• Durval Lelys lidera lista de cachês do Natal em Natal 2025

    Os cachês dos artistas que participam do Natal em Natal 2025 variam entre R$ 8 mil e R$ 800 mil, de acordo com levantamento do g1 baseado em contratos publicados no Diário Oficial do Município (DOM). O evento reúne mais de 30 atrações principais, com apresentações em Ponta Negra e na Avenida da Alegria, na Redinha, entre os dias 25 e 31 de dezembro.

    O levantamento considerou todos os contratos divulgados pela Prefeitura de Natal até este domingo (28). O maior cachê identificado até o momento é o do cantor Durval Lelys, que se apresenta na noite de réveillon em Ponta Negra, com valor de R$ 800 mil. Em seguida aparecem Sorriso Maroto, com R$ 700 mil, e Léo Santana, contratado por R$ 600 mil.

    Também figuram entre os artistas mais bem pagos Zé Vaqueiro (R$ 500 mil), Calcinha Preta (R$ 490 mil), Zezo e Dilsinho (R$ 400 mil cada). Outros nomes conhecidos do forró e do brega, como Limão com Mel (R$ 290 mil) e Luan Estilizado (R$ 200 mil), completam a lista dos maiores valores.

    Há ainda artistas com cachês mais modestos, especialmente atrações locais, com valores que vão de R$ 100 mil a R$ 8 mil. Entre eles estão Circuito Musical, Raynel Guedes, Bonde do Gragra, Giullian Monte, Soanata, Priscilla Freire, Hiago Medeiros, Augusto Dantas, Fernanda e Gislaine e Gilmar Bezerra.

    Alguns artistas anunciados na programação, como Claudia Leitte, Ricardo Chaves e Henry Freitas, ainda não tiveram contratos publicados no DOM. Com isso, a lista e a ordem dos maiores cachês podem sofrer alterações nos próximos dias.


  • Cajueiro de Pirangi completa 137 anos e ganha proteção como Monumento Natural Estadual

    O Maior Cajueiro do Mundo, situado na praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, passou a ter proteção legal reforçada e entrou para a história da preservação ambiental do Rio Grande do Norte. No sábado (20), durante as celebrações pelos 137 anos da árvore, a governadora Fátima Bezerra assinou o decreto que cria o Monumento Natural Cajueiro de Pirangi (MONA Caju), transformando a área em uma Unidade de Conservação Estadual.

    A medida representa um marco na proteção do patrimônio natural, cultural e turístico potiguar, consolidando o compromisso do Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), com a conservação ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais. Com o novo status, o Cajueiro passa a contar com instrumentos específicos de gestão e preservação.

    Durante a solenidade, a governadora destacou o valor histórico e simbólico do monumento para o estado, ressaltando que a criação da unidade garante segurança jurídica e proteção permanente para as futuras gerações. A prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz, enfatizou a importância social e econômica do Cajueiro, apontando o espaço como vetor de desenvolvimento local, estímulo ao turismo e fortalecimento da economia criativa.

    Segundo o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, a iniciativa integra uma política mais ampla de ampliação e fortalecimento das Unidades de Conservação no Rio Grande do Norte, que inclui áreas como Serra João do Vale, Timbaúba dos Batistas e Baía Formosa. Já o diretor técnico do órgão, Thales Dantas, explicou que o reconhecimento do Cajueiro como a 12ª Unidade de Conservação do estado é resultado de estudos técnicos conduzidos pela equipe da UGBio.

    Reconhecido pelo Guinness Book desde 1994, o Cajueiro de Pirangi ocupa cerca de 9 mil metros quadrados, possui perímetro estimado em 500 metros e recebe mais de 300 mil visitantes por ano. Com o decreto, o monumento passa a integrar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), assegurando sua preservação a longo prazo.


  • Kremlin diz que EUA e Rússia são contra trégua antes de acordo definitivo

    O encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, realizado neste domingo (28), marcou mais um passo nas articulações internacionais para encerrar a guerra no Leste Europeu. A reunião, que começou com cerca de 30 minutos de atraso, teve como foco principal as garantias de segurança à Ucrânia e o papel dos Estados Unidos e da União Europeia no pós-conflito.

    Ao receber Zelensky na Flórida, Trump afirmou que as negociações avançaram e classificou as garantias de segurança como “fortes”, destacando o envolvimento direto de países europeus. Segundo o presidente norte-americano, o processo está em sua etapa final, embora ainda não exista uma data definida para a conclusão de um acordo.

