os resultados das eleições marcadas para 30 de novembro. Segundo Moncada, a trama teria sido orquestrada pela “elite sanguinária e corrupta do sistema bipartidário” — em alusão aos partidos Partido Nacional (HN) e Partido Liberal (HN) — em associação com membros do órgão eleitoral e das Forças Armadas.

    Em publicação na rede social X, Moncada afirmou que apresentou áudios que confirmam como políticos, militares e empresários conspiram para alterar a vontade do povo. O anúncio foi feito durante um evento em Barrio Cabañas, em San Pedro Sula, local que a candidata qualificou como “berço da resistência popular da classe trabalhadora”.

    Segundo o comunicado, as forças econômicas de Honduras estariam tentando impedir sua campanha. “A liderança do Partido Liberal, os banqueiros hondurenhos e o poder econômico do país querem me impedir porque eu represento o povo”, afirmou. Moncada reafirmou seu compromisso com a “refundação da nação” e declarou: “Declaramo-nos prontos para lutar em todo o país para derrotar a corrupção no Consejo Nacional Electoral de Honduras”.

    A presidente hondurenha Xiomara Castro também se pronunciou contra o que chamou de “conspiração criminosa que visa a um golpe eleitoral”. Castro relacionou os autores do plano a atores envolvidos no golpe de Estado de 2009 e nas fraudes de 2013 e 2017, argumentando que “pretendem, mais uma vez, suplantar a vontade do povo, gerar caos e sequestrar a soberania popular”.

    O caso já está sob investigação do Ministério Público. O procurador-geral Johel Zelaya declarou que recebeu 24 gravações de áudio fornecidas por um representante do Libre no CNE, e que as evidências apontam para associação ilícita entre um membro do CNE, um congressista e um militar da ativa. Zelaya classificou a tentativa de manipular os resultados como “um ataque direto à democracia, um crime de traição à pátria”, sujeito a pena de prisão de 15 a 20 anos.

    Em reação, o ex-presidente Manuel Zelaya convocou para esta sexta-feira (31/10) uma reunião urgente da Coordenação Nacional do Libre para definir próximos passos diante da situação. Segundo o comunicado do partido, “diante da ameaça de destruição das eleições e de perturbação da paz, orquestrada pelo próprio CNE em associação com figuras políticas e militares corruptas do sistema bipartidário”, a mobilização interna tornou-se imperativa.

    Com 6.522.577 eleitores cadastrados, as eleições de 30 de novembro definirão o presidente e três vice-presidentes, os 128 integrantes do Congresso Nacional e autoridades municipais em 298 municípios de Honduras. O cenário colocado por Moncada e pela investigação do MP coloca o país em alerta para o risco de instabilidade democrática em plena campanha eleitoral.


  • Continente africano se torna base de operações dos cartéis de drogas da América Latina

    O continente africano deixou de ser apenas um ponto de passagem para o tráfico internacional de drogas e passou a ocupar um papel estratégico nas operações dos cartéis latino-americanos. Em matéria para o site Geopolitica.Info, Martina Battaiotto apontou que, de acordo com relatórios recentes da DEA (Drug Enforcement Administration) e de comandos militares dos Estados Unidos, organizações como o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) estão transformando países africanos em centros de produção, refino e exportação de cocaína e outras drogas sintéticas — um movimento que amplia o alcance global dessas redes criminosas e aprofunda as fragilidades políticas e institucionais do continente.

    De rota de passagem a base de operações

    Nos anos 1990, a África era vista pelos cartéis como uma rota alternativa para o escoamento da cocaína latino-americana em direção à Europa. O aumento da demanda europeia e a intensificação da vigilância em rotas tradicionais — como Panamá e Caribe — levaram os traficantes a buscar novos caminhos. A fragilidade de muitos Estados africanos, marcada por corrupção, fronteiras extensas e conflitos étnicos, favoreceu a escolha.

    Redes locais de contrabando já existentes, em especial no Sahel, permitiram que os cartéis se infiltrassem com relativa facilidade. A partir daí, o Cartel de Sinaloa consolidou presença em países como Nigéria, Gana, Mali e Senegal, enquanto o CJNG passou a atuar em áreas da África Ocidental e Central desde 2017.

    Alianças com grupos armados e governos locais

    A expansão dos cartéis só foi possível por meio de alianças estratégicas com atores locais — incluindo grupos étnicos, milícias e facções jihadistas. Em troca de proteção e passagem segura, essas organizações recebem parte dos lucros do tráfico.

