Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Acordo histórico garante mais de R$ 300 milhões a quase 2 mil docentes da UFRN

    Processo mais antigo da Justiça do Trabalho do RN chega a um desfecho após 34 anos; professores serão comunicados oficialmente nesta segunda-feira (7)

    Um acordo histórico firmado entre o ADURN-Sindicato e a Procuradoria Geral Federal (PGF) vai garantir o pagamento de mais de R$ 300 milhões a 1.928 professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A assinatura do termo ocorreu na última quinta-feira (3), em Brasília, encerrando a mais antiga ação ainda em tramitação na Justiça do Trabalho do Rio Grande do Norte.

    A ação, movida em 1991, busca reparar perdas salariais causadas pelos planos econômicos Bresser (1987) e Verão (1989), implementados pelo Governo Federal. Conhecida como “Ação dos Precatórios”, ela teve seus pagamentos inicialmente autorizados na década de 1990, mas foi devolvida à União por questões processuais.

    A cerimônia de assinatura, realizada na sede da PGF, contou com a presença do presidente do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, da assessora jurídica Andreia Munemassa, e do presidente do PROIFES-Federação, Wellington Duarte.

    Segundo Oswaldo Negrão, o acordo representa uma conquista histórica para a categoria.

    Estivemos sempre empenhados em garantir o direito desse coletivo de professores na ativa durante os planos Bresser e Verão. Infelizmente, dos 1.928 substituídos, cerca de 300 já faleceram, mas o compromisso de fechar esse ciclo também honra a memória deles, cujos herdeiros receberão o montante devido”, afirmou.

    A assessora jurídica Andreia Munemassa destacou o caráter democrático do acordo, que permite aos beneficiários a opção de aderir ou seguir com o trâmite judicial.

    É um acordo que nos honra por entregar um valor justo e digno, diante da longa espera imposta. Além disso, respeita a escolha de cada um dos professores sobre como proceder”, declarou.


    Caminho jurídico até o acordo

    Em 2009, o ADURN-Sindicato retomou esforços para reativar o processo, que havia sido arquivado. Em 2013, a partir da atuação do escritório Munemassa Advogados, foi possível dar seguimento à chamada “rescisória da rescisória”. Após o trânsito em julgado da ação, em 2015, teve início o processo de execução, marcado por intensas disputas jurídicas.

    A ação passou por diversas instâncias, incluindo três análises no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-21) e quatro no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

    Nunca tivemos uma derrota. Todas as decisões foram a favor da categoria e é por isso que hoje foi possível fazer esse acordo”, ressaltou Andreia.


    Detalhes do acordo

    O acordo prevê um deságio de 40% sobre o valor atualizado da ação. Ainda assim, o montante a ser pago supera o que consta no processo de execução que tramita no TST desde 2015, graças à aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – Especial (IPCA-E), que substitui a Taxa Referencial (TR), utilizada anteriormente.

    Apesar de ser uma ação coletiva, cada docente poderá decidir individualmente se adere ao acordo. A previsão é que os pagamentos sejam realizados em 2027. Aqueles que optarem por continuar no processo deverão aguardar os próximos trâmites judiciais.


  • IMD prorroga inscrições para curso gratuito de Indústria 4.0 no setor têxtil

    O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) prorrogou as inscrições para a segunda turma do curso de capacitação em Indústria 4.0 para gestores e profissionais do setor têxtil e de confecções. Os interessados agora têm até o dia 2 de maio para se inscrever, por meio deste link, e participar das atividades presenciais no IMD.

    Iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), em parceria com o Instituto, o curso visa capacitar profissionais e empreendedores potiguares para promover a integração de tecnologias digitais a processos produtivos e gerenciais. A segunda turma do curso conta com 40 vagas e terá início no dia 7 de maio.

    O presidente da Comissão Temática de Inovação (COINCITEC), Djalma Júnior, ressaltou a importância da capacitação para a indústria têxtil e de confecção do Nordeste. “A adesão na primeira edição mostrou a demanda por qualificação em tecnologias da Indústria 4.0. Essa nova turma amplia ainda mais a oportunidade para que empresas e profissionais estejam preparados para os desafios da digitalização e automação dos processos produtivos”, afirmou.

    De acordo com ele, em função do sucesso da primeira turma, a continuidade do curso reforça o compromisso com a modernização e competitividade do setor. “O conceito da Indústria 4.0 é disseminado para que as pessoas entendam que qualquer mudança tecnológica pode avançar na indústria, beneficiando a produtividade e ganho de capital, de recursos”, destaca.