    Antes de falar com o líder ucraniano, Trump manteve uma conversa telefônica com o presidente russo, Vladimir Putin, descrita como positiva por ambos os lados. De acordo com informações da agência Reuters, Washington e Moscou rejeitam a ideia de um cessar-fogo temporário antes da assinatura de um acordo definitivo, por avaliarem que a medida poderia prolongar o conflito.

    O Kremlin reforçou essa posição por meio do assessor Yuri Ushakov, que afirmou que propostas de trégua defendidas por europeus e ucranianos carregam riscos de novas escaladas militares. Já o chanceler russo, Serguéi Lavrov, disse que a Rússia não planeja atacar países da Europa e elogiou a atuação de Trump, atribuindo à União Europeia parte da responsabilidade pelo impasse nas negociações.

    As conversas entre EUA e Ucrânia se baseiam em um plano com 20 pontos apresentado por Washington. O texto prevê, entre outros pontos, a reorganização territorial no Donbass, um controle compartilhado da usina nuclear de Zaporizhzhia e compromissos de não proliferação nuclear. Em troca, a Ucrânia receberia garantias de segurança, apoio à reconstrução, incentivos econômicos e caminho aberto para integrar a União Europeia, com o acordo sendo supervisionado por um conselho internacional.


  • Processo contra Brisa Bracchi entra em fase de instrução após decisão da Câmara de Natal

    A Comissão Especial Processante (CEP) da Câmara Municipal de Natal decidiu dar continuidade ao processo que apura denúncias de supostas infrações político-administrativas e quebra de decoro parlamentar atribuídas à vereadora Brisa Bracchi (PT). O entendimento consta em parecer preliminar apresentado pelo relator, vereador Daniell Rendall, que aponta a existência de elementos suficientes para a abertura da fase de instrução, etapa que pode culminar em um novo pedido de cassação do mandato.

    A denúncia foi formulada pelo vereador Matheus Faustino e teve seu recebimento aprovado pelo plenário da Casa na sexta-feira (26), com 19 votos favoráveis e seis contrários. Com a decisão, foi instalada a comissão processante, composta pela vereadora Samanda Alves, na presidência, Daniell Rendall como relator, e Tarcio de Eudiane como membro.

    O relatório delimita a investigação em dois eixos principais. O primeiro diz respeito à suposta organização, articulação ou promoção do evento denominado “Rolê Vermelho”, que, segundo a acusação, teria caráter político-partidário e ideológico, com possível utilização de recursos públicos. O segundo eixo trata da destinação de emendas parlamentares para eventos culturais que, embora financiados com verba pública, teriam cobrado ingressos do público.

    Entre os eventos mencionados na denúncia estão “Brega Noir”, “Arraiá do Frango Frito”, “Rua Chile é Frisson” e “Vermeillon”. No parecer, o relator rejeitou todas as preliminares apresentadas pela defesa da vereadora, como alegações de nulidade no recebimento da denúncia, inépcia da acusação, ausência de justa causa, litispendência e risco de bis in idem em razão de apuração paralela na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.

    De acordo com o documento, o recebimento da denúncia observou os requisitos regimentais, com quórum válido, e eventuais questionamentos sobre a convocação de suplentes não demonstraram prejuízo concreto ao processo. A comissão também destacou que a existência de procedimento na Comissão de Ética não impede o andamento da apuração político-administrativa, por se tratarem de instâncias distintas, com finalidades diferentes.

    O parecer ressalta que a decisão pelo prosseguimento não configura julgamento antecipado, mas apenas o reconhecimento de que há fatos controvertidos que precisam ser esclarecidos. A fase de instrução deverá envolver a análise de documentos administrativos, especialmente processos da Funcarte, além da verificação da execução das emendas, do acesso do público aos eventos e do grau de vinculação da parlamentar aos fatos investigados.

    Concluída a investigação, a comissão apresentará um parecer final ao plenário. Caso a denúncia seja considerada procedente, a cassação do mandato dependerá da aprovação por quórum qualificado dos vereadores.


  • Com receitas em alta, RN segue limitado para investir devido ao peso das despesas correntes

    A Receita Corrente Líquida (RCL) do Rio Grande do Norte cresceu 14% no quinto bimestre de 2025, alcançando R$ 19 bilhões entre os meses de setembro e outubro. O avanço expressivo da arrecadação, no entanto, não resultou em maior capacidade de investimento público, uma vez que as despesas correntes do Estado avançaram no mesmo ritmo, mantendo o orçamento pressionado. O cenário foi detalhado em reportagem da Tribuna do Norte, com base em dados oficiais da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

    No mesmo período de 2024, a RCL potiguar havia somado R$ 16,7 bilhões. Em comparação com outros estados do Nordeste, o Rio Grande do Norte registrou o segundo maior crescimento no período, ficando atrás apenas de Sergipe, que apresentou alta de 16%. Apesar do desempenho positivo da receita, a despesa corrente também cresceu 14%, passando de R$ 15,4 bilhões no quinto bimestre do ano passado para R$ 17,5 bilhões neste ano.