    Um caso emblemático é o da Guiné-Bissau, muitas vezes chamada de “narcoestado” pela conivência entre autoridades e narcotraficantes. No Mali, grupos tuaregues controlam rotas terrestres vitais e cobram taxas de passagem. Já no Sahel, o Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM) e o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP) participam diretamente do transporte de cocaína destinada à Europa e ao Oriente Médio.

    A nova etapa: laboratórios africanos

    Segundo o vice-comandante do AFRICOM, John W. Brennan, o continente está agora na “fase da industrialização” do tráfico. Laboratórios de produção de drogas, antes concentrados na América Latina, estão sendo realocados para a África, especialmente em países da região ocidental e austral.

    Relatórios da DEA apontam a presença de técnicos mexicanos no continente. Em Moçambique, dois cidadãos do México foram presos em 2023, enviados pelo Cartel de Sinaloa para “transferir conhecimento técnico” e otimizar a produção local. Casos semelhantes ocorreram no Quênia, onde agentes antidrogas prenderam membros do CJNG, e na África do Sul, onde cinco mexicanos foram detidos em setembro de 2024.

    O resultado é um aumento expressivo da produção e do consumo interno. Segundo o Relatório Global sobre Cocaína 2023, as apreensões na África cresceram 85% desde 2019. A queda nos preços e o aumento das internações hospitalares por uso de cocaína em países como Moçambique e África do Sul indicam que o consumo já não é apenas um fenômeno de trânsito, mas também de mercado interno.

    Riscos para a Europa e o Brasil

    A transformação da África em polo de produção tem repercussões diretas na segurança europeia. As novas rotas reduzem custos logísticos e ampliam o alcance das redes criminosas. Para a Europa, especialmente países mediterrâneos como a Itália, isso representa uma ameaça estratégica.

    Projetos de cooperação, como o Plano Mattei, que envolve investimentos italianos em países africanos — entre eles Moçambique e Quênia —, podem ser afetados pela crescente presença de cartéis. O risco é que a infiltração dessas organizações em estruturas políticas e econômicas locais mine a confiança de investidores e parceiros internacionais.

    Cooperação internacional e desafios

    Tanto a União Europeia quanto os Estados Unidos ampliaram a cooperação com governos africanos para enfrentar o avanço do narcotráfico. A DEA mantém sete investigações abertas em quatro jurisdições africanas e atua com Unidades Locais de Investigação Sensível (SIU) para conter a expansão das redes latino-americanas.

    Entretanto, a eficácia dessas operações depende da estabilidade política e da capacidade institucional dos países envolvidos — algo ainda precário em boa parte do continente. A crescente associação entre cartéis e grupos armados locais reforça o caráter híbrido da ameaça: uma mistura de crime organizado, terrorismo e captura do Estado.

    Se nas décadas passadas a África era apenas um elo logístico no caminho da cocaína latino-americana, agora se consolida como um ponto central de um novo mapa global do narcotráfico — com impactos que vão muito além do continente. O continente africano, antes visto como rota periférica, tornou-se peça-chave em uma engrenagem transnacional que desafia fronteiras, governos e a própria ordem global.


  • Lei municipal proíbe presença de crianças em eventos LGBTQIAPN+ em Natal

    Uma nova lei aprovada em Natal proíbe a presença de crianças de até 12 anos em eventos LGBTQIAPN+ que, segundo o texto, possam expor o público infantil a “ambientes de erotização precoce”. A Lei nº 823/2025, promulgada pela Câmara Municipal de Natal, foi publicada nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial do Município.

    A medida foi promulgada pela Mesa Diretora da Câmara após o prefeito Paulinho Freire (União Brasil) não sancionar nem vetar o texto dentro do prazo legal de 15 dias. O projeto é de autoria da vereadora Camila Araújo (União) e havia sido aprovado pelos vereadores em 26 de agosto.

    De acordo com o texto, fica vedada a participação de crianças em “paradas LGBTQIAPN+ e/ou eventos similares de qualquer gênero, independentemente de pauta identitária” que “terminem por expor as crianças a qualquer tipo de nudez total ou parcial, ou a ambientes e condutas propícias à erotização infantil”.

    A lei também estabelece punições para quem descumprir as regras. Em caso de infração, o organizador pode receber advertência ou ser multado em até 20 salários mínimos em caso de reincidência. Quando o evento for promovido por ente público, o texto prevê a abertura de procedimento administrativo para apurar a conduta do gestor ou responsável.

    A proposta de Camila Araújo foi alvo de debates entre os vereadores na época da votação. Embora a autora afirme que o objetivo é “proteger a infância e preservar a integridade das crianças”, opositores da medida consideram que a lei discrimina eventos voltados à comunidade LGBTQIAPN+ e pode abrir margem para interpretações arbitrárias sobre o que configura “erotização”.

