O Rio Grande do Norte registrou avanço significativo no saneamento básico em 2024, reduzindo de 26,6% para 15,9% o percentual de domicílios com despejo inadequado de esgoto, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (22). Apesar da melhora, o estado permanece acima da média nacional de 14,4%, com aproximadamente 197 mil residências ainda utilizando fossas rudimentares, valas, rios ou mar para destinação de dejetos.
O problema concentra-se nas áreas rurais, onde 43,2% dos domicílios mantêm práticas inadequadas, contra 10,5% nas zonas urbanas. Desde 2019, o estado apresentou evolução expressiva – de 54,7% para o patamar atual -, impulsionada principalmente pela expansão da rede geral de esgoto (38,1%) e fossas sépticas não ligadas à rede (40%).
Na Região Metropolitana de Natal, 10,1% dos domicílios (cerca de 55 mil) ainda realizam despejo inadequado, com a capital apresentando índice de 4,1%. A pesquisa também revela envelhecimento populacional acelerado: 18,1% dos natalenses têm 60 anos ou mais, percentual superior à média nacional de 16,1%.
Quanto ao abastecimento de água, as zonas rurais registraram redução no fornecimento diário (de 52,4% para 39,2%), com aumento no uso de poços profundos e fontes naturais. O manejo de resíduos melhorou, com crescimento da coleta direta e redução da queima de lixo em propriedades rurais.
Os dados refletem desafios persistentes na universalização do saneamento básico, particulamente em comunidades rurais, mesmo com progressos evidentes nos últimos cinco anos.





