• Hora de mudar

    Dizem por aí que o tempo não passa. Ele é uno e indivisível. A gente é que navega nas suas ondas. Nessas últimas quadras tenho pensando um pouco sobre o assunto, na mudança incontornável das derradeiras temporadas.
    Vejo que hoje a percepção sobre a vida e a passagem dos verões parecem mais aguçadas. Não é nada de saudosismo. E também acredito que não seja uma enganosa autoconfiança.
    É algo entre a incapacidade de ser atraído pelas novidades do mundo e a necessidade de tentar compreender o dia de amanhã.
    Por isso, vez por outra, paro pra rever os filmes de Almodóva, leio Antonio Cícero e retiro a poeira do The Dark Side of the Moon. Mas não encontro quase nada.
    Talvez porque tudo seja apenas uma ilusória armadilha montada para capturar o tempo, tentativa de agarrá-lo com as duas mãos, criá-lo dentro de uma gaiola, como um passarinho, em que o prazer de tê-lo entre as mãos é proporcional à tristeza de não poder vê-lo voar pelas nuvens do futuro e das incertezas.
    Quem sabe tenha a ver com a carga que, depois de algumas décadas, cada pessoa carrega sobre os ombros. O peso que impede que se aproveitem os encontros com velhos amigos sem que venham à luz papos a respeito de casamentos fracassados, de problemas financeiros e de antigos romances nunca esquecidos.
    Aí percebo que o tal desejo de compreensão das coisas é apenas o trivial entendimento do pacto de nascer de que fala o grande Juan Gelman, em que suas cláusulas, além da vida, do amor e da alegria, são o medo e as incertezas, razão pela qual talvez não seja o caso de se batalhar para entender o tempo, mas de tentar encontrar outras formas de viver dentro do seu turbilhão.
    Não é nada fácil. É preciso aceitar os que chegam e lhes oferecer passagem. É importante aquietar os próprios desejos e entender a finitude dos ciclos. É imprescindível ter sobriedade e saber a hora de mudar.


  • Seis eixos, uma agenda: como a Cúpula dos Povos Rumo à COP30 estrutura a luta por justiça climática no Brasil

    por Ionaldo Morais

    Entenda a espinha dorsal da Cúpula dos Povos 2025, paralela à COP30, em Belém, de 12 a 16 de novembro: os eixos de ação, os atores que organizam e as principais demandas apresentadas na carta política.

    Seis eixos orientadores

    1. Territórios vivos e soberania alimentar: defesa de modos de vida na floresta, no campo, nas águas e nas cidades, com água e comida garantidas.
    2. Reparação e combate ao racismo ambiental e ao poder corporativo: reconhecimento de dívidas históricas e enfrentamento de “falsas soluções”.
      Transição justa, popular e inclusiva: mudança ecológica com centralidade social, não regida pelo mercado.
    3. Democracia e internacionalismo dos povos: articulação de lutas de gênero, raça, juventudes, periferias e pessoas com deficiência.
    4. Cidades justas e periferias vivas: crise climática também é urbana e pede justiça socioambiental.
    5. Feminismo popular: protagonismo de mulheres e diversidades nos territórios e nas cidades.

    Quem organiza
    A base envolve redes e movimentos do Brasil e de fora, como MST, MMC, MPA, MAB, REPAM Brasil, Via Campesina Brasil, além de articulações como RBJA, RPCT e Observatório do Clima. Sindicatos, juventudes, coletivos urbanos, feministas e LGBTQIAPN+ também participam.

    O que pede a carta política

    • Transição justa, popular e inclusiva.
      Terra e território: reforma urbana, agrária e fundiária.
      Demarcação, titulação e regularização de territórios indígenas, quilombolas, pesqueiros e tradicionais.
      Soberania alimentar e agroecologia, com valorização da produção familiar, camponesa e da pesca artesanal.
      Reconhecimento da natureza como sujeito de direitos e proteção de biomas, oceanos e maretórios.
    • Trabalho decente, renda e políticas de cuidado.
    • Direito à cidade: políticas urbanas tratadas como políticas ambientais, com foco nas periferias.
    • Água potável, saneamento, prevenção e adaptação climática.
    • Enfrentamento do racismo ambiental e estrutural e da violência contra mulheres e meninas.
    • Comunicação livre e diversidade cultural; políticas para juventude negra.
      Financiamento climático justo, fora do mercado de carbono e do endividamento, com fundos sob governança comunitária.
    • Papel de liderança do Brasil na agenda socioambiental a partir do Sul Global.