    Com a promulgação, a norma entra em vigor imediatamente, e sua aplicação dependerá de fiscalização por parte do poder público municipal.


  • Concurso para Polícia Penal do RN já tem comissão formada; expectativa é de 300 vagas imediatas

    O Governo do Rio Grande do Norte deu mais um passo importante para a realização do novo concurso da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP-RN). A formação oficial das comissões organizadoras foi publicada no Diário Oficial do Estado, marcando o início da preparação do certame que ofertará 300 vagas imediatas.


    Etapas e previsão do edital

    De acordo com o secretário de Estado da Administração, Pedro Lopes, a contratação da banca organizadora deve ocorrer até fevereiro de 2026, e o edital está previsto para ser publicado entre fevereiro e março do mesmo ano.

    As comissões formadas serão responsáveis pela condução dos trâmites iniciais do processo, como elaboração do termo de referência, escolha da banca e acompanhamento das etapas do concurso.


    Distribuição das vagas

    O novo concurso da SEAP-RN ofertará 300 vagas imediatas, distribuídas da seguinte forma:

    • 200 vagas para Policial Penal, cargo essencial para o reforço da segurança nas unidades prisionais;
    • 60 vagas para Especialista em Assistência Penitenciária, distribuídas entre:
      • 20 para assistentes sociais,
      • 20 para psicólogos,
      • 14 para terapeutas ocupacionais,
      • 6 para médicos psiquiatras;
    • 40 vagas para cargos administrativos, conforme a Lei Complementar nº 432/2010, sendo:
      • 9 para qualquer área de nível superior,
      • 5 para administração,
      • 1 para contabilidade,
      • 2 para tecnologia da informação,
      • 3 para engenharia,
      • 14 para nível médio geral,
      • 3 para técnico em contabilidade,
      • 3 para técnico em TI.

    Reestruturação do sistema penitenciário

    O novo concurso faz parte de um amplo processo de reestruturação da SEAP-RN, que inclui a criação de 556 cargos efetivos de policial penal e a instituição de 60 cargos de especialista em assistência penitenciária, além de 40 cargos administrativos de nível médio e superior.

    Segundo o secretário estadual de Administração Penitenciária, Helton Edi Xavier, o objetivo é fortalecer o sistema prisional e ampliar o quadro técnico da pasta.

    “Com o concurso, vamos reestruturar completamente a secretaria e ampliar o número de cargos. Isso é muito importante para fortalecer o sistema de segurança pública do Rio Grande do Norte”, afirmou o gestor.


    Estrutura da SEAP-RN

    A SEAP-RN é responsável pela administração das unidades prisionais e centros de detenção provisória em todo o estado. Entre as principais unidades estão as cadeias públicas de Caraúbas, Mossoró, Natal, Nova Cruz e Ceará-Mirim, além dos complexos penais de Pau dos Ferros e João Chaves, e a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, a maior do estado.

    A secretaria também administra estruturas estratégicas como a Central Integrada de Gerenciamento Operacional (CIGOSPen), a Central de Monitoramento Eletrônico (CEME) e a Unidade Psiquiátrica de Custódia e Tratamento (UPCT).


  • Operação de fiscalização combate venda de cabos elétricos falsificados em Natal

    Uma operação conjunta realizada nesta quarta-feira (29) em Natal intensificou o combate à venda de cabos elétricos falsificados, conhecidos popularmente como cabos desbitolados. A ação foi conduzida pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (Crea-RN), em parceria com o Instituto de Pesos e Medidas do RN (Ipem-RN), o Procon Natal, o Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos (Sindicel) e a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel).


    Risco de incêndios e curto-circuitos

    Os cabos irregulares possuem menos cobre do que o exigido pelas normas técnicas, o que reduz sua capacidade de condução elétrica e aumenta o risco de curto-circuitos e incêndios. Durante a fiscalização, os técnicos compararam cabos originais e falsificados, demonstrando a diferença de espessura e resistência.

    “O fio falsificado se rompe a temperaturas menores e conduz menos corrente elétrica. É isso que tem provocado muitos incêndios na nossa cidade”, alertou o presidente do Crea-RN, Roberto Wagner. Ele orientou os consumidores a verificarem o selo do Inmetro e a desconfiarem de preços muito abaixo da média. “Não existe cabo de cobre muito mais barato que o outro. O selo e o preço coerente são sinais de segurança”, completou.


    Penalidades e apreensões

    Segundo o fiscal do Ipem-RN, Antônio Damásio, os produtos sem selo ou com registro irregular são apreendidos e destruídos após processo administrativo. “As empresas autuadas respondem a processo e, se confirmada a infração, o material é descartado”, explicou.

