Jesus de Ritinha de Miúdo

  • ABC anuncia Arnóbio Medeiros como novo diretor executivo

    O ABC oficializou a contratação de Arnóbio Medeiros para o cargo de diretor executivo, dando continuidade ao processo de profissionalização da gestão alvinegra.

    O profissional, formado em Gestão do Futebol pela Conmebol e CBF, assumirá a reformulação e execução dos processos administrativos e futebolísticos do clube.

    Com passagem anterior pela Federação Norte-rio-grandense de Futebol, onde atuou como diretor de competições, e experiências prévias no próprio ABC, Medeiros integra o projeto de reorganização interna que visa aprimorar a estrutura operacional e administrativa do Mais Querido.

    A contratação representa mais uma etapa na modernização da gestão do clube potiguar.


  • Infraestrutura de São Gonçalo inicia nova etapa do tapa-buracos para recuperação da malha viária

    O bairro do Golandim está recebendo as ações da operação tapa-buracos, realizada pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura.

    Os serviços dessa nova etapa do tapa-buracos tiveram início pela Rua São Francisco, nas proximidades da Avenida Bacharel Tomaz Landim, e seguem em ritmo intenso para melhorar as condições de mobilidade urbana na região.

    Na manhã desta quarta-feira (8), o prefeito Jaime Calado acompanhou de perto os trabalhos na estrada que liga Santo Antônio ao Golandim.

    Além da reposição de paralelepípedos, as equipes também realizam a restauração asfáltica, garantindo mais segurança e conforto para pedestres e condutores. “A situação do asfalto é uma das grandes demandas que encontramos ao assumir a gestão, e desde então temos trabalhado com responsabilidade e planejamento para resolver. Nossa orientação é que os serviços sejam contínuos para atender todos os bairros que ainda enfrentam esse problema. Estamos avançando com seriedade para garantir ruas mais seguras e trafegáveis para a população”, afirmou o prefeito Jaime Calado.

    A Secretaria Municipal de Infraestrutura vai seguir o cronograma dos serviços priorizando os casos mais críticos.


  • Natália, Girão, Nina e Thabatta lideram para deputado federal; outros 21 nomes foram citados

    Pesquisa Instituto Media/O Potengi entrevistou 1.000 eleitores da capital nas quatro zonas eleitorais; a margem de erro é de 3%. Confira os números Confira os números da pesquisa espontânea para deputado federal.

    Faltando menos de um ano para as eleições nacionais de 2026, o jornal O Potengi dá sequência à sua série de pesquisas eleitorais para o Rio Grande do Norte, em parceria com o Instituto Media Inteligência em Pesquisa.

    Nesta sondagem, os eleitores da capital foram ouvidos sobre suas preferências para os cargos em disputa em 2026 e quanto à avaliação dos governos nas três esferas.

    Deputado Federal – Espontânea

    Quando perguntados em quem votariam para deputado federal se a eleição fosse hoje, os eleitores de Natal responderam assim:

    • Natália Bonavides: 3,90%
    • General Girão: 2,80%
    • Nina Souza: 2,50%
    • Thabata Pimenta: 2,10%
    • Dra.Carla Dikcson: 1,70%
    • Benes Leocádio: 1,40%
    • Álvaro Dias: 1,20%
    • Sargento Gonçalves: 1,10%
    • Fernando Mineiro: 0,90%
    • Matheus Faustino: 0,80%
    • Carlos Eduardo: 0,80%
    • Samanda Alves: 0,60%
    • João Maia: 0,60%
    • Rafael Motta: 0,50%
    • Garibaldi: 0,50%
    • Kelps Lima: 0,50%
    • Robinson Faria: 0,30%
    • Léo Souza: 0,20%
    • Camila Araújo: 0,10%
    • Dr.Bernardo: 0,10%
    • Joana Guerra: 0,10%
    • Ezequiel: 0,10%
    • Daniel Marinho: 0,10%
    • Micarla de Sousa: 0,10%
    • Kleber Fernandes: 0,10%
    • NS (Não sabe): 69,70%
    • BN (Branco/Nulo): 7,20%

    Sobre a pesquisa

    A pesquisa Instituto Media/O Potengi ouviu 1.000 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 6 de outubro de 2025, na cidade de Natal, Rio Grande do Norte. A amostra tem margem de erro de 3% para um intervalo de confiança de 95%.