    O Programa de Revitalização da Indústria Nordestina é feito pelo FIERN por meio da COINCITEC. A iniciativa também conta com o apoio do Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), no âmbito do Programa de Revitalização da Indústria Nordestina (NE 4.0), promovido em toda a região pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), com apoio do Sebrae.

    Abordagem prática

    Com carga horária de 100 horas em aulas presenciais, a formação oferece uma abordagem prática e aplicada, voltada para a inovação, a automação e o uso estratégico de dados, contribuindo para o fortalecimento da competitividade da indústria nordestina. “Esse curso é um passo estratégico para reposicionar o RN como um polo têxtil moderno, ágil e preparado para os desafios da economia digital”, destacou o professor e coordenador do programa no IMD, Anderson Cruz.

    Ao longo da capacitação, os participantes irão desenvolver competências em áreas como tecnologia e ferramentas digitais, Indústria 4.0, Internet das Coisas (loT), Big Data e Inteligência Artificial, além de estratégias de marketing digital, comunicação, análise de métricas e uso ferramentas para gestão de projetos. Essas tecnologias, quando bem utilizadas, possibilitam a redução de desperdícios e otimização do uso de matérias-primas, diminuindo erros e aumentando a produtividade. 

    Para participar, é necessário ser gestor ou funcionário de uma empresa do setor têxtil e de confecções, ter disponibilidade para participar das aulas presenciais no IMD e apresentar a documentação solicitada durante o processo de inscrição.

    Meta

    O Programa de Revitalização da Indústria Nordestina tem como meta avaliar 30 instituições nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, além de capacitar 100 profissionais do setor e implantar soluções de Indústria 4.0 em 15 empresas diferentes.

    O programa propõe a ampliação e adoção de novas tecnologias por parte das indústrias da região, envolvendo diversos segmentos e capacitando mão de obra de alta qualificação, por meio de residência tecnológica. E prevê ações estratégicas de médio prazo voltadas para o desenvolvimento de metodologia de monitoramento do nível de maturidade da Indústria 4.0, suporte ao desenvolvimento de políticas públicas e implantação de residência em Cloud Computing (computação em nuvem), além da criação de Núcleos Estaduais de Indústria 4.0.


  • Dieese registra pequena queda no preço da cesta básica em Natal entre fevereiro e março; valor da cesta está de R$ 636,47

    O custo da cesta básica em Natal registrou uma pequena redução de 1,87% entre fevereiro e março deste ano, chegando a R$ 636,47.

    O levantamento foi do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), colocando Natal com o 5º menor valor entre as 17 capitais pesquisadas.

    Mesmo com a constatação da pequena queda, o preço da cesta básica em Natal acumula alta de 3,10% nos três primeiros meses deste ano.

    Segundo o Dieese, 6 dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram redução nos preços médios de fevereiro para março em Natal: tomate (-19,39%); óleo de soja (-2,80%); arroz agulhinha (-1,72%); carne bovina de primeira (-1,27%); feijão carioca (-0,81%); e manteiga (-0,26%). O preço do açúcar cristal se manteve estável.

    5 itens apresentaram aumento: banana (10,15%); leite integral (4,96%); café em pó (4,54%); farinha de mandioca (1,59%); e pão francês (1,39%).


  • Justiça determina bloqueio de R$ 1 milhão do Estado para tratar leucemia em paciente

    O Poder Judiciário potiguar determinou o bloqueio de verbas públicas do Estado do Rio Grande do Norte, no valor de R$ 1.179.000,00, após negar o fornecimento do remédio Beleodaq, destinado ao tratamento de uma paciente com leucemia. Assim decidiram os desembargadores que compõem a 1ª Câmara Cível do TJRN, em Turma, à unanimidade de votos, e em consonância com o parecer ministerial.

    No recurso interposto, o Estado afirma que o orçamento utilizado na decisão indica sobrepreço em relação ao remédio, indicando que a empresa distribuidora de medicamento e, responsável pelo orçamento, teria registrado valores acima do preço máximo de venda ao consumidor. Alega, ainda, existirem danos irreparáveis aos cofres públicos, diante das diferenças significativas de valores, tendo a Secretaria de Saúde Pública (Sesap/RN) exposto lista com outros potenciais fornecedores, que trabalham com valores menores.