    Os dados constam do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) em Foco, elaborado pela STN em parceria com o Ministério da Fazenda. O levantamento considera a receita líquida efetivamente disponível ao Estado, já descontados os repasses constitucionais e legais, ou seja, os recursos de livre uso pelo poder público.

    Para o economista Thales Penha, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), os números ainda não refletem a correção inflacionária, o que significa que, em termos reais, tanto a receita quanto a despesa cresceriam menos. Ainda assim, ele destaca que o aumento da arrecadação está diretamente relacionado ao aquecimento da economia estadual, com melhora nos índices de emprego e maior atividade produtiva.

    Segundo Penha, o relatório mostra que o crescimento da arrecadação tem sido impulsionado principalmente pelos tributos próprios, sobretudo o ICMS, responsável por cerca de 92% da arrecadação tributária do Estado. “O Rio Grande do Norte vem arrecadando mais por meio de receitas próprias do que recebendo transferências correntes da União, o que indica maior dinamismo da economia local”, avalia.

    O economista Ricardo Valério, superintendente do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon/RN), também reconhece o papel da arrecadação tributária, mas pondera que o período entre outubro e março é tradicionalmente mais favorável às receitas estaduais em todo o país. Ele acrescenta que repasses federais expressivos, a inflação e o bom desempenho do comércio varejista também contribuíram para o resultado positivo observado no quinto bimestre.

    Apesar do crescimento da RCL, o resultado orçamentário do Estado apresentou retração. Até o quinto bimestre de 2025, o saldo entre receitas realizadas e despesas liquidadas foi de R$ 1 bilhão, equivalente a 6% da RCL. No mesmo período do ano passado, o resultado havia sido de R$ 1,05 bilhão, correspondendo a 8% da receita corrente. Para os especialistas, essa oscilação reflete a fragilidade estrutural das contas públicas estaduais.

    De acordo com Thales Penha, o orçamento do Rio Grande do Norte segue fortemente pressionado pelos gastos com pessoal e pelos chamados gastos tributários, o que reduz a margem para investimentos e aumenta a dependência de transferências federais e de investimentos privados. Já Ricardo Valério chama atenção para a baixa diversificação da base econômica do Estado, excessivamente concentrada nos setores de comércio e serviços. Para ele, o fortalecimento de atividades estratégicas, como a geração de energia limpa e renovável, pode representar uma alternativa no médio e longo prazos.

    O RREO aponta que as despesas com pessoal representam 73% das despesas liquidadas do Estado até o quinto bimestre deste ano. Os investimentos correspondem a apenas 3% do total, percentual superior apenas ao gasto com serviços da dívida, que soma 2%. As despesas de custeio, por sua vez, respondem por 17%. O baixo nível de investimentos é apontado como um dos principais entraves ao desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Norte.

    A Secretaria de Administração do Estado (Sead/RN) atribui a pressão sobre a folha de pagamento a fatores como pisos constitucionais, reajustes do salário mínimo e o crescimento do número de servidores que migram da ativa para a inatividade, sem reposição equivalente. Segundo a pasta, a estrutura atual de pessoal é resultado de decisões tomadas em décadas passadas, especialmente até os anos 1980.

    Atualmente, a folha bruta do Estado soma R$ 933 milhões, dos quais R$ 445 milhões são destinados a servidores ativos e R$ 487 milhões a aposentados e pensionistas. A Sead afirma que há expectativa de redução gradual do gasto previdenciário nos próximos anos e projeta que o comprometimento da despesa com pessoal em relação à RCL fique abaixo de 49% até 2030.

    Além da folha, o déficit previdenciário agrava o cenário fiscal. Segundo a STN, o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do RN apresentou déficit de 11% em relação à RCL no quinto bimestre de 2025, com resultado negativo de R$ 1,7 milhão, superior ao registrado no ano anterior. Para especialistas, o problema exige soluções estruturais e de longo prazo, incluindo uma nova reforma previdenciária.

    Com informações da Tribuna do Norte.


  • Fogo atinge prédio com lojas e apartamentos no bairro Boa Passagem, em Caicó

    Um incêndio mobilizou o Corpo de Bombeiros na noite da sexta-feira, dia 26, em Caicó, no Seridó do Rio Grande do Norte. O fogo teve início em uma oficina de motores instalada no térreo de um prédio misto, com pontos comerciais e apartamentos, localizado na Rua Júlio Rodrigues, no bairro Boa Passagem.

