• São Gonçalo firma parceria com SENAR/IPDR para implantar projeto de piscicultura e aquicultura familiar

    A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante deu mais um passo importante no fortalecimento da agricultura familiar ao firmar parceria com o Sistema FAERN/SENAR e o Instituto Potiguar de Desenvolvimento Rural (IPDR) para a implantação de um projeto de Piscicultura Integrada à Produção Vegetal no município.

    A iniciativa foi consolidada durante visita do prefeito Jaime Calado à sede do SENAR/RN, na tarde desta segunda-feira (04), onde conheceu de perto o funcionamento do projeto, já executado em outros municípios do estado. A proposta consiste em um sistema integrado de produção que promove o reaproveitamento da água utilizada na piscicultura para irrigação de culturas vegetais, garantindo maior eficiência no uso dos recursos hídricos e sustentabilidade ambiental.

    Durante a apresentação, a analista técnica do SENAR, Verlane Ferreira, explicou o funcionamento do projeto e destacou seus benefícios. “Esse projeto consiste na renovação da água da piscicultura que é reaproveitada no sistema de produção vegetal. Então, é um sistema de piscicultura integrado a um sistema de produção vegetal com o reaproveitamento da água para produção agrícola”, afirmou.

    Ela também detalhou o suporte oferecido aos produtores participantes. “Nesse projeto, os produtores são acompanhados pela nossa equipe e recebem um tanque escavado e lonado, dois mil alevinos e ração para alimentação desses peixes”, completou.

    Atualmente, a iniciativa já beneficia produtores em sete municípios do Rio Grande do Norte, atendendo 22 famílias que aderiram ao modelo de produção integrada.

    O prefeito Jaime Calado destacou a relevância da parceria e o impacto positivo esperado para o município. “O SENAR tem sido um grande parceiro da nossa gestão, oferecendo cursos e capacitações importantes para a população. Esse projeto de piscicultura associado à produção agrícola é um passo fundamental para garantir produtividade, retorno econômico e respeito ambiental. O que nós estávamos buscando encontramos aqui no SENAR”, declarou.

    Como próximos passos, estão previstos a formalização do convênio entre as instituições, a seleção de produtores com perfil adequado ao projeto e o início da implantação das estruturas necessárias para a produção. A execução contará com acompanhamento técnico contínuo, visando garantir o desempenho e a produtividade das atividades.

    Participaram da reunião o superintendente do SENAR, Luiz Henrique; o chefe de gabinete da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, Mário David; o secretário municipal de Agropecuária, Jarbas Cavalcanti; o coordenador de Pesca e Aquicultura da Secretaria de Agropecuária, Marcelo Camarão; a analista técnica do SENAR, Verlane Ferreira; e a analista administrativa do SENAR, Marlane Azevedo.


  • Walfredo Gurgel está com elevadores quebrados e pacientes precisam usar escadas para acessar centro cirúrgico.

    Leia sobre essa barbaridade em G1 RN.


  • Paralisação de 24 horas dos servidores da saúde do RN expõe impasse entre salários e orçamento

    Os servidores da saúde estadual do Rio Grande do Norte promoveram esta semana (terça-feira, 5), uma paralisação de 24 horas em frente à Governadoria, no Centro Administrativo, em Natal. Convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde do Rio Grande do Norte, a mobilização cobra o cumprimento de um acordo firmado com o Executivo estadual, especialmente o pagamento da recomposição salarial de 4,26%, prevista para abril de 2026, mas ainda não efetivada.

    Além do reajuste, a categoria exige a definição de um calendário para o pagamento dos valores retroativos. A paralisação foi deliberada em assembleia após uma mobilização unificada realizada na semana anterior, motivada pela ausência de respostas concretas por parte do Governo. “A categoria não aceita mais promessas vazias. Exige a definição imediata de um calendário para o pagamento dos valores retroativos e o cumprimento integral do que foi acordado”, diz uma nota do Sindicato publicada em suas redes sociais.