    Ao analisar o caso, o relator do processo, desembargador Dilermando Mota, ressaltou que “não assiste razão ao ente público no tocante à alegação de manifesto sobrepreço, ou pelo menos de fortes indícios de abusividade na cotação realizada pela empresa fornecedora do orçamento (de menor valor) juntado aos autos pela parte agravada”.

    O magistrado considerou que a parte autora teve o cuidado de levar aos autos três orçamentos para o medicamento pretendido, e afirma que a situação já estava no domínio de conhecimento do ente público há muitos meses. “A possibilidade de aquisição por menor preço, por meio de aquisição direta pelo próprio ente público, mediante negociação do fármaco, poderia e deveria ter sido acessada pelo Estado há muito mais tempo. O objeto da execução já poderia estar disponível para entrega direta à paciente, sem necessidade do bloqueio discutido”, analisa.

    Além disso, o relator destaca que, mesmo existindo um relevante interesse social envolvido na preservação da viabilidade financeira do sistema de saúde, o que se observa nos autos é que o juízo teve o zelo de, logo após a primeira manifestação da Sesap, determinar que o ente estadual trouxesse manifestação a respeito da alegação de sobrepreço, somente decidindo sobre a manutenção do bloqueio após o contraditório formado.

    O magistrado salienta também que o valor imediatamente liberado foi somente relativo a uma primeira remessa de doses, e reforça que o próprio ente público possui condições plenas de ainda reverter essa situação de prejuízo alegado ao erário, ou reduzir essa diferença que alega ser excessiva. “Ante o exposto, em consonância com o parecer ministerial, conheço e nego provimento ao recurso, mantendo inalterada a decisão recorrida”, sustenta o magistrado de segundo grau.


  • Semana Santa: especialista alerta para cuidados com peixes e frutos do mar durante o feriado

    Nutricionista orienta sobre higienização, preparo e armazenamento adequado para evitar infecções alimentares

    Com a chegada da Semana Santa, comemorada entre os dias 13 e 20 de abril este ano, muitos brasileiros mantêm a tradição de substituir carnes vermelhas por peixes e frutos do mar, especialmente entre a Quinta-Feira Santa (17) e o Sábado de Aleluia (19). O aumento no consumo desses alimentos, no entanto, exige atenção redobrada com a segurança alimentar, desde a compra até o preparo.

    A nutricionista e professora da Estácio, Eva Andrade, reforça que o cuidado começa no momento da compra. “É essencial escolher estabelecimentos limpos, com boa refrigeração dos produtos. Os peixes devem estar cobertos com gelo ou congelados, e os vendedores precisam manuseá-los com as mãos higienizadas”, destaca.

    Higiene é fundamental

    De volta para casa, o consumidor deve priorizar a higienização correta. Peixes precisam ser lavados em água corrente, com remoção de vísceras e escamas. “Utilizar uma escova para limpar bem a pele do peixe é uma boa prática. Também é importante higienizar a bancada onde ele foi manipulado”, orienta a especialista.

    Frutos do mar como camarões, ostras e mexilhões também exigem cuidados. “Devem ser lavados para remover areia e impurezas, e no caso dos moluscos, é fundamental descartar os que estiverem abertos antes do cozimento”, alerta Eva.

    A má higienização pode resultar em contaminações por bactérias como Salmonella, Listeria e Norovírus, que provocam infecções gastrointestinais com sintomas como diarreia, vômitos e dores abdominais.

    Armazenamento correto evita riscos

    Segundo a nutricionista, os peixes devem ser mantidos na geladeira, com temperatura entre 0°C e 4°C, e consumidos preferencialmente em até dois dias. “Se não forem consumidos nesse período, o ideal é congelar. Assim, podem durar de um a três meses, dependendo do tipo”, explica.

    O mesmo vale para os frutos do mar. Camarões podem ser congelados por até três meses. Já mariscos como mexilhões e ostras devem ser armazenados em baixas temperaturas e consumidos o mais frescos possível.

    Benefícios e alertas sobre o consumo

    Além de saborosos, os pescados são fontes de proteínas de alta qualidade, vitaminas A e D, além de minerais como selênio e zinco. Também contêm ômega-3, conhecido por seus benefícios ao coração, ao cérebro e ao controle de inflamações.