    O que falta fechar
    Plano de implementação, garantias de participação de grupos vulneráveis e mecanismos para conectar a pressão social com as negociações oficiais da COP30.

    Serviço
    Belém, PA – 12 a 16 de novembro de 2025. Evento paralelo à COP30. Manifesto e programação detalhada estão no site oficial da Cúpula.


  • Sweet Coffee Celebration chega ao seu 15º ano reunindo mais de 25 estabelecimentos

    Natal já está vivendo uma verdadeira celebração da doçura. Desde o dia 6 e até 16 de novembro, a capital potiguar recebe mais uma edição do Sweet Coffee Week, que chega ao seu 15º ano reunindo confeitarias, cafeterias e amantes dos sabores que transformam encontros em tradição.

    Com o tema “Sweet Coffee Celebration – A maior celebração da doçura”, o evento presta homenagem às grandes festas do mundo — do São João ao Carnaval, dos bailes de época ao glamour do Oscar. Cada estabelecimento participante vai reinterpretar o espírito de comemorar por meio de criações exclusivas que evocam memórias e despertam emoções.

    Nesta edição, 26 confeitarias, cafeterias, docerias e restaurantes de Natal participam com menus especiais compostos por um doce, um salgado e uma bebida, todos oferecidos por um valor único de R$ 35,90. A proposta é democratizar a experiência gastronômica, permitindo que o público explore a criatividade e a qualidade da confeitaria local.

    Mais do que uma mostra de sabores, o Sweet Coffee Week se consolida como um evento que celebra a convivência e a memória afetiva que a comida é capaz de criar. O festival é uma realização da F2 Experience, empresa nacional com duas décadas de atuação em comunicação e live marketing, conhecida por transformar ideias em experiências que conectam marcas e pessoas.

    Com 15 anos de história, o Sweet Coffee Week se tornou parte do calendário cultural e gastronômico de Natal, inspirando o público a celebrar a vida com um café na mão, um doce no prato e um sorriso compartilhado.

    📅 Sweet Coffee Week 2025
    🗓️ 6 a 16 de novembro
    💰 Combo: R$ 35,90
    🎉 Tema: “Sweet Coffee Celebration – A maior celebração da doçura”
    📍 26 estabelecimentos participantes em Natal
    📲 Mais informações: @sweetcoffeeweek


  • Exposição Mundo Zira, que já encantou mais de 400 mil pessoas, está em Natal e pode ser apreciada no Museu da Rampa

    O Rio Grande do Norte recebe pela primeira vez a exposição interativa “Mundo Zira – Ziraldo Interativo”, uma imersão sensorial e lúdica na obra do consagrado artista brasileiro. Aberta oficialmente nesta quarta-feira (5), no Complexo Cultural Rampa, em Natal, a mostra segue em cartaz até 26 de abril, com entrada gratuita. Os ingressos podem ser reservados pela plataforma Sympla ou retirados diretamente na bilheteria da Rampa a partir do dia 6.

    Com curadoria de Adriana Lins, diretora do Instituto Ziraldo, e da cineasta Daniela Thomas, filha do artista, a exposição convida o público a se tornar coautor das criações de Ziraldo por meio de projeções, painéis sensoriais e atividades interativas. A proposta é oferecer uma experiência que mistura arte, tecnologia e memória afetiva.

    Entre os personagens que ganham vida no espaço estão ícones da literatura e dos quadrinhos brasileiros, como O Menino Maluquinho, O Bichinho da Maçã, O Planeta Lilás, O Menino Quadradinho e A Turma do Pererê — a primeira revista colorida totalmente produzida no Brasil, lançada em 1959 e considerada um marco da resistência cultural durante a ditadura militar.

    Antes de chegar a Natal, “Mundo Zira” percorreu Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, atraindo mais de 400 mil visitantes. Agora, o público potiguar poderá mergulhar no universo criativo de Ziraldo, que marcou gerações com sua mistura de humor, crítica social e poesia visual.


  • Quando o corpo pede movimento: vivendo bem com espondilite anquilosante

    A espondilite anquilosante (EA) é uma condição inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas — aquelas que conectam a base da coluna à pelve. Com o tempo, essa inflamação pode levar à rigidez, à dor e, em casos mais avançados, até à fusão das vértebras, o que limita os movimentos e altera a postura.

    Apesar do nome complexo, o grande vilão da espondilite é o sedentarismo. A pior coisa para quem tem EA é parar de se mover. O movimento é o remédio mais acessível e eficaz que temos — e é aí que entra a fisioterapia e o Pilates como aliados essenciais no tratamento.