    Embora a reivindicação imediata seja pontual, os dados indicam que o problema é mais amplo e estrutural. No Rio Grande do Norte, técnicos de enfermagem — uma das categorias mais numerosas — têm mediana salarial de R$ 1.950, cerca de 16,5% abaixo da mediana nacional de R$ 2.335. Entre enfermeiros, a média nacional gira em torno de R$ 4.525, enquanto estados comparáveis apresentam valores como aproximadamente R$ 4.700 no Ceará e R$ 3.450 no Espírito Santo. No mercado local potiguar, a faixa varia entre R$ 3.800 e R$ 6.500. Já os médicos recebem entre R$ 8 mil e mais de R$ 18 mil.

    Esse cenário aponta para uma menor competitividade salarial do estado, especialmente nas categorias intermediárias, o que tende a provocar evasão de profissionais, acúmulo de vínculos empregatícios e pressão sindical recorrente.

    O impasse também está diretamente ligado à situação fiscal do estado. O orçamento de 2026 prevê receita de R$ 25,67 bilhões frente a despesas de R$ 27,21 bilhões, resultando em um déficit de R$ 1,54 bilhão. A estrutura orçamentária é marcada por alta rigidez, com grande parte dos recursos já comprometida, além da dependência de receitas como ICMS e transferências da União. Relatórios indicam ainda dificuldades na execução financeira, com discrepâncias entre valores empenhados e efetivamente pagos, inclusive em ações básicas da saúde.

    Nesse contexto, o governo enfrenta um dilema: recompor salários pressiona ainda mais o déficit; não recompor amplia o risco de paralisações e pode afetar a qualidade do atendimento.

    A mobilização ocorre em meio a um cenário de pressão crescente sobre o sistema de saúde. Dados recentes indicam redução de leitos obstétricos, pediátricos e psiquiátricos no SUS, enquanto políticas públicas têm buscado ampliar o acesso por meio de equipamentos e unidades móveis, sem necessariamente expandir o quadro de pessoal.Após mobilização dos servidores, o Governo do RN anunciou que a recomposição salarial dos servidores públicos do Estado no percentual de 4,26% será implantada ainda no contracheque de maio, e os valores retroativos referentes ao mês de abril/, serão divididos em 6 vezes a partir de junho até novembro. Nesses meses de parcelamento, os servidores devem receber o percentual de 4,97% (valor que soma os 4,26% da recomposição e 0,71% do retroativo). O Sindsaúde levará a proposição do Governo do Estado para ser avaliada em Assembleia Estadual da Saúde, que acontecerá no dia 13 de maio, às 9h da manhã, com local ainda a confirmar. O objetivo é submeter a proposta para que os servidores votem os rumos da luta.

    Mais do que os 4,26%, o que está em jogo envolve a credibilidade do governo no cumprimento de acordos, o efeito cascata sobre outras categorias do funcionalismo e, sobretudo, a sustentabilidade do sistema público de saúde diante de uma demanda crescente e de uma estrutura de pessoal pressionada e sub-remunerada.


  • Correria do título eleitoral é a tônica, mas a dos corredores de shopping eleva o PIB do estado

    Hoje é o último dia de regularização do título de eleitor; é o primeiro estresse eleitoral do cidadão (o próximo é após a posse do eleito)

    Hoje é o último dia para regularização do título eleitoral. Cartórios e canais digitais devem registrar pico de demanda ao longo do dia. Mais que burocracia, trata-se de um teste de engajamento cívico sob pressão de calendário.

    Para o comércio, Dia das Mães paga afeto com vendas; na gestão local, evento Conecta Municípios” é aberto hoje em Natal

    O varejo potiguar segue hoje em sua principal janela de faturamento do semestre, numa movimentação crescente a cada dia indicando os padrões do consumidor: se pela compra antecipada ou a concentração de última hora. Mas no fundo, o dado relevante é outro: a renda comprimida sustenta ou apenas encena o otimismo? Já às vésperas da abertura do evento Conecta Municípios em Natal, esta quarta será de articulações, chegadas e alinhamentos políticos. Prefeitos e técnicos começam a ocupar a capital, transformando o dia em um aquecimento informal de agendas municipais; é onde os bastidores, e não as plenárias, costumam decidir prioridades.