    As chamas e a intensa fumaça chamaram a atenção de moradores da região. Diante do risco de o incêndio se espalhar para os pavimentos superiores, todos os residentes foram retirados do imóvel como medida preventiva. Ninguém ficou ferido.

    Um dos moradores, Miguel Severiano, contou que percebeu a fumaça saindo do prédio e decidiu agir rapidamente. Ele alertou vizinhos e acionou o Corpo de Bombeiros, que chegou em poucos minutos e iniciou o combate ao fogo.

    De acordo com a corporação, a atuação ágil da equipe foi fundamental para conter as chamas ainda no térreo, evitando danos às lojas vizinhas e aos apartamentos do primeiro andar. O sargento Glicério Batista informou que a oficina possuía grande quantidade de material inflamável, o que poderia ter agravado a situação.

    Apesar da destruição parcial no interior da oficina, a estrutura do prédio foi preservada e não houve registro de vítimas. As causas do incêndio ainda são desconhecidas e deverão ser apuradas


  • Governo anuncia quitação do 13º dos servidores públicos para até 10 de janeiro

    A desembargadora Berenice Capuxú suspendeu nesta sexta-feira (26) os efeitos da decisão judicial que determinava o pagamento do 13º salário dos servidores estaduais da Administração Direta ainda neste ano. A medida atende a um recurso apresentado pelo Estado do Rio Grande do Norte, que alegou risco de comprometimento do equilíbrio fiscal e grave lesão à economia pública estadual diante da crise econômica, financeira e fiscal enfrentada pela administração estadual.

    Em seu despacho, a magistrada destacou que, embora seja inegável o direito dos servidores ao pagamento da gratificação natalina, a excepcionalidade do caso exige uma solução equilibrada. “O princípio da proporcionalidade recomenda que a obrigação de pagamento seja compatibilizada com a capacidade financeira do Estado, de modo a não comprometer o funcionamento regular da administração pública e os serviços essenciais”, afirmou.

    A decisão ressaltou ainda que o Estado possui um calendário de pagamentos que prevê a quitação do 13º até o dia 10 de janeiro de 2026, considerado um prazo razoável diante do cenário atual. Mas que deixa os trabalhadores em dúvida se é um décimo terceiro, ou o pagamento do mês, que por ironia é pago até mesmo antes do último dia de pagamento possível para o 13º.

    A decisão inicial que determinava o pagamento do 13º ainda em 2025 havia sido proferida pelo juiz Jussier Barbalho Campos, na última terça-feira (23), após pedido do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do RN (Sinsp/RN). Na ocasião, o sindicato argumentou que a verba tem caráter alimentar e deveria ser quitada antes do fim do ano.

    A desembargadora Berenice Capuxú também mencionou jurisprudência consolidada do Tribunal de Justiça, citando decisões similares do desembargador João Rebouças, que já havia suspendido decisões favoráveis a sindicatos de servidores da Saúde. O Sindsaúde-RN criticou a suspensão, ressaltando que o 13º salário não é um empréstimo, mas uma remuneração garantida por lei, fruto de um ano de trabalho.

    O Governo do RN confirmou que o pagamento será realizado em 9 de janeiro de 2026, terceiro dia útil do mês, abrangendo servidores ativos, aposentados e pensionistas. Segundo nota oficial divulgada pelo Executivo, o calendário foi definido levando em consideração o atual cenário financeiro do estado e a necessidade de manter uma programação responsável que assegure a quitação integral da folha e a continuidade dos serviços públicos essenciais.

    O secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, já havia informado anteriormente que o governo estudava a possibilidade de dividir o pagamento do 13º em duas etapas, com a conclusão até, no máximo, 10 de janeiro, prática adotada em anos anteriores da gestão da governadora Fátima Bezerra. As decisões judiciais anteriores relacionadas a categorias específicas, como Saúde e Segurança Pública, reforçam o debate sobre o caráter alimentar da gratificação e a necessidade de equilíbrio com a capacidade financeira do Estado.


  • Presente de Natal? Novo tomógrafo chega ao Walfredo e custará 75 mil mensal

    O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, recebeu na sexta-feira (26) um novo tomógrafo para reforçar o centro de imagens da unidade. O equipamento, alugado pelo Governo do Rio Grande do Norte como medida emergencial, chega após falhas recorrentes nos dois tomógrafos antigos, que têm 9 e 15 anos de uso, e que deixaram o hospital sem realizar exames.

