Senado aprova projeto que amplia recursos para Hospitais Universitários Federais



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Imagem Foto: Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou, nessa terça-feira (2), o projeto de lei complementar que passa a considerar como Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS) as transferências de recursos do Ministério da Saúde para despesas dos hospitais universitários federais em custeio e investimento. Dessa forma, os recursos serão incluídos no cálculo do gasto mínimo constitucional em Saúde. Foram 60 votos a favor e nenhum contrário. O PLP 72/2024 segue para análise da Câmara dos Deputados.

A proposta determina que o repasse dos recursos para custeio e investimento em hospitais universitários federais, inclusive os destinados por emendas parlamentares, poderá ser realizado por meio de descentralização de créditos orçamentários do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para essas instituições ou para a entidade pública responsável por sua administração.

O texto exclui do cálculo do gasto federal mínimo constitucional em saúde, que representa 15% da receita corrente líquida da União, as despesas de remuneração de pessoal ativo e inativo da entidade pública responsável pela administração dos hospitais universitários federais, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Uma emenda acatada por Zenaide Maia (PSD-RN) determinou essa exclusão.

Segundo o autor da proposta, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o projeto vai assegurar maior segurança jurídica para que o Ministério da Saúde possa destinar recursos discricionários e de emendas parlamentares para os hospitais universitários federais e para a Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

A relatora da matéria, senadora Zenaide Maia, ressaltou que os hospitais universitários oferecem atendimento em alta complexidade “com o que existe de melhor de recursos humanos, que são os professores”. “É a academia oferecendo uma saúde de alta complexidade, em praticamente todos os estados brasileiros”, afirmou.

O presidente da Ebserh, Arthur Chior, disse que o projeto visa reconhecer e fortalecer a participação dos hospitais universitários federais no SUS e diminuir a burocracia para os repasses aos hospitais.

“A proposta permitirá a destinação de recursos do Ministério da Saúde para a construção, reforma e ampliação dos hospitais universitários geridos pela Ebserh com recursos do PAC. Além disso, recursos oriundos de emendas parlamentares poderão ser destinados para aquisição de equipamentos e custeio desses hospitais universitários, extremamente importantes para a garantia da assistência de média e alta complexidade para o SUS”, argumentou Zenaide Maia.

Na avaliação da senadora, o projeto possui mérito ao detalhar as hipóteses e finalidades para as quais os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) podem ser utilizados para investimentos nos hospitais universitários federais e para compor a base de cálculo para fins de apuração do mínimo constitucional.

“A relevância desses hospitais deve ser considerada no cumprimento do mandamento constitucional do direito à saúde – tanto no ensino e pesquisa quanto na assistência à saúde da população”, ressaltou a senadora.






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Senado aprova projeto que amplia recursos para Hospitais Universitários Federais



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O Plenário do Senado aprovou, nessa terça-feira (2), o projeto de lei complementar que passa a considerar como Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS) as transferências de recursos do Ministério da Saúde para despesas dos hospitais universitários federais em custeio e investimento. Dessa forma, os recursos serão incluídos no cálculo do gasto mínimo constitucional em Saúde. Foram 60 votos a favor e nenhum contrário. O PLP 72/2024 segue para análise da Câmara dos Deputados.

A proposta determina que o repasse dos recursos para custeio e investimento em hospitais universitários federais, inclusive os destinados por emendas parlamentares, poderá ser realizado por meio de descentralização de créditos orçamentários do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para essas instituições ou para a entidade pública responsável por sua administração.

O texto exclui do cálculo do gasto federal mínimo constitucional em saúde, que representa 15% da receita corrente líquida da União, as despesas de remuneração de pessoal ativo e inativo da entidade pública responsável pela administração dos hospitais universitários federais, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Uma emenda acatada por Zenaide Maia (PSD-RN) determinou essa exclusão.

Segundo o autor da proposta, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o projeto vai assegurar maior segurança jurídica para que o Ministério da Saúde possa destinar recursos discricionários e de emendas parlamentares para os hospitais universitários federais e para a Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

A relatora da matéria, senadora Zenaide Maia, ressaltou que os hospitais universitários oferecem atendimento em alta complexidade “com o que existe de melhor de recursos humanos, que são os professores”. “É a academia oferecendo uma saúde de alta complexidade, em praticamente todos os estados brasileiros”, afirmou.

O presidente da Ebserh, Arthur Chior, disse que o projeto visa reconhecer e fortalecer a participação dos hospitais universitários federais no SUS e diminuir a burocracia para os repasses aos hospitais.

“A proposta permitirá a destinação de recursos do Ministério da Saúde para a construção, reforma e ampliação dos hospitais universitários geridos pela Ebserh com recursos do PAC. Além disso, recursos oriundos de emendas parlamentares poderão ser destinados para aquisição de equipamentos e custeio desses hospitais universitários, extremamente importantes para a garantia da assistência de média e alta complexidade para o SUS”, argumentou Zenaide Maia.

Na avaliação da senadora, o projeto possui mérito ao detalhar as hipóteses e finalidades para as quais os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) podem ser utilizados para investimentos nos hospitais universitários federais e para compor a base de cálculo para fins de apuração do mínimo constitucional.

“A relevância desses hospitais deve ser considerada no cumprimento do mandamento constitucional do direito à saúde – tanto no ensino e pesquisa quanto na assistência à saúde da população”, ressaltou a senadora.


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