    EUA e Irã devem testar hoje um acordo provisório (e enquanto isso o mundo prende a respiração)

    EUA e Irã devem avançar hoje em memorando preliminar para cessar hostilidades e destravar negociações nucleares; mercados e chancelerias acompanharão cada vírgula. A paz provisória também move petróleo e poder.


    STF retoma julgamento dos royalties do petróleo (após 13 anos) e a Comissão da jornada 6×1 abre seus trabalhos

    O Supremo Tribunal Federal retoma hoje julgamento dos royalties do petróleo após 13 anos; decisão pode redistribuir bilhões entre entes federativos, reacendendo disputas regionais. Esse nosso federalismo brasileiro sempre ferve quando há petróleo envolvido. Perto dali, a comissão especial da Câmara dos Deputados que trata da jornada 6×1 realiza hoje primeira audiência com ministro do Trabalho; debate sobre redução da carga semanal entra na agenda concreta. É a produtividade versus qualidade de vida volta ao centro político.


  • Itaú tem lucro de R$ 12,3 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta de 10,4%. Alguém ainda se dá bem nesse país

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  • Álvaro Dias anuncia Paulinho Freire como coordenador de campanha ao Governo do RN. A corrida das articulações se aproxima sua reta final

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  • Perdas silenciosas: pelo menos um motociclista morre a cada três horas no Rio Grande do Norte

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  • Gasolina subindo, estoque de medicamentos caindo, mas há sempre um amanhã (que pode ser pior, é verdade)



    O noticiário desta terça revela um Estado tensionado entre economia doméstica, fragilidades estruturais e rearranjos políticos. Dimensões que, no cotidiano potiguar e nas relações globais, raramente caminham separadas.


    Gasolina chega a R$ 7,49 e pressiona o já inflacionado custo de vida em Natal

    O preço da gasolina atingiu até R$ 7,49 em Natal, reacendendo o peso silencioso da inflação cotidiana. Mais que um número na bomba, trata-se de um efeito cascata: transporte, alimentos e serviços sentem. Combustíveis seguem movendo mais o humor da população do que os veículos.


    Estado dispõe de apenas 60% dos medicamentos essenciais (pelo menos ainda dispõe)

    Dados apresentados na Assembleia Legislativa revelam que o RN conta com apenas 60% dos medicamentos necessários. A escassez, mais do que estatística, traduz uma precariedade concreta: políticas públicas que falham onde não deveriam…


    Carlos Eduardo, sem apoio pela milésima vez, desistiu de candidatura ao Senado

    Carlos Eduardo Alves retirou sua pré-candidatura ao Senado, após perda de apoio partidário. A decisão reorganiza o tabuleiro eleitoral potiguar, revelando que, na política, alianças pesam mais que projetos… não que o ex-prefeito de Natal tivesse algum, é claro.

    Trump suspende operação no Estreito de Ormuz enquanto Rússia eleva a temperatura na Ucrânia

    Os EUA interromperam missão de escolta a navios no Golfo após pedido internacional, tentando abrir espaço para acordo com o Irã. Região segue como foco crítico do petróleo mundial,o que mostra que, quando o petróleo esquenta, até superpotência vira diplomata zen. Há alguns milhares de quilômetros dali, bombardeios russos atingiram cidades como Zaporizhzhia e Dnipro, deixando mortos e ampliando a escalada do conflito em 2026. A guerra segue naquele estágio em que ninguém vence, mas todo mundo perde.

    Senado aprova criação da Universidade Federal Indígena

    Projeto cria a primeira universidade federal voltada a povos indígenas no Brasil. Texto segue para sanção presidencial. Um avanço histórico — mas… tem orçamento para isso?


  • Raios aumentam 52% no RN em 2026, mas impacto na rede elétrica atinge só 14% dos clientes. Mais descargas, menos caos (ainda bem)

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  • Para Márcio Pochmann, o mais desenvolvimentista dos petistas, a mobilidade social tem se tornado artigo raro. Há saída?

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Jesus de Ritinha de Miúdo