    Mas a nutricionista faz um alerta: o consumo deve ser equilibrado. “Peixes como o atum podem conter mercúrio, prejudicial à saúde, especialmente para gestantes e crianças. E frutos do mar ricos em colesterol, como camarões, devem ser consumidos com moderação”, afirma.

    Durante a Semana Santa, a tradição pode ser aliada da saúde, desde que acompanhada de cuidados essenciais. A escolha consciente dos alimentos e a forma como são manipulados fazem toda a diferença no bem-estar da família.


  • Servidores estaduais receberão aumento já em abril; confirma governo

    O Governo do Rio Grande do Norte anunciou, nesta segunda-feira (7), a implantação de um reajuste salarial de 4,83% para os servidores públicos estaduais. A medida será aplicada já na folha de pagamento de abril e contempla profissionais da segurança pública, da saúde e de diversas categorias das administrações direta e indireta do Estado.

    A confirmação foi feita durante reunião entre o secretário estadual da Administração, Pedro Lopes, e representantes de sindicatos e associações classistas. O percentual de reajuste foi estabelecido por meio de uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa em 2024, em meio às discussões que também incluíram o aumento da alíquota do ICMS de 18% para 20%.

    “Tranquilizamos todos os dirigentes que o processo de implantação está transcorrendo naturalmente e também pedimos colaboração para fazer a revisão dos contracheques dos nossos colegas servidores. Estamos trabalhando forte e unidos com os sindicatos e as associações para que, ao final, os servidores tenham a sua recomposição efetivada de 4,83%, conforme o acordo firmado com o governo”, declarou o secretário Pedro Lopes.

    Durante o encontro, o governo também se comprometeu a enviar, ainda nesta segunda-feira, as tabelas com os novos valores de recomposição salarial para cada entidade sindical. Os sindicatos, por sua vez, foram orientados a revisar os contracheques de seus representados em parceria com os setores de Recursos Humanos dos órgãos estaduais, com o objetivo de identificar e corrigir eventuais inconsistências nos pagamentos.


  • Prefeito Jaime Calado será palestrante no 3º Congresso Conecta Municípios Potiguares da FEMURN

    A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte – FEMURN confirmou o apoio da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante ao 3º Congresso Conecta Municípios Potiguares, que acontece de 9 a 11 de abril, no Centro de Convenções de Natal/RN.

    Um dos pontos altos do evento será a palestra do prefeito Jaime Calado, que abordará o tema “Porto-Indústria Verde”, um projeto inovador criado durante sua gestão como secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, com potencial transformador para o crescimento sustentável e econômico do estado.

    A proposta do Porto-Indústria Verde promete posicionar o Rio Grande do Norte como referência em soluções industriais ambientalmente responsáveis, aliando progresso à preservação ambiental.

    O Congresso Conecta tem se consolidado como um dos principais espaços de debate, aprendizado e articulação entre gestores públicos potiguares, reunindo lideranças e especialistas em diversas áreas da administração pública.


  • Comissão do Desporto discute criação de programas de incentivo aos atletas de Natal

    A Comissão de Desporto e Qualidade de Vida da Câmara Municipal de Natal se reuniu nesta segunda-feira (7) e aprovou o Projeto de Lei nº 381/2024, de autoria do vereador licenciado Hermes Câmara, que institui e inclui no Calendário Oficial de Eventos do Município a Caminhada e Corrida dos Médicos, a ser realizada anualmente no mês de outubro. Além disso, os parlamentares discutiram a criação de programas de incentivo aos atletas da capital.

    “O esporte é uma grande ferramenta de inclusão, e estamos sempre cobrando políticas públicas para fortalecê-lo, seja no segmento amador ou profissional. Lutamos, por exemplo, para que Natal tenha o programa Bolsa Atleta, que garanta apoio aos competidores que representam a cidade em eventos fora do estado, mantendo-os motivados a ir cada vez mais longe”, destacou o vereador Luciano Nascimento (PSD), presidente da comissão.

    A vereadora Samanda Alves (PT) citou como exemplo um programa já existente em nível estadual e sugeriu a regulamentação de legislação semelhante no município. “Vemos que empresários têm satisfação em destinar parte do imposto para apoiar esportistas. Nesse sentido, precisamos que o Município regulamente a Lei nº 624/2020, que institui o Programa Municipal de Apoio e Promoção ao Esporte”, defendeu.

