Greve no IFRN continua e pode se intensificar



Imagem Foto: Alberto Leandro
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A greve dos servidores dos Institutos Federais do Rio Grande do Norte (IFRN) pode se intensificar, já que as negociações com o governo não têm avançado de forma satisfatória. A categoria espera que suas demandas sejam atendidas quanto antes, mas não conseguem entrar em um acordo com o governo federal.

Nossa equipe entrevistou um servidor que prefere não ser identificado, para falar da última proposta feita pelo governo. Nosso entrevistado comentou que a proposta não é vantajosa para classe, o aumento que estão sugerindo seria de R$ 54 reais em seu salário final e acredita que com a falta de acordos a reitoria e os serviços que continuam funcionando sejam fechados, fazendo parte da greve.

No debate para discutir a última proposta apresentada, representantes da categoria fizeram comparações em relação aos acordos feitos entre o governo e outras instituições que também estiveram em greve, onde o valor do acordo chegou a ser três vezes maior que o oferecido para os servidores. Além de ser ressaltado que os servidores dos IFRN são 18% do serviço público, no entanto, representam menos de 10% na folha de pagamento.

Dentre as reivindicações feitas pela categoria está a reestruturação das carreiras de técnico-administrativos e docentes, recomposição salarial de 34,32% para técnicos e de 22,71% para professores, revogação de todas as normas aprovadas pelos governos anteriores que prejudicam a educação federal e a recomposição do orçamento e reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes.

Greve

A greve começou no dia 3 de abril, com uma reunião em frente ao Campus Central no bairro do Tirol, professores e funcionários técnico-administrativos dos Institutos IFRN e de outras instituições federais de ensino, totalizando mais de 600 unidades, aderiram à luta. Já a partir do dia 8 do mesmo mês o calendário acadêmico de aulas deste ano foi suspenso, aos poucos 22 campis do Rio Grande do Norte foram fechando as portas.

Geraldo Peregrino, diretor de Comunicação do Sinasefe, destacou que as defasagens começaram no governo Temer e se agravaram ao longo dos anos e que apesar de o governo Lula ter concedido um reajuste de 9% no ano passado, as perdas acumuladas não foram completamente recuperadas. 

Geraldo também comentou que além das questões salariais, a greve também é uma luta pela recomposição do orçamento das instituições federais de ensino, que ainda enfrentam uma defasagem significativa. “A estimativa é que deveríamos ter, para 2024, R$ 153 milhões em caixa, ao invés de R$ 94 milhões. Isso afeta os programas de pesquisa e extensão e aumenta os índices de evasão, pois muitos estudantes em vulnerabilidade social abandonam a instituição por falta de recursos para alimentação ou transporte”, disse Peregrino.




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Greve no IFRN continua e pode se intensificar



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A greve dos servidores dos Institutos Federais do Rio Grande do Norte (IFRN) pode se intensificar, já que as negociações com o governo não têm avançado de forma satisfatória. A categoria espera que suas demandas sejam atendidas quanto antes, mas não conseguem entrar em um acordo com o governo federal.

Nossa equipe entrevistou um servidor que prefere não ser identificado, para falar da última proposta feita pelo governo. Nosso entrevistado comentou que a proposta não é vantajosa para classe, o aumento que estão sugerindo seria de R$ 54 reais em seu salário final e acredita que com a falta de acordos a reitoria e os serviços que continuam funcionando sejam fechados, fazendo parte da greve.

No debate para discutir a última proposta apresentada, representantes da categoria fizeram comparações em relação aos acordos feitos entre o governo e outras instituições que também estiveram em greve, onde o valor do acordo chegou a ser três vezes maior que o oferecido para os servidores. Além de ser ressaltado que os servidores dos IFRN são 18% do serviço público, no entanto, representam menos de 10% na folha de pagamento.

Dentre as reivindicações feitas pela categoria está a reestruturação das carreiras de técnico-administrativos e docentes, recomposição salarial de 34,32% para técnicos e de 22,71% para professores, revogação de todas as normas aprovadas pelos governos anteriores que prejudicam a educação federal e a recomposição do orçamento e reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes.

Greve

A greve começou no dia 3 de abril, com uma reunião em frente ao Campus Central no bairro do Tirol, professores e funcionários técnico-administrativos dos Institutos IFRN e de outras instituições federais de ensino, totalizando mais de 600 unidades, aderiram à luta. Já a partir do dia 8 do mesmo mês o calendário acadêmico de aulas deste ano foi suspenso, aos poucos 22 campis do Rio Grande do Norte foram fechando as portas.

Geraldo Peregrino, diretor de Comunicação do Sinasefe, destacou que as defasagens começaram no governo Temer e se agravaram ao longo dos anos e que apesar de o governo Lula ter concedido um reajuste de 9% no ano passado, as perdas acumuladas não foram completamente recuperadas. 

Geraldo também comentou que além das questões salariais, a greve também é uma luta pela recomposição do orçamento das instituições federais de ensino, que ainda enfrentam uma defasagem significativa. “A estimativa é que deveríamos ter, para 2024, R$ 153 milhões em caixa, ao invés de R$ 94 milhões. Isso afeta os programas de pesquisa e extensão e aumenta os índices de evasão, pois muitos estudantes em vulnerabilidade social abandonam a instituição por falta de recursos para alimentação ou transporte”, disse Peregrino.


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