  • Eudiane, Ériko, Azevedo e Robson Carvalho lideram para deputado estadual; outros 52 nomes foram citados

    Pesquisa Instituto Media/O Potengi entrevistou 1.000 eleitores da capital nas quatro zonas eleitorais; a margem de erro é de 3%. Confira os números da pesquisa espontânea para deputado estadual.

    Faltando menos de um ano para as eleições nacionais de 2026, o jornal O Potengi dá sequência à sua série de pesquisas eleitorais para o Rio Grande do Norte, em parceria com o Instituto Media Inteligência em Pesquisa.

    Nesta sondagem, os eleitores da capital foram ouvidos sobre suas preferências para os cargos em disputa em 2026 e quanto à avaliação dos governos nas três esferas.

    Deputado Federal – Espontânea

    Quando perguntados em quem votariam para deputado estadual se a eleição fosse hoje, os eleitores de Natal responderam assim:

    • Eudiane Macedo: 2,10%
    • Eriko Jácome: 1,90%
    • Coronel Azevedo: 1,70%
    • Robson Carvalho: 1,70%
    • Ubaldo Fernandes: 1,50%
    • Divaneide Basílio: 1,40%
    • Adjuto Dias: 1,40%
    • Cristiane Dantas: 1,00%
    • Hermano Moraes: 0,90%
    • Gustavo Carvalho: 0,80%
    • Isolda Dantas: 0,80%
    • Kléber Rodrigues: 0,70%
    • Camila Araújo: 0,60%
    • Ezequiel Ferreira: 0,50%
    • Daniel Valença: 0,40%
    • Anne Lagartixa: 0,40%
    • Subtenente Eliabe: 0,30%
    • Luiz Almir: 0,30%
    • Júlio César: 0,30%
    • Luiz Eduardo: 0,20%
    • Dr.Bernardo: 0,20%
    • Kátia Pires: 0,20%
    • Dr.Gustavo: 0,20%
    • Francisco do PT: 0,20%
    • Tomba Farias: 0,20%
    • Terezinha Maia: 0,20%
    • Max Serrão: 0,20%
    • Júlia Arruda: 0,20%
    • Getúlio Rêgo: 0,20%
    • Raniere Barbosa: 0,20%
    • Dr.Kerginaldo: 0,20%
    • Luciano Nascimento: 0,10%
    • Ivanilson Oliveira: 0,10%
    • Marcio Gomes: 0,10%
    • Capitão Gondim: 0,10%
    • Galeno Torquato: 0,10%
    • Adão Eridan: 0,10%
    • Aroldo Alves: 0,10%
    • Brisa: 0,10%
    • Professor Robério: 0,10%
    • Dr.Thiago: 0,10%
    • Felipe Alves: 0,10%
    • Milklei: 0,10%
    • João Batista Torres: 0,10%
    • Júnior Colaça: 0,10%
    • Ermínio Felix: 0,10%
    • Albert Dickson: 0,10%
    • Eliu: 0,10%
    • Aline Juliete: 0,10%
    • Preto Aquino: 0,10%
    • Sandro Pimentel: 0,10%
    • Margarete Régia: 0,10%
    • Dinarte Torres: 0,10%
    • Paulo Pessoa: 0,10%
    • Sancler: 0,10%
    • Marcelo Monte: 0,10%
    • NS (Não sabe): 70,30%
    • BN (Branco/Nulo): 6,10%

    Sobre a pesquisa

    A pesquisa Instituto Media/O Potengi ouviu 1.000 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 6 de outubro de 2025, na cidade de Natal, Rio Grande do Norte. A amostra tem margem de erro de 3% para um intervalo de confiança de 95%.


  • Ministros do STJ e do TST participam de congresso em Natal sobre direito e empreendedorismo

    Natal sediará no próximo dia 24 de outubro o Congresso de Direito, Cultura e Empreendedorismo, evento que reunirá autoridades do Judiciário e representantes do setor empresarial no Praiamar Arena Hotel.