    No entanto, o vereador Tércio Tinoco (União) explicou que a lei foi vetada à época e, mesmo com a derrubada do veto pela Câmara, a medida foi judicializada. “A Justiça também suspendeu a lei, por isso ela não está em vigor. Precisamos dialogar para que o prefeito envie novamente essa proposta à Casa. Acredito que é uma iniciativa fundamental e, como foi de autoria dele quando ainda era vereador, ele terá sensibilidade para colocá-la em prática”, afirmou o parlamentar.


  • Um terço dos adolescentes terá sobrepeso ou obesidade até 2050, aponta estudo

    Especialistas alertam para importância de hábitos saudáveis desde a infância; escolas e famílias são peças-chave na prevenção

    Até 2050, um terço dos adolescentes em todo o mundo poderá estar com sobrepeso ou obesidade. A estimativa é de um novo artigo publicado na revista científica The Lancet, que aponta para um crescimento alarmante dos casos de obesidade infantil — a condição mais do que triplicou entre 1990 e 2021, e a tendência é de alta.

    O alerta global também se reflete no cenário brasileiro. Dados do Atlas Mundial da Obesidade, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que, se nenhuma ação for tomada, o Brasil poderá ocupar, até 2030, a quinta posição entre os países com maior número de crianças e adolescentes obesos. E o dado mais preocupante: as chances de reverter essa situação são de apenas 2%, segundo especialistas.

    Hoje, 14,3% das crianças brasileiras entre dois e quatro anos têm excesso de peso. Dessas, 227,6 mil já apresentam obesidade, enquanto 273,3 mil estão com sobrepeso. Entre os cinco e nove anos, os números são ainda mais expressivos: 29,3% das crianças estão acima do peso — um total de 200 mil com obesidade grave, 352,8 mil com obesidade e 670,9 mil com sobrepeso.

    Para a diretora da Casa Escola, Priscila Griner, os dados refletem uma realidade percebida nas salas de aula. “A infância e a adolescência estão cada vez mais sedentárias, mal nutridas e condicionadas aos dispositivos eletrônicos, e isso impacta diretamente na saúde e no desenvolvimento motor, social e emocional.” Ela completa: “Precisamos criar oportunidades para que as crianças se movimentem de forma natural e prazerosa”.

    Entre crianças de cinco a nove anos, os índices são ainda mais elevados 29,3% estão acima do peso.

    Segundo Priscila, a atividade física tem um papel que vai além da prevenção da obesidade. “A prática esportiva ensina valores como superação, disciplina, respeito e empatia. Quando a criança vivencia isso desde cedo, leva esses aprendizados para toda a vida”.

    Escola como parceira da saúde

    Na Casa Escola, a atividade física é parte essencial do currículo, e uma das iniciativas que reforçam essa abordagem é o JICE — Jogos Internos da Casa Escola. O evento, que ocorre anualmente e vai até 10 de abril, envolve alunos da Educação Infantil e dos Ensinos Fundamentais 1 e 2 em atividades esportivas e lúdicas adaptadas a cada faixa etária.

    “O JICE é pensado junto com os alunos. Eles sugerem atividades, participam da organização das equipes, da montagem das tabelas e até da escolha da premiação. Isso gera engajamento e torna a experiência mais significativa”, conta Larissa Gabriela, professora de Educação Física da instituição.

    Larissa também reforça o papel das famílias na construção de uma relação saudável com o corpo e o movimento. “Cada criança tem seu ritmo. Por isso, mais do que incentivar a prática de atividades físicas, é fundamental criar um ambiente onde o movimento esteja presente no cotidiano e seja associado ao prazer, não à obrigação”.


  • Assembleia promove debate para reativar Marizão e Nonozão, maiores palcos esportivos do Seridó

    Prestes a completar 32 anos de sua fundação, o Estádio Senador Dinarte Mariz, o Marizão, em Caicó, já foi palco de grandes e históricos momentos do futebol. Já sediou três finais do Campeonato Potiguar, três partidas da Copa do Brasil e vários jogos da Série C do Campeonato Brasileiro, mas nunca recebeu uma reforma e hoje não tem a menor condição de funcionamento. Foi para buscar soluções e a forma de viabilizar a sua reforma, a fim de retorne à atividade, que a ALRN, por iniciativa do mandato do deputado Adjuto Dias (MDB) , promoveu audiência pública em Caicó, nesta sexta-feira (4).