    O tratamento da espondilite anquilosante é multidisciplinar. Costuma envolver medicamentos anti-inflamatórios, acompanhamento médico regular, fisioterapia e prática constante de exercícios orientados. O objetivo principal é manter a mobilidade, reduzir a dor e preservar a postura natural da coluna.

    No Pilates, trabalhamos muito além do alongamento. Os exercícios são adaptados à limitação de cada pessoa, com foco no fortalecimento dos músculos posturais, na melhora da respiração e na consciência corporal. A cada movimento, o paciente aprende a conhecer melhor seu corpo e a respeitar seus limites — sem deixar de desafiar-se a evoluir.

    O Pilates ajuda a manter a coluna mais flexível, ampliar a capacidade respiratória e reduzir o impacto da inflamação sobre as articulações. Além disso, proporciona bem-estar mental, algo essencial em uma doença crônica que exige constância e paciência.

    A espondilite anquilosante pode até tentar “imobilizar”, mas o movimento é sempre mais forte. O segredo está em manter-se ativo, buscar acompanhamento especializado e entender que o corpo responde melhor quando é cuidado com atenção e movimento consciente.

    Talvez falando assim, você que tem EA não acredite que apenas o exercício possa ser o melhor remédio. Por isso, vou deixar aqui o depoimento de Gabriela (29 anos), uma paciente nossa, que buscou o atendimento recentemente:

    “ Antes de começar o Pilates, eu sentia dores diariamente e precisava tomar muito anti-inflamatório. Tinha dias em que simplesmente não conseguia levantar sem remédio. Já havia tentado entrar na academia algumas vezes, mas sempre acabava tendo crises e não conseguia manter a rotina.

    Busquei o Pilates por ser um método conduzido por fisioterapeuta, com um atendimento mais individualizado e voltado para o tratamento da minha condição — a espondilite — com conhecimento e cuidado. Isso fez muita diferença, especialmente porque nem todos os profissionais, sejam instrutores, educadores físicos ou até médicos, conhecem bem a doença.

    Depois que comecei o Pilates, meu corpo melhorou bastante. Hoje, tomo remédios com muito menos frequência, apenas em situações específicas, e me sinto com mais disposição. Quando algum exercício causa dor, conseguimos adaptar e trabalhar aquela região com mais atenção.

    O Pilates também me possibilitou retomar outras atividades que antes eram difíceis, como jogar vôlei de areia — algo que eu não conseguia por conta do enrijecimento das articulações.

    Claro que a doença continua existindo, e as dores ainda aparecem, mas de forma muito mais leve e controlada. Posso dizer que tive um avanço considerável na minha qualidade de vida. O tratamento da espondilite envolve várias frentes — medicamentos, alimentação e exercícios — e, nesse contexto, o Pilates tem sido uma parte importante do processo.”

    Diante disso, digo que quem vive com espondilite precisa de movimento — e o Pilates é um convite gentil e eficaz para isso.


  • São Gonçalo ganha nova UBS e garante melhoria no atendimento de saúde

    Recursos da construção foram destinados por emenda parlamentar da primeira-dama e senadora Zenaide Maia no valor de R$ 763 mil

    O clima era de alegria e comemoração no conjunto Parque dos Ipês, em Novo Santo Antônio. Em cada olhar da população era nítida a gratidão pela nova Unidade Básica de Saúde (UBS), inaugurada na noite desta quinta-feira (6) pelo prefeito Jaime Calado, ao lado da senadora e primeira-dama Zenaide Maia.

    A UBS leva o nome de Antônio Soares de Oliveira, conhecido por criar o Galo Branco Dona Neném como conhecemos hoje, teve indicação apresentada pelo vereador Nonato Queiroz. O espaço conta com uma área de 302,63 m² e recebeu um investimento de R$ 763 mil, proveniente de emenda da senadora Zenaide Maia. Todos os ambientes internos estão equipados com aparelhos novos, salas climatizadas, farmácia abastecida e consultórios completos, incluindo ginecológico com banheiro anexo, sala de vacinação, curativos e consultório odontológico, além de espaço externo para atividades e estacionamento.

    A secretária de Saúde comentou sobre a entrega do novo equipamento público: “Sem dúvidas esse é um sonho que se tornou realidade. Nasce do coração de Dra. Zenaide, que sempre deseja servir com excelência o nosso povo.”

    A senadora, responsável por destinar a emenda parlamentar, destacou a importância de manter a esperança na gestão pública: “Tenho orgulho de destinar uma emenda que foi executada pela equipe de Jaime. É a concretização da eficiência do serviço público”, afirmou.