    A programação contará com a presença dos ministros Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho, e Luiz Alberto Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça, além de outras lideranças jurídicas e empresariais.

    Organizado pelo Instituto DIA, o encontro tem como objetivo principal aproximar o Rio Grande do Norte das discussões realizadas nos tribunais superiores, abordando temas como a Reforma Tributária, as novas formas de trabalho e o impacto da inteligência artificial no ambiente jurídico-empresarial. A expectativa é reunir aproximadamente 300 participantes entre advogados, magistrados, empresários e acadêmicos.

    O evento conta com o apoio institucional do TRT-21, AMATRA21, OAB/RN, Justiça Federal do RN e CDL Natal, garantindo um debate multidisciplinar sobre as transformações contemporâneas do direito e seus reflexos no desenvolvimento empresarial regional.


  • Autodiagnóstico nas redes: revolução ou armadilha?

    por Ricardo Mesquita, psicólogo

    Nunca se falou tanto sobre saúde mental — e, ao mesmo tempo, nunca pareceu tão difícil entender o que a gente sente.

    O roteiro é quase sempre o mesmo: você desbloqueia a tela, o algoritmo assume o volante, e lá vem a sequência. Um vídeo sobre ansiedade. Outro sobre TDAH. Mais um sobre autismo. A trilha é boa, a legenda pulsa no ritmo da pupila, e a frase acerta em cheio. Em segundos, o anzol fisga: “Meu Deus, sou eu.”

    E pronto. A identificação acontece. O scroll vira espelho. Informação não falta — personalização, menos ainda. As plataformas não só mostram o que você busca, elas farejam o que te angustia. Quando um vídeo acerta o ponto, quando sessenta segundos conseguem nomear um caos que você não conseguiu dizer em meses, nasce um sentimento misto: alívio e bagunça. Alívio por finalmente encontrar um nome; bagunça ao perceber que esse nome cabe em muita gente. É nesse intervalo, entre reconhecer-se e rotular-se, que o autodiagnóstico digital floresce.

    Um estudo publicado em 2025 na Acta Psychologica acompanhou jovens entre 16 e 25 anos no primeiro contato com serviços de saúde mental. O dado que mais chama atenção: todos já tinham consumido conteúdo sobre o tema nas redes antes da consulta. E 71,4% chegavam convictos de um diagnóstico que nunca tinha sido confirmado clinicamente. O principal berço dessa certeza? As plataformas. O YouTube, especialmente, apareceu ligado ao aumento do autodiagnóstico — talvez porque mistura didatismo com edição caprichada e cara de rigor científico. Sensação de aula; substância de recorte.



    Mas antes de qualquer crítica, vale reconhecer o que existe por trás disso: um desejo legítimo de compreender-se. Nomear a dor é um ato de coragem. O problema é quando essa nomeação acontece longe de escuta, de contexto e de validação técnica. Aí o diagnóstico vira espelho torto — reflete menos quem a gente é e mais o que o algoritmo quer mostrar.

    O mesmo estudo traz uma contradição interessante: quanto maior o consumo de conteúdo sobre saúde mental, maior o desejo de obter um diagnóstico formal. À primeira vista, parece ótimo — afinal, é sinal de interesse e busca por ajuda. Mas no consultório o efeito é outro: muita gente chega querendo confirmar o que viu online. Quando essa confirmação não vem, o que aparece é frustração, resistência… e, às vezes, desconfiança.

    E há um motivo afetivo por trás disso. Para 85% dos entrevistados, o diagnóstico importa não só pelo que explica, mas pelo que valida. “Agora sei que o que sinto é real.” “Encontrei gente como eu.” “Minha família me entende melhor.” Tudo legítimo. O risco começa quando o diagnóstico deixa de ser instrumento clínico e vira crachá de pertencimento — uma etiqueta que passa a organizar quem a pessoa é, o que ela sente, e até o que ela pode ser.

    O filósofo Ian Hacking chamou isso de looping effect: as categorias criadas começam a moldar aqueles que as recebem. Nas redes, esse efeito ganha megafone. O algoritmo premia repetição, transforma linguagem técnica em dialeto de grupo. Hashtags como #ADHDLife e #MyDepressionLooksLike acolhem e conectam, sim — mas também podem criar subculturas de patologização, onde a dor rende engajamento. Pra alguns, é bálsamo. Pra outros, prisão. E a pergunta que fica é dura: se a dor me define… quem eu sou quando ela melhora?