    A instalação do novo aparelho exigiu reforma estrutural e manutenção elétrica na sala, sob coordenação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, acompanhou a chegada do equipamento e ressaltou que a medida garante a continuidade do atendimento na principal unidade de urgência do estado. “Esse novo equipamento representa um avanço imenso na qualidade da assistência e vai resolver as situações recentes que tivemos de dificuldade no hospital”, declarou.

    A medida emergencial foi anunciada em novembro, quando a Sesap informou que, apesar de realizarem em média 180 exames diários, os tomógrafos antigos vinham apresentando falhas constantes. Para não comprometer o atendimento, o governo optou pelo aluguel de um tomógrafo enquanto aguarda a aquisição definitiva de outro, em parceria com o Ministério da Saúde.

    O aluguel do novo equipamento representa um investimento de R$ 75 mil por mês. Com a chegada do tomógrafo, a unidade retoma a capacidade total de exames, garantindo o funcionamento do principal serviço de emergência do Rio Grande do Norte e evitando novos transtornos à população.


  • Licitação do Hospital Metropolitano é homologada e obras no RN avançam para nova etapa

    O Governo do Rio Grande do Norte homologou nesta sexta-feira (26) o resultado da licitação para a construção do Hospital Metropolitano, vencida pela Construtora Ramalho Moreira Ltda. A homologação foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo secretário estadual da Infraestrutura, Gustavo Coêlho.

    De acordo com o documento, o investimento total previsto é de R$ 200 milhões. A unidade será construída no bairro de Emaús, em Parnamirim, na Grande Natal. Com a homologação, o Executivo estadual considera oficialmente concluído o processo de concorrência pública para a execução do projeto.

    O próximo passo será a assinatura da ordem de serviço, que autoriza o início das obras. O empreendimento integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

    A licitação havia sido retomada em novembro, após ficar suspensa por alguns meses por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). A suspensão ocorreu após denúncia de possíveis irregularidades, incluindo a alegação de que o estado teria contratado uma empresa que ficou em quarto lugar na disputa. À época, o governo negou irregularidades e afirmou que as empresas mais bem colocadas não atenderam integralmente às exigências do edital, seja por falta de documentação ou por não cumprimento de requisitos técnicos.

    O Hospital Metropolitano terá perfil voltado ao atendimento de trauma, ortopedia e neurocirurgia. A unidade contará com 350 leitos, dos quais 40 serão de UTI, e deverá desempenhar papel estratégico na reorganização da rede estadual de urgência e emergência. A expectativa é reduzir a sobrecarga do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, concentrando parte da demanda nessas especialidades.

    A estrutura incluirá três centros cirúrgicos, com 14 salas, centro de diagnóstico por imagem com tomografia e ressonância magnética, além de serviço de hemodinâmica, atualmente restrito ao Hospital Universitário Onofre Lopes.


  • Governo do RN amplia promoções e consolida mulheres em cargos estratégicos da segurança pública

    O Governo do Rio Grande do Norte promoveu, nesta semana, 991 militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, em atos assinados pela governadora Fátima Bezerra e publicados no Diário Oficial do Estado. Entre as promoções, sete mulheres alcançaram o posto de coronel, o mais alto da carreira: seis na Polícia Militar — quatro do quadro de combate e duas do quadro da saúde — e uma no Corpo de Bombeiros. Na PM, 28 oficiais mudaram de patente; no Corpo de Bombeiros, foram 26, enquanto as promoções de praças foram divulgadas em boletins internos das corporações, com efeitos financeiros a partir de 25 de dezembro.

    De 2019 a 2025, o Estado efetivou cerca de 20 mil promoções, sendo 18.240 na Polícia Militar. No Corpo de Bombeiros, foram 97 promoções apenas em dezembro, totalizando 1.470 desde 2019, número superior ao efetivo atual da corporação, que conta com 950 militares. Os dados refletem uma política continuada de valorização profissional e reestruturação das carreiras na segurança pública estadual.

    A ampliação da presença feminina em postos de comando ganha relevância em um cenário nacional marcado pelo aumento da violência contra mulheres. A ocupação desses espaços estratégicos contribui para políticas de segurança mais sensíveis à prevenção, ao acolhimento de vítimas e à resposta institucional qualificada. Segundo a governadora, a igualdade no acesso aos quadros da PM, garantida pela Lei Complementar nº 683, de 2021, eliminou a distinção de sexo no ingresso e ampliou oportunidades no Curso de Formação de Oficiais, substituindo um regramento considerado arcaico e fortalecendo o papel das mulheres na proteção da sociedade.





Jesus de Ritinha de Miúdo