    O Procon Natal também participa da ação, podendo aplicar multas aos estabelecimentos que comercializam cabos falsificados. “Quando um produto é anunciado com determinada bitola e não corresponde à especificação, há propaganda enganosa. O comerciante responde administrativamente”, afirmou o diretor de fiscalização do órgão, Gutemberg dos Santos.


    Apoio do setor e impacto econômico

    Empresários do setor manifestaram apoio à fiscalização. O lojista Ivanilson Veras, dono de um dos estabelecimentos vistoriados, afirmou que sua empresa trabalha apenas com produtos certificados. “Também promovemos palestras para eletricistas sobre os riscos dos cabos falsificados. Essa conscientização é importante para toda a cadeia”, disse.

    Além das lojas, a operação também vistoriou obras em andamento, especialmente as vinculadas ao programa Minha Casa, Minha Vida, para verificar se os materiais utilizados seguem as normas técnicas. “Estamos percorrendo toda a cadeia — do consumidor ao fornecedor — para garantir segurança à sociedade”, destacou Roberto Wagner.


    Mercado ilegal bilionário

    De acordo com a Abracopel, o Brasil registrou quase 1.200 incêndios por sobrecarga elétrica em 2024, mais da metade em residências. “Grande parte desses casos está relacionada ao uso de fios e cabos de baixa qualidade”, afirmou o diretor executivo da entidade, Edson Martinho.

    O Sindicel estima que o setor de fios e cabos elétricos movimentou R$ 8,21 bilhões em 2024, enquanto o mercado ilegal de produtos falsificados foi responsável por R$ 2,64 bilhões. O diretor executivo do sindicato, Ênio Rodrigues, explicou que, quando um cabo é reprovado em testes de resistência, tanto o fabricante quanto o comerciante podem ser autuados. “Se o produto não cumpre as normas da ABNT, o registro é suspenso e o material apreendido — mesmo que a loja tenha agido de boa-fé”, concluiu.


  • Beco da Lama é oficialmente declarado Patrimônio Cultural do RN

    Vitrine cultural da Cidade Alta ganha proteção legal estadual e reforça seu papel como reduto de arte, boemia e memória de Natal

    O Beco da Lama, reduto simbólico da cultura natalense no Centro Histórico, foi declarado Patrimônio Cultural Material do Rio Grande do Norte pela Lei nº 12.469, de 16 de outubro de 2025, sancionada por Fátima Bezerra e publicada no Diário Oficial no dia 17.

    O reconhecimento estadual eleva a salvaguarda de um território cultural que já possuía título municipal de patrimônio imaterial, e onde a vida urbana se confunde com arte, música e memória coletiva. A lei é de autoria do deputado Adjuto Dias.

    Localizado entre as ruas Coronel Cascudo, Vaz Gondim e trechos vizinhos, o beco consolidou-se como ponto de encontro de artistas, jornalistas, músicos e poetas, além de “galeria a céu aberto” que se renova a cada mural.
    A paisagem atual é fruto de um processo de requalificação que ganhou corpo a partir de 2019, com mutirões de grafite e intervenção urbana capitaneados por artistas potiguares como Miguel Carcará e Dicesarlove. À época, ao menos 48 artistas deixaram painéis no circuito.

    Mais que cenário, o Beco da Lama é prática cultural: festas de rua, blocos, poesia falada, rodas de samba e trilhas sonoras que atravessam gerações. Não por acaso, guias de viagem e roteiros turísticos já o tratam como museu de arte urbana em tempo real.

    A nova lei afirma o valor histórico e simbólico do beco e impõe horizonte de políticas de preservação e fomento. Para além da chancela, o desafio é garantir segurança, programação cultural contínua e manutenção dos murais, para que a “cidade criativa” não seja apenas slogan.

    No mapa afetivo de Natal, o Beco da Lama sintetiza uma ideia de pertencimento: a rua como palco, a parede como tela, a esquina como foro de ideias. Com o reconhecimento estadual, o coração boêmio da Cidade Alta ganha lastro jurídico para seguir pulsando — e reinventando a própria cidade.


  • Prefeitura de Natal sanciona lei que autoriza subsídio ao transporte público

    O prefeito Paulinho Freire (União Brasil) sancionou a Lei Complementar nº 266, que autoriza o Poder Executivo a conceder subsídio tarifário de até 40% ao serviço de transporte público coletivo de Natal. O objetivo é reduzir o valor da tarifa cobrada dos usuários, atualmente fixada em R$ 4,90, e incentivar o uso do transporte coletivo.