    Na clínica, o diagnóstico é lente que amplia, não funil que estreita. O problema é que o ambiente digital simplifica o complexo, dramatiza o sutil e estetiza o sofrimento. Em neuropsicologia, a gente chama isso de assimilação identitária do sintoma — quando o rótulo passa a fazer parte do “eu”. O cuidado ético, nesse caso, é duplo: não invalidar o sofrimento, mas também não alimentar a crença de que ele é tudo o que existe.

    A pesquisa do First Episode Mood and Anxiety Program, mostra algo semelhante: as redes não apenas informam, elas influenciam o próprio modo de adoecer. O psicólogo Nick Haslam chama isso de concept creep — o alargamento dos conceitos. “Trauma”, “crise de ansiedade”, “transtorno” viram nome pra tudo. O resultado? Uma névoa entre sofrimento humano e patologia clínica. E somado à dieta de vídeos curtos — atenção recortada, estímulo acelerado, tédio insuportável — o paradoxo é cruel: as mesmas plataformas que prometem explicar TDAH podem intensificar desatenção e impulsividade.

    A verdade é que a gente não está só consumindo conteúdo sobre saúde mental. Estamos sendo moldados por ele. Vivemos a era do saber-espetáculo, onde psicologia, psiquiatria e neurociência viram pílulas de trinta segundos. Tudo é feito pra emocionar — não pra aprofundar. E divulgar ciência é essencial, claro. O perigo é quando o discurso clínico vira entretenimento, e o que exige tempo e vínculo passa a ser digerido como identificação instantânea. E identificação, embora conforte, não é o mesmo que elaboração.

    A clínica não é um vídeo.

    Ela é feita de demora, de silêncio, de contradição.

    Enquanto o algoritmo caça coerência, o terapeuta acolhe dúvida.

    Enquanto a rede busca previsibilidade, o cuidado se constrói na incerteza.

    O papel do profissional de saúde mental nunca foi tão necessário — não pra disputar atenção com o feed, mas pra religar pessoas ao ritmo humano da compreensão. Quando o diagnóstico nasce de escuta ética e contexto, ele liberta. Dá nome ao que era ruído. E abre caminho pra um cuidado de verdade.

    No fundo, o autodiagnóstico digital fala menos de doença e mais de solidão. Buscar um nome é, muitas vezes, buscar pertencimento. Dizer “eu existo” e “isso faz sentido”. Só que, nas redes, o sentido vem pronto — sem história, sem nuance, sem rosto. Cada pessoa tem um jeito único de sofrer, reagir, resistir. E é justamente isso que os algoritmos não leem: eles caçam padrão; a psicologia procura exceção.

    Entre o scroll infinito e o silêncio da sessão, existe uma diferença essencial.

    Na rede, viramos consumidores de diagnósticos.

    Na clínica, voltamos a ser sujeitos de histórias.

    A tecnologia não é inimiga do cuidado — ela só precisa de tradução clínica.

    O desafio é construir pontes entre o digital e o humano.

    Pontes que devolvam profundidade ao olhar, responsabilidade ao discurso.

    Diagnóstico não deve limitar; deve abrir.

    O nome da dor importa, sim.

    Mas é o que fazemos com ele que transforma.


  • Polícia Federal fecha sete empresas clandestinas de segurança no RN

    Em uma operação de abrangência nacional realizada nesta quinta-feira, a Polícia Federal autuou e determinou o encerramento das atividades de sete empresas clandestinas de segurança privada no estado do Rio Grande do Norte. A ação, batizada de Operação Segurança Legal IX, ocorreu de forma simultânea em todos os estados do país, envolvendo a fiscalização de 565 estabelecimentos.

    No Rio Grande do Norte, as intervenções se concentraram nas cidades de Natal e Mossoró. Na capital potiguar, seis dos sete estabelecimentos fiscalizados receberam auto de encerramento. Em Mossoró, a única empresa inspecionada também foi interditada pelas autoridades.

