Engorda de Ponta Negra: embarcação dragou apenas areia ou milhões dos cofres públicos?


A obra da engorda da Praia de Ponta Negra, apresentada pela gestão do então prefeito Álvaro Dias e defendida por parte da mídia natalense como solução definitiva para o avanço do mar e proteção da orla de Natal e do Morro do Careca, hoje está no centro de denúncias e investigações que vão muito além da engenharia.

Logo nas primeiras chuvas após a conclusão da obra, moradores e comerciantes passaram a registrar:

  • alagamentos
  • erosões
  • tubulações expostas
  • pontos de drenagem improvisados

Defensores da gestão afirmaram que os alagamentos seriam “esperados”, mas documentos técnicos apontavam justamente para evitar esse cenário. O problema ganhou dimensão institucional após o Ministério Público Federal apontar falhas graves no sistema de drenagem.

Entre as denúncias investigadas estão:

  • tubulações inadequadas
  • galerias obstruídas
  • acúmulo de água
  • estruturas sem funcionamento correto
  • referências a “tubulações falsas”

Paralelamente, o Tribunal de Contas da União investiga possíveis irregularidades na licitação da engorda, incluindo suspeitas de exigências técnicas que teriam restringido a concorrência para contratação da draga, além dos custos extras e aditivos financeiros da obra.

A própria linha do tempo da embarcação ajuda a explicar o alerta dos órgãos de controle. Em junho de 2024, a draga chegou a Natal antes da licença ambiental definitiva. O equipamento milionário ficou parado durante dias sem mover um único grão de areia. Depois deixou a cidade sem operar. Quando retornou, vieram paralisações, mudanças técnicas e aumento do contrato, que ultrapassou R$ 107 milhões.

Outro episódio grave ocorreu durante a análise ambiental do projeto. O Idema sofreu pressão política, manifestações e até invasão de apoiadores da gestão Álvaro Dias, levando MPF, Procuradoria do Estado e o próprio órgão ambiental a discutirem oficialmente a situação.

Diante da pressa da obra, da pressão sobre órgãos ambientais e dos problemas surgindo logo após a execução, fica difícil ignorar a impressão de que a engorda também serviu como vitrine eleitoral.

Se houve aceleração sem planejamento adequado, não se trata apenas de engenharia. Trata-se de responsabilidade pública.





Engorda de Ponta Negra: embarcação dragou apenas areia ou milhões dos cofres públicos?

A obra da engorda da Praia de Ponta Negra, apresentada pela gestão do então prefeito Álvaro Dias e defendida por parte da mídia natalense como solução definitiva para o avanço do mar e proteção da orla de Natal e do Morro do Careca, hoje está no centro de denúncias e investigações que vão muito além da engenharia.

Logo nas primeiras chuvas após a conclusão da obra, moradores e comerciantes passaram a registrar:

  • alagamentos
  • erosões
  • tubulações expostas
  • pontos de drenagem improvisados

Defensores da gestão afirmaram que os alagamentos seriam “esperados”, mas documentos técnicos apontavam justamente para evitar esse cenário. O problema ganhou dimensão institucional após o Ministério Público Federal apontar falhas graves no sistema de drenagem.

Entre as denúncias investigadas estão:

  • tubulações inadequadas
  • galerias obstruídas
  • acúmulo de água
  • estruturas sem funcionamento correto
  • referências a “tubulações falsas”

Paralelamente, o Tribunal de Contas da União investiga possíveis irregularidades na licitação da engorda, incluindo suspeitas de exigências técnicas que teriam restringido a concorrência para contratação da draga, além dos custos extras e aditivos financeiros da obra.

A própria linha do tempo da embarcação ajuda a explicar o alerta dos órgãos de controle. Em junho de 2024, a draga chegou a Natal antes da licença ambiental definitiva. O equipamento milionário ficou parado durante dias sem mover um único grão de areia. Depois deixou a cidade sem operar. Quando retornou, vieram paralisações, mudanças técnicas e aumento do contrato, que ultrapassou R$ 107 milhões.

Outro episódio grave ocorreu durante a análise ambiental do projeto. O Idema sofreu pressão política, manifestações e até invasão de apoiadores da gestão Álvaro Dias, levando MPF, Procuradoria do Estado e o próprio órgão ambiental a discutirem oficialmente a situação.

Diante da pressa da obra, da pressão sobre órgãos ambientais e dos problemas surgindo logo após a execução, fica difícil ignorar a impressão de que a engorda também serviu como vitrine eleitoral.

Se houve aceleração sem planejamento adequado, não se trata apenas de engenharia. Trata-se de responsabilidade pública.



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