    O prefeito Jaime Calado agradeceu pela oportunidade de servir à população: “Eu estou muito feliz, eu sou médico, e reconheço todo o esforço das nossas equipes de saúde. É um equipamento da população, e peço que zelem por esse espaço que agora abre as portas para atender e reduzir o sofrimento das pessoas”, disse.

    A moradora do Parque dos Ipês, Jose Lima, recordou como era difícil conseguir atendimento antes da unidade: “Antigamente tinha que pegar ônibus para conseguir atendimento, mas agora não. A UBS fica bem próxima à minha casa, eu só tenho a agradecer.”

    A inauguração contou com a presença de vereadores, servidores, secretários municipais, do vice-prefeito Flávio Henrique e da deputada estadual Terezinha Maia, além da população que também pôde aproveitar a animação do grupo musical Samba do Galo.


  • Davi Lima, de apenas 15 anos, se classifica para final do Campeonato Mundial de Parasurf

    Um jovem potiguar de apenas 15 anos garantiu vaga na final do Campeonato Mundial de Parasurf, organizado pela International Surfing Association (ISA), em Oceanside, Califórnia. Davi Lima, morador do bairro de Mãe Luíza, em Natal, competiu na categoria PS-S1 — atletas com deficiência em membro superior que surfam em pé — e alcançou a semifinal com nota 13,84, superando concorrentes da França, Itália e Portugal. Tribuna do Norte

    Davi havia se classificado ao torneio após conquistar o título brasileiro em outubro na categoria que representa. Em edição anterior, o atleta já tinha alcançado a classificação, mas não pode viajar por falta de recursos. Desta vez, contou com o apoio de uma vaquinha online organizada por surfistas, que viabilizou sua ida à competição internacional. “Foi muito difícil, mas graças à ajuda de muita gente eu consegui estar aqui realizando esse sonho”, afirmou o competidor. Tribuna do Norte

    O atleta é tricampeão brasileiro de natação e iniciou no surfe ainda na infância — aos cinco anos. Ele atribui o estímulo à prática esportiva ao primo e técnico Adailtton Souza, que o acompanha desde então. “Meu primo que me levou para o surfe e para a natação… Ele me apoia, é meu grande incentivador”, disse Davi. Tribuna do Norte

    A final da competição mundial acontece nesta sexta-feira (7), às 13h (hora local), representando uma oportunidade inédita para o atleta potiguar no cenário internacional. A participação de Davi reforça a visibilidade do surfe adaptado e da paraesportiva, evidenciando como o esporte pode transformar realidades e fortalecer a inclusão. Tribuna do Norte

    Com o resultado até agora, Davi inspira jovens atletas de Natal e de todo o Brasil a acreditarem em suas capacidades, mesmo diante de adversidades estruturais. A sua trajetória revela não apenas talento, mas também resiliência: a prova de que sonhos podem, de fato, ganhar ondas — na Califórnia ou no Nordeste brasileiro.


  • Teatro Sandoval Wanderley reabre no Alecrim e oferece novas possibilidades para a cena cultural de Natal; confira a programação de abertura

    Após anos de espera, o bairro do Alecrim volta a respirar cultura com a reabertura do Teatro Sesc Sandoval Wanderley, nesta sexta-feira (7), às 18h. O espaço, carinhosamente apelidado de “teatrinho do povo”, passou por uma restauração completa e inicia uma nova fase sob a gestão do Sesc-RN, com espetáculos, oficinas e projetos voltados à formação cultural. A programação de estreia acontece neste fim de semana, dias 8 e 9, com entrada gratuita.

    Inaugurado em 1962, o Sandoval Wanderley é o segundo teatro mais antigo de Natal, atrás apenas do Alberto Maranhão. Agora, aos 63 anos, retorna modernizado, mas preservando o formato de arena que o consagrou. Entre as novidades, estão o sistema de som e iluminação de última geração e uma cobertura retrátil que permite à plateia assistir aos espetáculos sob o céu aberto.

    Além do palco principal, o espaço conta com uma sala multiuso para ensaios, oficinas e atividades de capacitação artística. A decoração homenageia ícones da arte potiguar, como Newton Navarro, Carlos Sérgio Borges e Flávio Freitas, e reaviva a memória de peças que marcaram a história do teatro.