    A Polícia Federal destacou que a contratação de serviços de segurança privada irregulares constitui um grave risco para a segurança pública. Empresas que atuam à margem da lei não submetem seus vigilantes ao controle e à fiscalização do órgão, processo essencial que verifica antecedentes criminais, formação profissional adequada e aptidão física e psicológica dos profissionais.

    Conforme a legislação brasileira, apenas empresas devidamente autorizadas pela Polícia Federal estão habilitadas a prestar serviços de segurança privada e a contratar vigilantes. A operação, que é realizada anualmente desde 2017, tem como principal objetivo coibir a atuação ilegal neste setor, garantindo o cumprimento integral das normas que regulamentam a atividade em todo o território nacional.


  • Lula defende que fintechs “paguem o imposto devido a esse país”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (9), que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs, “paguem o imposto devido a esse país”. Lula comentou sobre a decisão da Câmara dos Deputados de retirar de pauta a votação da medida provisória (MP) que taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas e compensaria a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que sofreu críticas do mercado financeiro e de parlamentares.

    O governo, agora, deve procurar outras alternativas para aumentar a arrecadação e cumprir a meta fiscal, corte gastos também devem ser feitos. Lula está com agenda de viagens até o início da semana que vem e, segundo ele, no retorno, vai reunir sua equipe para avaliar os cenários possíveis.

    “Eu volto na quarta-feira [15] para Brasília, aí sim, eu vou reunir o governo para discutir como é que a gente vai propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs, que tem fintech hoje maior do que banco, que elas paguem o imposto devido a esse país”, disse Lula em entrevista à Rádio Piatã, da Bahia. Hoje, o presidente cumpre agenda no estado.

    As fintechs são empresas de inovação que se diferenciam pelo uso da tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais. Segundo Lula, hoje, há Fintechs maiores do que alguns bancos e que não pagam impostos proporcionais ao tamanho do negócio. 

    A MP precisava ser aprovada até esta quarta-feira (8) para não perder a eficácia. Com a retirada da pauta, apresentada pela oposição, o texto caducou.

    A versão original da MP propunha a taxação de bilionários, bancos e bets (empresas de apostas eletrônicas) como forma de aumentar a arrecadação. A ideia, por exemplo, era taxar a receita bruta das bets com alíquota entre 12% e 18%, além da taxação de aplicações financeiras, como as Letras de Crédito Agrário (LCA), de Crédito Imobiliário (LCI) e de Desenvolvimento (LCD), bem como juros sobre capital próprio.

    A previsão inicial era arrecadar cerca de R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 21 bilhões, em 2026. Com as negociações, a projeção caiu para R$ 17 bilhões. O texto também previa corte de R$ 4,28 bilhões de gastos obrigatórios.

    “Nós estávamos propondo uma [taxação] de 18%, foi negociado para as [bets] pagar apenas 12%, ainda assim eles não quiseram e se recusaram pagar. É engraçado que o povo trabalhador paga 27,5% de imposto renda do seu salário e os ricos não querem pagar 12%, não querem pagar 18%”, disse Lula.

    O presidente reafirmou que não foi uma derrota do governo, foi uma derrota imposta ao povo brasileiro.

    “Derrotaram a possibilidade de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro, tirando mais dinheiro dos ricos e distribuindo para os pobres. Foi isso que aconteceu ontem no Congresso Nacional”, disse.

    Antes da votação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou que o Congresso Nacional cumprisse o acordo firmado com o governo federal para aprovação da MP. Haddad disse que o governo manteve diálogo com os parlamentares e que fez concessões. No entanto, os partidos do centrão vinham se posicionando contra a medida.


  • Custo do metro quadrado dispara no RN em setembro, com quarta maior alta do País

    O custo médio de construção por metro quadrado no Rio Grande do Norte registrou alta de 0,88% em setembro, a quarta maior variação nacional, segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil divulgados pelo IBGE.

    O valor subiu de R$ 1.729,46 para R$ 1.744,62, impulsionado principalmente pelo aumento de R$ 11,34 no custo da mão de obra, que alcançou R$ 687,35/m².