    De acordo com a nova legislação, o aporte financeiro será destinado exclusivamente à diferença entre a tarifa de remuneração das concessionárias e a tarifa pública efetivamente cobrada. O subsídio, conforme publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (29), não se confunde com outros aportes ou indenizações, limitando-se à compensação necessária para equilibrar o custo operacional e promover o acesso da população ao transporte público.

    A secretária municipal de Mobilidade Urbana, Jódia Melo, destacou que a medida representa “mais uma etapa vencida” antes da publicação do edital de licitação para a contratação das novas empresas operadoras do sistema, previsto para ocorrer até dezembro deste ano. Segundo ela, o processo ainda está sob análise jurídica da Procuradoria Geral do Município (PGN), o que impede a definição de uma data para a abertura da concorrência.

    A lei também condiciona o subsídio à utilização exclusiva de recursos orçamentários consignados anualmente, voltados às empresas contratadas por meio de licitação. A previsão é que as novas contratações ocorram ainda durante o exercício financeiro de 2026, com uma dotação orçamentária estimada em R$ 60 milhões por ano.

    A sanção da Lei Complementar nº 266 integra um pacote de medidas preparatórias para a nova licitação do transporte público de Natal. Entre essas ações, está a Lei nº 7.976/2025, sancionada na última sexta-feira (24), que concede isenção do ISS às empresas do setor entre 1º de janeiro de 2025 e 30 de junho de 2026, podendo ser prorrogada até o fim do mesmo ano.

    Com caráter compensatório e regulatório, o conjunto de medidas busca garantir a sustentabilidade econômica do sistema de transporte público diante do aumento dos custos operacionais e da queda na demanda nos últimos anos. A proposta de licitação do transporte público em Natal é uma pauta antiga; agora é conferirmos a sua execução.


  • UFRN celebra Mês do Servidor com reconhecimento e homenagens

    Ontem (29), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) encerrou as celebrações do Mês do Servidor, com uma programação voltada ao reconhecimento da dedicação de docentes e técnicos-administrativos. O auditório do Instituto Internacional de Física reuniu servidores, aposentados e convidados para uma tarde de homenagens, arte e reflexões sobre a importância do trabalho público na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

    A abertura ficou por conta da Orquestra de Flautas Wascilys Simões, formada por alunos da Escola de Música da UFRN, sob regência do professor Rodrigo Gouveia, em um concerto que marcou o início das comemorações. O reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, destacou o valor dos servidores para a instituição: “Mais uma vez, parabéns pelo dia do Servidor Público, a todas as pessoas que fizeram e fazem parte da história da UFRN! O trabalho de todos vocês é peça fundamental para que a Universidade continue avançando.”

    A pró-reitora de Gestão de Pessoas, Miriam Dantas, reforçou a gratidão pelo envolvimento dos servidores ao longo do mês e homenageou os aposentados, reconhecendo o legado deixado na educação pública e na propagação do conhecimento. Em seguida, foram entregues homenagens a docentes e técnicos-administrativos aposentados, celebrando anos de dedicação à instituição. A programação foi encerrada com a conferência “Força, Equilíbrio e Nutrição: como o movimento e a alimentação equilibrada previnem quedas”, conduzida pela fisioterapeuta Aline Falcão e pela nutricionista Keith Dias.

    Paralelamente, o Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA/UFRN) promoveu a solenidade PertenSer, reunindo professores e técnicos-administrativos que completaram quinquênios de contribuição. Criado em 2019, o projeto busca reforçar o pertencimento e valorizar o ser humano que compõe a universidade. A cada cinco anos de atuação, os servidores recebem certificados que simbolizam o reconhecimento por seu compromisso com a instituição.

    Durante o evento, a diretora do CCSA, Maria Lussieu da Silva, destacou a importância da colaboração: “Juntos somos mais fortes. Não se faz o CCSA sem a junção das nossas mãos”. A vice-diretora, Pamela Brandão, enfatizou que servir vai além de uma função: “Servir é mais do que um cargo, é assumir a defesa da democracia. As verdadeiras estrelas são vocês, que constroem uma constelação de talento”.

    Ao longo de outubro, a UFRN promoveu atividades culturais, rodas de conversa, oficinas de autocuidado e palestras voltadas ao bem-estar físico e emocional dos servidores. A 14ª edição do Mês do Servidor, com o tema “Reencantar o trabalho: novos sentidos, laços e bem-viver”, reforçou a relevância do papel do servidor público na consolidação de uma universidade democrática, inclusiva e comprometida com a sociedade.





Jesus de Ritinha de Miúdo