    A reabertura do “Teatrinho” abre possibilidades para a cena artística natalense e potiguar. Segundo Gedson Nunes, diretor regional do Sesc, o teatro será um polo de economia criativa, oferecendo cursos e formações em dança, circo, música, literatura e audiovisual. “Queremos que o Sandoval Wanderley volte a ser um espaço de pertencimento, um lugar de memória e de novos começos culturais”, afirma.

    As solicitações de pauta para o primeiro semestre de 2026 poderão ser feitas entre 20 de novembro e 14 de dezembro, pelo site do Sesc-RN. O teatro funcionará de terça a domingo.

    Com a reabertura, o Alecrim volta a unir comércio e arte — reafirmando o papel do “teatrinho do povo” como símbolo de acesso, memória e formação cultural em Natal.

    Segue a programação de abertura:
    Dia 08 (sábado), às 16h – peça “Menino Pássaro”
    Dia 09 (domingo), show do Quarteto Linha, às 19h.
    Entrada gratuita, com 1kg de alimento. Programação completa no @sescrn (Instagram).


  • Já passa de 60 o número de acidentes no binário da Jaguarari e São José; moradores da região criticam a mudança

    Desde a implantação do binário das avenidas São José e Jaguarari, em agosto, o que deveria melhorar o trânsito da zona Sul de Natal se transformou em motivo de preocupação. Moradores e trabalhadores da região relatam aumento no fluxo de veículos, falhas na sinalização e sensação de insegurança. Segundo dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), 14 acidentes foram registrados nas duas vias desde o início das mudanças — um número que acende o alerta para a eficiência da medida.

    De acordo com a STTU, apenas em 2025, os trechos das avenidas somaram 60 sinistros, o que representa 2,87% do total de acidentes no município. A estudante Letícia Sales, que costuma trafegar pela Jaguarari, afirma que a intervenção não trouxe melhorias. “A sinalização não é boa e não vejo diferença entre antes do binário e depois. Continua ruim”, relata.

    Para José Camilo, entregador, a imprudência e o aumento no número de motocicletas agravam os riscos. “A maioria dos acidentes que vejo é com moto. Já evito pegar essa rota”, diz.

    O cruzamento entre a Rua Dr. Pedro Amorim e a Desembargador Régulo Tinôco, continuação da São José, tornou-se um dos pontos mais perigosos. A moradora Tereza Penha, há quase 30 anos na região, afirma que a situação piorou após a obra. “Os carros passam em alta velocidade. Um quebra-molas ou um detector ajudaria muito.”

    A vizinha Cláudia Machado organiza um abaixo-assinado para cobrar providências da Prefeitura. Segundo ela, o trânsito ficou caótico. “A Régulo Tinôco é estreita e virou via de três mãos. As motos sobem na calçada. Aumentaram os acidentes, o barulho e até a sujeira nas casas.”

    A STTU afirmou que o cruzamento da Pedro Amorim com a Régulo Tinôco não integra diretamente o binário, mas confirmou que estuda intervenções para reduzir os riscos. O projeto, segundo o órgão, foi criado para reorganizar o tráfego e diminuir o tempo médio de deslocamento, beneficiando cerca de 25 mil veículos por dia.

    Para os moradores, contudo, a promessa de fluidez se transformou em rotina de engarrafamentos, colisões e medo.


  • Jaime Calado recebe Prêmio Prefeito Inovador 2025 da Rede Cidade Digital

    Na manhã desta quinta-feira (6), o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, recebeu o Prêmio Prefeito Inovador 2025, concedido pela Rede Cidade Digital durante o Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes realizado no auditório do SESC da Cidade Alta. A premiação reconhece gestores que utilizam a tecnologia de forma estratégica para modernizar a administração pública e melhorar a qualidade de vida da população.

    Entre as diversas iniciativas inovadoras implantadas pela atual gestão em São Gonçalo, o destaque foi o Programa Ilumina São Gonçalo, que vem substituindo as luminárias convencionais por luminárias em LED, promovendo mais eficiência energética, economia e segurança nas ruas e avenidas do município.

    O reconhecimento coloca São Gonçalo do Amarante em evidência no cenário regional, como exemplo de cidade que alia inovação, sustentabilidade e gestão pública eficiente.

    “Temos muitos programas inovadores em andamento, mas o Ilumina São Gonçalo é um símbolo do nosso compromisso com o progresso e com o uso inteligente da tecnologia para beneficiar a vida das pessoas”, afirmou o prefeito Jaime Calado durante o evento.

    Com o Ilumina São Gonçalo, o município dá mais um passo importante rumo ao desenvolvimento sustentável e à consolidação de uma cidade moderna, conectada e preparada para o futuro.





Jesus de Ritinha de Miúdo