    Apesar do significativo reajuste mensal, o estado mantém a sexta posição entre as unidades federativas com menor custo médio de construção do país.

    No acumulado anual, o RN apresenta a menor alta entre os estados nordestinos, com 3,55%, enquanto a variação nos últimos doze meses ficou em 4,11%, terceiro menor índice nacional. O desempenho contrasta com estados como Mato Grosso, que liderou o ranking de altas com 5,45% em setembro.


  • Carro é o principal meio de transporte para o trabalho, diz Censo

    O carro é o principal meio de transporte utilizado pelos brasileiros para ir ao trabalho, de acordo com dados do Censo divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados do Censo Demográfico 2022 mostram que 32% das pessoas que precisam se deslocar pelo menos três vezes por semana para o local de trabalho usam o automóvel, superando a proporção de 21,4% das que utilizam ônibus. Em terceiro lugar, vêm aquelas que se deslocam a pé, ao menos na maior parte do tempo, e que somavam 17,8%.

    “O censo traz justamente esse quadro amplo do Brasil, mostrando os gargalos e as dificuldades. Isso é reflexo do nosso histórico, que privilegiou o automóvel em detrimento de outros meios de transporte, mas também mostra certas carências do transporte público, que são especialmente mais impactantes em grandes concentrações urbanas, como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Brasília”, avalia o analista do IBGE Mauro Sergio Pinheiro de Sousa.

    Tempo de deslocamento

    Essas carências aparecem principalmente no tempo de deslocamento. Na média brasileira, a maior parte dos trabalhadores, 57%, leva de seis minutos até meia hora para chegar ao local de trabalho, totalizando 40 milhões de pessoas. Mas essa proporção é menor no Sudeste, 53%, e cai para a casa de 36% nas duas maiores cidades do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo. Na outra ponta, 12,6% das pessoas levam mais de uma hora nesse trajeto, número que sobe para 27,9% em São Paulo e 29,8% no Rio.

    A região metropolitana do Rio de Janeiro também se destaca no ponto mais extremo da escala, o dos trabalhadores que levam mais de duas horas para chegar ao trabalho. Onze cidades fluminenses figuram na lista dos 20 municípios, com mais de 100 mil habitantes, que tem o maior percentual de trabalhadores que declararam esse tempo de deslocamento, incluindo as três primeiras posições. Em Queimados, a grande campeã, 12,5% dos trabalhadores demoram pelo menos duas horas no trajeto de casa até o trabalho. A proporção na capital foi de 5,6%, enquanto a média brasileira ficou em 1,8%.

    O Censo também identificou algumas relações entre o tempo de deslocamentos e desigualdades sociais. Por exemplo, 16,4% das pessoas negras e 12,2% das indígenas leva pelo menos uma hora para chegar ao trabalho, enquanto a proporção entre as pessoas brancas foi de 10,4%. E maiores rendimentos domiciliares per capita também estavam associados a um menor tempo de deslocamento.

    Essas diferenças também aparecem na análise dos meios de transporte. A proporção de pessoas que vão de automóvel para o trabalho, alcança 42,9% entre as pessoas brancas, mais que o dobro da proporção declarada pelas pessoas pretas, que utilizam mais o ônibus, com 29%. Além disso, 57,8% dos trabalhadores com ensino superior completo vão de carro para o trabalho, enquanto a proporção entre as pessoas com ensino médio completo é menos que a metade, 28,6. Além disso, o meio preferencial das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental completo é a pé, com 25,6%.

    Os analistas do IBGE também fizeram cruzamentos entre o tempo de trajeto e os meios de transporte e identificaram que 70% das pessoas que usam o ônibus como principal meio de transporte, levam pelo menos meia hora no trajeto. Já 52,2% dos usuários de trem ou metrô demoram pelo menos 1 hora.

    Ainda de acordo com o Censo, em 2022, 88,4% dos brasileiros trabalhavam no mesmo município de residência, sendo 71,4% em outro local e 16,9% na própria casa ou propriedade. residência. Por outro lado, 10,7% dos trabalhadores precisavam se deslocar para outro município para trabalhar e 7,9 milhões dessas pessoas faziam isso pelo menos 3 dias por semana.





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