    O debate aconteceu no plenário Prefeito Inácio Bezerra, da Câmara de Caicó, e contou com representantes do governo, da prefeitura, de vereadores, das ligas de futebol, federações e de pessoas da comunidade ligadas ao esporte. Além do Marizão, a audiência também foi para buscar soluções para a situação do ginásio Nonozão, como é mais conhecido o ginásio localizado na Ilha de Santana, atualmente interditado pelo Corpo de Bombeiros.

    “Queremos esclarecer de quem é a responsabilidade por ambos os estádios, se existem projetos para reforma, esclarecer de onde tem os recursos e como poderemos contribuir para que estes equipamentos sejam reformados”, afirmou o deputado Adjuto Dias. “A gente veio tomar conhecimento e ver quais etapas precisam ser cumpridas. Se o governo tem os recursos, vamos buscar, Esta é uma luta suprapartidária , que envolve os colegas deputados e também a bancada federal”, encerrou o deputado propositor.  

    Com os dois maiores ginásios públicos da cidade interditados, Caicó praticamente ficou fora do mapa dos principais campeonatos regionais, como o Seridozão, que congrega times de toda a região e vai completar 40 anos. Municípios menores, como Cruzeta e São Fernando, sediam jogos rotineiramente. O Marizão está totalmente deteriorado e com estrutura que coloca em risco a segurança. 

    O secretário municipal de Esporte, José Maria, falou sobre o Nonozão e esclareceu que existe um convênio do município com a Ilha de Santana e que o Marizão, no entanto, a prefeitura paga a conta de energia, mas é coordenado pelo governo estadual. O gestor explicou que representantes do governo estadual estiveram no local recentemente em visita ténica, a fim de avaliar a estrutura e posteriormente criar um projeto para a reforma. “Essa reforma será muito boa para Caicó e região. Já o Marizão está num estado lamentável, a gente precisa que o esporte volte a crescer”, disse.

    Representando o Corpo de Bombeiros, o Coronel Araújo relatou que o Nonozão foi interditado por conta de problemas na cobertura, para evitar acidentes quando as telhas se desprenderam e parabenizou a prefeitura pela iniciativa. Sobre o Marizão, ele afirmou que o estádio não tem o AVCB, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. É este documento que atesta que o imóvel está em conformidade com as normas de segurança contra incêndios. “Precisa um projeto de combate a incêndios e depois disso a gente faz a  análise para conferir se o que foi apresentado está dentro das normas técnicas, nossos vistoriadores vão até o local conferir se condiz com o que foi apresentado no projeto e se foram executadas as medidas de segurança e de combate ao incêndio”, disse.

    Representando o governo do Estado, o coordenador de Desporto Escolar da Secretaria de Educação, João Pessoa, afirmou que o problema do Marizão, assim como de outros estádios, está na configuração atual: o governo estadual constroi mas não faz a gestão, administração e manutenção do equipamento.

    O secretário, que acompanha a questão do estádio Marizão, sugeriu como solução para este e outros equipamentos esportivos a criação de um comitê gestor. Na história do Marizão, ele relata que outro problema foi o fato da secretaria de Esportes ter sido criada somente em 2007, sem orçamento e funcionando com servidores cedidos da Secretaria de Educação. “Um comitê de gestão pode fazer um relatório, a partir daí chamar a Secretaria de Infraestrutura para ver as demandas necessárias a fim de se iniciar a reforma”, disse. 

    João Pessoa afirmou ainda que o Marizão, por ser estádio olímpico, deveria contar com pista de atletismo no seu entorno e que a planta previa um anel viário, conforme o antigo Castelão, em Natal, como eram os modelos de estádios da época. “Por parte do governo ouve dificuldade administrativa e gerencial. Se formos ver a Arena das Dunas, é outra concepção”.

    O gestor encerrou defendendo a luta pelo retorno das atividades no estádio e ginásio. “Estamos lutando por um bem para a população de caicó, o estádio é um ente territorial, e tem por obrigação apoiar todos as 167 municípios e acredito que a gestão compartilhada, com parceria da iniciativa privada e dos parceiros que utilizam o ginásio, pode ser a solução”, disse. 

    O vereador Diogo Silva lamentou a falta de funcionamento dos dois principais equipamentos públicos para sediar jogos e campeonatos. “A juventude fica prejudicada, não somente de Caicó, mas de toda a região”, disse.

    Outros participantes da audiência, que compuseram a mesa, relataram os históricos problemas do estádio Marizão e do ginásio Nonozão, que prejudicam a realização de campeonatos na cidade e os jovens desportistas.





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